quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

DOM DUARTE APOIA CANDIDATURA DO BOM JESUS DE BRAGA A PATRIMÓNIO MUNDIAL

“Este é um lugar com uma mística, romance, beleza paisagística ímpares, além do património arquitectónico que possui. Mas tão importante como o departamento da arquitectura é a preservação da sua paisagem”, sublinhou Dom Duarte, Duque de Bragança, durante a VII Gala - Jantar de Reis, evento realizado ontem na Colunata de Eventos do Bom Jesus, onde deixou o seu apoio, bem como as várias casas reais internacionais que estiveram presentes, à candidatura do Bom Jesus a Património da Humanidade.
 “Tanto o património arquitectónico como o paisagístico do Bom Jesus de Braga foram preservados e é exactamente para que todo este espaço continue assim mesmo, um lugar preservado e valioso, que seria extremamente importante obter essa classificação”, frisou o Chefe da Casa Real Portuguesa, mostrando-se feliz por estar mais uma vez em Braga. 

Dom Duarte garante “conhecer Braga muito bem”, apontando, no entanto, para “algumas barbaridades” terem sido feitas ao nível do seu património. 
“Locais como este Bom Jesus têm que ser defendidos. A paisagem faz parte da nossa identidade cultural e temos que fazer os possíveis para não destruirmos esse importante património que temos”, referiu Dom Duarte Pio.


CASA REAL DA GEÓRGIA PUBLICOU SOBRE O JANTAR DE REIS 2016


 


 


 


 


 


ბრაგა, პორტუგალია
31 იანვარი 2016 წ.
მისი სამეფო უმაღლესობა, საქართველოს სამეფო სახლის მეთაური და საქართველოს სამეფო ტახტის მემკვიდრე ბატონიშვილი დავითი, მიღებული იქნა უმშვენიერეს “Jantar dos Reis’-ში მისი სამეფო უმაღლესობა დომ დუარტე პიოს, ბრგანზას მთავრის, პორტუგალიის სამეფო სახლის მეთაურის ,პორტუგალიის სამეფო ტახტის მემკვიდრის მიერ პორტუგალიაში მისი სამეფო ვიზიტის დროს. ბანკეტს ესწრებოდა 500-ზე მეტი სტუმარი იესო მაცხოვრის ბრწყინვალე თაღოვან სამლოცველოში.
ორი სამეფო სახლის მეთაურს თან ახლდა დელეგაცია სამეფო სახლების კანცლერთა მეთაურობით. პორტუგალიაში დაუვიწყარი ვიზიტისას, ბატონშვილი დავითი აღფრთოვანებულ იქნა მისი პორტუგალიელი მასპინძლების სტუმართმოყვარეობით და ნანახი ადგილების მშვენიერებით რომლებიც მოინახულა დელეგციის წევრებთან ერთად.
ამ ისტორიულად მნიშვნელოვანი ვიზიტის აღსანიშნავად, მადლიერებისა და სითბოს გამოსახატად ბატონიშვილმა დავითმა დააჯილდოვა მისი მასპინძელი, დომ დუარტე პიო საქართველოს სამეფო სახლის უმაღლესი ჯილდოთი, საქართველოს არწივისა და უფლის ჩვენის იესო ქრისტეს ხელთუქმნელი კვართის ორდენის დიდი ყელსაბამით, საპასუხოდ ბრაგანზას მთავარმა დააჯილდოვა ბატონიშვილი დავითი პორტუგალიის სამეფო სახლის შესაბამისი ჯილდოთი, ბატონიშვილმა დავითმა პირადი მადლიერების გამოსახატად ბრაგანზას მთავარს გადასცა მე-19 საუკუნის ხატი პირადი კოლექციიდან.
ორ სამეფო სახლს შორის ჯილდოების გაცვლა ადუღაბებს ორმხრივ გულთბილ ურთიერთობებს რომლებიც დასაბამს იღებენ დიდი ხნის წინათ.

