quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

SOBREVIVÊNCIA DAS MONARQUIAS, SIMPLICIDADE É O ÚLTIMO GRAU DE SOFISTICAÇÃO

Ninguém pode negar a atracção pelo barroco burocrático que o Positivismo trouxe, entre requerimentos, delegações, comissários, representantes, lobbistas, deputados, sindicalistas e demais representações das vontades de grupo as Repúblicas tendem a assumir a complexidade como objectivo a alcançar. Entre estruturas eleitorais que nem os eleitores percebem (a última moda nos EUA é discutir a relevância e de onde apareceu o colégio eleitoral,  não sendo despiciente a aversão de muitos burocratas ao comportamento das Democracias, é particularmente interessante que este assunto com alguns séculos seja discutido de 4 em 4 anos) e alterações legislativas que trazem os seus autores à praça a explicar o que lhes ocorreu na altura …como frequentemente acontece em Portugal com Jorge Miranda e anualmente (por vezes mensalmente) com o Tribunal Constitucional.
A Constituição Portuguesa é particularmente longa e aparte o facto do documento (que é a Lei fundamental)  nem se referir ao País que a maioria esmagadora dos portugueses julga viver (leia-se Portugal) não deixa de ser interessante que o corpo legislativo julgue ser perceptível ao cidadão comum um documento que eles próprios não compreendem na sua total extensão. O cidadão não compreende e assume estar-se nas tintas sempre que existe um sufrágio, reserva a sua opinião para si, assume o representante saber o que ele pensa…o que se vislumbrou no Brexit, um desastre democrático. 
É compreensível que suscite alguma falta de temperança e mesmo algum ódio que hajam países onde um senhor de bigode que representa uma linhagem dinástica com 800 anos ainda suscite uma discussão que já deveria estar enterrada há mais de um século (para alguns) ou que uma senhora de idade que fala pouco sem qualquer tese publicada , poderes públicos constitucionais, sufrágio garantido e que só está no posto por ter um certo sobrenome tenha mais influência do que o académico mais apoiado popularmente e com mais ideias de como alcançar o paraíso terrestre. A Monarquia parece uma negação ao racionalismo político e a mera simpatia por esta um indício de demência , a verdade não podia estar mais longe.
A actual discussão na GB assenta na possibilidade de o Brexit ter consequências ao nível do palácio de buckingham, mas poucos podemos discordar (na Europa) que o impacto político teria sido muito mais nefasto se em vez de o Referendo - ganho por um partido populista minoritário - ter ocorrido na GB, este tivesse ocorrido na Alemanha. Os impactos económicos não seriam a principal preocupação e este simples exercício arrasta a relevância de um regime onde o Chefe de Estado é escolhido por sucessão dinástica.
A Incerteza no futuro é maior num sistema onde um populista pode ser eleito a um cargo com poderes efectivos do que a residual certeza na bonomia familiar de uma Casa Real, onde o único Poder efectivo (hoje aceite nas Democracias) é a identificação nacional. O único atentado à racionalidade da “superioridade moral republicana”é a certeza do que a simplicidade é mais eficaz e de que o histórico devia ser um critério para avaliar o mérito de qualquer regime.
Contrariamente aos regimes republicanos, que nada mudaram desde o sec XVIII, mantendo o formalismo Institucional que vigorava nas Monarquias desse século (particularmente relevante para os EUA , Rússia e França) as Monarquias Democráticas mudaram e muito. Consoante as mudanças sociais e valores políticos, os monarcas passaram de indivíduos extraordinários para a pura normalidade partilhando os mesmos defeitos e expectativas que o cidadão médio. As pessoas estão interessadas nas suas vidas privadas e relacionam-se com eles ao nível individual percebendo que as suas expectativas não diferem grandemente das de todos e que o erro na simplicidade será sempre menor do que dar um salto no desconhecido. Os ingleses lembram-se de Cromwell, muito proveitoso seria para os portugueses lembrarem-se do que foi o último século
Ricardo Gomes da Silva - O Manto do Rei

