sexta-feira, 6 de maio de 2011

CARTA DE DOM MANUEL AO IMPERADOR DA CHINA - 1896

A carta que se segue é endereçada, num infantil gracejo, «a S.M., O Imperador de China, Contrapezio Palácio Imperial China». Qual seria o amigo de infância, que neste momento, recebia ironicamente um título tão pomposo?

Paço de Cascais
20 de Setembro de 1896

Viva vossa Merciola com A Sua Carapintotola. Eu cá tenho estado muito bem. Já tenho dois banhos de mar e hoje saltei do bote abaixo, e não fui ao fundo, graças a Deus. Tu, Imperador, sabes quem é o verdadeiro Deus? Provavelmente não sabes, e adoras aí um vitelo, uma cobra, um tigre ou um bicharoco qualquer.
Mas se tu soubesses quem é o verdadeiro Deus, havias de O adorar, Amar e Servir, para poderes depois ir para o Céu. Tu és um pateta, e não há outro estúpido como tu. Tu aí no teu trono com um girassol na cabeça, pareces um orangotango com o teu rabo a andar à roda. Sabes que o meu Mano O Príncipe Real, Duque de Bragança, vai ter um dicionário chinês, dado pelo Borja? Deve ser engraçado. Em que rua é o teu palácio? O teu palácio é grande ou é pequenino? Tu és um sabichão, quando eu aí fôr, tiro-te o retrato.
Adeus. contrapêso, dou-te um sopapo, e vai-te embora, caranguejola.
Saúde e môscas
Dom Manuel
Do livro: O REI SAUDADE de José Dias Sanches

quinta-feira, 5 de maio de 2011

NOSSA SENHORA NA HISTÓRIA DE PORTUGAL - LIVRO COM CONTOS DE SS.AA.RR., OS DUQUES DE BRAGANÇA

Um livro que pretende dar a conhecer às crianças a importância de Nossa Senhora na história do nosso país.
"Nossa Senhora na história de Portugal" foi apresentado no dia 26 de Abril, em Lisboa, no Museu dos Coches. Trata-se de um conjunto de vários contos, escritos por pessoas de diferentes sectores da sociedade e que tem a chancela da Lucerna/Patris. Ao todo são 15 contos com um denominador comum: a importância da figura de Nossa Senhora em várias etapas diferentes da história e evolução do nosso país.
Teresa Ameal, a coordenadora deste livro, juntou autores muito diferentes: se Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada já estão habituadas a estas aventuras, o mesmo já não se poderá dizer do economista João César das Neves ou mesmo dos Duques de Bragança. Entre as pessoas que contribuíram estão também Ângela Sarmento, António Bettencourt ou a jornalista Aura Miguel, que assina um conto sobre a forte ligação do Papa João Paulo II a Fátima e ao culto mariano.
Inserida no trabalho que o Movimento Apostólico de Schoenstatt tem vindo a desenvolver na área da educação, junto de crianças de todas as classes sociais e credos religiosos, e dando resposta ao pedido de pais, mães, professores e educadores que, trabalhando diariamente com crianças, detectaram a ausência de um livro que os estimulasse espiritualmente e lhes contasse a História das suas raízes, a publicação da colectânea de contos Nossa Senhora na História de Portugal corresponde a um sonho antigo dos editores.
Esta obra tem também o apoio do Patriarcado de Lisboa, num ano em que se realiza em Portugal o Congresso Internacional da Nova Evangelização, marcado para Novembro.
Nesse contexto, esta pode também ser entendida como uma forma original de evangelizar, como sublinhou o Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Manuel Clemente.
No prefácio, escrito Joaquim Veríssimo Serrão, salienta-se que esta obra com cerca de 100 páginas é feita “numa prosa límpida, pela mestria pedagógica e beleza de estilo, os autores deste livro recordam a multissecular comunhão entre a formação de Portugal e os valores eternos do Cristianismo. Não pode a divulgação da História erguer-se sem o apelo aos valores eternos do Cristianismo.”
A publicação desta obra quer responder ao recente comunicado da Conferência Episcopal Portuguesa, que ao analisar o actual momento político que o País atravessa, afirma ser “urgente criar uma onda de entusiasmo por Portugal”.
Índice
Apresentação (P. Francisco Cruz Sobral, ISch e Henrique Mota)
Introdução (Joaquim Veríssimo Serrão)
A primeira visita (João César das Neves)
Nossa Senhora e o primeiro Rei de Portugal (Thereza Ameal)
O Milagre de Nazaré (Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada)
Beato Nuno de Santa Maria – Herói e Santo (Duarte, Duque de Bragança)
As Rosas de Santa Maria (António O. Bettencourt)
A viagem (Maria João da Câmara)
A Rainha de Portugal (Isabel, Duquesa de Bragança)
Senhora Aparecida (Luiz Maria Cappio, Bispo da Barra)
Nossa Senhora e os franceses de Napoleão (Inês Dentinho)
Nossa Senhora dos Remédios (Ângela Sarmento)
Nossa Senhora de Fátima (Madalena Fontoura)
“Todo Teu!” (Aura Miguel)
Mãe Aparecida (Maria Teresa Maia Gonzalez)
Nossa Senhora do outro lado do Mundo( Aires de Campos)
A Visita da Mãe Peregrina (Maria Reis)