(Essencial da tradução)

Braga, Portugal31 de Janeiro de 2016.Sua Alteza Real, o chefe da Casa Real príncipe David: foi maravilhoso "Jantar dos Reis'- Dom Duarte Pio, Sua Alteza Real, o Príncipe de Bragança, chefe da casa real Portuguesa da cabeça do herdeiro real Português ao trono por sua visita real a Portugal tempo. Banquete com a presença de mais de 500 convidados no Santuário do Bom Jesus, magnífico arco capela.Os Dois chefes reais foram acompanhados por uma delegação. Portugal, visita inesquecível, o Príncipe David ficou encantado pelos seus anfitriões portugueses, pela sua hospitalidade e a beleza de lugares que com os membros da delegação visitou.Nesta visita historicamente importante, quis expressar gratidão e calor o  Príncipe David recompensando seu anfitrião, Dom Duarte Pio, com o maior prémio da Casa Real, manto da Ordem da Águia e um colar de Nosso Senhor Jesus Cristo, em resposta à casa real Portuguesa de D. Duarte de Bragança príncipe chefe galardoado com o prémio, Príncipe Duarte Bragança expressar gratidão pessoal ao príncipe com colecção pessoal do ícone do século 19.

The Royal House of Georgia

domingo, 7 de fevereiro de 2016

O NOVO REI D. MANUEL II


O Rei morreu! Viv’ó Rei! Pelos mais altos decretos do destino e execráveis actos dos homens que colocaram, nesse infernal dia 1 de Fevereiro de 1908, extemporaneamente fim às existências d’ El-Rei o Senhor Dom Carlos I de 44 anos e do Príncipe Real Dom Luís Filipe de 20 anos, Dom Manuel II era o novo Rei de Portugal.

A Sua Majestade El-Rei Dom Manuel II, obrigava-o o dever do trono e destino dos Reis… reinar sobre a morte de quem lhe deu vida!

Com as mortes do Rei e do Príncipe herdeiro, o Infante Dom Manuel sucede ao Rei de cujus através da ascensão ao trono que é automática e que se rege pelas leis de Sucessão ao Trono plasmadas na Constituição e inspiradas nas Actas das Cortes de Lamego, existindo mais tarde a Aclamação em Cortes com uma participação dos Pares do Reino e dos deputados da Nação e uma aclamação popular que ratifica essa sucessão sendo que esse passo é o acto jurídico que verdadeiramente faz o Novo Rei!

O Infante Dom Manuel fora até então, Duque de Beja, filho secundogénito do Rei Dom Carlos I e ostentava esse título Ducal dos terceiros filhos, porque o título de Duque do Porto – reservado ao segundo filho varão do Soberano – ainda estava na posse do Infante Dom Afonso Henriques de Bragança, irmão d’El-Rei Dom Carlos I.

Não se pense que a educação de Dom Manuel II, por ser filho segundo, fora descurada, pois, aos seis anos já falava e escrevia em francês, estudou línguas, história e música com o professor Alexande Rey Colaço e teve o tenente-coronel José de Castro como preceptor de balística, táctica e topografia, e, em 1907, iniciou os seus estudos de preparação para ingresso na Escola Naval, preparando-se para seguir carreira na Marinha.

Após uma estadia de alguns dias em Vila Viçosa, com toda a Família Real, havia regressado mais cedo a Lisboa precisamente para se preparar para os exames da Escola Naval, tendo ido esperar os Augustos Pais e irmão ao Terreiro do Paço e eis que o destino do futuro marinheiro se viu alterado pelo terrível atentado terrorista conhecido como o Regicídio em que o Rei e o Príncipe Real foram tragados à vida pelos facínoras da Carbonária, numa conspiração que envolveu ainda muitos outros actores, esses autores morais.

Mudou, também, o destino de Dom Manuel II que ascendeu a Rei, mas um Príncipe é educado para a abnegação pessoal às suas funções e devoção exclusiva ao bem do País, pelo que estará sempre pronto a servir a Nação da maneira que for a mais adequada para o bem da coisa comum.

