domingo, 5 de julho de 2009

DOM CARLOS E PRÍNCIPE DOM LUIZ FILIPE CONTAGIADOS PELA CAUSA DOS BOMBEIROS
O Rei Dom Carlos I e o Príncipe Dom Luiz Filipe, ambos vítimas do regicídio de 1 de Fevereiro de 1908, momento da História de Portugal que marca o princípio do fim da Monarquia, figuram na história dos Bombeiros Voluntários de Sesimbra (BVS) na qualidade de primeiros Presidentes de Honra e Comandantes Honorários.
Este facto é dado a conhecer no livro Bombeiros Voluntários de Sesimbra. Origem, Formação e Percurso (1903-2003), que destacamos como "Monografia do Mês", da autoria de António Reis Marques, editado pela Câmara Municipal de Sesimbra, por ocasião do centenário da instituição, no âmbito da colecção "Livros de Sesimbra".
A atribuição dos títulos honoríficos ficou a dever-se ao apoio concedido pela coroa à Fundação dos BVS, para o qual concorreu a influência do capitão de fragata D. Fernando de Serpa Pimentel, comandante do iate real "Amélia", Ajudante de Campo de Dom Carlos e amigo do Tenente Alfaro Cardoso, Comandante da Guarda Fiscal em Sesimbra, grande entusiasta da Comissão Organizadora da Associação de Bombeiros.
Por considerar a criação do serviço de incêndios como sendo "um grande melhoramento para Sesimbra", o Rei disponibilizou-se desde logo a atribuir a quantia de 300 mil réis destinados à aquisição de uma bomba tipo americana (ainda existente).
Também o Príncipe Dom Luiz Filipe decidiu apoiar monetariamente a compra de uma manga de salvação, concedendo para o efeito a verba de 50 mil réis.
Real Associação
Bomba tipo americana oferecida por Dom Carlos e capa dos Estatutos da Real Associação
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Sobre os termos da concessão, por parte do monarca, do título de Real à associação, em cujo processo teve intervenção D. Bernardo Pinheiro de Melo, 1.º Conde de Arnoso, secretário particular de Dom Carlos, figura identificada com o meio social local, o autor do livro cita o respectivo documento régio, despachado no Paço das Necessidades, a 18 de Fevereiro de 1904:
"Dom Carlos, por Graça de Deus Rei de Portugal e dos Algarves, etc.: Faço saber aos que esta minha carta virem, que atendendo ao que me representou a Associação dos Bombeiros Voluntários de Sesimbra, e querendo dar-lhe um público testemunho da minha real benevolência:
Hei por bem conceder-lhe o Titulo de Real, denominando-a d’ ora em diante "Real Associação dos Bombeiros Voluntários de Sesimbra".
Pelo que ordeno às autoridades e mais pessoas, a quem o conhecimento da mesma carta pertencer, que, indo assinada por mim, referendada pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Reino, a cumpram e guardem como n’ ela se contém, depois de autenticada com o selo das armas reais e da causa pública, e com a verba do registo nos livros das repartições competentes."

A Associação adoptou como bandeira a então bandeira nacional, azul e branca, passando o símbolo da Monarquia a ser também o dos bombeiros. Mais tarde, com o advento da república, foi adoptada a nova bandeira verde-rubra, situação que se mantém, pelo que a Associação "em qualquer acto, formatura ou desfile, em que se apresente, tem direito às honras e prerrogativas devidas à bandeira nacional", escreve António Reis Marques.
Aquando do assassinato de Dom Carlos e de Dom Luís Filipe, os BVS sofreram um rude golpe, pois "predominavam homens de convicções monárquicas".
Em face do trágico acontecimento que abalou a vida do país, a história regista a demissão dos comandantes, de dirigentes e bombeiros, bem como a inactividade da Associação e do seu corpo de bombeiros durante um longo período. Somente no ano de 1927, depois de uma tentativa infrutífera verificada em 1912, foram reunidas condições tendentes ao ressurgimento da instituição, iniciando-se um ciclo de vida normal.
Fonte: Blogue Fogo e História

