segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

PORTUGAL: TERRA DE UM POVO LIVRE!

Em tempos bem distantes, ainda antes da Era de Cristo, Nosso Senhor, numa época em que o grande Império Romano estava em expansão, com os Exércitos de César a marcharem sobre a Europa, incluindo a Península Ibérica, existia, no extremo ocidental, na costa Atlântica, numa terra chamada Lusitânia, um povo guerreiro, com origens celtas e iberas que resistiu durante anos às invasões e à submissão às Leis de Roma. Esse povo guerreiro, era liderado por Viriato, que conseguiu, por diversas vezes derrotar tropas romanas que tentavam invadir o território de seu povo. Até que um dia, dois amigos de Viriato, decidem oferecer seus serviços a Roma e, por troca de dinheiro, mataram o grande Líder. Só que, quando estes foram para receber sua recompensa, o General Romano, disse-lhes que “Roma não paga a traidores” e mandou-os executar. Viriato morreu e seu povo acabou por ser subjugado pelos Romanos.
No século V, depois de Cristo, o Império Romano do Ocidente cai e a Península Ibérica é ocupada por povos germânicos, nomeadamente os Suevos que ocupariam uma boa parte do territórios que hoje se situa entre a Galiza e o Minho e os Visigodos ocuparam o resto da Península. Com uma crise de sucessão sueva, os Visigodos tomaram a sua capital, Portuscale, e acabaram por unir sob a sua Coroa toda a Península Ibérica.
Mas a Herança Sueva manteve-se. Quando em 711, os Mouros invadem a Península Ibérica, os Suevo-Visigodos, irão se refugiar nas Astúrias e conseguem resistir nessas terras altas e frias às investidas muçulmanas e acabarão, por contra-atacar ao longo dos séculos seguintes até que já no século XI, metade da Península Ibérica já era de novo, ocupada pelos descendentes dos povos Suevos e Visigodos, Cristão convertidos anteriormente, e criaram os novos Reinos de Leão, Castela, Navarra, Aragão e obviamente, Portugal que antes da formação do Condado Portucalense, já tinha nobres com ascendência Sueva e Visigótica que se juntaram ao Conde Dom Henrique, de origem Francesa, que se casou com Dona Teresa, filha Bastarda do Rei Afonso VI de Leão e Castela, e que procuraram junto dele, recuperar a velha Coroa Sueva que tinha sido tomada pelos Visigodos séculos antes.
Tal não se sucedeu com o Conde Dom Henrique, mas sim com o seu filho Dom Afonso Henriques, que graças aos seu grande espírito guerreiro, porá em prática as ideias de Seu Pai, e fundará o Reino de Portugal, nosso País.
A partir desse momento, Dom Afonso Henriques, enquanto Rei dos Portugueses, nunca pagou nenhuma tensa aos seus primos de Leão e Castela, porque efectivamente, o que ele sempre pretendeu, foi ser Rei Independente e Livre, numa Terra Livre, de Gente Livre.
Deste tempo, através dos princípios da nossa História – Pátria, surge o Pacto entre a Coroa e o Reino. Nenhum Rei subiria ao Trono sem ser Aclamado, isto é, sem ser eleito e confirmado por uma Assembleia. Inicialmente, até Dom Afonso III, as Cortes eram representadas apenas pela Realeza, a Nobreza e o Clero, mas este Rei, que veio de Bolonha para substituir o incapaz de seu irmão Dom Sancho II, que tinha sido excomungado pelo Papa, determinou, nas Cortes de Leiria de 1215 que os Concelhos, seriam representados, isto é, o Povo passava a ter os seus representantes nas Cortes, e assim foi até 1688, ano que Dom Pedro II decidiu já não ser preciso reunir Cortes para que um Rei suceda a outro. Contudo, desde a aclamação de Dom João V até ao Liberalismo Monárquico, os Reis foram sempre aclamados junto dos representantes de todo o Reino – Clero, Nobreza e Concelhos (Povo).
O Povo Livre, sempre quis ser independente do Reino de Espanha (anteriormente, Leão e Castela …), foi assim, ao aclamar Regedor e Defensor do Reino o Mestre de Avis, Dom João, que passaria a ser Rei de Portugal, como Dom João I.
Foi o povo que se juntou ao Prior do Crato, Dom António I, aclamado em Santarém que lutou com bravura no Vale de Alcântara, contra o Duque de Alba, acabando por perder a batalha, mas o sentimento de querer ser livre, manteve-se sempre vivo durante os 60 anos de domínio espanhol.
Foi o povo, que se juntou aos 40 Conjurados que derrubaram o poder espanhol em Lisboa e no Reino, participando patrioticamente, diria, na luta pela liberdade do Reino, aclamando Dom João IV como seu Rei.
Foi o povo, que se juntou ao Infante Dom Pedro, para derrubar o Rei Dom Afonso VI, e selar a Paz de uma Guerra da Restauração que estava a esgotar todo o Reino e Dom Pedro assinou a Paz com a Espanha em 1668.
Foi o povo, que mais uma vez se uniu, contra as invasões napoleónicas, juntando-se aos nossos heróis nacionais que acabariam por liderar a revolução Liberal de 1820, lutando pela Constituição e o Estado de Direito que Portugal acabaria por ser apenas 14 anos depois e com total consolidação, a partir de meados do século XIX.
Foi o povo, que se uniu, entregando seus dinheiros e jóias, para financiar uma possível guerra com a Grã-Bretanha por ocasião do Ultimatum de 1890.
Foi o povo, que nos anos da agonia da Monarquia, esteve sempre do lado dos seus Reis.
Não foi o povo que proclamou a República, mas sim um bando de traidores à Pátria, que nunca perceberam nada da História do seu Povo, matando o Rei e o Príncipe Real e impondo um regime anárquico e ditatorial, seja na I República, seja na II República e na III República. As falsas expectativas criadas pelos diversos golpes militares, regimes políticos republicanos, autoritários, militares, guerras inúteis levaram ao actual estado da Nação.
Viriato foi o nosso Primeiro Grande Líder, nesta terra de Liberdade.
Dom Afonso Henriques e seus descendentes perceberam que desde o início devíamos ser um Povo Livre e Independente.
Nós somos livres e o nosso Rei é livre.
Nós somos livres, pela Lei consagrada numa Constituição. E o Rei é Livre, pois não depende de ninguém a não ser de si próprio para prover ao bem do Reino, garantindo a Paz Interna, a Democracia e as Liberdades e Garantias do seu Povo; nós todos, Portugueses, Lusitanos!Em todos os momentos da História da “Lusitania antiga Liberdade” – como lhe chamou o Grande Camões, o Povo fez-se ouvir e clamou sempre pela sua Liberdade.
Foi a República que lhe tirou a Liberdade impondo modelos políticos estrangeiros, afrancesados que nada correspondem às ânsias do Povo.
Devemos nos concentrar naquilo que fomos e no que nos tornámos.
Façamos ouvir a nossa Voz. Erguêmo-nos uns após os outros, até que de cordeiros, passemos a ter vozes de leões e impugnemos a nossa vontade junto de quem nos enganou, aclamando o nosso Rei, nosso Líder, Dom Duarte de Bragança, Herdeiro dos Nossos Maiores.
Viva o Rei! Viva Portugal!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