A Dom Manuel II o Seu nascer impôs-Lhe bem cumprir o Dever herdado de todos os outros Reis, seus antepassados, pois como escreveu Pascal: ‘Toda a sequência dos homens durante o decurso de tantos séculos deve ser considerada como um só homem que subsiste e apreende continuamente’. No último Rei está personificado o primeiro e todos os que se seguiram, pois um rei não é apenas um homem, mas um ideal! É a Continuidade… apanágio exclusivo da realeza que, como lembrou o 2. Conde de Alvellos: ‘… visa de longe a meta, pois se não for o Pai a ultimar a realização, seu Filho, automaticamente alçado Rei, educado das mesmas ideias de seu Pai, tudo seguirá como se a mesma vida fosse!’

Servir… Sempre Servir é Ofício e Destino dos Reis – Para o Bem Maior de Portugal!

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

CONVIDADOS ILUSTRES NA VII GALA JANTAR DE REIS EM BRAGA (FOTOS)

A VII Gala Jantar de Reis Braga realizou-se no dia 30 de Janeiro de 2016, na Colunata Eventos, no Bom Jesus, este ano sob o tema da Candidatura do Santuário do Bom Jesus a Património Mundial. 

Como já é tradição, este evento contou com a presença de Dom Duarte, Duque de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa. 


Entre os convidados contaram-se o Príncipe David, Duque de Lasos, Chefe da Casa Real da Geórgia, e o Príncipe Rifad da Casa Real Egípcia. 

Entre as várias representações de Casas Reais contava-se uma Delegação da Casa Real das Duas Sicílias, uma Delegação da Casa Imperial da Etiópia, Oficiais da base Americana da NATO vindos da Alemanha, uma Delegação de Reais Corporações de Valencia e de Santiago de Compostela, Espanha, vários diplomatas, o autor e cineasta norte-americano, Paul Perry, e o cineasta e realizador, Marlin Darah. 
A animação esteve a cargo de Clemente, que foi homenageado pelos seus 45 anos de carreira.
Ler a notícia em Lux.pt

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

REPORTAGEM FOTOGRÁFICA DA MISSA DOS 108º ANIVERSÁRIO DO REGICÍDIO





Assinalámos ontem a passagem de mais um aniversário do funesto dia 1 de Fevereiro de 1908 com uma Missa de Sufrágio na Igreja de S.Vicente de Fora , seguida de romagem ao Panteão Real .
A liturgia foi presidida por Sua Eminência o Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, e concelebrada pelo Reverendo Reitor de São Vicente de Fora, Padre Ricardo Alves Ferreira, e pelo Reverendo Padre Gonçalo Portocarrero de Almada . O acompanhamento musical esteve a cargo do agrupamento FigoMaduro, do tenor Bruno de Menezes Ribeiro e do trompetista Paulo Carmo ( Orquestra Gulbenkian ) , a quem expressamos aqui o nosso agradecimento . 
Infra está disponível a reportagem fotográfica , da autoria do nosso associado Nuno De Albuquerque Gaspar.
Durante a celebração da Santa Missa. Sérgio Moreno sempre presente como porta-bandeira. A bandeira pertencia a S.M Dom Manuel II no exílio.



No Panteão

S.A.R., Dom Afonso deposita flores nos túmulos Reais.

Seguiram-se os cumprimentos.
Família Real
Dr. Nuno Pombo, Cumprimenta S.A.R., Dom Afonso.
 
Sérgio Moreno cumprimenta S.A.R., Dona Isabel

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

LUIZ FILIPE DE BRAGANÇA, PRÍNCIPE REAL DE PORTUGAL







Príncipe Real, filho de Dom Carlos l e da Rainha Senhora Dona Amélia.

Nasceu em Lisboa, em 21 de Março de 1887, faleceu vitima do atentado de 1 de Fevereiro de 1908, assim como seu Pai. O seu nome completo era Dom Luís Filipe Mário Carlos Aurélio Fernando Vítor Manuel Lourenço Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Benito. 

