segunda-feira, 19 de julho de 2010

CASAMENTO EM ELVAS COM A PRESENÇA DE SS.AA.RR., OS DUQUES DE BRAGANÇA Fotos: Caras
O actor Ricardo Pereira e a empresária Francisca Pinto Ribeiro casaram-se, no sábado, 17 de Julho, na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, antiga Sé de Elvas e contou com 400 convidados. Após o casamento, o copo-d’água decorreu na quinta do pai de Francisca, a Herdade Almeida Velha, que este comprou há 10 anos para reconstruir. O dia especial foi partilhado por muitas caras conhecidas, e convidados ilustres, entre os quais, SS.AA.RR., Os Senhores Duques de Bragança.

Fotos: Vidas/Correio da Manhã e Tudoben.com/Portal do Alentejo

domingo, 18 de julho de 2010

DOM DUARTE DE BRAGANÇA, O REI QUE NÃO TEMOS
Dom Duarte é um homem simples, apegado à Natureza e a uma vida tranquila, sem espalhafato. As portas da bela casa da Rua do Campo, em Sintra, abriram-se-nos afavelmente. Numa enorme sala em que ardia o fogo acolhedor de uma lareira. Dom Duarte, Duque de Bragança, o sucessor dos Reis de Portugal, recebeu-nos com toda a cordialidade. A sua presença é extremamente agradável. É alto, aloirado, risonho, e fala com enorme facilidade. Sente-se nele, um defensor da liberdade. Por ela, com efeito, tem lutado, em todas as situações da sua vida. É formado em Agronomia, foi oficial piloto-aviador em Angola, e lá, tentou formar uma lista de candidatos independentes à Assembleia Nacional, tendo por essa razão sido expulso desse território, pela PIDE-DGS.
Para iniciar a entrevista que nos concedeu, perguntámos a Sua Alteza qual a sensação que lhe produz a difícil transição que o nosso pais atravessa.
- Estou convencido que todo o Ocidente está em face de uma mudança que pode ser brutal ou muito suave. Pode acontecer que haja uma guerra noi próximos anos e, neste caso, a Europa não tem condições de defesa. Se isso viesse a acontecer, Portugal ficaria bastante isolado, teria que suprir-se a si próprio, e passaria-mós obviamente muito mal. Deveria, preparar-se o pais para ele poder sobreviver isoladamente. Isto è certamente mais importante do que a entrada para o Mercado Comum ou outras organizações internacionais, que tem as suas vantagens mas não é tão vital como a sobrevivência física de todos nós. Ninguém ignora que o que tem vindo a equilibrar a nossa balança económica tém sido os emigrantes e os turistas. Se, de repente, ficarmos isolados, não somos capazes de nos manter. Ora, se temos de contar com as Forças Armadas, para a defesa do território. por outro lado, temos de contar com a Agricultura. Mas, os agricultores continuam a ser uma classe extremamente desfavorecida, e o que vale à economia política portuguesa é que o pequeno proprietário agrícola não faz contas.
Sabemos que Vossa Alteza é Presidente da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Nelas. Quer falar-nos da importância dessas caixas?
-Ironicamente e um pouco demagogicamente diria que os bancos são organizações que tomam emprestado o dinheiro dos pobres para emprestar aos ricos, e pagam barato pelo dinheiro que recebem e fazem-se pagar caro pelo dinheiro que emprestam, e as pessoas sentem que já é tempo de não deixarem os seus créditos por mãos alheias. Criaram-se em tempos as Caixas de Crédito Agrícola que se têm desenvolvido muito. Temos em Portugal cerca de duzentas com dezenas de milhares desócios.
Vossa Alteza mencionou dois pontos de que gostaríamos que nos falasse: a guerra e o turismo. Que opinião temsobre a guerra nuclear?
- Acho que não tem importância porque ninguém está interessado nela. Só se houver um louco que resolva deitar uma bomba por razões de desespero. — Quanto ao turismo... — Houve um político qualquer que disse que o turismo é a prostituição de um povo, o que evidentemente é um exagero. Mas tem incovenientes. Um deles é estar-se dependente de uma clientela muito flutuante, o outro é contruirem-se hotéis feiíssimos e estragarem-se paisagens sob pretexto de turismo. Pergunto: o que iremos oferecer ao turismo se a nossa paisagem rural e litoral ficar completamente desfigurada? Isto acontece por culpa de certas administrações, que não são capazes de controlar o estilo das construções. Às vezes por incompetência ou por fraqueza, ou por ausência de normas claras, deixam fazer tudo. E nas aldeias os emigrantes são explorados por muitos construtores que os levam a gastar fortunas para construir casas péssimas e ridículas. Quem viajar pelo Minho ou a Beira Alta quase não encontra uma aldeia que não esteja desfigurada por casas que parecem mostruários de azulejos, autênticas casas de banho viradas do avesso...

