quarta-feira, 26 de março de 2014
ORAÇÃO LIDA POR S.A.R. O SENHOR DOM AFONSO NA CELEBRAÇÃO DA SUA MAIORIDADE
Senhor Deus do Universo,
ao celebrar os dezoito anos da minha vida,
nesta terra que é a minha Pátria,
agradeço-Vos pelo Povo a que pertenço por inteiro,
e por toda a minha Família
No meu sangue transporto a Missão de servir o bem comum
Diante de Vós venho pedir o dom de, com a Vossa Graça,
corresponder ao que se espera de mim.
Dai-me, Pai de Misericórdia,
Sabedoria para intervir a favor dos mais fracos.
Iluminai os meus passos,
na fragilidade insegura dos tempos.
Fortalecei o meu ânimo,
na fidelidade criativa a que me inspirais.
Nesta terra de Santa Maria, ó Deus de bondade
eu vos confio a minha vida
Amen
SAR o Senhor Dom Afonso de Bragança
Príncipe da Beira
Duque de Guimarães
25 de Março de 2014
Oração lida na Missa de Acção de Graças pelos seus 18 anos celebrada na Igreja da Encarnação em Lisboa.
Lisboa, 25 de Março 2014
Fonte: Real Associação da Beira Litoral
25 DE MARÇO DE 1646 | 25 DE MARÇO DE 1996 | 25 DE MARÇO DE 2014
Neste dia 25 de Março, há precisamente 368 anos, D. João IV, 21º Rei de Portugal, elege como Padroeira do Reino e Rainha Eterna de Portugal, Nossa Senhora da Conceição.
350 anos depois, no mesmo dia, nasce o seu oitavo-neto, D. Afonso de Santa Maria, Príncipe da Beira, que hoje completa o seu 18° aniversário.
Não acreditamos em coincidências, e é com alegria redobrada que, de norte a sul de Portugal, no Continente e nas Ilhas, nos mais longíquos da nossa família Lusitana, a Causa Real associa-se às celebrações desta feliz sobreposição de datas, desta "promessa de continuidade", desejando ao Príncipe da Beira uma longa vida, fiel à tradição da sua família no serviço a Portugal.
VIVA PORTUGAL!
segunda-feira, 24 de março de 2014
S.A.R., O PRÍNCIPE DA BEIRA - 18º ANIVERSÁRIO
LISBOA
Desde a sua fundação, a continuidade da Pátria é assegurada pelo Príncipe e pela sua sucessão. É pois motivo de júbilo para os Portugueses assinalar-se a maioridade de S.A.R. o Senhor D. Afonso, Príncipe da Beira, digno representante, com Seu Pai, de toda a Nação Portuguesa.
Nesse sentido, no próximo dia 25 de Março, Terça-feira, pelas 19h, iniciam-se as celebrações desse acontecimento com uma Missa de Acção de Graças na Igreja da Encarnação (ao Chiado, Metro: Baixa-Chiado) organizada pela Família Real e presidida pelo Exmo. e Rev. Cónego João Seabra. Apelamos à participação dos nossos associados e amigos, que poderão a seguir apresentar os seus cumprimentos ao nosso Príncipe.
PORTO
A Real Associação do Porto e Juventude Monárquica do Porto, irá mandar celebrar uma missa pelas 19h30 no dia 25, seguida de um jantar em honra de S.A.R O Príncipe da Beira.
COIMBRA
Como Coimbra não pode deixar de se associar à comemoração do 18.º Aniversário do Príncipe D. Afonso, especialmente celebrando uma Missa de Acção de Graças, a Missa será celebrada pelo Rev.º Pe. Pedro Miranda na Igreja do Mosteiro de Santa Cruz no próprio dia 25, às 16h30 (o dia 25 de Março é a próxima 3.ª feira).
AVEIRO
A Real Associação da Beira Litoral manda celebrar missa de Acção de Graças pelo 18º Aniversário natalício de S.A.R. O Senhor Dom Afonso de Santa Maria, Príncipe da Beira, pelas 19h do dia 25 de Março na Sé Catedral de Aveiro.
