quarta-feira, 3 de agosto de 2016

MAIS VALE SER SÚBDITO NUMA MONARQUIA DO QUE LAICO NUMA REPÚBLICA


Mais Vale Ser Súbdito Numa Monarquia do Que Lacaio Numa República!
Hoje nas Monarquias já não existem propriamente súbditos, mas cidadãos de plenos direitos, iguais perante a Lei e que são muito estimados pelo Seu Rei/ Rainha e que vê essa estima retribuída pelo Povo, que entende ter no Rei o bem mais precioso da Nação. O Rei assume-se como um funcionário da Nação e do Povo acautelando por cumprir qualquer das obrigações inerentes ao seu cargo, que encara como serviço. O Rei tem de reinar rectamente: Rex eris, si recte facias, si non facias, non eris. Não há político, algum, que possa entranhar essa incumbência como um Rei.
Mas mesmo que ainda fosse súbdito, mais valia ser súbdito numa Monarquia do que o lacaio que os políticos pretendem que os cidadãos de uma república sejam.
Neste Estado das Coisas republicano, ao esquadro e compasso maçónicos, herdeiros da I.ª república, veio juntar-se a aritmética economista liberal transformando a sociedade numa soma bruta de indivíduos e o governo da liberdade ficou sendo a tirania das minorias. Hoje é mínimo o número de votantes quando comparado com os eleitores escritos o que revela esse distanciamento da maioria face à minoria que a domina, não por génio ou superioridade intelectual, mas apenas porque se apropriou dos meios de poder, coacção e opressão. A história sempre confirmou isso: os mais pobres e os sem poder não têm como se afirmar!
Mas se na Idade Média os mais pobres não reclamavam do destino para o qual haviam nascido, e, que parecia ser inevitável, e comiam raízes e bolotas, vivendo dos bodos comunitários e da caridade da Igreja, hoje a maioria não pode ser tomada por ignara. A Nação é uma comunidade estável constituída, historicamente, com base num território, numa língua, e com aspirações materiais e espirituais comuns. A Nação é pois o agregado de indivíduos constituído por vontade própria e não reunido de uma forma acidental. Por isso o Povo não pode ser apenas a margem de manobra dos políticos republicanos. Recordemos a violenta crítica do método demoliberal que J. Pedro de Oliveira Martins deu à estampa no século XIX, em As Eleições:
‘As eleições liberais individualistas são o sofisma da representação; não por vício dos homens, embora os homens sejam viciosos, mas por essência do errado princípio que os dirige: só quando, outra vez, se compreender (e agora conscientemente) que a Sociedade é um corpo vivo, e não um agregado de indivíduos, só então tornará a haver representação verdadeira e ordem na democracia.’
É, POIS, UM REI QUE QUEREMOS!, pois só um Rei traduz a vontade nacional, sentindo com o Seu Povo e a Sua Nação. O Povo não é uma amálgama de indivíduos, mas um conjunto de entes que num dado momento histórico constitui a Nação, uma comunidade estável constituída por vontade própria, historicamente, com base num território, numa LÍNGUA, e com aspirações materiais e espirituais comuns. Ora se a Nação estiver constituída em Reino, e uma vez que Monarquia é uma instituição que contém um peso emblemático, todos se sentirão parte de um todo.
O Rei, Chefe Supremo do Estado e da Nação, nunca foi político nem militante partidário, e independente de um calendário eleitoral, terá a tranquilidade e a legitimidade para actuar como moderador entre as várias facções políticas ou demais grupos da sociedade civil evitando conflitos e procurando agregar. Sem os vícios do sistema político, o Rei não será refém de favores ou obrigações, de interesses ou lobbies partidários, económicos ou mesmo desta ou daquela classe social. O Monarca é um capital contributo para o normal e regular funcionamento das instituições democráticas e nunca um bloqueador do seu funcionamento.
El-Rei será, também, em último caso, uma ressalva contra a ditadura, pois será travão de políticos eleitos que procuraram obter poderes maiores aos atribuídos pela Constituição.
Antes de ser Monarca é herdeiro presuntivo e burilado para adquirir todas as competências e conhecimentos sejam políticos, técnicos, científicos e culturais para que esteja devidamente apetrechado para desempenhar com o máximo de aptidão o seu Ofício de Reinar.
Um Rei nunca olhará convenientemente para o lado, nunca se enclausurará, mas desempenhará a Sua função de Monarca com brio, sem cair no desvario, no excesso, sem se deixar embriagar de poder e deslumbrar pelos aplausos! E defenderá a Sua cultura, a Sua LÍNGUA e a Nação, que encarna, sempre como a melhor… sem concessões!
‘A minha Pátria é a Língua Portuguesa’, escreveu Fernando Pessoa.
MAIS VALE SER SÚBDITO NUMA MONARQUIA DO QUE LACAIO NUMA REPÚBLICA!
Miguel Villas-Boas

