sexta-feira, 8 de outubro de 2010

INDEPENDÊNCIA ESQUECIDA

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Jornal "O Diabo" de 05-10-2010

PELO REI E PELA GREI

CONVITE: DOM DUARTE EM GUIMARÃES - 05 DE OUTUBRO DE 2010

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Em todas ou quase todas as pastelarias em Guimarães, constavam nos balcões estes convites (fente e verso) para que as pessoas comparecessem no Paço dos Duques de Bragaça e estivessem presentes numa importante alocução de S.A.R., Dom Duarte Pio de Bragança.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O REI NO 5 DE OUTUBRO DE 2010 EM GUIMARÃES, DIA DA FUNDAÇÃO DE PORTUGAL! - VÍDEOS DA REAL ASSOCIAÇÃO DO MÉDIO TEJO

Preparação e tempo de espera de Suas altezas Reais, ao Paço dos Duques de Bragança.
 
Chegada de Suas Altezas Reais a Guimarães e deposição de uma coroa de flores no Monumento a D. Afonso Henriques.
Saída de Suas Altezas Reais do Paço dos Duques de Bragança e início da "arruada real" pelas ruas de Guimarães.

DISCURSO DE S.A.R., DOM DUARTE DE BRAGANÇA NO 5 DE OUTUBRO DE 2010 EM GUIMARÃES - PAÇO DOS DUQUES DE BRAGANÇA

Portugueses
5 de Outubro de 1143 é uma data fundadora para Portugal. Durante quase 800 anos a vontade e a determinação do povo, firmemente ancoradas na vontade e determinação dos seus Reis, conduziram os destinos desta comunidade de sonhos, a que chamamos Pátria.
Mas 5 de Outubro, agora de 1910, é também a data em que a invasão mental estrangeira ocupou Portugal.
Hoje, como sempre, falarei para todos, sem acepção ou excepção alguma.
Mas hoje, como nunca, serei a voz de todos pela boca de alguns.
Nenhuma das palavras que Vos irei ler me pertence, porque todas já eram pertença de todos depois de escritas por alguns de Vós.
Irei ler-Vos excertos de alguns dos nossos maiores escritores. Evocando Portugal, ou retratando a república.
As suas assinaturas declaram os nomes de Camões, Ramalho Ortigão, Fialho de Almeida, Eça de Queiroz, Almada Negreiros, Fernando Pessoa e Pe. António Vieira.
Por isso em nome de todos a estes as agradeço.
Portentosas foram antigamente aquelas façanhas, ó Portugueses, com que descobristes novos mares e novas terras, e destes a conhecer o Mundo ao mesmo Mundo. Naqueles ditosos tempos (mas menos ditosos que os futuros) nenhuma cousa se lia no Mundo senão as navegações e conquistas de Portugueses. Esta história era o silêncio de todas as histórias. Os inimigos liam nela suas ruínas, os émulos suas invejas e só Portugal suas glórias. Mas se a história das cousas passadas (a que os sábios chamaram mestra da vida) tem esta e tantas outras utilidades necessárias ao governo e bem comum do género humano e ao particular de todos os homens, e se como tal empregaram nela sua indústria tantos sujeitos em ciência, engenho e juízo eminentes, como foram os que em todos os tempos imortalizaram a memória deles com seus escritos; porque não será igualmente útil e proveitosa, e ainda com vantagem, esta nossa História do Futuro, quanto é mais poderosa e eficaz para mover os ânimos dos homens a esperança das cousas próprias, que a memória das alheias? PADRE ANTÓNIO VIEIRA
O Partido Republicano em Portugal nunca apresentou um programa, nem verdadeiramente tem um programa. Mais ainda, nem o pode ter: porque todas as reformas que, como partido republicano, lhe cumpriria reclamar, já foram realizadas pelo liberalismo monárquico. EÇA DE QUEIROZ
A república francesa que implantaram em Portugal, sem nenhuns pontos de contacto com quanto em nós seja português. Nenhuma reacção do espírito progressivo a instaurou; foi um fenómeno da nossa decadência, da nossa desnacionalização. FERNANDO PESSOA
No dia 5 de Outubro, em Portugal, não havia despotismo, não havia opressão e não havia fome. Os princípios proclamados à custa de tanto sangue pela Revolução Francesa, há mais de um século, ninguém precisava de os tornar a proclamar na Avenida agora, precisamente no período histórico em que quase todos esses princípios se acham refutados pela crítica experimental e científica do nosso tempo. Os famosos princípios da Revolução Francesa, leit-motiv de toda a cantata revolucionária de [5 de] Outubro último, são, precisamente, os que vigoram em toda a política portuguesa, desde o advento da revolução liberal de 1834 até nossos dias. RAMALHO ORTIGÃO
Os novos revolucionários de 1910, com excepção honrosa dos que não sabem ler, não tiveram por decuriões senão os seus predecessores revolucionários liberais de 34. E daí para trás — o que quer dizer daí para cima — nunca abriram um livro. Tal a razão porque os raros homens de letras, que a nossa República conseguiu mobilizar, dia a dia se desagregam da hoste refugiando-se no anacoretismo filosófico, enojados da crassa ignorância dos sarrafaçais a que o regime os emparelhou. RAMALHO ORTIGÃO