VIANA DO CASTELO
A Real Associação da Viana do Castelo vai mandar celebrar uma Missa de Acção de Graças pelo 18º Aniversário de S.A.R. O Senhor Dom Afonso de Santa Maria, Príncipe da Beira, pelas 18 horas do dia 25 de Março na Sé Catedral de Viana do Castelo.
BRAGA
A Real Associação de Braga vai realizar uma missa de acção de graças, por ocasião do 18º aniversário de S.A.R. o Príncipe D. Afonso, na Sé Catedral de Braga, no dia 25 de Março pelas 17.30h.
SANTARÉM

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No 18º aniversário de S.A.R. O Príncipe da Beira, o Senhor Dom Afonso de Bragança, convidamos os associados e simpatizantes da Real Associação do Médio Tejo, a juntar-se a nós no dia 25 de Março numa peregrinação ao Santuário de Fátima, para pelas 16h30 na Capelinha das Aparições, orar pela nossa Bem-Amada Família Real e especialmente pelo Príncipe Real.
Publicada por Real Associação do Médio Tejo
domingo, 23 de março de 2014
A CONTINUIDADE COMO GARANTIA DE FUTURO
A tradição e a cultura (língua e obras) são os alicerces duma Nação corporizada por um Povo que a herda, administra e projecta para o futuro. O Príncipe, como primus inter pares, encarna os desejos e expectativas da comunidade que representa e de que procede. Estamos no domínio da meta-política que nos concede superar uma concepção meramente administrativa ou aritmética da Coisa Pública. E repare-se como não estamos obrigatoriamente amarrados a uma questão de Fé: para os não crentes numa ordem transcendente, a questão pode ser perspectivada no âmbito da simbologia, dimensão fundamental para a sustentação de um tácito contrato comunitário, a corporização de uma realidade abstracta, a que se confere a harmonia necessária à adesão emotiva.
Nesse sentido, só pode ser causa de grande júbilo a maioridade que S.A.R. Dom Afonso, Príncipe da Beira alcançará no próximo dia 25 de Março. É a promessa da continuidade na direcção dos nossos filhos e netos, duma noção de Pátria que é acima de tudo espaço, tempo e uma alma enorme de 900 anos.
MEMÓRIA DE OUTRO AIVERSÁRIO
A propósito das celebrações do 18º aniversário de S.A.R. o Senhor Dom Afonso, Príncipe da Beira, ao atingir a maioridade legal, a recordação das celebrações do 21º aniversário de S.A.R. o Senhor Dom Duarte, ao atingir a maioridade.
Nas fotos: 1ª - Missa de Acção de Graças, no dia 15 de Maio de 1964, na Igreja de S. João de Deus, celebrada pelo Cónego Teodoro Marques da Silva, vendo-se da esquerda para a direita: S.A. a Senhora Infanta Dona Filipa, S.A.R., O Senhor Dom Duarte, S.A. a Senhora Infanta Dona Maria Adelaide, Dr. João Vaz Serra de Moura, Secretário- Geral da Causa Monárquica e João Mattos e Silva, presidente da Comissão de Juventude.
2ª - Membros da Comissão Organizadora das celebrações da maioridade do Príncipe da Beira, no Palácio Fronteira, no almoço oferecido pelo Marquês de Fronteira, D. Fernando de Mascarenhas. Da esquerda para a direita, Ernesto de Moura Coutinho, João Mattos e Silva, Teresa Costa Macedo, Príncipe da Beira, António Pardete da Fonseca, Maria Miguel Santos Silva, Pedro Marques Ferreira, Eduardo Santos Silva, Pedro Salazar de Campos.
Ainda uma 3ª fotografia do almoço do 21º aniversário de S.A.R., O Senhor Dom Duarte no Palácio Fronteira: de costas, Marquês de Abrantes, Marquesa de Abrantes, Maria Miguel Santos Silva e João Mattos e Silva.