UM PEQUENO ALMOÇO DE PRIMOS NA YORK HOUSE, EM LISBOA

Encontra-se de passagem por Lisboa, S.A.I.R., Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil. É o terceiro dos doze filhos do Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança.
A Família Imperial do Brasil descende da filha mais velha do último Imperador do Brasil, Dom Pedro II (filho de Dom Pedro IV de Portugal e I do Brasil. Foi casada com Dom Gastão d'Orleans, neto de Luís Filipe, Rei dos franceses. Era avó de S.A.R., Dona Maria Francisca, mãe de S.A.R., Dom Duarte Pio de Bragança.
Facebook - 27-02-2012

UM ESPAÇO DEDICADO À ARISTOCRACIA PORTUGUESA

(Clique na imagem para ampliar)

FOI MÁGICO!

Saio de casa a correr e levo a minha bandeira azul e branca , não quero chegar atrasado … O ponto de encontro era junto à placa que assinala o local onde tragicamente foram assassinados S.M., El-Rei Dom Carlos e Príncipe Real, S.A., Dom Luís Filipe. Para minha surpresa quando lá chego, não se encontrava uma única pessoa e faltavam cinco minutos para a hora marcada … Para mal de meus pecados, esqueci-me do nome da Igreja, tentei ligar para amigos mas ninguém me respondeu, desloquei-me às Igrejas mais próximas e …nada.
Subi a rua em direcção aos Armazéns do Chiado e foi quando me lembrei de passar pela Igreja que fica perto da Real Associação de Lisboa .. o destino não me deixou ficar mal pois era ali a evocação do regicídio!
Entro na igreja que estava cheia e aquecida, não havia um lugar para me sentar …Fiquei lá atrás a assistir à missa, até que chegou o momento de comungar. Desloco-me lentamente em direcção ao altar. As pessoas estavam geralmente muito bem vestidas, menos eu que estava com a roupa do dia a dia.
Vi cavalheiros com grandes bigodes como se os tivessem escovado antes de sair de casa As senhoras também não fugiram à regra … Algumas com véu e vestidos compridos … Do lado esquerdo estava uma senhora que canta melhor ainda que os músicos .. Quando finalmente vou comungar vejo S.A.R., Dom Duarte do lado direito e S.A.R., Dona Isabel … Disfarcei a alegria olhando em frente e finalmente comunguei.
Após comungar retorno ao meu lugar pelo lado esquerdo indo de seguida para o lado direito da igreja ficando mais ou menos a meio, Olhando para o lado esquerdo, vejo uma senhora que me faz um gesto. Era Maria Menezes a quem fui cumprimentar logo e de seguida, veio José Tomaz e o Duarte Calado que também me cumprimentaram já a missa tinha terminado e o casal Real deslocou-se a uma sala onde todos os pudemos cumprimentar.
Já na sala deixámos primeiro aqueles que são os amigos mais chegados da Família Real cumprimentar o casal, Eu estava tão nervoso que quando chegou a minha vez não sabia o que dizer.
José Tomaz disse a Dom Duarte e a Dona Isabel que eu era o criador de um grupo na net e para minha surpresa Dom Duarte deu-me os parabéns pelo grupo que estava muito bom e que costuma acompanhar! Eu não queria acreditar parecia estar num sonho!
Permaneci na sala onde José Tomaz me continua a apresentar pessoas como a deputada municipal Aline Hall que eu tive o prazer de conhecer e ali permaneci na companhia de pessoas de alto valor para a Causa! Devo agradecer a todos os membros do grupo Monárquicos Portugueses Unidos em especial por colaborarem no seu perfeito funcionamento!
Filipe Cardeal, 1 de Fevereiro de 2011
Monárquicos Portugueses Unidos, - Facebook