Neste momento, 40% do valor de todas as encomendas feitas através da Fundação Maria do Carmo Roque Pereira revertem para a sua creche e jardim-de-infância, uma IPSS que acolhe 50 crianças de meios socio-económicos desfavorecidos e que se debate com grandes dificuldades para se manter de portas abertas nestes tempos de crise.
Para encomendar basta enviar um e-mail para familia.ameal@gmail.com ou dir.fund.m.c.r.pereira@gmail.com , com o número de exemplares desejado, o nome e morada para receber em casa (portes gratuitos), e o comprovativo de transferência (12,5€ por livro) para o NIB da Fundação
Maria do Carmo Roque Pereira: CGD 0035 0355 0000 0255 8301 3
Para saber mais sobre as necessidades da creche clique AQUI

ENTREGA DO PRÉMIO INTERNACIONAL TERRAS SEM SOMBRA EM SANTIAGO DO CACÉM

Príncipe Pavlos da Grécia e Dinamarca em Santiago do Cacém na entrega do Prémio Internacional Terras sem Sombra.
A Igreja Matriz de Santiago Maior, em Santiago do Cacém recebe no próximo sábado, dia 7 de Maio a cerimónia de entrega do Prémio Internacional Terras sem Sombra 2011 cujo patrono é o Príncipe Pavlos da Grécia e da Dinamarca, Duque de Esparta que vai estar em Santiago nesse dia.
A cerimónia organizada em conjunto pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja e pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém visa a entrega de 3 prémios: à Soprano norte-americana Cheryl Studer, à Pontifícia Accademia Romana Di Archeologia e ao Prof. Mário Ruivo.
Às 17h00, O Príncipe Pavlos da Grécia e da Dinamarca, Duque de Esparta será recebido pelo Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, seguindo depois da Sala de Sessões do Município para a Igreja Matriz de Santiago Maior para a entrega dos prémios cujo inicio está agendado para as 17h30 e onde vão estar entre outras personalidades, Os Duques de Bragança, Dom Duarte Pio de Bragança e Dona Isabel de Bragança e o Núncio Apostólico em Portugal, Monsenhor Rino Passigato que visita Santiago do Cacém pela primeira vez.
O Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém considera esta cerimónia de “grande importância para o concelho na sua confirmação como local de grandeza histórica e patrimonial”.
Os Galardoados com o Prémio Internacional Terras sem Sombra 2011 são:
Música – Soprano Cheryl Studer (Estados Unidos da América), uma das vozes mais importantes da cena musical contemporânea, cantou nos principais teatros líricos do mundo inteiro e possui vasta discografia; são célebres as suas interpretações de obras de Richard Strauss e Richard Wagner.
Património Cultural – Pontifícia Accademia Romana Di Archeologia (Cidade do Vaticano). Instituição fundada no tempo da ocupação napoleónica de Itália e que cumpriu dois séculos de actividade científica em 2010, sendo uma referência no âmbito da Arqueologia e da História da Arte.
