quarta-feira, 9 de novembro de 2011

DEZOITO RAZÕES CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

1. A Língua materna é o Português estabelecido ao longo de Séculos, neste sítio do Sudoeste Europeu;
2. Esta Língua foi exportada para África, Ásia, Oceânia e América do Sul, a partir dos séculos XIV e XV;
3. Foi adoptada como linguagem de comunicação comum, por vários povos;
4. Foi tendo uma evolução de vocabulário e de escrita, tanto na origem, como nos povos adoptantes da mesma;
5. Com a diáspora foi-se espalhando para outros países e territórios;
6. Mas tendo sempre por base... a MATRIZ.
7. Fazendo algum paralelismo com a expansão de outras línguas:
(A) O Castelhano expandiu-se, a partir da sua matriz europeia, para a América do Sul e Norte de África;
(B) O Inglês para a Ásia, Oceânia, América do Norte e África, a partir da sua matriz europeia;
8. Nenhuma destas línguas é falada e escrita da mesma forma, nos territórios de origem e nos territórios (hoje países) de destino;
9. Daí não advém nenhuma questão de comunicação; Não se dificultou, de nenhuma forma, a comunicação entre os vários Povos adoptantes e o Povo da matriz;
10. Não há Nenhum Acordo Ortográfico que submeta qualquer das Línguas (Castelhano, Inglês ou Francês) à dimensão de outros territórios onde se adoptou a Língua Mãe;
11. Isso não prejudicou, nem prejudica a Língua, nas suas diversas matizes, nem a sua força internacional;
12. Todos respeitam os matizes diversos da língua comum e entendem-se bem na sua essência;
13. Os EUA têm 300 milhões de habitantes, a Inglaterra cerca de 40 milhões, os Escoceses e Galeses cerca de 30 milhões;
14. Nem por isso deixam de manter a sua autonomia Linguística;
15. Não vejo, à face destes factos, nenhuma razão Teórica ou Prática, para Portugal adoptar (com carácter de Normas Positivas, de cumprimento obrigatório) as nuances da Língua falada e escrita noutras partes do Mundo;
16. Não vejo a necessidade de se Desvirtuar a Língua Matriz;
17. Por isso, e porque a Língua é um dos factores mais fortes da Identidade Lusíada, Não vejo a utilidade de se atenuar a identidade de um Povo com 8 séculos de história, em favor de nuances com menos de 300 anos;
18. Não vejo qualquer utilidade (a não ser pelo nacional-saloísmo) de adoptarmos um acordo que desvirtua a Língua Matriz do Mundo Lusófono.
Miguel de Mattos Chaves
Fonte: Arautos d'El-Rei

9 comentários:

al cardoso disse...

E e tambem essa a razao de nao ver nenhuma necessidade para este acordo, que continuo a escrever como me ensinaram!

PS: Desculpem a falta de acentos mas isso e deste teclado americano!

Anónimo disse...

Amigos Monárquicos, eu compreendo a vossa posição. tenho dever de vos lembrar que a língua que nós falamos e escrevemos sempre sofreu alterações ao longo dos séculos. Camões escrevia um pouco diferente do que hoje se escreve. no período da monarquia também ouve alterações ortográficas. neste momento a lusofonia tenta afirmar-se e é preciso haver uma só língua e uma só forma de escrever e portanto não podemos ser velhos do Restelo e devemos abraçar as alterações, abraçar toda a lusofonia e afirmá-la internacionalmente. tem que acabar o Português europeu e o Português do Brasil. tem que haver um único Português, uma língua universal.

cumprimentos fraternos,
Nuno Ferreira

Maria Menezes disse...

Sr.Nuno Ferreira, peço desculpa mas não concordo nada consigo. Vai começar a escrever "de fato" ao invés DE FACTO? É que fato no Brasil diz-se "terno" e eles dizem "de fato". No Brasil pronunciam o "P" de RECEPÇÃO enquanto nós não o pronunciamos. Isto é tudo uma fantochada socialista que como já deram cabo de tudo agora chegou a vez de mexerem na língua Portuguesa. No Brasil, fala-se brasileiro, na América fala-se americano, Em Inglaterra fala-se Inglês e toda a gente se entende e nestes países ninguém alterou a língua e nem houve acordos ortográficos com os outros países.
Agora mudarem a nossa língua por causa dos países lusófanos é anedótico.
Cumprimentos

Maria Salgueiro disse...

