sábado, 26 de abril de 2008

FAMÍLIA REAL PORTUGUESA NA OVIBEJA
A Família Real, vai estar presente na Ovibeja como no ano passado que foram recebidos com muito carinho pela população. É maior feira agrícola que se realiza anualmente em mais de 10 hectares de exposição e cultura. Esta mostra de costumes ancestrais que a Ovibeja herdou da antiga Feira de Maio de Beja, instituída em 1261 por carta régia de D. Afonso III com as mais arrojadas tecnologias ao nível das práticas agrícolas nos diferentes sectores da economia e sociedade é, um local de festa e convívio onde o passado e o futuro andam de mãos dadas.
Este domingo, dia 27 de Abril, no programa da OviBeja está agendado para as 14h30 um colóquio sob o tema “Agricultura e Ordenamento do Território, Ambiente e Alterações Climáticas”.São intervenientes neste colóquio o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles e Isabel Abreu dos Santos numa organização da Real Associação de Beja.D. Duarte de Bragança estará presente na iniciativa que se realiza no Auditório da ExpoBeja.
A Real Associação de Beja, vai realizar no Auditório ExpoBeja às 15 Horas no dia 1 de Maio, a conferência " D. Carlos 100 Anos, Um Rei Constitucional e pela Democracia", que tem como oradores: Lourenço Pereira Coutinho; Henrique Alexandre Machado da Silva Fonseca e Américo Fernado Henriques.

A Ovibeja é considerada a maior feira agrícola de Portugal e tem ainda um conjunto de iniciativas e acções culturais que podem ser consultadas na internet através dos Sites: http://www.ovibeja.com/.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

DOM DUARTE EM MIRANDELA
Sua Alteza Real, Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, vai participar em Mirandela numa sessão de trabalho no dia 26 de Abril, entre as 10 e as 12.30 horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Mirandela.
A sessão de trabalho será apresentada pelo Instituto Democracia Portuguesa, tendo como Presidente Honorário, O Duque de Bragança e versará sobre “As ferrovias na plataforma transduriense” e a “Navegabilidade no Rio Douro”.
DUQUESA DE BRAGANÇA PRESIDE A UMA CERIMÓNIA
Abril de 2008
OS DUQUES DE BRAGANÇA NO "ESTORIL OPEN"
«Justa Homenagem» REI D. CARLOS INTRODUZIU TÉNIS EM PORTUGAL
O Estoril Open associou-se às comemorações dos 100 anos da morte do Rei Dom Carlos - no pavilhão VIP está patente a exposição "Dom Carlos e o Ténis" -, iniciativa que levou, esta tarde, Dom Duarte de Bragança ao Jamor.
"Este Estoril Open está a superar as expectativas. Esta homenagem a Dom Carlos é mais do que justa porque foi quem introduziu o ténis em Portugal. É dada uma atenção excessiva ao futebol mas esta excelente organização, agregada aos nomes importantes que participam, faz com os adeptos prestem atenção ao ténis, pelo menos durante uma semana", disse.

Abril de 2008
http://www.record.pt/noticia.asp?id=783179&idCanal=2918

domingo, 20 de abril de 2008

ACLAMAÇÃO DE S.A.R., DOM DUARTE NUNO
Em Nome da Causa Monárquica, Aclamando Rei de Portugal O Senhor Dom Duarte Nuno de Bragança.

Aos Monárquicos Portugueses
Por grande desgraça e luto de Portugal, foi Deus servido chamar a Si o nosso Rei Senhor Dom Manuel II, cuja memória de bondade, desdita e gloriosos serviços à Pátria todos os portugueses veneram e honram.
Considerando que perante êste doloroso e inesperado acontecimento, importa acatar e aplicar as regras do sistema monárquico, que asseguram a sucessão real;
Considerando que a união de todos os monárquicos é indispensável neste momento, mais que nunca, por motivos de ordem nacional e internacional;
Considerando que as normas de direito, acordes com o sentimento público, fazem recair a necessária sucessão de El-Rei na Pessoa de Sua Alteza O Príncipe Dom Duarte de Bragança;
Considerando que as doutrinas que Sua Alteza Real se dignou aprovar em carta que me dirigiu, se identificam com o pensamento político claramente manifestado por El-Rei Dom Manuel II em vários documentos;
Ouvidos o Conselho da Lugar-Tenência, o Conselho Político e a Comissão Executiva da Causa Monárquica, membros dos anteriores Conselhos, direcção das Juventudes Monárquicas, delegados distritais, antigos ministros, parlamentares, governadores civis e senadores monárquicos, antigos combatentes e representantes da imprensa monárquica:
Em nome da Causa que tenho representado, reconheço e proclamo num brado de fé e patriotismo, como já o fizeram outros grupos monárquicos, Rei Legitimo de Portugal Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte de Bragança.

