quarta-feira, 12 de outubro de 2016

MONÁRQUICOS RECORDAM RAINHA DONA AMÉLIA

Fonte: Gazeta do Interior de 05-10-2016

5 DE OUTUBRO DE 1910: INFAUSTA DATA


“Atolados há mais de um século no mais funesto dos ilogismos políticos, esquecemo-nos de que a unidade nacional, a harmonia, a paz, a felicidade e a força de um povo não tem por base senão o rigoroso e exacto cumprimento colectivo dos deveres do cidadão perante a inviabilidade sagrada da família, que é a célula da sociedade; perante o culto da religião, que é a alma ancestral da comunidade e permite o culto da bandeira, que é o símbolo da honra e da integridade da Pátria.
Quebrámos estouvadamente o fio da nossa História, principiando por substituir o interesse da Pátria pelo interesse do partido, depois o interesse do partido pelo interesse do grupo, e por fim o interesse do grupo pelo interesse individual de cada um”.
Ramalho Ortigão

Comemorou-se, mais uma vez, a implantação da República, com a presença do actual Presidente da mesma.
É um feriado de má memória.
As revoluções, como tudo na vida, valem ou devem ser avaliadas e julgadas, pelos seus resultados, no que deram origem a coisas positivas para a vida em sociedade e o prestígio e a dignidade da Nação.
Ora não consta que do 5 de Outubro de 1910, salvo uma ou outra medida pontual, tenha resultado algo de positivo.
Antes pelo contrário, deu origem a um descalabro político, social, económico, financeiro e moral, catastrófico, que desqualificou o país e demorou 16 anos a parar e muitos outros a inverter.
Foi, por isso, uma data das mais funestas de toda a História de Portugal.
Quando o governo do jovial Passos Coelho cometeu a inabilidade de querer mexer nos feriados, poderia ter feito uma boa acção mudando a razão deste – essa sim relevante – para a comemoração do Tratado de Zamora, assinado no mesmo dia, mas em 1143.
Assim não se fez e, por isso, o 5 de Outubro devia ser um feriado de profundo silêncio e meditação.
A Monarquia estava, sem embargo, ferida de morte, desde a revolução - maçónica e jacobina – que implantou o Liberalismo em Portugal, em 1820.
Esta revolução estilhaçou a coesão nacional, tornou o monarca e a família real, em figuras pouco mais do que decorativas e lançou as sementes da guerra civil. E “ela” veio e durou (e devorou-nos), por cerca de 30 anos (de facto, até 1933…).
Quando um dos nossos melhores Reis, o esclarecido Rei D. Carlos I, quis assumir o que lhe competia, face à bandalheira em que o país voltara a cair, logo o assassinaram vilmente. Estava-se a 1 de Fevereiro de 1908.
Dali ao 5 de Outubro (de 1910) foi um pulo recheado de ignomínias.
É certo que foi o comportamento cobarde e pouco esclarecido, quando não traidor, de muitas figuras monárquicas bem como a acção desprezível, corrupta e inepta dos partidos políticos monárquicos, os principais culpados do avanço dos republicanos - que, note-se, gozavam das maiores liberdades para a sua acção política e social – e na falta de coragem na repressão das sucessivas ilegalidades que foram cometendo.[1]
De tal modo assim foi, que um arguto jornalista, creio que brasileiro, telegrafou para a sua redacção, no dia 5/10, noticiando que “após várias tentativas, alguns grupos de monárquicos conseguiram implantar a República em Portugal”. Queria ele dizer, em Lisboa, já que para o resto do país, a mesmo entrou em vigor por telégrafo…
De facto, foi uma organização subversiva, revolucionária e secreta, importada, que dava pelo nome de Carbonária, que teve a despesa da acção.
Criou células, infiltrou quartéis, sobretudo na Armada, e eram exímios na utilização de “bombas”.
Mesmo assim, quase tudo falhou, salvando-se 500 civis, poucos sargentos e um guarda-marinha – que montou a cavalo pela primeira vez nesse dia – de seu nome Machado Santos, e meia dúzia de peças de artilharia, que se entrincheiraram na Rotunda. E dois cruzadores amotinados no Tejo.
A Marinha e o Exército, basicamente deixaram cair a Monarquia (que tinham jurado defender), e as forças fiéis que restavam, renderam-se sem que nada o justificasse, a não ser o desnorte e a desmoralização reinante.
O regime estava podre e não encontrou forças para se regenerar. Foi por isso que o “Estado Novo” substituíu um e outro.
Os Republicanos podiam ter aproveitado a oportunidade que tiveram, quase de bandeja, e o país apalermado, que lhe ficou aos pés, mas desbarataram tudo numa sucessão inacreditável de erros e enormidades que todos os adjectivos depreciativos existentes, não chegam para qualificar.
Facto a que não era estranho a iniquidade ideológica que os orientou, caracterizada por ser uma transposição serôdia de 100 anos, do pior que a Revolução Francesa pariu; misturada com os erros da Maçonaria, o fanatismo dos Carbonários, o anticlericalismo militante, misturados com as mais extravagantes loucuras que o género humano é capaz de conceber.
Uma espécie do mesmo que aconteceu após o 25 de Abril de 1974 (e parado apenas parcialmente, a 25/11/75), mas num estádio assaz mais primitivo.
Fez “bem” o actual Presidente da dita, em escolher este dia para condecorar o cidadão Manuel Alegre, lídimo representante do chamado “Grupo de Argel” (ala esquerda do PS), que se mancomunaram (infelizmente não foram os únicos) com os agora excelsos movimentos de libertação – antigamente conhecidos por “turras” – que combatiam as Forças Armadas Portuguesas, onde o celebrado poeta também assentou praça.
A coisa coaduna-se.
Só falta a esta moral e ideologicamente pestilenta III República, herdeira quase directa da primeira - bastarda, algo iberista e devorista, fundada num crime de regicídio e nunca devidamente referendada - condecorar o Costa e o Buíça, assassinos do Rei e do Príncipe herdeiro, (mais os 16 que estavam emboscados no Terreiro do Paço e em mais dois locais, e muitos outros dirigentes republicanos moralmente responsáveis, que se encontravam convenientemente “a banhos” em S. Paulo ou desenfiados das vistas do “Inimigo”, quando rebentou a revolução).[2]
Tenhamos esperança, talvez para o ano a coisa se componha.

