segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

OS GASTOS COM AS ELEIÇÕES DEMOCRÁTICAS...

Não gosto de falar do dinheiro que se gasta em eleições democráticas, mas como há muita gente que se escandaliza com os gastos das Casas Reais nas Monarquias europeias, faço saber que, segundo notícia discreta no Público de ontem, as presidenciais vão custar-nos 9,5 milhões de euros. E isso se for só uma volta. Sem contar com os quatro milhões de subvenções aos candidatos. Tudo para andarmos a discutir questões fundamentais para o País como acções do BPN e anúncios do BPP.
Duarte Galvão - corta-fitas

domingo, 9 de janeiro de 2011

O CAMINHO É SERVIR!

(...) A oligarquia do Bloco Central apoderou-se nos corredores do poder do agenciamento de negócios: a democracia portuguesa tem que se libertar dela e para isso só há um caminho, que é o caminho do Rei. Queremos a Monarquia, ou queremos dar um Rei à república, porque o caminho do Rei é Servir, Servir a Pátria sem procurar nada para si. Queremos o caminho do Rei, porque cada um de nós deve servir, sem ingenuidades nem contemplações para com os corruptos, e sabedor de que por cima das empresas, e dos indivíduos, temos de unir os interesses do Estado aos interesses da sociedade mediante o princípio monárquico que aponta para uma unidade de propósitos e um consenso sobre o futuro de todos os portugueses. Para esta finalidade, as eleições presidenciais são secundárias e o alheamento que cresce em seu redor é significativo. É a falta de atitude de serviço revelado pelos políticos da 3ª República que leva à descrença generalizada neles, mesmos aos que procedem bem. Pelos mesmos motivos, existe um número crescente de monárquicos que se pretende abster, votar nulo ou branco, tal como existem muitos mais que preferem conscientemente votar pelo mal menor, ou escolher um candidato onde reconhecem a independência da sociedade civil. Porque acima dos partidos e das pessoas, os monárquicos seguem o caminho do Rei, que é Servir, ou seja, colocar a Pátria acima dos interesses particulares e colocar a democracia ao serviço do Povo…
Mendo Castro Henriques - 08-11-2010, no Facebook.
Texto completo: Causa Monárquica

sábado, 8 de janeiro de 2011

ACTIVIDADES DA REAL ASSOCIAÇÃO DE VISEU

DE 8 A 16 DE JANEIRO, EXPOSIÇÃO “OBRAS SOCIAIS DA MONARQUIA”, DA AUTORIA DO ASSOCIADO DR. ROGÉRIO CARDOSO, NO FÓRUM DE VISEU
10 DE JANEIRO, 18H30, NO FÓRUM DE VISEU, PALESTRA EXPLICATIVA DA EXPOSIÇÃO PELO DR ROGÉRIO CARDOSO. SEGUE-SE PELAS 20H00, COMO HABITUALMENTE, NO HOTEL GRÃO VASCO, O JANTAR DAS SEGUNDAS-FEIRA (15€ por pessoa) - aberto a todos os que venham por bem, associados ou não, monárquicos ou não. Basta querer conhecer razões do nosso Ideal e trocar opiniões num ambiente informal e cordial. Sem inscrição prévia.
15 DE JANEIRO, 11H30, NA LIVRARIA PRETEXTO, RUA FORMOSA, VISEU, PALESTRA SOBRE “A MONARQUIA CONSTITUCIONAL ANTES DE 1910, NA ACTUALIDADE NOS PAÍSES EUROPEUS MONÁRQUICOS E NO FUTURO, EM COMPARAÇÃO COM O ACTUAL REGIME EM PORTUGAL”, PROFERIDA POR RUI MONTEIRO (Licenciado em Matemática Aplicada e Computação pela Universidade de Aveiro, membro do Conselho de Fóruns do Instituto da Democracia Portuguesa, militante do partido Socialista Português, sócio da Real Associação da Beira Litoral).

"O CAMINHO DE D. NUNO" - CONFERÊNCIA

“O Caminho de D. Nuno” é o tema da conferência que vai ser proferida pelo Coronel Victor Portugal Valente dos Santos, Director Emérito do Museu e Campo Militar de S. Jorge.
As entradas são gratuitas e a palestra tem lugar no próximo dia 12 de Janeiro, pelas 15 horas, no Auditório da Câmara Municipal de Ourém. Trata-se de uma iniciativa conjunta da Câmara Municipal e da Universidade Sénior de Ourém.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