sábado, 4 de julho de 2009

PRESENÇA DE SS.AA.RR., OS DUQUES DE BRAGANÇA NAS CERIMÓNIAS RELIGIOSAS DA RAINHA SANTA ISABEL (Clique na imagem para ampliar)
RAINHA SANTA ISABEL - 4 DE JULHO DE 1336
D. Isabel de Aragão, filha de Pedro III de Aragão e de D. Constança de Navarra, e neta de Jaime I, o Conquistador, terá nascido em Saragoça por volta de 1270 e morrido em Estremoz no dia 4 de Julho de 1336.
Foi Rainha de Portugal pelo seu casamento com D. Dinis, tendo ficado conhecida por Rainha Santa Isabel.
Desde nova mostrou tendência para a meditação e solidão, rezas e jejuns. Entre os seus pretendentes contavam-se Eduardo I de Inglaterra, Roberto de Anjou e D. Dinis de Portugal. Foi este quem o seu pai escolheu pois oferecia-lhe desde logo um trono. O contrato de casamento foi concertado em 24 de Abril de 1281 e tinha a particularidade de ser o primeiro celebrado em Portugal com escritura antenupcial, segundo o direito romano. Por ele, a nova rainha recebeu Óbidos, Abrantes, Porto de Mós com todas as suas rendas, e ainda 12 castelos. O seu pai, por seu turno, dotou-a com 10 mil maravedis e jóias. Ficou célebre o cortejo que acompanhou a nova rainha a Portugal depois do casamento, realizado por procuração na cidade de Barcelona em 1288. De Bragança, onde era aguardada pelo infante D. Afonso, a comitiva, onde se incorporavam nobres portugueses, seguiu para Trancoso onde D. Dinis a esperava e onde, a 24 de Junho, se realizou a cerimónia de casamento que os cronistas celebrizaram.
Em 1304 regressou à sua terra natal quando D. Dinis aí teve de se deslocar como medianeiro do conflito entre Fernando IV de Castela e Jaime II de Aragão. Também em Portugal era constante a sua presença junto do marido nas deslocações que este fazia pelo reino; esse facto trouxe-lhe grande popularidade junto do povo, pois nessas alturas dava esmolas aos pobres, a raparigas pobres e distribuía alimentos. Não se alheou dos problemas políticos nacionais, interferindo na guerra civil que opôs o rei ao príncipe herdeiro D. Afonso; acusada pelo marido de favorecer os interesses do filho foi mandada sob custódia para Alenquer. No entanto, continuou a interessar-se pelo problema e foi por sua influência directa que se assinou a paz de 1322; no ano seguinte evita o reacender da luta colocando-se entre os exércitos preparados para a batalha. Depois da morte de D. Dinis (1325) recolheu-se nos Paços de Santa Ana, junto a Santa Clara de Coimbra.
Até à sua morte promoveu uma série de obras pias fundando ou ajudando à fundação de hospitais (Coimbra, Santarém, Leiria), asilos e albergarias (Leiria, Odivelas), mosteiros, capelas (Convento da Trindade em Lisboa, claustro em Alcobaça, capelas em Leiria e Óbidos). Deixou em testamento grandes legados a muitas destas instituições. Foi sepultada por sua vontade no Convento de Santa Clara e, no século XVII, o seu corpo foi trasladado para o novo mosteiro fundado por D. João IV em substituição do antigo, ameaçado pelas águas do Mondego, e depositada num cofre de prata e cristal.
O povo, desde cedo, considerou-a santa, atribuindo-lhe inúmeros milagres. A pedido de D. Manuel I, foi beatificada por Leão X (15-4-1516) e, em 1625, foi canonizada por Urbano VIII.

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A verdadeira lenda do milagre das rosas é muito conhecida e uma das mais belas lendas religiosas. Serve de base a esta que escrevi, sem que se possa considerar uma nova versão, não devendo sequer ser comparadas. Pretendo apenas contar uma estória com algum humor.Nessa manhã a rainha Dona Isabel tinha distribuído pão e algum dinheiro pelos pobres, como era seu hábito, aproveitando a ausência de seu marido, o Rei D. Dinis. regressava ao palácio, depois da sua benfeitora visita.Dona Isabel caminhou para o palácio e estava já a chegar, quando para lá se dirigia também um cavaleiro. Rapidamente alcançou a rainha. Era D. Dinis que regressava de Leiria.
Ele tinha proibido a rainha de dar esmolas aos pobres, mas sempre desconfiou que ela o fazia quando ele se ausentava e, agora vendo o volumoso regaço achou que a tinha apanhado em flagrante. Provavelmente levaria pão e algumas moedas, pensava ele. Perguntou-lhe:
“- Que levais no regaço, minha mui nobre esposa?
- São rosas, senhor, são rosas. – Respondeu a rainha, deixando o rei irado, já com a certeza da desobediência da rainha. Era impossível haver rosas naquela época do ano.
- Podeis mostrar-me essas rosas de Janeiro? – Perguntou D. Dinis ironicamente.
- Se só vendo acreditais na minha palavra... – Dizendo isto abriu o regaço e surgiram as lindas rosas, que deixaram o rei, incrédulo, a exclamar:
- Milagre! Milagre! Em Janeiro não há rosas, só pode ser um milagre. Milagre!
Fonte: Infopédia
DOM CARLOS E SESIMBRA
Memórias da nossa Terra
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sexta-feira, 3 de julho de 2009