sábado, 26 de fevereiro de 2011

SONHOS E REALIDADES NA REVOLTA ÁRABE

A situação política nos países árabes da margem sul do mediterrâneo é explosiva: para os seus governos, quase todos ditaduras, para os seus povos, que sofrem uma nova onda de violência da repressão, para o equilíbrio geo-estratégico da região, já anteriormente periclitante, para Israel que se vê cada vez mais isolado e ameaçado, para a Europa e os EUA, uns vizinhos, outros aliados de regimes que agora se desmoronam como baralho de cartas, desde sempre viciadas.
Na Europa, e também nisso somos muito europeus, alguns políticos e a comunicação social praticamente toda, embandeiraram em arco com a revolta dos povos contra os seus governos, dizendo que clamam pela democracia e pela liberdade e que se revêem no modelo ocidental, que lhes vai chegando pela internet, pelas redes sociais e pelos mais modernos meios de comunicação, como os telefones portáteis, que usaram para convocar as manifestações pacíficas que, depois, degeneraram em violentas, depois da violência dos poderes ameaçados no seu combate. Apressada asserção, julgo eu. Esquecem-se ou ignoram ou querem fazer valer os seus ideais e valores sobre a realidade, que o fundamentalismo islâmico está em muitos casos visível por detrás da justa revolta dos povos oprimidos e que sem essa opressão – quer seja de chiitas sobre sunitas, quer seja laica - têm o campo aberto para impor regimes teocráticos. Não aprenderam nada com o derrube da monarquia persa, que não sendo um regime democrático de modelo ocidental era bem mais democrático e ocidental do que o dos ayatollhas que se lhe seguiu, com o aplauso geral e o apoio, mais ou menos disfarçado, de França e EUA.
É evidente que as ditaduras nesses países é, aos meus olhos de democrata ocidental, intolerável. É evidente, também, que o apoio dos países europeus e dos EUA a esses regimes por razões estratégicas e a sua condenação, agora, pelas mesmíssimas razões e na esperança de que o que se lhe seguir não se volte contra eles, é igualmente intolerável. Como também é intolerável que se não procure ver e compreender que, neste caso concreto, como noutros de outras latitudes, o modelo de democracia ocidental não é exportável para aplicação imediata, que há que contar com a cultura dos seus povos, com o percurso histórico que, devido a vários factores, entre os quais os religiosos, têm vindo a percorrer e que querer impor um modelo político – por mais desejável que aos nossos olhos seja – é um erro crasso que custará ao Ocidente mais do que muitos, porque irrealistas, poderão supor.
É curioso, nesta revolta que grassa nos países árabes, constatar que todas essas abomináveis ditaduras substituíram monarquias com o beneplácito ocidental, em nome da liberdade que nunca veio a existir depois e que, nas monarquias árabes, com excepção do Barhein e da Arábia Saudita (onde ainda não se registaram movimentos de revolta) e que são monarquias absolutas, as reivindicações não tiveram como objecto os regimes, mas os governos e as suas políticas, salvaguardando a figura dos seus reis. Se o Ocidente não quiser meter a cabeça na areia, especialmente os EUA que sempre apoiaram o derrube das monarquias com a única excepção do Japão e que é na Ásia a única democracia moderna, e não conseguir perceber o seu significado, esperemos que em nome da utopia não assistamos ao fim das monarquias jordana e marroquina e ao início de regimes teocráticos islâmicos, sem liberdade e uma terrível ameaça para o Ocidente e sobretudo para a Europa aqui tão perto.
Confundir os desejos e as ideologias – por mais belos e justos que possam parecer – com as realidades, é um erro que se paga caro.
João Mattos e Silva *
* Nota: o texto publicado é da exclusiva responsabilidade do autor.
Texto publicado no Diário Digital a 23-Fev-2011
q u i n t a - f e i r a . c o m
http://www.monarquia-online.co.pt/
A MONARQUIA EM PORTUGUÊS NA INTERNET

OS DIAS DA «REVOLTA DOS BISPOS»

