sábado, 19 de dezembro de 2009

"HAVERÁ CONDIÇÕES PARA UM REFERENDO SOBRE A CAUSA MONÁRQUICA DESDE QUE NÃO HAJA UMA PERGUNTA ESTUPIDAMENTE FANÁTICA E ORIENTADA COMO ACONTECEU NO REFERENDO SOBRE O ABORTO" (Clique nas imagens para ampliar)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

DOLOROSAS NOVAS
Encontrei ontem doloroso testemunho da tragédia portuguesa de 1908. Datada de 15 de Fevereiro - uma semana após o regicídio - assinada por D. Manuel II, a carta anunciava ao Rei Chulalongkorn do Sião o passamento do Rei D. Carlos I e do Príncipe Real D. Luís Filipe. Mais que uma breve e protocolar nota informativa, presente-se a dor do novo e jovem monarca ao dar a triste notícia a um chefe de Estado que vivia no outro lado do mundo, mas que tivera a oportunidade de conhecer pessoalmente em 1897, quando Chulangkorn por Lisboa passou em digressão oficial. Os arquivos tailandeses estão, como verifico, carregados de testemunhos portugueses, aqui encontrado valiosos documentos que em Lisboa, na voragem de insensibilidade, criminosa incúria e facciosismo se perderam para sempre. Que vergonha ter de vir à Tailândia para encontrar documentação portuguesa, escrita em português e emitida pelo Estado Português.

(...) "As mortes do meu muito amado e prezado pai e do meu muito querido irmão, vítimas de abominável assassinato deixaram-me entregue, bem assim à totalidade da Nação Portuguesa, na mais profunda aflição. (...) O interesse que VM sempre mostrou por toda a minha família é consoladora esperança de que Vossa Majestade tomará uma viva parte na acerba mágoa que me causaram tão cruéis golpes. Chamado n'estas tristes circunstâncias, pela ordem da sucessão e na continuidade das leis do Reino de Portugal, ao trono de meus antepassados, rogo a Vossa Majestade haja dispensar-me os mesmos sentimentos de afecto que dedicava ao Augusto Monarca falecido e de ficar certo do vivo desejo que tenho de estreitar cada vez mais as relações de boa inteligência que felizmente subsistem entre os nossos países(...)".

Dois anos depois, a república era imposta a tiros de canhão e as relações luso-siamesas eclipsaram-se, passando a representação consular para mãos de italianos pelas décadas de 20 e 30, até à chegada de um português nas vésperas da Segunda Guerra Mundial. Portugal perdeu, então, a última oportunidade de manter no Sião o estatuto de potência aliada, a mais antiga e respeitada, que os siameses sempre lhe haviam tributado. O estado de coisas foi tão confrangedor que um dia, por volta de 1911, a polícia siamesa entrou pelo nosso consulado adentro para questionar os residentes a razão "daquela bandeira que ali puseram no jardim". Referiam-se, claro, à verde-rubra que ninguém conhecia e que Lisboa não tivera sequer a sensatez de anunciar aos países com os quais mantinha relações diplomáticas. Coisas do amadorismo de uma república que se vai celebrar!

Publicado por COMBUSTÕES

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

PROCISSÃO DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DE VILA VIÇOSA COM A PRESENÇA DE SS.AA.RR., OS DUQUES DE BRAGANÇA

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INVESTIDURA DE NOVOS CAVALEIROS DA REAL ORDEM DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DE VILA VIÇOSA

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

LANÇAMENTO VI VOLUME HOMENAGENS DE RUA
É já na próxima quinta-feira, 17 de Dezembro, que vai ser lançado o volume VI do livro “Homenagens de Rua”, da Comissão Municipal de Toponímia. O lançamento ocorrerá pelas 18h30, no Centro Municipal de Cultura (CMC), numa cerimónia que será presidida pela autarca de Ponta Delgada, Berta Cabral.
O volume VI das “Homenagens de Rua” inclui as intervenções de Augusto de Athayde, Berta Cabral, Duque de Bragança, João Bosco Mota Amaral, José Andrade, José Medeiros, Manuel Cândido Pimentel, Nemésio Medeiros e Paulo Gusmão. Estas intervenções foram proferidas nas inaugurações toponímicas da Rua Padre António Vieira (Arrifes), Rua Azores Park (São Roque), Rua José Amaro (Relva), Rua José Vieira (Relva), Rua Santos Figueira (Relva), Rua Teófilo Frazão (Relva), Rua Victor Cruz (Relva), Praça da Autonomia Constitucional (São José), Praça da 1ª Assembleia Regional (S. José), Praça do 1º Governo Regional (São José), Rua Conde de Albuquerque (Livramento), Rua Rei D. Carlos (Livramento), Rua Rainha Dona Amélia (Livramento), Rua Monsenhor José Ribeiro (Arrifes) e Rua Frei Raul de Jesus (Arrifes), entre Abril e Dezembro de 2008. Recorde-se que as “Homenagens de Rua” têm como principal objectivo a divulgação dos nomes das ruas do concelho de Ponta Delgada, dando a conhecer ao público em geral, as pessoas e os factos que contribuíram com a sua prestação, em várias áreas, para o desenvolvimento do Município ao longo de mais de 500 anos de existência.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