Brandão Ferreira, aviador                                          João José, oficial Piloto

Fonte: O Adamastor                                  
                                       

terça-feira, 11 de outubro de 2016

NÃO BASTA APENAS PENSAR E REALIZAR AS POLÍTICAS CORRETAS



O que nós mais precisamos é de continuidade estratégica, que apenas a instituição real, de ampla representação, apartidária, e porque permanece, pode dar voz e asseverar. Não basta apenas pensar políticas corretas, é necessário nelas perseverarMonarquia, constituição e uma democracia parlamentar reforçada é uma configuração politicamente bem estruturada, benéfica à eficácia da democracia e, enfim, à afirmação portuguesa.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

CARA OU COROA?

Apesar de a república ter mais de cem anos, feitos a 5 de outubro, há ainda quem preferisse um Rei. João Távora, da Real Associação de Lisboa, e o ex-ministro Nuno Severiano Teixeira trocam ideias sobre o assunto.

Já passaram 106 anos, mas o debate permanece: Monarquia ou república, qual o melhor regime para Portugal?

 Falámos com Nuno Severiano Teixeira, autor de um livro sobre os símbolos republicanos do país, e João Távora, presidente da Real Associação de Lisboa e monárquico. No fim da sessão fotográfica, D. Duarte passou por lá, na capa do livro que o monárquico ofereceu ao seu «opositor».


