sábado, 4 de fevereiro de 2012

FOTOS: MISSA DO 104º ANIVERSÁRIO DO REGICÍDIO NA IGREJA DE SÃO VICENTE DE FORA

Chegada das Reais Ordens com o porta-bandeira, Sérgio Moreno e a bandeira que pertenceu a El-Rei Dom Manuel II.
No Panteão Real onde foram depositadas flores junto aos túmulos de El-Rei Dom Carlos e Príncipe Real Dom Luiz Filipe.
SS.AA.RR., Os Senhores Duques de Bragança rezam junto aos túmulos
Seguiram-se os cumprimentos após a celebração da Santa Missa
(Clique nas fotos para aumentar)
Fotos de Raul Bugalho Pinto

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

CONFLITO DE INSTITUIÇÕES ANIMA MONARQUIA

Jornal "Público" de 02-02-2011
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HOMILIA DA SANTA MISSA DE SUFRÁGIO POR EL-REI DOM CARLOS E PRÍNCIPE REAL DOM LUIZ FILIPE - 1 DE FEVEREIRO DE 2012

Ser Rei é ser o primeiro na honra mas, sobretudo, o primeiro no serviço. Mais do que titular de privilégios e regalias, o Monarca está, ao longo de toda a sua existência, preso aos pesados grilhões dos mais penosos deveres. Por isso, o Príncipe Real não foi educado para se passear nos salões, como um cortesão ou um boémio, mas para ser o primeiro vassalo de El-Rei e o seu mais destemido e sacrificado soldado, na contínua disponibilidade para o serviço da pátria. (…) Não estranha, portanto, que o seu último gesto, que por sinal lhe custou a vida, fosse um derradeiro acto de nobreza e de serviço. Com efeito, depois de traiçoeiramente assassinado El-Rei Dom Carlos, com dois tiros disparados à sua retaguarda, o Príncipe Real, que estava sentado à frente do Monarca, levantou-se para responder ao vil ataque em que já perecera o seu Pai e o seu Rei. Foi então que ficou, ele também, na mira do regicida que, com um novo tiro, atingiu mortalmente o Senhor Dom Luís Filipe, que veio a falecer pouco depois.

