quarta-feira, 5 de outubro de 2011

UM FERIADO PELA RAZÃO ERRADA!!

Para mim o dia 5 de Outubro é sempre um dia melancólico e só tem de facto uma coisa boa, é esse dia coincidir com a Fundação da Nação Portuguesa.
Aquela revolução republicana de 1910 e o exílio da Família Real causam-me arrepios, indignação e profunda tristeza. Não gosto de desordens, nem de vigarices, nem de injustiças e associo a república com tudo isso, pois para mim os verdes-rubros são agentes do mal, da balbúrdia e da instabilidade.
Infelizmente, a maioria dos Portugueses não está a par do modo como foi imposta a república, e também nem sequer sabem que no dia 5 de Outubro há um acontecimento mais solene e mais importante para comemorar, do que uma revolução altamente inconsequente, injusta e danosa para a nossa Pátria e para os Portugueses feita por uma cambada de verdes-rubros oportunistas, malvados e alienados, laicos e ateus, anti-conservadores, servos dos estrangeiros, terroristas e criminosos ligados à Carbonária.

Em suma, nada tinham de bom!

Há que despertar cada vez mais a chama e o espírito da Nação, afirmando os nossos ideais e prezando as nossas tradições, os nossos costumes e o legado que os grandes Portugueses nos deixaram. Foi com a Monarquia que Portugal nasceu, só com ela seria possível termos mais prosperidade, mais justiça, mais ordem e respeito. Por isso, no dia 5 de Outubro, comemoramos sobretudo o que é ancestral, tradicional e tem valor: a Fundação de Portugal. Para mim, só o azul e branco têm importância, pois são essas as cores genuinas e legítimas da Pátria lusa.
Mas não há dúvida que vivemos numa república assasina, chegou para durar. Sim, porque preferem andar com as mãos manchadas de sangue, porque um republicano é cúmplice do bárbaro assassinato do Rei Dom Carlos e do Príncipe Real, Dom Luiz Filipe.
Não existe nenhuma república que tenha surgido espontâneamente. Foram todas impostas e a maior parte delas com sangue e por conseguinte, não há um vínculo de confiança entre governantes e governados. Não existe aquele conceito de que Nação é antes de tudo uma grande família com um destino comum a realizar, mas sim um choque de interesses, um choque de ambições.
E por tudo isto, sinto-me cada vez mais monárquica, porque vejo na figura do Rei, o garante da estabilidade do nosso país.
VIVA O REI! VIVA DOM DUARTE! VIVA PORTUGAL!

SS.AA.RR., OS DUQUES DE BRAGANÇA EM COIMBRA NO DIA DA FUNDAÇÃO DE PORTUGAL - 5 DE OUTUBRO DE 2011

Junto ao túmulo do Fundador de Portugal, no Mosteiro de Santa Cruz onde o 1º Rei de Portugal, Dom Afonso Henriques se encontra sepultado.

S.A.R., DOM DUARTE E A IMPORTÂNCIA DA LUSOFONIA

S.A.R., Dom Duarte Pio de Bragança fala sobre a Importância da Lusofonia e o Movimento Internacional Lusófono.
Vídeo:
O MIL-Movimento Internacional Lusófono, é um movimento cultural e cívico que conta já com cerca de 5 MIL adesões, de todos os países da CPLP. Defendemos o reforço dos laços entre os países lusófonos – a todos os níveis: cultural, social, económico e político -, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
Se quiser aderir ao MIL, basta enviar um e-mail para: adesao@movimentolusofono.org indicando o nome e a área de residência.

