quinta-feira, 16 de junho de 2011

750 ANOS DO NASCIMENTO DO REI DOM DINIZ E AS FESTAS DO IMPÉRIO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO EM ALENQUER COM A PRESENÇA DA FAMÍLIA REAL.

As Festas do Império do Divino Espírito Santo terminaram a 12 de Junho. O fim-de-semana grande das Festas do Império do Divino Espírito Santo chegaram ao fim  – uma palestra, a Festa da Luz, a missa solene, a procissão e o bodo levam o Espírito Santo a cada canto da vila.
Assinalam-se, em 2011, os 750 anos do nascimento do fundador das festas, o Rei Dom Dinis.
Pomba da bandeira do Espírito Santo de Alenquer (2007)
Domingo, 12 de junho – às 15h00, a Igreja de São Francisco encheu-se para a Missa Solene da Festa do Divino Espírito Santo. No ano em que se assinalam 750 anos do nascimento do Rei Dom Dinis, fundador, que com sua Mulher, a Rainha Santa Isabel instituiu na Vila de Alenquer, as Festas do Império do Divino Espírito Santo.
Foi reintegrada na procissão uma réplica da espada que a tradição dizia ter pertencido ao mesmo Monarca.
Para a missa, procissão e bodo estiveram presentes os Senhores Duques de Bragança e seus filhos. O Infante Dom Dinis transportou a espada que a tradição diz ter pertencido ao seu antepassado homónimo, o Rei Dom Dinis (1261-1325).
A procissão teve início às 16h30 e teve como destino o Largo do Espírito Santo.
Às 18h00, no Jardim Vaz Monteiro, o bodo – com o pão, a sopa do Espírito Santo e os tradicionais tremoços, tendo sido animado com música popular portuguesa por grupos locais.

FOTOS
Fonte: Câmara Municipal de Alenquer  + Fotos

CONVITE: APRESENTAÇÃO DO LIVRO "A INFANTA REBELDE"

(Clique na imagem para ampliar)
O lançamento do livro "A Infanta Rebelde", da autoria de Raquel Ochoa decorrerá na 2ª feira dia 27 de Junho pelas 18h30 no Palácio da Independência em Lisboa.
A biografia de S.A., A Infanta Dona Maria Adelaide de Bragança van Uden publicada pela Oficina do Livro da Editora LeYa, será apresentada pela jornalista Isabel Stilwell e pelo Rev. Padre Pedro Quintela.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A REAL ASSOCIAÇÃO DO MÉDIO TEJO ESTEVE PRESENTE NAS FESTAS DE ABRANTES 2011

Distribuição de panfletos pelas Festas da Cidade Florida

L'ART FOLKLORIQUE MAROCAIN À L'HONNEUR AUX MARCHES TRADITIONNELLES DE LISBONNE

Une cinquantaine d'artistes feront vibrer la capitale portugaise aux rythmes de "Gnaoua", "Aissawa", "Tizwa", "Al Guedra" et " Hiti", qui sillonneront l'avenue de la liberté, principale artère de Lisbonne, proposant des représentations aussi riches que variées pour faire découvrir au public portugais la diversité culturelle et les multiples expressions artistiques marocaines.
Les cinq troupes qui ouvriront ces défilés colorés et animés ont donné un avant-gout de ce spectacle à travers une prestation offerte samedi soir à la résidence du Maroc à Lisbonne lors d'une cérémonie à laquelle ont assisté plusieurs personnalités marocaines et portugaises, notamment le ministre de l'Economie et des finances, Salaheddine Mezouar, S.A.R., Dom Duarte de Bragança, la secrétaire d'Etat portugaise à l'administration interne, Dalila Raujo ainsi que plusieurs ambassadeurs accrédités à Lisbonne et représentants de médias portugais.(...)
Maroc Journal, 12-06-2011