VIVA SUA MAJESTADE O SENHOR DOM DUARTE II !

João d'Azevedo Coutinho (In Documentos da Aclamação de El-Rei D. Duarte II, Lisboa, 1933, p. 24.)

sábado, 19 de abril de 2008

SS.AA.RR., DOM DUARTE NUNO E DONA MARIA FRANCISCA S.A.R., Dom Duarte Nuno de Bragança, de Seu nome completo, Duarte Nuno Fernando Maria Miguel Gabriel Rafael Francisco Xavier Raimundo António de Bragança, de jure, Dom Duarte II de Portugal (1907-1976). Neto do Rei Dom Miguel I e filho do Rei Dom Miguel II.
Introdução
O segundo exílio do Rei Dom Miguel I, foi uma imposição por ele ter sido vencido militarmente, não tendo sido uma decisão sua voluntária ou exigida pela maioria do povo português.
A varonia real do ramo Constitucional é posta em causa pelo casamento de D. Maria II com o príncipe Fernando de Saxe-Coburg-Gotha, pela dupla nacionalidade de D. Pedro IV, pela morte de D. Manuel II, sem descendentes.
A varonia real manteve-se na descendência do rei D. Miguel I (que viveu exilado na Áustria). Ao contrário do seu irmão, Rei Dom Pedro I do Brasil e Dom Pedro IV de Portugal, que fomentou a independência do Brasil e se tornou seu Imperador. Dom Miguel I sempre se opôs terminantemente ao desmembramento do território português.
O facto de Dom Pedro ser Imperador do Brasil tira-lhe a legitimidade à ascensão ao trono de Portugal, que devia ter sido dado a Dom Miguel I.


De acordo com as regras monárquicas, acordadas após a Dinastia Filipina, só pode ser Rei de Portugal, um português.
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Dom Duarte Nuno, 23º Duque de Bragança, Pai de Dom Duarte Pio, nasceu no exílio da Família em Seebenstem, na Áustria, mas em terra diplomática portuguesa, em 23 de Setembro de 1907. Por renuncia de seu Pai, Dom Miguel II, recebeu a representação dos direitos políticos e dinásticos do ramo legitimista em 1920, com apenas 13 anos, tendo tido a tia, a Duquesa de Guimarães, como tutora política. Após o falecimento, em 1932, do deposto Rei Dom Manuel II, sem descendência, Dom Duarte Nuno foi reconhecido e aclamado Rei pela Causa Monárquica, passando a ser o Duque de Bragança, cujos bens perdeu em 1933, por um decreto, em que foi criada a Fundação da Casa de Bragança.
Em 1942, casou com Dona Maria Francisca de Orleães e Bragança, Princesa do Brasil da casa de Orléans e Bragança e bisneta de Pedro II, imperador do Brasil (1825-1891). O casal teve três filhos:
Duarte Pio, Duque de Bragança
(1945) - actual Duque de Bragança.
Miguel Rafael Gabriel Xavier Teresa Maria Félix de Bragança, sétimo Duque de Viseu
(1946).
Henrique Nuno João Miguel de Bragança, quarto Duque de Coimbra (1949).

Depois de terem sido abolidas as Leis de Banimento e de Proscrição de 1834 - 1838 e de 1910, pela Assembleia Nacional em 1950, e de ter sido reconhecido aos descendentes de Dom Miguel I o direito ao trono de Portugal, Dom Duarte NUno regressa ao país, com a Família, em 1952, mantendo um certo afastamento ao regime vigente.
Viveu até 1974 no Palácio de S. Marcos, perto de Coimbra, cedido pela Fundação da Casa de Bragança, que depois do 25 de Abril o forçou a retirar-se.

