quinta-feira, 2 de setembro de 2010

II CONGRESSO - "OS MARES DA LUSOFONIA 2010"
Em Setembro de 2008, sob a égide da Fundação D. Manuel II, e no âmbito das iniciativas para assinalar o centésimo aniversário do falecimento do Rei D. Carlos, foi organizado um Congresso subordinado à temática "Os Mares da Lusofonia", reunindo, num espaço de debate alargado, personalidades de saberes multidisciplinares no âmbito das Ciências do Mar. Tendo este Congresso registado assinalável e reconhecido interesse, ficou estabelecido que se passaria a realizar de dois em dois anos, com a denominação de "Jornadas D. Carlos", se possível rotativamente, nos diversos países lusófonos.
Mantém-se como objectivo destas II Jornadas, de 2010, contribuir para o alargamento e para a disseminação dos conhecimentos científicos relativos ao uso dos espaços marítimos e encontrar áreas comuns de cooperação, que potenciem o desenvolvimento das "economias do mar" dos diversos países de expressão portuguesa. No passado, os oceanos foram parte importante no intercâmbio de culturas, pessoas e bens entre os países lusófonos. Hoje, e no futuro que se avizinha, as áreas marítimas sob jurisdição de cada um destes países são tão vastas, que cada país, por si só, terá dificuldade em explorar e tirar delas o usufruto que podem e devem proporcionar. O Mar representa assim para os Países Lusófonos um factor muito importante para as respectivas economias, e trabalhar em conjunto faz todo o sentido e tem a maior a oportunidade.
Pretende-se, assim, viabilizar em 21 e 22 de Outubro uma reflexão acerca da valia dos Mares e das Plataformas Continentais destes países nas vertentes estratégica e política, jurídica, ambiental, científica e tecnológica, e económica.
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OPINIÃO DE S.A.R., DOM DUARTE SOBRE O CONGRESSO

É com muita satisfação que a Fundação Dom Manuel II e eu pessoalmente acolhemos, promovemos e patrocinamos esta II Edição do Congresso dos Mares da Lusofonia.
O primeiro Congresso teve lugar no âmbito do Centenário da Morte do Rei Dom Carlos e graças ao excelente trabalho dos seus organizadores e às valiosas contribuições de todos quanto nele participaram, teve um reconhecido sucesso.
Face ao interesse geral manifestado e convicto da importância que o tema do Mar representa para todo o Universo Lusófono, sugeri que este Congresso se realizasse de dois em dois anos.
Na verdade, para todos os países lusófonos, o Mar tem uma importância primordial e crescente do ponto de vista económico, científico e da segurança e defesa. Foi também pelo Mar que os nossos povos se encontraram e a nossas culturas se enriqueceram e, felizmente, continuarão a enriquecer mutuamente.
No entanto, creio que um dos aspectos mais importantes na actualidade será aprendermos a utiliza-lo de um modo responsável pondo termo, rapidamente, às atitudes criminosas e irresponsáveis que levam à destruição da biodiversidade marítima, ou seja, da possibilidade de continuar a ser uma fundamental fonte de recursos para a Humanidade.
Torna-se urgente consciencializarmo-nos sobre a importância deste assunto e corrigirmos as más práticas que se têm verificado, das mais simples, como os milhões de sacos de plástico com que todos nós contribuímos para a sua poluição até aos desastres ecológicos que, em grande ritmo, se sucedem por todo o Mundo com consequências catastróficas, passando pelo modo criminoso como a pesca de arrasto de fundo vai destruindo os recursos piscícolas.
As instituições responsáveis, nacionais e internacionais, têm que ser mobilizadas para que os nossos netos possam ainda aproveitar destas benesses que a Natureza generosamente oferece ao Homem.
Estou convencido que este II Congresso dará uma boa contribuição neste sentido. Por isso, agradeço muito sinceramente a todos quantos se deslocarem de longe para connosco partilhar o seu conhecimento e o seu entusiasmo por esta causa.
Dom Duarte de Bragança
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SOBRE O CONGRESSO E LOCALIZAÇÃO