5 DE OUTUBRO: DA GLÓRIA À DECADÊNCIA

A 5 de Outubro de 1143 nascia para o mundo uma jovem Nação, confirmada pelo tratado de Zamora a que se chamou Portugal.
Pese o erro histórico clamoroso, que consistiu na separação do Reino da Galiza do Condado Portucalense, Portugal iniciou uma História de vitórias militares e políticas, não cessando de se engrandecer e partindo para o mar em busca de novos territórios quando a presença opressiva do seu vizinho lhe impediu destinos mais continentais.
Foram 767 anos de regime monárquico – com um triste hiato de cerca de 60 anos de presença Espanhola no trono Português – com os seus altos e baixos, mas que levaram Portugal a uma posição jamais imaginada, chegando a repartir o mundo com Espanha através do Tratado de Tordesilhas.
Com a recomposição das potências mundiais, Portugal perdeu alguma da sua importância, tendo a perda de influencia tido o seu ponto mais dramático quando o "ultimatum" inglês reclamou para a Grã Bretanha os territórios africanos conhecidos por "mapa côr-de-rosa".
Entretanto, a partir de meados do Sec. XIX ia ganhando corpo e forma uma sinistra organização terrorista apelidada Carbonária.
A Carbonária mais não era do que o braço armado de uma maçonaria elitista, que proclamando bem alto os seus alegados superiores valores morais, não se coibia de apoiar, incentivar e financiar a Carbonária, que recrutando anarquistas e anarco-sindicalistas para as suas fileiras, planeava atentados e custeava o fabrico de bombas, como comprovadamente consta dos anais históricos.
No fundo, o equivalente aos actuais e censurados movimentos terrorista IRA e ETA.
Tendo estado na origem do Regicídio, no qual morreram El-Rei D. Carlos I e o Príncipe Real às mãos do anarquista Buíça, os Carbonários acabaram por implantar a I República à força das armas, iniciando de forma aparentemente irreversível o declínio da Nação Portuguesa.
Ao que parece, é isto que se comemora hoje, dando origem a um feriado nacional e a várias iniciativas políticas de carácter bafiento e pífio. Comemora-se básicamente a vitória do terrorismo sobre um Estado de Direito existente.

Brilhante!

A República, durante os seus 101 anos de existência, nada deu ao País para além de sanguinárias e mortíferas revoluções no decorrer da I República, um Estado Novo que degenerou numa ditadura desactualizada de práticas sinistras, e o actual regime, o qual pela sua evidência me escuso aqui de comentar.
Ao que se diz, em nome da Liberdade – mas com o pavor de que o povo abrisse os olhos a tempo – introduziram na Constituição um inominável artigo que define com "obrigatóriamente republicana" a forma de governo em Portugal. Aparentemente, a falta de legitimidade popular e democrática do pronunciamento republicano, inspirou esta pusilânime blindagem na nossa constituição, que nem com o advento da democracia alguem se atreveu a modificar, prepetuando assim os já 101 anos de intoxicante propaganda republicana, não permitindo sequer que se proceda a um esclarecimento popular sobre as modernas formas de Monarquia Constitucional, aliás a forma de governo da maior parte dos países mais desenvolvidos da Europa a que dizemos pertencer.

Festeja-se hoje o 5 de Outubro!

Eu festejo o nascimento de Portugal como País soberano, outros festejam provávelmente o início do nosso fim como Nação, o que significará o triunfo final da doutrina maçónica, supranacional, internacional e intrinsecamente corporativa e politicamente activa através da internacional socialista e de outras organizações de carácter internacionalista.

Perante este deplorável cenário, apenas me resta gritar a plenos pulmões:

VIVA PORTUGAL! VIVA O REI!
Publicado por JM, O Velho da Montanha

IMPRENSA: OS MONÁRQUICOS ASSINALAM O TRATADO DE ZAMORA

Os monárquicos também têm um 5 de Outubro para comemorar. Enquanto o país comemora a implantação da República, a Causa Real vai comemorar a Fundação da Nacionalidade – o tratado de Zamora data de 5 de Outubro de 1143.
Dom Duarte – ou, no léxico monárquico “o Chefe da Casa Real Portuguesa” – vai ser recebido no salão nobre dos Paços do Concelho pelo presidente da Câmara de Coimbra. Antes da recepção na Câmara, Dom Duarte vai discursar na sala do capítulo do mosteiro de Santa Cruz, onde estão sepultados os restos mortais de Dom Afonso Henriques.
Para estas comemorações, a Causa Real espera “a adesão de muitos patriotas de todos os recantos do país”. E quer “neste sensível contexto de crise de soberania nacional a evidência do que une os portugueses em lugar do que os divide: a Fundação da Nacionalidade portuguesa decorrente da assinatura do Tratado de Zamora”, no qual Dom Afonso Henriques celebrou a paz entre Portugal e Castela.
“Numa altura de crise dolorosa onde somos chamados a uma profunda reflexão sobre a nossa forma de encarar a vida, temos a possibilidade de alterar a nossa atitude perante um futuro incerto olhando também para os exemplos do passado, e nenhum melhor do que a fundação da nossa nacionalidade”, escreve a Causa Real, em texto a que o i teve acesso.
A organização monárquica escolheu Coimbra porque “foi em Coimbra que o nosso primeiro Rei uniu e congregou à sua volta os primeiros portugueses, para concretizar o belíssimo projecto que é Portugal”.
Entretanto, com o objectivo de reforçar a “componente política do movimento”, a Causa Real criou dois grupos de trabalho – a comissão política e a comissão económica – para fortalecer os argumentos para a “instauração da Instituição Real”. A.S.L.
Fonte: i 04-Out-2011 (p.4)
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5 de Outubro: Causa Real comemora Fundação da Nacionalidade de 1143 em Coimbra
A Causa Real vai comemorar a fundação da nacionalidade na quarta-feira, 5 de outubro, em Coimbra, com um conjunto de iniciativas que pretendem ser “um contraponto às comemorações republicanas”.
Nestas ações participará o Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, que proferirá uma alocução, às 15:00, na Sala do Capítulo do Mosteiro de Santa Cruz, onde estão os restos mortais dos reis fundadores (D. Afonso Henriques e D. Sancho I), disse hoje, à agência Lusa, o presidente da Causa Real, Luís Lavradio.
Antes daquela sessão, será celebrada uma “missa de sufrágio pelos reis de Portugal”, às 11:00, e terá lugar, igualmente no Mosteiro de Santa Cruz, uma “cerimónia evocativa” da fundação da nacionalidade portuguesa, “decorrente da assinatura do Tratado de Zamora, um diploma resultante da conferência de paz entre D. Afonso Henriques e o seu primo, Afonso VII de Leão e Castela, a 5 de outubro de 1143”.
Dom Duarte Pio participa também, por outro lado, às 16:00, nos Paços do Concelho, numa sessão promovida pela câmara municipal, para assinalar os 900 anos da concessão do foral de Coimbra, pelo Conde D. Henrique.
A celebração da efeméride – que a Causa Real tem vindo a promover de “forma organizada desde 2009” – é “um contraponto às comemorações republicanas”, sustenta Luís Lavradio, classificando-a como “uma data marcante para Portugal, ao contrário do 5 de outubro de 1910”, que considera um dia “tingido de sangue e que divide os portugueses”.
“No atual contexto de crise” do país, “é fundamental que os portugueses encontrem algo que os possa unir e a instituição real tem características únicas” para o fazer, defende Luís Lavradio, reconhecendo, no entanto, que falta explicar aos portugueses as vantagens da monarquia.
Numa altura de crise, os portugueses têm “a possibilidade de alterar a atitude perante um futuro incerto, olhando também para os exemplos do passado e nenhum melhor do que a fundação da nacionalidade”, sublinha Luís Lavradio, recordando que foi em Coimbra que D. Afonso Henriques “congregou à sua volta os primeiros portugueses para concretizar este belíssimo projeto que é Portugal”.
A Fundação da Nacionalidade em 5 de Outubro foi assinalada pela Causa Real em 2009 em Lisboa e no ano seguinte em Guimarães.
Criada em 1993, sob a égide de Dom Duarte, a Causa Real pretende “reunir todos os simpatizantes da instituição real das várias sensibilidades político-partidárias”.
O actual Presidente da Causa Real, Luís Lavradio, foi eleito no último congresso da organização, realizado em Maio, no Porto, sucedendo no cargo a Paulo Teixeira Pinto.
Fonte: C NOTÍCIAS NET, 05 de Out. de 2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A RAINHA DONA MARIA PIA E O SEU TEMPO