Salvaguarda da Biodiversidade – Prof. Mário Ruivo (Portugal). Pioneiro de renome internacional no âmbito da oceanografia. O Prémio será entregue por S.A.R. o Príncipe Pavlos da Grécia e da Dinamarca, Duque de Esparta. Dignam-se estar presentes SS.AA.RR., Os Duques de Bragança e S. Exª Revm.ª O Núncio Apostólico.
Dados Biográficos:
Príncipe Pavlos da Grécia e da Dinamarca, Duque de Esparta:
Pavlos, o Príncipe da Grécia, o príncipe da Dinamarca, nascido em 20 de Maio de 1967) é o filho mais velho de Constantino II, rei dos Helenos 1964-1973. Por descendência real, é membro do Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg linha da Casa de Oldenburg . Viveu em Nova York e em Londres onde trabalhou como consultor de investimento. O Príncipe Pavlos foi educado em Londres, no College de Londres Helénica. Foi treinado como um oficial do exército britânico na Real Academia Militar de Sandhurst , antes de tomar uma comissão de três anos com a Royal Scots Dragoon Guards . Frequentou a Universidade de Georgetown em Washington, DC, graduando-se em 1993 em Relações Internacionais, Direito e Organização.Pavlos é fluente em grego, alemão, Inglês, Italiano, Francês e Espanhol.
D. Rino Passigato, Núncio Apostólico:
D. Rino Passigato tem 67 anos e uma vasta experiência como embaixador da Santa Sé. Dom Rino Passigato, nasceu em Bovolone, Itália. Foi ordenado padre em Verona, em 1968, e nomeado arcebispo em 1991. Actuou na nunciatura da Bolívia entre 1996 e 1999 e no Peru entre 1999 e 2008.
Um monumento que une Portugal e a Grécia
A escolha da matriz de Santiago do Cacém para acolher o Príncipe dos Helenos prende-se com a história do monumento, sede de uma antiga colegiada da Ordem militar de Santiago. Esta igreja possui velhos laços com a Grécia, pois foi construído, cerca de 1310, por iniciativa de uma princesa bizantina, D. Vataça, neta do imperador Teodoro II Lascaris, imperador de Niceia (hoje Iznik), e de sua esposa Helena da Bulgária. Fontes antigas chamam-lhe “neta do imperador da Grécia” ou “rainha dona Betaça da Grécia”. O seu túmulo, na Sé Velha de Coimbra, ostenta as águias de asas abertas, próprias da heráldica imperial de Bizâncio.
O Tesouro da Colegiada de Santiago conserva uma relíquia do Santo Lenho ou Lignum Crucis, doada por Vataça. A Igreja Católica aceitou a autenticidade desta relíquia, que foi confirmada por D. Fr. Manuel do Cenáculo, bispo de Beja, em 1779. São famosos os milagres obtidos por seu intermédio, especialmente durante as secas e as epidemias de gafanhotos que dizimavam as colheitas. A presença de um vestígio tão significativo da Paixão e Morte de Cristo contribuiu, ao longo dos séculos, para prestigiar Santiago do Cacém, realçando a sua importância no Caminho de peregrinação para Compostela.
Alentejo Litoral