terça-feira, 14 de junho de 2011

S.A.R., DOM DUARTE, UM COMBATENTE ENTRE COMBATENTES

A Comissão organizadora do Encontro Nacional de Combatentes, que decorreu a 10 de Junho de 2011 em Lisboa, exortou os jovens a continuarem estes encontros e a seguirem os “puros valores da portugalidade”. Seguir o exemplo de Camões e do Santo Condestável.
O Dia de Portugal frequentemente confundido com o dia do encontro dos ex-combatentes é um dia que propõe uma reflexão sobre o País, facto de que se impõe nos tempo actual. O Dia de Portugal, em Belém, contou com a ausência do PR e de qualquer representante oficial do Estado Maior mas contou com Dom Duarte Pio, ex-combatente da Guerra do Ultramar e combatente activo dos valores da Portugalidade, juntamente com os milhares de ex-combatentes e familiares que aproveitaram este dia para relembrar aqueles que cairam por Portugal.
O tenente general Vizela Cardoso dirigia-se às cerca de mil pessoas concentradas junto do Monumento aos Combatentes no Forte do Bom Sucesso, em Belém, tendo apelado aos os ex-combatentes para “seguirem o exemplo: numa mão Camões e na outra o Santo Condestável”.
O militar leu ainda uma mensagem do PR dirigida aos ex-combatentes, em que lembrou os 50 anos do início da guerra em África que envolveu um milhão de jovens de todas as regiões do país, e os 3500 militares que ficaram prisioneiros quando da ocupação do ex-Estado da Índia.
O Chefe de Estado afirmou a necessidade de passar às “gerações mais novas” a importância de valores como o do mérito, da lealdade, da honra, da família e da Pátria.
O encontro que se realiza há 18 anos, acolheu pela primeira vez uma cerimónia inter-religiosa em que participaram o xeque David Munir, da mesquita de Lisboa, e o padre frei Fernando Mota (ex-soldado comando).
No discurso de homenagem aos combatentes, Jaime Almeida, ex-militar da Força Aérea Portuguesa, afirmou que “não há povo nem soldado no mundo mais capaz do que o português”.
“Sabemos subir montanhas e alcançar cumes; definhamos quando nos criam condições para renascer das cinzas, qual Fénix”, atestou.
O antigo militar afirmou “que hoje alguns gostariam de fazer desaparecer das nossas preocupações mais profundas” o “respeito por conceitos como a Pátria, a bandeira e a Nação Portuguesa”.
“Essa ‘amnésia provocada’ é ainda mais preocupante quando notamos todos os que, tendo-se entregado heróica e determinadamente a Portugal, voltaram à sua Pátria, alguns deles portadores de deficiências, mas todos com a assumida sensação de ‘Dever Cumprido’ e que os poderes por vezes teimam em disfarçar ou ignorar”, afirmou.
O militar referiu também “o envolvimento heroico e determinante da PSP” [Polícia de Segurança Pública] na década de 1960 durante a guerra no ex-ultramar.
Na cerimónia foram aliás evocados os elementos da PSP “mortos ao serviço de Portugal”, tendo o superintendente Jorge cabrita afirmado no discurso que proferiu, que esta foi “muitas vezes a garantia de segurança das autoridades administrativas e das populações civis até chegar o contingente militar”.
Após os discursos a evocação prosseguiu com a deposição de cerca de vinte coroas de flores no Monumento aos Combatentes dos diferentes ramos das Forças armadas, associações de ex-militares e combatentes e também da Cruz Vermelha.
Dom Duarte Pio à saída do Mosteiro dos Jerónimos, na sequência da homilia de D. Ximenes Belo, no âmbito das comemorações do 10 de Junho, propôs uma reformulação no calendário dos feriados nacionais. Segundo Dom Duarte, a melhor forma de homenagear os portugueses que combateram pelos seus ideais seria a celebração dos feitos diversos do povo português exclusivamente no dia 10 de Junho, um feriado destituído de conotações políticas.
Participaram na cerimónia disparando uma salva protocolar a corveta Baptista Andrade da Armada e duas aeronaves da Força Aérea além da banda e um destacamento da GNR e militares dos três ramos das Forças Armadas.
Texto Lusa, Fotos: Semanário "O Diabo"
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FOTOS

