quarta-feira, 8 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Portugal conta com uma importante comunidade de nacionais, residentes no Grão-Ducado do Luxemburgo. A influência portuguesa tem algum relevo, embora algumas tensões vão surgindo, gerando controvérsias como aquelas que recentemente foram divulgadas na imprensa.Quando da realização da EXPO 98, um casal de luxemburgueses procurou informar-se acerca Lisboa e deixou cair uma observação menos agradável acerca da nossa forte presença no seu país. A senhora chegou mesmo a dizer ser urgente o repatriamento de uma grande parte desses portugueses. Respondi secamente e de forma bem explícita, que ..."devem então começar pela própria família reinante!" Não tendo percebido o que lhes dissera, expliquei-lhes porquê: ..."o vosso soberano é duplamente descendente dos reis de Portugal e parente muito chegado da Casa de Bragança. Assim, os senhores devem ter mais atenção ao que dizem, precisamente quando visitam este país."
Chegam hoje a Portugal, os Grãos-Duques do Luxemburgo. Que sejam bem-vindos e que a sua ascendência sirva de alguma compensação para aquilo que uns poucos comensais andam a comemorar.
Fomos mais do que algumas campanhas políticas em Aveiro.Fonte: Causa Monárquica
Houve troca de opiniões com os populares. Houve até um responsável por um moliceiro (barca tradicional Aveirense) que pediu uma bandeira da Monarquia para colocar na sua embarcação e felizmente tinhamos uma a mais e foi-lhe dada.
Do que é que se deve depreender desta primeira arruada?
1- Despertou a curiosidade popular;
2- Em consequência, natural, da primeira, alguns populares vieram questionar o que é que estavamos a fazer e qual era o objectivo e, obviamente explicámos.
3- Depreendemos que o sentimento monárquico está no ADN do Povo, dado o ar maravilhado com que olha para a Invicta Bandeira da Monarquia Constitucional – francamente mais bela do que a actual.
4- É destas acções que precisamos de fazer mais e em cada vez maior número. Pois, são estas acções que poderão nos levar a um bom porto.
5- Fundamental é as Reais Associações fazerem o mesmo sem data ou hora marcada e aparecer, de repente e informar o povo. Só assim conseguirão mais associados e meios financeiros.
6- Novas caras vão surgindo. Simpatizantes pelo Ideal Real onde menos alguns esperavam e muita fé no futuro. É isto que podemos concluir.
E venha a próxima arruada!
Viva o Rei!
Depois de um breve e turbulento reinado, Dom Manuel II foi expulso do país. Tinha 21 anos, quando procurou o exílio britânico. Mantinha-se bem informado sobre tudo o que acontecia em Portugal e trabalhava na sua magnífica biblioteca. Em Twickenham continuou a ser O Rei Saudade. Por Maria José Oliveira.
Nesta altura, já o Rei deposto, que se mantinha bem informado sobre tudo o que acontecia em Portugal, antevia um novo rumo para o seu país. Na correspondência com membros da aristocracia nacional existem várias referências elogiosas à "obra" de António de Oliveira Salazar. "Não há dúvida de que ele é ALGUÉM!", escreveu, em Outubro de 1929, numa carta dirigida ao conde Mafra. Dois anos depois, no Natal de 31, quando o futuro presidente do Conselho exercia ainda as funções de ministro das Finanças, Dom Manuel, em missiva para o visconde do Torrão, notava que, apesar da crise mundial (Grande Depressão), o país poderia reerguer-se, pois possuía "um dos raríssimos homens de Estado que hoje existem e que outros países nos invejam: o dr. Salazar". Foi precisamente Salazar, recém-nomeado presidente do Conselho, quem ordenou a trasladação dos restos mortais de Dom Manuel - em Agosto de 1932, Lisboa quedou-se perante as exéquias, fazendo jus às palavras do Rei a António Ferro. Regressava finalmente ao seu país, tendo sido sepultado no Panteão Real, em S. Vicente de Fora. Morreu com apenas 42 anos, a 2 de Julho de 1932, vitimado por um edema da glote. Aparentemente, não tinha problemas de saúde. No dia anterior jogara ténis, um dos desportos da sua predilecção, em Fulham. No dia 2, em Fulwell Park, ao princípio da tarde, começou a sentir problemas respiratórios e de nada valeu o auxílio médico. Dona Augusta Vitória optou por omitir a morte súbita do Rei no telegrama que enviou à Rainha Dona Amélia, então em Versalhes, pedindo-lhe antes para viajar rapidamente até Twickenham, porque Dom Manuel estaria gravemente doente. Ainda nessa tarde, Lisboa soube da morte do Rei exilado que, durante os anos de desterro, foi também O Patriota, O Rei Saudade, O Desventurado. Afixada no pilar da ponte do elevador de Santa Justa, a capa do vespertino Diário de Lisboa noticiava a morte de Dom Manuel de Bragança, vitimado por uma "afecção na garganta". Não muito longe dali, no Rossio, uma multidão competia para ler, na montra do jornal O Século, o telegrama remetido de Londres.
