sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

HOMENAGEM A EL-REI DOM LUÍS, REI MARINHEIRO QUE ABOLIU A ESCRAVATURA

O Rei Dom Luís foi ontem homenageado na Sociedade de Geografia pelos 150 anos passados desde a ascensão ao trono. Não foi inocente a escolha do local, já que foi ele o fundador e primeiro protector daquela instituição. Forma de ‘fazer uma vénia’ a um Homem que foi Chefe de Estado de 11 de Novembro de 1861 a 19 de Outubro de 1889, data da sua morte, em Cascais.
Luís Aires Barros, presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa, fez breve introdução, falou dos grandes feitos do Rei Dom Luís, do Homem culto que foi e da grande transformação que Portugal conheceu durante o reinado.
Dom Luís reinou durante 25 anos e na Sociedade de Geografia ficou a defesa da ideia de que não era Rei sem poder e influência, como muitas vezes se faz crer.
De Berlim a Londres
Rapidamente se escutaram alguns exemplos: foi por esses anos que se aboliu a pena de morte em Portugal, que se pôs fim à escravatura, que foi feito o primeiro recenseamento da população ou se fundou a Caixa Geral de Depósitos. E como não poderia deixar de ser, com o devido destaque nas palavras do professor Luís Aires, fundou ainda da Sociedade de Geografia, à imagem do que se fazia em Paris, Berlim ou Londres, numa época em que a Europa se virou para África e começou a estudar terras até então praticamente desconhecidas e ignoradas.
Marinha honrada
Chegara então o momento de discursar o almirante Vieira Matias. Porque se associou a Marinha a esta homenagem? Explicação simples, dada de imediato.
«A Marinha sente-se honrada por ter tido um marinheiro que foi Rei e que, sendo Rei... não deixou de ser marinheiro», afirmou o almirante, sublinhando os contributos para Portugal de um Homem de cultura e que teve contributo decisivo para o grande crescimento da marinha de guerra.
Dom Duarte e a influência
E não poderia deixar de estar presente Dom Duarte Pio, rosto da Monarquia nos dias de hoje.
«Teve educação esmerada, com muita influência alemã. Foi essa educação que o preparou para ser um excelente Chefe de Estado, como na realidade foi. Nessa fase da Monarquia o Rei não governava, é verdade, mas Dom Luís teve uma influência enorme no desenvolvimento do País», disse.
Crescimento económico
O senhor que se seguiu, o historiador Rui Matos, concorda com a ideia de uma magistratura de influência activa, apesar de reconhecer que é um período da história portuguesa que não está tão estudado como seria desejável.
«Dom Luís foi o segundo filho da Dona Maria II e não estava destinado a ser Rei, mas a verdade é que foi o reinado constitucional em Portugal mais longo da história... 28 anos. É inegável que não deixou memórias tão fortes como o antecessor, o irmão Dom Pedro V, nem mesmo que o sucessor, o filho Dom Carlos. Mas é injusta a tese que defende que a Monarquia se prolongava unicamente porque o Rei não mandava. É evidente que não era um homem incapaz ou ausente, talvez o que se passe é que tenha sido incompreendido na época em que viveu. Durante o Governo de Fontes Pereira de Melo tivemos uma das três épocas de maior crescimento económico em Portugal e o seu papel foi muito activo.»
Assinalados ficaram os 150 anos da subida ao trono do rei que ganhou o cognome de ‘O Popular’, diz-se que por ser apreciado pelo povo. Homem de cultura e, como tal, nem faltou uma actuação notável do Quinteto Clássico da Banda da Armada.
Por Luís Filipe Simões, 28 de Novemvro de 2011
FOTOS
S.A.R., Dom Duarte Pio destacou a personalidade de Dom Luís, cuja imagem se vê ao fundo (Foto António Azevedo/ASF)
Quinteto Clássico da Banda da Marinha teve actuação fantástica (Foto António Azevedo/ASF)
Sala bem composta num dia especial no Salão Nobre da Sociedade de Geografia (Foto António Azevedo/ASF)
S.A.R., Dom Duarte, Luís Aires Barros e Vieira Matias foram os oradores (Foto António Azevedo/ASF)
Muitos marinheiros na sala para conhecerem as obras do... Rei marinheiro (Foto António Azevedo/ASF)