E já agora senhor anónimo porque não serem os brasileiros a escrever como se escreve em Portugal? Que eu saiba foram os nossos antepassados que descobriram o Brasil e que ensinaram o nosso português aos que lá habitavam.Ora se o Brasil foi governado pelos portugueses durante tantos anos e adoPtaram a escrita que têm, só mesmo esta desrépublica que tem o nosso país no fundo do poço lembrar-se agora de pôr os portugueses a escrever brasileiro.

Anónimo disse...

Maria Meneses: foi logo buscar para exemplo a excepção. "Fato" é usado no Brasil para facto e facto continua a escrever-se como facto em Portugal.
Por acaso já reparou que no seu blog, que se chama Família Real Portuguesa, está a emitir uma opinião pessoal quando o chefe da Família Real pensa o contrário e já a escreveu?

Maria Menezes disse...

E o acto e "ato". A imprensa está toda a escrever assim. Já reparou? Eu pura e simplesmente emendo. É mais um trabalho que tenho de corrigir o português "lusófono"....
A Maria Salgueiro tem razão. A língua é nossa e o próprio Brasileiro não concorda nada com isto. Não temos nada que alterar a nossa
Eu estou a emitir uma opinião que é geral. Anda uma petição a correr já com com mais de 500.000 assinaturas para acabarmos com esta fantochada!

Oliveira disse...

Eu estou em total desacordo com este acordo ortográfico. É espantoso que chamem acordo a algo que é feito à total rebelia do povo português. As pessoas discordam deste acordo e acho lamentavel que pretendam impôr-nos a partir de "cima" alterações a uma língua que é de todos nós. A democracia assenta a sua legitimidade no facto de quem detem o poder estar a agir de acordo com a vontade do povo, estar a "representá-lo ", ora, neste caso não é vontade do povo, de maneira nenhuma, proceder a tais alterações. Assim, não representando a vontade popular este acordo não é legal à luz dos próprios principios democráticos. Além de ser uma inutil humilhação de todo um povo, apenas para favorecer interesses privados de editoras interessadas no mercado brasileiro. Uma vez mais, interesses privados, impoem-se sobre os interesses nacionais! Caro Anónimo, alterações na fonética e escrita das linguas dão-se de forma lenta, gradual e de acordo com a evolução linguistica própria, o que se passa aqui não é nada disso: é uma alteração brusca que nada tem a ver com a evolução do português, serve apenas para que mais fácilmente editores vendam os seus livros no brasil e os brasileiros cá.

Pela minha parte e porque tenho a obrigação moral de dar o exemplo de saber cumprir e obedecer quando é justo o que é mandado, mas também de saber desobedecer e resistir quando o que é imposto não é justo, eu não vou cumprir.

A desobediência civil, quando não violenta e justificada é perfeitamente legitima.

VIVA PORTUGAL!

P. disse...

"Tem que acabar o Português europeu e o Português do Brasil. Tem que haver um único Português, uma língua universal."

Concordo. Os brasileiros deviam aprender a falar português. Não temos que desaprender para ficar ao nível deles.

Anónimo disse...

Caros monárquicos,
A vossa visão do mundo sempre foi tradicionalista, conservadora e, como tal, em oposição a mudanças. Obviamente, defendem a estagnação da língua portuguesa, apesar desta ser um organismo vivo, sempre em mutação. É certo que a língua portuguesa nasceu em Portugal, mas foi transmitida a outros povos. Isto significa que a língua portuguesa não é só dos portugueses, é de todas as pessoas que a falam no mundo. O acordo ortográfico da língua portuguesa visa unir a lusofonia, aproximar os povos lusófonos e promover a nossa língua internacionalmente para que esta vingue como língua de trabalho. E quem sabe talvez num futuro próximo se possa tornar numa língua oficial das Nações Unidas.
Não há necessidade de nos compararmos com ingleses, pois não está aqui em causa a língua inglesa. Não vejo desvantagens na uniformização da língua, que prevê que a sua escrita se aproxime da oralidade. Muito pelo contrário. Também não tenho conhecimento de que toda ou a maioria da população portuguesa esteja contra e, muito menos, de que os brasileiros esteja contra este acordo. Não vejo necessidade na existência de petições ou de combater o AO, quando este já entrou oficialmente em vigor e é presentemente uma realidade. Já acima referi os propósitos do acordo e não me parece que este sirva interesses privados. Quem aprecia autores brasileiros, vai continuar a lê-los, quem não aprecia não é o AO que vai alterar esta preferência. O mesmo acontece no Brasil, relativamente à literatura portuguesa. Não se trata de recuar, nem de desaprender. O Acordo Ortográfico implica sim uma mudança e uma reaprendizagem da ortografia. Mas, não estamos nós sempre em constante aprendizagem? Anónima