quinta-feira, 30 de setembro de 2010

MONÁRQUICOS MOBILIZAM-SE EM LISBOA E GUIMARÃES PARA CONTESTAR O 5 DE OUTUBRO

Uma exposição sobre a “perseguição à imprensa” e uma “Proclamação de Lealdade” a Dom Duarte Pio são algumas das iniciativas previstas por diversas correntes monárquicas e que coincidem com o centenário da implantação da República.
A organização “Plataforma do Centenário da República” inaugura na segunda feira às 17h00 no Palácio da Independência, em Lisboa, a exposição “A Repressão da Imprensa na I República”, que integra várias dezenas de quadros e “evidencia a existência de um sistema repressivo regular e duradouro mantido ao longo da I República”, segundo os organizadores.
“A ‘Plataforma do Centenário da República’ tem um site onde há mais de dois anos apresenta uma historiografia independente da propaganda e sobre a República, que é mistificada. Nesse sentido organizou esta exposição e a apresentação será feita por José Manuel Fernandes, ex-diretor do Público”, precisou em declarações à Lusa João Távora, 49 anos, membro do conselho executivo da Causa Real, da direção da Real Associação de Lisboa e um dos organizadores do evento.
As iniciativas monárquicas prosseguem no dia 5 de outubro, em Guimarães, com uma “Proclamação de Lealdade” para com o Chefe da Casa Real, Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, que fará uma alocução seguida de sessão de cumprimentos.
O objetivo consiste em juntar membros de todas as Reais Associações do país, simpatizantes da Causa Monárquica e “cidadãos que não se reveem na atual forma de regime”, ainda segundo os promotores.
“Vamos juntar os monárquicos à volta do Senhor Dom Duarte no Paço dos Duques de Bragança em Guimarães, que é o berço da nacionalidade”, sublinha João Távora, que define o 5 de outubro como “o corolário de uma série de infelicidades que sucederam a Portugal no final do século XIX e princípio do século XX”.
Na perspetiva do dirigente da Causa Real, a República significa “mais um pouco da perda da nossa identidade, uma data que não assinalamos com alegria”. E que surge na sequência de um regicídio, definido como “um golpe de Estado violento a um regime constitucional que era tendencialmente livre e democrático como eram todos naquela época, e legitimado por uma Constituição”.
João Távora arrisca uma abordagem comparativa ao sugerir que o 5 de Outubro “seria como se um partido radical da esquerda ou da direita, com pouca relevância nacional, aproveitasse o atual momento de crise, fizesse um golpe de Estado e mudasse o regime de alto a baixo”.
Um problema que na sua perspetiva “afeta Portugal há muitos séculos, sistematicamente deitar abaixo estruturas e instituições com obra, para começar tudo outra vez. É um fado que implica sermos um dos países mais atrasados da Europa moderna, estamos sempre no fim do pelotão”.
Após recordar que se refere a um país “com 900 anos de História e onde era natural que se vivesse uma monarquia estável”, insiste numa das principais reivindicações da correntes monárquicas: a “necessidade do regime nos dar o direito de sufragar a República, porque a República nunca foi sufragada e foi segurada por Salazar”. Assim, a democracia apenas foi alcançada após o 25 de abril “e ainda não é completa”, argumenta.
Ao socorrer-se de uma frase de Miguel Estevas Cardoso ‘Os monárquicos são o maior grupo na clandestinidade em Portugal’, João Távora sintetiza, em conclusão, os 16 anos da I República: “Essencialmente um regime terrorista, com muitas nuances, teve muitos governos mas ofereceu-nos de bandeja uma ditadura de mais 48 anos, porque é bom não separar as duas ditaduras. Uma ditadura popular e uma ditadura do Estado Novo”.
Fonte: Agência Lusa - 30-09-2010

APOIO A S.A.R., DOM DUARTE PIO


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UM GRANDE CHEFE DE ESTADO E SEU FILHO BARBARAMENTE ASSASSINADOS

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Jornal O Diabo - Fonte: Real Associação do Médio Tejo

DISCURSO DE EL-REI DOM MANUEL II, TÃO ACTUAL NOS DIAS DE HOJE!

“Portugueses! Unam-se pela Pátria. Sejamos fortes mostremos ao mundo e àqueles que nos seguem atentamente, com cobiça, que Portugal ha-de renascer, ainda, numa era de grandeza e prosperidade .” - 1 de Novembro de 1910, Dom Manuel II. - Causa Monárquica

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

CONTRA O BRANQUAMENTO DO 5 DE OUTUBRO.


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Fonte: Jornal Destak

ACABOU-SE! VIREI MONÁRQUICO!