Quer falar-nos agora da juventude portuguesa. Senhor Dom Duarte? - A juventude tem sempre tendência para estar insatisfeita com o que se está a passar, o que ê saudável. " Procura tornar-se. independente da geração dos pais. Essa fase manifesta-se de todas as maneiras: comportamentos anti-sociais, um certovandalismo... Por outro lado, quando os jovens são orientados no sentido de manifestarem a sua vontade de acção em campos mais positivos — e quero mencionar, por exemplo, o serviço cívico — tornam-se mais responsáveis. Lamentavelmente, os programas escolares contribuem muito para manter os jovens à parte da vida real. O programa escolar devia ter uma visão mais global e mais prática e isto não acontece só na primária, mas também no Liceu e até na Universidade.
Fale-nos agora da mulher, Senhor Dom Duarte.
- Parece-me que as mulheres do campo têm uma vantagem sobre as das cidades. O seu nível de cultura é muito mais próximo do marido. Ela com participa mais na vida dele. Nas cidades, as mulheres têm uma certa tendência a considerarem-se intelectualmente menores. Deixam-se ficar com uma cultura extremamente superficial: lêem fotonovelas, vêem telenovelas. mas não é culpa sua que a televisão escolha programas especialmente maus para as horas de grande audição. Isso ê culpa dos dirigentes da Televisão. Independentemente desta pequena crítica, há que fazer justiça à mulher que, nas épocas de crise, dá exemplos de coragem e de coerência muito superiores ao homem, que se deixa mais facilmente assaltar por uma certa histeria colectiva que se apodera de um pais. Além disto, é à mulher que se deve a educação básica do homem. São as mães que dão ao futuro cidadão o seu equilíbrio e o seu sentido cívico. Esse papel é importantíssimo para o equilíbrio social de um pais.
Para terminar, quererá Vossa Alteza dar-nos uma visão do que gostaria que fosse o mundo?
- Sinto-me um pouco tentado a citar o que o Papa João Paulo II disse no Natal: «Quando se afasta Deus da nossa vida particular, o mundo invivi-vel». Quem falar em casos de fanatismo, entendo que os lugares onde ainda se pode viver são aqueles em que Deus tem o seu lugar.
Era tempo de deixarmos a casa de Sintra, onde a hospitalidade de Sua Alteza Real o Duque de Bragança, nos proporcionara. Na viagem de regresso, recordámos uma bela frase da sua mensagem e sentimo-nos mais confiantes no futuro.
«O nosso povo pode vencer todas as crises se souber encontrar o caminho que conduza à recriação de Portugal.»
"Crónica Feminina" de 11 de Fevereiro de 1982
Fonte: Monarquia - www.monarquiaportuguesa.com
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sexta-feira, 16 de julho de 2010