Assinalando o centenário da morte da Rainha D. Maria Pia, o Palácio Nacional da Ajuda promove um conjunto de iniciativas, onde se destaca um ciclo de conferências sobre diversos aspectos do Portugal da segunda metade do séc. XIX e da transição para o séc. XX.
A personalidade da Rainha, a história, a política, a sociedade e costumes serão algumas das temáticas a abordar por um conjunto de historiadores, investigadores e autores que proporcionarão uma visão alargada de uma época marcante para o pensamento português.
O ciclo de conferências intitulado “A Rainha D. Maria Pia e o seu Tempo” decorrerá nos meses de Outubro e Novembro, às terças-feiras pelas 19h00 - com excepção do dia 17 /11 quinta-feira -, na sala D. Luís do Palácio Nacional da Ajuda.

A entrada é livre.
Para mais informações: Tel: 21 363 70 95- pnajuda@imc-ip.pt

Programa
(Clique na imagem para ampliar)

PRESIDENTE DA CAUSA REAL, LUÍS LAVRADIO FALA AO "POVO DO LIMA"


(Clique nas imagens para ampliar)
Jornal “O Povo de Lima” de 30 de Setembro, pag. 6 e 7
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“Estamos numa época de grandes mudanças, e com o fracasso do actual regime, estão criadas as condições para que a monarquia seja analisada”.
Luís Lavradio, Presidente da Causa Real
PPM de Braga

O 5 DE OUTUBRO NÃO PERTENCE À REPÚBLICA!!

Comemora-se àmanhã, dia 5 de Outubro de 2011, o 868º Aniversario do Ttratado de Zamora.
Nesta data, naquele ano do século XII, os selos reais, reconheciam pela primeira vez o Reino de Portugal, e Dom Afonso Henriques como seu suserano.
Nesta data é da maior importância para a História do país, dado representar e demonstrar no papel e em documentos escritos, a determinação de Dom Afonso Henriques e dos homens livres, especialmente da burguesia da região de entre Douro e Minho, que nunca aceitou que a capital da antiga Gallaecia, situada em Braga, se tivesse transferido de Braga para a actual cidade de Lugo na Galiza, onde a nobreza visigótica estava protegida pelas muralhas romanas.
Desde aí, que a norte e a sul do Minho se criou uma cisão entre um povo outrora homogéneo, e que resultou numa guerra civil entre portugueses e galegos, que acabou com a separação e a criação do Reino de Portugal.
O Rei de Leão e Castela, um suserano medieval, tinha dificuldade em manter os seus vários domínios e preferia dar-lhes autonomia e garantir a sua lealdade que com a manutenção de unidades nacionais, que na altura não faziam sentido, como aliás não fazem hoje.
Com o sul aberto à reconquista contra os árabes, o reino português teve por isso a possibilidade de se expandir para sul, atingindo o Algarve no século seguinte, e deixando o Reino de Leão enclausurado entre Portugal e Castela e marcando assim a sua destruição e absorção por parte do seu vizinho castelhano.
O Estado Português, comemora no entanto a "imposição" da república Portuguesa. Um regime imposto aos portugueses por um golpe de estado feito contra a vontade do povo e do qual se aproveitaram organizações criminosas como a Maçonaria, que dois anos antes tinha dado ordens para o assassínio do monarca.
O golpe, foi também dado com o objectivo a médio prazo, e em conjugação com as organizações congéneres em Espanha, destituir a monarquia de Afonso XIII e criar finalmente a República Ibérica de raiz Hispânica.
De muitos pontos de vista, a comemoração do 5 de Outubro de 1910, é a comemoração de um crime, e a conclusão da primeira fase dos planos da Maçonaria portuguesa, propostos pela geração de 70, absolutamente crente que Portugal tinha chegado ao fim e que já nada restava que não fosse o suicídio e o desaparecimento de Portugal. Apenas alguns meses depois, começaram os primeiros contactos com a Inglaterra com vista a perguntar se esse país se oporia à absorção, e apenas a I Guerra Mundial complicou os planos da Maçonaria, que no entanto aproveitou para enviar o exército para morrer na França, quando se sabia que o exército era essencialmente monárquico.
Numa altura em que de novo as organizações Maçónicas de forma cada vez mais aberta conspiram para assassinar Portugal, é sintomático que se comemore o crime, e se esqueça o acto fundador na Nação a que temos orgulho de pertencer.
A república, embora não referendada, transformou-se em instituição legítima, mas a sua legitimidade ganharia se houvesse coragem de perguntar aos portugueses se de facto a querem, e se respeitasse a História do país, lembrando o acto fundador de 1143 e da conferência de Zamora, da qual resultou o tratado que transformou Portugal numa realidade até hoje.
VIVA O REI! VIVA PORTUGAL!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

