segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

BEATIFICAÇÃO DA «MÃE CLARA» A 21 DE MAIO DE 2011

Celebração no Estádio do Restelo vai ser preparada com iniciativas de divulgação da vida e obra desta religiosa portuguesa do século XIX.
A beatificação da irmã Maria Clara do Menino Jesus (1843-1899) vai ter lugar a 21 de Maio, no Estádio do Restelo, Lisboa, anunciou hoje a Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição (CONFHIC), fundada pela futura beata. Segundo o comunicado oficial, “espera-se um significativo número de participantes, não só de Portugal, como delegações dos 14 países” onde se encontra a CONFHIC.
A irmã Fátima Martins, do Departamento de Comunicação do Secretariado que prepara a beatificação, revelou à Agência ECCLESIA que a escolha do Estádio do Restelo se fica a dever ao seu “espaço amplo”, no qual as pessoas “podem estar sentadas”.
O presidente da celebração ainda não é conhecido, mas a irmã Fátima Martins adianta duas hipóteses: “D. José Policarpo ou o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos (Cardeal Angelo Amato)”.
«Maria Clara, um rosto de ternura e da misericórdia de Deus» é o slogan escolhido para a celebração, que vai ser preparada com “iniciativas de divulgação e formação” sobre a futura beata.
Nos próximos tempos será publicada uma obra sobre Madre Maria Clara e na celebração de 21 de Maio "será distribuído um opúsculo (30 a 40 páginas) sobre a vida e obra” da religiosa, precisa a irmã Fátima Martins.
O ritual da beatificação inclui a leitura da Carta Apostólica e a “chamada procissão das relíquias”, que neste caso será “um osso da Madre Maria Clara”.
O processo conheceu o seu ponto culminante quando, no dia 10 de Dezembro de 2010, Bento XVI assinou o Decreto de aprovação do milagre atribuído à intercessão da Irmã Maria Clara, relativo à cura de uma católica espanhola, Georgina Troncoso Monteagudo, afectada por um grave problema de pele.
Libânia do Carmo Galvão Meixa de Moura Telles e Albuquerque nasceu na Amadora, em Lisboa, a 15 de Junho de 1843.
Recebeu o hábito de Capuchinha, em 1869, escolhendo o nome de Irmã Maria Clara do Menino Jesus. A futura beata foi enviada a Calais, França, a 10 de Fevereiro de 1870, para fazer o noviciado, na intenção de fundar, depois, em Portugal, uma nova Congregação.
Abriu a primeira comunidade da CONFHIC em S. Patrício - Lisboa, no dia 3 de Maio de 1871 e, cinco anos depois, a 27 de Março de 1876, a Congregação é aprovada pela Santa Sé. A «Mãe Clara», como é popularmente conhecida, morreu em Lisboa, no dia 1 de Dezembro de 1899 e o processo de canonização viria a iniciar-se em 1995. Os seus restos mortais repousam na Cripta da Casa-Mãe da Congregação, em Linda-a-Pastora, onde “acorrem inúmeros devotos a implorar a sua intercessão junto de Deus”, diz Fátima Martins.
O milagre atribuído à religiosa ocorreu a 12 de Novembro de 2003, em Baiona (Espanha), numa “devota” que, em 1998, foi ao seu túmulo e pediu a cura de um pioderma gangrenoso (doença cutânea ulcerativa).
A CONFHIC adiante que Georgina Troncoso Monteagudo deve estar presente na beatificação da «Mãe Clara».
Esta religiosa do século XIX vai juntar-se, assim, a cinco portugueses beatificados nos últimos dez anos: os Pastorinhos Francisco e Jacinta, de Fátima (13 de Maio de 2000); Frei Bartolomeu dos Mártires (4 de Novembro de 2001); Alexandrina de Balasar (25 de Abril de 2004, no Vaticano) e Rita Amada de Jesus (28 de Maio de 2006, em Viseu). Também neste período foi beatificado o Imperador Carlos de Áustria (3 de Outubro de 2004), que faleceu no Funchal. A estas beatificações soma-se a canonização de Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável, que aconteceu a 26 de Abril de 2009, no Vaticano.
A beatificação, que antecede a canonização (declaração de santidade), é o rito através do qual a Igreja Católica propõe uma pessoa como modelo de vida e intercessor junto de Deus, ao mesmo tempo que autoriza o seu culto público, normalmente em âmbito restrito (diocese ou família religiosa).
LFS/OC