quarta-feira, 4 de maio de 2011

REI, PRESIDENTE, DEMOCRACIA, O ESTADO DA NAÇÃO VISTO POR DUARTE SEABRA CALADO

Esta semana é nosso convidado o meu amigo Duarte Seabra Calado, Presidente da Juventude Monárquica de Lisboa.
Rei, presidente, democracia, o estado da nação visto por uma das figuras cada vez mais influentes no mundo monárquico.
1. Se Portugal atravessa uma crise, em que é que um regime monárquico poderia ajudar?
Não se pode ver a questão da Monarquia como o Sebastianismo, que vinha salvar todos os problemas, era a resolução dos males nacionais, não é isso. Vejo na Monarquia imensas vantagens que não consigo ver no regime republicano (Português).
Todos os ex-Chefes de Estado viram o barco afundar e como “naturais maus comandantes”, deixaram o “barco” ir ao fundo e hoje, não estando no “PODER” fogem às responsabilidades e até se juntam para pedir união e esforços, dessa forma penso que mudar parte do problema seria um enorme começo.
O Rei é o natural Chefe de Estado e é símbolo de confiança, de responsabilidade no cargo, transparência para com o Povo e acima de tudo, união Nacional! O regime Monárquico tem esta enorme vantagem / qualidade, como o Rei vive para o Povo e do Povo, não para uma maça específica nem sequer precisa da dita máquina financeira e partidária, está acima de qualquer pressão, é sem dúvida o garante da resolução das crises politicas.
Com os Presidentes da República isso não acontece, pode-se ver o actual Presidente da República, constantemente “ atiçar a guerra partidária”, a ser uma das principais caras das tristes histórias políticas actuais, é parte do problema e não da solução!
Na tomada de posse do PR (segundo mandado), assistimos ao incrível e triste discurso, que animou os anti-socrates e desiludiu os pró-socrates, e a mim Monárquico deu me mais certezas que esta República não pode nunca funcionar, é contra-natura.
É engraçado pensar na incoerência da tomada de posse do Chefe da Nação, a suposta figura que garante independência Nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas, começar os seus trabalhos às avessas com mais dum terço do parlamento! E é nisto que vejo os benefícios duma Monarquia, não se vê o Rei de Espanha por exemplo abrir guerras com qualquer governo, ao nível de telefonemas e comentários na internet! A Rainha de Inglaterra é Chefe de estado de Austrália, Irlanda do Norte, Canadá, Granada, Bahamas, Barbados, Jamaica e entre outros e nunca houve qualquer tipo de problemas deste nível entre governo e Chefe de Estado, é por natureza símbolo de isenção.. 2. Como classifica o actual estado da Nação?
Se disser que estamos óptimos, estaria a imitar o nosso Primeiro-ministro (em gestão) e não seria coerente e acima de tudo consciente do real estado económico e político do Pais.
Penso que a fraca elite política que nos é apresentada é uma das grandes origens desta crise. Infelizmente e sem querer fazer o “cliché”, já não se aguenta estes políticos. Custa-me pensar que um homem como José Sócrates, que nos levou ao abismo sempre com coroa de glória, que nos fazia crer que estava a levar a rumos certos e produtivos, possa vir a ganhar uma terceira eleição, isto é duma falta de responsabilidade Nacional e de loucura geral sem explicação. Mas também não se encontra no maior partido da oposição qualquer diferença. Por isso os tempos que se advinham não vão ser fáceis. Seja o que Deus quiser!
3. Se pudesse constituir uma equipa de Salvação Nacional, quem seria e o porquê?
Não sei se isso seria o mais viável neste momento, mas a fazê-lo, punha sem dúvida, pessoas com experiência e provas dadas, como por exemplo a Dra. Manuela Ferreira Leite de quem tenho a melhor impressão e admiração, pela sua honestidade pessoal e política, e competência profissional, Prof. Medina Carreira, Dr. Bagão Félix, Dr. Jaime Gama, Dr. Oliveira Martins, Dr. Luís Amado, o economista Vítor Bento, nomes que conseguem ter um consenso alargado e uma confiança essencial para os dias de hoje.
4. Qual a Real possibilidade da República Portuguesa passar a ser uma Monarquia Constitucional Portuguesa? O quê que é preciso?
Terá de perguntar isso aos grupos parlamentares, visto que só eles o podem responder, está nas mãos do Parlamento, pensar em referendar a democrática República Portuguesa, isso seria sem dúvida a melhor maneira de festejar os 100 anos de República, perguntar ao Povo Português se queria viver nela…
5. Quem gostaria de ver entrevistado?
Sem a menor dúvida, O Senhor Dom Duarte, que tem sempre umas opiniões muito interessantes sobre diversos assuntos.