VEJA NOVAMENTE: FAMÍLIA REAL PORTUGUESA: 20 ANOS DEPOIS



Jantar dos Conjurados de 2016
Fonte: Real Associação da Beira Litoral

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

PAZ E AMOR

Natal época de felicidade e paz. Esperamos que o Mundo dê conta do mal que está a fazer a si próprio. Pensemos na paz e tranquilidade dos povos.
A todos os que visitam este blog desejo-vos um Santo Natal e um Ano Novo cheio de realizações!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

RELEMBRAR S.A.R., O SENHOR DOM DUARTE NUNO DE BRAGANÇA


Correm este ano quatro décadas sobre a morte daquele que poderia ter sido o salvador do Estado português. Salazar foi excessivamente português no tratamento da questão sucessória que era, afinal, a mais importante. Salazar, sabendo-o, não foi suficientemente lúcido para fazer essa escolha entre a restauração e o caos. Adiou, quis satisfazera todos, nem um sucessor escolheu e, finalmente, morreu e o poder passou para quem já evidenciava os traços desta gente que manda no país desde 1968.

Salazar sabia que o Marcelo era um biltre, que dizia mal do regime e conspirava, mas deram-lhe o poder. Marcelo foi o grande responsável pela inviabilização da solução monárquica. Os Bragança haviam cumprido escrupulosamente tudo o que Salazar pedira por ocasião do regresso da família real a Portugal, mas nada lhes foi restituído, vivendo apartados da vida pública e do contacto com os portugueses. Foi-lhes até negado um trem de vida compatível com a sua condição. A família viveu numa pelintrice indigna e até a suprema afronta de lhe destinarem uma casa onde chovia.

Era a faceta mesquinha e aldeã de Salazar. Podendo ter arranjado um Rei de graça, um excelente Américo Tomás de sangue azul, um homem gentil e de carácter muito alemão, preferiram o caminho mais cómodo, ou seja, nada fazer.

A restauração devia ter ocorrido em 1955 ou 1956, mas o congresso da União Nacional de 1951 impediu-o. A União Nacional passou a ser republicana. O congresso, ao votar pelo encerramento da questão do regime, deixou de poder apontar um futuro estável após o passamento do seu líder e fundador. Marcelo conseguiu-o. Era a diferença entre Salazar e o Marcelo. Como camponês, Salazar entendia a monarquia como um dado relevante do carácter nacional; Marcelo via-a como uma limitação às suas ambições de micro-burguês cheio de complexos de classe. Durante os 14 anos que sobravam a Salazar, teriam formado uma inteira geração de servidores da Coroa. E o que tivemos logo a seguir ? A campanha do Delgado. Compreende-se que depois de 1958, os monárquicos se tenham despolitizado até aos extremos de hoje.

Até partidos poderiam ter inventado. Com uma monarquia restaurada, não teria havido golpe, revolução nem descolonização nos termos em que esta se processou. Poderia, quando muito muito, ter havido um regime à europeia, mas muito ao centro, como houve em Espanha - algo como uma UCD - sendo até possível uma democracia com muitos traços da doutrina salazariana. Se se tivesse optado por essa solução, a descolonização ter-se-ia projectado para os anos 80 ou 90, quando a URSS entrou em colapso. Não esqueçamos que entre o 25/A e a chegada de Gorbachev medeiam apenas 9 anos. Teria então sido possível negociar com os movimentos. Em 1985 , com a URSS transformada num monte de entulho, eles já seriam bem mais mansos. Mesmo que Angola e Moçambique se tivessem tornado independentes, teriam ficado Cabo Verde, S. Tomé, Cabinda e Timor. 

Uma monarquia não requer grandes Reis. Basta ter um Rei, é o suficiente. Como se vê, a monarquia não era apenas uma questão decorativa. Era central. Portugal teve essa oportunidade e deitou-a fora.