domingo, 20 de fevereiro de 2011

REMISE À LISBONNE D'UN MODÈLE DU CHEBEC MAROCAIN OFFERT AU MAROC PAR LA COMMISSION PORTUGAISE D'HISTOIRE MILITAIRE

Lisbonne- Une cérémonie de remise d'un modèle du chebec marocain offert par la Commission Portugaise d'histoire militaire à la commission marocaine d'histoire militaire a été organisée, jeudi soir, à Lisbonne.
Au cours de cette cérémonie qui s'est déroulée en présence de plusieurs personnalités portugaises, l'Ambassadeur du Maroc au Portugal, Mme Karima Benyaich, a souligné que le patrimoine commun maroco-portugais occupe une place particulière dans le cœur des Marocains et des Portugais et constitue la fierté des deux peuples.
La remise de ce modèle du chebec marocain destiné au musée militaire à Rabat est un autre exemple que Portugais et Marocains vivent encore cette inter-culturalité dans un climat d'amitié profonde, a souligné Mme Benyaich.
Ce modèle du chebec, navire marocain datant du 18ème siècle, rappelle que "le patrimoine maroco-portugais n'est pas fait uniquement de forteresses et d'églises, de traditions et de coutumes, de traces dans les deux langues et dans le culinaire, mais il est aussi constitué de ces moyens de communications et de défense, qui ont sillonné les mers et rappelé le poids et l'importance de nos pays, carrefours maritimes et creusets de tant de civilisations".
Après avoir rendu hommage à la longue et riche histoire qui, par-delà l'Atlantique, unit le Maroc et le Portugal et fait de ce voisinage un exemple d'entente, d'amitié et de respect mutuel, Mme Benyaich a indiqué que de "1415 à 1769, les deux peuples marocain et portugais se sont rendus compte de leur grandeur et des valeurs qu'ils ont en partage malgré les péripéties historiques".
La diplomate a, à cet égard, rappelé que les découvertes africaines avaient fait, de la navigation au quinzième siècle, le domaine de prédilection du Portugal, notant que dans ces prospections géographiques et économiques, le Maroc était en première ligne, et l'aventure indienne de Vasco de Gama, qui changea la face du monde, avait pour point de départ une multitude de rencontres maroco-portugaises qui ont laissé des traces à Sebta, Boujdour, Qsar Seghir, Assilah, Tanger, Safi, Mazagan, Essaouira.
Ce patrimoine commun venait en écho à un autre legs laissé des siècles auparavant, sur le sol portugais où des sites regorgent de trésors qui témoignent des relations fortes, entretenues au cours des siècles par les deux pays, a ajouté Mme Benyaich, notant que la remise de ce modèle rappelle " cette impérieuse nécessité de redonner à notre patrimoine culturel la place qui lui revient, c'est-à-dire un pivot, une jonction, un point de rencontre, d'ouverture, de dialogue et d'échange constructif ".
Pour sa part, le président de la commission Portugaise d'histoire militaire, le lieutenant général Alexandre de Sousa Pinto, a indiqué que le modèle du chebec marocain constitue un exemple d'amitié et un pas de plus vers le renforcement des relations d'amitié et de coopération qui unissent les deux commissions d'histoire militaire.
Tout en se félicitant de la qualité et de l'excellence des liens de coopération entre les deux institutions, il a formulé le souhait de les rafférmir davantage, ajoutant qu'une délégation de la commission portugaise d'histoire militaire se rendra prochainement au Maroc pour examiner les actions à entreprendre en vue d'intensifier davantage la coopération bilatérale.
Le chebec est un navire à voiles et à rames. Il est le survivant de navires latins et arabes beaucoup plus anciens.
Le chebec de 1785 est à 3 mâts et voiles, il a été utilisé pendant des siècles en Méditerranée en tant que navire marchand du fait de sa vitesse et de son faible tirant d'eau.
Les corsaires et les pirates méditerranéens en firent leur vaisseau de prédilection pour des attaques soudaines contre des navires marchands plus lourdement chargés.
Ont notamment pris part à cette cérémonie, SAR Dom Duarte de Bragança, Mme Elsa Pais, secrétaire d'Etat à l'égalité, le secrétaire général de la commission portugaise d'histoire militaire, le colonel José Ataide Banzol, Manuel Pechirra, président du Cercle d'amitié Portugal-Maroc, ainsi que plusieurs députés et personnalités du monde politique, économique et culturel. (MAP).
Agence Maghreb Arabe Presse, 18-02-2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A PROPÓSITO DO "DISCURSO DO REI"

