domingo, 10 de outubro de 2010

DOM MANUEL II, GRANDE REPORTAGEM - LINHA DA FRENTE (RTP)

ERA UMA VEZ MANUEL - "Era uma vez Manuel" é uma viagem ao local de exílio do último Rei de Portugal. Conta a história de Dom Manuel II a partir das marcas e dos afectos que o monarca deixou na comunidade de Twickenham, nos arredores de Londres. Quando se comemora o centenário da mudança de regime no país, o Linha de Frente narra os acontecimentos do outro lado do espelho, do lado dos vencidos, e regista os últimos testemunhos vivos de quem ainda conviveu com o Rei. Nesta reportagem desvenda-se o homem que os portugueses esqueceram mas cuja memória os ingleses preservam. "Era uma vez Manuel" é uma reportagem de Eduarda Maio, com imagem de Luís Flores e edição de imagem de Marcelo Sá Carvalho.
Linha da Frente - RTP - 06-10-2010
Vídeos: RealistasForum

A IMONARQUIA

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Jornal "Público" de 05-10-2010

sábado, 9 de outubro de 2010

OURÉM: S.A.R., DOM DUARTE PRESENTE EM ACTOS COMEMORATIVOS

No passado dia 3 de Outubro, Ourém prestou homenagem aos seus filhos que tombaram em combate na Guerra do Ultramar. A cerimónia decorreu junto ao Monumento dos Antigos Combatentes e contou com a participação do Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Dr. Paulo Fonseca e de S.A.R. D. Duarte Pio, Duque de Bragança e Conde de Ourém. Foi descerrada no local uma placa com o nome dos 36 combatentes falecidos e depositados ramos de flores junto ao monumento. Aiinda no mesmo dia, na Sé Colegiada de Ourém, foi também celebrada missa pela sua alma, tendo contado com a presença de diversas entidades civis e religiosas. Uma presença também bastante notada foi a do popular cantor Roberto Leal que também se associou à cerimónia. Ourém não esquece os filhos que tombaram na Guerra do Ultramar.
Um aspecto da celebração da missa, vendo-se S.A.R., Dom Duarte Pio, Duque de Bragança e Conde de Ourém.
Para além da Homenagem realizada aos oureenses que morreram na Guerra do Ultramar, cerimónia em relação à qual ontem nos referimos, tiveram ainda lugar, no passado dia 3 de Outubro, diversos Actos Comemorativos em Honra de D. Nuno Álvares Pereira, III Conde de Ourém e de seu Neto - D. Afonso d’ Ourém, IV Conde de Ourém, Primogénito da Casa de Bragança, o AUREN regista a celebração da missa na Sé da Colegiada de Ourém e ainda as cerimónias realizadas no castelo e no Restaurante Medieval.
S.A.R., Dom Duarte Pio e o Dr. Paulo Fonseca, Presidente da Câmara Municipal de Ourém, no momento em que procederam ao descerramento de uma placa alusiva à reabertura do restaurante Medieval.
Fotos de José Santos
Fonte: AUREN