Exilado e Pobre - Dom Manuel (1889-1932) não fez uma transição serena para a idade adulta. Tudo se precipitou na sua vida após o regicídio - cerca de três meses após a morte do pai e do irmão foi aclamado Rei, com apenas 19 anos, tendo assistido, impotente, ao desgaste e agonia da Monarquia Constitucional; e dois anos depois a revolução republicana destinou-lhe o exílio e converteu-o no último monarca de Portugal. Na tarde de 5 de Outubro de 1910, após ter sido transportado da praia da Ericeira pela barca Bom Fim até ao iate Amélia, onde estava já a sua mãe e a sua avó, Don Maria Pia, escolheu o abrigo do seu camarote para expressar a sua mágoa. Fê-lo através de uma carta cujo conteúdo não chegou a ser publicitado, como era seu desejo. Endereçada a Teixeira de Sousa, presidente do Conselho, a missiva sublinhava a dedicação de Dom Manuel às suas funções e invocava reconhecimento: "Sou português, e sê-lo-ei sempre. Tenho a convicção de ter sempre cumprido o meu dever de Rei em todas as circunstâncias e de ter posto o meu coração e a minha vida ao serviço do meu país. Espero que ele, convicto dos meus direitos e da minha dedicação, o saberá reconhecer. Viva Portugal! Dê a esta minha carta a publicidade que puder." Fora expulso da pátria, mas acreditava que não tardaria a ver restaurada a Monarquia portuguesa. Em Dezembro desse ano, quando já estava instalado em casa do seu tio materno, o Duque de Orleães, em Woodnorton, na cidade britânica de Evesham, o New York Times noticiava que Dom Manuel tinha esperança de lhe ser restituído o poder. O jornal citava um português que pedira anonimato, alguém próximo do núcleo do Rei exilado, e que assegurava que Dom Manuel estava "pobre" e, consequentemente, impossibilitado de escolher um lugar para residir, sendo obrigado a aceitar a hospitalidade do tio. Durante três meses (de Outubro a Dezembro), continuava a mesma fonte, não teve meios para pagar aos seus próprios criados.
Nos primeiros meses de 1911, porém, Dom Manuel conseguiu reequilibrar as suas finanças. O Governo republicano concedeu-lhe uma pensão mensal de 1180 libras (paga com retroactivos a Outubro de 1910) e aceitou enviar-lhe alguns bens da Casa de Bragança, nomeadamente móveis, louças, pratas e quadros. Foi nessa altura que o Rei e a sua Mãe decidiram alugar uma casa nas proximidades de Londres. Escolheram a Abercorn, em Richmond, uma residência com dois pisos, já mobilada, que possuía, para agrado do rei, uma biblioteca e um piano. Enquanto o monarca procurava adaptar-se ao desterro britânico, em Portugal as diversas correntes monárquicas conspiravam pelo derrube da República. Mas o mentor da contra-revolução monárquica, líder de duas incursões armadas no Norte do país (em 1911 e 1912), Henrique de Paiva Couceiro, não tinha qualquer simpatia por D. Manuel. E o sentimento era recíproco. Após o golpe falhado de 1911, que não teve a aprovação do Rei, Paiva Couceiro, atento ao facto de Dom Manuel já não possuir qualquer apoiante dentro do exército português, optou por uma estratégia que deu resultados: pediu a cada um dos seus oficiais, refugiados na Galiza, tal como ele, para declararem, por escrito, se aceitavam ou não a sua liderança numa futura incursão em Portugal. A resposta afirmativa de todo o contingente revelou-se a melhor arma para obrigar Dom Manuel a financiar uma segunda tentativa de restaurar a Monarquia (que resultou falhada) e assumir um acordo com os miguelistas. A mais recente historiografia contesta os termos do entendimento, designado Pacto de Dover, no qual D. Manuel II terá acordado o direito de sucessão a Dom Duarte Nuno, filho de D. Miguel II, na eventualidade de morrer sem deixar descendência. Sobre este alegado pacto existe apenas a confirmação do encontro entre os dois primos no Hotel Lord Warden, em Dover, em Janeiro de 1912. Quando irrompeu a Primeira Guerra Mundial, Dom Manuel, assumindo estar ao lado dos intervencionistas portugueses, pediu a suspensão das insurreições monárquicas (que ainda prosseguiram, embora rapidamente debeladas). Numa carta datada de 15 de Agosto de 1914 e enviada ao seu lugar-tenente, João de Azevedo Coutinho, escreveu: "Devemo-nos unir, todos os portugueses, sem distinção de causa ou de cor política, e todos trabalhar para manter a integridade da nossa querida Pátria, quer servindo em Portugal para defender o nosso país, quer combatendo nas fileiras do exército aliado. (...) Que os monárquicos portugueses saibam mostrar neste momento angustioso que, acima de tudo, põem a luta da Pátria e a defesa do solo sagrado. Por meu lado, já me ofereci a S. M. o Rei de Inglaterra para tudo o que possa ser útil à tradicional aliança que data de seis séculos." Enquanto em Portugal evoluía a luta entre apoiantes e não apoiantes da intervenção portuguesa, alastrada agora aos monárquicos (alguns leram na carta do Rei uma legitimação da República e uma renúncia ao trono), D. Manuel participava activamente no apoio aos feridos de guerra, visitando hospitais e tornando-se membro da Cruz Vermelha britânica. Com o seu dinheiro mandou construir um hospital de sangue, localizado nos arredores de Londres. Em Janeiro de 1916, em carta a Lavradio, dizia que só saía de casa por causa da "política, guerra, hospitais e Cruz Vermelha". Mas arranjava sempre algum tempo para "jogar ténis".