UM REI EM TIMOR

Quando lhe for concedida a nacionalidade timorense o Duque de Bragança, herdeiro dos Reis de Portugal, não será um cidadão comum naqueles confins da Oceania! Bem pelo contrário, será o símbolo vivo de uma unidade política que vem do passado e que muitos timorenses quererão perpetuar no futuro. Aquele povo sempre reconheceu os sinais da sua identidade, sinais que Dom Duarte em recente entrevista definiu magistralmente – ‘o que distingue um timorense de um indonésio é aquele espírito cristão, de caridade e de respeito pelos outros que não existe na Indonésia’. Os timorenses gostam da sua cultura e querem mantê-la.
E nós aqui no rectângulo, o que esperamos para reconquistar a nossa identidade, actualmente desfigurada por falsos valores que nos envergonham?!
Talvez seja necessário requerermos (todos) também a dupla nacionalidade para reconstruir a partir de Timor tudo aquilo que perdemos. Um novo reino de que nos possamos orgulhar!
Talvez que Timor seja o exemplo que esperávamos! O país mais exíguo, o mais pobre da comunidade lusíada, o último a aceder à independência, mas o primeiro que se prontificou a ajudar-nos!
Quem sabe se não passa por Timor o regresso ‘à lusitana antiga liberdade’!
Saudações monárquicas!                 
Interregno

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O REI E O BOLO REI NO DIA DE REIS

A Família Real há uns anos que partilha assim, os segredos da doçaria portuguesa. Este bolo com a sua forma de coroa, tem muita simbologia, pode dizer-se que este doce representa os presentes oferecidos pelos Reis Magos ao Menino Jesus. A côdea (a parte exterior) simboliza o ouro; já as frutas secas e as cristalizadas representam a mirra; por fim, o incenso está representado no aroma do bolo.
Os Reis Magos são personagens que vieram do Oriente, guiados por uma estrela, para adorar o Deus Menino, em Belém. O dia de Reis celebra-se a 6 de Janeiro, partindo-se do princípio que foi neste dia que os Reis Magos chegaram finalmente junto ao Menino Jesus. Em alguns países é no dia 6 de Janeiro que se entregam os presentes. Ao chegarem ao seu destino, os Reis Magos deram como presentes ao Menino Jesus: Ouro (oferecido por Belchior): este representa a Sua nobreza; Incenso (oferecido por Gaspar): representa a divindidade de Jesus; Mirra (oferecido por Baltasar): a mirra é uma erva amarga e simbolizava o sofrimento que Cristo enfrentaria na Terra, enquanto salvador da Humanidade, também simbolizava Jesus enquanto homem. Assim, os Reis Magos homenageram Jesus como rei (ouro), como deus (incenso) e como homem (mirra).
Feliz dia de Reis!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

EM QUE VOTAM OS MONÁRQUICOS NAS PRESIDENCIAIS?

Os monárquicos têm liberdade para tomarem qualquer posição nas eleições presidenciais, que se realizam no próximo dia 23, mas habitualmente abstêm-se ou invalidam o voto, notam responsáveis do Partido Popular Monárquico (PPM) e da Causa Real.
Em declarações à Lusa, João Mattos e Silva, vice-presidente da Causa Real, declarou a ausência de uma «posição unânime, nem uma directiva», embora seja «lógico» para os monárquicos não votarem na eleição do Chefe de Estado.
«Mas ninguém pode impedir as pessoas de exercerem os seus direitos de cidadania», argumenta o responsável, adiantando o apoio da Causa a quem entenda votar, uma vez que se vive numa República.
Mattos e Silva defende, como «muitos monárquicos», que «por uma questão de coerência não se deve votar, mas anular o voto» e assim cumpre-se o «dever de cidadão».
Nas outras eleições, os monárquicos são livres de votar e muitos são até filiados em partidos, recordou o dirigente que resume que a «monarquia está acima dos partidos».
Para esta campanha, como nas passadas, a Causa Real não agendou qualquer iniciativa embora continue a passar mensagens e a «denunciar aquilo que está mal na chefia de estado electiva» nomeadamente na Internet.
O PPM deverá na próxima semana começar as acções sobre as «contradições» do exercício da função de Presidente da República com a Constituição e a despesa «cada vez maior» do sistema para o país, informa o presidente do partido.
Paulo Estévão lembra que os chefes de Estado já foram líderes de partidos, estão «comprometidos» ideologicamente e têm apoios partidários «muito específicos»: «a ideia que se estabelece é que não é presidente de todos os portugueses, ao contrário de um Rei».
Para o líder do PPM, com um presidente «não existe isenção e capacidade para fazer convergir o povo para os grandes objectivos e para a unidade nacional».
Outra acção será mostrar que o «país gasta cada vez mais» com a República face ao número de ex-presidentes, que contrariamente aos «princípios republicanos» não voltam a ser «cidadãos comuns».
«Os ex-presidentes ficam com um conjunto de regalias, não só em termos de vencimento, como de pessoal, de segurança», enumera.
Sobre as eleições, o partido decidiu «liberdade de voto e os dirigentes e militantes poderão apoiar qualquer um dos candidatos».
No entanto, a prática é «não votar» e mesmo anular o voto com a frase 'Viva o Rei'.
Lusa /SOL - 05-01-2010

