segunda-feira, 21 de maio de 2012

E O QUE ACONTECEU AO IATE AMÉLIA?

E O QUE ACONTECEU AO IATE " AMÉLIA"? Responde-nos o grande escritor (e monárquico ) Carlos Malheiro Dias :" (... ) No meio dos navios de guerra, decaído do seu esplendor, com os seus pianos e gramofones emudecidos, ele era desde 5 de Outubro um simples objecto de museu, uma relíquia histórica, de que a austera e parcimoniosa República não sabia o que fazer.(... ) A história do Amélia está intimamente ligada à história do último período da monarquia portuguesa. É um barco histórico. Mas, segundo parece, tal qualidade não é recomendação bastante para um iate. Posto em praça, ninguém o quis. Os milionários americanos e os lords ingleses desdenharam-no. O Amélia morreu. É agora o aviso 5 de Outubro. Esperemos que ele não tenha de entrar em guerra... Desmaiaria ao primeiro tiro. Pobre canhonheira republicana, por cujo convés tantas vezes arrastaram as caudas dos vestidos de baile! ( in " Em Redor de um Grande Drama ( 1908-1911 ) " ).

Como se depreende desta citação de Malheiro Dias, a República tentou vender o iate " Amélia " mas não conseguiu, acabando por transformá-lo em cruzador " 5 de Outubro " em 1911, e reclassificando-o como aviso " 5 de Outubro " no ano seguinte. Serviu como navio hidrográfico, também como no tempo de D.Carlos, até 1937 quando foi abatido ao serviço.

2 comentários:

Anónimo disse...

Creio que foi abatido já nos tempos da tal 2ª República que segundo Mário Soares e outros, "nunca" existiu. Que bem ficaria hoje o Real Iate Amélia II fundeado na zona da Ribeira das Naus, no tal cais que a "Cãbra" de Lisboa anda a promter construir.

Paulo Rodrigues disse...

Eu tenho 2 fotografias de inicio de seculo do Amelia Iv após transformação para o navio hidiografio Aviso 5 de Outubro..
O meu bisavô era mestre do navio.