A vida em Fulwell Park - Fulwell Park, em Twickenham, foi a última casa de Dom Manuel. Foi ali que escolheu viver a partir de 1913, depois de se casar com Augusta Vitória, a prima que conhecera numa viagem à Suíça - o casamento realizou-se em Sigmaringen, no Sul da Alemanha, terra natal de Dona Augusta. A mansão, construída no século XVII, possuía espaço suficiente para a vasta biblioteca do Rei e, em redor da residência, 20 hectares de terreno acolhiam uma horta, jardins, uma estufa, um campo de ténis e um pequeno campo de golfe. Dom Manuel herdara do pai, D. Carlos, o gosto por desportos ao ar livre. Jogava ténis (era um frequentador assíduo dos torneios de Wimbledon), participava em caçadas, foi o primeiro presidente da Twickenham Piscatorial Society e, como que confirmando a sua adaptação ao exílio e ao espírito britânico, tornou-se um adepto das corridas de cavalos e um espectador obsessivo do clima (na sua correspondência da época faz sempre referências ao estado do tempo). A devoção católica do casal era reconhecida na paróquia de Twickenham - doaram à Igreja de St. James, que frequentavam, diversos objectos litúrgicos que continuam a ser utilizados (o cibório, por exemplo) e ainda o órgão de Fulwell Park, que hoje ostenta o brasão da Família Real Portuguesa. Em pouco tempo, Fulwell Park entrou nos roteiros da Família Real britânica (Jorge V e a rainha Maria eram frequentemente convidados para os almoços de domingo) e da aristocracia europeia. Apesar de uma vida "pacata", como qualificou em carta ao Marquês do Lavradio, Dom Manuel nunca deixou de conviver nos circuitos sociais mais elevados, embora dedicasse muito do seu tempo à leitura e ao estudo da literatura antiga portuguesa. Ávido leitor e bibliófilo, começou a adquirir, durante os anos de exílio, livros antigos portugueses, criando, para tal, uma rede de ligações com diversas casas editoriais. A sua excelente biblioteca (que se encontra hoje no Paço de Vila Viçosa) permitiu-lhe dedicar-se, já depois da Grande Guerra, à catalogação de obras. O seu trabalho bibliográfico oferecia-lhe grande prazer, como é confirmável na carta que escreveu, em Novembro de 1926, a Lavradio - contava que, apesar da "chuva" e dos "temporais", vivia "sossegadamente", pois estava a preparar a publicação do primeiro de três catálogos (correspondente aos períodos entre 1489 e 1600), no qual seriam publicadas "umas 700 reproduções". "Será uma obra interessante e que julgo útil, pois nunca foi feita desta forma", concluía. O primeiro volume, Livros Antigos Portugueses 1489-1600, foi editado, em inglês e português, em 1929, tendo o autor oferecido um exemplar, em mão, ao Rei Jorge V, no Palácio de Windsor. A obra recebeu boas críticas no Times Literary Supplement e Dom Manuel começou de imediato a trabalhar no segundo volume (1540-1569), já então coadjuvado por Margery Withers, a sua secretária e bibliotecária. Mas este projecto terminou abruptamente com a morte prematura de Dom Manuel. Coube a Margery Withers, porém, concluir a obra do Rei: finalizou o segundo volume e até 1934 organizou, na biblioteca de Fulwell Park, o terceiro catálogo, ambos publicados postumamente. Quando Withers deu por findo o seu trabalho, Dona Augusta Vitória decidiu vender Fulwell Park. Anos mais tarde a mansão foi demolida e nos 20 hectares de terreno foram construídas habitações. Contudo, em Twickenham, existem ainda indícios dos anos de exílio do último Rei português: para além dos objectos litúrgicos doados à Igreja de St. James (cujo interior ostenta, desde o ano passado, uma placa com os nomes do monarca e da sua mulher), Dom Manuel e Dona Augusta Vitória sobrevivem ainda na toponímia local (Manoel Road, Augusta Road, Lisbon Avenue, Fulwell Park Avenue e Portugal Gardens).