MAIS UM CRIME DESTA REPÚBLICA DESLEIXADA!!

É um caso dramático a história deste palácio, repleta de memórias de instituições e famílias que aqui passaram, cuidaram e preservaram esta propriedade através dos tempos. Em 1973, com a morte do último proprietário, D. Vasco da Câmara, a Quinta da Alagoa foi doada à Câmara de Cascais, com o intuito de aqui fazerem um espaço cultural. Embora os Câmaras tenham sido generosos com a câmara, esta retribuiu à família e eleitorado com uma magnífica ruína histórica. Entendemos que a Câmara não respeitou os Câmaras nem os camaradas, deitando a perder este grandioso legado. Quando a fotografei, estava a Câmara a fazer obras na casa dos Câmaras, não de restauro, mas de consolidação para evitar a derrocada...apenas mais um pormenor, a reabilitação de edifícios históricos não se faz à "pazada" com montes de cimento, e sim com técnicas de construção da época original, os "inginheiros" da Câmara deviam saber disso, os camaradas trolhas é que não...
A Quinta da Alagoa, em Carcavelos, é apenas um vestígio da imensa área que a constituía. Um espaço verde e agradável, ensombrado pelas ruínas da casa senhorial que viu florescer o Vinho de Carcavelos.
Carta Régia de 19 de Janeiro de 1759 confiscou a Quinta da Alagoa à Companhia de Jesus, a quem pertencia provavelmente desde o princípio do século XVII. Segundo D. Luís Manuel da Câmara, há cartas do Padre António Vieira escritas na Quinta da Alagoa, onde este célebre jesuíta terá vivido entre 1641 e 1653.
Alguns anos depois de a Quinta ser confiscada, por volta de 1763, o Rei Dom José fez a sua doação a José Francisco da Cruz, anexando diversas parcelas de terra às já pertencentes à quinta. Para que se tenha ideia das dimensões do morgado então constituído, a relação conhecida dos terrenos que abrangia, englobava a Alagoa de Cima, Quinta das Vacas, Casaes do Zambujal, Tires, Quinta do Junqueiro (já perto do mar) e a Quinta Nova ou de Sto. António.
Até 1863, o morgado da Alagoa esteve na posse da mesma família passando de pais para filhos, sendo nesta data José Francisco da Cruz Alagoa, o 3º morgado da Quinta. Seria o terceiro e último, pois no referido ano foi promulgada uma lei que extinguia os morgadios.
Cerca de dez anos mais tarde, a Quinta, já propriedade do filho de José Alagoa, é comprada por Jerónimo José Moreira, natural de S. Domingos de Rana.

