quarta-feira, 14 de julho de 2010

VÍDEO E FOTOS DA XIII TOURADA REAL NO DIA 9 DE JULHO DE 2010, EM HOMENAGEM À AMÁLIA RODRIGUES


Vídeo de claudiarute
Nesta XIII Tourada Real em Évora, S.A.R., Dom Duarte de Bragança, fez-se acompanhar dos Principes Gundakar e Marie von Liechtenstein.
FOTOS
Descerramento da placa comemorativa por S.A.R., Dom Duarte de Bragança
Placa Comemorativa

Com os Príncipes Gundakar e Marie von Liechtenstein e Eng. Carmona Rodrigues.

Fotos oferecidas ao Blogue Família Real Portuguesa, pelo site http://www.pitonapiton.com/ - (Clique nas imagens para ampliar)

O QUE É HOJE A MONARQUIA?
Para começar esta entrevista gostava de lhe fazer a pergunta à qual, entre todos os portugueses, me parece a pessoa mais indicada para responder:
O que é hoje a Monarquia?
«Só essa questão daria, como é óbvio, para escrever um tratado! Encontra, desde logo, uma série de definições nas obras de Ciência Política. Não vamos entrar no seu debate. Dir-lhe-ei apenas o que penso. A Monarquia caracteriza-se por dois traços fundamentais. Em primeiro lugar, a neutralização da Chefia do Estado, entregue a uma personalidade que, por ser designada pelo mecanismo da hereditariedade e especificamente preparada, terá um papel arbitral e supra-partidário. O segundo traço fundamental é o que essa personalidade deverá, cumulativamente, representar a intemporalidade da Nação e a sua permanência na História.
A Monarquia assegura, assim, benefícios simultaneamente para o Estado e para a Nação. Para o Estado, porque a completa neutralização da sua chefia constituirá um aperfeiçoamento de primeira ordem no que respeita à respectiva estrutura e ao funcionamento das instituições.
Para a Nação, porque o símbolo da permanência no tempo da sua identidade, gerado pela tradição e legitimidado pela História, encontra uma posição institucional, constitucionalmente consagrada.
As constituições não monárquicas tendem a esquecer a dimensão histórica da Nação. Não digo que seja sempre o caso! Mas com frequência concebem a organização da vida colectiva apenas numa perspectiva de presente. A Monarquia representa a correcção deste desvio. Reforçando solene e formalmente a articulação entre Nação – realidade sociológica gerada pelos séculos e pela História - , e Estado – estrutura destinada a permitir o funcionamento da vida colectiva, designadamente no que respeita aos seus aspectos políticos, e que não pode deixar de ser continuamente aperfeiçoada - , numa óptica de modernidade. O intemporal e o actual podem assim articular-se em harmonia. A Monarquia, deve, pois, corresponder à “Nação colocada na Chefia do Estado”, através do seu representante simbólico e oferecido ao presente pela História.
E, é claro, pressuposto de tudo isto, é o da consagração destas ideias e concepções pela vontade popular.
Penso que hoje a Monarquia, ou é democrática ou já não tem lugar. Isto, pelo menos, e certamente, na Europa. E mesmo noutras partes do mundo, não acredito que Monarquias não democráticas venham a perdurar indefinidamente! Talvez coincidam, em certos países e em certas condições, com grandes esforços de modernização, que precedem a democracia? Uma espécie de “despostismo ilustrado” no século XX? Que só poderá corresponder a fases de evolução delimitadas no tempo. Como foi aliás, o caso de todos os “despotismos iluminados”, deste e doutros séculos, note-se. Mas, repito, o modelo puro de Monarquia é hoje o da Monarquia Democrática: a Monarquia ou é Democracia ou não é».
Livro “O PASSADO DE PORTUGAL NO SEU FUTURO” – (Conversas com o Duque de Bragança), de Manuela Gonzaga. Editora “Textual” - 1995, no ano do casamento de S.A.R., Dom Duarte de Bragança.

terça-feira, 13 de julho de 2010

A ÚNICA VISITA DE UM REI POSTUGUÊS - 22 DE JUNHO DE 1901(Clique na imagem para ampliar)
"QUEREMOS DAR-LHE UMA FORMAÇÃO INTERNACIONAL" Revista VIP de 14 a 20 de Junho de 2010
(Clique na imagem para ampliar)
CONVITE - "450 ANOS DA CONFRARIA DA RAINHA SANTA ISABEL" (Clique na imagem para ampliar)
Prezados Amigos,
Em nome da Mesa da Confraria da Rainha Santa Isabel, solicitamos a divulgação do convite para a inauguração da Exposição Documental "450 anos da Confraria da Rainha Santa Isabel", que terá lugar no dia 15 de Julho, pelas 16,30 horas, na Sala D. João III do Arquivo da Universidade de Coimbra, cujo convite segue em anexo.
Com os nossos cordiais cumprimentos,
António Rebelo -Confraria da Rainha Santa Isabel - Igreja da Rainha Santa Isabel - Alto de Sta. Clara - 3040-270 Coimbra.
Enviado por: Joaquim Costa e Nora - Real Associação de Coimbra
---------------------
Estimados Amigos,
Na Exposição Documental "450 anos da Confraria da Rainha Santa Isabel" que irá ser inaugurada no próximo dia 15 de Julho, pelas 16,30 horas, na Sala D. João III do Arquivo da Universidade de Coimbra, um dos núcleos tratará das relações da Real Confraria da Rainha Santa Isabel com a Casa Real Portuguesa.
Estarão expostas as assinaturas de alguns dos nossos Reis no Livro de Honra da Confraria.
S. A. R., O Senhor D. Duarte de Bragança foi especialmente convidado a estar presente no dia 15, na inauguração desta Exposição, tendo todos nós a melhor esperança em que tal aconteça.
Com os melhores cumprimentos,
Joaquim Costa e Nora

