sexta-feira, 17 de setembro de 2010

HOMENAGEM A D. NUNO ÁLVARES PEREIRA
A Casa da Comarca da Sertã assinala, no próximo sábado, pelas 15 horas, na sua sede social em Lisboa, os 650 anos do nascimento e o 1º aniversário da canonização de D. Nuno de Álvares Pereira.
São Nuno de Santa Maria é o Patrono da Casa da Comarca da Sertã, pelo que aquela associação pretende realizar um debate de ideias, o qual conta com a participação de Frei Agostinho Marques de Castro, Superior Maior da Ordem do Carmo, Aires do Nascimento, Autor do livro “Nuno de Santa Maria, fragmentos de memória persistente”; D. Nuno de Bragança van Uden, em representação de S.A.R., O Senhor Dom Duarte de Bragança; e Fernando D’Abranches Correia da Silva, Secretário-Geral da Associação Portuguesa de Genealogia.
Fontes: Jornal Reconquista - Terras - Homenagem a D. Nuno - Casa da Comarca da Sertã
S.A.R., DOM DUARTE, NOVO CONFRADE DA CONFRARIA DE CERVEJAS
A Confraria da Cerveja realiza no próximo dia 23 de Setembro a sua cerimónia anual de entronização de novos Confrades no seio da organização. Os novos Confrades são personalidades notáveis oriundas das mais variadas áreas da sociedade portuguesa, cuja vida pessoal ou profissional tem ou teve contacto com a actividade cervejeira. Entre as ilustres personalidades a entronizar na VIII cerimónia de entronização contam-se Dom Duarte Pio de Bragança, Bernardo Trindade, Francisco Pinto Balsemão, Manuel Rui Nabeiro, Rodrigo Costa, Luís Represas, Tiago Monteiro, Diana Pereira, Cláudia Jacques e Mafalda Pinto Leite.
A cerimónia de entronização realiza-se às 17h00 no antigo edifício do Banco de Portugal na Avenida Luísa Todi, com o jantar de gala a realizar-se às 20h00 na Pousada de Palmela. A Confraria da Cerveja é o ponto de encontro de pessoas que dedicam ou dedicaram a sua vida profissional à causa da cerveja, ou que para ela tenham contribuído de forma significativa. Defende a valorização das virtudes e qualidade de uma bebida enraizada na História da Humanidade desde há milénios, sublinhando a nobreza que a sua tradição merece. Tem como objectivo a promoção, divulgação e valorização da Cerveja, e, particularmente, das produzidas em Portugal. (...)
Fonte: http://rostos.pt/inicio2.asp?cronica=122139&mostra=2&seccao=associativismo&titulo=Confraria-da-Cerveja-em-Setubal-Entr

(Clique nas imagens para ampliar)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

DOM DUARTE PIO, DUQUE DE BRAGANÇA ASSOCIA-SE AOS 500 ANOS DO FLORAL
Em Alvalade já não se fala de outra coisa… Dom Duarte Pio, Duque de Bragança e herdeiro da coroa portuguesa vai estar em Alvalade no dia 20 de Setembro no âmbito das cerimónias evocativas dos 500 anos do foral de Alvalade, outorgado pelo Rei D. Manuel I em 1510. Uma visita que honra e prestigia Alvalade, que valoriza a efeméride e as celebrações mas que se reveste ainda de maior importância uma vez que Dom Duarte é bisneto do Rei D. Miguel I, que, já deposto, passou por Alvalade no dia 31 de Maio de 1834, e que segundo a tradição terá sido muito bem recebido e acarinhado pela população alvaladense. O próximo dia 20 de Setembro, data em que se assinalam os 500 anos do foral manuelino, promete assim ficar nos anais e na memória dos alvaladenses que seguramente irão saber receber tão ilustre convidado e dignificar uma das datas históricas mais importantes da freguesia.
Fonte: Alvalade.info