O Congresso será constituído por uma conferência de abertura, cinco painéis temáticos e uma conferência de encerramento evocativa de El Rei D. Carlos. As conferências terão uma duração de cerca de trinta minutos. Os painéis, cada um deles conduzido por um moderador, terão quatro a seis oradores, tendo cada intervenção uma duração máxima de quinze minutos. No final de cada painel poderá haver um curto período para esclarecimentos e debate. Em complemento de cada painel terá lugar uma reunião de trabalho, em formato "workshop", entre o moderador, os oradores de cada painel e outros especialistas, assistidos por elementos da "Comissão Organizadora", onde serão analisadas as intervenções efectuadas e outros textos relativos ao tema, recolhidos, por exemplo, através deste "site".
O objectivo será procurar áreas de convergência e sínteses conclusivas relativas às matérias abordadas. Os temas dos painéis, tendo como pano de fundo a Extensão da Plataforma Continental nos Mares da Lusofonia, serão os seguintes:

I- A extensão da plataforma continental; "ponto de situação"
II - Implicações politicas e de segurança
III - Aspectos jurídicos
IV - Ambiente, investigação cientifica e tecnologia
V - A valia económica do fundo do mar

Os objectivos do congresso passam por contribuir para o alargamento e para a disseminação dos conhecimentos científicos relativos ao uso dos espaços marítimos e encontrar áreas comuns de cooperação, que potenciem o desenvolvimento das “economias do mar” dos diversos países de expressão portuguesa. No passado os oceanos foram já parte importante no intercâmbio de culturas, pessoas e bens entre os países lusófonos; hoje, e no futuro que se avizinha, as áreas marítimas sob jurisdição de cada um destes países representam um factor extremamente importante para o seu desenvolvimento e para a sua economia. O conjunto das suas Zonas Económicas Exclusivas têm uma área de cerca de sete milhões de quilómetros quadrados e cobrem significativa porção do Oceano Atlântico e estendem-se pelos Oceanos Indico e Pacifico. São áreas imensas, que cada país, por si só, terá dificuldade em explorar e tirar o usufruto que elas podem e devem proporcionar. Mas, em conjunto, será possível contribuir para o alargamento e para a disseminação dos conhecimentos científicos e encontrar espaços comuns de cooperação. Com este Congresso pretendeu-se assim viabilizar uma reflexão acerca da valia dos mares dos países de expressão lusófona nas vertentes estratégica, ambiental e económica e ainda enquanto plataforma de aproximação e comunicação entre povos e culturas.
Quando - Este congresso decorrerá nos dia 21 e 22 de Outubro de 2010 e constituirá um evento significativo do mundo lusófono e a oportunidade de demonstrar os impactos directos que o mar tem nas economias e nos cidadãos.
Localização - O Congresso "Os Mares da Lusofonia" tevá lugar no Centro Cultural de Cascais que encontra-se instalado na "Casa Cor-de-Rosa", antigo Convento de Nossa Senhora da Piedade, datado do século XVI, acolheu a ordem religiosa dos Carmelitas Descalços. O convento foi adquirido pelo Visconde da Gandarinha em meados do século XIX, que o doou à Câmara Municipal de Cascais. Em 1994 foram iniciadas obras de restauro do edifício no sentido de aí vir a instalar um centro cultural.Inaugurado em Maio de 2000, é hoje um espaço multidisciplinar, com excelentes áreas para a realização de exposições e agradáveis zonas de lazer.

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COMISSÃO DE HONRA

Em 21 e 22 de Outubro de 2010 será realizado novo encontro, que terá lugar no Centro Cultural de Cascais, cujo Município, bem como a CPLP, manifestaram todo o interesse em apoiar e colaborar nesta iniciativa.
Este evento, que será denominado II Jornadas D. Carlos - Mares da Lusofonia, tem o alto patrocínio do Senhor Dom Duarte de Bragança e os apoios da Fundação D. Manuel II, da Câmara Municipal de Cascais e do Secretariado Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Uma Comissão de Honra, presidida pelo Prof. Dr. Adriano Moreira integra várias personalidades de destaque dos diversos países lusófonos. A Comissão Cientifica é presidida pelo Prof. Dr. Manuel Braga da Cruz e constituída por personalidades de reconhecido mérito e valia científica. Para a concepção e execução das Jornadas, a Fundação D. Manuel II nomeou uma Comissão de Organização, presidida pelo Sr. D. Nuno van Uden, da qual emana um Núcleo Executivo, chefiado pelo V/Alm. Alexandre da Fonseca, que assegura o estabelecimento de contactos e as necessárias actividades de coordenação.
Para mais informações, consultar: http://www.maresdalusofonia.net/