Documento, divulgado em finais de Fevereiro de 1911, contestava medidas «anticatólicas» e a perseguição às instituições católicas.Os Bispos católicos de Portugal escolheram o final de Fevereiro de 1911 para reagir às medidas tomadas desde a implantação da República, a 5 de Outubro do ano anterior, que consideravam de “feição não só acatólica, mas anticatólica”.
A «Pastoral Collectiva» do episcopado (na altura ainda não existia Conferência Episcopal) tinha data de 24 de Dezembro de 1910, mas só a 22 de Fevereiro de 1911 os bispos se decidiram pela sua leitura pública, nas missas dos domingos seguintes, sem prévia autorização do Governo, o que acabou por ser impedido, em muitos casos, pelo poder civil.
No documento, os bispos assinalam, em tom crítico, que o novo regime “proscreveu a Companhia de Jesus e extinguiu todas as demais ordens e consagrações religiosas” aboliu o “juramento religioso”, suprimiu “a observância de muitos dias santos de preceito” e “proibiu o ensino da doutrina cristã” nas escolas oficiais - suprimindo ainda a Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra - e facultou o divórcio.
“Como complemento e remate desta obra de hostilidade ao Catolicismo, virá, talvez, - corno muito é de recear, - vibrar-lhe mais fundo e dilacerante golpe a anunciada lei da separação entre o Estado e a Igreja”, alertavam, então, o Patriarca de Lisboa, os Arcebispos e Bispos “do Continente de Portugal”.
A carta foi redigida na sua forma definitiva por D. Augusto Eduardo Nunes (1849-1920), Arcebispo de Évora, mas o Governo Provisório procurou evitar a sua divulgação recorrendo à não concessão do tradicional beneplácito.
O Pispo do Porto, D. António Barroso (1854-1918), acabaria por ser destituído das suas funções por não ter acatado esta decisão governamental.
“O Catolicismo não é só repelido, como importuno estorvo à marcha das gerações novas em demanda dos novos ideais: é vexado, é perseguido; e de futuro, segundo a fácil previsão que os acontecimentos autorizam, irá recrudescendo a perseguição”, pode ler-se na Pastoral Colectiva.
O texto refere a existência de 5,41 milhões de católicos em 5,42 milhões de habitantes, partindo do censo de 1900 como justificação para a recusa de quaisquer medidas laicizadoras.
Esta Pastoral foi, segundo o historiador António Matos Ferreira, “um protesto formal às medidas do Governo”, onde os Bispos “reiteram o respeito pelo novo regime instituído”, mas informam que “os católicos não podiam cooperar com quem hostilizasse o catolicismo”.
“Apelam ainda ao compromisso dos católicos no favorecimento da causa da Igreja, e pedem um empenhamento de esforços na remoção da legislação contra a causa da religião”, escreve o especialista do Centro de Estudos de História Religiosa da UCP, na edição especial com que a Agência ECCLESIA assinalou o centenário da república.
As medidas anticlericais tomadas pelo Governo Provisório viriam a agudizar-se com a publicação da Lei da Separação, a 20 de Abril de 1911.
D. Manuel Clemente, Bispo do Porto e historiador, lembrou, em conferência proferida na última semana, que a Igreja apresentou “resistência” perante este novo enquadramento legal da religião organizada, “com as consequentes desavenças entre o Governo e o Episcopado”.
Em Maio de 1911, seria o Papa Pio X a assinar a encíclica «Iandundum», na qual condenava a “inacreditável série de excessos e crimes que foram levados a cabo em Portugal, para opressão da Igreja”.
OC - Lisboa, 23 Fev (Ecclesia) –
Agência Ecclésia

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

S.A.R., DOM DUARTE - DESCOLONIZAÇÃO: TANTOS OS PROBLEMAS QUANTO OS TERRITÓRIOS (I)

