sexta-feira, 26 de novembro de 2010

RETRATO DE UM PORTUGAL EM RUINAS

PARTICIPAÇÃO DE S.A.R., A SENHORA DONA ISABEL DE BRAGANÇA NO SEMINÁRIO "PARTICIPAR NA VIDA PÚBLICA E PARTILHAR A VIDA PRIVADA"

No dia 11 de Novembro de 2010, pelas 18:30h, ocorreu no Auditório A1 da Universidade Católica Portuguesa do Porto, o Seminário Participar na Vida Pública e Partilhar a Vida Privada  ,organizado pela Associação Mulheres em Acção e que contou com o apoio do Projecto «Porto Cidade Solidária» da Universidade Católica Portuguesa do Porto. Nesta Conferência participou e discursou S.A.R., A Senhora Dona Isabel, Duquesa de Bragança.
DISCURSO DE S.A.R., A SENHORA DONA ISABEL DE BRAGANÇA
Agradeço o convite que me foi feito pela Associação Mulheres em Acção para vir à Universidade Católica tomar parte neste encontro sobre «Participar na Vida Pública e Partilhar a vida Privada». Parabéns pela iniciativa.
A questão que começava por lembrar é que todos temos uma vida pública.
Sendo verdade que uns estão mais expostos do que outros, todos estamos conscientes que há sempre em cada um de nós uma realidade pública, na consciência de que só há uma maneira de viver a vida: civicamente.
A verdade humana é feita de relacionamentos, de interdependências... enfim um tecer de comunidades, ligações e responsabilidades que têm sempre um aspecto público.
Pelo simples facto de estarmos comprometidos com aquilo que fazemos - o que quer que seja que façamos -, no nosso dia a dia de afazeres e deveres, no trabalho e na relação com os outros... somos todos chamados a dar exemplo.
Dito isto, é igualmente importante estabelecer que todos temos também uma vida privada.  Essa é que é a história íntima dos nossos sonhos e lutas, do esforço quotidiano para sermos cada vez mais coerentes, das alegrias serenas da missão cumprida, das dores do mundo que sofre à nossa volta e que nos atinge pessoalmente a cada um.
Tendo todos, ao mesmo tempo uma vida pública e uma vida privada, onde se encontra o equilíbrio entre as tensões de uma e de outra?
A minha atitude na vida é que vida privada é um direito e a vida pública um dever. E que, na medida em que para nós é claro o campo de intervenção de uma e de outra, teremos encontrado o caminho desse equilíbrio.
A coisa pública é aquilo que é a obrigação de todos. O bem comum pelo qual todos somos responsáveis e para o qual todos devemos colaborar.
É neste aspecto o que mais me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem carácter, nem do sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons. Por isso cabe a cada um definir-se perante todas as iniciativas por forma a que o bom nunca fique em silêncio. 
Participar na vida pública é consequência lógica de existirmos como seres humanos. É o reflexo das nossas convicções, daquilo que são os valores constitutivos da nossa natureza e da nossa identidade.
E mais que isso, nada do que é humano nos pode deixar indiferente. A injustiça nalgum lado é uma ameaça à justiça em todo o lado. 
Não nos podemos esquivar às nossas obrigações que advêm de duas fontes: as leis da natureza e a nossa identidade como Cristãos e Portugueses. 
As leis da natureza clamam por respeito e boa gestão, quer ao nível da dignidade das pessoas quer dos bens em si. A Terra não é um recurso, ela é uma relíquia de família. 
Quanto à nossa identidade, somos Cristãos e Portugueses. Como Cristãos temos que ser capazes, assim nos exorta São Pedro na sua Carta «de dar a quem quer que seja as razões da esperança que há em nós». Essa esperança baseia-se na certeza do amor de Deus por cada um e na certeza da vida de felicidade eterna que está aberta para todos aqueles que procuram viver desse amor já aqui no mundo. 
Como Cristãos, também sabemos que não estamos sozinhos naquilo que muitas vezes é «a canseira do caminho» como tão bem diz o Papa Bento XVI na sua encíclica "Salvos pela Esperança". «O Senhor é a minha força e salvação, a quem hei-de temer?» pergunta o Salmo 26. 
Como Portugueses, temos uma história de quase 900 anos, cheia de grandes feitos de que nos devemos orgulhar: uma vivência de comunidade em que criámos uma identidade singular com um conjunto de qualidades que ainda hoje são apreciadas e procuradas por todo o mundo. E se nos desgosta legitimamente aquilo que não corre bem, ou alguém em quem não nos revemos, temos a expectativa de que a seu tempo será corrigido, sem pressas, sem angústias, que com a sabedoria e a calma própria de quem já viveu muito e que a História não pára aqui. E sobretudo nessa altura temos o dever de fazer valer os nossos sucessos como incentivo a ultrapassarmos as dificuldades com que cada geração de depara. É aqui apropriada a sabedoria chinesa, também milenar, que diz que qualquer crise é feita de perigo mas sobretudo de oportunidade.
Em época de crise, quando todos choram, há sempre alguém que se lembra de fabricar lenços. E isso torna-se um rastilho para a acção. (Ou não fosse esta conferência resultado das Mulheres em Acção). 
No que diz respeito à questão da vida privada, é claro para todos, que cada um tem direito à privacidade e a estabelecer os limites a partir dos quais pretende ver respeitada essa privacidade. Mas parece que se gerou alguma confusão entre um certo egoísmo que consiste em não querer saber - nem ser incomodado - mesmo em circunstâncias que exigem generosidade, com o oposto - que é fazer estendal da própria privacidade para granjear atenções com vista a um qualquer intuito. 
Só assim se percebe que haja quem se queira expor, muito para além do que é razoável, pretendendo transformar o que não interessa senão ao próprio, numa coisa que supostamente diria respeito a todos.  
A vida privada só deve ser partilhada na medida em que pode ajudar os outros, encorajando pelo exemplo, dando alento, estando próximo dos que sofrem, recentrando questões... e na proporção dos benefícios a obter. 
O bom senso é um elemento essencial da vida para não deixar distorcer a realidade. As coisas são o que são, e é na compostura e na cerimónia que se prova o respeito pelo próximo. 
Quer a vida pública quer a privada são espelho dos valores que nos regem, e testemunho da maneira como procuramos que a nossa vida seja responsabilidade.
Vida pública e privada só se reconciliam respeitanto o forum próprio de cada uma. Não permitindo que haja confusão entre as duas.
Viver a vida e ser capaz de se comprometer na esfera pública, de se empenhar na procura da verdade, do belo e do bom, é sonhar construir um mundo melhor.
Porque o mundo pertence aqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos.
Muito obrigada.
Fonte: Casa Real Portuguesa