Há alguns anos que tenho andado um pouco inquieto e preocupado, para não dizer irritado. O que, de há uns tempos a esta parte, se tem passado neste país, no que respeita a comemorações de datas, acho que é suficiente para sentirmos aquele estado de alma. Expliquemo-nos.
Vim ao mundo num tempo em que a república só ainda não tinha barbas porque é representada por uma figura feminina. Talvez por isso, durante muitos anos, nunca me interroguei se seria republicano ou monárquico, deixando-me conduzir pela lógica do meu nascimento: seria republicano porque nasci no tempo em que a república já era aceite como a coisa mais natural deste mundo. Estou convicto de que a muitos dos meus compatriotas terá acontecido o mesmo.
Mas, ultimamente, tenho meditado muito sobre o assunto e comecei a interrogar-me sobre qual será o melhor sistema para a democracia e o desenvolvimento do país. Encontro-me num ponto em que admito que qualquer deles poderá servir, dependendo o êxito ou o fracasso de cada um deles do comportamento dos políticos e do povo que somos.
No entanto, o que me faz hoje vir abordar este tema é que começo a estar farto da comemoração do cinco de Outubro e dos moldes em que ela se desenvolve.
Para início do mote, tomo a liberdade de perguntar : – Justificar-se-á que ainda se mantenha o 5 de Outubro como feriado nacional? Para uns, sim; para outros, não – como é normal nestes casos. Alinho pelos que vão pela negativa. Feita esta afirmação com tanta frieza e, segundo o entender de alguns, tanto descaramento, bom será que me justifique para satisfazer a natural curiosidade de algum leitor que ainda não desistiu de acompanhar a dissertação da crónica.
Ora, de 1143 a 1910, decorreram setecentos e tal anos, o tempo em que Portugal foi uma Monarquia. Considerando já o próximo ano, a nossa estimada república completará um século de vida. Ou nem tanto, se considerarmos o tempo da ditadura, (1926 a 1974), em que, em boa verdade, não foi uma coisa nem outra. Ditadura é ditadura e o resto é cantiga.
Vem esta menção aritmética a propósito de se pretender demonstrar que o tempo monárquico vence o tempo republicano por 7 a 1, o que , em termos futebolísticos, costuma designar-se por uma estrondosa derrota para a república.
Após estas primeiras considerações, seja-me permitido expressar de modo mais explícito o que pretendo transmitir.
O que está em causa nem é comemorar o aniversário da implantação da república. Ponho reservas, isso sim, ao triunfalismo exibido, à agressividade manifestada, ao apoucamento mesquinho, às acusações sórdidas, aos achincalhamentos impudicos, como se todos os malefícios que nos vão atingindo tenham origem no facto de termos tido, ao longo de vários séculos, um sistema político monárquico.
Até porque hoje já nos habituámos, no dia a dia, a uma convivência natural, salutar e democrática, (e não digo tolerante porque não temos nada que nos tolerar neste campo), já que somos todos membros da mesma pátria. Passado este século republicano e fazendo uma retrospectiva honesta e sincera, havemos de concordar que em ambos os regimes se fizeram boas obras e se cometeram muitos erros, pela simples razão de que, quer um sistema quer o outro, são interpretados por homens.
Olhando o mundo da Europa Ocidental em que, por uma questão geográfica e cultural, nos inserimos, nada demonstra que o bem-estar, o progresso e o desenvolvimento – seja ele de que natureza for –, dependam essencialmente de ser republicano ou monárquico. E, se bem repararmos, talvez notemos que estes têm alguma vantagem sobre aqueles. Não me consta que aqui a vizinha Espanha esteja, apesar da sua Monarquia, menos desenvolvida do que o nosso Portugal, e até, segundo rezam as estatísticas, está uns bons furos acima de nós. Não quero com isto dizer que se tivéssemos uma Monarquia a coisa seria diferente ou ao contrário.
Felizmente, a liberdade está instalada entre nós. Bom será que saibamos aproveitar as virtualidades que ela contém e não a deturpemos, dando-lhe um uso que a possa transformar em geradora de pequenos e iluminados ditadores de meia tigela.
Não queiram os que se dizem republicanos dogmáticos reescrever a história alterando-a ao ponto de afirmarem que quem lutou, sofreu e morreu para conseguir a consolidação territorial do país foram os republicanos. Ou que foram também eles que se entregaram à ingente e heróica aventura dos descobrimentos, que fizeram de Portugal um país diferente no contexto das nações já existentes na época ou formadas no futuro. Ou que foram os republicanos que fizeram a revolução do 1º de Dezembro de 1640, com muitos e muitos sacrifícios à mistura com umas tantas traições. Ou que foram os republicanos que criaram e consolidaram a mais velha nação do mundo, em termos territoriais. E não vamos enveredar por argumentações falaciosas, porque telhados de vidro todos o regimes políticos têm.
Passada a bagunçada do recente período eleitoral – nunca se foi tão baixo como desta vez! – estou tentado a registar, com alguma simpatia, o que terá dito o Rei de Espanha, D. Juan Carlos, ao socialista, Filipe Gonzalez, quando o nomeou para formar o futuro governo : – “Sei que os socialistas espanhóis são republicanos, mas não se preocupem por termos hoje uma Monarquia, pois zelarei para que a constituição seja respeitada, e, além disso, a Monarquia tem pelo menos uma vantagem sobre a República: não é necessário andar, de cinco em cinco anos, a gastar dinheiro em campanhas eleitorais, nem pôr os espanhóis a atacarem-se uns aos outros para eleger um novo presidente da república…” Frase bem humorada, mas, convenhamos, com alguma lógica no conteúdo.
É bom que termine, não venha aí algum republicano a insultar-me e, quem sabe, até a apodar-me de traidor.
Mas sempre vou dizendo que, enquanto se continuar a comemorar o 5 de Outubro nos moldes em que tem sido até aqui, insultando maléfica, injustificada e estupidamente a Monarquia, vou-me mesmo pela adesão a esta.
Querem comemorar os aniversários da república (que foi imposta e não referendada, nem na implantação nem “à posteriori“), pois que o façam. Mas com dignidade e respeito pelos que têm concepções diferentes sobre a melhor forma do sistema governativo. O que interessa é que, em qualquer deles, seja dada liberdade ao povo para escolher os que nos hão-de governar, ou até desgovernar, como por vezes acontece…
Para comemorar o nosso aniversário, não vamos, com certeza, começar a desrespeitar ou a vilipendiar os nossos ascendentes. Era o que faltava! Para vergonha, já chega o que por aí vai.
Vem aí o centenário da imposição (implantação) da república, já no próximo ano. Pois que se festeje, mas com elevação, dignidade, nobreza e equilíbrio emocional. E, acima de tudo, com respeito pelos heróis monárquicos que nos legaram, ao longo de muitos séculos, o orgulho de sermos portugueses. E, se assim acontecer, quem sabe se não voltarei a virar-me para o republicanismo? Não prometo nada, mas todos sabemos que, nisto da política, a histrionia e o mimetismo andam muito aconchegadinhos para ajudarem os oportunistas no seu calculismo para o proveito próprio. Não me tenho nessa conta, mas nunca se sabe… - A. Pires da Costa -Crónica escrita para o semanário albicastrense “ RECONQUISTA” e publicada em Outubro de 2009 -
Fonte:  Gente Maior