- Falámos múltiplas vezes até agora da Nação intemporal, da História da tradição. Como é que sente estas realidades quando pensa nos países de língua portuguesa, que indiscutivelmente fizeram parte da nossa História e com os quais se mantêm grandes afinidades culturais a começar pela fortíssima afinidade da língua? – Já referi o assunto antes. O “Império” autoritário, em que os “reinóis” mandam e desmandam nos outros... passou. Teve também aspectos gloriosíssimos! (Tanto assim que estamos em plena comemoração dos Descobrimentos, dos quais os primeiros tempos do Império são indissociáveis). Mas a História levou-o. Agora, de um Portugal grande, que fosse de todos e que cada vez deveria ser mais partilhado, fraterno, igualitário, livre... desse projecto... do fracasso desse projecto, ficou uma “mágoa sem remédio”, para usar as palavras de Camões.
Engolido na luta feroz entre os super impérios mundiais e submerso em banhos de sangue e sofrimento indiscritíveis, quem não sente que o seu desaparecimento rasgou irremediavelmente um pedaço do nosso coração? A nossa acção colonial teve atrasos, injustiças, erros graves (e muito graves). E estes encontram-se em todos os séculos, é claro! (Estou a lembrar-me, por exemplo, da verdadeira catástrofe que representou a expulsão dos Jesuítas pelo Marquês de Pombal, medida que praticamente aniquilou o ensino de todos os níveis em todo o espaço português!). Apesar de tudo isso quase conseguimos manter o rumo de uma aliança humana e antiga entre “povos fracos” e, no fundo, amigos e irmãos, serem problemas de raça... Falhámos por um pouco. Acho que a fraternidade e a tolerância ficaram mais pobres, num mundo infelizmente delas tão carecido!
- Conhece bem as antigas colónias? – Conheço razoavelmente esses países. Alguns esquecem que fui a África integrado na Força Aérea e mais tarde, como civil, colaborei em programas de “Extensão rural”. Não o fiz com espírito fechado e radical. O tempo que passei em África correspondeu a uma meditação e uma constante preocupação com o problema que (sentia profundamente) do futuro da relação entre Portugal e os territórios de além-mar. Como se poderia desatar aquele nó que parecia cego? É indiscutível que a aliança de Portugal com aqueles povos estava sendimentada em séculos de convivência. Convivência com defeitos, repito, mas que, apesar de tudo, tinha levado àquelas partes do mundo algum acréscimo de civilização e de bem-estar material (embora muitas vezes insuficiente) e, porque não dizê-lo, de justiça. As injustiças da colonização portuguesa eram, apesar de tudo, menores do que as injustiças dos tempos em que, sem os portugueses presentes, as tribos locais se enfrentavam nas mais cruéis e sanguinárias guerras e matanças. Isto pode “soar mal” a muitos ouvidos... Mas corresponde a uma minha profunda convicção, que declaro sem complexos. Por outro lado a descolonização pura e simples, a retirada portuguesa “sem mais”, parecia-me que, inevitavelmente, conduziria a banhos de sangue e desastres sem nome. E as pessoas com quem falava, os contactos que ía fazendo, permitiriam-me perceber que era falsa a ideia de que nas guerras africanas se afrontavam pura e simplesmente a direita portuguesa e o comunismo internacional. Não há dúvida de que eram essas duas forças os grande motores da luta. Mas chamava-me muito a atenção a existência de outras, de outros agrupamentos de pessoas, de grupos que seriam o embrião de partidos que apontando, decerto, para a auto-determinação e, nalguns casos, para a independência, tinham posições intermédias, conciliatórias, não totalitárias, abertas à obra dos portugueses, não anti-portuguesas em suma. Era absolutamente necessário promover com urgência esses grupos, essas correntes para que se pudesse sair pouco a pouco da crispação da guerra para a descripação da paz.
- Mas que forma poderia revestir uma ligação final de Portugal a estes territórios? – Sou dos que pensam que houve em Portugal, além de outros, um erro fundamental no que respeita ao Ultramar: foi o de considerar “o problema ultramarino” como único e indivisível. Ora acho que, pelo contrário, haviam tantos problemas quanto os territórios do Ultramar! Havia que resolver caso por caso, sem se considerar (como foram a doutrina e a política oficial), que a “negociação” como o “adversário” numa frente de guerra destruíria moral e politicamente os fundamentos da posição portuguesa e até a sua capacidade de lutar noutros territórios. Posso, é evidente, estar enganado. Mas, desde muito novo acreditei que era necessário resolver cada passo por si. E, note, sempre pensei que haveria que encontrar soluções específicas, até dentro das grandes unidades geopolíticas. Ainda hoje pergunto, porque é que Cabinda, que tem uma cultura própria bastante avançada, específica, e uma consciência nacional das mais apuradas que há em África, porque é que Cabinda e os cabindas haviam de ser um mero distrito de Angola? E outros exemplos se poderiam encontrar: a ideia de considerar que a Guiné e Cabo Verde constituiam “um todo”, era por tal forma contrária às realidades que não resistiu à pressão das mesmas! Nesse período da minha juventude passado em Angola, no serviço militar, procurei cumprir da forma mais correcta que me foi possível, não deixei de me preocupar continuadamente com uma perspectiva ampla que não passava manifestamente pela ideia de uma vitória militar a todo o custo.
- Então passava por onde? Nem a vitória militar... nem descolonização imediata...  Passava acima de tudo e antes de mais, por defenir claramente programas e horizontes caso por caso. Programas e horizontes abertos ao mais largo debate. Em Portugal. No Ultramar. Com os nossos aliados. Com as Forças Armadas! Tudo se deveria ter feito para impedir a ruptura militar! Horizontes e debates que se inserissem, é certo, nas perspectivas da auto-determinação mas sem nunca se perder de vista a grande tradição portuguesa de integração, de miscigenação, de abertura entre os povos, da criação de laços multi-raciais, do anti-racismo, e de uma caminhada (repito) que muitas vezes lenta e imperfeita!) para degraus sucessivamente superiores de maior civilização e de maior justiça. Muitos conhecem as circunstâncias em que saí de Angola. Com cortesia, o governo a que presidia Marcelo Caetano expulsou-me. É preciso dizer que eu promovi a oranização de uma lista alternativa às eleições para a Assembleia Nacional portuguesa, que reunia portugueses de várias raças e opiniões. Na maioria eram africanos, e todos eram favoráveis a uma evolução para a democracia e a uma maior justiça social, nunca pondo em causa a sua nacionalidade portuguesa. A médio prazo propunham o estatuto federal para o conjunto dos territórios portugueses de então (até admitindo uma capital federal em Nova Lisboa). Saí de Angola sob uma pressão a que não podia resistir. O meu Pai ainda era vivo. Tentou invocar o direito que eu tinha, como qualquer outra pessoa, de trocar ideias, de falar com as pessoas contra as quais não havia, em princípio, qualquer acusação. Mas foi tudo em vão. Tive de regressar. Deixei todavia lá uma parte pequena mas muito importante da minha juventude. Fiquei muito ligado sentimentalmente a amigos, a companheiros, a pessoas com os mesmos ideais.
