segunda-feira, 14 de março de 2011

UM PRESIDENTE PARA QUÊ?

Boletim "Por uma Causa" da Real Associação do Algave
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CONCERTO REAL PELA BANDA DA COVILHÃ E ORQUESTRA JUVENIL "O PAUTINHA" - IGREJA DE SÃO FRANCISCO (JARDIM)

No próximo Domingo, dia 20 de Março, a Banda da Covilhã organiza o V CONCERTO de PRIMAVERA 2011, pelas 16:00 na Igreja de S. Francisco (Jardim Público) com entrada livre, em que o tema deste ano é: “Concerto Real”. Foi endereçado o convite ao Duque de Bragança Dom Duarte Pio de Bragança.
Pelo quinto ano consecutivo a Banda da Covilhã organiza o Concerto de Primavera, numa celebração festiva de boas vindas a esta estação, bem como a tradição de dedicar estes Concertos a um tema. Numa retrospectiva, tivemos no primeiro concerto os 50 anos da Assinatura do Tratado de Roma (2007), no segundo o Tributo a L. Pavarotti (2008) e no terceiro o tributo a Maria Callas (2009), no quarto o Barroco (2010). No presente ano, o tema é Concerto Real, onde vários compositores reais serão interpretados. No V Concerto de Primavera será feita a apresentação oficial do novo Maestro Adjunto da Banda da Covilhã, Luís Clemente. O Concerto terá vários momentos preenchidos inicialmente pela Orquestra Juvenil “O Pautinha” da Escola de Música, Valores e Talentos da Banda da Covilhã e pela Banda da Covilhã sob a Direcção Artística de José Eduardo Cavaco e Luís Clemente. Um programa que conta com obras de Vivaldi, Mozart, Beethoven, entre outros. Um programa que na sua maioria é constituído por temas clássicos, mostra as potencialidades em termos de sonoridades e cor de uma banda filarmónica na sua interpretação. O Concerto conta com a colaboração da EPABI, e o apoio da Câmara Municipal da Covilhã, Juntas de Freguesia da Cidade, Paróquia da Conceição, e Underline…your ideas. Entrada Livre.

domingo, 13 de março de 2011

LUTO NACIONAL - ARTIGO DE JOSÉ RIBEIRO E CASTRO

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Facebook, JN-11-mar-2011, O Povo

ENTÃO E O REGIME, PÁ?!

Nem uma palavra sobre o regime!
Então o regime REPUBLICANO não tem nada a ver com o estado a que chegámos?! De certeza, pá?! Então pá, das duas, uma: se não tem, não serve para nada; se tem, mudem-no.
Mas não, os pequerruchos não querem mudar, querem apenas que o estado lhes dê emprego. Querem ser funcionários públicos, não é? Querem que o ‘monstro’ engorde mais um bocadinho!
São estes os filhos da nação - aos vinte anos já pensam em segurança! Imaginem quando chegarem aos sessenta!
Se não é assim, se estou enganado, para a próxima façam uma manifestação a favor dos empresários, para que nasçam e proliferem nesta terra, para que surjam mais empresas, firmes, e postos de trabalho ainda mais firmes. Mas atenção, empresários com sentido de risco. Nada de ‘empresários’ encostados ao estado. Desses já temos muitos.
Muito bem, a manifestação era laica! Uma palavra que me irrita, lembra-me ‘laico, republicano e socialista’! O que é que querem? Lembra-me. Mas eu percebo, a religião não era para ali chamada. Só que eu não consigo dividir-me. Além de que a memória prega partidas à gente! Pois não é que me lembrei do Afonso Costa, um grande laico por sinal, o tal que se propunha acabar com a Igreja Católica em duas gerações! Desculpem lá, mas lembrei-me.
Se não querem que eu me lembre destas coisas, para a próxima não digam nada, evitem a expressão. Está bem?!
A manifestação era apartidária! Porém, as palavras de ordem íam do ‘povo unido…’, que nos trouxe até aqui, às cantiguinhas revolucionárias do Zeca Afonso, sem falar na excitação dos rapazes da luta. Até o Tordo veio cantar a tourada! Meu Deus, que revivalismo! Que fósseis!
Quanto aos promotores, o curriculum anunciado na televisão não é famoso, acaba sempre na esquerda! Ela é do Bloco de Esquerda, ele foi comunista (já com o muro a cair!), e é agora bolseiro. O outro, o terceiro, mais magrito, não sei.
Então e a direita, pá? Esqueceu-se de ir à manifestação? Não me digas que a direita são os sociais-democratas e os centristas?! Oh pá, só se for em Portugal.
Finalmente o que se aproveita desta manifestação: - um sentimento de perca, de paraíso perdido, de desastre mental, de beco sem saída, que ameaça terminar em total dependência, dependência de tudo e de todos. E há aqui um engano, não é o emprego que é precário, somos nós, nós é que somos precários, e vamos continuar assim enquanto não mudarmos de mentalidade. Deixaremos de ser precários quando houver vontade para sermos independentes. E nestas coisas, como noutras, o exemplo vem de cima.
Saudações monárquicas