(Clique na imagem para ampliar)
Diário do Minho de 16-02-2011

À ESPERA DE SER PUBLICADO

«DOM JOÃO VI – COMO UM PRÍNCIPE VALENTE ENGANOU NAPOLEÃO E SALVOU O REINO DE PORTUGAL» nasceu da indignação de ver o meu país amesquinhado no livro «1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil», da autoria do jornalista brasileiro Laurentino Gomes, numa edição da Dom Quixote (2008).
Uma vez mais, Portugal e os Portugueses foram expostos ao ridículo, publicamente. Mundialmente. Até porque o «1808» foi um best-seller. E esta não é a primeira vez que tal acontece, sob uma passividade, a abeirar a subserviência, de quem tem o dever de defender a Honra e a História do País.
Para mim, chega! Basta!
Portugal é um país territorialmente pequeno, mas não deve deixar que o amesquinhem deste modo tão acintoso, porque a sua alma é grande. A sua História está repleta de feitos e actos estóicos. Um povo deve celebrar os valores do seu país, mais do que deixar que o mundo grite as suas desvirtudes. Estas devem ser redimidas na intimidade da sua auto-estima. Por isso, tem o dever de repelir os mal-intencionados, direi mesmo, os ignorantes, que nada sabem da nossa História.
E porque tudo vale a pena quando a alma não é pequena (citando Fernando Pessoa), este é o meu contributo no sentido de resgatar o bom-nome de Portugal.
Todos os povos têm virtudes e defeitos. Portugal não foge à regra. Contudo, o maior defeito do povo Português é o de não acreditar nas suas virtudes, e apoucar-se perante os juízos menores que dele fazem os que desconhecem a grandeza do seu percurso histórico, e de como sempre conseguiu manter-se na corda bamba, sem nunca perder completamente o equilíbrio. E isso não é coisa pouca!
São essas virtudes que pretendo realçar nesta narrativa, além de recuperar a figura ímpar de D. João VI, que teve um papel preponderante na sua época, uma vez que se hoje somos um País livre e independente, a ele o devemos.
Isabel A. Ferreira
(Livro a aguardar publicação)
Real Associação da Beira Litoral