UM COMENTÁRIO

A Mensagem de ano novo do PR, este ano, é francamente mais curta do que as anteriores. Sem desenvolver nenhuma temática em particular, o Presidente destacou alguns pontos que me merecem toda a atenção:
1- O Centenário da República, a República, a Democracia, a Ética Republicana – Senhor Presidente, devo dizer, com toda a sinceridade, que nunca vi tanta propaganda em prol de um regime que nunca foi sufragado pelos Portugueses e que nasceu do assassinato do Rei Dom Carlos I e do Príncipe Real Dom Luís Filipe. E mais! Um regime que não se deixa sufragar pelo artigo 288.ºb) da Constituição que o senhor jurou há 5 anos respeitar, não pode ser considerado um regime totalmente democrático. Como é que pode dizer que a República está consolidada, quando nunca foi perguntado aos Portugueses, se realmente querem ou se revêm no actual sistema? A denominada ética republicana, não abrange o direito a qualquer cidadão português de poder escolher em referendo entre uma república e uma monarquia? Não considera, senhor Presidente, que esse artigo da Constituição, acaba, de algum modo, por marginalizar uma boa parte da população portuguesa que se revê na Monarquia? Para mim, e para muitos Portugueses, a Democracia, só será um facto consumado, quando no artigo 288-b da Constituição, que, repito, o senhor jurou respeitar, esteja efectivamente consolidada na “forma democrática de governo” e, consequentemente, seja permitido o referendo ao regime republicano (leia-se, nunca à Democracia). Confundir Monarquia com Ditadura e República com Democracia, é um insulto, às várias Monarquias existentes na Europa e no Mundo “Ocidental” e é negar que são democracias de excelência, muito mais desenvolvidas do que a democracia portuguesa.
2- O Desemprego e a crise social – Senhor Presidente, o desemprego existe, devido a uma série de erros cometidos ao longo destes, perto de 30 anos… Sem dúvida, que é um drama que afecta jovens como eu. Jovens licenciados nas mais diversas áreas. Jovens que querem ter um futuro e que começam seriamente a pensar em ir embora de Portugal, porque o seu País não lhes dá oportunidades de carreira. A questão do desemprego, passa, essencialmente pela falta de investimento nas pessoas. A questão do desemprego, colada à da educação (ou falta dela), resume-se à necessidade urgente, de reformular todo o aparelho de ensino e formação profissional. Não faz sentido, por exemplo, a abertura de Cursos Superiores em áreas onde se sabe que não haverá colocação no mercado de trabalho. Não faz sentido, e é até uma aberração completa, a existência das tais “novas oportunidades” que catapultam pessoas que não têm os conhecimentos adquiridos necessários para frequentarem à pressão, o Ensino Superior. Ainda há dias surgiu um estudo sobre a falta de raciocínio que os jovens têm entre o 8.º ano e 0 12.º ano. Portugal não pode ter uma Educação que trabalhe para as Estatísticas e para servir interesses político-partidários. Portugal precisa de ter uma Educação rigorosa. Continuo a apoiar, sem dúvida, a escolaridade obrigatória até ao 9.º ano. Quem não está dotado para ir mais longe nos estudos, deve, contudo, ter acesso a uma formação profissional adequada. Assim como, quem acaba o 12.º ano. Contudo, vejo com bons olhos a extensão do ensino primário até ao 6.º ano, podendo permitir a colocação de mais professores formados para esta área do ensino tão fundamental. 6 anos de ensino primário, tal como aliás, existe na Suíça, permitirá a qualquer aluno, melhores bases no Português, na Matemática, entre outras áreas tão essenciais para a sua formação base. Por outro lado, é aberrante, a entrada no ensino superior, de pessoas que só foram até ao 9.º ano de escolaridade e de um momento para o outro entram nas Universidades, sem os conhecimentos necessários. Repito, não podemos trabalhar para a estatística na política. Por tudo isto. Por haver tantos desempregados, é evidente que temos uma enorme crise social pela frente. O senhor Presidente, que, tudo indica, irá renovar o seu mandato, vai ter pela frente mais 5 anos em que terá que procurar, dentro dos poderes que a Constituição lhe dá, de, em conjunto com os governos, procurar resolver de uma vez por todas, esta dramática situação.
3- As calamidades fruto das intempéries – O ano de 2010 foi, sem dúvida, um ano muito difícil para os nossos concidadãos da Madeira, Açores e claro as várias zonas do Continente que sofreram com as intempéries. Contudo, algumas das situações dramática que ocorreram, creio que aconteceram devido à má ordenação do território desde há já alguns anos. Muita gente se queixa que as sarjetas não são devidamente limpas. Que são construídos “caixotes urbanos” em zonas, que deveriam ser rurais, etc…