Faleceu no dia 24 de Dezembro de 1976, na véspera do dia de Natal, em casa de Sua Irmã, a Infanta Dona Filipa, em Lisboa. Jaz em Vila Viçosa, no Panteão dos Duques de Bragança.

Era muito amigo do Papa Pio XII, mesmo antes deste se tornar Papa. Por esta razão, o Papa foi o padrinho de Baptismo de Dom Duarte Pio de Bragança, o actual Duque de Bragança.

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S.A.R., Dona Maria Francisca, de Seu nome completo, Maria Francisca Amélia Luísa Vitória Teresa Isabel Miguela Gabriela Rafaela Gonzaga de Orléans e Bragança e Dobrzensky de Dobrzenicz. (Eu, 8 de Setembro de 1914 — Lisboa, 15 de Janeiro de 1968), Princesa de Orléans e Bragança, sendo bisneta do imperador Dom Pedro II do Brasil.
Nasceu no Castelo d'Eu, filha de D. Pedro de Alcântara de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil, que renunciou a seus direitos dinásticos para se casar com a condessa Isabel Dobrzensky de Dobrzenicz.

Foi sepultada no Convento das Chagas de Cristo, em Vila Viçosa, Panteão das Duquesas de Bragança.
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Mensagem ao País de Dom Duarte Nuno por ocasião do nascimento do Príncipe da Beira (1945) - actual Dom Duarte Pio de Bragança.
PORTUGUESES:
Sempre meus Avós vos anunciaram o nascimento de seus Filhos — e sempre essa notícia encheu de contentamento e certeza todos os lares portugueses. Para a Nação, nas Instituições que represento, o nascimento dum Príncipe ou duma Princesa confirmava a continuidade da vida nacional, unida no mesmo amor.
Sejam quais forem os tempos, de longe ou de perto, vós sois para mim o mesmo que fostes para os meus Antepassados: o Povo querido e glorioso que melhor serviu a Deus e à sua Terra e mais amou os seus Reis. Por isso vos anuncio, como Eles anunciavam, o nascimento de meu Filho, oferecendo a sua vida ao bem de Portugal com o mesmo fervor com que há muito consagrei a minha.
Herdeiro de deveres imprescritíveis, acima de interesses pessoais e de partidarismos, dou-vos nesta hora de interrogações e ansiedades que oprimem, a certeza de que não findará no meu Lar a consciência das responsabilidades que me prendem a Portugal e à felicidade de todos os Portugueses.
De todos vós, sou o único a quem as circunstâncias não permitem viver nessa terra bendita que meus Avós tanto dilataram. Quero-lhe, porém, dobradamente e ao seu Povo, na saudade constante a que a separação me força. O vosso coração deve compreender isto. E compreender também que, quanto tenho sofrido no exílio, só me faz desejar que nenhum de vós o sofra.
Unamo-nos todos. Temos de favorecer a harmonia, a ordem de que a Nação precisa. Mas igualmente vos digo que não renuncio nem fujo a nenhuma das minhas responsabilidades históricas. E espero que a vossa consciência colectiva vos mostre, num profundo instinto acordado, que só na Monarquia reencontrará as garantias, direitos e liberdades derivadas dum Poder que, por ser legítimo e natural, não depende de divisões nem de egoísmos.
Antes de tudo, preocupa-me a existência dos pobres, dos necessitados, dos trabalhadores; e, num aumento geral de riqueza, o conjunto de providências que a todos devem levar pão e alegria. Penso, do mesmo modo, no nosso lugar no mundo e no completo resgate da civilização que Portugal tão largamente difundiu e tantos males e experiências têm ameaçado. Estas preocupações e os sentimentos de justiça que as determinam, derivam dos fundamentos morais dos princípios que sustento, da própria ética cristã que os formou, sem necessidade de outras razões.
Desejo ainda notar a circunstância feliz do meu Herdeiro ter nascido nas primeiras horas de paz no Ocidente e da vitória da nossa aliada, a Grã-Bretanha, a quem nos prende, e ao seu Rei, uma amizade muitas vezes secular, sem esquecer outras nações a nós ligadas pelo sangue, pelo espírito e pela afinidade de interesses europeus ou universais.
E podeis acreditar que, em meu Filho, continuará a dedicação com que vos acompanho, pensando só no bem de todos vós e na grandeza da Pátria.
Duque de Bragança.
( D. Duarte Nuno de Bragança)