(Extensão Rural - Angola)
- E mesmo depois das independências, os países agora chamados de língua oficial portuguesa nunca saíram do centro das suas atenções? – Pura verdade. É pública e notória a preocupação que tenho com Timor. Mas noutros países (designadamente em Moçambique e em Cabo Verde), tenho mantido continuamente contactos e penso que não sou mal recebido em nenhum deles. A propósito conto-lhe um detalhe curioso, não conhecido do público. Recentemente recebemos da Fundação Dom Manuel II uma pequena instituição de solidariedade social que foi criada pela última Rainha de Portugal, Dona Augusta Victória, e de que o Duque de Bragança é, por inerência, o Presidente), um pedido do Presidente do Município da cidade da Beira, em Moçambique. Dizia ter descoberto que a cidade se chamava “Beira” em homenagem ao Príncipe da Beira, Dom Luiz Filipe, que tinha visitado aquando da sua conhecida visita aos territórios do Ultramar. E, assim sendo, fazia um pedido à Fundação Dom Manuel II... É capaz de adivinhar qual?
- Pedia um subsídio, uma biblioteca, uma bolsa de estudos...? - Não. Pedia um retrato do Príncipe da Beira, Dom Luiz Filipe, que tinha dado o nome à cidade. Não lhe posso ocultar que entre mim e os meus colaboradores na Fundação Dom Manuel II, esse pedido fez passar um momento de emoção...
- Mas as suas intervenções mais espectaculares, se assim posso dizer, têm-se reportado sobretudo a Timor? – Sem dúvida. Há quem diga que a situação a que Timor chegou é da responsabilidade de Portugal. Que o governo de Lisboa mandou a nossa tropa e a nossa administração sair, numa tentativa para entregar Timor a um partido de tendência marxista. Que na sequência dessa nossa retirada, os indonésios não toleraram a perspectiva de um enclave pro-marxista no seu território. Que por isso, invadiram. Os culpados de tudo seríamos nós. Não teríamos por tanto, o direito de dizer nada e devíamos, pelo contrário, mantermo-nos envergonhadamente calados. Não penso assim. Se um governo em Portugal cometeu quanto a Timor um erro (e acho que efectivamente, cometeu um crime), isso não significa que os portugueses tenham sempre ficado obrigados a calar-se sobre a matéria. Assiste ao povo de Timor, como as Nações Unidas já reconheceram, inquestionável direito à autodeterminação. Tenho-me batido sistematicamente, e na modesta dimensão das minhas possibilidades, para que esse direito possa ser exercido. Pessoalmente estou convencido de que podendo autodeterminar-se, existiria uma possibilidade de os timorenses optarem por manter uma ou outra forma de ligação a Portugal. Como sabe, as grandes potências coloniais de outrora, mesmo depois da descolonização, continuaram a administrar (sublinho: por vontade das próprias populações), múltiplos territórios através do mundo. Lembre-se do ministério francês popularmente chamado "dos Dom-Tom", (abreviatura das expressões "Départment d'Outre Mer/Territoires d'Putre Mer").
- Acha que, se a descolonização o tivesse permitido, poderia hver hoje "Dom-Tom's" portugueses? - Pelo menos nos territórios onde não havia guerra, a auto-determinação poderia ter conduzido a soluções de articulação com Portugal (como aconteceu com tantos outros ainda sob administração francesa, americana, holandesa, etc.). Acho que quanto a este ponto se reflecte, de novo, a circunstância de se ter tratado do problema do Ultramar como "um todo", sem ter havido a subtileza de se entender (antes ou depois da evolução), que cada território merecia uma consideração calma, ponderada e específica. A construção encontrada para os Açores e para a Madeira, que são Regiões Autónomas com órgãos políticos e administrativos próprios dentro da unidade nacional, poderia porventura, ter sido aceite pelo povo de Cabo Verde? Certamento pelo de Timor? Quem sabe se pelo de Cabinda (se tivesse havido a coragem de considerar Cabinda como entidade diferente de Angola)? Enfim, sobre a descolonização também se tem falado "milhares de horas" e nem eu tenho opiniões particularmente originais. As que aqui manifesto correspondem apenas a uma síntese. São sinceras e estaria pronto a debatê-las em qualquer instância. Acrescento apenas que a Monarquia poderia ajudar, certamente, a manter um "Comonwealth" à portuguesa que (muito mais pequeno do que o inglês, aliás hoje com problemas de coesão), se poderia aproximar mais da situação que existe na Holanda: territórios pequenos, dotados de graus amplíssimos de autonomia, continuam a ter como Rainha, a Rainha da Holanda, mantendo-se assim uma ligação profunda àquilo que foi a fonte de uma parte importante da sua civilização e da sua cultura.
- Gostava de lhe falar de novo sobre aspectos da sua educação. À medida que o tenho ouvido, ao longo destas conversas, muitas vezes tenho pensado que não há nada de comum ou quase nada, entre a ideia que muitos fazem de um rapazinho educado em Coimbra por homens predominantemente virados para o passado e esta pessoa lúcida, moderna e aberta que está na minha frente. A sua educação foi realmente uma educação reaccionária? E se foi como é que evoluiu?  A minha educação não foi uma educação reaccionária! Foi uma educação em que entraram vários factores, dos quais assinalo os principais. Primeiro, o profundo portuguesismo e o bom senso dos meus Pais. Dir-me-ão que o meu Pai tinha sido educado na Áustria e que a minha Mãe era brasileira. Não há dúvida. Em nada, todavia o portuguesismo dos descendentes de Dom Miguel foi alterado, pela circustância de terem vivido no exílio... (Note que os portugueses da emigração são geralmente os mais patriotas! Quanto mais os que foram vítimas de tão injusto exílio!). Por outro lado, o meu Pai era um homem de grande bom senso. Devo-lhe uma "educação de bom senso" que me foi preciosa. A minha educação passou pelo Colégio Militar e pelos Jesuítas (Santo Tirso). Duas grandes instituições cujas escolas de formação de carácter e pensamento me marcaram. A ideia de que vivia em S. Marcos rodeado de professores monárquicos é uma fantasia posta a correr por algumas pessoas! Conversei, sim, com muitas das grandes figuras do pensamento monárquico da minha juventude. (Lembro, designadamente e entre outros, verdadeiros amigos como o Prof. Pacheco de Amorim e o Dr. Henrique Ruas...). Aprendi a ler os autores monárquicos e integralistas. Li, toda a vida, muitíssimo. E pude reflectir, exercitar ao longo dos anos o espírito crítico, chegar à minhas próprias conclusões.
Do livro, Conversas com o Duque de Bragança, de Manuela Gonzaga - "O passado de Portugal no seu futuro" (1995)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