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

176º ANIVERSÁRIO DA PERNOITA DE DOM MIGUEL
No dia 31 de Maio, fez 176 anos sobre a passagem do Rei Dom Miguel I por Alvalade, na sua viagem entre Évora e Sines, onde embarcou para o exílio. Na Convenção de Évoramonte decide-se que Dom Miguel deve deixar o país e prepara-se a sua partida para aquele que iria ser o seu último exílio. Escoltado por um Regimento de Lanceiros da Rainha e vinte soldados fieis da cavalaria realista, o Rei destronado parte de Évora no dia 30 de Maio de 1834, iniciando uma viagem que em território nacional iria terminar em Sines dois dias depois. Pelo meio do percurso, no dia 31, cerca da uma hora da tarde e debaixo de um calor abrasador, a comitiva aproxima-se da Herdadinha fazendo uma curta paragem no monte, para Dom Miguel e alguns acompanhantes refrescarem-se num poço aí existente. De acordo com um testemunho no local, um tal Manuel Joaquim na altura com 12 anos de idade, a coluna, apesar de numerosa e incluir muitas montadas, percorreu o caminho com tal ordem e disciplina, que não provocou o mais pequeno estrago na pujante seara de trigo existente em ambos os lados da pequena estrada. Pouco tempo depois, Dom Miguel e o seu séquito entram na vila e decidem pernoitar em Alvalade para descansar e retemperar forças para a derradeira etapa da viagem. Com o ambiente adverso e de grande hostilidade que existia na época em boa parte do país contra o Infante e o regime político que representava, não é por acaso que Dom Miguel e a sua comitiva escolhem Alvalade para interromper a viagem e passar a noite. A câmara, as principais instituições e as famílias mais abastadas eram assumidamente pela causa absolutista, e Dom Miguel tinha disso conhecimento. Alvalade tornou-se, naquele momento, o local ideal para fazer a paragem e o descanso necessário, acabando por ficar hospedado na residência particular de Luis da Lança Parreira e de D.Teresa da Lança Parreira, uma abastada familia alvaladense simpatizante da causa miguelista. Nessa casa, que já não existe (na imagem), situada na então Rua da Estalagem, Dom Miguel ceou, dormiu a última noite em Portugal e almoçou no dia seguinte, tendo sido tratado com a maior dignidade - como se ainda reinasse -, pelos seus anfitriões e por toda a população, não só devido ao seu estatuto mas também pelo respeito e estima que o povo tinha para com os donos da casa. No dia seguinte, ao despedir-se dos Lança Parreira, que tão carinhosamente o acolheram, Dom Miguel mostrou-se muito comovido. Permitiu que lhe beijassem a mão, e, tirando uma carteira do bolso, tomou nota do nome dos donos da casa, bem como da vila de Alvalade, de cujos habitantes recebeu, bem como toda a comitiva, as mais inequívocas provas de respeito. Precipitadamente, por esquecimento, talvez devido à pressa com que a partida foi feita, ficaram na casa em que se hospedou uma espada, que o caudilho miguelista Remexido mandou buscar mais tarde por quatro homens da sua quadrilha, e uma faca de mesa com o cabo em prata, oitavado, tendo num dos lados a coroa real encimando as iniciais “R.F.”, que algum tempo depois passaria para a posse de Henrique Rodrigues Albino, de Messejana, casado com uma descendente directa do mencionado lavrador Luis da Lança Parreira. Pela tradição dizia-se que neste trajecto entre Évora a Sines, à passagem por Ferreira do Alentejo, Dom Miguel foi muito mal recebido, tendo o povo colocado à porta das suas casas uma alcofa com palha e, que ele, perante esse modo de receber, terá dito que se um dia regressasse a Portugal destruiria a vila de Ferreira, e que sendo tratado tão respeitosamente em Alvalade, se cá tornasse, faria desta uma cidade. Para registar a passagem de Dom Miguel por Alvalade, a Junta de Freguesia apresentou na Câmara Municipal de Santiago do Cacém uma proposta de substituição do topónimo “Rua da Estalagem” por “Rua 31 de Maio de 1834“, que foi aprovada por unanimidade no dia 1 de Maio de 1925. Um topónimo tímido e infundadamente temeroso, onde se preferiu destacar a data da estada em detrimento do nome da personalidade. O topónimo natural seria “Rua Dom Miguel I”, à semelhança da linha seguida dois meses antes aquando da criação do topónimo “Rua Duque da Terceira”, mas a administração da freguesia, receando não se sabe bem o quê, optou pela data da pernoita do augusto visitante. Embora passado quase um século, as memórias e as marcas do pós Guerra Civil de 1832/34 ainda se faziam sentir… A passagem de Dom Miguel por Alvalade justificaria que a data fosse lembrada e divulgada. Por exemplo, através da colocação de um pequeno painel de azulejos na proximidade do local onde em tempos esteve o edifício que deu guarida a Dom Miguel naquela noite, contando e divulgando o episódio histórico. Uma iniciativa que poderia ser incluída num programa mais alargado para assinalar condignamente a efeméride.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