Fez o seu juramento como príncipe herdeiro do trono, em Junho de 1901, contando catorze anos de idade, realizando-se a cerimónia na Câmara dos Pares, na presença de seus Pais, da corte e do Parlamento convocado em grande gala. Acompanhou juntamente com seu irmão, o Infante Dom Manuel, actualmente Rei de Portugal, sua Mãe, a Rainha Senhora Dona Amélia, na viagem feita ao Mediterrâneo, em 1903. Tomou posse do seu lugar no Conselho de Estado em 13 de Abril de 1906, como lhe competia nos termos do artigo 112.º da Carta Constitucional, que dá esse direito ao Herdeiro da Coroa desde os dezoito anos de idade. Em 1906 teve a regência do reino de 11 a 16 de Março, por causa da viagem de Suas Majestades a Madrid. Em 1907 fez uma viagem a África visitando diversas das nossas colónias, acompanhado pelo ministro da Marinha, então o sr. conselheiro Aires de Ornelas de Vasconcelos. 

O Príncipe Dom Luís Filipe era Duque de Bragança e de Saxónia capitão honorário de Lanceiros n.º 2. A sua morte trágica causou a mais horrorosa impressão, pois não passou do assassínio de um adolescente, que não a merecia. Um seu biógrafo, traçando-lhe o elogio, jura que na alma daquele mancebo se continham os predicados morais de um futuro grande Rei. E acrescenta: 
«Ninguém mais lhano e afectuoso do que Ele; ninguém mais cheio de boas intenções. Tinha toda a elegância da bondade (permita-se esta frase), todos os resguardos de um bem intencionado, todas as tolerâncias de um cristão. Á mesa do estudo, dócil e atento, escutando as prelecções de um estudioso, que (à falta de outros méritos) possuía a experiência, e lhe falava sempre franco, à maneira de um avô com um neto era para ver a sagacidade com que pedia explicações, e acompanhava de comentários sensatos as palavras do seu mestre. Com os seus servidores era polidíssimo, e agradecia sempre, com o seu sorriso de Príncipe benévolo, o mínimo serviço que lhe prestavam, um livro que mandara buscar, uma carta que lhe traziam, a mínima coisa. Já cultíssimo, apesar dos seus poucos anos, senhor da História pátria, da Geografia, do Desenho, da Matemática, etc., falava como um nacional o francês, o inglês, o alemão, além de perítissimo no jogo das armas, na equitação, em todas as prendas de um homem da sua esfera. No que dizia, e no que sabia calar por polidez, era um verdadeiro homem do mundo, ele que do mundo apenas conhecia os primeiros passos. Na sua figura nobre e atraente revelasse o Grande e o Bom.»

Fonte: arqnet 

CARTA A DOM CARLOS I SOBRE O FUTURO...