AFINAL, NÃO EXISTE SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA

S.A.R. o Duque de Bragança e Nuno Miguel, João Diogo e Filipa Camila Castelo Branco Vasconcelos Faria
S.A.R., Dom Duarte de Bragança e os dois irmãos Nuno e Miguel Castelo-Branco
 O Tratado de Aliança celebrado entre os Reis D. Manuel I e Ramatibodhi II do Sião, foi hoje comemorado com uma grandiosa exposição na Biblioteca Nacional.  Em representação do Portugal eterno esteve Sua Alteza Real o Senhor D. Duarte de Bragança, descendente do Venturoso. Também marcou presença o último Governador-Geral do Império, o General Rocha Vieira. Inúmeras entidades ligadas à cultura participaram no evento, embora o grande ausente tenha sido o Estado português. Do Sr. Secretário de Estado Viegas, não se vislumbrou nem um pelo da mosaica barbicha, tão ocupado deve andar com celestes problemas, decerto muito mais relevantes do que o reconhecimento do primeiro Tratado de estabelecimento de relações diplomáticas entre uma potência europeia e um reino asiático. Coisa de somenos importância, levando o governo a faltar quando não pode, nem deve fazê-lo.
Uma primeira edição de Os Lusíadas entre outros livros preciosos, documentação diplomática, selos de validação siameses, o Tratado de Amizade e Comércio entre Portugal e o Sião (1859), fotografias inéditas, um esplendoroso uniforme do Embaixador Melo Gouveia, fotografias raras e os originais de todos os Tratados celebrados nos séculos XIX e XX, entre muitos outros exemplos de um espólio sem igual, tornam esta exposição obrigatória. O catálogo organizado por António Vasconcelos Saldanha e Miguel Castelo Branco, é a maior reunião jamais feita de documentos e manuscritos cartográficos. Esta exposição seria impossível de organizar por qualquer outra potência europeia, numa relação antiga entre Estados que o Embaixador da Tailândia fez questão em sublinhar. Ao público foi também servida uma mostra da culinária tailandesa e o evento contou ainda com danças tradicionais daquele país. - Estado Sentido
Miguel Castelo-Branco, Vitor Vladimiro Ferreira e António Vasconcelos Saldanha
S.A.R., Dom Duarte, Nuno Castelo Branco e Pedro Quartin Graça
S.A.R., Dom Duarte, Nuno Castelo-Branco e familiares e à esquerda, Pedro Quartim Graça

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

HOJE CELEBRA-SE O DIA DA IMACULADA CONCEIÇÃO, PADROEIRA DO REINO DE PORTUGAL

O Rei D. João IV (com o cognome de Restaurador) em 25 de Março de 1646, ofereceu a coroa portuguesa a Nossa Senhora de Vila Viçosa, colocando-a a seus pés e elegeu-a Padroeira de Portugal. Esta tradição mantém-se até à actualidade.
Novena e Solenidade da Imaculada Conceição: Ler aqui

HOMENAGEM AO ARQUITECTO GONÇALO RIBEIRO TELLES

O arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles foi homenageado na Fundação Calouste Gulbenkian.
Amigos e colegas juntaram-se para elogiar um homem que descrevem como persistente, vertical e que teve razão antes do tempo.
S.A.R., O Senhor Dom Duarte de Bragança não faltou à homenagem a este enorme cidadão que dedicou grande parte da sua vida a causa pública.
Prestamos homenagem por estas novas vias, tão modernas como os actos e medidas que ele à época praticava e tomava, ao nosso amigo Gonçalo, daqui da cidades dos arcebispos.
MB
Tirado daqui

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

DISCURSO DE S.A.R., O SENHOR DOM DUARTE NO ENCERRAMENTO DAS CONFERÊNCIAS EM MIRANDELA


S.A.R., O Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança no discurso de encerramento da Conferência em Mirandela sobre o “Poder Local”. - 1 de Dezembro de 2011

S.A.R., O SENHOR DOM DUARTE ENTREVISTADO POR UMA ESTUDANTE - MIRANDELA, 1 DE DEZEMBRO DE 2011

S.A.R., O Senhor Dom Duarte Duque de Bragança entrevistado por uma estudante após o encerramento da conferência em Mirandela sobre “O Renascer do Poder Local”.
Uma excelente interpretação sobre os problemas reais que o país atravessa e perceber como foi possível chegar ao “fundo do poço”.
Tirado daqui

S.A.R., DOM DUARTE DE BRAGANÇA PELA DEFESA DO TUA - 1 DE DEZEMBRO DE 2011

Pela defesa da Linha do Tua levou S.A.R., Dom Duarte de Bragança a manifestar-se à luz de velas numa Manifestação em Mirandela, pelo comboio em Trás-os-Montes e contra a barragem de Foz Tua.

Tirado daqui

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

PORTUGAL-TAILÂNDIA, 500 ANOS

Ontem, 5 de Dezembro, celebrou-se em Lisboa mais um Dia Nacional da Tailândia, coincidente com o 84º aniversário de S.M. o Rei Bhumibol Adulyadej. Esteve presente ao evento, S.A.R., O Duque de Bragança. O Combustões e o Estado Sentido também não deixaram de apresentar os cumprimentos ao Embaixador da Tailândia.
Na próxima quarta-feira, 7 de Dezembro, pelas 18.00 horas inaugurar-se-á a grande exposição "Das Partes do Sião", comemorativa dos 500 anos de relações entre Portugal e a Tailândia e desde já apelamos à vossa participação. O Senhor Dom Duarte de Bragança confirmou-nos a sua presença no acto.
Nuno Castelo Branco