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

LEMBRAR DOM AFONSO DE BRAGANÇA QUE NASCEU HÁ 151 ANOS


Para a vis galhofeira e despeitada, pois claro, o irmão mais novo de Dom Carlos I ficou para a história como o Arreda. Porém, foi muito mais, ou antes, serviu o país como nenhum outro infante português o fez no período final da monarquia. Militar, diplomata, agente de progresso e entusiasta das engenharias, foi também um governante de mérito, estabilizando a situação na Índia e granjeando grande popularidade entre os portugueses ultramarinos. A ele ficou também o país a dever o incremento que deu à constituição dos corpos de bombeiros voluntários, ainda hoje uma das mais significativas expressões do serviço à comunidade. Foi, também, fundador do Automóvel Club de Portugal. É tempo de desrepublicanizar a historiografia e repor nos pedestais aqueles que verdadeiramente serviram o Estado, a nação e o povo.
Dom Afonso de Bragança, conhecido como o Infante D. Afonso, de seu nome completo Afonso Henrique Maria Luís Pedro de Alcântara Carlos Humberto Amadeu Fernando António Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis João Augusto Júlio Valfando Inácio de Saxe-Coburgo-Gotha e Bragança (Ajuda, Lisboa, 31 de Julho de 1865 — Nápoles, 21 de Fevereiro de 1920) foi o 3.º Duque do Porto, 24.º Condestável de Portugal e o 109.º governador e 51.º e último vice-rei da Índia Portuguesa.

Segundo filho do Rei Dom Luís I e da Rainha Dona Maria Pia de Saboia, princesa da Sardenha, e irmão mais novo do Rei Dom Carlos I, D. Afonso desempenhou as funções de Condestável do reino, tendo sido nomeado Vice-Rei da Índia em 1895, por ocasião de uma expedição a essas colónias. Representou algumas vezes o irmão em cortes estrangeiras. Foi general de divisão do exército português e inspector-geral da arma de artilharia. Era ainda comandante honorário dos Bombeiros Voluntários da Ajuda.

Miguel Castelo Branco


domingo, 31 de julho de 2016

ACADEMIA DE VERÃO DA JUVENTUDE MONÁRQUICA PORTUGUESA

Mensagem do Presidente da JMP
para os participantes candidatos à Academia de Verão
“Só com a consciência, bem viva, do que somos, será possível levar a nossa mensagem a cada um dos jovens portugueses. Somos patriotas e por isso queremos o Rei, chefe natural, na cúpula do Estado, como elemento de moralização do sistema político e de equilíbrio entre as instituições. Não somos monárquicos por qualquer outro motivo. Só Portugal nos motiva.
Teremos bem esta consciência? Sabemos o que é ser monárquico? Percebemos o que é Portugal no mundo de hoje? Faz sentido ser patriota? Como monárquicos, sabemos adaptar a mensagem à juventude portuguesa? Como chegar a ela? Estas e outras questões serão debatidas na nossa Academia de Verão. Espero ver-te lá para aprendermos juntos e, como sempre, festejarmos Portugal.

Vem! Participa, por Portugal!”

Inscrições aqui.





sábado, 30 de julho de 2016

SUCESSO NA 1ª CONFERÊNCIA DAS COMUNIDADES LUSO-ASIÁTICAS - FUNDAÇÃO DOM MANUELII FOI CONVIDADA DE HONRA



Entre os dias 27 e 30 de Junho de 2016, decorreu em Malaca a 1ª Conferência das Comunidades Luso Asiáticas. Um evento organizado pela comunidade luso-descendente do famoso Bairro Português, que procurou juntar os representantes das diversas comunidades dispersas pelo continente asiático e que têm como denominador comum uma ascendência que remonta aos antigos marinheiros e soldados portugueses do séc. XVI.