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

"NÃO VOU SER CONVIDADO PARA O CASAMENTO".

Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, não espera ser convidado para o casamento do Príncipe William de Inglaterra.
"Não vou ser convidado, porque vão só amigos e os convites de Estado serão apenas para os ingleses", contou ao CM, acrescentando que Kate Middleton "tem todas as qualidades para ser uma boa Rainha. É simpática, inteligente e bonita".
Os noivos vão ainda sortear cem convites entre o povo. Quem for escolhido participa na cerimónia e também na recepção no palácio de Buckingham.
Fonte: Vidas-Correio da Manhã
25 de Novembro de 2010

11º ANIVERSÁRIO DE S.A., O INFANTE DOM DINIS DE SANTA MARIA

S.A., Dom Dinis de Santa Maria de Bragança ou, de seu nome completo, Dinis de Santa Maria João Miguel Gabriel Rafael de Herédia de Bragança, é o terceiro Filho de S.A.R., O Senhor Dom Duarte Pio, Duque de Bragança e de S.A.R., A Senhora Dona Isabel de Herédia de Bragança, Duquesa de Bragança. Nasceu em Lisboa, a 25 de Novembro de 1999, no Hospital da Cruz Vermelha em Lisboa e ostenta os títulos de Infante de Portugal e futuramente, Duque do Porto.
Os meus sinceros votos de um santo e abençoado aniversário e com muita alegria.  Faço votos para que todos os Seus sonhos se realizem, que a felicidade, a paz e a saúde o acomapanhem em todos os dias da Sua vida. Que Deus O guarde e ilumine sempre o Seu caminho.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

HOMENAGEM AOS RESTAURADORES

Integrada nas cerimónias organizadas pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal, a Real Associação de Lisboa vai prestar homenagem aos Heróis da Independência de Portugal de 1640, com a deposição de uma coroa de flores, pelo seu Presidente e pelo Presidente da Juventude Monárquica de Lisboa, no monumento aos Restuaradore, no próximo dia 1 de Dezembro, às 16h00. Acompanhe-nos nesse acto.