APRENDER A SERVIR
1. Introdução. «Jesus disse-lhes: ‘Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os seus parentes e em sua casa’»[1].
O desconsolo desta observação de Nosso Senhor, quando de passagem por Nazaré, bem podia reflectir o sentimento de estupefacção e de revoltada tristeza que necessariamente nos invade quando evocamos o hediondo crime em que pereceram Sua Majestade Fidelíssima El-Rei Dom Carlos I e Sua Alteza Real Dom Luís Filipe, Príncipe Real, no dia primeiro de Fevereiro de mil novecentos e oito.
Com efeito, também as vítimas do regicídio foram desprezadas na sua terra e, de algum modo, entre os seus parentes e em sua casa, porque a casa do monarca é o seu país e, o seu povo, a sua família alargada. Ao tombarem pela Pátria, El-Rei e o Príncipe sentiram porventura aquele mesmo desprezo de que se queixa Jesus Cristo, tanto mais injusto quanto procedente dos seus súbditos, daqueles mesmo de quem seria de esperar uma atitude de gratidão ou, pelo menos, de respeito pelo seu exemplar serviço à nação[2].
O pecado do Rei David que, ao recensear a população, duvidou da providencial protecção divina, foi expiado pelo seu povo, tendo perecido, por esse motivo, setenta mil homens, desde Dan até Bersabé[3]. De modo análogo, o sangue divino do Filho de David, segundo a sua linhagem humana[4], a todos resgatou da culpa original dos nossos primeiros pais, como já vaticinara o seu régio antepassado: «a vossa mão caia sobre mim e a minha família»[5]. Foi também para remir a nação que foi derramado, no Terreiro do Paço, o sangue real de El-Rei Dom Carlos I e do Príncipe Dom Luís Filipe.
Se mais de um século decorrido sobre esta nefasta efeméride nos reunimos em solene assembleia eucarística nesta Igreja de São Vicente de Fora, junto ao Panteão Real, onde repousam os corpos de El-Rei D. Carlos, do Príncipe e de outros membros da Família Real, é não apenas para sufragar as suas almas, mas também para agradecer a bênção do seu martírio e desagravar a nossa memória colectiva da culpa de que foram inocentes vítimas. Por isso, com o salmista, juntos rezámos: «Perdoai Senhor, a culpa do meu pecado»[6].
A História escreve-se com os grandes feitos dos nossos santos e heróis, mas também com as sombras dos pecados e traições dos nossos compatriotas. Se justamente nos orgulhamos de pertencer à estirpe de um Egas Moniz, de uma Rainha Santa, de um São Nuno Álvares Pereira, de uma Santa Beatriz da Silva, de um Dom Vasco da Gama, de uma Dona Filipa de Vilhena, ou de um Henrique de Paiva Couceiro, não podemos enjeitar a funesta herança daqueles nossos concidadãos que, como os regicidas, mancharam a nossa História com o sangue inocente de um Rei e de um Príncipe Real.
Se nos compete honrar a memória dos heróis, a triste sina dos traidores à Pátria nos obriga a pedir perdão ao Altíssimo pelos seus crimes e humildemente suplicar a Deus que nos conceda a graça da fidelidade e nos faça dignos filhos da Igreja e desta fidelíssima nação, a que nos orgulhamos de pertencer. «Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos, fazei que à minha volta só haja hinos de vitória»[1].
2. Cumprimentos. Antes de prosseguir com a exegese dos textos proclamados na liturgia da palavra desta celebração eucarística, importa saudar Suas Altezas Reais, os Duques de Bragança, o Senhor Dom Duarte e a Senhora Dona Isabel, que, na sua qualidade de Chefes da Casa Real, são os representantes do penúltimo Rei de Portugal e do seu filho primogénito, em cuja memória se celebra esta Missa.
Este seu gesto, já habitual, releva não só piedosos sentimentos cristãos, mas também um muito salutar entendimento do seu patriotismo e da sua caridade cristã. Com efeito, sendo o actual Chefe da Casa Real procedente de um outro ramo da Casa de Bragança, seria compreensível que se dispensasse do encargo de homenagear os penúltimos membros da linha primogénita da Família Real, entretanto extinta, que esteve na origem do exílio e espoliação do Senhor D. Miguel I e da sua augusta descendência. Contudo, numa atitude que muito honra a sua condição cristã e o seu patriotismo, o Senhor Dom Duarte cumpre anualmente com esta nobre devoção, que evidencia a sua capacidade de antepor aos seus próprios sentimentos pessoais e às vicissitudes históricas da Família Real, o superior interesse da dinastia e da nação, como aliás sempre foi timbre da Casa de Bragança.
Ao Senhor Prior desta belíssima e emblemática Igreja de São Vicente de Fora agradeço a disponibilidade para esta celebração, assegurando-lhe a minha fraternal estima e uma especial lembrança nas minhas orações.
Não posso deixar de agradecer também ao Presidente da Causa Real a sua presença neste acto, bem como ao Presidente da Real Associação de Lisboa que, ao mandar celebrar esta Santa Missa, teve a amabilidade de me convidar, permitindo-me assim prestar, na medida em que a minha condição sacerdotal o permite, a minha humilde homenagem à Família Real e à Instituição que também os meus maiores serviram. Cumprimento, com especial deferência, o Presidente do Instituto da Nobreza Portuguesa e o Presidente da Associação da Nobreza Histórica de Portugal.
Refiro ainda a já habitual presença dos dignitários das Ordens dinásticas de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e de Santa Isabel, bem como os meus confrades da Soberana Ordem Militar de Malta e da Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém, de que é Dama Grã-Cruz Sua Alteza a Senhora Infanta Dona Maria Adelaide, que ontem mesmo festejou o centenário do seu nascimento e a quem felicito muito especialmente, em oração de acção de graças a Deus pelo dom da sua vida e do seu notabilíssimo testemunho cristão.
Saúdo também as demais organizações aqui representadas, com especial menção para os jovens monárquicos, prova viva da perenidade do ideal que os anima. Abraço por último, mas com igual afecto, todos os outros fiéis presentes, qualquer que seja a sua filiação partidária porque, na casa de Deus, que é a sua Igreja, todos somos irmãos na comunhão da mesma fé, esperança e caridade, qualquer que seja a nossa raça, língua, condição social ou opção política, desde que compatível com os valores cristãos.
3. A virtude do patriotismo. «Jesus dirigiu-se à sua terra e os discípulos acompanharam-no. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam: ‘De onde lhe vem tudo isto? Que sabedoria é esta que lhe foi dada e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos? Não é Ele o carpinteiro, Filho de Maria, e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E não estão as suas irmãs aqui entre nós?’ E ficavam perplexos a seu respeito»[2].
Esta breve passagem de Jesus por Nazaré – a terra de que tomou nome e em que viveu a maior parte da sua vida terrena, embora fosse natural de Belém de Judá[3] – é rica em ensinamentos. O exemplo da vida familiar e do trabalho artesanal do divino «carpinteiro, Filho de Maria»[4], é uma lição para todos nós, também chamados à perfeição da caridade em e através dos nossos deveres domésticos e profissionais.