Assim, presentes estiveram personalidades como Xanana Gusmão, ex-Presidente da República e Primeiro-Ministro de Timor-Leste, actual Ministro do Planeamento e Investimento Estratégico daquele país, mas também Fernando Nobre, Fundador e Presidente da Fundação AMI. Em representação do Estado Português esteve o Embaixador de Portugal em Jacarta, Joaquim Moreira de Lemos, e o Embaixador de Portugal em Banguecoque, Francisco Vaz Patto, este último, portador de uma mensagem do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, destinada à ocasião.
Entre as diversas comunidades luso-descendentes em presença estiveram os burghers, do Sri Lanka, a comunidade de Tugu, da Indonésia, a anterior Presidente de Pangim, Goa, Sra. Carolina Pó, a comunidade euro-asiática de Singapura e uma representação da comunidade macaense e Hong Kong.  

Entre os convidados de honra destacou-se a Fundação Dom Manuel II, que, na impossibilidade da presença do seu Presidente, S.A.R., O Senhor Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, assegurou a devida representação ao longo de todo o programa do evento.
A Fundação Dom Manuel II vem, desde já dois anos, acompanhando a comunidade d
o Bairro Português, particularmente na dimensão cultural e na preservação e promoção da sua matriz identitária, numa colaboração que se pretende cada vez mais intensa. S.A.R., O Senhor Dom Duarte Pio, esteve presente junto daquela comunidade em 2015, onde teve a oportunidade de oferecer um novo sino de bronze, há muito desejado pelo bairro, e que se encontra na praça principal. A Fundação está, ainda, a envidar esforços conjuntamente com a Presidência da Região Autónoma da Madeira, com vista ao apetrechamento de um dos grupos folclóricos do bairro com os trajes típicos daquela região lusa.

O evento contou com uma ampla participação da comunidade local, bem como de alguns académicos convidados, que apresentaram comunicações sobre o crioulo e a preservação dos seus aspectos linguísticos, bem como sobre a cultura musical e a história daquela comunidade.

O responsável pela organização, Joseph de Santa Maria, aproveitou a ocasião para apelar a Portugal para “assumir a sua responsabilidade moral” para com estas comunidades, reconhecendo a sua existência e pugnando junto da CPLP para que seja equacionada a criação de uma fundação, a ser gerida pela própria CPLP, que assegure um esforço por parte dos países membros para se evitar a desintegração da “herança cultural portuguesa-asiática e dos idiomas portugueses-asiáticos”, em extinção acelerada.
 A Conferência das Comunidades Luso Asiáticas pretende firmar-se como um evento bienal, que venha a aumentar o leque de participação destas comunidades e alternando o seu local em cada edição, tendo ficado em aberto a possibilidade da mesma se vir a realizar em Timor-Leste, em 2018.



sábado, 23 de julho de 2016

DOM DUARTE EM OUTUBRO NA MADEIRA PARA A ATRIBUIÇÃO DA ORDEM DE MALTA A DUAS PERSONALIDADES

*Com Rui Marote
A igreja do Monte servirá de palco, a 15 de Outubro deste ano, à entrega da Ordem de Malta a um madeirense, Alberto Artur Ornelas Vasconcelos Jardim, residente em Santarém, e ao arquitecto João Paredes, cônsul honorário do Brasil na Madeira.
Pela primeira vez, a cerimónia de imposição desta Ordem realizar-se-á fora do território nacional. A cerimónia, que supostamente impõe fanfarra militar, será presidida pelo bispo do Funchal, D. António Carrilho, e pelo embaixador da Ordem em Portugal, Miguel Polignac de Barros. Deslocar-se-ão também por essa altura à Madeira Dom Duarte de Bragança, o seu irmão D. Miguel e os netos do imperador Carlos da Áustria (que se encontra sepultado no Monte), uma vez que o também beato pertencia à supracitada Ordem.
A Ordem de Malta, originalmente Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, é uma organização internacional católica que começou como uma ordem beneditina, fundada no séc. XI na Palestina, durante as Cruzadas. Rapidamente, porém, tornou-se numa ordem militar cristã, encarregada de assistir e proteger os peregrinos cristãos na Terra Santa. Tinha como padroeiro São João Esmoler, patriarca de Alexandria (550-619).
Actualmente, a Ordem de Malta é uma organização humanitária internacional, que dirige hospitais e centros de reabilitação, e inclui mais de doze mil membros, 80 mil voluntários permanentes e 20 mil profissionais de saúde associados, incluindo médicos, enfermeiros e paramédicos.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