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Sua Magestade, D. Carlos I de Portugal,
O meu nome é Nuno Matias e, segundo palavras da Igreja Cristã e Judaica, sou um dos inúmeros filhos de Deus. Além deste facto religioso, pertenço ao Povo. Não sou Republicano porque acredito que o Povo deve estar acima da Política. Só assim faz sentido visto que o Povo deve estar acima de qualquer interesse Partidário, Económico ou Pessoal. Deste modo, como sou do Povo, decidi tratar Sua Alteza por "tu" por ser meu "irmão" e por ser também do Povo.
Hoje é dia 1 de Fevereiro de 2016. Faz 108 anos que, um grupo de anti-patriotas, pegaram em armas e retirou a Vida a ti e ao teu filho, o Luis Filipe. Foi em plena Praça do Comércio na Capital do teu Reino. A tua esposa chorou e a tua Dinastia terminou pouco depois, num 5 de Outubro de 1910. Por não estares entre nós, decidi fazer-te um resumo da História do País que os teus Egrégios Avós fundaram e desenvolveram.
Pouco depois da tua morte, a República Portuguesa (sim, este é o nome que os teus assassinos deram a "Portugal") entrou num período caótico em que a Lei que imperava era o morrer ou o ser morto. Face a este caos, foram buscar um Professor à Capital dos Estudantes, Coimbra. Ele fez obra e morreu como nasceu, ou seja, pobre. No entanto, conseguiu pôr o teu Povo a conspirar entre si a usar o Regime como arma de vingança pessoal.
Anos se passaram e foi um grupo de revolucionários a prometer a Democracia que terminou contigo ao nosso dia-a-dia. Mas os Comunistas andavam por aí e desejaram que o teu País fosse um "principado" da União Soviética. Curiosamente, isso durou pouco tempo porque houve outra revolução, bem mais silenciosa. Essa revolução é que impôs a Democracia mas, infelizmente, o tal "principado" não foi Soviético mas sim, de Bruxelas. Sabes, nasceu uma união europeia que era para ser de todos mas, só um é que lidera. Bruxelas pertence a Berlim e todos lhe obedecem cegamente.
Por outro lado, lembras-te daquela "Monarquia Federal" que deixaste!? Aquela em que cada Território Português tinha um Vice-Rei e que tu os lideravas tão sabiamente? Sim, essa mesma "Monarquia Federal" morreu contigo. Foi convertida num Pseudo-Império digno das melhores histórias de Dante. Claro que a "coisa" correu mal e houve uma guerra. Morreram muitos e o Teritório se desfez. Ficámos novamente com este "cantinho à beira-mar" plantado. Não perdemos tudo visto que ficámos com os Açores e a Madeira mas mesmo esses, lá nos chateiam com independências. A parte pior é que renegámos os irmãos que os Descobridores nos deram e fomos abraçar Povos que sempre nos maltrataram, os Povos da Europa.
Carlos, como vês não estamos muito bem... já nos emprestaram dinheiro por três vezes e, mesmo assim, os tais políticos teimam em colocar os interesses partidários, económicos e pessoais acima dos interesses do Povo. Falando dos nossos "irmãos monárquicos", a teimosia é outra... guerreiam se devemos ser absolutistas ou parlamentaristas, ou seja, guerreiam por tudo e por nada. Gostam de festas e de jantares porque lá podem mostrar os Títulos que perderam automaticamente com a tua morte. Enfim, nem um esforço fazem para perceber o Conceito Monárquico e para descer do "trono" que julgam ter e que só aos teus descendentes pertence para ir ter connosco, o Povo, afim de lhes explicar a Causa Monárquica.