Veja também:  O dia em que a república venceu
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Antes de tudo, o ex-ministro da Defesa e da Administração Interna quis pôr os pontos nos ii: «Não há neste momento uma questão de regime político em Portugal. O debate entre Monarquia e república é uma questão histórica, não está na agenda política.» Uma ideia que João Távora diz estar já habituado a ouvir. «Conheço na pele a dificuldade de colocar o assunto na agenda, que é um tanto ou quanto viciada pelos agentes do poder. Mas o que faz os monárquicos correr é mais do que isso: temos de acarinhar e suportar a Casa Real.»
O que separa uns de outros são conceitos básicos. «Para os republicanos, há duas questões de princípio: a da origem do poder, que reside no povo e não surge por origem divina através do Rei; e a de que todos os cidadãos nascem iguais em direitos, incluindo o de exercer a chefia do Estado», refere Severiano Teixeira. João contrapõe: «Mas na monarquia o rei representa todos os portugueses. E não apenas uma fação, como sucede na república.»
«A questão não pode ser vista de modo maniqueísta», considera o antigo governante, que dá exemplos concretos: «Há casos em que a monarquia une, como acontece hoje na monarquia espanhola ou na inglesa. Mas também há casos em que divide, como aconteceu à Monarquia italiana quando se aproximou de Mussolini, ou, olhando para Portugal, com D. Carlos e João Franco.» O exemplo não convence o monárquico: «D. Carlos, que reinava num modelo constitucional muito parecido com o actual semipresidencialismo, mexeu nos interesses instalados ao pretender reformar o sistema para o tornar mais transparente. E pagou com a vida ao querer um país mais moderno e democrático.»
Certo é que Severiano Teixeira não aceita a ideia de João de que só a Monarquia une todos os portugueses, pois acredita que é possível isso suceder em regimes republicanos semipresidenciais como o nosso. «A chamada “magistratura de influência” é muito semelhante ao “poder moderador” do Rei na Monarquia Constitucional», garante, e diz: «Há maior unidade dos portugueses do que a que faz o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa?»
«Enquanto a conjuntura lhe permitir não se sujar na política sectária…», responde o monárquico, concluindo: «O problema não está tanto no “fulano”, mas no regime.» João aproveita e lança uma nova ideia. «Nenhuma Monarquia europeia foi intervencionada pelo FMI. A estabilidade política é certamente uma vantagem das monarquias», argumenta João, lembrando que «a Primeira República foi o período mais violento da história». Nuno Severiano Teixeira concorda em parte. «Havia um nível alto de violência política, sim, mas estava longe de ser uma ditadura terrorista», conclui o antigo ministro, que, por não ser um radical, ficou entusiasmado com o presente que João Távora lhe deu no final da sessão fotográfica: a biografia de D. Duarte, escrita por Mendia de Castro. Mas havia uma razão escondida para a escolha do livro, editado em 2007. «Foi apresentado por Manuel Alegre» – um republicano convicto.
NUNO SEVERIANO TEIXEIRA58 anos, ministro da Administração Interna do governo de António Guterres e ministro da Defesa do governo de José Sócrates, lançou neste ano o livro Heróis do Mar – História dos Símbolos Nacionais. É professor catedrático e vice-reitor da Universidade Nova de Lisboa.
JOÃO TÁVORAMonárquico militante desde 2006, é o actual presidente da direção da Real Associação de Lisboa, a maior Estrutura regional da Causa Real, que agrega mais de dois mil associados ativos. Tem 55 anos e dirige uma agência de comunicação, a Sinapse Media.