OS BRASÕES DOS JARDINS DA PRAÇA DO IMPÉRIO


























 Comunicado
Os brasões dos jardins da Praça do Império
A Real Associação de Lisboa, certa de que a defesa do património cultural e histórico de Lisboa é missão de todos quantos prezam o sentimento de pertença à nossa cidade, vem publicamente manifestar a sua preocupação com a chamada requalificação dos Jardins da Praça do Império anunciada pela Câmara Municipal de Lisboa. A dignificação do espaço público não pode ignorar a riqueza da nossa História nem a vocação cosmopolita da nossa cidade. Deve, pelo contrário, contribuir para celebrar um dos símbolos identitários de Lisboa, uma capital europeia moderna que é simultaneamente coração vibrante de uma portugalidade que não conhece fronteiras políticas. A Real Associação de Lisboa , que faz parte integrante da Causa Real e conta com mais de 2.500 associados, apela pois à Câmara Municipal que dê ouvidos aos clamores da Junta de Freguesia de Belém e de muitos lisboetas que, independentemente das suas filiações partidárias, rejeitam obliterações ideológicas e se revêem numa cidade que honra a sua vocação e que faz da sua História uma marca distintiva da sua afirmação.
Pela direcção,
João de Lancastre e Távora
Lisboa, 20 de Julho 2016
Pela direcção,
João de Lancastre e Távora
Lisboa, 20 de Julho 2016

Real Associação de Lisboa

terça-feira, 19 de julho de 2016

LANDAU DO REGICÍDIO SAI DO MUSEU DOS COCHES PARA VILA VIÇOSA E ABRE UMA POLÉMICA


Landau do Regicídio sai do Museu dos Coches para Vila Viçosa. E abre uma polémica

18 jul, 2016 - 09:30 • Maria João Costa
Há quem receie pela conservação do coche onde morreram o rei D. Carlos I e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe.