XVII CONGRESSO DA CAUSA REAL - 14 DE MAIO DE 2011

Realiza-se no próximo dia 14 de Maio no Porto, no Auditório do Palácio da Bolsa, o XVII Congresso da Causa Real, com a seguinte Ordem de trabalhos:
09:30 – Credenciação dos Congressistas;
10:30 – Abertura e verificação de quórum;
1- Apreciação do Relatório de Actividades e Contas;
2- Eleições para completar o mandato de 2009/2011;
3- Outros Assuntos;
12:30 – Intervalo para almoço;
15:00 – Apresentação do tema MENSAGEM MONÁRQUICA E COMUNICAÇÃO por João Távora, Leonardo Melo Gonçalves e João de Moraes Palmeiro.
1- Princípios da comunicação política online.
- Boas práticas, tecnologia e rotinas;
2 – Blogues, Redes Sociais, Sites.
- Como ligar, potenciar e crescer;
- A importância dos motores de busca;
3 – Reais Associações Online.
- Como ganhar amigos e influenciar pessoas;
Pausa para café
4 – Comunicação Social escrita.
17:00– Conclusões e Encerramento.
INSCRIÇÃO NO CONGRESSO no Auditório do Palácio da Bolsa
■CONGRESSISTAS – 50 €
■OBSERVADORES – 40 €
JANTAR DE SÁBADO, dia 14, no Hotel Porto Palácio, com SS.AA.RR., Os Duques de Bragança.
■CONGRESSISTAS e CONVIDADOS – 45 €
■CONGRESSISTAS e CONVIDADOS (< ou = 30 anos) – 35 €
As inscrições no Congresso dos Congressistas (Delegados e Observadores) bem como a reserva para o Jantar devem ser efectuadas até ao dia 10 de Maio.
Mais informações AQUI

O ESTADO LEVA-NOS TUDO!