Agora, falemos de Futuro.
 Actualmente, temos um familiar teu que, a meu ver, é o único de te deveria suceder. chama-se Duarte Pio e tem um filho, o Afonso de Santa Maria. Ele é casado com Isabel de Herédia e têm mais dois filhos. São uma família fantástica mas vivem cercados pelos tais elitistas que te expliquei anteriormente. Esses elitistas são também saudosistas porque só sabem falar do Passado e nem têm a coragem de olhar para Afonso de Santa Maria e de se empenharem para que possa ser Rei.
Carlos, é triste viver num País em que os Republicanos colocam os interesses políticos, económicos e pessoais acima dos interesses do Povo e, do outro lado, temos os Monárquicos que colocam os seus interesses acima dos interesses do Povo. Sendo nós, o Povo, não achas que é para fugir daqui o quanto antes!? É que ninguém se mostra como uma alternativa séria e honesta a esta devassidão que é Portugal.
A Bula Manifestis Probatum do Papa Alexandre III agradece a Afonso Henriques o facto de ter corrido com a ameaça dos Sarracenos mas, no entanto, a Europa teima em trazê-los de volta e o actual Regime compactua com essa decisão. Para piorar, temos "Sarracenos Económicos" que nos ameaçam a nós, o Povo. É curioso como o Documento-Fundador da maior democracia do Mundo começa com "Nós, o Povo..." e a Constituição da Nação mais velha do Mundo começa com "A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.".
Não há "Povo" no nosso País. Não há "Pessoas" e "Cidadãos" mas sim, ideologias mortas e aristocracias criadas em cima de castelos de cartas. Diz-me, Carlos, como pode uma Nação sobreviver assim!? Não pode, meu irmão... Não pode mesmo.
Portugal começou com um Afonso, filho de Henrique. Agora temos um Afonso, filho de Duarte. Se estivéssemos no Século XII, seria Afonso Duartes mas, como não estamos, não passa de um puto que fica bem nas fotos e que só serve para promover as tais aristocracias. Não olham para ele como uma Promessa de Futuro mesmo tendo o nome do nosso Fundador, AFONSO.
Somos Filhos de Afonso e devemos ser todos Afonsinos e não Pedristas e Miguelistas. Esqueçamos o Passado mas memorizemos os erros cometidos. É a hora de olhar para as folhas brancas de papel dos Livros de História. Folhas essas que são o Futuro que ninguém ainda escreveu. Reunamos o Povo e reunamos a Fé que fez Afonso Henriques fundar Portugal. Temos de despir os nosso fatos e gravatas, os vestidos, os casacos de pele e outros bens elitistas porque basta umas calças, uma camisola e uns ténis para fundar uma Nação. Até te digo mais, basta a PALAVRA, como tu sabes tão bem.
Amigo, irmão e concidadão deste Reino, vou terminar esta carta que te estou a escrever. Faz 108 anos que partiste e faz 108 anos que partiu o teu filho. As saudades são imensas mas não te quero mais como meu Rei. Fazes parte do Passado mesmo gostando de ti. Como disse, é a hora de Afonso de Santa Maria visto que é também a hora de terminar com sebastianismos bacocos.
Afonso de Santa Maria está vivo e tem quase 20 anos de idade. É a hora dele porque ele é o Futuro. O objectivo é renovar e fazer renascer Portugal das cinzas em que vive e colocar esta Fénix a voar lá bem alto. Ah... como eu sonho viver num Portugal Próspero e Vivo. Mas, também sonho que isso só é possível com Afonso de Santa Maria. Carlos, pergunto-te: Não achas que tenho razão!?
 Um Cidadão do Reino,
Nuno Matias