(In Dom Duarte Nuno de Bragança — Um Rei que não Reinou. Testemunhos sobre a vida e a obra de Dom Duarte II Chefe da Casa Real de Bragança, Lisboa, 1992, pp. 233-234)
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Cada vez que leio esta linda mensagem de Dom Duarte Nuno, sinto-me cada vez mais Monárquica e quase que invejo as Monarquias Europeias em que as Casas Reais procedem de igual forma sempre que nasce um novo membro duma Família Real.
Dom Duarte Nuno estava certíssimo ao referir:
“E podeis acreditar que, em meu Filho, continuará a dedicação com que vos acompanho, pensando só no bem de todos vós e na grandeza da Pátria.”
E Dom Duarte Pio, bem cumpre com os seus deveres e tem sido o verdadeiro Rei de todos os portugueses!

sábado, 12 de abril de 2008

PRÉMIO INFANTE DOM HENRIQUE
O Príncipe Eduardo de Inglaterra inaugurou hoje no Estoril a 6ª Conferência dos países europeus, mediterrânicos e árabes do programa Duque de Edimburgo, valorizando o incentivo da iniciativa à «imaginação e paixão» de jovens de todo o mundo.
Fundado em 1956 e dividido em quatro grandes zonas geográficas, o projecto contou já com a participação de seis milhões de jovens dos 14 aos 25 anos em 118 países (que o adaptam a nível nacional), com os objectivos de complementar a sua formação académica, proporcionar experiência profissional e fomentar a sua consciência cívica.
Do apoio aos mais necessitados às intervenções ambientais, o «Prémio Internacional para Jovens - Prémio Duque de Edimburgo» baseia-se em quatro áreas - serviço à comunidade, desporto, talentos e aventura -, através das quais se descobrem novas competências e se adquirem capacidades de liderança, responsabilidade e maturidade.
«A vida é cheia de mudanças e o Prémio ajuda a conhecê-las. Todos os jovens são diferentes, mas experimentam as mesmas mudanças, as mesmas transições, e todos precisam de um apoio para passar por essa transição», disse o Príncipe Eduardo, presidente do Conselho Internacional do Prémio, após a cerimónia de abertura da conferência.
O herdeiro da Família Real inglesa destacou o facto de não haver barreiras à participação, com excepção da idade, afirmando que o programa permite dar um contributo à comunidade ou melhorar uma competência a partir do zero, segundo a «imaginação e paixão» de cada um. O Príncipe elogiou ainda a dedicação dos jovens e responsáveis envolvidos na versão portuguesa do Prémio Internacional - o Prémio Infante Dom Henrique, promovido por Dom Duarte de Bragança -, que irá distinguir hoje à tarde, na Cidadela de Cascais, com a entrega de medalhas de ouro.
Segundo o presidente da Associação do Prémio português, Miguel Horta e Costa, a iniciativa pretende fomentar valores como a confiança, a amizade, a motivação e o espírito de competitividade e de equipa, motivando os jovens a «colocar-se numa fasquia mais alta».
«Temos também desempregados e estamos a fazer uma aproximação às prisões», adiantou o responsável, informando que o programa envolve anualmente seis mil jovens portugueses.
Presentes na sessão inaugural da conferência da Região EMAS (Europa, Mediterrâneo e Países Árabes) estiveram também o Duque de Bragança, Duarte Pio, o presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, e o vice-presidente da autarquia, Carlos Carreiras.
Até sábado, os responsáveis do EMAS vão continuar no Estoril para discutir as experiências dos vários países e projectar novos desafios para os jovens.