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

HENRIQUE DE PAIVA COUCEIRO: DOCUMENTO DA PROCLAMAÇÃO DA MONARQUIA DO NORTE

SOLDADOS!
Pelo seu valor e qualidades havía a tropa portugueza alcançado nome honroso e digno, affirmando-se, — hoje como hontem, — d' Angola a Moçambique, da Guiné ao Oriente, — herdeira legitima dos descubridores e dos conquistadores do mundo, que foram nossos avós!
E no serviço de cada dia, e n’essas arduas emprezas, atravez de mares longinquos e terras adversas, tinha a bandeira azul e branca sido o guia dos nossos passos, — o alento do nosso corpo, — o impeto das cargas a ferro duro, com que vinhamos accrescentando aos factos anteriores da nossa historia de bravuras, o brilho de novos louros!
Com os olhos fitos n’essa insignia consagrada, jogámos muitos de nós a vida e a saude; sofremos sem queixumes perigos, privações e cansaços; e, dentro dos seus braços amigos, grande numero dos nossos valorosos camaradas temos nós visto baixar á terra, varados por amor ás suas côres.
Para nós, Exercito, era Ella, portanto, não sómente o symbolo venerando da Patria, mas, ainda, a nossa fiel e inseparavel companheira de muitos annos d’esforços, sacrificios e trabalhos, mas, tambem, a nossa folha pessoal do livro de glorias, onde nós proprios, com a nossa alma e o nosso sangue, inscrevemos Marracuéne, e Mufllo, — Dembos e Magul, — Namarraes, Coelela, — e tantas outras aureas legendas da luminosa biographia nacional!Comtudo essa antiga bandeira, que era, ha nove mezes, a de um Exercito com tradições e união, disciplina e conceito por toda a parte do mundo, —prostraramn’a no solo, como se fôra velho trapo sem valia!
E no sólo jaz ainda; e, cahidas sob as suas dobras, tradições e união, disciplina e conceito geral, que eram o nosso timbre, a nossa força, e o nosso maior orgulho!
Levantemol-a, pois, soldados, a nossa velha bandeira, e eia avante! que Ella de cór já conhece o caminho da victoria!
Pela Patria Livre, soldados, eia avante!
Henrique de Paiva Couceiro
Retirado daqui 
Pequena curiosidade: o título duma entrevista de Henrique de Paiva Couceiro ao Diário de Lisboa em 27/11/1921. Facebook - Amigos de Henrique de Paiva Couceiro

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

VÍDEO: S.A.R., DOM DUARTE ENTREGA OS PRÉMIOS NO CASINO DA PÓVOA POR OCASIÃO DO INÍCIO DO "ANO DO COELHO"

A Liga dos Chineses em Portugal, presidida por Y Ping Chow, distinguiu Cao Bei com o Galardão Relações Interculturais, em cerimónia realizada no Casino da Póvoa na noite de 4 de Fevereiro, para celebrar a entrada no Ano do Coelho.
O prémio foi entregue por S.A.R., Dom Duarte de Bragança e Cao Bei partilhou o palco com personalidades como Afonso Camões, presidente do Conselho de Administração da agência Lusa.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O (RE)NASCER DE UM TEMPO NOVO