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

terça-feira, 31 de agosto de 2010

NEWSWEEK DE AGOSTO
Em Agosto, a Newsweek qualificou nos primeiros lugares dos melhores países do mundo para viver, um bom número de Monarquias … e a república Portuguesa nem se vê... Dos 21 ficamos a saber que 11 são Monarquias.
1) Finland
2) Switzerland
3) Sweden
4) Australia
5) Luxembourg
6) Norway
7) Canada
8) Netherlands
9) Japan
10) Denmark
11) United States
12) Germany
13) New Zealand
14) United Kingdom
15) South Korea
16) France
17) Ireland
18) Áustria
19) Belgium
20) Singapore
21) Spain
SE A CONSTITUIÇÃO DEIXASSE... Jornal Expresso de 14-08-2010
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

S.A.R., DOM DUARTE, TORNOU-SE SÓCIO HONORÁRIO DO ROTARY CLUBE DE ESTÓI
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DOM DUARTE MOSTRA FÉ
Depois de meio século de interregno, a procissão de Nossa Senhora da Conceição, em Ferragudo, voltou ao mar, com a imagem da Virgem a ser transportada em barcos.
E quem testemunhou o recuperar desta tradição foi Dom Duarte Pio. O Duque de Bragança que costuma passar férias na localidade algarvia próxima de Portimão, esteve na procissão acompanhado da Família. - 21.08.2010
Vidas - Fotos - D. Duarte mostra fé

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

DE FÉRIAS!
Dentro de 15 dias, voltarei ao blog com força total e um até já para quem fica.

ENTREVISTA A S.A.R., DOM DUARTE AO NOTÍCIAS MAGAZINE Suplemento do Jornal de Notícias - Notícias Magazine de 05 de Março de 2006
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