Fonte: Real Associação de Lisboa

ENTREVISTA DE S.A.R., DOM DUARTE AO JORNAL "TRIBUNA DA MADEIRA"

"A república atrasou o nosso desenvolvimento". No ano em que se assinala o 100º aniversário do regicídio contra Dom Carlos, o Herdeiro do Trono Português faz um balanço crítico em relação à república. "Nestes anos, Portugal baixou do meio da tabela do desenvolvimento europeu para quase o último lugar, a república atrasou muito o nosso desenvolvimento", lamenta Dom Duarte.
Para o justificar, o Duque de Bragança faz uma resenha histórica dobre este período da história. "A primeira república, que teoricamente foi democrática, foi na realidade a ditadura do partido democrático", começa por explicar. "Esta levou o país a uma situação de caos e bancarrota, que teve como consequência o golpe militar de 1926."
"Este trouxe a segunda república, que durou 40 anos e levou depois ao golpe comunista de 1975, conduzido pela URSS", acrescenta. "Ainda tivemos alguns anos de ditadura, até que finalmente conseguimos uma democracia normal, como a que Espanha atingiu numa transição de poucos meses. Os 10 anos de socialismo controlado causaram muitos problemas à economia e atrasaram muito o nosso desenvolvimento."
Dom Duarte realça as preferências reveladas pelos portugueses nas sondagens sobre o assunto. "As pessoas que preferem a monarquia são 15%, enquanto mais de 30% concordam que um rei seria melhor Chefe de Estado do que um presidente", diz. "Pouco mais de 30% recusam a hipótese de ter um Rei, enquanto os restantes 25% não têm opinião." Curiosamente, o Porto Santo é uma região onde a opinião maioritária é a favor da Monarquia.
Para o Duque de Bragança, a pouca popularidade da Monarquia junto dos portugueses tem uma explicação simples. "Há um problema de informação e de raciocínio lógico", defende. "As pessoas devem ver como são hoje as monarquias: no Reino Unido, Luxemburgo e Bélgica vivem muitos portugueses que o sabem. Devem pensar como estaríamos hoje se tivéssemos uma monarquia: não seríamos como há 100 ou 200 anos."
Lamenta ainda que os portugueses vejam a Monarquia a partir dos "disparates" que lêem nos manuais de História ("que são propaganda antimonárquica descarada") e pensem nas histórias dos contos de fadas. "As revistas cor-de-rosa mostram como vivem as famílias reais hoje, mas na Inglaterra falam muito dos problemas sentimentais."
Apesar da agressividade da imprensa cor-de-rosa britânica, Dom Duarte conta que - numa sondagem feita no país - o Príncipe Carlos foi o mais votado para ser presidente, caso a república fosse implantada na Inglaterra. "Ou seja, o povo pode estar zangado com os Príncipes, mas isto não o faz pensar que uma república será melhor."
De resto, o Herdeiro do Trono Português salienta que todos os países com monarquias têm melhor desenvolvimento económico e social, com excepção da Suíça. "Em 1900, Portugal estava à frente da Suíça, dos escandinavos, da Espanha e de outros países europeus", recorda. "Hoje, penso que atrás de nós está praticamente só a Albânia."
No seu entender, o Rei contribui para a estabilidade política. "É uma figura humana que representa o Estado", opina. Mas influi ainda em aspectos mais práticos. "Nas Monarquias, é o Rei quem nomeia o equivalente ao Procurador-Geral da República, tornando-o um cargo verdadeiramente independente", exemplifica. "Ou seja, pode julgar e perseguir a corrupção dos políticos, ao contrário do que acontece em Portugal."
Dom Duarte insurge-se também contra a impossibilidade de os presidentes serem reeleitos de forma indefinida. "É um elemento que reflecte a insegurança dos regimes republicanos: têm medo do seu presidente, acham que é um potencial ditador", ironiza. "Não faz sentido, se o povo quer o mesmo presidente, porque não há-de continuar?"