S.A.R., Dom Duarte na Missa na Igreja Santa Maria de Belém (Jerónimos) entre oficiais do exército e ex-combatentes.
No Forte do Bom Sucesso, em Belém
Bandeiras de Portugal

GOOGLE COMEMORA OS 123 ANOS SOBRE O NASCIMENTO DE FERNANDO PESSOA

O Doodle-Google comemora 123° aniversário de Fernando Pessoa
Ontem, dia 13/06/2011, o Google publicou mais um de seus Doodles, dessa vez em comemoração ao 123° Aniversário de Fernando Pessoa .
A lingua portuguesa, um valor defendido por Dom Duarte desde o primeiro momento, tem hoje o seu dia no maior motor de buscas do planeta.
Fernando António Nogueira Pessoa, mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português.
É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um “legado da língua portuguesa ao mundo”.
Por ter crescido na África do Sul, para onde foi aos seis anos em virtude do casamento de sua mãe, Pessoa aprendeu a língua inglesa. Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. Fernando Pessoa dedicou-se também a traduções desse idioma.
Ao longo da vida trabalhou em várias firmas como correspondente comercial. Foi também empresário, editor, crítico literário, ativista político, tradutor, jornalista, inventor, publicitário e publicista, ao mesmo tempo que produzia a sua obra literária. Como poeta, desdobrou-se em múltiplas personalidades conhecidas como heterónimos, objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Centro irradiador da heteronímia, auto-denominou-se um “drama em gente”.
Fernando Pessoa morreu de cirrose hepática aos 47 anos, na cidade onde nasceu. Sua última frase foi escrita em Inglês: “I know not what tomorrow will bring… ” (“Não sei o que o amanhã trará”).Wikipédia
A comemoração vem no seguimento da queda da Google no mercado brasileiro para o concorrente da Microsoft. Não deseja perder um dos maiores mercados, o da lusofonia.

Dom Duarte tem vindo há anos a promover o valor estratégico da lingua portuguesa enquanto valor tangivel não só com campanhas de apoio a iniciativas, como o acordo ortográfico, como com acções, como a recente atribuição da nacionalidade timorense ao Herdeiro do Trono Português.
omantodorei