Mansão de Fulwell Park, em Twickenham, foi a última casa de Dom Manuel II, último Rei de Portugal.Fonte:Jornal Público de 21-08-2010
domingo, 5 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Foi o único filho varão de Dom Miguel I e de sua consorte, Adelaide de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, e último pretendente ao trono português da linha de Dom Miguel. Renunciaria em favor do seu filho mais novo, Dom Duarte Nuno de Bragança, em Bronnbach, a 30 de Julho de 1920, a pedido de uma comissão de monárquicos, representante do Partido Legitimista e da Junta Central do Integralismo Lusitano. Com a morte do último Rei de Portugal, Dom Manuel II (derradeiro descendente de Dona Maria II), o diferendo entre liberais e legitimistas findaria naturalmente com a prevalência da linhagem de Dom Miguel na sucessão ao Trono de Portugal.
O artigo abaixo transcrito é um testemunho à memória de Dom Miguel II, filho de Dom Miguel I e Avô de Dom Duarte Pio de Bragança.
«Falar do Legitimismo — a abnegada e ferrenha teoria política que defendeu os direitos de D. Miguel I e seus descendentes ao trono português! — é encher-se-nos a alma duma indizível melancolia, duma inexplicável saudade!... Que intérmino cortejo de sombras, Deus do céu! Que infindável procissão de mortos!... O Legitimismo é, hoje, a alameda sombria dum enorme camposanto! É lá que encontraremos os grandes nomes desse desinteressado e nobilíssimo partido que os adversários alcunhavam de sebastianista mas ao qual sempre dedicaram respeito... Tudo desapareceu, arrastado pela asa fria da morte, até mesmo o próprio Legitimismo que já não é hoje precisamente o que era aqui há vinte anos: a mocidade que, após o advento do regime republicano, entendeu dever combater este, deu ao velho ideal bases novas, novas razões de ser, e até nome novo... O Legitimismo desse grande polemista injustamente esquecido que se chamou D. Jorge Eugênio de Locio e Seiblitz; dos poetas delicadíssimos que foram João de Lemos e Pereira da Cunha; dos partidários cheios de abnegação e carinho, como esse grande caracter que foi o dr. Ferreira Cardoso, esse Legitimismo pertence já à história das idéas políticas: é uma grande Sombra que, meia dúzia de outras sombras veneráveis, persiste em olhar, com o espírito perturbado pela saudadel... .Os partidários do antigo regime continuam, como sempre, dividos por uma barreira intransponível, que nos não cumpre criticar aqui... Mas, a batalha a que se dedicam perdeu num dos campos as determinantes antigas: se, de um lado, se defendem ainda os princípios vencedores em 1834, do outro já se não argumenta com a simples questão da legitimidade: vai-se muito mais longe e, a turba aguerrida e buliçosa que cerca o novo pretendente, não o defende porque ele seja o verdadeiro detentor dos, direitos a uma coroa, mas tão somente porque vê nele simbolisadas tendências políticas diametralmente opostas ao ideário liberal... O resto pertence ao passado, ao grande cortejo de nobilíssimas figuras, à triste e altiva Procissão dos Mortos...
Já D. Maria II — aquela soberana portuguesa que os legitimistas — teimosa mas respeitosamente — chamavam «a Senhora Dona Maria da Glória, Princesa do Grão Pará» — já ela, impressionada pela extrema correcção dos adversários da sua realeza, declarava fácil conhecer os legitimistas : «Os partidários de meu tio são todos aqueles que me tiram o chapéu quando me vêem!...» Com efeito, entre nós, gente meridional, afeita às grandes truculências da frase e do gesto, nunca houvera quem com tamanha gentileza e aprumo soubesse discutir e guerrear. Na história do Legitimismo, aquele Padre José Agostinho de Macedo, tão vernáculo e malcriado, ou aquele façanhudo abade de Rebordosa, Alvito Buela Pereira de Miranda que, nos tempos do Senhor Dom Miguel, pedia clamorosamente a cabeça dos liberais e, depois, em 34, se passava ruidosamente para os seus adversários, esses polemistas constituiram excepções desaprovadas pelo Legitimismo, que só aproveitou do primeiro o aprimorado amor pela pátria linguagem...