Ainda uma 3ª fotografia do almoço do 21º aniversário de S.A.R., O Senhor Dom Duarte no Palácio Fronteira: de costas, Marquês de Abrantes, Marquesa de Abrantes, Maria Miguel Santos Silva e João Mattos e Silva.
sábado, 22 de março de 2014
ANIVERSÁRIO DO PRÍNCIPE DOM LUIZ FILIPE - 21 DE MARÇO DE 1887
O auto de nascimento regista o dia 21 de Março de 1887 como aquele em que foi dado à luz,no Palácio de Belém, em Lisboa, o primeiro filho de Dona Amélia, Duquesa de Bragança e futura Rainha de Portugal. Seu pai, o Duque de Bragança, subiria ao trono com o título de Rei Dom Carlos. O nome completo do Príncipe da Beira, título atribuído ao filho primogénito, era Luiz Filipe Maria Carlos Amelio Fernando Victor Manoel António Lourenço Miguel Raphael Gabriel Xavier Francisco d’Assis Bento de Bragança, Orleans, Saboya e Saxe Coburgo Gotha. Todas as fontes indicam que a atitude da então Princesa Amélia, face aos seus filhos (Dom Manuel nasceria em 1889) era sempre extremamente atenciosa e carinhosa. Foi, sem dúvida, uma mãe que desfrutava a função maternal com grande prazer e que se ocupava muito directamente dos seus filhos, quer na primeira infância quer durante os anos da adolescência, desejando que em adultos fosses apreciados pelo seu carácter e não pelo seu nascimento. Garantiu assim a ambos um desenvolvimento emocional equilibrado. Escrevendo a sua irmã que se encontrava em Paris, Dona Amélia descreveu o seu bebé como sendo ‘um amor’ e muito inteligente.
A educação do Príncipe Real foi muito cuidadosa e nela se empenhou Dona Amélia no quotidiano. Segundo um servidor do paço, citado pela revista Brasil-Portugal, a Rainha queria que seus filhos se levantassem às 6. Os seus preceptores, todos do sexo masculino, deslocavam-se ao Palácio para aí instruírem os ilustres alunos. Os príncipes estudavam até ao meio dia, almoçavam, recebiam de novo os seus professores e cerca das 15 horas saíam em passeio, geralmente a pé. Ao fim da tarde faziam os deveres escolares e jantavam por volta das 19.30.
A partir dos 13 anos de idade, o principal educador de Dom Luiz Filipe foi Mouzinho de Albuquerque, uma figura militar lendária, algo exaltada, com uma perspectiva muito pessimista da situação política que o país vivia. Numa carta aberta dirigida ao seu pupilo declarava que entendia como seu principal dever fazer dele um soldado. Em 1901 Mouzinho acompanhou o Príncipe a visitar o norte do país, com o intuito declarado de o levar a conhecer o seu povo. O escritor Rocha Martins, no seu estilo exuberante, refere assim o herdeiro: “um gentil adolescente, branco, mimoso, de cabelo cortado à militar, sorridente e tomado de todas as curiosidades” e que teria sido acolhido com o maior carinho no Porto, passando por Leixões. Deslocou-se ainda a Vila Nova de Gaia, Viana do Castelo, Penafiel, Grijó, Granja, Braga (incluindo o Bom Jesus), Ponte de Lima, Ponte da Barca, Monção e Caminha. A visita foi muito comentada e também criticada em alguma imprensa, pois os jornais republicanos, que tinham toda a liberdade em escreverem o que bem entendessem, encontravam defeito em toda e qualquer actividade realizada pelos membros da família real, realizando assim uma propaganda persistente e permanente que acirrava a opinião pública contra o regime monárquico.
Durante a adolescência, o Príncipe esteve, em várias ocasiões, integrado nas visitas oficiais que diversos monarcas ou dignitários estrangeiros realizaram a Portugal. Eduardo VII de Inglaterra visitou Portugal em Abril de 1902, Afonso XIII de Espanha em 1903, o Presidente da República francês Loubet e a Rainha Alexandra de Inglaterra estiveram no país em 1905. Nesse mesmo ano o imperador da Alemanha Guilherme II passou por Lisboa, em visita privada. Em 1902 Dom Luiz Filipe foi a Londres para representar seu pai na coroação do Rei Eduardo VII, mas esta foi adiada devido a doença do monarca. Também esteve em Madrid em 1906 para assistir ao casamento do Rei D. Afonso XIII com a princesa Victoria de Battenberg, que ficou marcado pelo violento atentado à bomba contra os noivos, por parte de um anarquista. Morreram 20 pessoas e houve cerca de 100 feridos.