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

UMA REAL PROVA DE VINHOS E JANTAR NA ORDEM DOS ENGENHEIROS

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Pela mão de José Cortez de Lobão do Núcleo do Estoril da Real Associação de Lisboa e em parceria com a Ordem dos Engenheiros, no passado dia 27 de Janeiro decorreu um curso de Prova de Vinhos coordenado pelo Prof. Doutor Virgílio Loureiro e pelo Eng. Pedro Castro Rego. Este concorrido evento que teve lugar no restaurante da sede da Ordem dos Engenheiros, contou com a presença de S. A. R,. Dom Duarte, Duque de Bragança que, com o Presidente da Real Associação de Lisboa João Távora tiveram a oportunidade de confraternizar com o presidente do Conselho Drectivo da Região Sul da Ordem, Eng Carlos Alberto Mineiro Aires, futuro Bastonário assim como com o vogal do Conselho Directivo responsável pela Engenharia Agronómica Eng. Fernando Manuel Moreira Borges Mouzinho,  dando a conhecer a motivação política da Causa Real e suas estruturas regionais. Nesse sentido, foram distribuídos a todos os presentes um exemplar do número de Janeiro Boletim Correio Real. 
Mais fotografias aqui 
Fonte: Real Associação de Lisboa

RECORDAR EL-REI

‘Está uma tarde linda, azul, morna, diáfana. Converso na Livraria Ferreira com o Fialho, quando entra esbaforido e pálido o pintor Artur de Melo, que conheço do Porto, e diz num espanto, ainda transtornado: – Acabam de matar agora o Rei! – O quê?! – Eu ouvi, ouvi os tiros, deitei a fugir…
Fecharam-se à pressa os taipais das lojas. Uma mulher do povo exclama: – Mataram agora o Rei!
Vi os que o mataram. Eram três. Dois lá estão estendidos. Passou um agora por mim, a rasto, com a cabeça despedaçada!…’
‘Porque foi, por exemplo, morto D. Carlos? (…) E no entanto já hoje se pode afirmar sem erro que D. Carlos não foi morto pelos seus defeitos, mas pelas suas qualidades. Respirou-se! Respirou-se! – o que não impede que, a cada ano que passa, esta figura cresça, a ponto de me parecer um dos maiores reis da sua dinastia. Já redobra de proporções e não se tira do horizonte da nossa consciência. (…) Não foram os seus defeitos que o mataram, foram as suas qualidades. Só o assassinaram quando ele tomou a sério o seu papel de reinar, e quando, João Franco, quis realizar dentro da Monarquia o sonho de Portugal Maior. Foi esse o momento em que, talvez pela primeira vez na história, os monárquicos aplaudiram um crime que os deixava sem chefe, e se abriram de para em par as portas das prisões, congraçando-se todos os políticos sobre os corpos ainda mornos dos dois desventurados.’
’Se o deixam viver, tinha sido um dos maiores reis da sua dinastia.’
‘Se o rei tratava os políticos como lacaios, tratava a gente do povo com extrema bondade. Terá mesmo dito viver em um país de bananas governado por sacanas.’
’D. Carlos aponta a África a uma plêiade brilhante de oficiais, que ele próprio incita, compreendendo que o grande Portugal é outro, e que esta faixa de terreno, com um clima agrícola horrível, só pode ser vinha e um lugar de repouso e prazer. De lá, desse novo Brasil – dos extensos planaltos de Angola, que duas vezes por ano produzem trigo -, tem de nos vir o oiro e o pão. O resto é visão de pequenos estadistas de trazer por casa. Só ele fala (e sonha) num Portugal Maior, e num Portugal esplêndido.’
Raúl Brandão in Memórias, Vol. I, Renascença Portuguesa, Porto, 1919