Fonte:MAGAZINE NOTÍCIAS

domingo, 9 de outubro de 2016

SENHORES DUQUES DE BRAGANÇA NO CASAMENTO DO PRÍNCIPE LEKA DA ALBÂNIA E ELIA ZAHARIA

 Príncipe Georg Friedrich da Prússia e os Duques de Bragança

Casamento do Príncipe Leka da Albânia e Elia Zaharia - Jantar de Gala






XXII CONGRESSO DA CAUSA REAL - MUSEU DE AVEIRO


Informamos que decorrerá no dia 15 de Outubro de 2016 no Museu de Aveiro o XXII Congresso da Causa Real, este ano organizado pela Real Associação da Beira Litoral. Após a discussão dos pontos da Ordem de Trabalhos, da parte da tarde decorrerá um debate aberto ao público subordinado ao tema – “Modelos e Regimes Constitucionais nos 40 Anos da Constituição Portuguesa”.
O programa do Congresso será o seguinte:
9h30 – Credenciação do Congressistas
10h00 – Inicio dos trabalhos
1.      Análise discussão e votação do Relatório de Actividades e Contas relativo ao ano de 2015;
2.      Ponto de situação actual do Movimento. Execução da Moção de Estratégia aprovada;
3.      Eleição de um membro da Comissão Executiva da Direcção com nova reconfiguração dos cargos de 
13h00 – Almoço do Congresso no Hotel Imperial (em frente ao Museu)
15h00 – Recomeço dos trabalhos
Debate Público – “Modelos e Regimes Constitucionais nos 40 Anos da Constituição Portuguesa”;
17h30 – Sessão de Conclusões e Encerramento.
Depois do Encerramento do Congresso será realizada uma cerimónia solene junto ao túmulo de Santa Joana Princesa, à qual se seguirá pelas 20,30 um Jantar Comemorativo do XXII Congresso com a presença de Sua Alteza Real, O Duque de Bragança. O Jantar realiza-se na belíssima Sala de Exposições do Museu.
Para mais informações e reservas contactar para realbeiralitoral@gmail.com
ou para o telefone 93 246 73 87
Causa Real
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Diário de Aveiro

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O MEU 5 DE OUTUBRO de 2016 - FUNDAÇÃO DE PORTUGAL

Portugal nasceu a 24 de Junho de 1128  na Batalha de S. Mamede
 Foi baptizado a 25 de Julho de 1139 na Batalha de Ourique 
E foi registado a 5 de Outubro de 1143 no Tratado de Zamora.


Assinatura do Tratado de Zamora.
Painel de azulejos do início do séc. XX (Portimão)

Amigos/ as 
Festejemos este dia 5 de Outubro que a República portuguesa por 2 vezes o roubou ao povo português!...
Qual o país que não festeja o dia oficial de sua independência?

terça-feira, 4 de outubro de 2016

S.A.R., DOM DUARTE DE BRAGANÇA EM SANTIAGO DE COMPOSTELA

























Santiago de Compostela.
Com S.A.R., Dom Duarte Duque de Bragança na peregrinação de Damas e Cavaleiros da Casa Real Portuguesa.


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

REAL DE BRAGA PROMOVE O II COLÓQUIO TRATADO DE ZAMORA

A 5 de Outubro de 1143 foi celebrado o Tratado de Zamora, no qual foi assinada a paz organizada pelo Arcebispo de Braga Dom João Peculiar e que teve como intervenientes Dom Afonso Henriques e o seu primo Afonso VII de Leão e Castela, sob os auspícios do enviado papal, o Cardeal Guido de Vico.

 Neste Tratado de Zamora, ficou assente que Afonso VII de Castela e Leão concordava com a transformação do Condado Portucalense em Reino de Portugal com Dom Afonso Henriques com o título de ‘Rex Portucalensis’– Rei de Portugal. 

 A Real Associação de Braga vai realizar um Colóquio sobre este tema, no próximo dia 5 de Outubro de 2016. 
Apareçam!





VAMOS COMER A REPÚBLICA E CELEBRAR A FUNDAÇÃO DE PORTUGAL


No próximo dia 4 de Outubro, véspera do dia em que Portugal nasceu, mas também foi interrompido, a JMP vai trinchar a república e celebrar os 873 anos do Tratado de Zamora. Não há melhor maneira de celebrar a Fundação de Portugal do que numa mesa em que a república, responsável pela interrupção de Portugal, é o prato principal.

Neste mesmo dia, mas em 2013, nasceu a JMP. Assim, há dois motivos para festejar que se fundem num só: a JMP nasceu para restaurar Portugal pela monarquia e não existe para além desta missão.

Esta comemoração também será o último evento público organizado pela actual Direcção Nacional da JMP. Por isso, os jovens monárquicos querem ter a honra de partilhar este momento com todos os que acompanharam a JMP nos últimos três anos.

Estão todos convidados.