O Príncipe Real prestou juramento à constituição política em 20 de Maio de 1901, em conformidade com a Carta Constitucional.
Entre Fevereiro e Maio de 1903 a Rainha Dona Amélia achou por bem levar os filhos a fazer um cruzeiro no Mediterrâneo, não só pelo prazer da viagem mas também com intuitos educativos. Dom Luiz Filipe tinha sempre a sua máquina fotográfica à mão e os clichés foram colados num Álbum, relatando esta feliz excursão. O iate Amélia tocou em Cádiz, Gibraltar, Oran, Argel, Tunis, Malta, Alexandria. Também visitaram o Cairo e Jerusalém e diversos portos de Itália.
O evento político de maior destaque protagonizado pelo Príncipe foi a viagem que empreendeu a África entre 1 de Julho e 27 de Setembro de 1907. Visitou S. Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, as colónias inglesas da Rodésia e da África do Sul (estas últimas para fomentar as boas relações com a velha aliada) e já no regresso, Cabo Verde. Esta viagem ocorreu num momento particularmente significativo das querelas internacionais que, anos antes, tinham eclodido, relacionadas com a tutela portuguesa no imenso território de uma África então cobiçada e considerada necessária ao progresso europeu. Era ainda necessário refutar as acusações de esclavagismo em S. Tomé e Príncipe e em Angola, as quais, segundo o governo português, eram motivadas por rivalidades comerciais. Até aquela data jamais algum membro da família real se tinha deslocado às colónias portuguesas em África.
O regresso foi de novo comentado sob dois pontos de vista opostos. Com virulência da parte dos republicanos e com palavras admirativas da parte dos monárquicos.
Poucos meses depois, a 1 de Fevereiro de 1908, Dom Luiz Filipe era assassinado, juntamente com seu pai, o Rei D. Carlos, no Terreiro do Paço, em Lisboa, na carruagem em que seguia juntamente com sua mãe, a Rainha Dona Amélia e seu irmão, Dom Manuel. Este descreveu a cena num relato doloroso e detalhado de que se citam as seguintes palavras: “Quando vi o tal homem das barbas que tinha uma cara de meter medo, apontar sobre a carruagem, percebi bem, infelizmente o que era. Meu Deus que horror. O que então se passou. Só Deus, minha Mãe e eu sabemos; porque mesmo o meu querido e chorado Irmão presenceou poucos segundos, porque instantes depois também era varado pelas balas. Que saudades meu Deus!” Qualquer acto deste cariz violento poderá ter muitas explicações mas jamais qualquer justificação.
Os traços de carácter e a cuidadosa educação que tinha desfrutado, permitem sugerir que o Príncipe Real, Dom Luiz Filipe de Bragança, poderia ter vindo a servir o país de forma hábil e correcta, modernizando as instituições e o estilo da monarquia.
António Pedro Vicente
Fonte: Real Associação do Médio Tejo
sexta-feira, 21 de março de 2014
O TÍTULO DE PRÍNCIPE DA BEIRA
Enquanto o sistema republicano faz depender a sua suposta ética da institucionalização do efémero, a Monarquia valoriza a experiência, o tempo. A república ancora-se no indivíduo, ao passo que a Monarquia se funda na Família e na representatividade ininterrupta que as sucessivas gerações permitem reforçar. O Rei, em boa verdade, não é sozinho. Passe o aparente paradoxo, o Rei é a Família Real. Porque o Rei é o que é mas também o que foi e o que há-de ser.
A Monarquia oferece diversas manifestações da valorização da sucessão e renovação geracional. Encontramo-las também no plano nobiliárquico.
A Casa Real portuguesa, no que não constitui nenhuma originalidade lusa, conserva títulos que são de seu uso exclusivo e que integram aquilo que podemos considerar património imaterial dessa mesma Casa e, nessa medida, da própria Nação. Um desses títulos é o de “Príncipe da Beira”.