O "Landau do Regicídio", o veículo onde seguia a família real, a 1 de Fevereiro de 1908, e no qual morreram o rei D. Carlos I e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe, vai deixar, na terça-feira, o Museu dos Cochespara ser deslocado para o Paço Ducal de Vila Viçosa, onde vai ficar durante um ano.
A mudança resulta de um protocolo celebrado, em Abril de 2015, entre a Fundação Casa de Bragança e a Secretaria de Estado da Cultura que prevê, entre outros pontos, que o trágico landau passa a andar em itinerância anual entre o Museu Nacional dos Coches, em Belém, e o Palácio de Vila Viçosa, no Alentejo.
A deslocação está a levantar um coro de críticas dos especialistas. De acordo com duas cartas a que a Renascença teve acesso, dirigidas à directora do Museu dos Coches, há riscos de deterioração para o coche em causa.
A Associação Portuguesa de Atrelagem opõe-se à deslocação para Vila Viçosa por considerar que há falta de condições técnicas no palácio alentejano dos Bragança para assegurar a conservação do bem.
O vice presidente da Associação, José Folque Mendoça, diz à Renascença que "as condições que existem no novo Museu dos Coches foram criadas para proteger e dar longevidade não só às peças do século XVII e XVIII que lá estão, mas também às peças do século XIX que carecem de três vectores muito importantes - a temperatura, humidade e insectos xilófagos - e essas condições não são asseguradas nos espaços da Fundação Casa de Bragança".
Folque Mendoça sublinha que o Landau do Regicídio tem “um valor histórico” muito importante, "quer para monárquicos quer para republicanos” e também para a cidade de Lisboa, palco do regicídio.
Na carta dirigida à directora do Museu Nacional dos Coches, a Associação Portuguesa de Atrelagem sublinha que "a eventual deslocação, mesmo que periódica, para um local que historicamente muito pouco tem a ver com o referido veículo, não reunindo as melhores condições técnicas de temperatura, humidade etc, e com fraquíssima exposição ao público irá desvirtuar a mais importante colecção do mundo de veículos hipomóveis”
Da mesma opinião é um dos maiores especialistas mundiais na matéria. O francês Jean-Louis Libourel também escreveu à directora do museu a alertar para os riscos quanto à integridade do landau, peça de valor histórico ligado á cidade de Lisboa.
Causa Real diz que o landau é de Lisboa
Ouvidos pela Renascença, os monárquicos consideram que a itinerância comporta riscos. O presidente da Causa Real, António Sousa Cardoso, até admite que a deslocação entre os dois espaços expositivos poderia permitir “melhor acesso público”, mas sublinha que "estas peças são delicadas e precárias, têm condições de conservação muito específicas e singulares”, pelo que a itinerância "pode pôr em causa o próprio bem”.
"Se temos um Museu dos Coches, todas as pessoas que querem ver os coches ou um landau histórico como este é ao Museu dos Coches que vai", defende Sousa Cardoso, para quem o landau onde morreu D. Carlos "é um património principalmente de Lisboa e dos lisboetas.”
Vila Viçosa rebate críticas
Na origem desta polémica está um protocolo assinado em Abril de 2015 entre o então presidente da Fundação Casa de Bragança, Marcelo Rebelo de Sousa, e a Secretaria de Estado da Cultura, que prevê que Vila Viçosa fique com o landau ano sim, ano não.
O mesmo protocolo permitiu que o Paço Ducal passasse a ser responsável por cerca de 80 coches ali depositados. À Renascença, a directora do palácio de Vila Viçosa, Maria de Jesus Monge, indica que, nos últimos 30 anos, os coches que ali estiveram depositados estavam sob a responsabilidade de conservação do Museu Nacional dos Coches.
Maria de Jesus Monge lembra que "o landau esteve em Vila Viçosa desde os anos 80 até 2008, altura em que foi levado para Lisboa, para as comemorações do centenário do regicídio" e que "deveria ter voltado três meses depois para vila Viçosa", o que não aconteceu.
O Landau do Regicídio, que pertence à colecção do Palácio Nacional da Ajuda, ficou desde então no Museu Nacional dos Coches. Foi o primeiro coche a ser mudado das instalações do antigo picadeiro para o novo edifício do Museu Nacional dos Coches, em Belém.
Confrontada com as críticas às condições do Paço de Vila Viçosa, a directora garante que as infestações detectadas no edifício são tratadas. "É verdade que há humidade em Vila Viçosa, nos meses de frio. O frio não permite que se desenvolva o xilófago. Por outro lado, temos calor. Quando está calor, não há humidade e, pela mesma razão, não há xilófago", argumenta.
"Há um período, tanto no início da Primavera como no início do Outono, em que supervisionamos as colecções de forma diferente para garantir que não há infestações. De vez em quando, há “problemas, mas são imediatamente atacados", enfatiza.
Para Maria de Jesus Monge, o Palácio do Vila Viçosa, de onde partiu a família real antes do regicídio, é a “casa do rei D. Carlos” e, como tal, "é uma mais-valia para o Paço ter o landau do regicídio em exposição". 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

EL PRETENDIENTE AL TRONO DE PORTUGAL: "LA SIMPATÍA POR LOS REYS DE ESPAÑA FAVORECE A LA MONARQUIA"

Duarte de Braganza asegura que los portugueses ven mejor una hipotética restauración debido a la buena imagen que tienen otras casas reales europeas

El pretendiente al trono de Portugal: “La simpatía por los reyes de España favorece a la monarquía”



Dom Duarte, duque de Braganza y pretendiente al trono de Portugal.

Duarte es el segundo sucesor de Manuel II, el rey que con la revolución de 1910 tuvo que salir del país y exiliarse en el Reino Unido. Al morir Manuel sin descendencia, el título de pretendiente pasó a un nieto del rey Miguel I (1828-1834), Eduardo Nuño de Braganza.
Hijo de Eduardo, nacido en 1945 en el exilio de Berna, Duarte Pío asumió el título de duque de Braganza y pretendiente al trono de Portugal en 1976, a la muerte de su padre.

La actividad de Dom Duarte de Braganza

Monarquía Confidencial ha podido conversar con Dom Duarte -como es conocido en Portugal-, que se encuentra dedicado sobre todo a dirigir la Fundación Manuel II, nombrada así en honor al último monarca reinante del país.
Al frente de esta fundación, el duque de Braganza contribuye a preservar la lengua portuguesa y a distintos proyectos de ayuda al desarrollo rural en Timor Oriental y en varios países africanos lusófonos, antiguas colonias. Allí fomenta la agricultura sostenible y la lucha contra la desertificación.
Además, como jefe de la casa real de Portugal, Dom Duarte recibe invitaciones -en solitario o con su esposa e hijos- para asistir a eventos sociales y culturales que organizan ayuntamientos e instituciones de todo el país: de hecho, asegura a MC que visita una media de cien municipios portugueses al año.
A todo ello se suman diversas iniciativas diplomáticas que, de forma no oficial, ha realizado en colaboración con los distintos gobiernos de Portugal en países de África y Asia.