terça-feira, 28 de setembro de 2010

COMUNICADO À IMPRENSA DA REAL ASSOCIAÇÃO DE COIMBRA

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ANIVERSÁRIOS DE SUAS MAJESTADES, EL-REI DOM CARLOS E RAINHA DONA AMÉLIA

D. Carlos I de Portugal (nome completo: Carlos Fernando Luís Maria Vítor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Sabóia Bourbon Saxe-Coburgo-Gotha; Palácio da Ajuda, Lisboa, 28 de Setembro de 1863 — Terreiro do Paço, Lisboa, 1 de Fevereiro de 1908) foi o penúltimo Rei de Portugal.
Dona Maria Amélia Luísa Helena de Orleães (Twickenham, 28 de Setembro de 1865 — Chesnay, 25 de Outubro de 1951) foi a última Rainha de facto de Portugal.
Foi o único membro da Família Real Pportuguesa exilada pela república que visitou Portugal em vida, bem como o último membro a morrer, aos oitenta e seis anos. Amélia de Orleães viveu sofridas décadas de exílio, entre Inglaterra e França, onde aguentou a Segunda Guerra Mundial.
Esta frase estava entre as suas últimas palavras: "Quero bem a todos os portugueses, mesmo àqueles que me fizeram mal".

S.A.R., O DUQUE DE BRAGANÇA APRENDE A LIDAR COM AS SAUDADES DO FILHO.

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

REAL ASSOCIAÇÃO DE LISBOA DISPONIBILIZA TRANSPORTE.

Com vista a promover presença significativa de monárquicos para no próximo dia 5 de Outubro no Paço dos Duques de Bragança em Guimarães, a Real Associação de Lisboa disponibiliza transporte em autocarro com preços especiais, incluindo para jovens com 50% de desconto. Por apenas 20.00€ por Adulto e 10,00€ para Jovens, a reserva de lugares está disponível através da loja online do site da Real Associação de Lisboa, ou presencialmente até 6ª até dia 1 de Outubro das 15,00hs às 18,00hs na nossa sede no largo do Camões. A partida far-se-á da Praça Marquez de Pombal, lado Sul às 9,00hs da manhã estando o regresso previsto para as 17,00 hs. Mais esclarecimentos no mesmo horário pelo telefone 21 342 81 15

EM 2010, "NÃO" A 1910, "SIM" A 1810

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CAUSA REAL: 5 DE OUTUBRO DE 2010 EM GUIMARÃES

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