Dom Miguel I e Dona Sofia Adelaide, por ocasião do Seu casamento (da colecção do autor)Podemo-lo dizer afoitamente — é a história dos últimos cem anos que no-lo conta com exhuberância! — os Reis do período liberal só foram insultados — e com que ferina crueldade e rematada injustiça! — pelos seus próprios partidários!... Mas a luzida cohorte de nobres e plebeus que ao serviço do Rei Exilado punha vida, esforço e haveres, essa gente de primeira escolha calçava sempre luva branca se discutia com um adversário e Deus sabe com que aprumo, convicção inabalável e respeitosa delicadeza o faziam! As tradições dessa pleiada — que se pode considerar quasi desaparecida ! — eram uma fidalguia de processos, unia firmeza de idéas e uma abnegação extremada em favor de uma causa da qual nada podiam esperar... Maior, portanto, a beleza do seu gesto e da sua vida! E os adversários, embora sorrindo daquilo a que chamavam «o último sebastianismo», nunca deixaram de prestar justiça à abnegação, à cortezia e lhaneza do partido do Exilado... Ainda há hoje quem se lembre — e com quanta saudade, meu Deus! — do que foram Fernando Pedroso — aquele dedicado jornalista do Legitimismo que a verde irreverência de Ramalho alcunhara de o «sr. Fernando Todo Poderoso»! — do poeta João de Lemos, um dos primeiros que tivemos no período tumultuoso do Romantismo; dos dois Pereira da Cunha, senhores do solar de Portuzelos em terras do Minho e um dos quais, Sebastião Pereira da Cunha, foi o escritor ilustre de A Cidade Vermelha e O Saio de Malha; de Dom Jorge Eugénio de Locio e Seiblitz, o temível mas correctíssimo e impecável polemista que, nas colunas de A Nação, deixou ficar vencidos três inimigos da Legitimidade : — Martens Ferrão, Tomás Ribeiro e Mendes Leal! — dos condes de Almada e Arvanches, D. Miguel e D. Antão, tão nobres, tão dedicados e tão generosos! Dos condes do Sampaio, de São Martinho, da Redinha — cujo lar era um modelo de virtudes cristãs e de caridade, não havendo pobreza (fosse ela branca, vermelha ou azul e branca!) que os dois esposos não socorressem! — de Lucas Castelo; de D. Sancho Manuel de Vilhena, um gentil homem e um erudito que mereceu, a adversários como Alexandre Herculano, os maiores elogios pelo seu valor moral e pela sua sciência; e tantos outros, que à causa do Exilado devotaram uma existência inteira, sem um instante de tergiversação, sem um desfalecimento de convicções!...
DOM MIGUEL DE BRAGANÇA (Fotografia gentilmente cedida pelo Ex.mo. Sr. Dr. Fernando Ferreira Cardoso)Ser-se legitimista era, por esses tempos idos, a melhor garantia de pureza de costumes e de portuguesismo: os legitimistas eram os católicos fervorosos, os adeptos do poder temporal dos Papas — e quantos estiveram em Roma ao lado do Senhor D. Miguel II, como zuavos pontifícios na luta contra as revolucionárias camisolas vermelhas dos garibaldinos! — eram os apóstolos da santidade do lar e das grandes tradições lusitanas... O Legitimismo — todos o reconheceram, desde Teixeira de Vasconcelos até aos republicanos de hoje! — foi o mais abnegado e mais nobre de quantos partidos surgiram nesta soalheira e florida terra de partidos e partidários...
Morto porém Dom Miguel I em Carlsruhe, perto da sua adoptiva Bronnbach, aos sessenta e quatro anos de idade, e trinta e dois de exílio, em consequência de uma inesperada paralisia pulmonar, o país inteiro vibrou de intensa comoção; o luto estendeu-se por toda a terra lusitana, desde as casas senhoriais dos fidalgos de velha estirpe que acaudilhavam o régio exilado, até à gente humilde do povo, grande parte da qual o amara entranhadamente e lhe permanecera fiel, lembrada de quando o seu vulto formosissimo, varonil e português, cavalgara pelas ruas da Lisbóa de então e se chegava de preferência ao povo, com o qual gostava de privar, sem perder uma linha do seu aprumo e elegância reais... Nunca houve em terras de Portugal um ser que tão sufragado fosse: certo legitimista meu amigo, ferrenho e dedicado à sua causa, — o pobre Costa Afonso que a morte sumiu para sempre, haverá uns quatro anos! — contava-me que as exéquias solenes, celebradas na paroquial da Graça — esta freguesia, com a de S. Vicente e a dos Anjos, eram o poiso tavonto e costumeiro da gente do Senhor Dom Miguel! — haviam surpreendido toda Lisboa pela pompa extraordinária, pela concorrência espantosa que enchia a velha igreja dos frades gracianos e se estendia como uma formidável multidão lutuosa pelas circunvisinhanças... De norte a sul, o luto e a saudade exteriorisavam-se em centenas e centenas de sufrágios, em artigos sobre artigos exalçando as virtudes de um moço que, aos trinta e dois anos, Evora-Monte enviava para o exílio de onde nunca mais havia de regressar... A imprensa,— mesmo aquela que mais adversa fora das idéas legitimistas — curvava-se cheia de respeito perante a morte de Dom Miguel I, e o liberalissimo Pinheiro Chagas, num artigo que ficou célebre pelo sentimento e pela isenção, celebrava a constância e a resignada nobreza com que o vencido de 34 sofrera o seu grande infortúnio, — tão lacerado de privações, de miséria e de saudades! — sem nunca se arredar, nem um ápice, das idéas que defendera de armas na mão, e as quais acreditava como únicas verdadeiras e santas... Desde esse momento — 14 de Novembro de 1864, há quási sessenta e três anos Senhor! — as atenções voltaram-se para o filho do Exilado, como este e sua família, ferido também pela proscrição... Era um rapazito de treze anos, calmo e triste, cônscio já do enorme encargo que sobre ele ficara pesando; um mocito que nascera sobre terra de Portugal, de cá levada propositadamente pelos fieis partidários do seu pai, e para cujo baptismo de cá fora também a água lustral, ida da matriz de Guimarães aonde Afonso Henriques fora baptisado!