S.A.R., PARTICIPA NA OFERTA DE DOIS QUADROS DE MARIA SOBRAL MENDONÇA AO MUNICÍPIO DE ÉVORA E HOTEL M'AR DE AR AQUEDUTO
Dois quadros da pintora Maria Sobral Mendonça vieram para Évora e ficaram instalados em dois sítios distintos, o município local e o Hotel M'Ar de Ar Aqueduto. A entrega foi feita por ocasião da XIII Tourada Real de Évora, na passada sexta-feira, numa cerimónia realizada na referida unidade hoteleira, na presença de muitos convidados, incluindo Dom Duarte de Bragança.
De acordo com Carlos Pegado, responsável da empresa Terra Brava, "a entrega destes quadros esteve relacionada com a exposição "Arte & Toiros" que promovemos o ano passado de Maria Sobral Mendonça, por altura da XII Tourada Real, no M'Ar de Ar Aqueduto durante dois meses".
Tal como referiu, este evento foi "um complemento à Tourada Real. Achamos que a tauromaquia também está ligada a outras artes e manifestações culturais, neste caso a pintura, e faz todo o sentido interligar uma coisa com a outra".
A obra que ficou no Hotel M'Ar de Ar Aqueduto foi "O Canto da Seara" e que, segundo Maria Sobral Mendonça, surgiu do "desafio de fazer um quadro emblemático para a recepção do hotel. O tema teria de estar relacionado com o Alentejo e com as muralhas".
A esse respeito, a pintora explicou que foi buscar aquilo que, na sua opinião, "diferencia o Alentejo, que é o seu chão. Ao falarmos de chão, estamos a falar daquilo que a terra dá. E o chão do Alentejo vence pelo pão. Por isso desenvolvi um quadro que tem a ver com a seara. É o canto porque tem uma série de personagens, no fundo o povo alentejano, que estão a dançar, estando também relacionado com os cantares".
À Câmara Municipal de Évora (CME) foi entregue "um dos quadros que esteve na exposição do ano passado, altura em que a autarquia foi patrocinadora do beberete", realçou Maria Sobral Mendonça, acrescentando que "o senhor presidente e a senhora vereadora escolheram o quadro a ser oferecido".
O director-geral dos Hotéis M'Ar de Ar, Diogo Fonseca e Silva, mostrou-se satisfeito com o resultado, reforçando que "é aquilo que nós queríamos, uma peça marcante para a recepção do hotel".
Na altura da entrega do quadro à autarquia, a vereadora da CME, assumiu as dúvidas que ainda existiam acerca do local onde o quadro vai ficar exposto. Para Cláudia Sousa Pereira, "acolher este género de iniciativas na cidade é um motivo para que todos os eborenses perceberem que de facto Évora é uma pérola da Humanidade", lembrando que "é muito comum quem está longe apreciar mais do que quem está perto".
Dom Duarte de Bragança, que veio assistir à Tourada Real de Évora, descerrou uma placa alusiva a esta iniciativa cultural. Na ocasião, o Duque de Bragança confessou que "gosto muito das obras da pintora", classificando este quadro em particular ("O Canto da Seara) como "muito bonito e interessante".
Na sua perspectiva, "com a arte contemporânea há sempre um problema muito difícil que é saber quem define se é ou não bonito. Por vezes, há coisas completamente disparatadas que são consideradas como muito boas pelos críticos", frisou Dom Duarte, afirmando que, "muitas vezes, o critério tem mais a ver com a personalidade do artista, do que com a obra em si".
Em relação a Évora, disse que "o mais importante é mostrar o exemplo de uma cidade que tem conseguido salvar o seu património e cuja área histórica conseguiu ser preservada. Por fora já não digo o mesmo. Era mais interessante que a nova arquitectura fora da cidade fosse de algum modo uma continuidade da arquitectura da cidade, em vez de ser a 'chapa três' que está no computador do arquitecto e que é igual em todo o lado", concluiu.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

NÓS PORTUGUESES
A sobrevivência de qualquer comunidade, da mais circunscrita como a família, à mais alargada como o caso duma Nação depende, de entre outros factores, de uma cultura de serviço e altruísmo, ou noutra palavra, de “amor”. É sobre esta perspectiva que eu descreio profundamente na viabilidade duma Pátria sustentada em contas de mercearia, na disputa de interesses individuais ou corporativos, assente numa cultura de conflito permanente com a sua História, na desconstrução sistemática dos seus símbolos e tradições. Atingida a Idade do sacrossanto indivíduo, democratizado o hedonismo, o grande desafio da democracia, para a sua própria sobrevivência, é a restauração da mística desse “amor”, cimento último de qualquer tribo. Reduzidos por estes dias à figura de Consumidores, com existência circunscrita às estatísticas e sondagens, para toda a sorte de duvidosos interesses, tal metamorfose só será possível através duma inspiradora metapolítica que nos resgate uma causa comum, para voltarmos de novo a ser um Povo.
É JÁ NO SÁBADO A "ARRUADA MONÁRQUICA" PELAS RUAS DO PORTO! Data: Sábado, 17 de Julho de 2010
Hora: 15:30 - 18:30
Local: Concentração na Praça da Batalha (Porto)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

VÍDEO E FOTOS DA XIII TOURADA REAL NO DIA 9 DE JULHO DE 2010, EM HOMENAGEM À AMÁLIA RODRIGUES


Vídeo de claudiarute
Nesta XIII Tourada Real em Évora, S.A.R., Dom Duarte de Bragança, fez-se acompanhar dos Principes Gundakar e Marie von Liechtenstein.
FOTOS
Descerramento da placa comemorativa por S.A.R., Dom Duarte de Bragança
Placa Comemorativa

Com os Príncipes Gundakar e Marie von Liechtenstein e Eng. Carmona Rodrigues.