Depois de um período em que o título era usado pela filha mais velha do Rei de Portugal, o que aconteceu de D. João IV a D. João V, ainda durante o reinado deste último monarca, passou o respectivo titular a ser o filho mais velho do presuntivo herdeiro da Coroa, que, por sua vez, usava o título de Príncipe Real. Foi com esta matiz o título atribuído pelo Magnânimo, em 1734, à Senhora D. Maria, futura Rainha D. Maria I, na sua condição de filha mais velha e presuntiva sucessora do Príncipe D. José, que veio a ser o Rei D. José I.
Durante a vigência da Monarquia, o último Príncipe da Beira foi S.A.R. o Senhor D. Luís Filipe, filho primogénito do então Príncipe Real D. Carlos, presuntivo sucessor do Rei D. Luís. Com a morte deste monarca e com a ascensão ao trono d’El-Rei D. Carlos, passou o Senhor D. Luís Filipe a fazer uso do título de Príncipe Real.
O Senhor D. Duarte Pio, em vida de seu Pai, o Senhor D. Duarte Nuno, usou igualmente o título de Príncipe da Beira, como sucessor presuntivo que era do herdeiro da Coroa Portuguesa, o Duque de Bragança, fazendo cessar esse uso quando, no dia 24.12.1976, sucedeu ao Pai na Chefia da Casa Real portuguesa.
De harmonia com as mais genuínas tradições portuguesas e tendo presente a marca de renovação geracional que carrega o título de Príncipe da Beira e a própria Instituição Real, voltou este título a ser usado pelo primogénito dos Duques de Bragança, S.A.R. o Senhor D. Afonso de Santa Maria, nascido no dia 25.03.1996.
Nuno Pombo
Presidente da Direcção da Real Associação de Lisboa
MADEIRA FILM FESTIVAL COM "ALTO PATROCÍNIO" DA CASA REAL PORTUGUESA
A terceira edição do Madeira Film Festival, festival de cinema de natureza que decorre, este ano, entre os dias 21 e 27 de Abril, no Funchal, será oficialmente apresentado hoje, em Lisboa, no Double Tree by Hilton - Fontana Park Hotel, com a presença de Dom Duarte Pio, Duque de Bragança.
Este ano, o festival terá o “alto patrocínio de Sua Alteza Real, o senhor Dom Duarte Pio, Duque de Bragança”, explicou Isabel Dantas, da direcção do festival.
Isabel Dantas disse que o Duque de Bragança estará na Madeira para acompanhar os primeiros dias do festival, de 21 a 23 de Abril, e que marcará presença no cocktail de abertura deste evento, agendado para o dia 22 de Abril, pelas 18h30, no Belmond Reid’s Palace.
Referiu ainda que o convite foi feito pessoalmente e que Dom Duarte reconheceu “o interesse e o potencial do festival, que leva a imagem do país lá para fora a uma grande escala”.
O cocktail de apresentação de hoje contará com os apoios da Embaixada dos Estados Unidos da América em Lisboa e do Double Tree By Hilton - Fontana Park Hotel e da empresa de vinhos Henriques & Henriques. O Madeira Film Festival tem como patrocinador oficial, na Madeira, o Belmond Reid’s Palace e conta também com o apoio da Câmara Municipal do Funchal, através do Teatro Municipal Baltazar Dias, bem como de outras entidades públicas e privadas.
O Madeira Film Festival, cuja organização está a cargo da Associação Cultural e Educacional Creative Madeira, tem como missão alertar e criar consciência mundial para a preservação da natureza, promovendo a floresta Laurissilva, património cultural da UNESCO. Tal como no anos anteriores, a edição deste ano incluirá filmes, concertos musicais, painéis e workshops, um projecto educativo e um programa social, bem como uma vertente solidária, visto que apoia a Fundação do Gil.
Nas edições anteriores, passaram pelo festival várias personalidades nacionais e internacionais, como Maria de Medeiros, Joaquim de Almeida, Nicolau Breyner, bem como realizadores e personalidades de várias nacionalidades, como Kyle Eastwood, filho do famoso actor Clint Eastwood, músico de jazz e que estudou Realização antes de embarcar numa carreira musical. Este ano, o festival dá também a oportunidade a realizadores portugueses - do continente, Madeira e Açores -, de realizarem e submeterem a concurso curta-metragens com algum tipo de relação com a natureza.