Dominava-o a sede do portuguesismo, o amor acendrado pelas sciências nas quais veio a doutorar-se na Universidade de Innsbruck. Seu preceptor, aquele venerando modelo de honradez e dedicação que foi o dr. António Joaquim Ribeiro Gomes de Abreu — e o qual a intervenção de Costa Cabral livrara de ficar para sempre riscado da nossa Universidade! — incutira-lhe idéas de nobreza e patriotismo que, possivelmente, neste desabar tristissimo da vida portuguesa, não serão talvez compreendidas!... Assim se formou o caracter do novo pretendente para o qual os legitimistas passaram toda a adoração que tinham pelo pai. E, valha a verdade; aquele a quem de ali em diante, os seus partidários começavam chamando o Senhor Dom Miguel II, não desmentia as qualidades que o seu régio progenitor e sua santa mãe lhe haviam transmitido. A vida inteira do morto de agora foi um modelo de coerência, de honradez e de virtudes cristãs... Com dezassete anos apenas, apresentava-se a Pio IX, vestido de zuavo pontifício, pronto a verter o seu sangue em defeza da causa temporal dos Papas, ameaçada e depois vencida, na brecha da Porta Pia, quando por esta entraram de roldão as camisas vermelhas de Garibaldi... Então, a sua vida reparte-se entre a sua carreira de militar e os cuidados extremosos da sua família, o amor da sua causa sem esperança e os extremos pela pátria de que o baniam as leis. A sua vida, exemplarissima, conhecem-a Deus — a quem há dias prestou contas — e todos quantos seguiam com enlevo as manifestações do seu aprimorado carácter. Não há nela uma só mancha; é a vida de um homem de bem, cultíssimo e portuguesissimo. Ódios não os tinha, a lama jamais o salpicou. Possivelmente teria, a ferirem-lhe os ouvidos sempre, as palavras, ensopadas de lágrimas, que sua mãe — a Santa Princesa que depois se recolheu a um convento da Ilha de Wight — lhe disse ao receber em 1864 a deputação legitimista que de aqui fora prestar as últimas homenagens a Dom Miguel I:— «Meu querido Filho, lembra-te de que a vida passa como o fumo... Teu Pai estava bom num dia e, no seguinte desapareceu. A vida é um sonho e tu também hás de desaparecer!.. Mas, quando a Morte se aproximar, só te há de lembrar se cumpriste ou não os teus deveres!... E lembra-te sempre de que tua Mãe, como se estivesse deante de Deus, e na presença destes portugueses, te diz que prefere ver-te viver e morrer pobre a deslisares uma só linha da estrada que seguiu teu heróico Pai — que o seu único pensamento era Portugal!...» E pode dizer-se que os conselhos de sua formosíssima e desventurada mãe, aquela suave Princesa de Loewenstein-Wertheim von Rosenberg, Dona Sofia Adelaide Amélia, foram integralmente seguidos. A desgraça — que a ele o feriu cruelmente, como a seu pai — encontrou-o sempre firme, as lágrimas nos olhos, Deus nos lábios e no coração. Era um português antigo, um representante legitimo de Reis e de um regime banido, que não sabia ter ódio por ninguém, fosse ele liberal ou republicano... Nunca ninguém teve motivo para se queixar dele: o seu coração abria-se a todos os portugueses... Coronel do exército austríaco, quando Portugal se pôs ao lado dos inimigos da Alemanha, o Senhor Dom Miguel de Bragança, embora a Áustria não estivesse em guerra connosco, passou da arma de cavalaria de que fazia parte para a milícia dos que, nos campos da pugna gigantesca, sob um inferno de metralha feroz, arriscam a vida para salvar o seu semelhante, amigo ou inimigo: — a Cruz Vermelha...
