sexta-feira, 11 de março de 2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

S.A.R., DOM DUARTE DE BRAGANÇA, CONVIDADO DE HONRA DO ROTARY CLUBE DE GAIA-SUL (01-03-2011)

Jornal "O Gaiense" de 05-03-2011 (Edição Semanal)
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ARTIGO DE OPINIÃO: VISÃO DE UM MONÁRQUICO

Portugal é um País democrático. Porém, a democracia implementada em Portugal utiliza a arma dos votos para legitimar uma série de pequenas ditaduras instituídas, inibindo a população portuguesa de discutir certos temas considerados fracturantes.
Começa logo pela forma de Chefia de Estado, que foi imposta numa Constituição nunca sufragada e que proíbe outra forma de governo que não a forma Republicana. A única possibilidade de permitir uma consulta popular ao sistema político português, seria a de alterar o artigo 288º, alínea b) dessa Constituição, sendo para isso necessário existirem mais de dois terços de deputados verdadeiramente democráticos, bem formados e justos, razão pela qual me atrevo a escrever que vai tardar a chegar esse dia.
Mas estes receios de consulta popular não são de admirar. Foi sem consulta popular que aderimos à Comunidade Económica Europeia, à União Europeia e finalmente ao espaço Euro. Nunca se consultou a População. Isto porque os nossos Governantes consideravam que a população que os elegeu não era suficientemente preparada para decidir tais temas. Foi uma forma elegante de denominar o Povo de ignorante e de incapaz, razão pela qual que não deveria ter direito de opção nos destinos mais relevantes para o futuro de Portugal. Esse mesmo Povo, segundo os governantes, deverá apenas cingir-se a eleger os deputados pois na realidade, esses representantes da Nação, acabam sempre por ser impostos nas listas eleitorais por uma Direcção Partidária Nacional.
Curiosamente, assistimos recentemente à discussão sobre a redução do número de deputados do nosso Parlamento. Devo referir que até sou favorável a uma redução do número de Deputados tal como a maior parte dos portugueses. Mas a questão é mais profunda que a redução de uns tantos deputados. Para que houvesse lugar a essa redução, seria necessário alterar a forma das Eleições Legislativas. Deveria ser dado ao votante a opção de escolher o Primeiro-Ministro e o Parlamentar que o vai representar no Parlamento. Obviamente que o candidato a parlamentar apenas poderia concorrer pela sua área de residência ou de naturalidade, pela simples razão de haver uma maior probabilidade de o candidato saber quais os problemas, as ânsias e os sonhos dos seus eleitores. E para existir uma maior aproximação do eleito para com o eleitor as eleições dos deputados deveriam ser efectuadas através de círculos uninominais.
Infelizmente, a intenção que está associada à redução do número de deputados não tem um objectivo de poupança de dinheiro do erário público nem de aproximação do eleito ao eleitor, mas sim uma divisão do País em dois Partidos, transformando os outros Partidos em “bandos residuais”. Ficariam assim criadas as condições para uma democracia ditatorial de alternância com uma nova “Ordem Nacional”. Essa nova “Ordem Nacional” teria como cabeça principal a Maçonaria. Não é por isso estranho que a Maçonaria se multiplique em esforços, principalmente na última década, de equilibrar os seus membros entre os dois maiores Partido Nacionais. Obviamente que esse equilíbrio tem como intenção, e independentemente de quem esteja no poder, a existência de um objectivo comum e sem interferências.