As dez curtas-metragens posteriormente seleccionadas durante o festival serão exibidas na digressão internacional, no ‘Madeira Film Festival On The Road’, nos Estados Unidos.
Este passo marcará a internacionalização do festival, fruto da ligação forte que o MFF desenvolveu, desde a primeira edição, com os Estados Unidos, através da presença de inúmeros filmes e realizadores americanos e com o apoio da Embaixada Americana em Portugal, na pessoa do embaixador no nosso país, Allan J. Katz, um dos convidados de honra da primeira edição.
"A PARTIR DE CERTA ALTURA PASSEI A DORMIR FORA DE CASA"
Dom Duarte Pio de Bragança nasceu em Berna, Suíça, em 1945, em período de exílio da Família Real. Cumpriu o serviço militar em Angola como tenente piloto-aviador da Força Aérea entre 1968 e 1971 (foto a preto e branco). Detentor actual do título de Duque de Bragança (Leonardo Negrão/Global Imagens)
Onde é que estava no 25 de Abril? Estava em Saigão e na véspera tinha jantado com o presidente do Parlamento, o senhor Tram van Lang, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros. Na manhã de 25, telefona-me a dar a notícia dizendo “boas notícias: a sua revolução ganhou”. Eu tinha-lhe dito que provavelmente um grupo de militares patriotas, como Spínola, Silvério Marques, Galvão de Melo, iriam provavelmente mudar a situação em Portugal. Daí o senhor pensar que eu estava dentro do movimento!
Qual foi a sua reação? Mandei um telegrama ao marechal Spínola felicitando-o e informando-o de que estava à disposição para o que fosse útil.
Que episódio o marcou mais? O ambiente festivo e alegre que rodeou o golpe militar e que me parece uma característica única portuguesa.
Qual é a figura que na sua opinião marcou o 25 de Abril? O marechal António de Spínola.
O que mudou na sua vida pessoal? Passei a ter a possibilidade de transmitir as minhas opiniões políticas nos meios de comunicação, quando antigamente só o semanário monárquico O Debate é que me entrevistava. Por outro lado, a angustiante situação que se começou a viver nos antigos territórios ultramarinos, assim como o facto de o COPCON (Comando Operacional do Continente) ter invadido o meu escritório, também me marcaram bastante. A partir de certa altura, passei a dormir fora de casa.
O que de positivo trouxe o 25 de Abril? Obviamente, as novas liberdades políticas que a II República nunca tinha aceitado foram um dado altamente positivo. Mas a participação cívica dos portugueses na construção do nosso futuro ainda está muito longe do que deveria ser, apesar de já terem passado quase 40 anos.
E de negativo? O mais grave foi o modo altamente irresponsável como foi transferido o poder nos antigos territórios ultramarinos para os “movimentos de libertação armados” sem qualquer consulta democrática das populações. Essa situação levou às guerras civis que destruíram a maioria desses países e durante anos provocaram centenas de milhares de mortos, comprometendo gravemente o seu desenvolvimento económico e político. A própria economia portuguesa sofreu um enorme atraso do qual ainda não recuperámos. Este atraso tem de ser calculado comparando-nos, por exemplo, com a Espanha, que em 1974 não estava mais desenvolvida do que Portugal e que entretanto nos ultrapassou graças a uma transição democrática pacífica, que ficou a dever-se ao facto de ser uma monarquia.
O que falta mudar? Falta uma verdadeira educação cívica e moral (ou ética, como preferem dizer os politicamente corretos) para que as liberdades e instituições democráticas sejam utilizadas para o bem da sociedade e não para o enriquecimento pessoal e imoral de muitos, o que desacredita profundamente esta III República e tem sido a causa do nosso deficit e económico.
A desresponsabilização e a impunidade dos desonestos são, em parte, provocadas pela nossa obsoleta e viciada legislação.
Ainda faz sentido falar nos ideais de Abril? Os ideais de liberdade e progresso e etc. fazem todo o sentido continuar a ser defendidos. As utopias políticas e económicas que contribuíram para o Estado entrar em falência fraudulenta é que fazem menos sentido.