Um Estado que esmifra quem trabalha, protege quem especula e subsidia quem não quer fazer nada (ou quem está preso!) além de privilegiar as cunhas de parentesco, “grupo” ou partidárias, é um Estado de um país sem futuro, à beira dos maiores precipícios.
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Já plantei árvores, tenho filhos e escrevi livros. Posso, pois, segundo um ditado popular, partir desta vida e passar a outra “dimensão”. Mas lamento já cá andar há 56 anos e não ver melhorar um rol de coisas extenso, que não pára de aumentar. E da melhoria das pequenas coisas se poderia partir para outras mais importantes. Foi desse modo que Nova Iorque se tornou, possivelmente, mais segura, hoje em dia, que Lisboa…
Livros escrevi cinco, mas só deste último consegui auferir, até hoje, alguns direitos de autor. O mundo editorial não foge à pandemia geral (essa sim, real), de desonestidade em que vivemos. Já fui vítima de algumas coisas que se tornaram corriqueiras: deslizamento temporal das promessas de pagamento; falências, quiçá fraudulentas; desaparecimento do mercado por fraude; e até um “não tenho dinheiro para lhe pagar, pois ninguém me paga, olhe só lhe posso pagar em livros…”.
Quando finalmente recebo uns assinaláveis 10% (!) pelo preço de venda de cada exemplar, sou informado que tenho que pagar 7,5% de IRS sobre o total recebido, para os cofres da Fazenda Pública.
Usando de um pouco da ousadia que me pregaram nos bancos da escola militar, que frequentei, resolvi interrogar-me: porquê?
Ou seja com que direito e por que bulas, as finanças – que na Idade Média só cobravam impostos depois de aprovados em Cortes onde estavam representados o Clero, a Nobreza e o Povo – se arroga o direito de me espoliar de 7,5% do meu trabalho a que pomposamente apelidam de “propriedade intelectual”?.
Vejamos, eu não sou profissional desse território; escrevi o livro nos meus tempos livres, não tendo para isso usufruído de nenhum “serviço” do Estado; usei papel, canetas, computador, net, consultei bibliotecas, comprei outros livros e mais um conjunto de consumíveis sobre os quais esse mesmo Estado já me cobrou impostos – para além de estar a contribuir para o PIB – dou trabalho à editora, à distribuidora e ajudo no negócio dos livreiros, ou seja estou a contribuir para o emprego de muita gente. Finalmente, dou o meu contributo para a cultura nacional – notem que até escrevo com pontuação e tudo! – e que fez o Estado? Pois o Estado vai-me esbulhar de 7,5% de uma pequena mais-valia que obtive exclusivamente com a iniciativa e trabalho próprio. O Estado não me taxa, agride-me e tira-me, por completo, a vontade de com ele colaborar.
O Estado está assim a incorrer na falta em garantir a Justiça e o Bem-Estar dos cidadãos que é suposto servir, que, juntamente com a Segurança, são os três únicos desígnios para os quais existe e foi inventado.
Poder-se-á argumentar que este imposto contribui para o Bem Geral, mas essa tirada só faz ouvir o gargalhar mais longe e mais audível.
Nem os outros cidadãos têm o direito de usufruir de nada para o que não concorreram, nem eu me sinto no dever de tal partilhar, a não ser por deliberação própria.
Um Estado que esmifra quem trabalha, protege quem especula e subsidia quem não quer fazer nada (ou está preso!) além de privilegiar as cunhas de parentesco, “grupo” ou partidárias, é um Estado de um país sem futuro, à beira dos maiores precipícios.
Não se acerta uma.
João José Brandão Ferreira
TCor/Pilav(Ref)
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Imagem: O livro "Em nome da Pátria - Portugal, o Ultramar e a Guerra Justa" é uma das obras escritas pelo Tenente-Coronel Brandão Ferreira, constituindo um notável contributo para a História de Portugal e da guerra que tivémos de sustentar para defender as nossas Províncias Ultramarinas.

terça-feira, 3 de maio de 2011

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "REINO SEM CORTE"

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Histport
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Sinopse
A 29 de Novembro de 1807 o Príncipe Regente, o governo e os principais membros e funcionários da Corte partiam para o Brasil. Napoleão era assim impedido de aprisionar o soberano e de o utilizar para legitimar o desmembramento de Portugal, como havia já feito noutros países europeus. A transferência do poder político para uma colónia era caso único na época. Portugal negoceia com a Grã-Bretanha o auxílio militar e financeiro para reconquistar a independência. A Grã-Bretanha, encorajada pela revolta popular em Espanha e pelo abandono da sua aliança com Napoleão, envia o grosso do seu exército para Portugal, integrando o Exército português. As forças Aliadas irão sair vitoriosas daquela que foi uma longa guerra peninsular, que só terminou com a invasão da França. Durante anos, Portugal foi invadido e atormentado, com a Corte a meses de distância, uma regência nem sempre em consonância com o governo no Brasil, e debatendo-se com um comando militar aliado inglês com ambições económicas e de controlo político. A população experimentou profundas e significativas mudanças na vida nacional. O país foi abalado por um conflito que causou inúmeras perdas humanas e profundas mudanças na estrutura económica e social. As bases económicas tradicionais ficarão afectadas pela perda do monopólio do comércio do Brasil pela crispação com a permanência da Corte e dos governantes no Rio de Janeiro. As necessidades criadas pela guerra, a ausência de numerosas elites nacionais e o aparecimento de novos quadros dirigentes em todos os sectores, sobretudo procedentes da burguesia urbana, aceleraram novas correntes de pensamento e de sensibilidades. Este livro apresenta uma série de textos, numa perspectiva interdisciplinar, que revisitam a História no início do período do Portugal Contemporâneo, pondo em evidência os processos de construção da memória de um Reino sem Corte, entre a continuação do quotidiano e o debate institucional que se projecta no futuro.
Tribuna da História