Sobre O Prémio Infante Dom Henrique
O Prémio Infante Dom Henrique é a versão portuguesa de “The Duke of Edinburgh’s Award” fundado pelo Duque de Edimburgo, em 1956,na Inglaterra.Com a criação do Prémio Infante Dom Henrique, do qual S.A.R. o
Duque de Bragança além de membro fundador é Presidente de Honra, Portugal tornou-se o primeiro país europeu de língua não inglesa a adoptar o programa de “The International Award for the Young People – The Duke of Edinburgh’s Award”, no qual já participam cerca de seis milhões de jovens em aproximadamente 118 países. Em Portugal, o Prémio teve início no Porto, em 1987, existindo hoje núcleos e delegações implantados de Norte a Sul do país.
Tratando-se de uma Associação e a exemplo do que acontece em outros países onde é praticado, o Prémio Infante Dom Henrique, sendo já uma instituição Particular de Solidariedade Social, é suportado financeiramente por doações de empresas e/ou particulares, bem como com a organização de eventos para angariação de fundos.

Uma iniciativa à escala mundial
O Prémio Infante D. Henrique congrega um intenso programa de actividades voluntárias e não competitivas, que s
e destina a todos os jovens dos 14 aos 25 anos. Sendo um complemento à educação académica, o objectivo do programa é o desenvolvimento pessoal e social, assim como a formação de jovens, através de uma ocupação sadia dos tempos livres. O Programa, que é desenvolvido à escala mundial e estruturado em 4 grandes zonas geográficas já envolveu, até hoje, mais de seis milhões de jovens, em várias vertentes, que vão desde o apoio à comunidade até as intervenções ambientais.
Participando num Serviço à Comunidade e aprendendo a prestar um serviço útil aos outros, os jovens são incentivados a apoiar o próximo; praticando um Desporto, adquirem hábitos desportivos; passando pelos Talentos, descobrem novos talentos em si ou simplesmente adquirem experiência profissional tão necessária nos dias de hoje; até à secção de Aventura, considerada um teste à sobrevivência, realizada em grupo e onde adquirem qualidades de liderança, responsabilidade, maturidade, através dos 3 níveis existentes: bronze, prata e ouro.
Pelos resultados obtidos, a nível Europeu, quer no combate ao insucesso escolar, na obtenção de experiência profissional, quer na preocupação cada vez maior de criar uma consciência cívica nos jovens, o programa destaca-se como o melhor programa internacional neste domínio, tendo actualmente um elevado reconhecimento a nível empresarial.

Vídeo sobre o Prémio Infante Dom Henrique

sexta-feira, 11 de abril de 2008

PRÍNCIPE EDUARDO DE INGLATERRA EM LISBOA
O príncipe Eduardo de Inglaterra inaugurou hoje no Estoril a 6ª Conferência dos países europeus, mediterrânicos e árabes do programa Duque de Edimburgo, valorizando o incentivo da iniciativa à «imaginação e paixão» de jovens de todo o mundo.
Fundado em 1956 e dividido em quatro grandes zonas geográficas, o projecto contou já com a participação de seis milhões de jovens dos 14 aos 25 anos em 118 países (que o adaptam a nível nacional), com os objectivos de complementar a sua formação académica, proporcionar experiência profissional e fomentar a sua consciência cívica.
Do apoio aos mais necessitados às intervenções ambientais, o «Prémio Internacional para Jovens - Prémio Duque de Edimburgo» baseia-se em quatro áreas - serviço à comunidade, desporto, talentos e aventura -, através das quais se descobrem novas competências e se adquirem capacidades de liderança, responsabilidade e maturidade.

«A vida é cheia de mudanças e o prémio ajuda a conhecê-las. Todos os jovens são diferentes, mas experimentam as mesmas mudanças, as mesmas transições, e todos precisam de um apoio para passar por essa transição», disse o príncipe Eduardo, presidente do Conselho Internacional do Prémio, após a cerimónia de abertura da conferência.
O herdeiro da família real inglesa destacou o facto de não haver barreiras à participação, com excepção da idade, afirmando que o programa permite dar um contributo à comunidade ou melhorar uma competência a partir do zero, segundo a «imaginação e paixão» de cada um.
O príncipe elogiou ainda a dedicação dos jovens e responsáveis envolvidos na versão portuguesa do prémio internacional - o Prémio Infante Dom Henrique, promovido por Dom Duarte de Bragança -, que irá distinguir hoje à tarde, na Cidadela de Cascais, com a entrega de medalhas de ouro.