S.A.R., A DUQUESA DE BRAGANÇA CONVIDADA DE HONRA NA 22ª EDIÇÃO DO SALÃO PRIMAVERA
Revista "Semanário OLÁ" - 03-07-2009
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Esta exposição foi inaugurada no dia 6 de Junho de 2009 na Galeria de Arte do Casino do Estoril.
PRESENÇA DE S.A.R., DOM DUARTE NO 61º ANIVERSÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO ESTADO DE ISRAELRevista "Casa & Jardim" - Junho de 2009
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quinta-feira, 2 de julho de 2009

VISITA À INTERNATIONAL SCHOOL SÃO LOURENÇO - PRÉMIO INFANTE D. HENRIQUE


MORRE DOM MANUEL II, O FUGAZ E ÚLTIMO REI DE PORTUGAL (Clique na imagem para ampliar)

MORRE EL-REI DOM MANUEL II, O FUGAZ E ÚLTIMO REI DE PORTUGAL - 77º ANIVERSÁRIO
Foi um Rei que "não estava de modo nenhum preparado para ser Rei", diz a biógrafa Maria Cândida Proença. Mas Dom Manuel II foi o Monarca português durante dois anos, os últimos da monarquia em Portugal, terminada em 1910. Tinha apenas 18 anos. Os anos seguintes, até 2 de Julho de 1932, data da sua morte, foram passados em Twickenham, nos arredores de Londres, no exílio - sem perder o "grande amor a Portugal e a tudo o que era português".
Foi um Rei jovem, mas não "era tonto", ao contrário do que a propaganda republicana de então quis passar, diz a autora de "D. Manuel II", editada em 2008. "Compreendia muito bem o que se passava, era um rapaz inteligente e conhecedor dos assuntos, embora sem experiência nas lides com as velhas raposas políticas".
A sua acção foi influenciada pelo contexto em que assumiu o trono (depois do assassínio do Pai, Dom Carlos I): "Dom Manuel II procurou seguir a máxima constitucional de 'O Rei reina, mas não governa'. Nunca quis ter um papel interventivo, atribuindo o trágico fim de seu Pai, precisamente ao facto de ter tido uma intervenção forte na governação". Apesar do contexto, "estava profundamente interessado nos problemas políticos, sociais e económicos do país, estudando os assuntos até altas horas da noite".
No exílio, Dom Manuel II pôde explorar os seus interesses, que iam da música ao ténis, passando pelo então emergente futebol e pela jardinagem. "Foi sempre um estudioso e tornou-se um erudito bibliófilo. Como homem, era religioso, caritativo, considerado inteligente, de fortes convicções e espirituoso, apesar da sua trágica condição, por alguns dos políticos influentes do seu tempo, como Winston Churchill".
"Durante a Primeira Grande Guerra, mostrou interessar-se profundamente pelos problemas dos mutilados e pelos avanços da ciência ortopédica para cujo desenvolvimento contribuiu colaborando com Sir Robert Jones", acrescenta.
"Mesmo no exílio, algumas vezes procurou ajudar o país, intervindo junto do governo britânico e junto da Santa Sé", refere. Na 1ª Guerra Mundial, prestou auxílio aos soldados portugueses, "oferecendo equipamento para um hospital de campanha, uma casa de repouso e recuperação para os feridos e enviando para os soldados que estavam na frente frequentes encomendas" e pediu "aos monárquicos para não tentarem acções revolucionárias, enquanto durasse o conflito, para não causarem mais embaraços ao Governo e apoiarem o esforço de guerra português". A atitude "não agradou a todos os monárquicos".