O Vinho de Carcavelos 
Durante vários anos este novo proprietário fez obras na quinta, construindo novos edifícios, entre eles um «chalet», uma casa com caldeira para destilação de vinho e uma grande adega, onde ainda hoje se pode ver, na cartela sobre a porta Sul, as iniciais J. J. M., sobre a data de 1879. 
Era o primeiro passo para a produção do Vinho de Carcavelos, do qual viria a ser um dos principais produtores.
Jerónimo Moreira foi Presidente da Câmara de Oeiras, cargo que assumiu em 1879.
Com a sua morte sem herdeiros directos a Quinta passa para a posse de seu irmão, que veio a falecer em 1895, altura em que se dá nova reviravolta na história da Quinta. 
Como os filhos do novo proprietário ainda eram menores, a Quinta foi colocada à venda, sendo comprada por Frederick Davidson que de imediato se dedicou à reanimação da vinha, atacada pela praga das videiras, a «filoxera». 
A sua vida na Quinta seria curta, vindo a falecer poucos anos depois de a comprar. Mais uma vez a Alagoa é vendida, desta vez a alguém cujo nome não caberia no espaço que hoje é reservado nos formulários, isto pelo facto do novo proprietário ter onze nomes! Mas tratemo-lo, com o devido respeito, por Vasco de Salles. 
A importância da Quinta para além da produção do Vinho de Carcavelos, pelo que recebeu prémios internacionais, era atestada pelas visitas ilustres que recebia, incluindo a família real. 
Foi após a implantação da República que Vasco de Salles mais se dedicou à produção do vinho, atingindo valores e prestígio muito importantes até à Guerra de 1914/1918, exportando uma grande parte do vinho produzido. 
Depois da Guerra, a concorrência de outros vinhos mais baratos e a degradação das próprias videiras, foram obrigando a substituir zonas de vinha por outras culturas, até que por volta de 1933 a Quinta da Alagoa deixou de produzir o Vinho de Carcavelos.
Falecido Vasco de Salles, e mais tarde sua esposa, herda a Quinta o filho, Vasco Manuel da Câmara, que procede a profundas alterações; planta pomares, cedros e eucaliptos, altera o jardim, arranca palmeiras e mehora o campo de Ténis. 
A Quinta passa a ser um ponto de encontro de personalidades, com uma vasta lista de nomes, onde figuram, por exemplo, o Rei Umberto de Itália ou o Arquiduque de Áustria e amigos do proprietário, que encontravam para além de um lugar aprazível, a simpatia de quem os recebia. Vasco da Câmara e sua esposa Maria do Carmo morrem em 1973, deixando nove filhos. 
A dificuldade de posse da Quinta por qualquer dos herdeiros, levou ao loteamento dos terrenos para urbanização, com doação à Camara Municipal de uma área para parque e arruamentos, assim como das casas, adega e outros anexos, com o fim de serem preservados.
Fonte: RUIN'ARTE

