domingo, 10 de abril de 2011

PROVAVELMENTE A ÚLTIMA OPORTUNIDADE... DE INDEPENDÊNCIA.

"Nós somos livres, o nosso Rei é Livre." [Cortes de Lamego 1143]
(...)
Como foi possível chegarmos ao actual estado em que agoniza a Nação?
Não há culpados? Não há...cadeia?
Mais do que nunca, impõe-se a Restauração da Monarquia.
Hoje, ninguém confia nas instituições do Estado ou em qualquer órgão de soberania.
Acima das ideologias, o Rei é o único património fiável, numa Nação que se volatiliza a cada segundo que passa.
Rei...e depois recomeçar!
Se ainda houver salvação...
A Casa Azul 

sábado, 9 de abril de 2011

S.A.R., DOM DUARTE ESTEVE PRESENTE NO CONGRESSO BERNARD LONERGAN

Por ocasião do lançamento em Portugal da obra Insight – Um Ensaio sobre o Conhecimento Humano, de Bernard Lonergan, SJ (1904-1984), considerado por muitos intelectuais, segundo a revista TIME, "o mais sofisticado filósofo do séc. XX", o Centro de Estudos de Filosofia (CEFi) da Universidade Católica Portuguesa (UCP) promoveu, na sexta-feira (1 de Abril), um Colóquio intitulado "Os Valores não são mentira", aonde se propõe aprofundar questões sobre a crise presente na perspectiva da Filosofia, da Economia e da Teologia. (...)
Ler a notícia completa AQUI
Fotos tiradas DAQUI

REAL, REAL, POR DOM DUARTE, El-REI DE PORTUGAL!

Promovida pelo Município de Celorico de Basto, em iniciativa com o PPM de Braga, realizou-se no passado dia 3 de Outubro de 2010 uma acção de unidade monárquica, na qual contou com a presença da Real Associação de Braga, da Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro e da Real Monarquia Portuguesa, contando também com a presença de S.A.R., O Senhor Dom Duarte de Bragança.
Tratou-se de um dia histórico no panorama monárquico português, o dia da reconciliação da grande Família Monárquica Portuguesa a manifestar apoio inequívoco à sereníssima Casa de Bragança, na pessoa do Senhor Dom Duarte como Herdeiro da Coroa Portuguesa.
Foram serenadas as hostes em torno de quem é quem. Esclareceu-se por completo que só havia um caminho a seguir, o da unidade.
Depois deste encontro, nada mais foi como dantes.
Hoje, A Real Monarquia Portuguesa aparece com um novo site, uma nova imagem, moderna e apelativa, e com uma mensagem séria e de confiança.
Somos Monárquicos, defendemos uma restauração de uma Monarquia, defendemos a restauração da nossa identidade.
Mas só num espírito de união, de unificação de todos os monárquicos, é que nos permite um dia, a nossa tão esperada monarquia.
Havendo monarquia em Portugal o rei será apoiado por todos e será Dom Duarte.
Corroborando com a direcção da Real Monarquia Portuguesa
Viva Portugal, Viva a Monarquia, Viva o Rei!
Fonte: Real Monarquia Portuguesa
Publicado por PPM Braga

A MONARQUIA É TRADIÇÃO

A Monarquia, de tão confundida que está com a História Pátria, não é um esquema intelectual inalterável através dos tempos: nela se combina e conjuga a fidelidade a certos princípios absolutos da condição humana com a experiência histórica progressiva. Não se imobiliza em fórmulas ou conceitos; não é um sistema fixo de critérios e soluções: vai recolhendo dos acontecimentos diários, da exigência de cada nova passada, as razões do seu destino.
– Luís de Almeida Braga in A Revolta da Inteligência.
O REACCIONÁRIO