UMA DAS FOTOS MAIS BONITAS DA RAINHA DONA AMÉLIA

21 de Novembro de 1904 (Londres).
Stuart aplicou-se muito particularmente neste soberbo retrato da Rainha de Portugal, captando-Lhe a doçura e a serenidade, mas também a intensidade do olhar. A Rainha Dona Amélia estava na plenitude dos seus 39 anos e esta é, decerto, uma das melhores  fotografias. Como terá Stuart - numa sessão muito convencional e protocolar - levado a Rainha a tirar o chapéu e o longo casaco do conjunto que trazia vestido, e a deixar-se fotografar de uma forma mais descontraída? Quase imaginamos a Condessa de Seisal, dama camarista da Rainha que a acompanhava nesta viagem, ajudando-a a retocar os caracóis sobre a testa e a manga da blusa pregueada, de que a qualidade fotográfica de Stuart captou o brilho acetinado e a textura do vestido.
Do livro "Casa Real" de Eduardo Nobre.

sábado, 12 de março de 2011

S.A.R., DOM DUARTE: "COMPARATIVAMENTE COM A EUROPA ESTAMOS MAIS ATRASADOS DO QUE HÁ CEM ANOS" - ROTARY CLUB GAIA-SUL(01-03-2011)

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DOM DUARTE DE BRAGANÇA NO ROTARY CLUB GAIA-SUL
Escrito por Verónica Pereira
Sábado, 12 Março 2011 09:36
“Comparativamente com a Europa estamos mais atrasados do que há cem anos”
“A importância da lusofonia no futuro de Portugal” foi o tema escolhido por Dom Duarte de Bragança para debater com os companheiros do Rotary Club de Gaia-Sul, na passada terça-feira. A baixa auto-estima cultural foi apontada pelo Chefe da Casa Real Portuguesa como um dos principais problemas do país, que começa com a educação, defendendo por isso uma mudança do sistema de ensino. Para Dom Duarte Pio, a falta de aposta na “aliança da lusofonia” faz com que Portugal esteja pior do que há cem anos, comparado com a Europa. O Duque de Bragança defendeu ainda o desenvolvimento de associações de movimentos cívicos, para lutar contra os “erros dos governos, que estão a destruir a identidade cultural”.
Dom Duarte de Bragança foi o convidado de honra do jantar-conferência deste mês do Rotary Club Gaia-Sul, que se realizou na passada terça-feira, como é hábito, no El Corte Inglês de Gaia. Sob o tema “A importância da lusofonia no futuro de Portugal”, o Chefe da Casa Real Portuguesa partilhou com os rotários a sua visão sobre os problemas nacionais actuais, bem como a sua perspectiva sobre o futuro do país. Para o orador, a causa do atraso de desenvolvimento de Portugal, deve-se, fundamentalmente, à educação. O facto de, por exemplo, não se promoverem os produtos nacionais, “não é falta de civismo”, disse Dom Duarte Pio, mas sim “culpa da escola, que não ensina o raciocínio lógico”. O Duque criticou a “máquina esquisitíssima” que é o sistema escolar, que integra “disciplinas caricatas”, defendendo uma mudança do sistema de ensino. “Se queremos mudar Portugal temos que mudar a educação e o ensino do raciocínio lógico, pois uma população melhor preparada vai começar a eleger melhor quem nos governa”. Em matéria de auto-estima cultural, Portugal enfrenta, também, um problema. Segundo a figura real, o ensino é, mais uma vez, o “culpado”, pois “continua a falar mal da nossa História”. Também o cinema não cultiva a auto-estima cultural, pois “todos os filmes são pessimistas”, não existindo, segundo o Duque, “bons filmes sobre os grandes acontecimentos da História de Portugal”. No que diz respeito à ligação com a Europa, o Chefe da Casa Real Portuguesa é da opinião de que foi apenas “uma ligação de interesses”, que fez o país “gastar dinheiro em luxos, em Belém, em auto-estradas paralelas umas às outras e em estádios de futebol”, o que faz com que considere que “comparativamente com a Europa estamos mais atrasados do que há cem anos”. Por isso, Dom Duarte Pio defende um reforço da “aliança da lusofonia”, através de uma Confederação de Países Lusófonos. “A CPLP foi um passo muito bom, mas deveria evoluir para outro conceito”, disse. O orador mostrou-se a favor da reforma ortográfica, pois “se a ortografia não se mantiver codificada, quem desaparece somos nós”.