PORTUGUESES:
Sempre meus Avós vos anunciaram o nascimento de seus Filhos — e sempre essa notícia encheu de contentamento e certeza todos os lares portugueses. Para a Nação, nas Instituições que represento, o nascimento dum Príncipe ou duma Princesa confirmava a continuidade da vida nacional, unida no mesmo amor.
Sejam quais forem os tempos, de longe ou de perto, vós sois para mim o mesmo que fostes para os meus Antepassados: o Povo querido e glorioso que melhor serviu a Deus e à sua Terra e mais amou os seus Reis. Por isso vos anuncio, como Eles anunciavam, o nascimento de meu Filho, oferecendo a sua vida ao bem de Portugal com o mesmo fervor com que há muito consagrei a minha.
Herdeiro de deveres imprescritíveis, acima de interesses pessoais e de partidarismos, dou-vos nesta hora de interrogações e ansiedades que oprimem, a certeza de que não findará no meu Lar a consciência das responsabilidades que me prendem a Portugal e à felicidade de todos os Portugueses.
De todos vós, sou o único a quem as circunstâncias não permitem viver nessa terra bendita que meus Avós tanto dilataram. Quero-lhe, porém, dobradamente e ao seu Povo, na saudade constante a que a separação me força. O vosso coração deve compreender isto. E compreender também que, quanto tenho sofrido no exílio, só me faz desejar que nenhum de vós o sofra.
Unamo-nos todos. Temos de favorecer a harmonia, a ordem de que a Nação precisa. Mas igualmente vos digo que não renuncio nem fujo a nenhuma das minhas responsabilidades históricas. E espero que a vossa consciência colectiva vos mostre, num profundo instinto acordado, que só na Monarquia reencontrará as garantias, direitos e liberdades derivadas dum Poder que, por ser legítimo e natural, não depende de divisões nem de egoísmos.
Antes de tudo, preocupa-me a existência dos pobres, dos necessitados, dos trabalhadores; e, num aumento geral de riqueza, o conjunto de providências que a todos devem levar pão e alegria. Penso, do mesmo modo, no nosso lugar no mundo e no completo resgate da civilização que Portugal tão largamente difundiu e tantos males e experiências têm ameaçado. Estas preocupações e os sentimentos de justiça que as determinam, derivam dos fundamentos morais dos princípios que sustento, da própria ética cristã que os formou, sem necessidade de outras razões.
Desejo ainda notar a circunstância feliz do meu Herdeiro ter nascido nas primeiras horas de paz no Ocidente e da vitória da nossa aliada, a Grã-Bretanha, a quem nos prende, e ao seu Rei, uma amizade muitas vezes secular, sem esquecer outras nações a nós ligadas pelo sangue, pelo espírito e pela afinidade de interesses europeus ou universais.
E podeis acreditar que, em meu Filho, continuará a dedicação com que vos acompanho, pensando só no bem de todos vós e na grandeza da Pátria.
Duque de Bragança.
( D. Duarte Nuno de Bragança)

(In Dom Duarte Nuno de Bragança — Um Rei que não Reinou. Testemunhos sobre a vida e a obra de Dom Duarte II Chefe da Casa Real de Bragança, Lisboa, 1992, pp. 233-234)