Mas também existe uma ditadura democrática nos cargos que acabam por ser escolhidos pelos partidos. E são inúmeros os casos em que esse poder passa de pais para filhos. E não porque sejam competentes, pois a maior parte nunca trabalhou na vida além da política. São assessores, vereadores, presidentes de Câmaras e mesmo administradores de empresas públicas. Todos jovens, à procura de um primeiro emprego para ganhar curriculum e uma carreira promissora. Todos bons rapazes, sem problemas financeiros, sem noção dos problemas reais do País e dos portugueses, apenas preocupados em garantir os seus devaneios luxuriosos e sem preocupação na defesa da causa pública. Seria interessante analisar o que se passou nas Câmaras Municipais ou nas Juntas de Freguesia nos últimos 20 anos. Seria mesmo muito interessante efectuar um estudo sobre os concursos para funcionários autárquicos. Esse estudo deveria analisar quantos dos concorrentes que ficaram nos quadros das autarquias eram filiados dos Partidos ou das suas juventudes partidárias, ou filhos de autarcas ou mesmo de antigos funcionários camarários. Os números seriam assustadores. E eu que sou monárquico, e que os vejo não concordar com a transição hereditária do Chefe de Estado, vejo-os a transmitirem os poderes de pais para filhos, utilizando a arma de que foram legitimados pelo Povo. Mas essa é a grande diferença. É que um monárquico, apenas considera que o único cargo político que passa de pai para filho, após muitos anos de preparação, é o de Chefe de Estado. E para tal acontecer, esse filho tem de o merecer e de estar preparado para essa função. Para um monárquico, o cargo de Chefe de Estado só é hereditário por ser um garante de que essa pessoa carrega em seus ombros toda a História de Portugal. E é mais fácil preparar um Chefe de Estado desde tenra idade para desempenhar as suas obrigações com isenção, sem corrupção e com um único objectivo de defender o que é melhor para Portugal. Nunca deverão, os outros cargos públicos ser hereditários.
Mas assim vai esta República Portuguesa, em que a corrupção é sempre desculpada, os denunciantes são perseguidos, os meninos dos partidos vão tendo emprego garantido nas Câmaras Municipais com concursos públicos de isenção duvidosa, as nomeações políticas vão surgindo com incompetentes a terem ordenados principescos nas empresas públicas, os Primeiros-Ministros são acusados de várias imoralidades mas tudo vai sendo desculpado, os Governadores do Banco de Portugal não têm culpa das fraudes do sistema bancário, os jornalistas são saneados por influências políticas e os Presidentes suspeitam que são controlados por escutas e espiões.
E enfim, Portugal está entregue a estes iluminados mentais e materiais que não crescem por mérito nem pela seriedade mas sim pelos conhecimentos, pela corrupção ou pela submissão, também conhecida pelo “lambe-botismo”.
Pedro Borges de Macedo
Vice-Presidente da distrital de Braga do PPM
Jornal "Diário do Minho" de 7 de Março, pág. 23
PPM DE BRAGA