sábado, 1 de outubro de 2011

IMPRENSA - TOURADA REAL: DUQUE DE BRAGANÇA "COMOVIDO E SENSIBILIZADO" NA VISITA A VILA FRANCA DE XIRA

O Duque de Bragança, Dom Duarte Pio, visitou na tarde desta sexta-feira, dia 30, a cidade de Vila Franca de Xira, a propósito da XIV tourada real que assinala os 110 anos da praça de toiros Palha Blanco. "Agradeço comovido e sensibilizado esta recepção que me fizeram. Desde criança que tenho um fascínio por Vila Franca de Xira. É uma terra que consegue preservar as suas memórias e tradições", afirmou. A Presidente da Câmara Municipal, Maria da Luz Rosinha, disse que a visita do pretendente ao extinto trono português é "um momento importante para a cidade" porque está ligada a uma tradição "que muito acarinhamos", a tauromaquia. "A primeira corrida da praça contou com a presença do rei Dom Carlos", recordou. A autarca defendeu que é importante preservar e divulgar a festa brava, especialmente depois da Catalunha, em Espanha, ter banido as touradas. "Quem é contra as touradas deve ser coerente. Para proibir as touradas têm de proibir a caça e deixarem de comer carne", ironizou o Duque de Bragança na resposta. "A Catalunha vive um nacionalismo exacerbado que não vai durar muito, quiseram mostrar que não são espanhóis", acusou.
O Mirante
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S.A.R., DOM DUARTE FOI RECEBIDO PELA PRESIDENTE DO MUNICÍPIO DE V.F. DE XIRA - 30 DE SETEMBRO DE 2011
O Duque de Bragança, Dom Duarte Pio, visitou na tarde de sexta-feira, 30 de Setembro, a cidade de Vila Franca de Xira, tendo sido o convidado especial da tourada real que antecedeu o arranque de mais uma Feira Anual. O Herdeiro do Trono português trocou lembranças com a Presidente do Município, Maria da Luz Rosinha (PS) e conheceu os locais mais simbólicos da cidade, como o Museu do Neo-Realismo e o Celeiro da Patriarcal.
Fonte: O Mirante - 06 de Outubro de 2011

OUTUBRO - MÊS D'EL-REI DOM DINIZ

Dom Dinis foi um grande Rei, sábio e justo, bom administrador, excelente poeta e músico.
Amante da paz, nunca iniciou uma guerra. Nobre e corajoso, enfrentou os seus inimigos e lutou pela paz, quando lhe moveram guerras. Protegeu as fronteiras com a construção de uma linha de castelos para defesa, em caso de ataques.
Celebrou com Castela o tratado de Alcanises, definindo os limites de Portugal e dando-lhe a unidade territorial que ultrapassa sete séculos de história.
Fundou e reconstruiu muitas povoações, com vista ao povoamento de todo o território.
Enriqueceu Portugal desenvolvendo todas as áreas: a agricultura, o comércio, a marinha, as artes produtivas, a exploração mineira.
Promoveu a cultura fundando a Universidade e ordenando o uso da língua portuguesa nos documentos, em substituição da latina.
Engrandeceu Portugal no desempenho de missões diplomáticas, por incumbência Papal.
Foram ainda os seus dotes de diplomata e bom governante que o levaram a fundar a Ordem de Cristo, à qual doou os ricos bens do Templários, de que Portugal teria sido desapossado em consequência da extinção desta ordem militar.
Bom gestor, conservou e acrescentou o tesouro público, legando aos portugueses um erário sem dívidas.
Por tudo isto, foi um Rei amado pelo seu povo!
Maria Máxima Vaz - Pensar Odivelas

Grupo Pensar Odivelas vai promover no próximo mês de Outubro uma série de iniciativas para comemorar o 750º aniversário do Rei Dom Diniz, o qual, como todos sabem teve uma importância impar na História de Portugal  e cujo a sua vida esteve tão intimamente ligada à nossa Terra  que inclusivamente a escolheu para o seu eterno descanso.

Assim destacamos as seguintes iniciativas, para o qual está desde já convidado(a):

- 07/10 às 21.00h. (ISCE)
Conferência
Dom Dinis o Lavrador - O Seu Reinado e o Seu Legado.
Oradores: S.A.R., Dom Duarte, Duque de Bragança,  Assunção Cristas, Rosado Fernandes, Maria Máxima Vaz e Carlos Coelho.

- 15/10 às 14.30h.
Tertúlia.
Dom Dinis e Santa Isabel
Av. Amália Rodrigues 17-A

- 22/10 às 14.30h.
Visita Guiada aos Monumentos Históricos
Guia: Maria Máxima Vaz.
Local de Encontro: Sr. Roubado
Pré-Inscrição - Valor: € 5.00

- 28/10. às 20.30h
Jantar/Concerto
Forno da Cidade
Pré-Inscrição - Valor: a divulgar.

Para informações agradecemos que nos contacte por email para:
pensarodivelas@gmail.com
Fonte: Pensar Odivelas 
(Clique na imagem para ampliar)
Tirado daqui