O Duque de Bragança desmistifica ainda algumas ideias pré-concebidas. "Dizem que a república simboliza mais uma democracia pelo facto de o chefe de Estado ser eleito", afirma. "Mas isso não corresponde totalmente à realidade, uma vez que os candidatos são escolhidos pelos partidos políticos ou pelos grupos financeiros."
"Se houver um problema grave com o Rei, é mais complicado de resolver do que com um presidente, mas todas as monarquias têm mecanismos para suspender o Rei se existir algum problema", acrescenta. "A verdade é que, no séc. XX, não se verificou nenhum caso de suspensão de Reis na Europa, enquanto presidentes da república que mereciam estar na prisão há uma data deles. Veja-se o caso do antigo presidente francês."
Apesar de todos estes argumentos, admite que para que a Monarquia seja implantada em Portugal é necessário - para além de mais informação da população - que o actual regime político permita que haja uma opinião popular sobre o assunto. Nesse sentido, o Herdeiro do Trono Português lembra um episódio ocorrido na Assembleia da República.
"A Constituição diz que 'a forma republicana de governo' é inalterável mas, através de uma proposta monárquica, o parlamento aprovou por maioria simples que a fórmula fosse retirada, sendo substituída por 'forma democrática de governo'", recorda. "Faltaram poucos votos para obter a necessária maioria de dois terços para alterar o artigo."
"Se numa democracia, o parlamento tem medo da opinião popular e não permite que os portugueses se expressem sobre o assunto, não há nada a fazer", lamenta. "Ou somos uma democracia verdadeira ou então isto é tudo uma fantochada. Não é compreensível que, num assunto tão importante como este, o povo não se possa pronunciar."
É também com insatisfação que o Duque de Bragança encara o rumo que a Europa está a tomar. "A soberania dos Estados está a ser posta em causa com a Constituição disfarçada de Tratado que foi assinada em Lisboa", denuncia. "Espero que isso não aconteça mas, se acontecer, os países com Monarquia pelo menos manterão a sua nação."
No seu entender, o caminho para o federalismo é uma traição aos ideais europeus. "Vai contra o direito natural dos povos, que é manter a independência, embora unidos", critica. "Talvez o melhor caso de sucesso de uniões de povos na História seja a confederação helvétiva, que une 22 cantões com quatro línguas e duas religiões."
"Os burocratas de Bruxelas querem obrigar-nos a ser iguais em tudo", finaliza. "Há casos de intervenções abusivas da UE que são disparates, alguns deles gravíssimos, que podem pôr em causa a nossa agricultura, indústria e artesanato."
"Arquitectura deve valorizar a paisagem da Madeira"
No entender de Dom Duarte, as regiões autónomas são as zonas do país que mais poderiam beneficiar com a implantação de um Regime Monárquico. "Por parte do Regime há o receio que as autonomias ponham em causa a unidade nacional, medo que não existe nas Monarquias", exemplifica. "As ilhas de Jersey e Guernsey não criam problemas à unidade do Reino Unido e, no entanto, têm uma autonomia muito superior à da Madeira."
Para o Duque de Bragança, a Monarquia resolveria também o clima de tensão entre a Região e o continente ao nível político. "Nunca vi um problema como o que existe hoje entre os governos da Madeira e da República em países com um regime monárquico", diz. "As monarquias são muito mais elásticas nas soluções e têm menos constrangimentos."