Imagen positiva de las monarquías europeas

“La mayoría de los portugueses con conscientes de que nuestra monarquía fue en general positiva, y que Portugal tenía en esos momentos mucha más importancia mundial que durante las tres repúblicas”, asegura Duarte Pío de Braganza ante las posibilidades que existen de que retorne la monarquía a su país.
Pero el pretendiente señala a Monarquía Confidencial otro motivo más importante que ha influido en que muchos portugueses vean la monarquía con simpatía: la “imagen positiva que todas las monarquías europeas tienen actualmente”.
Dom Duarte asegura que en Portugal no pasa desapercibido el ejemplo de España y de cómo pudo transitar hacia la monarquía de forma pacífica, sin sobresaltos, consiguiendo superar a Portugal en desarrollo económico. Y en esa transición ven como protagonista al rey Juan Carlos y su trabajo “notable” al servicio de España, así como ahora a Felipe VI.
Según el duque de Braganza, el papel que han jugado ambos reyes en la historia reciente de España ha ejercido una influencia importante en la opinión pública portuguesa.

Simpatía en Portugal por los reyes de España

Y es que para Dom Duarte, en esta influencia tiene un gran peso la simpatía personal que desprenden los reyes. En Portugal llegan los ecos de los elogios que los medios españoles hacen del rey Felipe y su papel en esta crisis económica y política, y ello repercute en el prestigio de la monarquía.
“La imagen de los reyes de España ha contribuido mucho para que los portugueses perciban que la monarquía se adapta a diferentes épocas históricas de sus pueblos, defendiendo los valores permanentes de cada nación”, destaca el pretendiente al trono de Portugal. Así, resume diciendo que si en la Edad Media los reyes eran guerreros y en el Renacimiento promotores de la cultura y el progreso, hoy en día son defensores de la democracia.
Al mismo tiempo lamenta que en su país -también por la Historia que se enseña en los colegios- muchas personas relacionen república con democracia y piensen que la restauración de la monarquía en Portugal traería aparejado un retroceso de la democracia: “Esa idea se recalca en las escuelas, y no se señala el hecho de quede 1834 a 1910 la monarquía portuguesa funcionó como un régimen democrático, semejante al actual régimen republicano”.
Sobre Felipe VI, destaca un último apunte: asegura que el rey “habla bien portugués”, y lo hace siguiendo el ejemplo de su padre Juan Carlos, que vivió en Estoril durante el exilio de don Juan de Borbón y que dejó en Portugal muchos amigos.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

ACADEMIA DE VERÃO DA JUVENTUDE MONÁRQUICA PORTUGUESA

Lançámos hoje na JMP a nossa primeira campanha de crowdfunding! Por favor ajudem-nos a concretizar o sonho de realizar uma Academia de Verão! Vão pf ahttp://ppl.com.pt/pt/prj/academia-verao-jmp e apoiem-nos.

Desde já, MUITO OBRIGADO!!

A campanha consiste em angariar 1500€ para os custos da actividade a realizar com 30 jovens em Vila Franca de Xira. Precisamos de estadia, alimentação e deslocação para os participantes. Vejam o nosso vídeo para ficarem a conhecer o projecto!
Somos a JMP-Juventude Monárquica Portuguesa, uma associação juvenil sem fins lucrativos de cariz político e cultural, criada em 2013, que hoje conta com duas centenas de associados.
É um sonho nosso fazer uma Academia de Verão, que nos permita oferecer a 30 dos nossos associados um fim-de-semana de intensa formação para a cidadania, do qual possam sair mais informados e conscientes da urgência cívica de servir Portugal.
Como a Associação não tem fins lucrativos, trabalhamos à base da generosidade dos nossos associados e simpatizantes, através das quotas e donativos. Por este motivo a vossa colaboração é para nós imprescindível! 
Cremos que o sucesso desta campanha interessa a não-participantes, que não se enquadrem sequer no nosso quadrante político, pois o Objectivo da Academia de Verão da JMP é formar 30 jovens para que saibam pensar por si mesmos e ter juízo crítico sobre o seu País.
O nosso plano consiste em contratar com a Quinta da Subserra, em Vila Franca de Xira, os espaços que têm abertos ao público, tais como camaratas, refeitório e sala de formação. O local, a 30 km de Lisboa, oferece um ambiente de concentração e foco nos trabalhos, não acarretando uma despesa excessiva em deslocações dos participantes e também dos organizadores aos serviços (supermercados, sede da Associação, etc.).
Além de ser um local lindíssimo, está repleto de História e nele receberemos durante os 3 dias vários formadores, dentro e fora do movimento monárquico, que nos falarão sobre temas como a cidadania, a soberania, a língua e a cultura.
Teremos um momento de lazer muito especial no segundo dia, o Sunset da Academia de Verão, no qual contamos com os apoiantes que queiram estar connosco. Será um jantar ao ar livre (se o tempo o permitir), o que permitirá a troca de ideias entre as pessoas e o fortalecimento de laços entre todos.