Depois de lembrar os 103 anos do Regicídio, e também de recordar a alocução do 5 de Outubro passado, em Guimarães, proferida por Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança e Chefe da Casa Real Portuguesa, nosso muito querido e estimado Rei, entendo que é tempo recordar, os princípios do Projecto Democracia Real e o que me proponho fazer, não em concreto, mas já com ideias bem claras quanto ao futuro.
Tenho defendido, com este Projecto Monárquico, um regime moderno, contemporâneo, que é como quem diz, actual e com futuro, nunca esquecendo as raízes históricas do seu passado, mas também, e muito importante, não esquecendo estes 100 anos de república que o nosso povo tem vivido.
Não podemos fazer tábua rasa sobre os 100 anos da República. Seria a mesma coisa que a República fazer o povo esquecer a História da Monarquia Portuguesa, dos seus Reis e Povo e Heróis Nacionais.
De mesmo modo, não podemos fazer tábua rasa sobre os símbolos nacionais. O Hino Nacional foi dedicado à Família Real Portuguesa, antes de ser o Hino da República.
A Bandeira que é apresentada neste Blogue e no Canal no Youtube, representa, através das cores azul e branco, o Liberalismo e actualmente a própria Democracia e a Liberdade do Povo e do Estado. A Esfera Armilar, pois só pode representar não só o período Manuelino, mas também a perspectiva universalista de Portugal, graças às descobertas e sua respectiva herança. O Escudo com os Castelos, representa os esforços guerreiros para a consolidação da Pátria, as Quinas representam, tradicionalmente, as Chagas de Cristo e todos estes símbolos representam a Unidade Nacional. Os mesmos símbolos foram adoptados para a Bandeira da República Portuguesa, porque bem se sabia, e se sabe, da importância destes mesmos símbolos no contexto da História de Portugal. A Coroa, desde 1641, com a Graça de Deus, pertence a Nossa Senhora da Conceição, Rainha de Portugal. A Bandeira da futura Monarquia, na minha modesta opinião, não precisa de ter uma Coroa. Mas esta questão dos símbolos nacionais, não está em debate agora, nem tem sentido, mas faço questão de explicar o porquê de aparecer esta bandeira no presente Blogue.
Ser Proto-monárquico, é o que todos nós Monárquicos devemos ser. Devemos defender um regime realista, estar com os pés bem assentes no chão. Não defender fantasias e muito menos um passado que ficou na nossa memória colectiva, mas que não se enquadra no mundo em que vivemos, por muito que tenhamos pena. É a realidade e temos que a aceitar, sob pena de prejudicarmos a imagem da Monarquia quanto ao futuro junto da Nação.
Devemos olhar para as Monarquias Europeias. Estuda-las. Aprofundar conhecimento e ter propostas realistas para o nosso País.
Olhemos sobretudo para Países com a dimensão, seja ela demográfica seja geograficamente, semelhante a Portugal, tais como a Dinamarca, a Suécia, a Noruega, a Bélgica, os Países Baixos. E o que vemos?
Regimes Democráticos, parlamentares, cuja nota mais importante aqui trata-se da neutralidade do Rei e da transparência do sistema democrático junto do povo. Corrupção nesses Países. Não digo que não haja totalmente, mas os índices apontam claramente realidades muito pontuais.
Que mensagem transmitem essas Monarquias?
Uma mensagem de prosperidade. Uma mensagem de responsabilidade no presente quanto ao futuro. Uma preparação quanto ao futuro.
Alguns poderão se questionar: para quê, então, um Rei sem poderes praticamente nenhuns? O Rei da Suécia tem apenas e só o poder de representação do Estado Sueco. Não lhe é conferido nenhum poder de dissolução do parlamento, nem demissão do governo. Mas, está presente! E está presente, porque a História assim o determinou e porque o povo lhe deu a ele e à sua dinastia, em 1975, através de um referendo constitucional, condições para continuar, porque o povo se revê, na Família Real, no Rei e na Sucessão Dinástica. A neutralidade do Monarca permite obviamente, tratar todos os governantes da Suécia (como exemplo) por igual. O Rei não tem que assegurar o seu lugar, pois está assegurado. O Rei não tem que viver sob pressão eleitoral, porque o seu cargo é vitalício e está já com aprovação do povo. A sucessão dinástica garante, assim, a perenidade do Estado, da Democracia, e por estes, da Constituição que confere ao povo, os seus Direitos, Liberdades e Garantias.
Existe nas Monarquias Europeias Democráticas e Civilizadas, mais do que um Pacto Social: um Pacto Histórico; entre a Dinastia e o Povo.
O Rei de Espanha, nas vésperas da aprovação da Constituição de 1978 chegou a temer vir a ter exactamente os mesmos poderes que o Rei da Suécia. Mas se tal viesse a suceder, e estando ele plenamente convencido e consciente das vantagens da Instituição Real como garantia da Democracia para o Povo, ele teria aceite naturalmente. Pois teria sido a vontade de uma Assembleia Constituinte com legitimidade dada pelo povo espanhol, em assim o determinar.