Em boa hora o recordou o Concílio Vaticano II[5], cujo cinquentenário festejaremos no presente ano. A este propósito, o Santo Padre Bento XVI convocou a Igreja universal para a celebração do Ano da Fé, que terá início precisamente no próximo dia 11 de Outubro, aniversário da solene abertura do referido Concílio ecuménico[6].
O aludido regresso de Nosso Senhor «à sua terra»[7], em que decorrera o seu crescimento «em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens»[8], também nos ensina a necessidade de cultivar o amor à Pátria e a necessidade de educar a juventude na escola dos valores cristãos e dos exemplos da nossa História.
A pátria é, como o seu próprio nome indica, a terra dos pais. Era tão vivo o apego dos israelitas à terra dos pais que o Patriarca José, morto no exílio, quis ser sepultado na terra prometida[9]. Pela mesma razão, os habitantes daquela nação escolhida não se recenseavam no local da sua residência, mas no lugar de proveniência da sua família. É esta a razão que explica a viagem a Belém de Maria e de José, porque este «era da casa e família de David»[10]. E é, precisamente quando se encontram nessa pequena povoação da Judeia, que ocorre o nascimento de Jesus, para que assim se cumprissem as Escrituras[11].
O patriotismo é uma virtude moral exigida pelo IV Mandamento da Lei de Deus, que impõe a gozosa obrigação de honrar os progenitores. A veneração devida aos pais é extensiva à terra que, por ser deles, é, em sentido etimológico, a nossa pátria. Este sentimento patriótico é compatível com o respeito por todas as nacionalidades, de modo análogo a como a piedade filial não se opõe ao dever universal da caridade. Outra coisa seria um nacionalismo de carácter xenófobo, absolutamente incompatível com a exigência do Mandamento novo do Senhor[12], o qual atesta, ou não, a autenticidade da nossa condição de seus discípulos[13], ou seja, de verdadeiros cristãos.
Se o patriotismo decorre da piedade filial, é razoável que aos pais corresponda, em primeiríssimo lugar, a incumbência de instruir os seus filhos nos valores e tradições da sua terra e das suas gentes. Com a naturalidade com que se transmitem os princípios da religião, ou as normas da boa educação, as famílias devem ter também a preocupação de legar às gerações mais novas as tradições nacionais, que são expressão da identidade colectiva.
Nestes tempos, em que a História de Portugal é uma matéria quase omissa nos currículos escolares, ou a sua referência é feita em termos ideológicos que distorcem o seu verdadeiro sentido, há que apelar para a responsabilidade dos pais e avós em relação à formação religiosa e patriótica dos seus filhos e netos. É preciso que a nossa memória, como nação, não se dilua nos meandros dos projectos educativos de carácter global, que muitas vezes servem obscuros desígnios de suspeitas ideologias e interesses mundiais. É urgente que os exemplos dos nossos egrégios avós se conheçam nas nossas casas e que os nossos santos e heróis, agora que parece que foram expulsos dos calendários oficiais, continuem a ser as nossas principais referências e os modelos em que se inspira, sem anacrónicos saudosismos, a educação da nossa mocidade.
4. O difícil ofício de reinar. É significativo que São Marcos, que nos diz que Nosso Senhor foi carpinteiro durante os anos da sua vida em Nazaré[14], não refira que São José também desempenhara a mesma profissão. Contudo, não faltam referências bíblicas relativas ao ofício exercido por José, o esposo de Maria, a que os demais evangelistas atribuem o mesmo trabalho profissional exercido por Nosso Senhor, antes de iniciar a sua vida pública[15].
Não será portanto descabido concluir que a arte artesanal desempenhada pelo Filho de Deus durante quase toda a sua vida terrena e no qual foi experimentado mestre, porque d’Ele disseram os seus contemporâneos que tudo fez bem[16], foi um ofício aprendido directamente de seu pai e no seu ambiente familiar. São José, que era descendente, por varonia, do segundo Rei de Israel[17], ao mesmo tempo que ensinava a Jesus a história e tradições da sua nobilíssima estirpe, uma vez que era da casa e família do Rei David[18], também O instruía no ofício familiar, em que lhe viria a suceder.
Se é característico da Instituição real o seu carácter acentuadamente familiar, como em celebração análoga já se teve ocasião de recordar no ano passado, também é específico da monarquia esta aprendizagem familiar do difícil ofício de reinar. Com efeito, os reis, ao contrário de outros quaisquer titulares de cargos públicos, recebem desde o seu nascimento uma formação específica, que os prepara e habilita particularmente para o serviço da nação. O monarca não é uma pessoa guindada ao topo da hierarquia social por nenhum interesse particular, nem uma pessoa que chega à mais alta magistratura política em virtude do resultado de uma qualquer consulta popular, que nem sempre escolhe os melhores para as mais delicadas funções, mas alguém que foi preparado desde o nascimento para a superior representação do Estado, segundo a lógica do desinteresse pessoal e do bem comum.
Não deve estranhar que assim seja porque, com efeito, a chefia de Estado requer um apurado sentido patriótico e uma esmerada formação moral. Tais atributos nem sempre são compatíveis com os interesses partidários ou os arranjos eleitorais que estão, muitas vezes, na origem da ascensão política de indivíduos que, pela sua inexperiência ou falta de carácter, não dignificam a nação que representam ao mais alto nível. Pelo contrário, como ensina a sabedoria popular, «filho de peixe, sabe nadar».
Por isso, um presumível herdeiro do trono é submetido, desde o início da sua vida, a uma intensa formação específica, que o prepara para a eventualidade de um dia ser chamado a reinar. Mas reinar, segundo o ensinamento evangélico[19], mais não é do que servir e, por isso, essa instrução própria procura incutir no candidato à função régia um acentuado espírito de sacrifício e de abnegação: sacrifício, porque a sua existência há-de ser vivida apenas na lógica do bem nacional, a que hão-de ceder quaisquer outros interesses pessoais; abnegação, porque lhe está vedado qualquer protagonismo que não decorra, com necessidade, do legítimo exercício do seu poder.
Na medida em que o Monarca, nos Regimes Constitucionais, reina sem governar, é um elemento de coesão e de unidade nacional, ao contrário dos líderes partidários que assumem a chefia do Estado e que, em geral, são sempre um factor de discordância política e de desagregação nacional.