É alguém capaz de indicar um benefício, por leve que seja, que nos tenha advindo da proclamação da República? Não melhorámos em administração financeira, não melhorámos em administração geral, não temos mais paz, não temos sequer mais liberdade. Na Monarquia era possível insultar por escrito impresso o Rei; na república não era possível, porque era perigoso, insultar até verbalmente o Sr. Afonso Costa. FERNANDO PESSOA
Bandidos da pior espécie (muitas vezes, pessoalmente, bons rapazes e bons amigos – porque estas contradições, que aliás o não são, existem na vida), gatunos com seu quanto de ideal verdadeiro, anarquistas-natos com grandes patriotismos íntimos – de tudo isto vimos na açorda falsa que se seguiu à implantação do regímen a que, por contraste com a Monarquia que o precedera, se decidiu chamar República. FERNANDO PESSOA
Este regímen é uma conspurcação espiritual. Os republicanos passaram a legislar em ditadura, fazendo em ditadura as suas leis mais importantes, e nunca as submetendo a cortes constituintes, ou a qualquer espécie de cortes. FERNANDO PESSOA
Desde a proclamação da República que em Lisboa se não faz outra coisa se não pedir. FIALHO DE ALMEIDA
É certo que nunca as classes dirigentes se divertiram tanto em excursões de recreio, nem se banquetearam tão repetidamente, como hoje em dia. Na casa, porém, de cada cidadão, nem o imposto diminuiu nem o passadio embarateceu.
Enquanto à prometida barateza a que seriam reduzidos os víveres, ao proporcional aumento a que seriam elevados os salários, ao desenvolvimento que teria o ensino e à perfeição que atingiria a disciplina da sociedade, uma vez sacudido da cerviz do povo o inconfortável jugo ominoso do regime extinto, observa-se que nunca se comeu mais caro, nunca foi mais numerosa a legião dos operários sem trabalho, nunca […] tantas propriedades foram impunemente assaltadas e destruídas como agora as redacções e as tipografias de cinco jornais. A República Portuguesa continua dando ao mundo o mais espantoso e inacreditável espectáculo: - existe! RAMALHO ORTIGÃO
O predomínio incondicional exercido pelas sociedades secretas em quase todos os actos do governo, como por exemplo na escolha das cores da bandeira, deposição de funcionários antigos e com direitos adquiridos, e imposição d’outros sem mais competência do que as suas cumplicidades carbonárias; Corre que outras medidas de violência serão tomadas no sentido de desarmarem pelo terror as inumeráveis massas de cidadãos que não aderiram à República. FIALHO DE ALMEIDA
Um país não pode ficar assim toda a vida, num pátio de comédia.
Quebrámos estouvadamente o fio da nossa missão histórica. Desmoralizámo-nos, enxovalhámo-nos, desaportuguesámo-nos. RAMALHO ORTIGÃO
Quem considerar o Reino de Portugal no tempo passado, no presente e no futuro, no passado o verá vencido, no presente ressuscitado e no futuro glorioso; e em todas estas três diferenças de tempos e estilos lhe revelou e mandou primeiro interpretar os favores e as mercês tão notáveis com que o determinava enobrecer: na primeira, fazendo-o, na segunda restituindo-o, na terceira, sublimando-o.
Mas se a história das cousas passadas (a que os sábios chamaram mestra da vida) tem esta e tantas outras utilidades necessárias ao governo e bem comum do género humano e ao particular de todos os homens, e se como tal empregaram nela sua indústria tantos sujeitos em ciência, engenho e juízo eminentes, como foram os que em todos os tempos imortalizaram a memória deles com seus escritos; porque não será igualmente útil e proveitosa, e ainda com vantagem, esta nossa História do Futuro, quanto é mais poderosa e eficaz para mover os ânimos dos homens a esperança das cousas próprias, que a memória das alheias?
Têm na memória que também antigamente pagavam, e que então era tributo do cativeiro o que hoje é preço da liberdade; sobretudo vêem a seu rei da sua Nação e da sua Língua, e que o têm consigo e junto a si para o requerimento da justiça, para o prémio do serviço, para o remédio da opressão, para o alívio da queixa; rei que os vê e se deixa ver; que os ouve e lhes responde; que os entende e o entendem; que os conhece e lhes sabe o nome. PADRE ANTÓNIO VIEIRA
Dispensem todas as teorias passadistas! Criem o espírito de aventura e matem todos os sentimentos passivos! Mostrem que a geração portuguesa do século XXI dispõe de toda a força criadora e construtiva!
Gritai nas razões das vossas existências que tendes direito a uma Pátria civilizada. ALMADA NEGREIROS
Portugueses
Em 1928, Fernando Pessoa escreveu o poema NEVOEIRO, do qual vos vou ler a última estrofe:
Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro…
É a hora!
Portugueses
Saibamos fazer a hora. Restauremos a esperança na lusitana antiga liberdade.
VIVA PORTUGAL!