Fotos oferecidas ao Blogue Família Real Portuguesa, pelo site http://www.pitonapiton.com/ - (Clique nas imagens para ampliar)

O QUE É HOJE A MONARQUIA?
Para começar esta entrevista gostava de lhe fazer a pergunta à qual, entre todos os portugueses, me parece a pessoa mais indicada para responder:
O que é hoje a Monarquia?
«Só essa questão daria, como é óbvio, para escrever um tratado! Encontra, desde logo, uma série de definições nas obras de Ciência Política. Não vamos entrar no seu debate. Dir-lhe-ei apenas o que penso. A Monarquia caracteriza-se por dois traços fundamentais. Em primeiro lugar, a neutralização da Chefia do Estado, entregue a uma personalidade que, por ser designada pelo mecanismo da hereditariedade e especificamente preparada, terá um papel arbitral e supra-partidário. O segundo traço fundamental é o que essa personalidade deverá, cumulativamente, representar a intemporalidade da Nação e a sua permanência na História.
A Monarquia assegura, assim, benefícios simultaneamente para o Estado e para a Nação. Para o Estado, porque a completa neutralização da sua chefia constituirá um aperfeiçoamento de primeira ordem no que respeita à respectiva estrutura e ao funcionamento das instituições.
Para a Nação, porque o símbolo da permanência no tempo da sua identidade, gerado pela tradição e legitimidado pela História, encontra uma posição institucional, constitucionalmente consagrada.
As constituições não monárquicas tendem a esquecer a dimensão histórica da Nação. Não digo que seja sempre o caso! Mas com frequência concebem a organização da vida colectiva apenas numa perspectiva de presente. A Monarquia representa a correcção deste desvio. Reforçando solene e formalmente a articulação entre Nação – realidade sociológica gerada pelos séculos e pela História - , e Estado – estrutura destinada a permitir o funcionamento da vida colectiva, designadamente no que respeita aos seus aspectos políticos, e que não pode deixar de ser continuamente aperfeiçoada - , numa óptica de modernidade. O intemporal e o actual podem assim articular-se em harmonia. A Monarquia, deve, pois, corresponder à “Nação colocada na Chefia do Estado”, através do seu representante simbólico e oferecido ao presente pela História.
E, é claro, pressuposto de tudo isto, é o da consagração destas ideias e concepções pela vontade popular.
Penso que hoje a Monarquia, ou é democrática ou já não tem lugar. Isto, pelo menos, e certamente, na Europa. E mesmo noutras partes do mundo, não acredito que Monarquias não democráticas venham a perdurar indefinidamente! Talvez coincidam, em certos países e em certas condições, com grandes esforços de modernização, que precedem a democracia? Uma espécie de “despostismo ilustrado” no século XX? Que só poderá corresponder a fases de evolução delimitadas no tempo. Como foi aliás, o caso de todos os “despotismos iluminados”, deste e doutros séculos, note-se. Mas, repito, o modelo puro de Monarquia é hoje o da Monarquia Democrática: a Monarquia ou é Democracia ou não é».
Livro “O PASSADO DE PORTUGAL NO SEU FUTURO” – (Conversas com o Duque de Bragança), de Manuela Gonzaga. Editora “Textual” - 1995, no ano do casamento de S.A.R., Dom Duarte de Bragança.

terça-feira, 13 de julho de 2010

A ÚNICA VISITA DE UM REI POSTUGUÊS - 22 DE JUNHO DE 1901(Clique na imagem para ampliar)
"QUEREMOS DAR-LHE UMA FORMAÇÃO INTERNACIONAL" Revista VIP de 14 a 20 de Junho de 2010
(Clique na imagem para ampliar)
CONVITE - "450 ANOS DA CONFRARIA DA RAINHA SANTA ISABEL" (Clique na imagem para ampliar)
Prezados Amigos,
Em nome da Mesa da Confraria da Rainha Santa Isabel, solicitamos a divulgação do convite para a inauguração da Exposição Documental "450 anos da Confraria da Rainha Santa Isabel", que terá lugar no dia 15 de Julho, pelas 16,30 horas, na Sala D. João III do Arquivo da Universidade de Coimbra, cujo convite segue em anexo.
Com os nossos cordiais cumprimentos,
António Rebelo -Confraria da Rainha Santa Isabel - Igreja da Rainha Santa Isabel - Alto de Sta. Clara - 3040-270 Coimbra.
Enviado por: Joaquim Costa e Nora - Real Associação de Coimbra
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Estimados Amigos,
Na Exposição Documental "450 anos da Confraria da Rainha Santa Isabel" que irá ser inaugurada no próximo dia 15 de Julho, pelas 16,30 horas, na Sala D. João III do Arquivo da Universidade de Coimbra, um dos núcleos tratará das relações da Real Confraria da Rainha Santa Isabel com a Casa Real Portuguesa.
Estarão expostas as assinaturas de alguns dos nossos Reis no Livro de Honra da Confraria.
S. A. R., O Senhor D. Duarte de Bragança foi especialmente convidado a estar presente no dia 15, na inauguração desta Exposição, tendo todos nós a melhor esperança em que tal aconteça.
Com os melhores cumprimentos,
Joaquim Costa e Nora

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