A natureza não democrática, por assim dizer, da realeza, não é no entanto razão para que a Instituição seja vista com alguma reserva, por quem legitimamente defende a participação activa do povo na governação do país. Não só porque o efectivo exercício do poder executivo seria sempre confiada àqueles que demonstrassem merecer a confiança popular, mas também porque os regimes democráticos reconhecem que se faculte o acesso a algumas funções públicas de relevo não por plebiscito popular, mas pela provada competência e integridade da pessoa indigitada[20].
Ora a realeza, mais do que mero título ou condição, tem carácter de verdadeira profissão, sendo por isso da maior conveniência que, aqueles que são chamados para o serviço do bem comum no exercício dessa magistratura, sejam para o efeito preparados desde a sua nascença. E, como o exercício do poder real, mais do que uma competência técnica específica, exige uma elevada preparação moral, ninguém melhor do que a Família Real para incutir, no futuro monarca, as virtudes necessárias ao bom desempenho da chefia do Estado[21].
5. Homenagem a Sua Alteza Real, o Senhor Dom Luís Filipe, Príncipe Real. Seria porventura injusto afirmar que o breve reinado do Senhor Dom Manuel II se ficou a dever ao facto de não ter sido inicialmente preparado para ocupar o trono, mas não restam dúvidas de que o seu malogrado irmão, o Príncipe Real, estava extraordinariamente apto para o desempenho do cargo que, não fora o regicídio, teria exercido certamente com grande sabedoria e óptimo proveito para Portugal.
Tendo, no ano passado, prestado a minha sentida homenagem às Rainhas de Portugal, sobretudo nas régias pessoas da Senhoras Dona Maria Pia e Dona Amélia, sem esquecer a Senhora Dona Isabel, quereria aproveitar esta circunstância para evocar brevemente Sua Alteza Real o Senhor Dom Luís Filipe, o Príncipe Real, a mais jovem vítima do trágico atentado de 1 de Fevereiro de 1908. Por razão da circunstância de nunca ter reinado, embora tenha sobrevivido por breves instantes a seu Pai, e ter o seu falecimento ocorrido no mesmo atentado em que também perdeu a vida El-Rei Dom Carlos I, o Senhor Dom Luís Filipe parece nunca ter deixado a sombra correspondente à sua subalterna condição de príncipe herdeiro e de vítima secundária do dramático regicídio que pôs termo à sua tão jovem e promissora existência. Mas é de justiça que o quilate do seu carácter, a sua lealdade à Pátria e a sua valentia no serviço de El-Rei sejam recordados, muito sucintamente, no âmbito desta homilia.
Sem ânimo de esgotar a sua breve biografia, recorde-se que foi em Casa e sobretudo de seus augustos Pais, que Dom Luís Filipe aprendeu que a principal nobreza não é a que nasce das honrarias, ou dos títulos, nem a que se recebe pelo sangue, mas a que se afirma pelo espírito e se demonstra nas obras de serviço. Embora nascido em berço de oiro, o então Duque de Bragança não conheceu o conforto e as facilidades de que se costumam rodear as crianças da sua privilegiada condição, mas a exigência quase espartana de quem tem uma árdua missão a cumprir e a enorme responsabilidade de ser, pela sua vida, um exemplo e um modelo para os seus futuros súbditos.
Ser Rei é ser o primeiro na honra mas, sobretudo, o primeiro no serviço. Mais do que titular de privilégios e regalias, o monarca está, ao longo de toda a sua existência, preso aos pesados grilhões dos mais penosos deveres. Por isso, o Príncipe Real não foi educado para se passear nos salões, como um cortesão ou um boémio, mas para ser o primeiro vassalo de El-Rei e o seu mais destemido e sacrificado soldado, na contínua disponibilidade para o serviço da pátria. Educado segundo o espírito do Colégio Militar, cujo batalhão de alunos comandou, cedo conheceu o rigor das funções oficiais: fez o juramento, como Príncipe herdeiro, aos 14 anos; tomou posse, em 1906, do seu lugar no Conselho de Estado e assumiu a regência do Reino nesse mesmo ano, por ocasião da viagem dos soberanos à Corte de Madrid. Na companhia dos seus mestres e tutores, entre os quais cabe destacar Mouzinho de Albuquerque, sacrificadamente percorreu, de lés a lés, o império português, nomeadamente algumas das colónias ultramarinas.
Não estranha, portanto, que o seu último gesto, que por sinal lhe custou a vida, fosse um derradeiro acto de nobreza e de serviço. Com efeito, depois de traiçoeiramente assassinado El-Rei Dom Carlos, com dois tiros disparados à sua rectaguarda, o Príncipe Real, que estava sentado à frente do monarca, levantou-se para responder ao vil ataque em que já perecera o seu Pai e o seu Rei. Foi então que ficou, ele também, na mira do regicida que, com um novo tiro, atingiu mortalmente o Senhor Dom Luís Filipe, que veio a falecer pouco depois.
Nele parece ter-se inspirado o poeta quando escreveu: «Raia-lhe a farda o sangue / De braços estendidos,/ Alvo, louro, exangue,/ Fita com olhar langue/ E cego os céus perdido./Tão jovem! Que jovem era!»[22].
A vida foi o preço que o Príncipe Real pagou pelo seu patriotismo. E a valentia daquele desesperado ímpeto do seu amor filial e da sua fidelidade a El-Rei é tanto mais digna de ser celebrada quanto, naquela hora aziaga, foi a excepção à regra de muitas cobardes omissões, também entre os que era de esperar uma maior lealdade para com a Família Real.
Quero crer que é neste mesmo espírito cristão de abnegado serviço à pátria que Sua Alteza Real, o Senhor Dom Afonso, Príncipe da Beira, se prepara para a presumível representação dos Reis de Portugal, sem esquecer as suas actuais responsabilidades como imediato sucessor na chefia da Casa Real. Tem, decerto, em seus augustos Pais, o melhor exemplo e os melhores mestres. Conta também com a oração e o estímulo de todos nós, não apenas para que amanhã possa restaurar o lustre da sua Casa e de Portugal, mas para que desde já seja, pelo seu exemplo cristão e pelo seu patriotismo, uma referência para todos os jovens portugueses.
6. Conclusão. «Não é Ele o carpinteiro, Filho de Maria […] ?»[23]. É provável que, ao ter ocorrido este episódio em Nazaré, Nossa Senhora o tenha presenciado, prestando ao seu divino Filho a homenagem da fé e a adoração que os seus conterrâneos Lhe negaram.
Mais longe do que podia a razão humana e mais fervoroso do que o querer dos homens, assim o entendimento e o amor da «cheia de graça»[24], que nesta sua terra de Santa Maria veneramos especialmente como Nossa Senhora da Conceição, terão sabido transcender aquela desventura momentânea, na certeza de uma nova esperança. Também a tragédia do regicídio desperta, em nós, a expectativa de uma nova era.
Seja Ela, a Senhora da Conceição, a nossa intercessora junto de Deus Pai, de quem é filha, de Deus Filho, de quem é mãe, e de Deus Espírito Santo, de quem é esposa. Seja Ela, Santa Maria, a nossa voz junto de Deus, na inspirada prece do poeta: «Dá o sopro, a aragem – ou desgraça ou ânsia -, /Com que a chama do esforço se remoça,/ E outra vez conquistemos a Distância – / Do mar ou outra, mas que seja nossa!»[25].
Assim seja!
Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada
Lisboa, Igreja de São Vicente de Fora, 1 de Fevereiro de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