ADULTERAÇÃO OFENSIVA DE IMAGEM DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
Está a correr uma petição dirigida contra o Hotel Gat, na Rua Jardim do Regedor, nº 27, no Rossio em Lisboa, para que reponha a estátua de Nossa Senhora da Conceição que foi deliberada e provocatoriamente adulterada na cara e mãos, passando a ter na sua representação o focinho e as patas de um gato...
A petição pode ser encontrada e assinada em:
Pode-se igualmente protestar enviando um email para hotelgatrossio@gatrooms.com. Sugere-se um texto mais ou menos nestes moldes:
Assunto/Subject: A adulteração Ofensiva de Imagem de N. S.rª da Conceição
Mensagem: A alteração da estátua de N. Sra da Conceição na entrada do Vosso Hotel é um acto infeliz, gratuito, anti-cultural, ofensivo e até provocatório aos cristãos. Solicitamos, por isso, que tal ofensa cesse imediatamente, repondo-se a imagem na configuração original.
Cumprimentos,
(nome)
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Naturalmente, sugerimos aos nossos leitores que, enquanto esta petição não for atendida, se abstenham de recorrer a qualquer unidade da cadeia de hotéis Gat.

sábado, 12 de dezembro de 2009

SS.AA.RR., OS DUQUES DE BRAGANÇA EM VILA VIÇOSA - 8 DE DEZEMBRO DE 2009

Vídeo: maoserguidas

SEIS ÓRGÃOS DO CONVENTO DE MAFRA VÃO TORNAR A TOCAR
Os seis órgãos históricos da Basílica de Mafra vão voltar a tocar em conjunto pela primeira vez ao fim de dois séculos, depois de terem sido restaurados durante a última década pelo mestre organeiro Dinarte Machado.
“Os seis órgãos deixaram de soar ao mesmo tempo desde o século XIX por causa de infiltrações causadas pela água que ainda hoje entra na Basílica e desde há dois séculos que não há registo de terem tocado em conjunto”, afirmou à agência Lusa o mestre Dinarte Machado. No dia 19, os seis órgãos vão tocar de forma experimental durante um concerto de Natal na Basílica do Palácio Nacional de Mafra, para que os técnicos possam perceber aspectos técnicos do som que produzem quando tocam em conjunto. “O público vem ouvir pela primeira vez o conjunto dos seis órgãos cuja reparação está na recta final e consiste em trabalhar o som de cada um deles”, explicou o especialista na Escola de Organaria Portuguesa do século XVIII, após ter concluído o restauro físico dos seis órgãos. “A diferença de ouvir um órgão ou seis órgãos a tocar em conjunto é como ouvir um coro de 20 vozes ou um coro de 120 vozes devidamente afinadas”, exemplificou. Após este concerto, a Basílica vai fechar até Maio para que os técnicos possam concretizar o trabalho e nessa altura reabre com um concerto inaugural dos seis órgãos totalmente reparados. O restauro dos seis órgãos foi iniciado em 1999 pelo mestre Dinarte Machado, envolvendo um investimento de um milhão de euros pagos pelo Ministério da Cultura e por outros mecenas. Os órgãos foram construídos em 1807 pelos organeiros António Xavier Machado e Cerveira e Joaquim António Peres Fontanes, a pedido de D. João VI. Ao longo dos séculos, os seis órgãos foram sofrendo várias reparações devido às infiltrações causadas pela água que ainda hoje entra na Basílica, por isso deixaram de funcionar todos em conjunto. Antes do início deste último restauro, “estavam inactivos”, à excepção de um dos órgãos da Capela-Mor.
HOMENAGEM A PEDRO TEIXEIRA PELO SENADO BRASILEIRO
Um português do século XVII foi homenageado pelo Senado brasileiro. Pedro Teixeira é um nome praticamente desconhecido da História de Portugal, mas há 370 anos organizou a primeira expedição pelo maior rio do Mundo. A expedição ao Amazonas viria a definir muito do território brasileiro.
2009-12-11 21:19:33
Senado brasileiro presta homenagem a navegador ...
UM REI A BANHOS...
Dom Carlos tomando banho na Baía de Cascais. Grande apreciador do mar em todas as suas facetas, o Rei era também dos poucos na sua época que sabia e gostava de nadar.
Fazer férias à beira-mar é uma tendência recente, seguida apenas pela aristocracia. Quem introduz a moda em Portugal e define o seu calendário é uma Família Real, que em meados de Setembro chega a Cascais vinda de Sintra (onde passa os meses mais quentes). Seguem-na a nobreza e um ou outro arrivista burguês. Dom Carlos e os Seus, aí ficam geralmente até princípios de Novembro.
Ao nadar em frente a Cascais, O Rei circula entre os botes dos veraneantes.
Apesar do susto que terá apanhado em criança ao ser levado por uma onda junto às rochas do Mexilhoeiro, o Rei nunca teve medo do mar, pelo contrário. Foi nadador exímio, pouco comum nos homens daquela época, era normal vê-Lo à hora do banho a nadar na Baía de Cascais.
A barraca de banhos onde o Rei muda a roupa. A bandeira hasteada, marca a Sua presença.
Na praia da Ribeira (hoje conhecida por praia do Peixe), o Rei tinha a sua barraca de banho, onde era hasteada a bandeira nacional quando se encontrava à beira-mar. Na praia da Ribeira, era frequente ver-se o Rei no meio dos pescadores, cruzar-se com ciclistas ou sendo abordado por populares ou conversando com amigos. Em Cascais, Dom Carlos deixa os iates e dedica-se aos botes ou às barcaças, seja para chegar à praia, seja para praticar exercícios físicos. Seja ainda para ver com os amigos uma das muitas regatas que costumavam alegrar o Verão cascalense.
Livro D. Carlos (fotobiografias século XX) - Margarida Magalhães Ramalho e Joaquim Vieira
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