OS MONÁRQUICOS

João Távora
As comemorações ocas dos 100 anos da R. tiveram um efeito inesperado: o movimento monárquico está mais forte. Eis uma pequena entrevista com um membro da direção da Causa Real. No mainstream português, o monárquico é um bicho semi-fascista que come democratas ao pequeno-almoço, enquanto se prepara para cantar um faduncho reacionário. Mais: neste mito, os monárquicos pensam todos da mesma maneira, como se fossem comunistas-que-vestem-de-azul. Como é óbvio, os monárquicos de carne e osso não são bem assim. Para compreender melhor esta realidade, resolvi fazer uma pequena entrevista com um membro da direção da Causa Real, João Távora, um dos bloggers mais civilizados da nossa praça.
É impressão minha, ou o movimento monárquico ganhou força nos últimos anos? (Pelo menos, nas redes sociais já são um pequeno exército). - Sim, parece-me que a Monarquia ganhou fôlego com o centenário da república . Depois, a Causa Real presidida pelo Paulo Teixeira Pinto trouxe algum pragmatismo, e a direção da Real Associação de Lisboa, que tomou posse há 18 meses, começou a usar as vantagens da Internet e algum profissionalismo na estratégia de comunicação. E, claro, tudo isto deve ser enquadrado na actual degradação da situação política, que tem revitalizado um pouco a nossa (pobre) Causa. Mas, por outro lado, temos limitações muito concretas: a Causa Real e as Reais Associações, não se constituindo como forças políticas de governação, não elegendo autarcas, deputados ou presidentes (apesar do forte suporte social que detêm), sem aspirações a serem clientes da república, lutam com enormes dificuldades de financiamento e patrocínio por parte dos grandes lobbies e empresas.
Não deixa de ser curioso: este crescimento é feito sem o PPM (Partido Popular Monárquico). Esse partido está morto? -  O PPM atingiu uma completa insignificância nacional enquanto partido, o que é uma vergonha para a memória de alguns dos seus fundadores. Mas o facto é que esse partido é um contrassenso, dado que a instituição real é suprapartidária: não se pode exigir aos numerosos simpatizantes da monarquia em Portugal que se unam à volta de um mesmo partido, quando a única causa que os une é a fórmula da chefia do Estado (e talvez as cores da bandeira nacional). No resto, divergem em quase tudo, desde a política e a economia até aos costumes.
Por vezes, tenho a impressão de que os monárquicos de hoje repetem o erro dos republicanos de 1910. Ou seja, acham que basta trocar de regime (o Rei no lugar do presidente) para que tudo fique melhor. Não acha que muita gente tem esta ilusão? - Concordo que há esse perigo: não nego a evidência de que os grandes males de que Portugal padece são profundos, e estão a montante da forma do regime. Os portugueses continuam viciados no assistencialismo e pouco atreitos a responsabilidades, parecem conformados com um medíocre destino cuja perspetiva não passa do amanhã. Cabe aos monárquicos, dentro das instituições existentes do sistema, estar a favor da mudança e do futuro do país, usando a liberdade que esta república, apesar de tudo, proporciona. Eu defendo a criação dos núcleos monárquicos dentro dos partidos, mas eles têm muito medo de descentrar as "agendas". Só assim se entende como diversas personalidades políticas simpatizantes da monarquia e dispersas pelos vários partidos, algumas de grande craveira e capacidade de influência, sejam tão prudentes na afirmação das suas convicções monárquicas. Mas ainda há outro perigo: os monárquicos para quem a Causa não faz sentido sem uma colagem a uma ideologia política, normalmente ultraconservadora e que mistura outras vertentes como a religião e valores existenciais. Isso reduziria o sonho a um nicho de patuscos. São planos que urge separar!
Tem a noção de que, aos olhos da grande maioria das pessoas, esses "patuscos" são os "monárquicos"? - Tenho a noção de que há um grande trabalho de comunicação a fazer. O preconceito e a ignorância são barreiras muito difíceis de se ultrapassar. Não se resolve numa geração, só com muito trabalho, sobriedade e coerência. Necessitávamos como de pão para a boca de uma nova geração de grandes referências intelectuais, como aquelas que tivemos no século XX.
Henrique Raposo - Expresso de 08-10-2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

MADEIRA: OS MONÁRQUICOS AINDA NÃO "DIGERIRAM" O REGIME ACTUAL E QUE NADA DE BOM TROUXE AO PAÍS .