FOTOS DO JANTAR E CONDECORAÇÃO DOS 100 ANOS DE S.A.S., A INFANTA DONA MARIA ADELAIDE DE BRAGANÇA VAN UDEN


A Infanta Dona Maria Adelaide antes do início do jantar.
Dando entrevistas à imprensa
Mesa de Honra: S.A.S., A Infanta Dona Maria Adelaide ao lado de S.A.R., Dom Duarte e Rev. Bispo de Beja. Ao lado de S.A.R., Dom Duarte, o Embaixador António Pinto da França.(Foto Isabel Nogueira)
Miguel van Uden, bisneto da Senhora Infanta, foi o escolhido para levar as condecorações ao Senhor Embaixador António Pinto da França
Discurso do Senhor Embaixador António Pinto da França
O Embaixador Pinto da França condecora a Senhora Infanta com a Ordem da Mérito
S.A.S., A Infanta Dona Maria Adelaide já condecorada.
A Senhora Infanta, examina as diversas formas da Sua condecoração

VÍDEOS RTP/SIC DO JANTAR DOS 100 ANOS DE S.A., A INFANTA DONA MARIA ADELAIDE DE BRAGANÇA VAN UDEN - 31-12-2012


Entrevista a S.A.S. Dona Maria Adelaide de Bragança van Uden, Infanta de Portugal, pela RTP, no dia em que completou 100 anos.