4- O grande espírito de solidariedade dos Portugueses – Eu, mesmo sendo monárquico, sempre acreditei na máxima: “o povo unido, jamais será vencido”. Neste contexto, o povo unindo-se faz milagres. Ajudam-se uns aos outros, os Portugueses. Não são intempéries, ou calamidades que nos vencerão. Somos um povo humilde mas Grande e com um coração enorme.
5- A Independência Nacional na Construção Europeia – O Senhor Presidente fala na sua mensagem da perda da independência nacional, num contexto muito difícil e no facto de a termos recuperado. Mas no quadro de uma Construção Europeia tão clara, com umas “Constituição – Tratado de Lisboa” que suplanta o próprio Direito Nacional, nomeadamente a Constituição que o senhor jurou defender, não estaremos já a começar a perder soberania? Obviamente que sim, mas o povo, assim o afirma: a vida tem-se tornado cada vez mais cara com o Euro. E agora com os 23% de IVA.
Em jeito de conclusão, senhor Presidente, nunca vi uma Mensagem de um Chefe de Estado com tão pouco conteúdo. E por outro lado, devo-lhe dizer, com todo o respeito, que não acredito na República, mas sim, acredito na Democracia e na Chefia de Estado Real.
Estes debates para as presidenciais, em que alguns dos candidatos como o senhor, abordam a ideia de que são “apartidários” demonstra claramente, que o interesse é partidário e serve os Partidos Políticos. Mesmo o único candidato que, de algum modo, se poderia considerar ser independente, o Dr. Fernando Nobre, se ganhasse, teria que ter apoio de partidos políticos e de outros elementos de interesse. O jogo político já está tão viciado que já não se engana ninguém. A abstenção, é por demais evidente, será altíssima. E nestas eleição quem ganhará será mesmo a Abstenção. Nunca um Presidente da República foi independente em Portugal. Nunca um Presidente da República deixou de ter apoio político-partidário. Já se sabe, que o PSD, o seu partido, o vai apoiar entre outros partidos do centro-direita. Como é que o Supremo Magistrado da Nação, que tem por obrigação ser um árbitro, pode ser verdadeiramente independente com o apoio de partidos políticos? O que seria de um jogo de futebol se o árbitro dissesse descaradamente, antes de um jogo de futebol, que iria favorecer mais a equipa A do que a equipa B?
Ser Presidente da República é impossível, ser-se independente, isento, apartidário, supra-partidário. O seu primeiro mandato assim o demonstrou com alguns casos, como do Estatuto dos Açores, a questão do Casamento Gay, etc…
Neste comentário, não estou, e quero que fique bem claro, a querer atacá-lo, Senhor Presidente. Não sou apoiante de nenhum Candidato a Presidente da República. Não o apoio nem a si, nem aos outros. Sou Abstencionista de consciência. Com consciência, entendo que o dinheiro que sai do bolso dos contribuintes para as próximas Eleições Presidenciais é um erro, em sinal de crise. Considero que as reformas e benefícios fiscais dos ex-presidentes é uma clara injustiça. Considero, por último, que não tínhamos que passar por isto, em plena crise que aborda na sua Mensagem de Ano Novo.
Acredito na Democracia, mas não a confundo com a República. A República não é sinónimo de plena democracia, quando a própria se nega a ir a “julgamento” do povo, em referendo, na sua própria Constituição. Como Cidadão Português, de plenos direitos, Senhor Presidente, sinto-me indignado e marginalizado e não sou o único! É tempo da República, já que festejou com tanta pompa o seu Centenário ridículo, abrir as portas à verdadeira democracia. Será que a República tem medo da Monarquia, apesar de, como o Senhor Presidente o afirma “estar consolidada”? Se está consolidada, qual é o medo?
A Monarquia seria um meio para combater a crise em Portugal.
Portugal, nas mais diversas épocas da sua História, nunca foi um povo que se possa considerar atrasado. Nunca recuámos tanto, como agora, é esta a minha análise. Não se pode comparar épocas e dizer que estamos melhor do que há séculos atrás. O que não duvido, é que estaríamos bem melhor agora, em Monarquia, não fosse a anarquia que foi a I República, a Ditadura que foi a II República, e o tempo das vacas gordas que foi na década de 80 e início de 90 do século XX esta III República e que agora, está precisamente a pagar muito caro os enormes erros governativos cometidos no passado, abrangente, obviamente, o seu governo. Este é o mote para um grande ano de combate político monárquico. Vêm aí as Eleições Presidenciais, e apelo a todos os Portugueses, para NÃO VOTAREM!
Viva o Rei! Viva Portugal!