ARRUADA EM LISBOA
No próximo domingo, dia 19 de Setembro, vai realizar-se uma Arruada em Lisboa, com o objectivo de contactar a população e dar-lhe a conhecer a opção pela Monarquia, num momento grave do País, em que as instituições republicanas já mostraram não servir Portugal e fazer perigar a liberdade.
Com partida da Praça Luís de Camões, às 15 horas, percorreremos algumas artérias de Lisboa. Venha e traga a sua bandeira. NÃO FALTE!
REAL ASSOCIAÇÃO DE LISBOA
IMPRENSA: SS.AA.RR., OS DUQUES DE BRAGANÇA PRESENTES NAS CERIMÓNIAS OFICIAIS OFERECIDAS A SS.AA.RR., OS GRÃO-DUQUES DO LUXEMBURGO "Corre sangue português nas minhas veias". A afirmação de Henrique do Luxemburgo, durante a sua visita oficial a Portugal, sintetiza o sentimento que o Grão-Duque nutre pelo país de Camões. Efectivamente as suas bisavós eram Infantas da Casa de Bragança, filhas de Dom Miguel, e a sua avó, a Grã-Duquesa Carlota, refugiou-se em Cascais com o marido Félix, e os filhos, nomeadamente João, o mais velho, pai do actual soberano, para fugir à ocupação nazi. Um gesto que o Grão-Duque fez questão de agradecer por diversas vezes ao longo da visita de Estado, que o trouxe a terras lusas, na companhia da Mulher, Dona Maria Teresa.
(...) Os Grão - Duques retribuiram o jantar. No Mosteiro dos Jerónimos, encotraram o cenário ideal para o concerto de jazz do Quarteto Marc Demuth e uma recepção para a qual convidaram alguns nomes que se destacam na sociedade portuguesa, entre eles SS.AA.RR., Os Duques de Bragança, Dom Duarte Pio e Dona Isabel de Bragança primos dos Grão-Duques (foto acima). "O meu pai é primo direito do bisavô do Grão-Duque", explica S.A.R., O Duque de Bragança, visivelmente satisfeito com a visita dos familiares com quem mantêm uma relação de amizade. "De vez em quando, vamos lá. É uma parte da minha família com quem nos damos muito bem e com quem mantemos boas relações," afirma.
Revista "VIP" de 16 a 21 de Setembro 2010.
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VISITA À "CASA SOL" SEGUIDA DE ALMOÇO SÓ PARA SENHORAS

Na manhã de 8 de Setembro, enquanto o Grão-Duque tinha encontros empresariais, foi promovida uma visita à Casa Sol, uma Associação de apoio às crianças com VIH. De seguida, foi oferecido um almoço no restaurante Feitoria, localizado no luxuoso Altis Belém. Foi um almoço que reuniu 12 senhoras, com a presença de SS.AA.RR., Dona Maria Teresa e Dona Isabel de Bragança.- Revista "flash" de 13 a 19 de Setembro 2010.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

ARRUADA EM SINTRA FOI UM SUCESSO!
A Arruada Monárquica do passado dia 11 de Setembro em Sintra, foi um sucesso!
Desde a primeira hora até ao final, tivemos sempre um óptimo ambiente e, sem dúvida que este tipo de iniciativas é para continuar.
Da parte dos populares, nada a dizer de mal. Muito pelo contrário! Fomos muito bem recebidos em Sintra e não só ouvimos buzinadelas de pessoas a apoiarem-nos, como também, pessoas vinham ter connosco para obterem informação sobre o Movimento Monárquico. Passámos pela Portela de Sintra, pelo Centro Histórico, subimos até S. Pedro de Penaferrim e ainda demos uma volta por Mem Martins. Em todos os lados onde passámos obtivemos o apoio popular, o que leva a pensar que obviamente existe no ADN do Povo um belo lado Monárquico. O País pode ser ainda republicano de regime, mas o povo ainda, passados quase 100 anos da proclamação da república, ainda tem uma forte palavra a dizer!
Notou-se claramente no olhar das pessoas, que estão fartas de serem enganadas. O Povo Português há 100 anos que anda a ser enganado, por 3 repúblicas diferentes. Mas com algo em comum: O ENGANO!