segunda-feira, 13 de junho de 2011

DOM DUARTE GANHA NACIONALIDADE TIMORENSE TRANSFORMANDO A CASA REAL NO PIVOT ESTRATÉGICO DA COMUNIDADE LUSÓFONA

«D. Duarte ganha nacionalidade timorense por “altos serviços prestados ao país” (In i 08-Jun-2011) Duarte Pio Nuno João Henrique Pedro Miguel Gabriel Rafael de Bragança é o nome completo de um novo cidadão timorense, por resolução tomada pelo Parlamento Nacional, revelou hoje à Lusa fonte parlamentar.
Trata-se do Herdeiro da Coroa Portuguesa, a quem o Parlamento de Timor-Leste decidiu atribuir a cidadania, numa resolução subscrita por deputados de todas as bancadas, excepto do Partido de Unidade Nacional (PUN), por entender que a nacionalidade deveria ser concedida pelo Ministério da Justiça. A votação registou duas abstenções e nenhum voto contra, sendo concedida ao Herdeiro do Trono de Portugal a cidadania de Timor-Leste a título excepcional, “por altos e relevantes serviços prestados a Timor-Leste e ao seu povo”. “Desde 1975 e nos momentos mais difíceis em que a luta pela independência não era falada, nem comentada pelos meios de comunicação internacionais, S.A.R. Dom Duarte de Bragança, foi um dos maiores activistas em prol da Causa Timorense, advogando desde cedo o direito à auto-determinação do Povo timorense. Foram inúmeras as campanhas em que se envolveu, de onde se destacam a campanha “Timor 87 Vamos Ajudar” e em 1992 a campanha que envolveu o navio “Lusitânia Expresso”, [onde SAR D. Duarte não embarcou a pedido dos senhores Bispos de Timor que receavam consequências internas mais graves].O “Lusitânia Expresso”, que transportava um grande grupo de personalidades timorenses, tinha como missão atracar o navio em Díli, o que não aconteceu, por ter sido impedido pela marinha de guerra indonésia, mas o objetivo de alertar o mundo para a causa timorense foi alcançado”, justifica a resolução parlamentar. Em contactos com o actual Presidente da República, José Ramos Horta, e com o então administrador apostólico de Díli, Ximenes Belo, procurou, com o conhecimento do ministro dos Negócios Estrangeiros da época, Jaime Gama, estabelecer um plano de paz e convidou Kartika Sukarno, filha do Presidente Sukarno e irmã da depois Presidente Megawati, a visitar Portugal. Em 1997 Dom Duarte Pio deslocou-se a Jacarta, onde foi recebido pelo ministro indonésio dos Negócios Estrangeiros Ali Alatas, e pelo vice-Presidente Jusuf Habibi, a quem expôs a proposta da realização de um referendo em Timor, recusada pelo Presidente Suharto. Não lhe tendo sido autorizada a visita a Xanana Gusmão na prisão, Duarte Pio conseguiu deslocar-se a Timor-Leste, a convite de Ximenes Belo, onde contactou com elementos da resistência. Com a ascensão de Jusuf Habibi à Presidência Indonésia e a democratização do regime, este recuperou a ideia do referendo, que veio a ser realizado sob os auspícios das Nações Unidas e resultou na independência de Timor-Leste. A resolução destaca ainda “o papel fundamental que S.A.R. Dom Duarte de Bragança teve no apoio às comunidades timorenses que foram acolhidas em Portugal”. Além da resolução relativa ao representante da Família Real Portuguesa, o Parlamento Nacional aprovou uma outra resolução que concede a nacionalidade a um conjunto de religiosos por altos serviços prestados ao país, entre os quais vários sacerdotes portugueses como os padres Felgueiras, Martins e João de Deus, que se mantiveram em Timor durante a ocupação, para onde haviam vindo como missionários, nalguns casos desde 1954.»
Fonte: Lusa/i
omantodorei

REAL FRASE DO DIA

Diário de Notícias de 06 de Junho de 2011

HOJE É DIA DE SANTO ANTÓNIO

Santo António nasceu em Lisboa, Portugal, dia 13 de setembro de 1191, e morreu com 36 anos, dia 13 de junho de 1231, nas vizinhanças de Pádua, Itália. Por isso, é chamado Santo António de Lisboa e Santo António de Pádua, um dos santos mais populares da Igreja, ‘o santo do mundo todo’ chamou Leão XIII.
Filho de Martinho de Bulhões e Teresa Taveira, de famílias ilustres, recebeu o nome de Fernando no Baptismo. Aos 15 anos, entrou no convento da Ordem dos Cónegos Regulares de Santo Agostinho, nas proximidades de Lisboa. Permaneceu durante dois anos e pediu para ser transferido para o Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra, porque eram tantas as visitas de parentes e amigos, que perturbavam a sua paz. Em Coimbra doutorou-se em filosofia e teologia e foi ordenado padre.