Segundo o presidente da Associação do Prémio português, Miguel Horta e Costa, a iniciativa pretende fomentar valores como a confiança, a amizade, a motivação e o espírito de competitividade e de equipa, motivando os jovens a «colocar-se numa fasquia mais alta».
«Temos também desempregados e estamos a fazer uma aproximação às prisões», adiantou o responsável, informando que o programa envolve anualmente seis mil jovens portugueses.
Presentes na sessão inaugural da conferência da Região EMAS (Europa, Mediterrâneo e Países Árabes) estiveram também o duque de Bragança, Duarte Pio, o presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, e o vice-presidente da autarquia, Carlos Carreiras.
Até sábado, os responsáveis do EMAS vão continuar no Estoril para discutir as experiências dos vários países e projectar novos desafios para os jovens.
FAMÍLIA REAL NO CRATO
A Câmara Municipal do Crato comemorou, a 8 de Dezembro de 2007, Dia de Nossa Senhora da Conceição – Padroeira desta Vila - os 775 anos da Atribuição do 1.º Foral à Vila do Crato levando a efeito um ciclo de iniciativas que foram uma viagem ao passado sem esquecer o tempo presente. Como convidado de Honra esteve o D. Duarte Duque de Bragança que seguiu com muito interesse os momentos mais siginificativos desta evocação Histórica. Ninguém quis faltar à chegada de D. Duarte de Bragança à vila do Crato na manhã de Sábado. Recebido pelas entidades oficiais e pela Banda, o herdeiro do trono de Portugal fez-se acompanhar pela esposa, Isabel Herédia. Para o Duque de Bragança um dos motivos de alegria para quem vem ao Crato "é ver que souberam preservar a arquitectura, paisagem e a identidade cultural. Quantas cidades e vilas em Portugal, com grande história, infelizmente, hoje em dia estão totalmente desfiguradas e apenas mantêm alguns edifícios no meio". Realçando esta preservação, D. Duarte frisou que "se não respeitarmos a nossa cultura e identidade não temos respeito por nós próprios e acabamos também por perder a auto-estima", e por essa razão considerou que o que está a ser feito no Crato é "um modelo a seguir" e "um exemplo para o País". O desenvolvimento da Casa Museu Padre Belo e as memórias da Ordem de Malta são elementos que contribuem para marcar uma posição no mundo do Crato.

Outro dos aspectos destacados pelo Duque é o facto de, hoje em dia, as monarquias europeias, da Ásia, Japão, Tailândia e Austrália se encontrarem entre os países mais desenvolvidos e mais democráticos. Nesse sentido, defendeu que o regime monárquico começa a ser cada vez mais um exemplo a seguir. "Acho que a os republicanos de 1910 infelizmente à força de querer justificar a revolução que fizeram a 5 de Outubro acabaram por alterar a história e hoje nós vemos a nossa história de uma maneira um bocado fantasista e pouco realista", disse D. Duarte, recordando que, em 1910 Portugal estava a meio da tabela europeia de desenvolvimento e hoje encontra-se praticamente em último lugar. "A culpa é do regime que nos últimos 100 anos conseguiu atrasar o País", acusou.
O herdeiro do trono de Portugal mostrou-se também satisfeito pelo facto do regime de 1910 nunca ter abolido o facto de Nossa Senhora da Conceição ser a Rainha de Portugal. "Há esperança que o País vai continuar a ter futuro e a ser independente, apesar de termos entrado numa União de outros países europeus", considerou, realçando a importância de, dentro da União Europeia, cada Pátria manter a sua identidade e independência "unindo-se naquilo que é importante".
Para Correia da Luz, presidente da Câmara do Crato, o dia de Sábado revelou-se "particularmente bonito" com o regresso às origens da nacionalidade. Na sua opinião, o dia 8 de Dezembro é duplamente importante para a vila, com as comemorações da Padroeira e da atribuição do 1º Foral.
A presença de D. Duarte de Bragança no Crato é considerada pelo presidente um ponto de referência. "Estando numa República e sendo um dos eleitos da República no poder municipal, vejo sempre com grande simpatia tudo o que se liga ao regime monárquico. Aliás, temos em toda a nossa Europa moderna, valorosa, democrática e progressista monarquias com regimes que, do ponto de vista da economia e da capacidade de acrescentar mais valia às pessoas e às suas virtudes, não ficam nada a dever às Repúblicas", afirmou.