O Herdeiro do Trono Português elogia o desenvolvimento atingido na Região. "Foi a única excepção que escapou à crise do país", salienta. Mesmo assim, deixa escapar um alerta. "Preocupa-me que o desenvolvimento esteja excessivamente ligado ao turismo", diz. "Por depender de factores altamente psicológicos, trata-se de um sector muito frágil."
Na sua óptica, apesar da pequena dimensão da Madeira, considera que a agricultura poderia ser mais desenvolvida no campo da especialização de produtos de qualidade e biológicos. "Não podemos concorrer com produções em massa, como as da América Latina."
Defende ainda ser fundamental atrair indústrias ligeiras ao nível da electrónica e das novas tecnologias. "Como são abastecidas e exportam por avião não têm as inconveniências do transporte marítimo. Há condições humanas, económicas e de estabilidade para tal."
Para combater o problema da insularidade, D. Duarte sugere ainda que a Madeira tenha um sistema fiscal próprio que estimulasse um investimento estrangeiro "efectivo". "Não o investimento fictício da Zona Franca, com o qual a Madeira não ganha", recomenda.
Ainda em relação ao turismo, lembra que o clima, e a paisagem são os principais motivos que trazem visitantes à Região. "Se o desenvolvimento urbano e a hotelaria não contribuem para melhorar e preservar a paisagem, mas fazem o contrário, estamos perante um contra-senso", lamenta. "A arquitectura e a construção devem valorizar a paisagem."
Noutro âmbito, sugere que os 500 anos do Funchal sejam uma boa oportunidade para dar visibilidade às potencialidades da Madeira. "Com a colaboração da Câmara, quero convidar Chefes de Casas Reais da Europa e tenho a esperança de que alguns possam vir para dar repercussão à Região no exterior", revela. "A Holanda, Bélgica e Luxemburgo estão ligadas à Madeira através da arte flamenga e a Inglaterra através do turismo e do comércio."
"Regicidas foram vítimas da propaganda"
Dom Duarte esteve no Funchal para apresentar o livro "Mar! - Obra Artística do Rei Dom Carlos", da autoria de Carlos Varela Fernandes, Margarida Ramalho, Rui Ramos, Raquel Henriques da Silva e Isabel Falcão. A obra retrata o Rei, diplomata, pintor e investigador oceanográfico, destacando a faceta artística, através de aguarelas por ele pintadas.
O Herdeiro do Trono Português diz estar convencido que, caso os regicidas tivessem conhecido o rei Dom Carlos, não o teriam morto. "Foram idealistas que deram a vida por uma causa em que acreditavam", entende. "Foram vítimas da propaganda de órgãos da imprensa e pasquins feita contra a Família Real, que criou uma imagem muito negativa desta."
"Foi o caso de Bordal Pinheiro com os seus desenhos na 'Ilustração Portuguesa' onde representava Dom Carlos como um porco", critica. "Aquilino Ribeiro, com os seus escritos, também estimulou o regicídio. É estranho que um terrorista como ele tenha sido colocado no Panteão Nacional. Se é por escrever bem, houve outros que o fizeram melhor."
Na sua óptica, o golpe militar que implantou a república aproveitou-se da inexperiência do Rei Dom Manuel II, que "não teve maturidade para reagir à situação política" que estava a ser criada. "A própria Rainha Dona Amélia, muito desgostosa com a morte do marido e do filho mais velho, também contribui para que Dom Manuel desistisse, acelerando a reacção."
"A revolução republicana foi acelerada porque nas eleições que iam ser anunciadas o partido republicano não colhia grande simpatia. Quanto ao regicídio, parece que a intenção original era matar o primeiro-ministro, mas a carbonária portuguesa tentou aniquilar toda a Família Real", explica. "Para além de grande político e diplomata, que amava profundamente o seu país, Dom Carlos foi um grande artista e um artista não pode ser má pessoa."
Madeira, 21 de Dezembro de 2007