EXPOSIÇÃO "DONA AMÉLIA E DOM MANUEL II-OS ÚLTIMOS REIS DE PORTUGAL" NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE PONTA DELGADA

A Biblioteca Municipal de Ponta Delgada vai receber, a partir de quinta-feira, 24 de Fevereiro, a exposição “D. Amélia e D. Manuel II – Os Últimos Reis de Portugal”. Esta exposição, que será inaugurada pelas 18h30 de quinta-feira e estará patente ao público até 11 de Março, é uma produção e realização da Associação Cultural “Mnesis 9”, em parceria com a Câmara de Ponta Delgada, através da Biblioteca Municipal.
Incluindo um total de 18 fotografias relativas às várias etapas da vida dos últimos Reis portugueses, a mostra de faz parte do programa anual de actividades da Biblioteca Municipal de Ponta Delgada., pode ser visitada de segunda a sexta-feira entre as 10h00 e as 18h00. A última Rainha de Portugal, de seu nome Maria Amélia Luísa Helena de Bourbon Orléans e Bragança, nasceu em Inglaterra, a 28 de Setembro de 1865 e morreu em França, 25 de Outubro de 1951. Era filha dos condes de Paris e casou com Dom Carlos em 1886. Como Rainha de Portugal, desenvolveu uma notável actividade no campo da assistência, criando, em 1899, a Assistência aos Tuberculosos e, em 1905, o Museu dos Coches. Em 1908, em plena crise política, a Família Real foi alvo de um atentado na Praça do Comércio, em Lisboa, quando regressava de Vila Viçosa. O Rei Dom Carlos e o Príncipe Herdeiro, Dom Luís Filipe, morreram em consequência desse atentado. Dom Manuel ficou ferido sem gravidade e apenas a Rainha saiu ilesa desse atentado. Aquando da revolução de 5 de Outubro de 1910, Dona Amélia encontrava-se no Palácio da Pena, mas foi juntar-se ao filho, D. Manuel II, em Mafra, acompanhando-o, depois, no exílio, em Gibraltar e em Inglaterra. Dom Manuel II nasceu em Lisboa e morreu em Inglaterra. Foi o último monarca de Portugal (1908-1910. Nasceu no Palácio de Belém, a 19 de Março de 1889, recebeu o nome de Manuel Maria Filipe Carlos Amélio Luís Miguel Rafael Gonzaga Xavier Francisco de Assis Eugénio e morreu em Twickenham, Inglaterra, a 2 de Julho de 1932. Ao longo do seu reinado, Dom Manuel II procurou sempre ir ao encontro das reivindicações operárias. Chamou, inclusivamente, Léon Poinsard para estudar as possibilidades de uma reforma das condições económicas e sociais do país. Em matéria de política externa procurou estabelecer boas relações com a Espanha e  Inglaterra. No entanto, a 3 de Outubro de 1910 rebentou a revolta republicana em Lisboa que triunfou em 5 do mesmo mês. Dom Manuel exilou-se, então, em Plymouth, mas manteve-se sempre interessado pela política de Portugal, defendendo, na altura, a entrada do país, ao lado dos aliados, na primeira guerra mundial. Pelo Gab. Imp. CMPD