A TOMADA DE POSSE EM VERSO....

A POSSE
Ele jura sobre a Bíblia? Não.
Jura sobre o Evangelho? Não.
Jura sobre o Corão? Também não.
Jura apenas defender a constituição!
Mas qual constituição?
A última?
A do Miranda?
Profeta perdigoto!
E do outro?
Comunista reciclado!
A mais recente revista?
O PS consagrado?!
Com o PSD ao lado?!
É essa?
Posso ficar descansado?
Depende
Se fores parvo
Ou atrasado.
Da posse com os melhores cumprimentos…
Que ele cumpre.
O quê?
Saudações monárquicas
JSM - INTERREGNO

quarta-feira, 9 de março de 2011

PARA DESANUVIAR A TOMADA DE POSSE DO PRESIDENTE DOS REPUBLICANOS, NUMA QUARTA FEIRA DE CINZAS!!!

VIVA O REI DE PORTUGAL!

DOIS DUQUES E UM DESTINO

Ainda a propósito do filme “O Discurso do Rei”, a história de um Príncipe gago que não estava na primeira linha para ser chefe de Estado, mas que, por razões muito particulares, teve de o ser e assim ter o infortúnio da contemporaneidade em funções, nada mais, nada menos, com o período da II Guerra Mundial.
O grande ensinamento a extrair da película é a prevalência da substância sobre a forma. Alguém que tinha as suas limitações e as suas dificuldades, como qualquer um de nós, mas que por desígnio da obrigatoriedade e do compromisso com a Nação teve de avançar e resolvê-las. E resolveu!
Face ao contexto, são inevitáveis as comparações do ex Duque de York, futuro Jorge VI e o Duque de Bragança que há-de ser o futuro Duarte III de Portugal e dos Algarves.
Ora, para aqueles que, infelizmente, ainda medrosamente se deixam ir na propaganda republicana novecentista, especializada na forma e no estilo, mas sempre desagregada do mundo real, do povo e dos seus costumes, mantêm-se surdos para ouvir um homem apenas porque possui uma maneira peculiar de falar…que pessoalmente gosto. Gozo, normalmente é o tónico usado, o tónico dos fracos. A esses eu lhes digo que não existe hoje pessoa mais habilitada para a Chefia de Estado, num contexto reformulado e actualizado do regime português, do que S.A.R., O Senhor Duque de Bragança, Herdeiro (e não pretendente) ao Trono de Portugal e dos Algarves. Foi emigrante (pelas infelizes razões que sabemos) e ninguém ama e sabe mais sobre o seu País do que um emigrante. Ele sente tudo de forma muito chegada às suas raízes.
Na única e feliz oportunidade que tive de trocar algumas palavras com S.A.R., Dom Duarte, pude aperceber-me de um homem que gosta mais do seu País e do seu povo do que de si próprio. Até pela sua formação militar, não tenho muitas dúvidas que poria literalmente a sua vida em prol do País.
Homem de trato simples, mas nobre na postura. É a antítese da vaidade. Sabem o carro que conduz? É melhor nem saberem… Mas sobretudo apercebi-me de um Homem que sabia mais da minha terra que eu próprio. Apaixonado pela biodiversidade, pela natureza, pela ecologia, pela agricultura, uma visão estratégica sobre o património arquitectónico português, homem de apurado sentido sobre as necessidades dos mais pobres, não fosse ele da mais distinta família portuguesa mas que viveu as provações que um Príncipe não vive. Mas ele viveu-as. Dá valor à poupança, pois precisou dela…muitas vezes. Um Homem que fala objectivamente da economia portuguesa e sobre o que ela realmente precisa. Profundo conhecedor das ancestrais tradições, folclores e costumes das maiores às mais pequenas regiões de todo o Portugal. Apreciador dos produtos que são feitos pelas diferentes zonas do nosso País. Falou de Timor antes de todos e usa uma pedagógica e natural postura de unificador dos países de expressão portuguesa. Defensor acérrimo da cultura portuguesa. Em nome da liberdade enfrentou corajosamente Salazar e pagou um preço por isso. Fala com verdade e coragem sobre o que pensa e actua com a equidistância partidária que só um Rei consegue.
Mas apesar disso tudo, de poucos assessores iria precisar para lidar, com a categoria necessária, em situações de representatividade de Estado, pois postura, educação e modos vêm do berço e não ensinados com fórmulas mágicas para não se fazer má figura durante 5 anos.
PPA - A Incúria da Loja 