DISCURSO DE S.A.R., DOM DUARTE NO ENCERRAMENTO DO CONGRESSO DOS MARES DA LUSOFONIA - 21 E 22 DE OUTUBRO DE 2010

Reportagem na RTP África em 17 de Novembro de 2010, às 21h30.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

SINTO-ME REI DOS PORTUGUESES - ENTREVISTA AO SEMANÁRIO "O INDEPENDENTE"

DOM DUARTE É UM MONARCA SEM TRONO. EM TEORIA, ACEITA QUE A REPÚBLICA É UM REGIME MAIS DEMOCRÁTICO. MAS ACREDITA QUE NA PRÁTICA AS MONARQUIAS FUNCIONAM MELHOR. O DUQUE DE BRAGANÇA NÃO TERIA DEMITIDO SANTANA LOPES, DEFENDE A LEGALIZAÇÃO DA PROSTITUIÇÃO, NÃO CONSIDERA JUSTO QUE AS MULHERES SEJAM CONDENADAS PELA PRÁTICA DE ABORTO E ENTENDE QUE OS BOMBISTAS SUICIDAS SÃO TUDO MENOS COBARDES.
«Sinto-me Rei dos portugueses»
Quando tem de preencher um impresso o que coloca no espaço reservado à profissão? – Normalmente, agricultor. Ou então administrador da Fundação D. Manuel II. Geralmente prefiro a primeira. Acho mais interessante.
É da agricultura que vem a principal fatia dos seus rendi­mentos? – Não. Ultimamente até tem dado prejuízo.
De onde vêm então os seus proventos? – Uma parte vem das propriedades da minha Mãe no Brasil. Juntamente com os meus tios, somos proprietá­rios de muitos terrenos na cidade de Petrópolis. E tam­bém tenho feito trabalhos de consultoria para algumas empresas exportadoras. Mas tenho uma vida simples. Gasto apenas o estritamente necessário para cumprir as minhas obrigações. O desperdício é um erro. O último carro que tive durou 20 anos. Agora tenho um Volkswagen Sharon e espero que dure outros 20.
Como é o quotidiano de um Rei sem trono? – Administro as minhas coisas e acompanho os filhos nos estudos e noutras actividades. Depois há muitos convi­tes que tenho de aceitar e que implicam deslocações dentro e fora de Portugal. Agora estou também a pre­parar um livro sobre a minha vida.
Sente-se Rei de Portugal? – Não. Mas, em certa medida, sinto-me Rei dos portu­gueses.
Em que sentido? – Tenho um dever para com o país. Se os portugueses me quiserem, aceito as minhas responsabilidades políti­cas. Se não quiserem, ou não puderem exprimir-se, assumo da mesma forma os meus deveres morais, cul­turais e sociais.
Gostava de ser Rei? – Gostaria de poder fazer mais por Portugal. E, como Rei, teria muito mais possibilidades de ser útil ao país do que na minha situação actual.
É um sonho? – Não. Sinto apenas que o país tem essa necessidade. Os portugueses estão órfãos de Portugal. Não sabem para onde vai o seu país, sentem-se perdidos e desorienta­dos. Perderam a fé na democracia.
Acredita que Portugal voltará a ser uma Monarquia? – Era muito útil para o país se isso acontecesse. Mas tudo depende da evolução da nossa democracia. Neste momento é imatura. Os portugueses são tratados como crianças incapazes de decidir sobre o seu futuro. A pro­va disto é um artigo na Constituição que diz que "a for­ma republicana de governo é inalterável". Devia alterar-se para "forma democrática de governo". Muitas das repúblicas que há no mundo são ditaduras ou demo­cracias insuficientes. E, por outro lado, quase todas as Monarquias têm regimes democráticos avançados.
Há países monárquicos em que as coisas não funcionam bem... – Há, de facto, algumas Monarquias árabes, ultra-tradicionalistas, que estão muito longe do que entendemos por democracia. Mas em África as Monarquias fun­cionam melhor do que as repúblicas. No Sudoeste Asiático, a Tailândia é certamente um dos países mais democráticos da sua região. O Japão é muito mais democrático do que a China...
Por que motivo uma monarquia parlamentar há-de funcionar melhor do que uma república? – Só há dois motivos válidos para se ser republicano. Um é acreditar que é indispensável um poder presidencial forte. O outro é querer ser Presidente da República. Todos os parlamentos funcionam melhor com um Rei, porque não há conflito de poderes. Nunca um Rei demi­tiria um governo com maioria parlamentar.
Não teria demitido Santana Lopes? – Nenhum rei o teria feito. Todos os primeiros-ministros dos países monárquicos dizem que os reis são uma grande ajuda para o seu trabalho. Têm uma influência discreta mas muito positiva. Em Portugal não há um só governo que tenha gostado do relacionamento com o Presidente da República.
Porque razão um rei nunca demitiria um primeiro-ministro? – Porque o Rei respeita o Parlamento e considera que os deputados estão ali em representação do povo.
Santana Lopes não tinha sido eleito... – Mas tinha maioria no Parlamento. Os eleitores votam em partidos políticos. Não se pode demitir um governo apenas porque não se gosta dele.
Foi isso que aconteceu? – O Presidente da República limitou-se a falar dos “motivos que todos sabem”. Os motivos que todos sabíamos eram os comentadores políticos na televisão e nos jornais. Nunca apontou justificações para o que fez. E nem sequer demitiu o primeiro-ministro...