SOBRE O PROMOTOR

Somos a direcção da Associação Juventude Monárquica Portuguesa (JMP), que é uma associação juvenil sem fins lucrativos de cariz cultural e político, e que defende que o regime monárquico é uma alternativa política para Portugal. A sua actividade, no entanto, não se esgota nesta questão, antes procurando formar melhores cidadãos num mundo hoje muito individualizado. Fazê-mo-lo através de visitas culturais, conferências sobre temas da actualidade e sobre História, jantares temáticos, presença em feiras e festas populares para convívio jovem, entre outros.
Reunimos na nossa massa associativa pessoas das mais diversas origens partidárias, cobrindo todo o espectro político, pelo que o resultado da troca de ideias entre todos no evento pretendido será contributivo para uma sociedade mais plural, informada e tolerante.
vídeo de apresentação do nosso primeiríssimo congresso. 

ORÇAMENTO E PRAZOS

O nosso orçamento são 1.500,00€, dos quais*:
- 502,00€ de alojamento
- 332,00€ de renda da sala
- 591,00€ de refeitório
- 75,00€ de comissão da campanha
*em valores arredondados
Desejamos iniciar a campanha no dia 12 de Julho e encerrá-la no dia 26 de Agosto (45 dias).~

terça-feira, 12 de julho de 2016

O CANTOR CLEMENTE FOI NOMEADO PATRONO DA GUARDA DE HONRA HONORÁRIO DA CASA REAL PORTUGUESA

Clemente é Patrono da Guarda de Honra da Casa Real



Numa altura em que comemora os 45 anos de carreira, o cantor setubalense Clemente foi nomeado Patrono da Guarda de Honra Honorário da Casa Real Portuguesa. 

“Vais Partir” a canção de popularizou o cantor nascido no Bairro de Troino, em Setúbal, parece dar o mote para mais um distinção ao artista que se encontra a comemorar os 45 anos de carreira. A homenagem para distinguir Clemente aconteceu no dia 30 de Junho, num jantar que contou com a presença de D. Duarte Pio de Bragança, embaixador do Canadá em Portugal, Carlos Evaristo, presidente da Fundação Oureana e Mário Silva ex-vereador da cidade de Toronto e ex-deputado Federal do Canadá. 

Agraciado com a distinção de Patrono da Guarda de Honra Honorário da Casa Real Portuguesa, diz “sentir-se honrado com tão alta condecoração perante tão distintas figuras da sociedade Luso-Canadiana”. 
Clemente estará de regresso a Setúbal para actuar na Festanima, no dia 15 de Julho, nas escarpas do Bairro de S. Nicolau. 

Autor: Fátima Brinca
Fonte: Jornal Setubalense de 11-07-2016

domingo, 10 de julho de 2016

EXCERTOS

Fotografia de Augusto Bobone 1885
Em 1864 Dom Luís criava o Domínio Público Marítimo (DPM), um Estadista, um homem de ciência, apaixonado pelo conhecimento científico, que reconheceu a soberania pelo conhecimento. Há 150 anos tinha o sonho de tornar Portugal num HUB dos transportes marítimos europeus, desenvolvendo uma rede ferroviária desde o coração da Europa até aos portos portugueses, e uma frota que assegurasse a distribuição de pessoas e mercadorias para África e América do Sul. Ainda estamos recuperando esta ideia, este desígnio.
apud Manuel Ara de Oliveira