Reportagem transmitida a 31-Jan-2012 na SIC no "Jornal da Noite" na sequência do reconhecimento da coragem e tenacidade pelo Estado Português.

INSTAURAR A DEMOCRACIA, RESTAURAR A MONARQUIA

Jornal i de 01-02-2012
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Vivemos dias dificeis. Todos o sabemos. Mas isso não serve nem chega. Se a resignação é inútil, a indignação sem objectivo não é um valor em si. É tempo de fazer. É tempo de escolher como fazer.
Fazer o diagnóstico das nossas fraquezas é fácil e não é mais do que reiterar o óbvio ululante. Dar uma esperança real é o mais dificil: perante o preocupante enfraquecer das estruturas democráticas; a visível delapidação dos valores morais na política; o estado caótico da nossa justiça e a sua aparente dependência das mais diversas forças de influência; e finalmente (e provavelmente o mais importante) uma ameaça de perda de soberania – os portugueses não têm razões para confiar no seu futuro.
Nós, cidadãos portugueses, com as mesmas preocupações com que todos vivemos, queremos dizer: há alternativa. Há soluções que contêm valores. É isso que nos une. É isso que nos move. É isso que propomos.
Perante um regime em liberdade mas em que a verdadeira democracia está ausente, torna-se urgente uma chefia de Estado independente e supra-partidária. Isto só pode ser garantido, zelado e velado por um chefe de Estado eleito pela história. Alguém que, ao olhar para trás, perceba as pegadas históricas e que nos diga de onde viemos. Alguém que, ao olhar para a frente, veja uma continuidade e não uma ruptura episódica, ditada por interesses partidários presos apenas ao espírito do tempo. Alguém que una e não exclua. Um Chefe de Estado que esteja ao serviço da Nação e que não se sirva dela. Portugal precisa de uma Monarquia. Portugal precisa de um Rei.
Nós, democratas de sempre, apelamos a uma séria discussão em torno da nossa chefia de Estado. Apelamos a que exista uma mobilização da sociedade civil em torno do debate sobre o regime que, há uma centena de anos, foi imposto ao nosso povo pela lei das armas e precedido de um grave homicídio, que nunca foi julgado. Democratas de sempre, não aceitamos que uma chefia de Estado se legitime na espuma de dogmas passados e vontades impostas, em que ao povo português continue a ser negada a possibilidade de escolher um futuro possível e digno. A razão democrática e a justiça histórica abona a favor dos nossos príncipios. Da nossa verdade.
Acreditamos que o Senhor Dom Duarte de Bragança – único e legítimo pretendente ao trono português – poderá dignificar a Chefia de Estado Portuguesa. Pela história que representa e que nos une. Pela liberdade que garante a ausência total de facturas a qualquer eleitorado ou clientela.
Nós, mulheres e homens livres, empenhados cidadãos portugueses, das mais diversas tendências políticas e partidárias, com os mais diversos credos religiosos, decidimos dar mais este passo para que esta esperança se realize. Acreditar que temos uma agenda ideológica seria negar a independência que nos junta em torno de uma chefia de Estado. Que nos une pela diversidade e não pela opinião política. A política é uma coisa, o Rei é outra. Esta é a questão.
Portugal só poderá ser universal se as instituições mantiverem a credibilidade histórica.
Nós, monárquicos, portugueses e democratas de sempre não desistimos de Portugal.

Assinam:

Gonçalo Ribeiro Telles
Abel Silva Mota (advogado)
Aline Gallasch-Hall (docente universitária)
Ana Firmo Ferreira (publicitária)
António Pinto Coelho (empresário)
Filipe Ribeiro de Meneses (historiador)
João Gomes de Almeida (publicitário)
Ivan Roque Duarte (jurista)
Luís Coimbra (engenheiro)
Maria João Quintans (paleógrafa)
Miguel Esteves Cardoso (escritor e cronista)
Nuno Miguel Guedes (jornalista)
Paulo Tavares Cadete (gestor)
Pedro Ayres Magalhães (músico)
Pedro Ferreira da Costa (publicitário)
Pedro Policarpo (economista)
Pedro Quartin Graça (professor universitário)
Ricardo Gomes da Silva (empresário)