Dissolveu a Assembleia... – O que é pior ainda, porque o Parlamento tinha uma maioria estável. Obviamente que o fez com a melhor das intenções e por acreditar que estava a servir os interesses de Portugal. O que ponho em causa não é esta situação em concreto. É o facto de, numa república, serem frequentes os confrontos entre o governo e a presidência. Isto atrasa o país. Se o próximo presidente, qualquer que ele seja, não for do PS vai acabar por entrar em conflito com o Governo.
Quem gostaria de ver em Belém? – Não posso dizer. Mas preferia um militar. Têm um sentido da dignidade do Estado e de independência em relação às forças políticas que os aproxima mais da tradição monárquica.
Só pelo facto de o Rei não ter cor politica os conflitos de interesses com os governos desapareceriam? – O Rei limita-se a exercer uma magistratura de influência. Só intervém em caso de emergência, numa situação de caos e desordem generalizada. Nunca interfere em situações de normalidade política.
Então um rei teria muito menos poderes do que o Presidente da República... – Há Reis que têm muitos poderes, só que não os usam. Reservam-nos para situações-limite.
Há pouco dizia que gostaria de ser rei para cumprir a sua obrigação para com o país. Reservando os poderes apenas para situações de emergência, como é que poderia intervir na situação actual? – Basta ver o que acontece na Europa do Norte, onde os Reis têm uma grande influência cultural e pedagógica. Dão o exemplo através das causas que defendem. Os presidentes também o tentam mas, quando já sabem fazê-lo, acaba o mandato e não podem ser reeleitos.
Qual a razão para os presidentes não poderem ser reeleitos se o povo assim o quiser?– É simples. Os repu­blicanos que elaboraram as consti­tuições vêem um presidente como um potencial ditador. Outra expli­cação pode ser que muitos gosta­riam de ser presidentes e não con­vém que alguém lá fique eterna­mente. A limitação dos mandatos presidenciais é absurda.
Duas das premissas da democracia são a igualdade de direitos e de oportuni­dades entre todos. A monarquia não é o oposto de tudo isto? – Em teoria, a república é mais per­feita como regime democrático. Mas o que interessa no funciona­mento dos Estados é a prática. E os Reis, muitas vezes, defendem melhor as liberdades democráticas do que os presidentes. Por outro lado, a sucessão não é automá­tica. O Rei tem de ser aprovado pelo parlamento. Os perigos aparentes da Monarquia estão previstos e con­trolados pelas leis.
Não pode chegar ao trono alguém manifestamente incapaz? – E o presidente da república pode ser um louco e estar ligado a narcotraficantes. Pode ser completamente inca­paz e ser eleito. Basta que tenha dinheiro e uma boa equipa de publicitários brasileiros. Não há testes psi­cotécnicos para os candidatos a presidente.
Quais são neste momento os principais problemas que Portugal enfrenta? – O primeiro é a falta de raciocínio lógico. No sistema educativo não se treina a lógica, e isso leva a que não se compreenda a importância do civismo. A falta de lógica faz também com que os governantes ainda não tenham definido um modelo de desenvolvimento para o país. Vai variando por modas e por interesses de gru­pos. Continuamos, por exemplo, a estimular a utilização de automóveis quando se devia apostar no transporte ferroviário. Tudo quanto seja desperdício de energia é sintonia de um modelo de desenvolvimento errado.
Falta qualidade à classe política portuguesa? – Há, evidentemente, pessoas sem qualquer qualidade moral que, infelizmente, continuam a ser eleitos para as câmaras municipais...
Quer dar exemplos? – Não é preciso. Felizmente a opinião pública já começa a estar atenta a esses casos. Mas há pessoas manifesta­mente desonestas que continuam a ser apoiadas pêlos partidos. Os políticos, aos poucos, também desacredi­taram o Parlamento, e isso é perigoso para a demo­cracia. É claro que, por todos os governos, também têm passado ministros de prestígio e qualidade.
Costuma votar? – Voto sempre nas eleições municipais e tenho votado nas legislativas.
E nas presidenciais? – Não. Se considero que a instituição está errada não faria sentido proce­der de outra forma.
Vota Partido Popular Monárquico (PPM) nas legislativas? – Não vou dizer em quem voto, mas é importante que haja mais depu­tados que dêem prioridade aos problemas ambientais.
Faz sentido um partido monárquico con­correr a eleições num regime republi­cano? – Durante a Monarquia havia um par­tido republicano que chegou a reu­nir sete por cento dos votos e ven­ceu algumas eleições municipais. Mas penso que não é bom identifi­car a Monarquia com um partido político. Há monárquicos em todos os partidos.