Mostrámos que com um grupo pequeno fizemos um trabalho notável e é, sem margem para dúvida para continuarmos. Mostraremos ao povo que há uma Esperança que se chama Dom Duarte de Bragança.
É porque amamos Portugal que fazemos isto e vamos continuar. É bom que a República comece a sentir que o seu fim está próximo. O povo está farto de ser enganado. Foi a I República da Anarquia, foi a II República da Ditadura e é esta III República da Corrupção!
PORTUGUESES, BASTA!
VIVA O REI!
VIVA PORTUGAL!
Fonte: PDR - Projecto Democracia Real

A Arruada em Sintra teve, o apoio do Núcleo Concelhio de Sintra que foi o primeiro a ser formado pelos membros da Real Associação de Lisboa, Douglas de Lima e David Garcia. Muitos "Vivas ao Rei" da parte da população e fotografias tiradas a nós. A GNR estava a tomar conta do acontecimento (agradecemos), muitos jovens a dizer "Viva o Rei", "Viva Portugal" ... simplesmente a Arruada em Sintra foi memorável! Achamos Sintra sem republicanos... - Vídeo: RealistasForum

domingo, 12 de setembro de 2010

RESPOSTA DE S.A.R., DOM DUARTE A UMA PERGUNTA SOBRE O NOSSO FUTURO NA EUROPA

1- É fundamental sabermos que Europa queremos para o futuro, se uma Europa dos políticos europeus e dos seus pequenos interesses a curto prazo ou se uma Europa em que os Europeus e os Portugueses em particular, possam exprimir as suas grandes preocupações e ser ouvidos? Outro caminho complementar será associarmo-nos com outros Países da nossa dimensão (que tenham problemas parecidos). Se nós cooperássemos mais intimamente a nível político por exemplo com a Irlanda, Holanda, e Países Escandinavos poderíamos ter nas Instituições Europeias um peso mais significativo.
2- Há Nações europeias muito antigas, como a Basca, a Catalã, a Galega, a Cigana, etc., que não têm independência política e no entanto preservam uma forte identidade cultural. A perda da nossa identidade cultural é um fenómeno que vem sucedendo mas por razões internas e culpa nossa: por exemplo, a destruição da nossa paisagem arquitectónica (pela total falta de critérios e pela especulação imobiliária), a perda dos valores éticos e espirituais da nossa sociedade, a escandalosa maneira como a nossa História não é ensinada por razões políticas e ideológicas, a destruição da nossa vida rural, são algumas dessas causas.
3- Corremos o risco de sofrer com a deslocalização de algumas empresas Portuguesas e a concorrência de países com salários mais baixos e mão-de-obra mais qualificada. Infelizmente, os apoios da pré-adesão à União Europeia foram desperdiçados com projectos megalómanos de país rico. Uma dúzia de estádios de futebol e auto-estradas (não me refiro às indispensáveis vias rápidas IP), despesas governamentais e municipais de luxo, etc., mostram que a loucura continua. Entretanto, não investimos a sério nos campos da educação e formação profissional, na modernização da administração e da justiça, na saúde preventiva, etc.. Apeteceria pedir contas aos responsáveis que nos atiraram para esta situação sem sequer consultar o Povo Português por meio de alguns referendos. A adesão à moeda dos europeus mais ricos e competitivos tornou a situação ainda mais difícil…
No entanto, a partir de agora deveríamos estabelecer um consenso nacional quanto às nossas prioridades e aos caminhos para lá chegar, com a participação de todas as Instituições representativas do Povo Português, desde os Partidos políticos e os Sindicatos até às Universidades e outras Instituições e Associações. A adesão à chamada Constituição Europeia será talvez a decisão mais grave de todas e não pode ser tomada sem um amplo debate e uma consulta ao Povo que ainda é soberano…
Estes defeitos da nossa política são simbolizados pelo regime republicano em que as perspectivas têm em geral um horizonte muito curto que se limita às próximas eleições legislativas. Ora nós recebemos Portugal de empréstimo, para o entregarmos aos nossos filhos, e não temos o direito de o vender a outros em troca de alguns benefícios económicos. Devemos estudar a vida de D. Nuno Álvares Pereira, que se confrontou com uma situação muito parecida com a actual.
(In O Diabo, Outubro 2004)