"BEBER UM COPO COM O REGIME"

“Beber um copo com o regime” é um debate que promete ser renhido na Sexta-feira à noite no Bar Frágil. Patrocinado pelo PPM com Aline Gallasch-Hall em sua representação, incluirá monárquicos de vários de várias paragens, como os membros do Conselho Monárquico da Causa Real Gonçalo Ribeiro Telles e Luís Coimbra, além de ilustres “independentes” como o Miguel-Castelo Branco.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

HÁ 104 ANOS QUE PORTUGAL MORRE LENTAMENTE

Recordar o Regícidio em todos os 1º de Fevereiro, desde 1908, parece um exercício masoquista próprio dos monárquicos que a imprensa gosta de enfatizar (com o acrescento da microdimensão politica do movimento monárquico). Mas de facto é algo mais, muito mais do que isso. Os monárquicos portugueses e democratas lembram publicamente uma vez por ano que Portugal, esse Portugal que já Camões lembrava aos comtemporâneos, desaparece todos os dias mais um pouco e desta vez são os próprios portugueses a entrar no processo de aniquilação cultural com taxas assustadores de natalidade
Apontem-me algo que faça parte do edificio ideológico republicano que tenha merecido por parte dos seus seguidores e descendentes intelectuais semelhante fidelidade temporal. 104 anos não é uma campanha nem tão pouco um movimento politico, mas sim um grito na escuridão que foi o sec XX português.
O Movimento monárquico é de facto pequeno e exíguo é número de militantes, mas muito mais pequeno é o número de convictos republicanos e menos ainda o número de pessoas que dentro da larga massa de “marinbistas” têm consciência do que foram os ultimos 100 anos na descontrução de Portugal.
Felizes foram SS.MM., Dom Carlos e Dom Luís pois não tiveram de assistir à morte lenta de Portugal (o tal que ia do Minho a Timor muito antes do senhor das botas comandar a belo prazer os destinos de uma Nação quase milenar).
Não tenhamos qualquer pudor, Portugal morre todos os dias mais um pouco e o mais triste é que acabamos por encarar esse facto como os republicanos de 1910 encararam o assassinato de um Chefe de Estado: “parte do processo natural de evolução”.
Afinal a decomposição também é uma evolução, assim parece e com um pouco de “sorte” não haverá um unico portugués para o contar daqui a 50 anos.
Ricardo Gomes da Silva

MEMÓRIA

Mais um primeiro de Fevereiro. Como aquele de 1908. Como aquele que abriu, com os mais impressivos argumentos, as portas à República. Parece que vai cair o feriado do 5 de Outubro, mas é bom não esquecermos as datas. Esta, por exemplo: 1 de Fevereiro de 1908. É bom ouvir falar repetidamente de ética republicana e lembrarmo-nos do que isso também significou. Hoje, quem quer derrubar o regime, este regime podre, são os monárquicos. Contudo, ao contrário dos subversivos de 1908, os de hoje não parecem dispostos a matar ninguém. Nem mesmo o Chefe do Estado.

Nuno Pombo
31 da Armada

O MALDITO 1 DE FEVEREIRO DE 1908

A república não só assassinou El-Rei Dom Carlos e O Príncipe Real, Dom Luiz Filipe, como continua e continuará a assassinar os valores da Pátria Lusa!
O REI MORREU! VIVA O REI!