Dom Duarte durante uma visita à Madeira
Pergunta: Como festeja um monárquico convicto a Instauração da R.? Resposta: Não festeja, claro."O actual regime foi-nos imposto pela violência das armas e com métodos que hoje chamaríamos de terroristas, assassinando à traição o Rei D. Carlos e seu filho o Príncipe Luís Filipe", defende João Paredes, presidente da Real Associação da Madeira, que prefere lembrar o 5 de Outubro, como dia em que D. Afonso Henriques e D. Afonso VII de Leão e Castela assinaram o Tratado de Zamora, que marcou a Independência de Portugal. Estas comemorações, continua João Paredes, podiam ter sido um grande momento de reflexão nacional sobre a representação do Estado Português. "Infelizmente, perduram os complexos e os medos relativamente à Monarquia", lamenta, ironizando: "é verdade que apesar dos seus curtos 100 anos o actual regime sente necessidade de justificar a sua existência, insistindo nos erros históricos que alicerçam a sua difícil sobrevivência". O responsável pela Real Associação da Madeira, uma das 24 espalhadas pelo país, admite que mesmo passados 102 anos sobre a morte de D. Carlos persiste ainda um "grande desconforto", até porque o povo português não beneficiou nem nada desse "assassinato". Crime, frisa, que não era necessário nem conveniente à defesa e democratização do país. "Pelo contrário, mesmo hoje a actual Constituição da R., apesar de múltiplas revisões e com desconhecimento de muitos Portugueses, impede o pleno exercício da democracia, ao proibir no seu artigo 288 b) a livre escolha entre Rei e PR", acusa o monárquico madeirense dizendo que as actuais comemorações deveriam ser aproveitadas não só para a introdução de um "debate saudável" sobre a possibilidade de escolha do regime, como também analisar o papel do PR.  "Devemos analisar se temos suficiente Presidente da "Coisa publica" ou se se devem reforçar as suas competências para que seja verdadeiro árbitro da governação, com mais poder interventivo e não mero papel representativo", defende João Paredes, lembrando que nos últimos anos da Monarquia Constitucional os poderes do Rei estavam bastante limitados, mas ele continuava a ter voz activa na governação e nas decisões mais importantes do país. "Actualmente, o PR está de mãos atadas e pouco mais pode que dar 'recados' ao país", observa, insistindo na necessidade de Portugal ter um representante preparado para o cargo e com uma perspectiva de continuidade.  A diferença entre um Presidente e um Rei, é que o segundo fica em funções tempo suficiente para garantir não só a estabilidade social e económica, como para estabelecer uma relação efectiva e duradoura com a comunidade nacional. E o problema económico, acrescenta, nem se coloca, porque está provado que os países de regime monárquico gastam menos com a Casa Real do que as repúblicas com a Casa Civil dos respectivos presidentes. "Na generalidade dos países europeus mais desenvolvidos, com maior estabilidade governativa e melhor protecção social, existem monarquias democráticas", afirma, explicando que os custos do actual regime incluem as despesas eleitorais e as "mordomias" dos ex-titulares da Presidência da R. "Na generalidade dos países europeus mais desenvolvidos, com maior estabilidade governativa e melhor protecção social, existem monarquias democráticas", garante João Paredes, dizendo que "ao contrário do que é voz corrente" os monárquicos não pretendem restaurar a monarquia, mas sim instaurar um regime monárquico democrático.  "Agora, urge sim Restaurar a R., uma vez que esta não está a dar resposta às reais necessidades do país", defende João Paredes, justificando que ao longo do último século, Portugal teve três repúblicas e nenhuma funcionou. A 1ª R. "dividiu e destroçou" o país, retirou direitos adquiridos às pessoas como o voto das mulheres e a liberdade de culto. A 2ª R., "imposta pelas armas e com sacrifício das liberdades individuais", afastou o país da Europa, mas ainda teve o condão de desenvolver o Portugal Ultramarino, que hoje, no caso de Angola, está a funcionar a nosso favor. "A 3ª R., ora vigente, inaugurada pela Revolução de 25 de Abril de 1974, implantou-se de forma pacífica apenas na Metrópole e à custa da tragédia de uma 'descolonização' do Ultramar Português desorientada e antipatriótica na sua essência", afirma, reconhecendo que a aproximação ao modelo democrático europeu foi positiva, embora Marcelo Caetano já a tivesse esboçado. "A tentativa antipatriótica de colagem ao modelo soviético resultou em nacionalizações e em instabilidade social e económica: destruído ou fragilizado o sistema produtivo nacional, Portugal entrou em pré-falência", recorda, dizendo que só a entrada na então Comunidade Económica Europeia permitiu ao país recuperar economicamente, mas à custa de humilhações. "Portugal foi o "bom aluno" da Europa, distinção que mais humilha do que honra quem realizou os Descobrimentos e dialogou em pé de igualdade com as potências mundiais aquando da II Grande Guerra", frisa o monárquico, que traça um quadro negro do futuro a curto prazo do país. "O governo está a prazo e a oposição quer ser alternativa de governo a prazo, e o PR, por mais isento que queira ser, está hipotecado ao seu eleitorado e ao partido que o apoia eleitoralmente", acusa, dizendo que a população está "divorciada" da vida política: "apenas 60% dos eleitores votam, e o Presidente é eleito por pouco mais de 30% dos eleitores". Perante isto, João Paredes pergunta: "Onde está o 'Presidente de Todos os Portugueses', para que é que ele serve e a quem serve ele, de facto?". E o monárquico madeirense 'desmonta' um dos argumentos mais utilizados pelos republicanos. [Dizem] que o sucessor directo do soberano reinante pode não ser a pessoa mais dotada e com a personalidade adequada ao exercício do cargo, mas em casos de dúvida sobre a sucessão, cabe ao Parlamento, enquanto órgão de soberania, seleccionar o membro da Família Real com melhor perfil e proceder à sua aclamação por voto democrático", explica, dizendo que um Rei em Portugal seria benéfico para o país, principalmente no actual contexto de crise económico financeira. "A estabilidade e continuidade da Representação Real dão confiança aos investidores nacionais e estrangeiros, gerando maior abertura para a concessão de financiamentos a longo prazo e com condições mais favoráveis, mesmo num contexto de crise e de risco", diz João Paredes, lembrando que em política tudo pode mudar de um dia para o outro, mas só um Rei pode dar a referência de um rumo histórico e a segurança de continuidade e futuro da Nação. Em teoria, qualquer cidadão de pleno direito pode candidatar-se à Presidência da R., mas na prática para ter reais hipóteses de ser eleito é necessário ter feito carreira numa qualquer estrutura partidária, gerir apoios e fazer muitas promessas", afirma, contrapondo com a "legitimidade histórica e dinástica" de um Rei, que lhe dá autêntica "independência e autoridade moral e política" para exigir o "entendimento das forças políticas" e "impor moralidade" nas contas públicas em nome do bem o comum.  "A população entenderia melhor os sacrifícios a que está a ser sujeita nesta época de crise se sentisse que o exemplo de sacrifício e de moralização vinha dos principais responsáveis políticos, se soubesse que os jogos de interesses particulares não tinham eco junto do mais alto Representante da Nação". Por tudo isto, defende João Paredes, é necessário "restaurar" a R. e se possível com um Rei.
PR vs Dom Duarte aos olhos de um monárquico.
"O PR tem um percurso de ilustre professor de economia, que depois segue para a área política e que, honra lhe seja feita, foi o autor da primeira maioria governativa da III República. Como Primeiro-Ministro de Portugal, lançou as bases do desenvolvimento tecnocrático que estabilizou a nossa economia e absorveu grande parte dos fundos comunitários. A sua candidatura à P.R. foi estruturada com grande sentido de Estado e muita expectativa por parte dos Portugueses que tiveram a ilusão de que a sua honestidade e os seus conhecimentos de macroeconomia bastariam para por ordem na política e na gestão do nosso país e assegurar o êxito da nossa integração na Comunidade Europeia, o que a realidade veio a desmentir, infelizmente.  Já o Senhor Dom Duarte não exerce nenhum cargo oficial, muito menos remunerado. Não só nada custa ao Erário Público, como pertence a uma família que a Revolução despojou dos seus bens. Os poucos bens da Família Bragança que não foram nacionalizados estão consolidados na Fundação da Casa de Bragança, gerida pelo Estado Português e que apoia intervenções de cariz patrimonial, cultural e educacional utilizando os bens que constituíam o morgadio da Casa de Bragança e que eram destinados ao sustento e à educação dos Infantes de Portugal.  O Senhor Dom Duarte tem-nos representado em todo o universo das suas relações familiares em eventos sociais e culturais, sem quaisquer custos para o país, sempre com uma presença digna e distinta, acompanhado por sua mulher e às vezes seus filhos, utilizando estas ocasiões para promover no mundo a imagem e a história de Portugal. É apoiado politicamente por 24 Reais Associações espalhadas pelo país e também na Europa, nos Estados Unidos e no Oriente; reunidas na Causa Real, estas Associações defendem e promovem o debate político sobre a representação do Estado".