COIMBRA: DOM DUARTE CELEBROU FUNDAÇÃO DA NACIONALIDADE

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GUIMARÃES: DOM DUARTE ESTEVE EM GUIMARÃES PARA A PROCLAMAÇAO DA LEALDADE

No dia em que Portugal assinalou o centenário da república, o Herdeiro do Trono veio a Guimarães para realizar uma Proclamação de Lealdade. Depois de colocar uma coroa de flores na estátua de D. Afonso Henriques, Dom Duarte fez uma alocução perante membros de diversas Reais Associações e simpatizantes da Causa Monárquica, citanto diversos escritores portugueses para realçar as virtualidades da Monarquia. No final e em declarações aos jornalistas, Dom Duarte de Bragança sublinhou que a Monarquia pode ser útil à Democracia Portuguesa e que a actual situação do país desacredita a democracia.

LISBOA: PORTUGAL ESTARIA MELHOR COM A MONARQUIA

S.A.R., O Duque de Bragança, Dom Duarte Pio, concordou esta terça-feira, em Guimarães, com o apelo ao consenso político feito pelo PR, dizendo que "tem toda a razão porque medidas duras têm de ser tomadas por consenso". "Acho o consenso indispensável porque, se as medidas forem tomadas por um partido só torna-se difícil, porque será penalizado nas eleições", afirmou, frisando que o consenso político partidário deve abranger, "pelos menos, os que têm responsabilidade nas governações passadas". O candidato ao trono de Portugal falava aos jornalistas no Paço dos Duques de Bragança, no final de uma cerimónia monárquica que juntou algumas (centenas?) milhares de apoiantes e que serviu para os partidários da sua causa lhe mostrarem "lealdade".
Os monárquicos comemoram o 5 de Outubro, não como a data da implantação da república, mas como o dia em que o Tratado de Zamora, de 1143 foi assinado, dando-se assim "início aos 867 anos que Portugal já leva desde a sua fundação".
Questionado a propósito, Dom Duarte congratulou-se com as medidas de austeridade decididas pelo Governo, dizendo que são "indispensáveis". "Temos todos de entrar em austeridade, pois quanto mais tarde pior", avisou, lembrando que o pPís" é como uma família que gasta mais do que o que tem". Em sua opinião, "é melhor corrigir e tentar gastar menos enquanto é tempo senão, qualquer dia, vão ser outros a tomar conta de nós, seja o FMI ou outra instituição qualquer". "Estou muito optimista porque finalmente os governantes decidiram tomar as medidas necessárias", acentuou.
PORTUGAL ESTARIA MELHOR COM MONARQUIA
Questionado sobre os resultados obtidos pelas diferentes repúblicas, em termos sociais e económicos e sociais, D. Duarte defendeu que "a situação actual desacredita um bocado os resultados da República". "Depois de 100 anos conseguimos chegar ao último lugar da Europa em termos de desenvolvimento humano e em muitos outros aspectos, com excepção da Albânia, e até mesmo os países da Europa de leste passaram à nossa frente", lamentou. O Duque de Bragança disse ainda "acreditar que se Portugal tivesse continuado com a Monarquia estaria certamente muito melhor do que está hoje". "A Monarquia pode dar qualquer coisa a mais, uma ajuda, à democracia em que vivemos", referiu, lembrando que "há cerca de por 30 cento dos portugueses acreditam que seria melhor ter um Rei, apesar de termos tido excelentes presidentes da república".

PORTUGAL ESTARIA MELHOR COM A MONARQUIA! E VIVA O REI!


(Centenas?) Milhares de monárquicos proclamaram lealdade a Dom Duarte. No Dia do centenário da república, (centenas?) milhares de monárquicos juntaram-se em Guimarães para proclamar a lealdade ao Chefe da Casa Real. Dom Duarte Pio fez o balanço dos 100 anos da república e diz que o resultado é estarmos hoje na cauda da Europa.
Fonte: RTP

VIVA O REI! - O PRINCÍPIO DA "ARRUADA" REAL

Sem policias e gorilas, ao contrário da classe politica republicana, Suas Altezas Reais, não têm medo do Povo, pois são amigos dele e o povo é amigo de Suas Altezas!
Vídeo e texto:  novafloresta

MONÁRQUICOS EM GUIMARÃES NUMA DEMONSTRAÇÃO DE LEALDADE A DOM DUARTE