MISSA DO 7º DIA DA PRINCESA DONA THEREZA D'ORLEANS E BRAGANÇA VOLTA A REUNIR VÁRIAS FAMÍLIAS REAIS EUROPEIAS NO ESTORIL


Revista "VIP" DE 02 a 09-05-2011
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segunda-feira, 2 de maio de 2011

CONVERSAS REAIS - JANTAR DEBATE

A Real Associação de Lisboa promove no próximo dia 11 de Maio, quarta-feira pelas 20h00, o 2º Jantar - Debate “Conversas Reais”, sob o tema “Economia: Portugal tem solução?“, que contará com a presença dos convidados especiais Luciano Amaral, professor de História Económica da Universidade Nova de Lisboa e o jornalista e comentador de economia Martim Avillez de Figueiredo.
O Jantar decorrerá em Lisboa no Restaurante Maritaca na Av. 24 de Julho, 68F (ao lado da discoteca Kapital).
Aberto a não sócios.
Reserve desde já o seu lugar comodamente na nossa loja online ou contacte-nos pelo Telefone: 21 342 81 15. As reservas são limitadas à capacidade da sala.
Mais informações AQUI

S.A.R., DOM DUARTE NO PROGRAMA "BOA TARDE" DA SIC NA SEQUÊNCIA DO CASAMENTO REAL OCORRIDO EM LONDRES

S.A.R., O Duque de Bragança fala sobre as ligações afectivas e históricas que existem entre a Família Real e a população de um país. Transmitido a 29-Abr-2011 na SIC no programa "Boa Tarde", na sequência do Casamento Real ocorrido em Londres.

S.A.R., O  Duque de Bragança comenta o seu casamento e como os portugueses o viveram de forma entusiasmada. Transmitido a 29-Abr-2011 na SIC no programa "Boa Tarde", na sequência do Casamento Real ocorrido em Londres.
S.A.R., O Duque de Bragança fala sobre o prestígio e as receitas geradas pelo mediatismo do Casamento Real e questiona algumas opções em Portugal, nomeadamente as Jóias da Coroa não estarem expostas. Transmitido a 29-Abr-2011 na SIC no programa "Boa Tarde", na sequência do Casamento Real ocorrido em Londres.

domingo, 1 de maio de 2011

HABEMUS BEATUM

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S.A.R., DOM DUARTE ACOMPANHA A IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA A SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima chega sábado a São Tomé e Príncipe, anunciou a companhia aérea daquele país, que em colaboração com a diocese local é responsável pela viagem.
A visita, que decorrerá entre os dias 30 de Abril e 04 de Junho, será a primeira da Imagem Peregrina a um país africano de língua portuguesa após a independência.
Integram a comitiva que acompanha a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, o anterior Bispo de São Tomé e Príncipe, D. Abílio Ribas, Dom Duarte de Bragança, Herdeiro do Trono Português, e o empresário António Oliveira, ex-selecionador nacional de futebol, entre outras personalidades.
Num extenso programa religioso, a Imagem visitará várias igrejas e capelas de São Tomé e Príncipe, pela primeira vez em 50 anos, um evento histórico que terá como ponto alto a pernoita na Capela situada no Ilhéu das Rolas.
notícias.sapo - 29-04-2011Lusa/Fim
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S.A.R., O Senhor Dom Duarte levou a imagem peregrina de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa para integrar na procissão de amanhã, uma vez que Nossa Senhora de Fátima irá permanecer na Igreja de Nossa Senhora da Conceição.