O PILOTO, O PROFESSOR E O ÁRBITRO

Imagine o leitor a seguinte situação:
Um avião de passageiros, estacionado junto a uma plataforma de embarque, acabando de preencher os seus lugares e preparando-se para iniciar os procedimentos de partida.
Antes disso, porém, aparece uma hospedeira que, após a saudação habitual de boas vindas a bordo, dirige aos passageiros as seguintes palavras:
“.. e como nesta época de igualdade e democracia é inconcebível que o comando da aeronave seja privilégio exclusivo de uma elite minoritária, vamos agora participar todos na eleição do piloto”.
Qual seria a sua reacção, se ouvisse uma coisa destas antes de iniciar uma viagem aérea?...
Imagine outra situação:
Uma sala com alunos à espera do professor para dar início à aula. Em lugar de professor, entretanto, aparece alguém que dirige estas palavras aos presentes:
“Entre ensinar e ser ensinado, há uma distinção injusta que coloca o professor numa posição de superioridade e os alunos numa posição de inferioridade. É preciso acabar com essa diferença! E como todos somos cidadãos iguais em direitos, essa posição de superioridade também deve ser posta ao nosso alcance. Em cada aula, vamos, pois, eleger um professor, para dar a todos a oportunidade de disfrutar dos privilégios docentes!
Conhece alguma Escola ou algum Curso que tenha adoptado este sistema e que com ele tenha conseguido sobreviver?
Imagine ainda mais uma situação:
Um estádio de futebol em dia de jogo. Em campo, alinham-se as equipas adversárias com jogadores e suplentes. Nada de árbitros!
De onde vem esse arrogante direito de fiscalizar as regras do jogo, sem ter previamente consultado os donos do próprio jogo? Que espécie de imposição vem a ser essa?
Para acabar com essa injustiça, desta vez serão os jogadores a eleger o seu árbitro!...
Como decorreria um jogo de futebol em que o árbitro fosse proveniente de uma das equipas em disputa?
É claro que todas estas situações são absurdas. São tão absurdas que nem nos passa pela cabeça.
De facto, há posições que não se discutem. E isso acontece nos mais variados aspectos da vida quotidiana: na profissão, no trabalho, no desporto, etc., etc.. Toda a gente compreende perfeitamente que certos cargos não podem ser disputados porque carregam uma grande responsabilidade, porque pedem uma preparação especial, porque requerem determinadas aptidões e qualidades, etc..
Até podemos não gostar do nosso piloto, do nosso professor ou do nosso árbitro, mas todos estamos certamente de acordo em que é preferível antipatizar com tais indivíduos do que entregarmos a nossa sorte a um passageiro ignorante ou a um incompetente pseudo-professor; ou pagarmos bilhete para assistir a um jogo duvidoso, fiscalizado por um árbitro comprometido.
Então, se assim é, por que havemos de deixar ao acaso aquilo que de mais importante existe na vida da Nação (e nas nossas vidas)?  Se assim é, como podemos permitir que a Chefia do Estado seja periodicamente posta em leilão, viciada por grandes meios de Comunicação Social e entregue a uma pessoa escolhida entre três ou quatro, tiradas das fileiras de um partido, mas praticamente desconhecida do grande público?
Quando viajamos de avião, ficamos tranquilos se nos disserem que estamos entregues a um piloto experiente. Quando assistimos a uma aula, ficamos edificados e satisfeitos se verificarmos que o professor é competente. Quando assistimos a um desafio de futebol, ficamos mais pacificados se soubermos que o árbitro tem reputação de imparcialidade.
Mas quando somos chamados a opinar sobre os destinos do país (e indirectamente de cada um de nós!), lá vamos todos de embrulhada no carnaval republicano que antecede a eleição para a Chefia do Estado. Lá vamos nós dar o nosso voto ao candidato que nos parece menos mau. Lá vamos nós abir um pouco mais a chaga da Nação dividida por uma disputa tão surpreendente como a escolha do piloto, do professor ou do árbitro.
Não seria melhor que a Chefia do Estado fosse entregue a alguém especificamente preparado para tal, como é um Príncipe desde a sua infância?
Não seria melhor que a Chefia do Estado permanecesse acima de todas as eleições ou disputas, para evitar a cobiça do Poder, o clima de guerra civil entre partidos e facções, a demagogia e a manipulação das massas em dispendiosas, barulhentas, vazias e carnavalescas campanhas eleitorais?
Em vez de se entregar a Chefia do Estado a um político de ocasião, comprometido com as forças (e com os dinheiros...) que o elegeram, destinado a abandonar o cargo ao fim de um ou dois mandatos, não seria melhor entregá-la a um Poder estável e duradouro, imparcial e independente, a um homem verdadeiramente identificado com a Nação por uma longa e gloriosa História de serviços a ela prestados?
É claro que sim! ...”exactamente porque os Reis não são criaturas da vontade dos gupos, é que podem ser objecto do amor de todos; porque a origem da autoridade real é o nascimento, toda a Nação pode amar o Príncipe como a família ama a criança nascida no seu seio; e assim, se de algum modo o Rei é o pai do seu Povo, também de algum modo é filho do seu Povo. Só em Monarquia esta interrelação é possível. Em República o Chefe de Estado aparece em estado adulto e é em vida que normalmente desaparece. Gerado, como Chefe, pela mecânica constitucional e por ela morto, não é conatural aos homens e à Nação. Assim lhe pode competir o nome de Chefe de Estado, mas nunca o de Chefe da Nação.
(*) Henrique Barrilaro Ruas, “A Liberdade e o Rei”, Lisboa, 1971, págs. 149-150.