Tendo em conta a realidade e a repercussão do regime republicano em Portugal e tendo em consideração a forte influência da esquerda no próprio Parlamento, creio que, não estaria muito longe de arriscar que havendo uma nova Monarquia em Portugal num futuro mais ou menos próximo, o Rei teria exactamente as mesmas funções que o Rei da Suécia. Seria um Parlamentarismo puro. O Rei seria, naturalmente, aclamado no Parlamento, jurando a Constituição e teria um papel, extremamente importante, aliás, de representação do Estado, com total neutralidade e independência.
Haveria, então, duas realidades bem distintas:
a) a Instituição Real;
b) as Instituições Democráticas.
Tal como na Suécia, não havendo sucessão directa ao Trono, deve ser nomeado um Regente pelo Parlamento, que será um membro do Parlamento, até que se encontre uma nova Dinastia ou que o Parlamento decida da mudança de regime para uma República. Isto está muito claro na Constituição Sueca.
A Suécia é uma Democracia Real pura. É exactamente isso que pretendo para Portugal, auferindo do meu direito de opinião:
Uma Instituição Real continuadora da Tradição Portuguesa, garantia da continuidade do País, representadora ao mais alto nível de Portugal, junto das Nações amigas e Instâncias Internacionais variadas.
E Instituições Democráticas sujeitas ao voto popular. Quero aqui frisar, que a própria Instituição Real, se tal for opinião da maioria do Parlamento, deve ser sujeita ao voto popular. Ao contrário da República, acho muito bem, que a Monarquia seja sujeita à vontade popular, pela via referendária, periodicamente. Acho saudável para qualquer Democracia que se preze e Portugal não pode fugir à regra.
É evidente que, a realidade política nacional é muito diferente da da Suécia. Só a nível de desenvolvimento, ainda temos que dar um salto qualitativo enorme.
Em quê que a Democracia Real pode ajudar?
Em primeiro lugar, podemos começar pelo mais fácil: poupar dinheiro aos contribuintes;
Em segundo lugar, sanear a vida pública. Resolver os problemas de corrupção que existem em Portugal e que enfraquecem o Estado;
Em terceiro lugar, dar lugar a políticas de desenvolvimento sustentável, em que se dê prioridade ao desenvolvimento humano.
Entre outras ideias.
Então mas para quê um Rei?
Precisamente, porque temos que ter respeito para com a nossa própria História e Identidade Nacional que muitos de nós Portugueses já esquecemos. Portugal nasceu com a Monarquia. Portugal afirmou-se com a Monarquia. O período mais alto da nossa História foi com a Monarquia.
Tivemos Reis incompetentes? É um facto que sim! Mas os que foram incompetentes, foram substituídos segundo as normas constitucionais da época. A Monarquia Portuguesa regia-se por princípios. Nenhum Rei incapaz conseguiu se manter no Trono sem a simpatia popular. Foi o povo que saiu às ruas clamando por Dom Afonso III, por Dom João I, por Dom Pedro II!
Foi também o povo que participou patrioticamente na construção do liberalismo em Portugal, ainda no tempo da Monarquia.
Cabe então ao povo, patrioticamente, uma vez mais, o dever de decidir que futuro quer para seus filhos e netos. Um regime que defraudou as expectativas dos nossos avós e bisavós, que viveram nestes 100 anos de república? Ou apostar num renascer de um tempo novo? Isto é, irmos buscar às raízes do nosso passado, uma fonte de inspiração, para recomeçar e ganharmos o futuro?
Deixo à sua consideração! Eu já escolhi! Quero um Rei! Mesmo que tenha as mesmas funções que o Rei da Suécia. Há mais vantagens do que se pensa. Portugal, acima de tudo, precisa de referências. Temos um Rei. Falta-nos instituições democráticas mais credíveis e justas. Não podemos continuar a perder tempo. É o Povo que perde. Somos todos nós!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O QUÊ QUE OS MONÁRQUICOS ESTÃO À ESPERA?

(...)«Com tanta abstenção, votos nulos, votos em branco e algumas candidaturas de circo, de que é que os monárquicos estão à espera para começar o trabalho de fundo a fim de se promover, de uma vez por todas, o necessário e sempre adiado referendo à República?». - Revista "Visão" de 03-02-2011.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

JANTAR DEBATE: "CONVERSAS REAIS"

A Real Associação de Lisboa promove no próximo dia 2 de Março pelas 20h00 o 1º Jantar Debate “Conversas Reais” subordinado ao tema “Semi-presidencialismo à Portuguesa: funciona ou não?” que contará com a presença dos convidados especiais Pedro Lomba, docente universitário e colunista do ”Público” e Miguel Morgado, professor de Ciência Política na Universidade Católica de Lisboa.
O Jantar decorrerá em Lisboa no Restaurante Maritaca na Av. 24 de Julho, 68F (ao lado da discoteca Kapital), aberto a não sócios. Para mais informações contacte a Real Associação de Lisboa para:
Tel: 21 342 81 15 ou reserve desde já o seu lugar comodamente na nossa loja online.
Real Associação de Lisboa