Espólio artístico doado ao município
No decorrer das cerimónias, outros actos importantes tiveram lugar. Um deles foi a entrega da Medalha de Ouro evocativa do Foral do Crato a D. Duarte de Bragança e aos presidentes das Juntas de Freguesia do Concelho - Crato e Mártires, Flor da Rosa, Vale do Peso, Aldeia da Mata, Monte da Pedra e Gáfete. Correia da Luz recebeu também a Medalha de Ouro do Foral pelas mãos do jovem António.

Outro momento importante foi a assinatura do documento de doação do importante espólio artístico que o Comendador João Rebello de Carvalho entendeu por bem confiar ao município do Crato. Note-se que esta doação nasceu de uma visita do Comendador ao Museu Municipal do Crato, na qual manifestou grande apreço pela exposição em causa e formulou o desejo de vir a deixar um legado da sua colecção de arte neste mesmo Museu.
A Câmara Municipal do Crato tem todo o interesse em acolher esta colecção, não só pelo prestígio do seu actual proprietário, como o enriquecimento que tão importante espólio representa para o Museu Municipal". Compete à autarquia, cujo Museu Municipal dedica o seu principal núcleo à Ordem de Malta, promover todos os esforços no sentido de valorizar a sua colecção e assim aumentar a oferta a todos os que visitam o Crato e em especial o Museu.
D. Duarte quis também homenagear a vila do Crato com a entrega da Medalha de Nossa Senhora de Vila Viçosa, que foi cunhada por D. João VI comemorando os 200 anos da Família Real para o Brasil. A imposição da Medalha foi feita pelo Duque à Padroeira do Crato e de Portugal. "Um símbolo muito expressivo para a vila do Crato", disse o presidente da Assembleia Municipal.
João Rebello de Carvalho confessou estar muito ligado ao Crato através da Associação dos Cavaleiros Portugueses da Ordem de Malta. Uma Ordem que se estabeleceu em Portugal no século XI e depois se mudou para o Crato. O Comendador recordou que quando se começou a celebrar o dia da Ordem no Crato "estabeleci um conjunto de relações que se tornaram cada vez mais pessoais com as autoridades da vila". Na sua opinião, as autoridades do Crato "são uma gente que olha para o futuro, construiu a varanda com o trabalho do passado e também para o futuro do Crato. O dinamismo foi uma coisa que me apaixonou por esta terra". "Eu esperava que este espólio não ficasse muito bem guardado numa sala visitada de vez em quando, mas que foi o ponto de partida para um conjunto de acções dinâmicas sócio culturais que poderia vir até ao desenvolvimento e modernização das instituições caritativas até às culturais", afirmou João Rebello de Carvalho.
Ao município do Crato, o Comendador entregou já os três primeiros exemplares do seu espólio.
No decorrer de uma visita da Família Real à Casa Museu Padre Belo, foi também inaugurado neste espaço, o Núcleo de Pratas e Marfins.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Rei há só um! Dom Duarte e mais nenhum!
Uma vez por todas e para quem ainda tenha dúvidas, Augusto Ferreira do Amaral escreveu uma carta ao "Jornal Público" onde esclarece cabalmente a Legitimidade de Dom Duarte Pio de Bragança.
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Meu caro Dr. Adelino Gomes
Recebi e agradeço as suas perguntas jornalísticas sobre a matéria tratada em “O Usurpador”.
Passo a responder.
1 – O chefe da Casa Real portuguesa é, para mim como para quase toda a gente, cá e no estrangeiro, D. Duarte Pio. Em anexo remeto-lhe um estudo que fiz aqui há tempos sobre o assunto e que creio o elucidará sobre o que penso, depois de ter estudado o assunto desde há longos anos.
Esclareço que sou jurista, advogado há mais de 41 anos, e me dedico também à história (sou sócio correspondente da Academia Portuguesa da História e já duas obras minhas foram por esta premiadas). Penso portanto – perdoe-se-me a jactância - que disponho de algumas credenciais para opinar sobre a matéria.