O REGICÍDIO, NÓDOA NA HISTÓRIA MODERNA DE PORTUGAL

(...) Porque a sua morte a tiro foi um crime hediondo e esse crime foi a arma política dos que pretendiam mudar o regime.
A Monarquia Constitucional, que vigorava em 1908, estava apoiada numa filosofia política liberal e a liberdade, individual e colectiva, baseada nos preceitos democráticos da Carta Constitucional, estava assegurada constitucional e efectivamente. Havia liberdade de associação e de expressão e a imprensa era livre.
O reinado de Dom Carlos iniciou-se, três meses após a sua coroação, com uma crise grave, motivada pelo Ultimato inglês que criou um clima de exaltação entre as elites e entre a população e que foi habilmente aproveitada e manipulada pelos republicanos que assacaram culpas ao regime e ao próprio Rei. Até então apenas um movimento sem expressão que nunca conseguira fazer eleger mais do que dois deputados, o Partido Republicano Português, ganhou uma inesperada visibilidade e força política. O sistema de rotativismo no Governo dos partidos Progressista e Renovador, com pequenas diferenças programáticas mas em permanente luta pelo poder dos seus líderes, levou à cisão em dois novos partidos, o Regenerador Liberal, chefiado por João Franco e os Dissidentes Progressistas, de José de Alpoim (figura controversa que se passou para a república, tais como outros “dissidentes”, entre eles Egas Moniz e o Visconde de Pedralva, que seria implicado no Regicídio) e à ingovernabilidade.
Dom Carlos, preocupado com os sucessivos ataques ao regime e à sua pessoa, utilizando todo o tipo de mentiras e calúnias, por parte dos republicanos, dos anarquistas, e de outras forças anti-monárquicas a eles associadas, que circulavam na imprensa que dominavam, e com a rápida degradação da situação do país, recorreu a João Franco, nomeando-o Presidente do Conselho de Ministros com um vasto programa reformista e autorizando-o a governar por um período em “ditadura administrativa” (desde 2 de Maio de 1907, estando as eleições marcadas para Abril de 1908) , isto é, com o parlamento dissolvido e legislando por decreto, o que já acontecera anteriormente com Hintze Ribeiro por período mais dilatado. Este foi o pretexto para o Partido Republicano, que se aliou a figuras importantes dos “dissidentes”, à Maçonaria, aos anarquistas e à Carbonária, perante a complacência dos restantes partidos e fez uma tentativa de revolução em 28 de Janeiro de 1908, que foi abortada e os seus chefes e vários participantes presos.
João Franco reagiu como seria de esperar. De acordo com as leis em vigor, fez um decreto que impunha o exílio dos implicados na conjura e posterior deportação para as colónias dos que não a acatassem, regressando ilegalmente ao país. Seria a desarticulação do Partido Republicano que só muito tempo depois recuperaria. Dom Carlos, então em Vila Viçosa, assinou o decreto, constando que terá dito que assinava também a sua sentença de morte.
Em desespero, as forças anti-monárquicas uniram-se e socorrendo-se da Carbonária, uma organização extremista que recorria a todos os meios violentos para impor os seus ideais políticos (o bombismo era um deles, tendo rebentado bombas que estavam a ser feitas numa casa da Rua do Carrião e outra em casa de Aquilino Ribeiro) decidiram que só o desaparecimento do Rei faria cair o regime.
No regresso do Rei a Lisboa, no dia 1 de Fevereiro, a Carbonária (de que faziam parte figuras como António José de Almeida, que foi presidente da república e Aquilino Ribeiro, que teve recentemente honras de Estado na trasladação dos seus restos mortais para o chamado Panteão Nacional) perpetrou o atentado pelas mãos visíveis de Buiça e Costa, estando outras pessoas implicadas que escaparam. Como agora foi revelado num interessante livro, resultado de uma investigação rigorosa, “Dossier Regicídio – o processo desaparecido”, os regicidas foram mortos não pelas forças da ordem, mas pelos seus companheiros, para que nada fosse revelado às autoridades.
A figura de Dom Carlos, denegrida pela propaganda republicana com a ajuda de alguns que se afirmavam monárquicos e estavam ressentidos com o Rei, começou entretanto a ganhar outros contornos e hoje é reconhecido quase unanimemente como a de um grande estadista, de um hábil diplomata, de um pintor de grande sensibilidade e apurada técnica, de um cientista na área da oceanografia reconhecido internacionalmente, de um homem de carácter e de coragem, patriota e amante da liberdade.
Os republicanos e seus aliados sabiam que só abatendo o Rei conseguiriam implantar a república, o que pelo sufrágio dificilmente alcançariam (o Partido Republicano elegera 7 deputados, em 141, e ganhara 16 Câmaras Municipais). O recurso ao crime como arma política poder-se-ia crer fruto de extremistas de uma época de crise. Mas quando se sabe que já em 1907, com a presença do Grão-Mestre da Maçonaria, Magalhães Lima, uma reunião em Paris de revolucionários europeus preconizara o Regicídio como meio de impor a república e destacados vultos do Partido Republicano e seus aliados armaram a Carbonária com antecedência, só a ingenuidade ou a cegueira política levariam a essa conclusão.
Conclusão essa que terá sido a dos deputados do PS, que se considera herdeiro do Partido Republicano, ao rejeitar na Assembleia da República um voto de pesar pelo assassinato de Dom Carlos e Dom Luís Filipe e a condenação do Regicídio. A justificação foi que condenar o Regicídio seria condenar a república. Em Portugal o “ódio velho não cansa” e nem a distanciação de cem anos é capaz de impor a alguns a verdade histórica. Mas essa verdade acabará por prevalecer, como já está a acontecer pela voz de historiadores republicanos honestos e de pessoas bem formadas, de todas as sensibilidades políticas, para quem Dom Carlos não era o tirano a abater e para quem o crime político merece uma decidida condenação.
João Mattos e Silva - 21 de Fevereiro de 2008

PRIMEIRA FOTO DE S.A., A INFANTA DONA MARIA ADELAIDE DANDO UMA ENTREVISTA - 31 DE JANEIRO DE 2012

Jantar em homenagem ao seu 100º aniversário no Centro Cultural de Belém.