Apelo aos movimentos cívicos.

 O futuro do país, segundo o orador, passará também pela criação de associações de movimentos cívicos, à semelhança da PASC (Plataforma Activa da Sociedade Civil), que integra várias associações, independentes de partidos políticos, que se empenham na resolução dos problemas nacionais. “Através destas associações, pode-se criar um movimento da sociedade, paralela aos partidos, na proposta de soluções, na contestação aos erros dos governos, que estão a destruir a identidade cultural”, frisou. Quanto ao papel que a Monarquia podia assumir em tempos de crise, Dom Duarte de Bragança frisou que “nos países onde o Chefe de Estado é um Rei, há mais independência política, mais garantias e mais estabilidade”. No final, o presidente do Rotary Club Gaia-Sul, Cancela Moura, deixou como mensagem uma profecia de Alexandre Herculano, assente no regresso do Rei. Presentes no encontro estiveram também elementos do Rotary de V.N.Gaia, Matosinhos, Valongo, Porto-Foz e Santa Maria da Feira, neste que foi um “tributo singelo ao companheiro Mário Laredo, que impulsionou o convite a Dom Duarte de Bragança”, frisou Cancela Moura.
Jornal Audiência

REAIS FRASES DO DIA

Jornal "SOL" de 02-03-2011
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sexta-feira, 11 de março de 2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

S.A.R., DOM DUARTE DE BRAGANÇA, CONVIDADO DE HONRA DO ROTARY CLUBE DE GAIA-SUL (01-03-2011)

Jornal "O Gaiense" de 05-03-2011 (Edição Semanal)
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ARTIGO DE OPINIÃO: VISÃO DE UM MONÁRQUICO