terça-feira, 8 de março de 2011

8 DE MARÇO DE 2010: DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Soberana da Temperança e da Caridade esta distinta grande Senhora transporta sobre os seus ombros, com honra e seriedade, a nobre herança de uma imemorial identidade nacional, ocupando o trono do carinho e admiração no reino do coração dos portugueses.
Neste Dia Internacional da Mulher, desejo que todas as Mulheres Portuguesas sigam o exemplo de Sua Alteza Real, A Senhora Dona Isabel de Bragança, como Mãe e como Mulher exemplar.
Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada na Dinamarca, foi proposto que o dia 8 de Março fosse declarado Dia Internacional da Mulher em homenagem às operárias de Nova Iorque. A partir de então esta data começou a ser comemorada no mundo inteiro como homenagem às mulheres.
Os meus parabéns a todas as Mulheres de Portugal! 

DONA MARIA PIA, A RAINHA QUE PORTUGAL ESQUECEU!

Retrato a aguarela da Rainha Dona Maria Pia
Momentos antes de morrer, a Rainha Dona Maria Pia perguntou para que lado ficava Portugal. Quis fechar os olhos na direcção do país que a recebera em festa, a 5 de Outubro de 1862, e que a expulsara para o exílio, a 5 de Outubro de 1910.
Portual nunca soube retribuir a paixão que Dona Maria Pia votou ao seu país de adopção, onde, mais que esposa, Mãe e Avó de Reis, foi uma Rainha que marcou indelevelmente a sua época.
De todos os exilados da Família Real que sairam de Portugal no 5 de Outubro de 1910, foi a primeira a morrer e a única que não regressou.
Quase um século após a Sua morte, Portugal não se interessou ainda por recolher da Basílica de Superga os restos mortais da Rainha Dona Maria Pia para que repousem no Panteão de São Vicente, ao lado do Marido, dos Filhos e dos Netos.
Mais que ingratidão, mais que injustiça, trata-se de um esquecimento que nos envergonha!
Destas páginas, e a quem as ler, fica o apelo para que se promova urgentemente o regresso a Portugal dos despojos da Rainha Dona Maria Pia, com as honras nacionais que a todos os títulos lhe são devidas, e com o carinho e respeito que a Sua memória nos merece.
Do livro "Casa Real", de Eduardo Nobre.
Menu do último almoço de Dona Maria Pia no Palácio Quirinal - 12 de Junho de 1911. Papel timbrado com a Coroa Real Italiana e o monograma de Vittorio Emmanuel, cercado do colar da Ordem da Annunciada.
Acompanhada pelo seu sobrinho, o Rei Victor Manuel III e pela Rainha Elena, a Rainha Dona Maria Pia almoçaria neste dia pela última vez em Roma, partindo em seguida  para Nápoles. No Palácio Real desta cidade residia o Duque do Porto, Dom Afonso de Bragança. As duas Residências Reais de Nápoles, o Palácio Real e a Reggia di Capodimonte, acolheram, em diversas ocasiões e datas, membros da Família Real Portuguesa.
O estado de saúde da Rainha Dona Maria Pia, que vinha a deteriorar-se após o assassínio do Filho e do Neto, num quadro alarmante de degeneração psíquica e física, sofre novo revés com o exílio. A Rainha que pouco mais dias teria de vida, viria a morrer no Palácio de Stupinigi, a 5 de Julho de 1911, não chegando a completar os sessenta e quatro anos de idade, que celebraria a 16 de Outubro.
Do livro "Casa Real", de Eduardo Nobre

segunda-feira, 7 de março de 2011

O PALÁCIO PRESIDENTE.