Editado por Pedro Rios
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PAZ À SUA ALMA E VIVA A MONARQUIA!

Fonte do texto: Rádio Renascença - 02-07-2009
PRÍNCIPE EDUARDO DE INGLATERRA E DOM DUARTE DE BRAGANÇA VISITARAM INTERNATIONAL SCHOOL SÃO LOURENÇO
Presenças estiveram integradas na entrega dos prémios Infante D. Henrique.
A International School São Lourenço recebeu no passado sábado, 27 de Junho, a visita dos altos patronos do Duke of Edimburgh Award e do Prémio Infante D. Henrique, o Príncipe Eduardo de Inglaterra e Dom Duarte de Bragança, respectivamente.
A propósito desta visita a escola organizou uma cerimónia de entrega dos galardões do Prémio Infante D. Henrique, galardão homónimo em Portugal do Duke of Edimburgh Award, aos 23 alunos da escola que participaram neste projecto em 2009.
Na sua visita, os dois convidados de honra tiveram a oportunidade de presenciar uma mostra de actividades que são desenvolvidas no âmbito do Prémio, como a natação e actividades de campismo.
A cerimónia de entrega dos galardões foi o momento alto da visita, com a entrega dos prémios a ser feita por Dom Duarte e pelo Príncipe Eduardo, com o apoio do presidente da Câmara de Loulé, Seruca Emídio e Rosalina Machado, vice-presidente da Direcção do Prémio Infante D. Henrique.

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DIA DA RAINHA DOS PAÍSES BAIXOS Revista "Casa & Jardim" de Junho de 2009
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quarta-feira, 1 de julho de 2009

S.A.R., DOM DUARTE E S.A.R., PRÍNCIPE EDUARDO NO ALGARVE (Clique na imagem para ampliar)
Revista "Caras" de 1-07-2009
XII TOURADA REAL - EXPOSIÇÃO ARTE E TOIROS
Exposição de Maria Sobral Mendonça patente entre 10 de Julho e 30 de Setembro no Hotel M'ar de Ar, Évora.
A empresa Terra Brava fez o desafio à pintora Maria Sobral Mendonça para abordar o tema da Tauromaquia com uma exposição de pintura integrada na "XII Tourada Real de 2009",
que será transmitida pela RTP na presença SS.AA.RR., Os Duques de Bragança!
Filha do crítico tauromáquico Helder Sobral Mendonça, fundador do Programa Radiofónico "Sol e Toiros", a pintora isolou-se no Alentejo para realizar 18 Obras sobre o tema "Arte & Toiros". A exposição, organizada pela Terra Brava em parceria com a Câmara Municipal de Évora, inaugurará às 19H30, no Hotel Mar D'Ar Aqueduto, no dia 10 de Julho em Évora, antecedendo deste modo a "XII Tourada Real", organizada pela Terra Brava, pelas 21h30, na Praça de Toiros da mesma cidade. Reconhecida pela UNESCO, a Obra de Maria Sobral Mendonça figura já no espólio dos artistas Portugueses representados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros nas visitas Oficiais de Estado, do Gabinete do Senhor Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga. Iniciando a sua primeira exposição no Panteão Nacional em Lisboa 1995, a artista tem vindo sempre a conquistar novos monumentos nacionais e abrindo novas fronteiras à sua Obra. A sua última exposição intitulada "Tiqqun- A Libertação do Pecado" que foi realizada no Palácio do Município em Lisboa no ano de 2007, esteve presente no Festival Internacional de Sarajevo em 2008, com a exibição do filme que o cineasta Lauro António realizou sobre a artista nessa exposição. Recentemente foi seleccionada para o projecto Ibérico "Hoteles del Arte", que através da estratégia da Fundação Henrique Leotte, tem como objectivo: acertar novas políticas culturais baseadas numa parceria de Portugal com Espanha. No próximo dia 10 de Julho pelas 19H30, contando com a presença de SS.AA.RR., Os Duques de Bragança, a pintora Maria Sobral Mendonça apresentará a todos os convidados, a sua mais recente Obra que a Terra Brava e em nome do empresário Carlos Pegado, a artista aceitou o desafio para representar uma das mais nobres Tradições Portuguesas: - A Arte do Toureio! -.

Reservas: 91 713 19 30