sábado, 11 de setembro de 2010

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

"HÁ SINAIS DE FALTA DE FÉ NA REPÚBLICA"
Dom Duarte afirma que, caso os abstencionistas tivessem convicções, teriam ido votar nas eleições presidenciais de Janeiro.
A elevada abstenção nas últimas eleições presidenciais foi interpretada por muitos monárquicos como um sinal de fraqueza do sistema republicano português. O chefe da Casa Real Portuguesa dá a sua opinião sobre o assunto, sobre a alternativa monárquica e os que a defendem e ainda o que diz serem os "fantasmas" dos republicanos.
Diário de Notícias - Nas últimas presidenciais, a abstenção ultrapassou os 50 por cento. Que significado lhe atribui? - Significa que os eleitores não consideram a instituição republicana tão importante para o País que valha a pena se darem ao trabalho de ir votar. Apesar de ter sido uma situação especial quando a maioria das pessoas julgava já saber quem ia ganhar. Se os 50 por cento de abstencionistas fossem pessoas convictas da importância do sistema republicano de chefia de Estado teriam ido votar para afirmar a sua posição. Pode ser um sinal de falta de fé na república.
Mas isso significa, por parte dos abstencionistas, uma maior simpatia pela opção monárquica? -Também pode ser, mas há um problema: a maioria dos portugueses ainda não percebeu o conceito de monarquia e acham que é o regresso ao passado. Mas essas mesmas pessoas sabem muito bem que a Europa dos reis é geralmente melhor governada do que a Europa das repúblicas.
Perante a abstenção, já há quem defenda um presidente eleito pelo Parlamento. - Os brasileiros costumam perguntar se alguém aceitaria que, num jogo de futebol, o árbitro pertencesse a um dos clubes. Se o presidente é o supremo juiz, tem que ter uma independência verdadeiramente garantida. Nesta campanha eleitoral dizia-se: "Neste momento quem fala é o candidato. A partir de agora já não é o candidato, é o presidente." Ou então o militante político. E a partir daí eram pessoas diferentes, como se tivessem uma dupla personalidade. Ora, é evidente que ninguém acredita que alguém que toda a vida foi militante de um partido, uma vez eleito presidente, passa a ser um juiz imparcial entre as partes. E se for eleito por um parlamento ainda menos independência tem porque nem sequer pode justificar a sua legitimidade com o voto popular.
O grau de intervenção que um presidente deve ter foi um dos principais temas das eleições... - Quando um presidente é muito activo interfere com os partidos e é um problema para a vida democrática. Se é pouco activo, é visto como ocupando um cargo inútil. Um Rei tem uma posição muito mais facilitada: toda a gente sabe qual é o seu papel e só em caso de emergências graves é que intervém. Hoje em dia é muito difícil defender num debate a vantagem de uma chefia de Estado republicana. São mais argumentos de natureza sentimental, afectiva... As pessoas são republicanas porque acham que fica melhor e que simbolicamente são mais democratas, embora na prática toda a gente concorde que as monarquias são tão ou mais democráticas do que as repúblicas.
Não acha que um certo ressentimento social que há em Portugal faz com que a monarquia seja vista como algo que interessa apenas aos "nobres"? - As duas grandes dificuldades para um português hoje ser monárquico é achar isso mesmo e é também achar que as instituições democráticas não seriam respeitadas numa Monarquia. Ou seja, são dois fantasmas, porque nas monarquias actuais, com excepção de Inglaterra, os titulares e os aristocratas não têm praticamente nenhuma posição política significativa. Se o problema dos argumentos dos republicanos é um problema de fantasmas, por um lado, pareceria muito simples explicar-lhes que estão enganados. Mas como é um problema subjectivo é mais difícil de bater do que um problema claro e lógico.
Vamos pôr a hipótese de que, sendo Rei, houvesse em Portugal um governo com a participação de um partido de extrema-esquerda ou de um partido de extrema-direita. O que faria nessa situação? - Em primeiro lugar, um rei tem que respeitar a Constituição e agir dentro do campo de liberdade que a lei lhe permite. Se, em Portugal, a extrema-direita ou a extrema-esquerda tomasse o Poder, teria que haver um conselho de Estado ou uma entidade suficientemente importante que evitasse os excessos. Foi o que aconteceu em Espanha quando o Rei teve que intervir para evitar um golpe militar. É muito mais fácil um Rei ter uma acção moderadora perante os excessos da política do que um presidente que pertença a um partido que ganhou as eleições.