Não há coisa mais inapropriada que ver presidentes em palácios, galinhas em São Bento ou peixinhos fora de água.
Dei por mim a tirar estas brilhantes conclusões enquanto ouvia um mordomo-mor (ou coisa parecida) que muito compenetrado nos introduzia na intimidade do palácio de Belém. Por estes dias residência oficial do PR.
Eu sei que o palácio é do povo mas as casas do povo não são assim; sei também que ele é o eleito mas o sufrágio não nos pergunta se o eleito deve habitar em palácios, nem tão pouco que se devam construir palácios para o efeito. Além disso, não me parece boa ideia utilizar a casa, o lar, onde viviam as régias pessoas para lá meter os seus adversários políticos, quando não inimigos. Acho um abuso.
Entretanto, a visita guiada prosseguiu até à sala de audiências. Aqui chegados, o nosso cicerone anuncia solene: - esta é a divisão mais importante do palácio!
Esperei ver um trono, mas não. Imaginei um manto, uma coroa, também não. Descansei, a novidade resumia-se a uma mesa redonda, com duas cadeiras, uma mesa de trabalho para as habituais reuniões com o PM!
Não vou discutir a utilidade das reuniões, mas se é para trabalhar, um palácio parece-me um exagero. Se não é para trabalhar, se o palácio serve apenas para receber outros chefes de estado, não havia necessidade.
Explico: - se os ilustres convidados forem presidentes de repúblicas continua a não fazer sentido andarem a pavonear-se em palácios; se por outro lado forem Reis (ou Rainhas) não vale a pena aparentar aquilo que não se é. Os Reis compreendem perfeitamente e até ficam aliviados.
Uma sugestão: sejam criativos, recebam as altas individualidades na doca seca, junto às gravuras rupestres de Foz Côa, na bancada VIP do estádio da Luz, eu sei lá, há tanto sítio representativo do Portugal republicano.
Saudações monárquicas
INTERREGNO

A HERANÇA QUE NOS DEIXARAM!!!!

Retirado DAQUI

domingo, 6 de março de 2011

GRÁFICOS QUE ILUSTRAM A SITUAÇÃO ACTUAL

1) A média do crescimento económico é a pior dos últimos 90 anos
Fonte: Santos Pereira (2011)
2) A dívida pública é a maior dos últimos 160 anos - % PIB 1850-2010
Fonte: Santos Pereira (2011)
3) A dívida externa é, no mínimo, a maior dos últimos 120 anos (desde que o país declarou uma bancarrota parcial em 1892) - Dívida externa bruta em % do PIB, 1999-2010
Fonte: Santos Pereira (2011)
4) O desemprego é, no mínimo, o maior dos últimos 80 anos. Temos 610 mil desempregados, dos quais 300 mil são de longa duração - Taxa de desemprego em Portugal, 1932-2010.
Fonte: Santos Pereira (2011)
5) Voltámos à divergência económica com a Europa, após décadas de convergência - PIB per capita português em % do PIB per capita da Europa Avançada.
Fonte: Santos Pereira e Lains (2010)
6) Vivemos actualmente a segunda maior vaga de emigração dos últimos 160 anos - Emigração portuguesa (milhares de pessoas), 1850-2008.

Fonte: Santos Pereira (2010)
7) Temos a taxa de poupança mais baixa dos últimos 50 anos - Taxa de poupança bruta, 1960-2010
Fonte: AMECO, Santos Pereira (2011)
Mendo Henriques Ph. D.- Universidade Católica Portuguesa
(Clique nas imagens para ampliar)


Sem comentários... é por isto  e      outros motivos que