Portugal é um País democrático. Porém, a democracia implementada em Portugal utiliza a arma dos votos para legitimar uma série de pequenas ditaduras instituídas, inibindo a população portuguesa de discutir certos temas considerados fracturantes.
Começa logo pela forma de Chefia de Estado, que foi imposta numa Constituição nunca sufragada e que proíbe outra forma de governo que não a forma Republicana. A única possibilidade de permitir uma consulta popular ao sistema político português, seria a de alterar o artigo 288º, alínea b) dessa Constituição, sendo para isso necessário existirem mais de dois terços de deputados verdadeiramente democráticos, bem formados e justos, razão pela qual me atrevo a escrever que vai tardar a chegar esse dia.
Mas estes receios de consulta popular não são de admirar. Foi sem consulta popular que aderimos à Comunidade Económica Europeia, à União Europeia e finalmente ao espaço Euro. Nunca se consultou a População. Isto porque os nossos Governantes consideravam que a população que os elegeu não era suficientemente preparada para decidir tais temas. Foi uma forma elegante de denominar o Povo de ignorante e de incapaz, razão pela qual que não deveria ter direito de opção nos destinos mais relevantes para o futuro de Portugal. Esse mesmo Povo, segundo os governantes, deverá apenas cingir-se a eleger os deputados pois na realidade, esses representantes da Nação, acabam sempre por ser impostos nas listas eleitorais por uma Direcção Partidária Nacional.
Curiosamente, assistimos recentemente à discussão sobre a redução do número de deputados do nosso Parlamento. Devo referir que até sou favorável a uma redução do número de Deputados tal como a maior parte dos portugueses. Mas a questão é mais profunda que a redução de uns tantos deputados. Para que houvesse lugar a essa redução, seria necessário alterar a forma das Eleições Legislativas. Deveria ser dado ao votante a opção de escolher o Primeiro-Ministro e o Parlamentar que o vai representar no Parlamento. Obviamente que o candidato a parlamentar apenas poderia concorrer pela sua área de residência ou de naturalidade, pela simples razão de haver uma maior probabilidade de o candidato saber quais os problemas, as ânsias e os sonhos dos seus eleitores. E para existir uma maior aproximação do eleito para com o eleitor as eleições dos deputados deveriam ser efectuadas através de círculos uninominais.
Infelizmente, a intenção que está associada à redução do número de deputados não tem um objectivo de poupança de dinheiro do erário público nem de aproximação do eleito ao eleitor, mas sim uma divisão do País em dois Partidos, transformando os outros Partidos em “bandos residuais”. Ficariam assim criadas as condições para uma democracia ditatorial de alternância com uma nova “Ordem Nacional”. Essa nova “Ordem Nacional” teria como cabeça principal a Maçonaria. Não é por isso estranho que a Maçonaria se multiplique em esforços, principalmente na última década, de equilibrar os seus membros entre os dois maiores Partido Nacionais. Obviamente que esse equilíbrio tem como intenção, e independentemente de quem esteja no poder, a existência de um objectivo comum e sem interferências.
Mas também existe uma ditadura democrática nos cargos que acabam por ser escolhidos pelos partidos. E são inúmeros os casos em que esse poder passa de pais para filhos. E não porque sejam competentes, pois a maior parte nunca trabalhou na vida além da política. São assessores, vereadores, presidentes de Câmaras e mesmo administradores de empresas públicas. Todos jovens, à procura de um primeiro emprego para ganhar curriculum e uma carreira promissora. Todos bons rapazes, sem problemas financeiros, sem noção dos problemas reais do País e dos portugueses, apenas preocupados em garantir os seus devaneios luxuriosos e sem preocupação na defesa da causa pública. Seria interessante analisar o que se passou nas Câmaras Municipais ou nas Juntas de Freguesia nos últimos 20 anos. Seria mesmo muito interessante efectuar um estudo sobre os concursos para funcionários autárquicos. Esse estudo deveria analisar quantos dos concorrentes que ficaram nos quadros das autarquias eram filiados dos Partidos ou das suas juventudes partidárias, ou filhos de autarcas ou mesmo de antigos funcionários camarários. Os números seriam assustadores. E eu que sou monárquico, e que os vejo não concordar com a transição hereditária do Chefe de Estado, vejo-os a transmitirem os poderes de pais para filhos, utilizando a arma de que foram legitimados pelo Povo. Mas essa é a grande diferença. É que um monárquico, apenas considera que o único cargo político que passa de pai para filho, após muitos anos de preparação, é o de Chefe de Estado. E para tal acontecer, esse filho tem de o merecer e de estar preparado para essa função. Para um monárquico, o cargo de Chefe de Estado só é hereditário por ser um garante de que essa pessoa carrega em seus ombros toda a História de Portugal. E é mais fácil preparar um Chefe de Estado desde tenra idade para desempenhar as suas obrigações com isenção, sem corrupção e com um único objectivo de defender o que é melhor para Portugal. Nunca deverão, os outros cargos públicos ser hereditários.
Mas assim vai esta República Portuguesa, em que a corrupção é sempre desculpada, os denunciantes são perseguidos, os meninos dos partidos vão tendo emprego garantido nas Câmaras Municipais com concursos públicos de isenção duvidosa, as nomeações políticas vão surgindo com incompetentes a terem ordenados principescos nas empresas públicas, os Primeiros-Ministros são acusados de várias imoralidades mas tudo vai sendo desculpado, os Governadores do Banco de Portugal não têm culpa das fraudes do sistema bancário, os jornalistas são saneados por influências políticas e os Presidentes suspeitam que são controlados por escutas e espiões.
E enfim, Portugal está entregue a estes iluminados mentais e materiais que não crescem por mérito nem pela seriedade mas sim pelos conhecimentos, pela corrupção ou pela submissão, também conhecida pelo “lambe-botismo”.
Pedro Borges de Macedo
Vice-Presidente da distrital de Braga do PPM
Jornal "Diário do Minho" de 7 de Março, pág. 23
PPM DE BRAGA