Os monárquicos portugueses parece que só gostam do "lado social", ou de reviver divisões entre miguelistas e liberais, ou de serem "originais". Há quem defenda a monarquia por "boas razões"? - Os filósofos dizem que a emoção precede a razão. Na verdade, esta questão da alternativa república-monarquia, em Portugal em particular, é muito mais emotiva do que racional. E não há dúvida de que a maior parte dos republicanos, e alguns monárquicos também, não baseiam a sua escolha em razões lógicas mas sim emocionais. E assim justifica-se que se preocupem com o que se passou há cem ou 200 anos, com alternativas hoje sem qualquer viabilidade política mas que ainda os entusiasmam. Também há republicanos que são absolutistas, que são a favor de regimes não democráticos. E entre os monárquicos também há. Só que hoje a maioria dos monárquicos, de uma maneira lúcida, percebem o que seria uma monarquia moderna. Acho que se se quer argumentar a favor da Monarquia não se deve fazê-lo por razões históricas, mas sim comparando as Monarquias com as Repúblicas actuais. O Canadá, por exemplo, que é uma monarquia, é muito mais civilizado do ponto de vista de qualidade de vida, de direitos humanos, de respeito pela democracia do que os Estados Unidos, que são uma república. E, no entanto, o Canadá nem tem um Rei a viver lá, tem a Rainha na Inglaterra.
Parece, por vezes, que não há muito quem apareça pela monarquia. As reais associações regionais, a causa real, não aparecem muito. - Há evidentemente falta de meios económicos. O movimento monárquico em Portugal nunca teve dinheiro, porque as pessoas que têm dinheiro e podem ajudar preferem "investir" a curto termo, subsidiando um partido político que pode ganhar as eleições e lhe dar logo algum benefício, nem que seja puramente político. Não estou a pôr em causa que seja outro tipo de benefícios menos correctos. Mas o Movimento Monárquico propõe soluções a longo prazo, ou a médio prazo, e parece menos urgente.
OS REIS E A PERDA DE SOBERANIA
Se fosse neste momento chefe de Estado em Portugal, quais seriam as suas prioridades? - Julgo que há uma expressão que é "magistratura de influência" que um presidente deve ter e é o que os Reis fazem. Os Reis não se pronunciam muito em público, mas falam muito com os políticos. Tentam alertá-los para problemas graves. Se, por exemplo, há casos de corrupção, um Rei pode fazer perguntas extraordinariamente embaraçosas aos políticos, que um outro político não vai fazer porque se calhar não lhe convém causar problemas ao seu próprio partido. A influência do Rei como moderador e juiz é mais fácil e eficiente do que a de um presidente. No meu caso, acho que os Reis se deviam preocupar com os valores permanentes, com os quais o país está todo de acordo, mas que ultrapassam o curto prazo, como a ecologia, a defesa da identidade nacional, a defesa da liberdade e da soberania do país. Um Rei não pode aceitar que o seu país desapareça. Que venha um político dizer-lhe: "Olhe, desculpe, enganámo-nos e agora devemos ser uma província de um país vizinho ou de uma união de países onde decidimos entrar e passamos a ser uma província e acabou-se Portugal." Um Rei nunca poderia aceitar uma coisa dessas. Aí, vai surgir um problema entre o federalismo europeu e as Monarquias europeias. Mas também há quem diga que, se o Estado perder a força numa UE mais federal, poderá haver um Rei para a nação. É uma visão muito pessimista, mas será talvez, em última análise, o que os Reis terão que fazer se os Estados desaparecerem da Europa.
Acha então que há uma incompatibilidade entre ser federalista europeu e monárquico? - Acho que deveria haver uma incompatibilidade. Embora eu veja alguns Reis serem favoráveis à federação europeia, normalmente de países do centro da Europa, que dizem, por exemplo, "enquanto houver um Rei dos belgas, há uma Bélgica", mesmo que o Estado seja dissolvido.
(Entrevista de S. A. R. o Senhor Dom Duarte de Bragança ao Diário de Notícias, 3 de Março de 2001)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

FOTOS DE SS.AA.RR., OS DUQUES DE BRAGANÇA NO BANQUETE DO PALÁCIO D'AJUDA, OFERECIDO A SS.AA.RR., OS DUQUES DE LUXEMBURGO À entrada do Palácio d'Ajuda
Por ocasião da Visita de Estado a Portugal dos Grão-Duques do Luxemburgo, foi oferecido ontem, dia 8 de Setembro de 2010 em sua honra, um banquete no Palácio Nacional da Ajuda, que contou com a presença de SS.AA.RR., Os Duques de Bragança.
Discurso de S.A.R., O Duque de Luxemburgo
Fotos: http://www.presidencia.pt/?idc=10&idi=46185