2 – Nem D. Duarte Pio nem D. Duarte Nuno, seu Pai, usufruíram da protecção do regime salazarista. Sofreram, pelo contrário, grandes limitações na sua actuação e não foram sustentados por ele. De resto, foi o regime salazarista, (não a 1ª República, que nesse particular se conduziu correctamente), que subtraiu ditatorialmente grande parte dos bens do domínio privado próprios do chefe da Família Bragança, constituindo com eles uma fundação por um arbitrário acto administrativo sob a forma de decreto, em 1933 – a Fundação da Casa de Bragança – da qual injustamente tem estado excluído o próprio chefe da dita Família, desapossado desse seu direito histórico.
3 – Não há em Portugal, a meu ver, uma questão dinástica. As tentativas esporádicas que têm sido feitas para criar pela tentação do sensacionalismo, a ideia contrária, carecem de um mínimo de consistência para que possam ser entendidas como uma “questão”.
No que se refere às instituições que têm sido consideradas em geral representativas da nobreza histórica portuguesa, tanto quanto sei, tem havido também uma unanimidade nesse reconhecimento. É o caso do extinto Conselho de Nobreza, da Associação da Nobreza Histórica de Portugal e do Instituto da Nobreza Portuguesa, que nunca tiveram a mínima dúvida de que D. Duarte Pio é o chefe da Casa Real. E o mesmo se passa com instituições nobiliárquicas estrangeiras conceituadas e com as famílias reais dos outros países. Para já não falar dos Estados, monárquicos ou republicanos, que têm pacífica e incontestadamente assinalado D. Duarte Pio nessa qualidade.
Sobre as instituições da nobreza – que de forma nenhuma devem confundir-se com os adeptos da monarquia, pois pode haver e há monarquias que não reconhecem a nobreza, e repúblicas que lhes dão acolhimento – direi que conheço dirigentes seus que são republicanos (p. ex. o actual Marquês de Fronteira, D. Fernando Mascarenhas), que nem por isso têm dúvidas em reconhecer em D. Duarte Pio o chefe da Casa Real portuguesa.
A única base que houve para uma questão dinástica no século XX era a disputa entre um pretendente do ramo de D. Pedro IV e outro do ramo de D. Miguel. Mas essa disputa acabou (para mim), em 1932, com a morte de D. Manuel II. Para os mais renitentes adversários de D. Miguel, essa disputa teria terminado com a morte de D. Duarte Nuno, já que D. Duarte Pio, seu filho, é filho da D. Maria Francisca, descendente legítima de D. Pedro IV.
Esclareço aqui, que sou, como sempre fui, constitucionalista liberal e democrático, partidário da social-democracia e oposicionista ao regime deposto em 1974, além de defensor, jurídica e ideologicamente de D. Pedro IV e de D. Maria II, pelo que estou à vontade para dizer que o meu anti-miguelismo nunca se opôs nem opõe ao reconhecimento da qualidade de chefe da Casa Real a D. Duarte Nuno, a partir de 1932 e, obviamente, agora a D. Duarte Pio.
A “querela” que agora algumas vozes pouco credíveis recentemente pretenderam suscitar não faz qualquer sentido.
Mas com isso não estou a dizer – longe disso - que não faça sentido o reconhecimento de alguém como o chefe da Casa Real portuguesa. Esse reconhecimento é justificado e importante para os mais variados efeitos, mesmo num prisma republicano, pois o País tem uma história que decorreu quase oito séculos em monarquia, pelo que o representante vivo dos nossos Reis faz parte e deve ser tratado como um elemento importante do nosso património cultural, que contribui para a nossa identificação nacional.
Com os cumprimentos do seu amigo e admirador
Augusto Ferreira do Amaral
Jornal O Público - 11-02-2008