AFINAL, QUE BANDEIRA É ESTA?
Afinal, que bandeira é esta?
A História está cheia de enganos. Uns propositados, outros por ignorância e outros simplesmente produtos de imaginação. Recordo que aqui há uns anos um Presidente da República que andou pelas escolas de norte a sul a distribuir um “kit patriótico” de que faziam parte uma cassete com a Portuguesa, uma bandeira da República e uma fantasiosa interpretação dos elementos que as compõem. Começo por achar a expressão “kit”, só por si, pouco patriótica. Mas o que na altura e hoje me parece chocante é o quanto tão pouco pode ser patriótico falar de símbolos nacionais com a ligeireza e falta de rigor com que o “kit” se referia às armas de Portugal. Desde a escola aos escuteiros, a explicação dada para a bandeira da República, que este ano comemora 100 anos, e cujo bom gosto acho discutível, é explicada escamoteando-se o facto de que a escolha das suas cores resultou de uma qualquer obscura loja maçónica. Se esta escolha de cores é já por si infeliz, querer atribuir-lhe algum significado dentro dos 800 anos da história que precederam a República, é um total absurdo. Também um absurdo é a interpretação “oficial” da República para o escudo, ou armas, de Portugal. Com a falta da coroa a encimá-las, substituída pela esfera armilar, estas são o único elemento que sobreviveu da monarquia. A “versão oficial” diz que os símbolos inseridos nas armas de Portugal representam as 5 chagas de Cristo – Cinco escudetes de azul; Os trinta dinheiros da traição de Judas – Cinco besantes contados em cruz (ridículo! Se os “círculos prateados” servem para ser 30 dinheiros, então bastaria colocar 6 dentro de cada escudete, em vez de se ter que contar 2 vezes as do centro); as 7 cidades conquistadas aos mouros por D. Afonso Henriques – os 7 castelos na orla (bordadura) do escudo. Não pretendo fazer doutrina com a descrição que dou das armas de Portugal, e muito melhores opiniões haverá que a minha, mas estou certo de que a forma como as descrevo está muito mais perto de uma verdade histórica, do que o ridículo da “versão oficial”. Na Idade Média, quando Portugal começou, não havia bandeiras. O que havia eram estandartes que representavam as armas, ou brasões, dos reis ou senhores de uma determinada região. Quando D. Afonso Henriques por direito se tornou Rei, adaptou armas próprias, mas não querendo romper com as de seu pai, utilizou as mesmas cores (metais e esmaltes) do brasão do Conde D. Henrique. Assim, encontramos na representação do brasão de armas de D. Afonso I, a cruz azul, agora delineada pela posição de 5 escudetes de azul, sobre um fundo branco (campo de prata). Os nossos primeiros Reis, pelo menos até D. Afonso III, parece que se esforçavam por preencher estes escudetes com o maior número possível de pequenos círculos brancos (besantes de prata). Interpretam isto, alguns historiadores, como os besantes representarem dinheiro, concluindo assim que estes são uma manifestação de fortuna por parte do Rei. Facto é que o numero destes besantes só é fixado em 5 com D. Dinis, que os colocou em X (em aspa) por uma simples questão de estética e harmonia heráldica. Os 7 castelos, nem sempre foram 7. O seu número sempre variou até ao reinado de D. Sebastião. Não representam cidades; são, por muito que me custe reconhecer, uma representação das armas de Castela. De acordo com a tradição heráldica, só ao primogénito é possível utilizar as “armas plenas” de seu pai. Os filhos segundos têm que usar as suas armas com “diferença”. D. Sancho II e D. Afonso III eram ambos filhos de D. Afonso II e de Dona Urraca, infanta de Castela. Ao primogénito couberam as armas “plenas” do seu pai. Ao Bolonhês, coube usar as armas de seu pai, acrescidas com as da casa de sua mãe. Estas foram representadas no seu brasão da orla (bordadura) do escudo. Quando D. Afonso III depõe D. Sancho II e se torna Rei de Portugal, o seu brasão converte-se nas armas do reino, com os castelos “incluídos”.
Durante os 300 anos seguintes, os Reis de Portugal, nunca se preocuparam em fixar este número de castelos. D. Sebastião foi o primeiro a ter essa preocupação, mas foi o seu tio e sucessor, D. Henrique, que de forma definitiva regulou fixando-os em 7. Dizem que o fez como manifestação de adesão às deliberações saídas do Concílio de Trento, pretendendo que os 7 castelos representassem as 7 virtudes cristãs ou os 7 sacramentos, não sei. Pessoalmente entendo que mais uma vez o seu número resulta essencialmente de uma questão de estética e harmonia heráldica. Um brasão é quase sempre o resultado da história de uma família e das suas alianças. As armas de Portugal, mesmo em República, são o brasão dos nossos Reis, e como tal são reflexo da nossa História. Mesmo numa República com 100 anos, há coisas que esta, ainda que o tente com as suas patranhas, não conseguirá apagar.
Tiago Beirão Belo in Diário Digital (11-Ago-2010)
Fonte: BLOGUE REAL ASSOCIAÇÃO DE LISBOA

S.A.R, DOM DUARTE DE BRAGANÇA, NA ELEIÇÃO DAS "7 MARAVILHAS NATURAIS DE PORTUGAL"

Vídeo: leonidasreal

8 de Março de 2010 - Notícia e fotos aqui: http://realfamiliaportuguesa.blogspot.com/2010/03/s_10.html

PENSEM NISTO (III)
Um dos argumentos a favor da Monarquia ainda é o factor económico. Surpreendentemente (para mais nos dias que correm) há quem rebata essa ideia com frases do género ‘É só esse o vosso argumento?’. Será que para essas pessoas o factor económico (volto a repetir – para mais nos dias que correm) é algo de pouca importância? Curiosa ordem de pensamentos.
Hoje o País arde. Tudo se repete mais uma vez. Tantas localidades que se vêem cercadas pelo fogo. Tantas pessoas que perderam os seus bens. Tanto património natural destruído. Tanto desespero de tanta gente. Onde estão os meios aéreos (que nunca se admite serem escassos) essenciais para os locais de difícil ou impossível acesso com os meios terrestres? Onde estão as barragens ou reservatórios de água para que os meios de combate aos incêndios se possam abastecer sem demorar eternidades pois na luta contra as chamas cada minuto conta?
Pergunta-se: Onde está o investimento no património natural nacional, na sua defesa e manutenção? Afinal de contas é tudo uma questão de prioridades!

terça-feira, 10 de agosto de 2010