Saiba mais sobre Santo António AQUI

domingo, 12 de junho de 2011

O PODER DAS PALAVRAS DE UM REI EM FRENTE DE UMA CRISE

No momento em que escrevo este breve artigo, Portugal atravessa uma crise sem precedentes desde que aderimos à então Comunidade Económica Europeia. No cerne do que estamos a viver encontra-se uma verdadeira mudança de onde releva a sempiterna discussão sobre o papel do Estado, em que o importante é resgatar a liberdade dos portugueses e de Portugal da discricionariedade com que os políticos da nossa praça nos têm brindado, frequentemente a coberto de uma retórica demagógica onde Estado Social, neo-liberalismo e interesse nacional são expressões vociferadas sem que ninguém saiba muito bem o seu conteúdo e sentido, semeando uma confusão generalizada.
Certo é que, como Friedrich Hayek previu, o chamado “cold socialism” do Estado Social degenerou num modelo insustentável de compadrios e corrupção – económica e moral – que crescentemente vai coarctando a nossa liberdade de acção enquanto indivíduos mas também como nação, ao vermo-nos reféns de políticos e de políticas que nos trouxeram no caminho de uma dívida externa que prejudicará indelevelmente as próximas gerações. A esmagadora maioria da população está dependente do Estado, directa ou indirectamente, e este, por sua vez, está dependente do estrangeiro. A dependência financeira acentuou a falta de liberdade e sem liberdade económica, não há liberdade política. Ou seja, agora que chegámos à situação de pedir ajuda externa – que em minha opinião já deveria ter sido solicitada há mais tempo – fica patente a perda de autonomia a que estamos sujeitos.
Contudo, ao longo da nossa longa História, várias crises tivemos de enfrentar. Esta não é a mais grave das que atravessámos e não será, com toda a certeza, a última. Na verdade, desde a fundação do Reino de Portugal, se há algo verdadeiramente constante são as permanentes crises económicas, sociais e políticas em frente das quais nos soubemos reinventar. A esmagadora maioria destas ultrapassadas sob a liderança de um Rei e de Estadistas de uma craveira que parece residir apenas no passado. E neste momento em que muitos apelam a vazios “consensos nacionais” ou vêem uma esperança na figura de um Presidente da República eleito por um quarto dos eleitores, torna-se evidente a necessidade de usufruirmos do desprendimento em relação a interesses partidários de que um monarca goza, bem como a sua superioridade moral capaz de revitalizar uma nação em frente de qualquer crise.
Vem isto a propósito, também, do recente filme “O Discurso do Rei”, em torno da figura de Jorge VI, que conseguiu ultrapassar o problema de gaguez e unir um Império contra a ameaça Nazi, tornando-se, em conjunto com Winston Churchill, um símbolo de resistência durante a Segunda Guerra Mundial. Na verdade, Jorge VI e a Rainha Elizabeth prestaram um inestimável serviço ao visitarem as trincheiras por diversas vezes, e com discursos que providenciaram uma muito necessária revitalização moral das tropas e do povo.
Em Portugal, nunca foram governos de união ou salvação nacional ou Presidentes da República que uniram a nação portuguesa – aliás, a separação política entre partidos e ideologias é um sinal de vitalidade de qualquer democracia, onde a oposição tem também um papel importante na fiscalização do Governo. Foram sempre os monarcas que souberam enfrentar crises como oportunidades, e que souberam colocar ao serviço de todos a sua liberdade. E mesmo que se argumente que numa Monarquia Constitucional, como é o caso britânico, o Rei tem poucos poderes, parece-me evidente que poucas coisas são mais poderosas na revitalização do espírito de uma nação do que a elevação moral, o sentido de serviço e as palavras de um Rei.
Talvez mais do que nunca durante a III República, encontramo-nos hoje em frente de evidências que nos mostram como a verdadeira tradição portuguesa da Monarquia seria a garantia de uma saudável democracia, como contrapeso à demagogia que fere o debate público em Portugal. Não se trata aqui de um sebastianismo bacoco, em que muitos políticos portugueses parecem rever-se, mas sim da restauração da defesa dos interesses de Portugal e dos portugueses. As palavras de um símbolo de unidade nacional como o Rei seriam de um inestimável valor para podermos enfrentar os tempos que se avizinham.
Samuel de Paiva Pires in Correio Real nº 5, Maio 2011

sábado, 11 de junho de 2011

COMUNICADO DO SECRETARIADO DE S.A.R., O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA

«Em face de diversas notícias divulgadas em diferentes orgãos de comunicação social, algumas delas atentatórias da dignidade e do bom nome do Senhor Dom Duarte de Bragança, vem o seu Secretariado esclarecer o seguinte:
1- Não existe qualquer sentença de condenação do Senhor Dom Duarte de Bragança ao pagamento de 100.000 €, nem existe qualquer sentença ordenando a penhora de bens da sua propriedade para garantia do pagamento dos referidos 100.000 €;
2- Corre os seus termos no 1º Juízo do Tribunal do Comércio de Lisboa a acção nº 93/07.0TYLSB, na qual, com base no registo de marca nacional nº 366085 e de logotipo nº 5694, é pedido que o Senhor Dom Duarte seja impedido de utilizar símbolos, ou semelhantes, com as insígnias usadas pela associação denominada Ordem de São Miguel da Ala;
3- Tal pretensão foi contestada pelo Senhor Dom Duarte e a acção em causa aguarda, desde 2009, que seja proferido despacho saneador. Assim, a referida acção ainda não teve julgamento nem foi proferida qualquer sentença a esse respeito;
4- Por apenso a esta mesma acção foi instaurado um procedimento cautelar no qual foi proferida uma decisão – necessariamente provisória e meramente destinada a garantir o efeito útil de qualquer sentença que vier a ser proferida no processo principal – ordenando aos requeridos que se abstivessem de utilizar sinais idênticos ou confundíveis com aquelas marca e logotipo e estipulando, para a hipótese de atraso no cumprimento da decisão, uma sanção pecuniária compulsória de 200,00 € diários;
5- Posteriormente a esta decisão, datada de 23 de Outubro de 2009, não foi proferida qualquer outra decisão judicial sobre o assunto;
6- Enquanto aguarda serenamente a sentença a ser proferida no processo principal, o Senhor Dom Duarte de Bragança respeitou a decisão proferida no procedimento cautelar, abstendo-se imediatamente da utilização dos sinais distintivos em questão;
7- Carece, assim, de qualquer fundamento o requerimento executivo apresentado, bem como a penhora dos bens divulgada, pelo que foi oportunamente apresentada uma oposição à execução, aguardando-se decisão judicial sobre a mesma;
8- Todas as outras questões relacionadas com a divulgação e o conteúdo das notícias em causa serão, a seu tempo, encaminhadas para sede própria.»
O Secretariado da Casa Real

LANÇAMENTO DO LIVRO "MARIA FRANCISCA DE SABÓIA"

O livro «Maria Francisca de Sabóia - «Uma princesa entre dois Reis de Portugal». O lançamento aconteceu no dia 9 de Junho, com a presença de S.A.R., O Senhor Dom Duarte de Bragança, no Museu Nacional de Arte Antiga e a apresentação esteve a cargo do professor Doutor André Gonçalves Pereira.
S.A.R., Dom Duarte com o apresentador do livro, Dr. André Gonçalves Pereira
Sinopse - As mãos estão fechadas em posição de oração. Fechada no Mosteiro da Esperança, Maria Francisca de Sabóia suplica a Deus que a proteja, olhe por si neste momento de aflição e lhe perdoe os seus mais terríveis pecados. Está em marcha, na corte portuguesa, um plano imparável e de consequências imprevisíveis. E ela é a personagem principal desta história de intriga, desamor e traição. A decisão estava tomada. Não poderia voltar atrás. Terminaria o casamento com D. Afonso VI, rei de Portugal, um homem deformado, gordo, de personalidade irada que nunca a havia procurado no leito conjugal. O próximo passo deste plano minuciosamente traçado seria pedir a Roma, com a ajuda do seu bom amigo e conselheiro, o duque de Cadaval, a anulação deste casamento falso que a havia tornado infeliz durante um ano e meio. Por fim, deposto o marido, casaria com o infante D. Pedro, seu cunhado e assim veria concretizados os seus desejos de poder. Uma afronta nunca antes vista, um pecado que pedia, sem piedade, o castigo divino. Mas Maria Francisca de Sabóia não havia nascido para ser um fantoche. Nasceu para ser Rainha. Contudo, a vida reservava-lhe ainda algumas surpresas. Diana de Cadaval regressa à escrita com um romance que nos leva até à corte portuguesa do século XVII, num momento em a ameaça espanhola é uma realidade, para nos contar a história de Maria Francisca de Sabóia, uma princesa francesa que, aos 20 anos, se torna rainha e protagoniza um dos episódios mais curiosos da História de Portugal.
Fotos: Lux