Nuno da Câmara Pereira, presidente do PPM, diz-se o legítimo herdeiro do tro­no. Como comenta? – Do ponto de vista jurídico e histó­rico não tem base nenhuma. Sempre tive uma boa relação de amizade com ele, até que um dia se zangou comigo por qualquer razão que me escapa.
Que opinião tem dele? – É um excelente artista.
O aborto voltou a estar na ordem do dia. Concorda com nova consulta popular? – Fazer referendos sobre o direito à vida é um terreno muito perigoso. A seguir teremos uma consulta sobre a eutanásia... E quem tem o direito de matar os doentes? O médico, a família, o Estado?
E se for o próprio a decidir sobre a sua vida? – Isso é o suicídio.
Pode haver um desejo expresso... – Nesse caso ninguém se pode opor. Se alguém se quer matar está no seu direito. Não podemos é correr o ris­co de o Estado, aos poucos, autorizar que decidamos sobre a vida de outros.
Ainda sobre o aborto. As mulheres que os fazem devem sen­tar-se no banco dos réus?– Penso que não. É uma decisão difícil, tomada em gran­de stresse.
Então é a favor da descriminalização? – Julgo que as mulheres não devem ser julgadas nem con­denadas. Quem deve ser perseguido são os praticantes do aborto. Os médicos, as clínicas, as abortadeiras... Esses devem ser condenados.
E a prostituição, deve ser legalizada? – Penso que sim. A prostituição é um mal, mas a situação vigente é a pior de todas. É caos, a desordem, a falta de higiene... E, numa sociedade livre, ninguém tem o direito de proibir uma mulher de vender serviços sexuais. Por outro lado, existem muitas formas de pros­tituição que são aceites pela sociedade, como a secre­tária que tem relações sexuais com o patrão e recebe algo em troca. É a mesma coisa.
Nos últimos tempos muito se tem falado das tensões étnicas em Portugal. O que defende em termos de política de imi­gração? – A abertura descontrolada das fronteiras conduz a todo o tipo de situações perigosas, a começar para os pró­prios imigrantes. Quando um povo se sente ameaçado por uma minoria muito afirmativa, como é o caso dos muçulmanos em França, surgem reacções hostis. Em Portugal o problema é que não houve apoio à inte­gração da segunda geração de imigrantes. As crianças de raça negra têm dificuldades de adaptação à escola, problemas de pobreza e de exclusão social. Ou se faz um grande trabalho tendo em vista a sua integração, ou vamos ter muitos problemas no futuro.
Defende que as entradas devem ser controladas. E quem já cá está? – Se têm uma actividade económica e uma posição correc­ta perante a vida, os imigrantes devem ser respeitados. Se se dedicam a actividades marginais e não são portu­gueses devem ser expulsos. Não faz sentido ter margi­nais estrangeiros em Portugal. Já bastam os portugueses.
Na semana passada, em Londres, assistimos a mais um aten­tado terrorista. Esta espiral de violência pode ser vista como um a guerra entre o Ocidente e o Islão? – É, de facto, uma guerra. Faz-me alguma impressão ver certos políticos, com ar de virgens ofendidas, queixar-se da cobardia dos bombistas que se suicidam. Podem ser muitas coisas mas cobardes não são. Só se matam porque acreditam que estão a lutar por uma causa jus­ta. É complicado dizer isto mas nós, portugueses, tam­bém estivemos envolvidos numa guerra terrorista durante dez anos. Uma guerra que ganhámos militarmente mas que perdemos no aspecto político.
Como se ganha uma guerra contra o terrorismo? – Pela via militar é muito difícil. E preciso analisar as cau­sas e atacar o assunto do ponto de vista político. As situações de pobreza e miséria favorecem o cresci­mento do fundamentalismo. Em parte é por aí que se deve atacar o problema. Por outro lado, não podemos deixar pregar a guerra santa entre nós e nada fazer em nome da liberdade de expressão. Não podemos deixar que os fundamentalistas promovam o terrorismo e actuar só depois de as bombas explodirem.
Devemos reprimir essa liberdade de expressão? – Tal como não aceitamos discursos de ódio racial, tam­bém devemos perseguir a promoção da violência e do terrorismo. Temos de pensar que estamos numa situação de guerra e não podemos deixar que as liberdades se tor­nem fraquezas. Felizmente, em Portugal, a comunidade muçulmana é exemplar e muito trabalhadora.
Se neste momento lhe aparecesse o génio da lâmpada que três desejos pedia? – Desde criança que acredito na ideia do Quinto Império. Uma época em que os governantes actuariam sempre com base na Justiça e nos princípios do Espírito Santo.
Faltam dois. – Impedir que a Humanidade destrua o Ambiente. – E, finalmente, que a minha família consiga ser feliz e ao mesmo tempo contribuir de forma válida para a comu­nidade em que vive.
Essa contribuição passa pela instituição da monarquia em Portugal e pela sua aclamação como Rei? – Não é necessário. Pode passar por muitos outros domí­nios da intervenção cívica, social e cultural.
Entrevista a José Eduardo Fialho Gouveia: In – "O Independente" de 15 de Julho de 2005.