domingo, 11 de dezembro de 2016

PEREGINAÇÃO DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA AO SANTUÁRIO DE VILA VIÇOSA





NO DIA 8 DE DEZEMBRO PASSADO CELEBROU-SE O DIA DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE VILA VIÇOSA

Imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Vila Viçosa,
Padroeira de Portugal 
A 8 de Dezembro, a igreja Católica comemora a Festa da Imaculada Conceição, definida como uma festa universal em 28 de Fevereiro de 1476 pelo Papa Sisto IV (1414-1484).
De acordo com o dogma católico, a Imaculada Conceição é a concepção da Virgem Maria sem mancha ("mácula" em latim) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi protegida por Deus, da falta de graça santificante que atormenta a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina. Proclama igualmente que a Virgem Maria viveu uma vida isenta de pecado. 
A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX (1792-1878) na sua bula “Ineffabilis Deus” em 8 de Dezembro de 1854. A encarnação de Jesus no ventre da Virgem Maria exigia que ela estivesse completamente livre de pecado para poder gerar seu Filho. A Igreja Católica considera que o dogma é apoiado pelos textos bíblicos [Gênesis (3:15), Cântico dos Cânticos (4:7), (Êxodo 25:10-11), (Jó 14:4), (Deuteronómio 10:3) e (Apocalipse 11:19)], bem como escritos de Padres da Igreja, como Irineu de Lyon (c. 130-202) e Ambrósio de Milão (340-397). 
A imagem de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, em pedra de ançã, encontra-se no altar-mor do Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, estando tradicionalmente coberta por ricas vestimentas, muitas delas oferecidas por Rainhas e damas da Casa Real Portuguesa. Segundo a tradição, a imagem da padroeira terá sido oferecida pelo Condestável do Reino, D. Nuno Álvares Pereira (1360-1431), que a terá adquirido em Inglaterra.
O Santuário fica situado dentro dos muros medievais do Castelo da Vila, exactamente no local onde outrora se erguia a ermida gótica consagrada a Nossa Senhora do Castelo, fundada por D. Nuno Álvares Pereira. Em finais do século XIV, D. Nuno Álvares Pereira fez consagrar esta igreja a Nossa Senhora da Conceição, sendo o primeiro templo em toda a Península Ibérica a Ela consagrado e antecedendo em quase 500 anos a definição do dogma da Imaculada Conceição. O actual Santuário resulta da reforma levada a cabo em 1569, no reinado de D. Sebastião. 
.  Em finais do séc. XIV, a Guerra da Independência contra Castela (1383-1385) enraizou nos portugueses a veneração a Nossa Senhora da Conceição, a qual viria a ser aprofundada no decurso da Guerra da Restauração (1640-1668).
Por provisão régia de D. João IV (1604-1656), de 25 de Março de 1646, referendada em Cortes Gerais, Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, foi Proclamada Padroeira de Portugal e a partir de então nunca mais os monarcas portuguesas da Dinastia de Bragança voltaram a usar a coroa real na cabeça, uma vez que D. João IV depositou a sua coroa os pés da imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Vila Viçosa.
Em 6 de Fevereiro de 1818, o Rei D. João VI (1767-1826) agradece à Padroeira a resistência nacional às invasões francesas e concede nova benesse ao Santuário, erigindo-o cabeça da nova Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
No Santuário de Vila Viçosa estão sediadas as Confrarias de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, fundada por D. Nuno Álvares Pereira e a Confraria dos Escravos de Nossa Senhora da Conceição.
No dia 8 de Dezembro de cada ano, dia da solenidade da Imaculada Conceição, Padroeira de Portugal, decorre uma grande peregrinação anual ao Santuário de Vila Viçosa.
  


sábado, 10 de dezembro de 2016

IMPRENSA. ANIVERSÁRIO DE S.A.R., A SENHORA DONA ISABEL


No dia 22, Dona Isabel de Bragança completou 50 anos. A mulher de Dom. Duarte Pio de Bragança não quis assinalar esta emblemática ocasião com nenhum programa especial. Bem pelo contrário, Don Isabel preferiu assistir à missa das 19h00 na Igreja da Encarnação, no Chiado, celebrada pelo padre João Seabra, na companhia dos filhos, Afonso, de 20 anos, Maria Francisca, de 19, e Dinis, de 17, fruto do casamento de 21 anos com o pretendente ao trono de Portugal.
Em seguida, e em família, seguiu-se um simples jantar.
“É assim que gosto de celebrar, agradecendo o dom da vida e todos juntos. Ter uma família unida é o maior presente que posso ter. Pedi a Deus saúde e discernimento para tomar boas decisões na nossa vida”, revelou a aniversariante.
Por seu lado, D. Duarte de Bragança revelou à Lux que os filhos prepararam algumas pequenas lembranças. Uma delas bem curiosa e original.
“A Maria Francisca [que se ausentou no momento da foto para a Lux] ofereceu-lhe uma cabra-anã, que como era impossível ficar no apartamento, teve de ir para a nossa quinta, em Sintra”, contou, divertido.
Revista Lux

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

IMPRENSA: JANTAR DOS CONJURADOS


Revista Caras de 8 de Novembro de 2016https://4.bp.blogspot.com/-ha6V1qjaLKM/WEhyMyVwrCI/AAAAAAAAjlE/GU8A0ky5smoiTUWuXmuRg7HQUY_pMXE8ACLcB/s1600/revista%2Bflash1.bmp

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Revista Caras de 10-12-2016

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Revista "flash" de 08-12-2016