OS REIS NUNCA MORREM

«Se algum dia mandarem embora os reis vão ter de voltar a chamá-los» - Alexandre Herculano. Já foi dito que nenhuma menina sonha ser filha do presidente de uma república, e que todas as crianças brincam e imaginam príncipes e princesas. Por muito que se destronem ou assassinem reis, é difícil matar o arquétipo. Quando há pouco tempo o Palácio de Belém, em Lisboa, foi aberto ao público, uma cidadã entrevistada para a RTP exclamou o mais sinceramente possível que se ali vivesse, se sentiria uma rainha. Quem se lembraria de dizer primeira-dama?
O arquétipo rei/rainha não morre às mãos dos regicidas, nem da necessidade dos republicanos de criarem «monarquias transitórias», onde eles próprios possam ser, durante algum tempo, reis e rainhas a fingir. A humanidade pauta-se por períodos de depauperamento simbólico, para utilizar uma expressão de Jung. Talvez o regime republicano seja um desses «momentos»; regime, aliás, que tudo faz para eliminar os símbolos régios que sabe serem muito mais poderosos que a legislação. Em Portugal, a mudança de bandeira, do centenário e velho azul para a arrepiante combinação verde/rubra foi o seu mais profundo golpe na memória dos portugueses. Mas dificilmente conseguirá arredar do inconsciente colectivo as imagens do rei/pai e da rainha/mãe.

Basta percorrer o nosso adagiário:

Casa de Rei nunca anda a pedir;
El-Rei tem costas;
Mulher que assobia e galinha que de galo canta, manda el-Rei que lhe corte a garganta;
Na terra dos cegos, quem tem um olho é rei;
O rei manda marchar, não manda chover;
Onde não há, rei perde;
Palavra de Rei não volta atrás;
Rei morto, rei posto;
Sem rei nem roque;
Amor e reino não querem parceiro;
Minha casa, minha casinha, eu para rei e tua para rainha;
Bom rei, se quereis que vos sirva, dai-me de comer;
Rogos de rei, mandados são;
Conselho de amigo, vale um reino;
Antes bom rei, que boa lei;
Um rei é uma coisa que obedece;
Os reis nunca morrem;
A teu rei nunca ofendas, nem lances em suas rendas;
Fraco rei faz fraca gente;
Qual o rei, qual a grei;
Ter rei é ter renda;
Um rei injusto é a calamidade de um povo;
Onde está o rei, está a corte;
Do rei, ou muito perto ou muito longe;
Nunca falta rei que nos governe, nem Papa que nos excomungue;
Rei por natureza, Papa por ventura, rei das abelhas não tem aguilhão;
Vão as leis onde querem os reis;
Não peques na lei, não temerás rei;
Palavra de rei é escritura;
Soldado doente não serve el-rei;
O rei deve ser teriaga contra a mentira;
Os reis, quanto mais perdoam, mais reis são;
Rei se nomeie, quem não teme;
Ninguém é rei na sua terra;
O rei faz fidalgos mas não dá fidalguia;
Trunfo e rei, é compra de lei;
Os maus são os camaleões do rei;
Vontade de rei não conhece lei;
Rei desarmado não tem seguro o seu Estado;
Em almas, não há rei que mande;
A cabo de cem anos, os reis são vilões; e a cabo de cento e dez, os vilões são reis;
A História é o livro dos reis;
Texto publicado por Nuno Resende em Quinta-feira, Dezembro 10, 2009

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

FILHO MAIS NOVO DOS DUQUES DE BRAGANÇA JÁ SE ESTREOU NO JANTAR DOS CONJURADOS Revista "Caras" de 09-12-2009
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