Era assim o seu carácter diamantino, era assim que ele entendia a qualidade de que tanto se orgulhava: — ser português. longe do herdeiro do seu nome, que o amor levara a romper com os preconceitos de raça; afastado para sempre do filho segundo, o Príncipe Dom Francisco José — morto como um herói durante a Grande Guerra e antes da nossa participação nela, — o filho do Exilado continuou, como sempre, fiel aos seus mortos e aos seus três grandes amores: — Deus, a sua Pátria e a sua Família. Nem a miséria que o salteou nos últimos anos da vida, nem as privações d'ela resultantes e o cortejo de angústias que se lhe seguiu, abateram o seu carácter de diamante sem jaça: permanecem como sua mãe lhe indicara, há sessenta e três anos quási, perante o cadáver do pai...... E possivelmente, na hora extrema, ao escutar e repetir as orações dos agonisantes, rodeado pela nobilíssima cohorte de Sombras dos que a morte ceifara entre os seus fieis e dedicados amigos, possivelmente ainda, nessa hora tremenda e saudosa ele se lembrou da terra dos seus maiores e misturou aos soluços do Memorare e do Sub tuum Presidium o nome querido de Portugal, o nome que magicamente nos põe a todos de acordo, olhos marejados de lágrimas, coração batendo de amor puríssimo, de mil vezes sagrado amor!...... Fechou-se a grande alameda do camposanto imenso que é o Legitimismo!... Desce para o túmulo a última Sombra... Que a morte nos reconcilie a todos e nos não impeça de reconhecer o quilate finíssimo das virtudes de Proscripto!... Morreu um grande homem de bem, um português que sempre o soube ser... Paira no ar o tom amarelecido das folhas mortas, o perfume inconfundível de uma saudosa e imensa melancolia... É o Passado que se fecha... O que nos trará o futuro?...... Inclinemo-nos todos, adversários e amigos do filho do vencido de Evora-Monte!... E, levados pelo gesto arripiante da Morte, beijemos a mão do português cujo exílio de setenta e quatro anos ela, a Eterna Vencedora, por mandado de Deus finalmente quebrou...»
ÁLVARO MAIA, in ILUSTRAÇÃO nº 45 (2º ano) de 1 de Novembro de 1927.
Fonte: http://monarquia.webnode.pt
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Em Setembro de 2008, sob a égide da Fundação D. Manuel II, e no âmbito das iniciativas para assinalar o centésimo aniversário do falecimento do Rei D. Carlos, foi organizado um Congresso subordinado à temática "Os Mares da Lusofonia", reunindo, num espaço de debate alargado, personalidades de saberes multidisciplinares no âmbito das Ciências do Mar. Tendo este Congresso registado assinalável e reconhecido interesse, ficou estabelecido que se passaria a realizar de dois em dois anos, com a denominação de "Jornadas D. Carlos", se possível rotativamente, nos diversos países lusófonos.Mantém-se como objectivo destas II Jornadas, de 2010, contribuir para o alargamento e para a disseminação dos conhecimentos científicos relativos ao uso dos espaços marítimos e encontrar áreas comuns de cooperação, que potenciem o desenvolvimento das "economias do mar" dos diversos países de expressão portuguesa. No passado, os oceanos foram parte importante no intercâmbio de culturas, pessoas e bens entre os países lusófonos. Hoje, e no futuro que se avizinha, as áreas marítimas sob jurisdição de cada um destes países são tão vastas, que cada país, por si só, terá dificuldade em explorar e tirar delas o usufruto que podem e devem proporcionar. O Mar representa assim para os Países Lusófonos um factor muito importante para as respectivas economias, e trabalhar em conjunto faz todo o sentido e tem a maior a oportunidade.
Pretende-se, assim, viabilizar em 21 e 22 de Outubro uma reflexão acerca da valia dos Mares e das Plataformas Continentais destes países nas vertentes estratégica e política, jurídica, ambiental, científica e tecnológica, e económica.
É com muita satisfação que a Fundação Dom Manuel II e eu pessoalmente acolhemos, promovemos e patrocinamos esta II Edição do Congresso dos Mares da Lusofonia.
O primeiro Congresso teve lugar no âmbito do Centenário da Morte do Rei Dom Carlos e graças ao excelente trabalho dos seus organizadores e às valiosas contribuições de todos quanto nele participaram, teve um reconhecido sucesso.
Face ao interesse geral manifestado e convicto da importância que o tema do Mar representa para todo o Universo Lusófono, sugeri que este Congresso se realizasse de dois em dois anos.
Na verdade, para todos os países lusófonos, o Mar tem uma importância primordial e crescente do ponto de vista económico, científico e da segurança e defesa. Foi também pelo Mar que os nossos povos se encontraram e a nossas culturas se enriqueceram e, felizmente, continuarão a enriquecer mutuamente.
No entanto, creio que um dos aspectos mais importantes na actualidade será aprendermos a utiliza-lo de um modo responsável pondo termo, rapidamente, às atitudes criminosas e irresponsáveis que levam à destruição da biodiversidade marítima, ou seja, da possibilidade de continuar a ser uma fundamental fonte de recursos para a Humanidade.
Torna-se urgente consciencializarmo-nos sobre a importância deste assunto e corrigirmos as más práticas que se têm verificado, das mais simples, como os milhões de sacos de plástico com que todos nós contribuímos para a sua poluição até aos desastres ecológicos que, em grande ritmo, se sucedem por todo o Mundo com consequências catastróficas, passando pelo modo criminoso como a pesca de arrasto de fundo vai destruindo os recursos piscícolas.
As instituições responsáveis, nacionais e internacionais, têm que ser mobilizadas para que os nossos netos possam ainda aproveitar destas benesses que a Natureza generosamente oferece ao Homem.