O que acha quando se diz que Portugal precisa de uma nova revolução? Eu tenho defendido a necessidade de uma revolução cultural e moral. Cultural, para que consigamos perceber que os responsáveis do drama que vivemos somos nós próprios. Por ignorância e por falta de raciocínio lógico, tomámos decisões económicas e políticas erradas. Moral, porque a imoralidade, causa da corrupção, é o principal fator do deficit das contas públicas. Uma entidade internacional especialista nos problemas da corrupção calculou que se esta tivesse sido controlada Portugal estaria hoje ao nível económico da Dinamarca. Com uma exceção, que acaba por confirmar a regra, nos países europeus onde a chefia de Estado é independente, nomeadamente onde é assumida por reis e rainhas, os desvios dos governos têm sido melhor controlados.
A CONTINUIDADE COMO GARANTIA DO FUTURO
A tradição e a cultura (língua e obras) são os alicerces duma Nação corporizada por um Povo que a herda, administra e projecta para o futuro. O Príncipe, como primus inter pares, encarna os desejos e expectativas da comunidade que representa e de que procede. Estamos no domínio da meta-política que nos concede superar uma concepção meramente administrativa ou aritmética da Coisa Pública. E repare-se como não estamos obrigatoriamente amarrados a uma questão de Fé: para os não crentes numa ordem transcendente, a questão pode ser perspectivada no âmbito da simbologia, dimensão fundamental para a sustentação de um tácito contrato comunitário, a corporização de uma realidade abstracta, a que se confere a harmonia necessária à adesão emotiva.
Nesse sentido, só pode ser causa de grande júbilo a maioridade que S.A.R. Dom Afonso, Príncipe da Beira alcançará no próximo dia 25 de Março. É a promessa da continuidade na direcção dos nossos filhos e netos, duma noção de Pátria que é acima de tudo espaço, tempo e uma alma enorme de 900 anos.
MANIFESTAÇÃO
As políticas que por consenso democrático usufruíram de continuidade e foram efectivamente prosseguidas, guindaram-nos aos melhores lugares na comparação internacional. É o caso dos cuidados materno-infantis, é o caso da investigação científica e das infraestruturas de comunicação viária e digital.
Políticas concretizadas por vários governos e por diferentes partidos são hoje políticas de sucesso. Mas, presentemente, preocupa-nos sobremaneira a consolidação do défice e da dívida, a sustentabilidade financeira, económica e fiscal.
Todavia, se o efeito de expansão para mercados internacionais é uma contribuição decisiva para o reequilíbrio de uma balança comercial é também necessário elaborar para o mercado interno um caminho sólido e estruturado.
Importantes decisões estruturais encontram-se perante o nosso futuro colectivo, decisões democráticas, decisões de sustentabilidade, decisões de cooperação. Decisões democráticas, de estratégia e de unidade. Decisões de sustentabilidade, financeira, fiscal, económica e ambiental. Decisões de cooperação, social e política.
É também necessário elaborar soluções, soluções sociais, soluções económicas e soluções democráticas.
Soluções sociais, com uma educação que corresponda a projectos de vida, ligada ao vivido e às instituições, com práticas de cidadania e de solidariedade.
Soluções para a saúde, pela prevenção e pela investigação.
Soluções para a corrupção, com códigos de conduta que responsabilizam.
É necessário elaborar soluções económicas, pois o tecido produtivo não está a ser capaz de incluir as pessoas que se encontram na situação de desemprego ena pobreza.
É necessário abrir oportunidades de realização económica pelas indústrias. Proporcionado oportunidades de investimento e de emprego com transversalidade, abrangendo todos os níveis de qualificação, por uma economia do mar, por uma economia das cidades, por uma agricultura sustentável, pela afirmação do empreendedorismo feminino e jovem, pelo intensificar da produção de pensamento estratégico.
Contudo, uma transformação económica exige uma transformação cultural e política. Sem uma mudança pujante na nossa política, na nossa democracia, nada mais poderemos alcançar.