domingo, 2 de janeiro de 2011

H.R.H. THE DUKE OF BRAGANZA OPENING PLENARY SPEAKER AT INTERNATIONAL WINE TOURISM CONFERENCE

Opening Plenary session by H.R.H. The Duke of Braganza.
Dom Duarte Pio, Duke of Braganza was born on the 15th of May 1945. He is the 24th Duke of Braganza and the Successor to the Crown of Portugal. He is the son of Dom Duarte Nuno of Braganza and Dona Maria Francisca de Orleans e Braganza, Princess of Brazil. On December 24, 1976 Dom Duarte’s father, Dom Duarte Nuno died. Dom Duarte Pio succeeded as claimant to the Portuguese throne, thus becoming the 24th Duke of Braganza.Dom Duarte Pio is the closest male-line relative to Dom Manuel II, the last King of Portugal.
Notwithstanding Portugal being a Republic, the rights of succession as Head of the Royal House of Portugal continue to be governed by International Customary Law. The Portuguese State recognises that, according to the aforementioned rules of succession, the Royal House of Braganza and its Head, Dom Duarte Pio, Duke of Braganza are the legitimate successors of the Kings of Portugal.
Portugal as Wine and Culinary Destination
Portugal has a long tradition in winemaking; in fact the history producing wine in this country comes from much earlier than the foundation of its Nationality. Although Portugal’s wine history dates back to the Romans, it was not until the early nineteenth century that the wine we know today as Port came into existence. Portugal’s table wine had already been in high demand since the mid-seventeenth century, primarily by the British. In 1758, Regiao Demarcada do Douro, the first wine producing region of the world was created under the control of Marquis of Pombal, in the Douro Valley. Since then, this region has worked at guaranteeing the production of excellent wines.
Portuguese wine comes from vineyards that are planted from the northern to the southern Portuguese regions. Although Portugal is a small country has a great variety of soils and climate as well as Portuguese wine varietals allowing a great diversity of Portuguese wines. In addition, there are several methods of winemaking which have obvious reflex in the wine produced. Portugal is amongst the largest wine producers in the world, had ranked 10th in 2004. Portuguese wines include Port wine, Madeira wine, red wines, white wines, “vinho verde” and moscatel de Setubal.
There are two wine producing regions in Portugal that are protected by UNESCO as being World Heritage. These are the Douro Valley Wine Region and the Pico Island Wine Region.
Wine is an important element of our culture, but it is also part of Christian faith. The most famous wine produced in History was, according to the Gospel, Jesus Christ Himself. Apparently He did it only once during a wedding, but it must have been the best in the world. In his last meal the wine was also fundamental for the founding of the Eucharistie. So, I conclude that a good Christian must appreciate good wine.
There are many traditional sentences regarding wine, but the one I like best is “A vida traz o amor e a vide o bom humor”.
The winemakers developed a very elaborate language to speak about wines full of nuts and red fruits but I must admit that I never found any of those when drinking wine…
I believe they should develop a more comprehensible language when addressing the general ignorant public where I include myself.
Some wines that are very appreciated in certain areas like the Greek Retsina are not necessarily appreciated by everybody outside Greece.
But wine should be associated to beautiful landscapes and good memories and so wine tourism is becoming more and more important, driving people to distant territories. This should encourage the preservation of landscapes and historical manors and “châteaux” and this has often been the case in Portugal. Nowadays you may visit and be guest in beautiful historical residences whose quality is controlled by an association called “Solares de Portugal”
H.R.H. The Duke of Braganza

Immediately after H.R.H. The Duke of Braganza opening plenary session will be Manuel de Novaes Cabral (Great Wine Capitals Global Network, Porto City Council) The dynamics between urban and rural wine territories: a competitive advantage so make sure you don’t miss a single moment of the International Wine Tourism Conference programme coming to Oporto, Portugal from 31 Jan to 2 Feb 2011. There is still time to register for this unique event coming to Portugal where wine and tourism meet. Don’t miss the boat!
Wine Pleasures - December 26, 2010
http://www.winepleasures.com  H.R.M. Dom Duarte, Duke of Braganza talks to Wine Pleasures during a recent visit to Paço Calheiros (a member of the Solares de Portugal) in the Minho Region, on Portugal as wine tourism destination.