Estou convencido que este II Congresso dará uma boa contribuição neste sentido. Por isso, agradeço muito sinceramente a todos quantos se deslocarem de longe para connosco partilhar o seu conhecimento e o seu entusiasmo por esta causa.
Dom Duarte de Bragança
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SOBRE O CONGRESSO E LOCALIZAÇÃO
O Congresso será constituído por uma conferência de abertura, cinco painéis temáticos e uma conferência de encerramento evocativa de El Rei D. Carlos. As conferências terão uma duração de cerca de trinta minutos. Os painéis, cada um deles conduzido por um moderador, terão quatro a seis oradores, tendo cada intervenção uma duração máxima de quinze minutos. No final de cada painel poderá haver um curto período para esclarecimentos e debate. Em complemento de cada painel terá lugar uma reunião de trabalho, em formato "workshop", entre o moderador, os oradores de cada painel e outros especialistas, assistidos por elementos da "Comissão Organizadora", onde serão analisadas as intervenções efectuadas e outros textos relativos ao tema, recolhidos, por exemplo, através deste "site".
O objectivo será procurar áreas de convergência e sínteses conclusivas relativas às matérias abordadas. Os temas dos painéis, tendo como pano de fundo a Extensão da Plataforma Continental nos Mares da Lusofonia, serão os seguintes:
I- A extensão da plataforma continental; "ponto de situação"
II - Implicações politicas e de segurança
III - Aspectos jurídicos
IV - Ambiente, investigação cientifica e tecnologia
V - A valia económica do fundo do mar
Os objectivos do congresso passam por contribuir para o alargamento e para a disseminação dos conhecimentos científicos relativos ao uso dos espaços marítimos e encontrar áreas comuns de cooperação, que potenciem o desenvolvimento das “economias do mar” dos diversos países de expressão portuguesa. No passado os oceanos foram já parte importante no intercâmbio de culturas, pessoas e bens entre os países lusófonos; hoje, e no futuro que se avizinha, as áreas marítimas sob jurisdição de cada um destes países representam um factor extremamente importante para o seu desenvolvimento e para a sua economia. O conjunto das suas Zonas Económicas Exclusivas têm uma área de cerca de sete milhões de quilómetros quadrados e cobrem significativa porção do Oceano Atlântico e estendem-se pelos Oceanos Indico e Pacifico. São áreas imensas, que cada país, por si só, terá dificuldade em explorar e tirar o usufruto que elas podem e devem proporcionar. Mas, em conjunto, será possível contribuir para o alargamento e para a disseminação dos conhecimentos científicos e encontrar espaços comuns de cooperação. Com este Congresso pretendeu-se assim viabilizar uma reflexão acerca da valia dos mares dos países de expressão lusófona nas vertentes estratégica, ambiental e económica e ainda enquanto plataforma de aproximação e comunicação entre povos e culturas.
Quando - Este congresso decorrerá nos dia 21 e 22 de Outubro de 2010 e constituirá um evento significativo do mundo lusófono e a oportunidade de demonstrar os impactos directos que o mar tem nas economias e nos cidadãos. 
Localização - O Congresso "Os Mares da Lusofonia" tevá lugar no Centro Cultural de Cascais que encontra-se instalado na "Casa Cor-de-Rosa", antigo Convento de Nossa Senhora da Piedade, datado do século XVI, acolheu a ordem religiosa dos Carmelitas Descalços. O convento foi adquirido pelo Visconde da Gandarinha em meados do século XIX, que o doou à Câmara Municipal de Cascais. Em 1994 foram iniciadas obras de restauro do edifício no sentido de aí vir a instalar um centro cultural.Inaugurado em Maio de 2000, é hoje um espaço multidisciplinar, com excelentes áreas para a realização de exposições e agradáveis zonas de lazer.
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COMISSÃO DE HONRA
Em 21 e 22 de Outubro de 2010 será realizado novo encontro, que terá lugar no Centro Cultural de Cascais, cujo Município, bem como a CPLP, manifestaram todo o interesse em apoiar e colaborar nesta iniciativa.
Este evento, que será denominado II Jornadas D. Carlos - Mares da Lusofonia, tem o alto patrocínio do Senhor Dom Duarte de Bragança e os apoios da Fundação D. Manuel II, da Câmara Municipal de Cascais e do Secretariado Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Uma Comissão de Honra, presidida pelo Prof. Dr. Adriano Moreira integra várias personalidades de destaque dos diversos países lusófonos. A Comissão Cientifica é presidida pelo Prof. Dr. Manuel Braga da Cruz e constituída por personalidades de reconhecido mérito e valia científica. Para a concepção e execução das Jornadas, a Fundação D. Manuel II nomeou uma Comissão de Organização, presidida pelo Sr. D. Nuno van Uden, da qual emana um Núcleo Executivo, chefiado pelo V/Alm. Alexandre da Fonseca, que assegura o estabelecimento de contactos e as necessárias actividades de coordenação.
Para mais informações, consultar: http://www.maresdalusofonia.net/