AS LIGAÇÕES DA RAINHA DONA AMÉLIA AO PINHAL NOVO

Jornal do Pinhal Novo, 22-02-2011
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

D. XIMENES BELO DISTINGUIDO PERSONALIDADE LUSÓFONA DO ANO

O Bispo D. Ximenes Belo recebeu na segunda feira, 21, o Prémio Personalidade Lusófona do Ano (2010), no decorrer de uma cerimónia que teve lugar na Academia das Ciências de Lisboa, iniciativa do MIL – Movimento Internacional Lusófono e daquela instituição. Foi o próprio Prof Dr. Adriano Moreira, vice presidente da Academia, que entregou o Prémio a D. Ximenes Belo, relevando o respeito e gratidão que sentia pelas “pessoas que lutaram em Timor, que sofreram, cada um colocando a pequena pedra com que se constrói a grande História”.
“Entre essa pessoas conta-se D. Ximenes Belo”, sublinhou Adriano Moreira, recordando a forma calorosa como o Bispo de Timor foi recebido em Lisboa, num ambiente de grande triunfo após o conflito com a Indonésia, sublinhando o facto de em Timor, a “opção pela língua portuguesa ser uma defesa da identidade”, não deixando de destacar o contributo do Bispo de Timor para se atingir esse desiderato.
Renato Epifânio, presidente da direcção do MIL, explicou os motivos que levaram a distinguir tão ilustre personalidade do mundo lusófono:”Não o fazemos por razões religiosas, já que o MIL não está ligado a nenhuma Igreja, como a nenhum partido político. Fazemo-lo porque D. Ximenes Belo é, decerto, uma das figuras que melhor personifica o próprio povo timorense – na sua resistência à ocupação indonésia e na consequente libertação”.
“Com efeito, a par da resistência armada, a Igreja timorense foi o grande esteio da resistência espiritual e cultural a essa mesma ocupação indonésia, a grande responsável por Timor-Leste ter permanecido um país lusófono (…) uma dessas vozes, porventura, a mais audível, foi, decerto, a do Bispo D. Carlos Ximenes Belo”, acrescentou o responsável do Movimento Internacional Lusófono, lembrando no seu discurso o facto de que, apesar de Portugal ter deixado o seu antigo território abandonado à sua sorte, não o defendendo devidamente face à ocupação indonésia, o povo de Timor Leste quis permanecer no espaço lusófono.” Também por isso homenageamos o Bispo de Timor e, na sua pessoa, todo o Povo Timorense”, acentuou Renato Epifânio.
Agradecendo visivelmente emocionado a homenagem, D. Ximenes Belo diz ter recebido o Prémio como “um compromisso de trabalho em prol da Lusofonia”, saudando e apoiando os esforços feitos em prol das comunidades falantes da língua portuguesa”, frisando que a “lusofonia não se esgota na língua portuguesa mas no uso desta como factor de aproximação entre os vários países da mesma comunidade”.
A Embaixadora de Timor Leste em Lisboa, Natália Carrascalão e S.A.R., Dom Duarte de Bragança, foram algumas das personalidades presentes nesta sessão que dignificou um dos princípios que levaram à criação do MIL - a defesa do reforço dos laços entre os países lusófonos, numa base de liberdade e fraternidade .Ou seja, a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, um dos sonhos de Agostinho da Silva, contando-se entre as principais propostas do Movimento, a criação de um “Passaporte Lusófono”, um Banco e um canal de TV, para além da defesa de candidaturas independentes à Assembleia da República Portuguesa, como forma de revitalização da democracia.
Lisboa, 22 de Fevereiro de 2011
Liberal Online / Real Associação do Médio Tejo

LAÇOS DE FAMÍLIA: UM BOM REI

Revista Magazine Grande informação de Dezembro de 2006
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

JUVENTUDE MONÁRQUICA DO PORTO

A Juventude Monárquica do Porto foi reformulada a 31 de Janeiro de 2011, em assembleia geral com a entrada de três novos vogais para a direcção da Real Associação do Porto, Mariana Cyrne Pacheco , João de Brito e Faro e António Baião Pinto. Contando ainda com a colaboração de outro associado Tomaz de Souza Falcão. A Juventude Monárquica do Porto é parte integrante e dependente da Real Associação do Porto, órgão regional da Causa Real do mesmo distrito.
A Juventude Monárquica do Porto tem como principal objectivo reunir os jovens portugueses em torno do ideal monárquico, independentemente da sua classe social ou ideologia política, pelo que convidamos a aderir, a participar e a nela se inscrever, todos aqueles que concordam com o nosso anunciado objectivo, a Restauração da Monarquia em Portugal!
A Juventude Monárquica do Porto é parte integrante e dependente da Real Associação do Porto, órgão regional da Causa Real no mesmo distrito. A Juventude Monárquica do Porto tem como principal objectivo reunir os jovens portugueses em torno do ideal monárquico, independentemente da sua classe social e ideologia política, pelo que convidamos a aderir, a participar e a nele se inscreverer todos aqueles que concordam com o nosso anunciado objectivo, a Restauração da Monarquia em Portugal!