NOVENA E SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO


No Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa, pelas 21h, de 29 de Novembro a 7 de Dezembro, acontece a Novena de Preparação para a Solenidade da Imaculada Conceição, com terço e pregação.
No Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa, pelas 21h, de 29 de Novembro a 7 de Dezembro, acontece a Novena de Preparação para a Solenidade da Imaculada Conceição, com terço e pregação.
No dia 6 de Dezembro, pelas 14h30, encontro das crianças de Vila Viçosa com Nossa Senhora.
No dia 7 de Dezembro pelas 18h, Terço, Eucaristia e acolhimento aos Peregrinos. Às 21h, encerramento da Novena com Procissão de Velas à volta das muralhas do Castelo e vigília.
No dia 8, pelas 9h30, acolhimento aos Peregrinos e recitação do Terço, a cargo das Confrarias de Nossa Senhora.
Às 11h, Eucaristia da Solenidade da Imaculada Conceição. No final da Eucaristia haverá tomada de posse dos Escravos de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
Às 14h30, Terço solenizado a cargo da Ordem do Carmo, seguido de Procissão em honra de Nossa Senhora da Conceição pelas ruas de Vila Viçosa com a presença de representantes de Paróquias, Movimentos, Associações, Romeiros a cavalo, Irmandades e Confrarias e as Ordens de Santa Isabel e de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa com os Duques de Bragança.
Às 17h, Eucaristia da tarde, no final da qual haverá um acto de investidura de novos cavaleiros da Ordem de Nossa Senhora da Conceição e acto de Consagração.
A festa da Imaculada Conceição, comemorada a 8 de Dezembro foi definida como uma festa universal em 1476 pelo Papa Sisto IV. A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX na sua Bula Ineffabilis Deus em 8 de Dezembro de 1854. A Igreja Católica considera que o dogma é apoiado pela Bíblia, bem como pelos escritos dos Padres da Igreja, como Irineu de Lyon e Ambrósio de Milão. Uma vez que Jesus tornou-se encarnado no ventre da Virgem Maria, era necessário que ela estivesse completamente livre de pecado para poder gerar seu Filho
04 de Dezembro de 2011

REAL FRASE DO DIA

Revista "Flash" de 26 de Novembro de 2011

VERGONHA NA CARA

Nestes inauditos tempos de História que atravessamos, não nos basta ter de aturar o bando de tudológos oficiais nas rádios e televisões a choramingar banalidades sobre as “injustiças” do sinistro ajustamento económico a que estamos condenados, temos também a má fortuna deste regime nos legar uma crescente troupe de inimputáveis presidentes e ex-presidentes da república, que do alto da sua insignificância contribuem para o ruido com trivialidades sobre o “diálogo”, o perigo do “empobrecimento”, ou a famosa “distribuição dos sacrifícios” assunto para o qual cada um parece ter a sua receita mágica. Todos eles gozam por estes dias o seu peso em prebendas e mordomias douradas pelos actos ou omissões que nos conduziram à actual ruína.
O último a botar a boca no trombone foi o pardacento e lacrimoso Sampaio, que não perdeu a oportunidade de lançar achas para a fogueira, sublinhando que o País está “num momento muito difícil” (!) e defendendo que “é preciso reforçar os instrumentos de diálogo”(!!), concluindo num desavergonhado assomo de lata que “afinal de contas” tinha razão na frase célebre frase “há mais vida além do orçamento” (!!!). Nestes tempos de emergência nacional falta-lhes é vergonha na cara.
João Távora
corta-fitas

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

S.A.R., DOM DUARTE DE BRAGANÇA: "DEMOCRACIA NÃO SÃO SÓ DIREITOS, TAMBÉM SÃO DEVERES"

Durante as Conferências “O Renascer do Porder Local”, organizadas pelo Instituto de Democracia Portuguesa em Mirandela (IDP) a 1º de Dezembro, Dom Duarte de Bragança alertou que a democracia nao são apenas direitos têm também deveres. Apontou a urgência de uma maior proximidade entre a Assembleia da República e o Poder Local, por este acolher maior reconhecimento e envolvência das populações.
À ideia de poder local subjaz a convicção de que a unidade do Estado não deve levar à dissolução de comunidades menores. Pelo contrário, considera-se que estas deverão ter a possibilidade de administrar os interesses que lhes são específicos através de órgãos representativos da vontade dos seus membros e próximos das populações. A existência de competências a serem exercidas localmente pretende garantir uma maior eficácia na resolução de certos problemas. ade incontestável tem ganho especial relevo com as resistências populares a projectos governamentais feitos à revelia dos interesses locais e do Poder Local, como tem sido o caso do projecto nacional das Barragens ou os mais variados projectos de construção civil rotulados como sendo de “Projectos de potencial interesse nacional” (PIN) excluíndo-se as populações locais do debate.A recente extinção de freguesias não é mais do que mais um passo no caminho da total centralização do Poder em Lisboa. - omantodorei