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

PORQUE MATARAM EL-REI?

‘É El-Rei a única força que no País ainda vive e opera.’, registou o insuspeito Eça de Queiroz, nesses fins de século XIX, sobre Sua Majestade o Rei Dom Carlos I de Portugal.
De facto, Dom Carlos, senhor de uma enorme e reconhecida inteligência via a situação política nacional com uma enorme clareza: o rotativismo partidário do parlamentarismo liberal era um rotundo fracasso e jamais resolveria os problemas do País. Isto posto, urgia pôr fim a essa permanente alternância no poder, cobiça de lugares, e ao ‘ora governas tu, ora governo eu’, embocada numa permanente luta entre partidos que eram uma mesma coisa e que visavam unicamente a satisfação das ambições pessoais, sem resultados práticos que melhorassem a sociedade e muito menos a política.
“Considerando que as coisas aqui não iam bem, e vendo os exemplos de toda a Europa, onde não vão melhor, decidi fazer uma revolução completa em todos os procedimentos do governo daqui, uma revolução a partir de cima, fazendo um governo de liberdade e de honestidade, com ideias bem modernas, para que um dia não me façam uma revolução vinda de baixo, que seria certamente a ruína do meu país. (…) Até ao momento, tenho tido sucesso, e tudo vai bem, até melhor do que eu julgava possível. Mas para isso, preciso de estar constantemente na passerelle e não posso abandonar o comando um minuto que seja, porque conheço o meu mundo e se o espírito de sequência se perdesse por falta de direcção, tudo viria imediatamente para trás, e então seria pior do que ao princípio.”escreveu, em Carta datada de Fevereiro de 1907, El-Rei D. Carlos I ao seu amigo e companheiro das lides oceanográficas, o Príncipe Alberto I do Mónaco.
Dom Carlos sabia que a solução era um Poder Real forte, um Rei a governar segundo os princípios da Carta Constitucional, que sem abandonar o parlamentarismo, fosse o monarca o chefe-executivo nominal, embora obrigado pela Constituição a actuar no conselho do Gabinete. O monarca exerceria o poder executivo de forma significativa, embora não absoluta. A Monarquia sob esse sistema de governo seria uma poderosa instituição política e social. Por outro lado, nas Monarquias cerimoniais, o monarca tinha pouco poder real ou influência política directa o que dava grande margem de manobra aos políticos para tornarem a política a fonte de todos os males.
Aproveitando essa desorganização política do rotativismo, com consequências sociais evidentes, começaram a medrar as organizações secretas republicanas – como a Carbonária – e o Partido Republicano Português que aproveitava a liberdade de imprensa para acções de propaganda cada vez mais arrojadas – dizia Brito Camacho: ‘quanto mais liberdades nos derem, mais delas usaremos contra eles’.
João Franco anunciara no início de mandato o intento de governar à inglesa, ou seja, energicamente, mas com equidade, dentro do espírito das leis, com harmonia mas também com firmeza. Em 25 de Maio 1906, João Franco anuncia o seu programa de governo:  ‘tolerância e liberdade para o país compreender a monarquia’, tendo o Conselho de Estado amnistiado os crimes de imprensa. Aproveitando a onda de liberdade, a oposição desencadeia uma vaga de ataques a João Franco e ao Rei Dom Carlos – novamente, a falsa questão dos Adiantamentos. A questão dos adiantamentos, isto é, das supostas dívidas da Casa Real ao Estado, foi reavivada pelo próprio presidente do Ministério, que contrariando a intenção que antes manifestara de resolver o assunto no Parlamento, decide por Decreto de 30 de Agosto de 1907, tratar a questão sem ele.
Ora esta Questão era problema de longa data, porque nesta nossa boa Terra, dá-se grande atenção ao que não merece cuidado, ficando sempre o principal para segundo plano. Claro que não houve prodigalidade do Rei Dom Carlos I, que era Monarca bem frugal nos gastos, ou da Família Real que vivia modestamente, mas antes era um erro que vinha de longe, do tempo das Constituintes de 1821, que ao colocarem um terminus no Absolutismo, decretam a separação do Tesouro Público do Erário Régio, que até aí se confundiam.
Assim, para manutenção e subsistência da Família Real e despesas com a Chefia do Estado por parte do Rei criaram uma Dotação chamada de Lista Civil que haveria de se manter inalterada durante quase 90 anos, tornando definitiva uma situação que deveria ser temporária  – conforma haviam acautelado as próprias Cortes Constituintes -, pois o parco montante fora fixado de acordo com as especiais circunstâncias que o País vivia: depauperado pelas Invasões Francesas e pela Guerra Civil.
Depois, a Carta Constitucional de 1826 estabeleceu que as Cortes deviam fixar no início de cada reinado a Dotação do novo Monarca, atendendo aos factores que poderiam contribuir para o aumento do custo de vida, mas, a disposição, mais uma vez, foi ignorada!
O Estado nos reinados de Dom Pedro V e Dom Luís I empreendeu as obras públicas estruturantes que modernizaram o País e, necessariamente, tudo isso degeneraria em inflação e em desvalorização da moeda tornando, porque quase irrisória, insuficiente aDotação Real.
O pretexto de João Franco em trazer a Questão a jogo era válida para resolver a insuficiência da dotação real, e justa, em nome da transparência que anunciara no início do mandato de Presidente do Ministério, o problema é que escolheu mal o momento, pois os republicanos do PRP lançaram-se na propaganda demagógica contra o Rei e Brito Camacho profere a famosa frase que expõe, claramente, a agenda  republicana:  ’havemos de obrigá-los às transigências que rebaixam ou às violências que comprometem’.
Na sessão de 12 de Novembro de 1906, João Franco divulga no Parlamento os Adiantamentos feitos à Coroa. A oposição republicana que há muito aguardava o casus que lhe daria o motivo para atacar a Casa Real, clamou violentamente; Afonso Costa, surdo às admoestações do Presidente da Câmara Baixa, e já a merecer sabre da Polícia, como prenúncio do que estava a ser urdido, proferiu o ignóbil vitupério: ‘E mais ordena o Povo, solenemente, que logo que esteja tudo pago, diga o senhor Presidente do Conselho ao Rei: Retire-se Senhor, saia do País, para não ter de entrar numa prisão, em nome da lei. Por menos do que fez o Senhor D. Carlos I, rolou no cadafalso, em França, a cabeça de Luís XIV.’
Era o princípio do calvário que levaria ao trágico episódio do Regicídio no qual o Rei e o Príncipe Real tombariam, em serviço da Pátria e do Reino, às balas do terrorismo.
Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica

MISSA DE SUFRÁGIO PELAS ALMAS DE EL-REI DOM CARLOS E PRÍNCIPE DOM LUÍS FILIPE


Uma vez mais a REAL ASSOCIAÇÃO DE LISBOA manda celebrar Missa de Sufrágio pelas almas de Dom Carlos e de Dom Luís Filipe, assassinados a 1 de Fevereiro de 1908. 
O piedoso acto terá lugar na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa, no dia 1 de Fevereiro, às 19h, presidido por Sua Eminência o Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa e com a presença de SS.AA.RR. Os Senhores Duques de Bragança.