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A DOAÇÃO DO CORAÇÃO DO REI DOM PEDRO IV À CIDADE DO PORTO

(Clique na imagem para ampliar)
Vídeo: TV Porto

AINDA HÁ DIGNIDADE EM PORTUGAL.

Fonte: Jornal O Diabo - 23-11-2010

ESCOLA PRÍNCIPE DA BEIRA AO SERVIÇO DE GUEIFÃES

Estão inauguradas as obras de beneficiação e ampliação da Escola “Príncipe da Beira”, em Gueifães. Depois de um longo período de espera, no passado sábado, o presidente da Junta de Freguesia de Gueifães, Alberto Monteiro, viu concretizado um sonho que o perseguia desde o seu primeiro mandato. Por isso, em dia de inauguração era “um homem feliz”. Quando tomou posse pela primeira vez, conta o autarca, deparou-se com uma situação “caricata”, que era a junta de freguesia funcionar no edifício da escola. Na altura, nas instalações da junta estavam “os Vicentinos e a catequese”. Estava ainda uma sala de pré-primária a funcionar na igreja. “Isto estava totalmente trocado”. Na mesma altura, havia uma acção da DREN contra a junta por ocupação do edifício. “Tentamos resolver o problema e conseguimos com a Câmara da Maia e com a DREN. Fizemos algumas obras mas as coisas foram-se agravando e eu entendi que devíamos ocupar o nosso edifício e deixamos este para outras actividades”.
Mas como praticamente ninguém usava o edifício este deteriorou-se. Estava entregue à Direcção Geral do Património do Estado (DGPE). Alberto Monteiro foi a Lisboa a pedido do então autarca José Vieira de Carvalho solicitar a transferência do imóvel para o património municipal. “Para meu espanto 30 dias depois recebi uma notícia a dizer que não tinha aparecido nenhum dono do edifício. A partir daí, tratamos do protocolo para transferência o imóvel da DGPE para o município”, conta o autarca de Gueifães.
A escola foi inaugurada em 6 de Março de 1894 pelo Rei Dom Carlos e pela Rainha Dona Amélia e foi denominada Príncipe da Beira em honra do filho Primogénito do Rei. Com as obras pretendeu-se que o edifício retomasse a sua forma e organização inicial. No entanto, houve necessidade de o adaptar às suas novas funções e valências. A primeira sala funciona como“Foyer” e área polivalente para exposições, onde nesta altura se pode apreciar uma exposição da escola de outros tempos. As secretárias, os livros, as sebentas, os materiais pedagógicos, a régua e até as brincadeiras de outros tempos. Tudo bem distante das novas tecnologias usadas nos dias de hoje. O espaço tem ainda uma segunda sala que funciona como salão nobre, que acolheu a sessão solene de inauguração e que começou com a intervenção do Grupo Coral do Centro de estudos Musicais da Maia. (...)
Ler notícia completa no Jornal PrimeiraMão

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

44º ANIVERSÁRIO DE S.A.R., A SENHORA DONA ISABEL DE BRAGANÇA

S.A.R., A Senhora Dona Isabel de Herédia de Bragança, nasceu a 22 de Novembro de 1966 e viveu entre Portugal e Angola até 1975, altura em que a família se mudou para São Paulo, no Brasil, onde estudou no Colégio São Luís. Em 1990, graduou-se na Fundação Getúlio Vargas regressando a Portugal, onde trabalhou na área de gestão de fundos/patrimónios. Em 13 de Maio de 1995 casou, no Mosteiro dos Jerónimos, com S.A.R., O Senhor Dom Duarte Pio de Bragança, Duque de Bragança e Herdeiro do Trono de Portugal prescindindo assim, da sua anterior actividade profissional atendendo às suas novas exigências familiares e protocolares.
Nesta data muito especial, consagrada ao aniversário natalício de Vossa Alteza, os meus sinceros desejos de um dia feliz, e que neste dia todas as alegrias do mundo sejam Suas! Uma vida longa, com paz, saúde e alegria junto daqueles que mais ama. Obrigada por todos os serviços prestados a Portugal!. Que Deus a proteja, guie e ilumine.
VIVA A NOSSA RAINHA!

domingo, 21 de novembro de 2010

O "HORÓSCOPO" DE S.A.R., DONA ISABEL DE BRAGANÇA PARA ESTA SEMANA

S.A.R., A Senhora Dona Isabel Inês de Castro Curvelo de Herédia de Bragança, nascida em Lisboa em 1966 (22 de Novembro), é casada com S.A.R., O Senhor Dom Duarte Pio de Bragança, Herdeiro da Coroa Portuguesa. Até 1975 viveu entre Portugal e Angola, mudando-se nesse ano para o Brasil, onde estudou administração de empresas. Regressou ao seu país em 1990 e, cinco anos depois, casou no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, com S.A.R., Dom Duarte Pio de Bragança. S.A.R., Dona Isabel de Herédia de Bragança, que adora dançar e montar a cavalo, tem três filhos.
CARTA DE INFLUÊNCIA: IX – O EREMITA - O ano de 2011 é de evoluções lentas e diversos obstáculos, todos superáveis. S.A.R., Dona Isabel de Bragança, dará provas de grande optimismo e capacidade de luta, revelando ser não só uma excelente Mãe como uma óptima Gestora. Os filhos serão a sua grande fonte de alegria: sendo crianças de personalidades muito distintas, são todos eles brilhantes. Deve ter cuidados especiais com os ouvidos.
Fonte: Vidas / 20-11-2010
----------------------------
Uma "gracinha" do Correio da Manhã..., talvez porque se aproxima o aniversário de S.A.R., A Senhora Dona Isabel.

sábado, 20 de novembro de 2010