A IMPORTÂNCIA DA HEREDITARIEDADE

A História ensina implacavelmente não haver autoridade fixa sem hereditariedade. Pela hereditariedade a Monarquia assegura a duração do governo, a previsão e a constância nos distantes projectos. Quando se fala nos perigos dos acasos do nascimento, escondem-se malevolamente as tristes e frequentíssimas surpresas da eleição, de que já colhemos tão amargos exemplos. A hereditariedade garante a continuidade e a lógica nos empreendimentos políticos: é a promessa clara da boa conservação do património nacional, com a particularizada e segura educação do futuro soberano.
– Luís de Almeida Braga in Posição de António Sardinha.
Nota: A esta citação de Almeida Braga podemos também acrescentar a velha máxima de Sardinha: Ninguém escolhe o Rei, como ninguém escolhe o próprio Pai para lhe obedecer.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

ALDEIAS HISTÓRICAS DE PORTUGAL - I FORUM NACIONAL

A cerimónia de abertura contará com a presença de Dom Duarte Pio de Bragança, Patrono da AHP, entre outras individualidades nacionais e locais.
PROGRAMA OFICIAL: AQUI

EXPOSIÇÃO: MEMÓRIA DOS 50 ANOS DA VISITA DAS RELIQUIAS DE SÃO NUNO

É inaugurada no próximo 9 de Abril, no polo de Salto do Ecomuseu de Barroso, uma exposição que evoca a passagem das relíquias de D. Nuno Álvares Pereira pela vila de Salto. Oportunidade para sentir, com mais rigor, parte do passado da história de Portugal.
São 50 anos de memórias e tantas outras por contar e relembrar. No sentido de evocar a passagem das relíquias de D. Nuno Álvares Pereira por Salto, freguesia do concelho de Montalegre, em 1961, o Ecomuseu de Barroso, através do polo de Salto, "Casa do Capitão", inaugura no próximo dia 9 de Abril uma exposição dedicada ao Monge Guerreiro.
Refira-se que São Nuno de Santa Maria, canonizado há dois anos, casou com a barrosã Leonor de Alvim, natural de Reboreda, freguesia de Salto, concelho de Montalegre. Depois de casados, os jovens foram viver para Pedraça, no atual concelho de Cabeceiras de Basto.
Nuno Álvares Pereira para além de ter sido, por via do casamento, o "Senhor das Terras de Barroso" foi, por esse mesmo motivo, um barrosão adotivo que fez, muitas vezes, o percurso entre a Reboreda e Pedraça, onde ambos viveram, sendo, desde há muito, referida a Torre que teriam na Reboreda.
Câmara Municipal de Montalegre

(*) CARTAS DO INFANTE DOM MANUEL A SEU IRMÃO O PRÍNCIPE DOM LUIZ FILIPE, ESCRITAS ENTRE OS 5 e 7 ANOS DE IDADE.

Paço das Necessidades

Meu queridíssimo Príncipe da minha alma

Que grande gôsto me deram as suas duas cartas, tão boas, tão bem escritas. Mas onde foi o meu amor de Príncipe descobrir tanta gataria? Faz-me curiosidade: mas nunca é bom atiçar as gatas mexendo-lhes nos filhos pequeninos. Mas, coitadas, julgam que lhos querem tirar e zangam-se, pudera!
Eu vou melhorando mas parece-me que não será ainda a 20 que terei o grandíssimo gôsto de O abraçar. Estou num calor horrível, mosquitos e traças a fartar. No Domingo à tarde houve ameaça de trovoada mas, G. a D., passou, só com um trovão, e longe, e bastante chuva depois. Bem, pode ser muito bom, ser muito obediente à Calita, que tanto trabalho tem com Os grandes Príncipes. Viu a passagem das rôlas, ou seriam andorinhas?
Aceite o mais saudoso beijo do
Manuel.
14 de Setembro – 71/2 da tarde.
(*) Estas cartas achavam-se em poder da sua extremosa Aia, a Exma. Sra. D. Carlota Campos, a qual Dom Manuel tratava por Calita.
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19-3-95

Na cama.

Meu querido Mano

Agradeço-lhe imenso o que me mandou. Eu estou melhor, no dia dos seus anos talvez já me levante, disse o Lencastre. Deus queira que me levante. O Mano se está bem. Aí vem a carruagem para o Mano sair. Tenho um balão muito teso, e uma bacia e um jarro. O balão é encarnado. Diga à Dama que a cama do boneco já está no escritório para ir para o colchoeiro. Faz hoje muito vento. O Mariano Reis veio saber de mim. Morreu o Manuel carroceiro. Deus leve a sua alma em paz, amén. Deus queira que a cama já cá esteja no dia dos anos do Mano. Hoje não tenho febre. Era uma vez uma gata chamada pata, morreu a gata acabou-se a carta.
Adeus meu querido Mano, dou-lhe um beijinho na pontinha do nariz.
Seu querido Mano
Manuel.