É necessário elaborar uma solução democrática, com pessoas vocacionadas para a defesa do interesse público, com uma assembleia forte, capaz de soluções positivas, ampliando a representação do todo nacional por uma unidade sem divisões, completamente apartidária, que evidencie valores comuns, que evidencie a lógica da participação sobre a lógica do confronto, uma instância de unidade, de equilíbrio e de estabilidade.
Temos de realizar referências estáveis à democracia. A política decorre na livre contenda de interesses e opiniões. Os conflitos expressam-se na discussão democrática. O nosso modo de viver é plural. Mas temos de identificar colectivamente formas políticas comprovadas que permitam uma vida democrática mais completa.
Cada época procura encontrar formas adequadas para expressar os valores que pretende viver. Defendo um regime democrático, com uma instância apartidária, que represente as referências nacionais, mesa e voz do consenso democrático, mesa e voz da necessária continuidade estratégica.
Defendo uma transformação positiva, que não cinda a nossa história, que realize equilíbrio de poderes, que contenha órgãos de controvérsia e órgãos de acordo, que elabore alternativas e consensos.
O nosso modo de viver já foi sulcado por mudanças profundas. Sabemos, portanto, que por nossas mãos a situação pode transformar-se. O nosso percurso, social e económico, foi constituído por alguns poucos anos de entusiasmo e por muitos de preocupação. Recuso, porém, atribuir atrasos e percalços a defeitos nacionais, mas à falta de continuidade estratégica, à insuficiente modernização, à preferência pelas redes clientelares em vez da preferência pela competitividade. O cenário presente do País é de dificuldade, mas é de construção, de criatividade e de expansão.
Monarquia e democracia é uma conjugação política de sucesso, de sucesso social, de sucesso democrático, de sucesso económico.
Monarquia e assembleia democrática é um regime confirmado, é equilíbrio na livre contenda é perspectiva na voragem do tempo.
Sou monárquico pela certeza que a restauração traz a Portugal. Associo a monarquia à defesa dos valores mais altos, à defesa da liberdade sobre as opressões, à defesa da soberania sobre as ingerências, à defesa da pessoa sobre interesses sem rosto.
A pertença a uma comunidade com um representante histórico é determinante para a evolução do País. O futuro tem um passado, um passado que nos acrescenta e consolida, e tem uma democracia que nos actualiza. Posto o que temos vivido e aprendido, tenho confiança na nossa história.
Há alguns anos atrás lutámos pela democracia, lutemos agora por uma democracia melhor. Só por uma democracia renovada pela monarquia constitucional e parlamentar poderemos alcançar unidade na livre diversidade, voz da continuidade estratégica, equilíbrio de poderes, promoção apartidária das referências nacionais.
Há alguns anos atrás lutámos pela democracia, lutemos agora por uma democracia melhor. Só por uma democracia renovada pela monarquia constitucional e parlamentar poderemos alcançar unidade na livre diversidade, voz da continuidade estratégica, equilíbrio de poderes, promoção apartidária das referências nacionais.
Havendo a Instituição Real há Portugal!
Viva Portugal! Viva S.A.R. o Senhor Dom Duarte!
Viva Portugal! Viva S.A.R. o Senhor Dom Duarte!
Fonte: Caderno Monárquico
quinta-feira, 20 de março de 2014
EFICÁCIA À DEMOCRACIA
Na nossa democracia o conflito tem medido as relações institucionais até ao mais alto nível. Este problema de fundo que subjaz na cultura política portuguesa, acontece pelo facto de não existirem instâncias próprias que concitem, acolham e proporcionem voz aos consensos, garantindo perspectivas alongadas de desenvolvimento social e económico. Tais perspectivas só podem ser veiculadas por uma instância apartidária, a Instituição Real.
Considerando individualmente as personagens políticas que compõem o cenário da política portuguesa, admitimos que o problema não está num ou outro indivíduo. Mas é também consensual admitirmos que um dos nossos principais problemas, se não o principal, tem sido político. Afirmo que é a falta de continuidade estratégica que nos tem acarretado num demasiado longo e fragmentado construir. A meu ver, estas negatividades são fortemente responsáveis pelo nosso retardamento, e mesmo decrescimento.
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