CELORICO DE BASTO: MONÁRQUICOS UNEM-SE NO APOIO A S.A.R., DOM DUARTE PIO

 CONFERÊNCIA MONARQUIA 2010 COM A PRESENÇA DE S.A.R., O SENHOR DOM DUARTE, DUQUE DE BRAGANÇA 
(...) Vários movimentos monárquicos portugueses encontraram-se domingo, em Celorico de Basto, também para celebrarem o dia 5 de Outubro, mas de 1143, dia da assinatura do Tratado de Zamora. As diferentes associações e sensibilidades comprometeram-se a esquecer divergências e unirem-se à volta e no apoio a D. Duarte Pio.
Intervenção de S.A.R., Dom Duarte Pio de Bragança
S.A.R., O Senhor Dom Duarte Duque de Bragança, Engº Paulo Alves – Presidente da Mesa do Congresso e do Conselho Nacional do PPM, Drº Joaquim Mota e Silva – Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Adrião Saraiva Gonçalves – Vice-Presidente da Mesa do Congresso e do Conselho Nacional.
Para mais detalhes sobre este encontro, ler AQUI

INDEPENDÊNCIA ESQUECIDA

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Jornal "O Diabo" de 05-10-2010

PELO REI E PELA GREI

CONVITE: DOM DUARTE EM GUIMARÃES - 05 DE OUTUBRO DE 2010

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Em todas ou quase todas as pastelarias em Guimarães, constavam nos balcões estes convites (fente e verso) para que as pessoas comparecessem no Paço dos Duques de Bragaça e estivessem presentes numa importante alocução de S.A.R., Dom Duarte Pio de Bragança.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O REI NO 5 DE OUTUBRO DE 2010 EM GUIMARÃES, DIA DA FUNDAÇÃO DE PORTUGAL! - VÍDEOS DA REAL ASSOCIAÇÃO DO MÉDIO TEJO

Preparação e tempo de espera de Suas altezas Reais, ao Paço dos Duques de Bragança.
 
Chegada de Suas Altezas Reais a Guimarães e deposição de uma coroa de flores no Monumento a D. Afonso Henriques.
Saída de Suas Altezas Reais do Paço dos Duques de Bragança e início da "arruada real" pelas ruas de Guimarães.