Do livro "O Rei Saudade", de José Dias Sanches, com Prefácio do Dr. Thomaz de Mello Breyner, Conde de Mafra

quinta-feira, 7 de abril de 2011

S.A.R., DOM DUARTE ESTEVE PRESENTE NO "BUSINESS ROUNDTABLE" SOBRE MOÇAMBIQUE

No dia 1 de Abril de 2011, realizou-se um "business roundtable" sobre Moçambique, com início às 09h00 que teve uma plateia repleta de empresários e gestores. Paulo Zucula, Ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique e António Mendonça, Ministro das Obras Públicas marcaram presença. "Além da área ferroviária, Portugal e Moçambique podem cooperar na área do transporte marítimo, dos estaleiros navais, da aviação civil, da formação e das Obras Públicas, em geral. Parece-nos existir um potencial muito relevante entre o ´know-how´ português e as nossas necessidades ." Disse Paulo Zucula.
Jornal de Negócios - 07-04-2011

CONVERSAS COM S.A.R., DOM DUARTE DE BRAGANÇA E REI DE PORTUGAL

 "Ainda hoje pergunto, porque é que Cabinda, que tem uma cultura própria bastante avançada, especifica, e uma consciência nacional das mais apuradas que há em África, porque é que Cabinda e os Cabindas haviam de ser um mero distrito de Angola?"
- Mas que forma poderia revestir uma ligação final de Portugal a estes territórios?
Dom Duarte - Sou dos que pensam que houve em Portugal, além de outros, um erro fundamental no que respeita ao ultramar: foi o de considerar "o problema ultramarino" como único e indivisível. Ora acho que, pelo contrário, havia tantos problemas quantos os territórios do ultramar! Havia que resolver caso por caso, sem se considerar (como foram a doutrina e a política oficial), que a "negociação" com o "adversário" numa frente de guerra destruiria moral e politicamente os fundamentos da posição portuguesa e até a sua capacidade de lutar noutros territórios.
Posso, é evidente, estar enganado. Mas, desde muito novo acreditei que era necessário resolver cada caso por si. E, note, sempre pensei que haveria que encontrar soluções específicas, até dentro das grandes unidades geopolíticas.
Ainda hoje pergunto, porque é que Cabinda, que tem uma cultura própria bastante avançada, especifica, e uma consciência nacional das mais apuradas que há em África, porque é que Cabinda e os Cabindas haviam de ser um mero distrito de Angola? E outros exemplos se poderiam encontrar: a ideia de considerar que a Guiné e Cabo Verde constituíam "um todo", era por tal forma contrária às realidades que não resistiu à pressão das mesmas! Nesse período da minha juventude passado em Angola, no serviço militar, que procurei cumprir da forma mais correcta que me foi possível, não deixei de me preocupar continuadamente com uma perspectiva ampla que não passava manifestamente pela ideia de uma vitória militar a todo o custo.
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(....) a matéria. Assiste ao povo de Timor, como as Nações Unidas já reconheceram, inquestionável direito à autodeterminação. Tenho-me batido sistematicamente, e na modesta dimensão das minhas possibilidades, para que esse direito possa ser exercido. Pessoalmente estou convencido de que podendo autodeterminar-se, existiria uma possibilidade de os timorenses optarem por manter uma ou outra forma de ligação a Portugal.
Como sabe as grandes potências coloniais de outrora, mesmo depois da descolonização, continuaram a administrar (sublinho: por vontade das próprias populações), múltiplos territórios através do mundo. Lembre-se do ministério francês popularmente chamado "dos Dom-Tom", (abreviatura das expressões "Département d'Outre Mer/Territoires d'Outre Mer").
-Acha que, se a descolonização o tivesse permitido, poderia haver hoje "Dom-Toms "portugueses?
Dom Duarte - Pelo menos nos territórios onde não havia guerra, a autodeterminação poderia ter conduzido a soluções de articulação com Portugal (como aconteceu com tantos outros ainda sob administração francesa, americana, holandesa, etc.). Acho que quanto a este ponto se reflecte, de novo, a circunstância de se ter tratado do problema do ultramar como "um todo", sem ter havido a subtileza de se entender (antes ou depois da revolução), que cada território merecia uma consideração calma, ponderada e específica.
A construção encontrada para os Açores e para a Madeira, que são Regiões Autónomas com órgãos políticos e administrativos próprios dentro da unidade nacional, poderia, porventura, ter sido aceite pelo povo de Cabo Verde? Certamente pelo de Timor? Quem sabe se pelo de São Tomé? Quem sabe se pelo de Cabinda (se tivesse havido a coragem de considerar Cabinda como uma entidade diferente de Angola)? Enfim, sobre a descolonização também se tem falado "milhares de horas" e nem eu tenho opiniões particularmente originais. As que aqui manifesto correspondem apenas a uma síntese. São sinceras e estaria pronto a debatê-las em qualquer instância. Acrescento apenas que a Monarquia poderia ajudar, (.....).
Declaração sobre Cabinda (2001)
Numa recente declaração pública, os responsáveis da Frente de Libertação de Cabinda (FLEC), apelaram para que várias entidades portuguesas, entre as quais fui incluído, assumissem uma posição de medianeiros em relação ao sequestro de portugueses em Cabinda.
Desde há muitos anos que venho acompanhando o drama do povo de Cabinda, cujas autoridades tradicionais, no Séc. XIX, assinaram com Portugal o Tratado de Simulanbuco. Por esse Tratado, reconhecido pela Conferência de Berlim como um tratado de Direito Internacional, Cabinda tornou-se um Protectorado Português, segundo as regras bem definidas. Entre outras, o Governo português comprometia-se a não alterar unilateralmente essas regras, nem os limites geográficos do território.
A integração de Cabinda em Angola, para efeitos administrativos, vem de longa data, mas a independência Angolana não podia abranger Cabinda sem o consentimento da sua população em vista do acordo que estava na origem da presença portuguesa nesse território.
Infelizmente, em 1975, por ocasião do acordo de Alvor, Cabinda foi tratada como qualquer outra parte de Angola, sem contemplações para a sua especificidade e sem se dar atenção aos protestos dos líderes de Cabinda. Compreendo, por isso, a delicadeza do assunto.
Embora com limitações resultantes dos factos e das circunstâncias, entendo que Portugal não pode ficar isento das suas responsabilidades perante a História e perante um povo que a nós confiou a sua protecção. A situação do povo de Cabinda tem semelhanças com a situação vivida pelo povo de Timor competindo a Portugal encontrar uma solução para o problema, em colaboração com Angola, recorrendo às instâncias que melhor se posicionem para conciliar as aspirações e interesses das partes envolvidas, e, se necessário, assumindo junto da ONU e da OUA a falta cometida durante a chamada descolonização.
Pessoalmente tenho recomendado aos responsáveis pela luta de libertação de Cabinda, que encontrem uma solução negociada com Angola; mesmo que para tal tenham de sacrificar alguns interesses económicos ou ideais políticos. De igual modo, também tenho apelado ao Governo de Angola, para que trate esta questão com o conhecimento histórico, humanidade e flexibilidade que a sua experiência já permite.
Faço aqui também um apelo para que a FLEC não ponha em risco a saúde e a vida dos prisioneiros, respeitando a Tradição do Povo de Cabinda que sempre ajudou e protegeu os seus irmãos portugueses; a esses homens, em particular, não são imputáveis responsabilidades pelas atitudes dos Governos de Portugal e Angola, e a sua morte, por doença ou devido aos combates, só iria beneficiar os vossos inimigos.
No que me diz respeito, mantenho a minha disponibilidade, se for entendida como útil a minha participação, e não quero esquecer as provações por que passam as famílias dos que se encontram retidos em Cabinda.
Dom Duarte de Bragança
Rei Legitimo de Portugal

quarta-feira, 6 de abril de 2011

ESTE POVO NÃO PRESTA!

(Clique na imagem para ampliar)
Jornal de Barcelos de 27 de Outubro de 2010
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Eu já tinha esta notícia guardada desde o dia 27 do mês passado e tenho estado a evitar de a colocar aqui no blog esta opinião do Prof. Luís Cunha. Depois de ter saído a notícia de ontem no " Jornal I," abaixo mencionada, só tenho que aprovar o conteúdo deste artigo de opinião. O POVO NÃO PRESTA MESMO!!! Doa a quem doer, mas é uma realidade!

QUE VERGONHA!!!!

Quase 50% dos portugueses querem união ibérica.

O número de portugueses e de espanhóis que defendem a união federativa entre Portugal e Espanha aumentou em 2010, para 46 e 39 por cento respetivamente, segundo um estudo luso-espanhol hoje divulgado.
O apoio a essa união é maior no caso dos portugueses (46,1 por cento que “concordam” ou “concordam totalmente” com essa ideia) do que no caso dos espanhóis (39,8 por cento), mas essa percentagem aumentou nos dois casos, respetivamente de 45,6 e de 31 por cento.
Já no que toca aos modelos de integração, a maioria dá notas mais favoráveis (de 0 a 10) a estreitar laços com acordos ou alianças estáveis, sendo que a opção de formação de um estado confederal, como a Suíça, merece nota positiva dos dois lados da fronteira.
O estudo foi realizado por Mariano Fernández Enguita (Universidade Complutense de Madrid) e por Salvador Santiuste Cué (CASUS, Universidade de Salamanca), tendo o apoio de Fernando Luís Machado e António Firmino da Costa do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL) em Lisboa.
No total, foram inquiridas telefonicamente 1741 pessoas, com mais de 16 anos de idade – 893 espanhóis e 848 portugueses – com uma “amostragem aleatória estratificada por províncias (em Espanha) e distritos (Portugal).
Segundo estudo, a grande maioria dos portugueses (71,4%) e dos espanhóis (75%) considera que as relações entre os dois países são boas ou muito boas, com a maioria a considerar que melhoraram ou se mantiveram iguais nos últimos anos.
São mais os espanhóis (5,5%) do que os portugueses (3,2%) a considerarem que os laços bilaterais pioraram.
No que toca às propostas para fortalecer a cooperação, o estudo consultou os inquiridos sobre aspetos como a homogeneização do sistema fiscal, uso de serviços e equipamentos transfronteiriços, candidaturas conjuntas a eventos internacionais ou maior colaboração judicial, policial e militar.
Os portugueses favorecem maioritariamente todas as opções, sendo que no caso dos espanhóis a única exceção é a de harmonização fiscal, que 44,1 por cento dizem não querer.
No que toca à língua, tanto os espanhóis como os portugueses estão de acordo que as línguas do outro país sejam opcionais no ensino primário e secundário.
Porém, uma maioria dos portugueses (51,4%) contra uma minoria dos espanhóis (19,7%) defende que deveria ser obrigatória.
O estudo evidencia ainda que os espanhóis mostram menos interesse pelos assuntos de Portugal do que o contrário, sendo que a maioria dos portugueses declara algum ou muito interesse pelos assuntos espanhóis e um quarto dos espanhóis mostra “nenhum interesse” pelos assuntos portugueses.
Dos dois lados da fronteira reconhece-se, porém, a necessidade de aumentar a educação sobre o país vizinho nas escolas do país.
Evidente é também o facto de 35 por cento dos espanhóis não terem mantido qualquer tipo de relação com portugueses, quando apenas 16 por cento dos portugueses dizem não ter mantido qualquer tipo de relação com espanhóis.
A maioria, no caso dos que já tiveram contactos do outro lado da fronteira, considera esse relacionamento positivo ou muito positivo.
No caso de mudar de país, tanto a maioria dos espanhóis como dos portugueses ponderaria essa hipótese por questões laborais ou na reforma, sendo que nos dois casos a opção positiva é mais elevada entre os portugueses.
Fonte: Jornal " I ", 05 de Abril de 2011