(Clique na imagem para ampliar)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

ACÇÃO DE RUA POR "TERRAS DE GUALDIM PAIS" NO DIA 11-07-2010 Estivemos na bela Cidade Templária de Tomar.
A alma deste povo genuíno é bem monárquica!
A Real Associação do Médio Tejo está de parabens pela 2ª Acção de Rua, desta vez em Tomar e estiveram presentes na Evocação do Cerco de Tomar de 1190, já anunciado neste blog.
(Clique nas imagens para ampliar)

REAL FRASE DO DIA Entrevista ao Correio de Lagos - 01-11-2009
(Clique na imagem para ampliar)

domingo, 11 de julho de 2010

PALÁCIO DE ALCÁÇOVAS
Existe em Alcáçovas (Viana do Alentejo) um palácio que apesar de ter uma enorme importância arquitectónica e histórica para Portugal, mas que apesar disso encontra-se abandonado e a necessitar de urgentes obras de requalificação.
Alcáçovas foi terra real, ou seja, foi vila pertencente à Coroa Portuguesa e como tal possuiu castelo e palácio que foi palco de grandes cerimónias, de que se destacam os casamentos das Infantas netas de D. João I e de Nuno Álvares Pereira, de D. Isabel com o Rei de Castela D. João II e de D. Beatriz com o Infante D. Fernando.
D. João II fez do palácio de Alcáçovas, a sua residência e foi neste edifício que o tratado de Alcáçovas (1479) foi assinado entre os Portugueses e Castelhanos, assistindo assim à primeira divisão do mundo.
José Hermano Saraiva refere que “o Palácio é um dos mais importantes cenários históricos da nossa história”.
Em toda a sua história, o palácio acolheu D. Dinis, a Rainha Santa Isabel, D. Nuno Álvares Pereira (Santo Condestável), o Duque de Bragança neto do Condestável, o Marquês de Montemor, D. João II e D. Fernando Henriques, o Castelhano que apoiou os Portugueses na guerra contra Castela.
É verdadeiramente uma jóia prima da arquitectura portuguesa e um marco histórico lusitano e do mundo, pois aqui se definiram os destinos do Mundo na época das Descobertas.
Penso que é uma vergonha o estado a que o edifício chegou, tendo possibilidades para acolher um conceituado museu, e que poderia potencializar a região do Alentejo, mas que até ao momento não se verifica.
Tenho efectivamente pena, mas tal como José Hermano Saraiva, espero que o Estado Português desperte para a situação de Alcáçovas.

sábado, 10 de julho de 2010

O PASSADO DE PORTUGAL NO SEU FUTURO
Conversas com o Duque de Bragança - Prefácio
Conheci o Duque de Bragança no princípio dos anos 80, em circunstâncias ligadas, evidentemente, ao exercício da minha profissão. Estava preparada para defrontar uma espécie de exemplar de museu, uma personagem com uma aura de nostalgia pelos "bons velhos tempos", um discurso desactualizado, e provavelmente amargo. Mas quem me apareceu pela frente foi um homem desempoeirado, com um sorriso expontâneo e um grande sentido de humor, que é, como todos sabem, um dos mais seguros indicadores de inteligência. Fiquei com vontade de o conhecer melhor, e tempos depois pedi-lhe uma entrevista. De partida para o Norte, para a sua quinta em Santar, Dom Duarte sugeriu-me que o acompanhasse a Arouca, onde uma estátua da Rainha Santa Mafalda, "minha tia-avó" (dele), ia ser descerrada. Fazia calor, e durante a cerimónia, precedida de uma missa, aconteceram as mais diversas e hilariantes peripécias. Mas foi a primeira vez que ouvi chamar "Rei" ao Duque de Bragança, pelas pessoas da rua, que, nesse dia de festa, passeavam em ar de romaria. Confesso que estava mais preocupada, na altura, em saber se Sua Alteza ainda conservava a coroa e o ceptro, para lhe pedir que se deixasse fotografar assim, do que em desenterrar ultrapassadas teorias monárquicas. Foi a curiosidade, mais uma vez, que me levou a tentar perceber o seu discurso, que era sempre de um desarmante bom senso e de uma grande lucidez. A caminho de Santar perguntei-lhe se havia algum sentido no regresso da Monarquia; uma pergunta, reconheço, quase provocatória. Mas também foi essa, sei hoje, a primeira pedra na construção deste livro. Durante anos, em visitas curtas, ou mais demoradas, fui tomando apontamentos, gravando as nossas conversas. Sentia, em relação a tudo o que ele simbolizava — e simboliza —, a mesma mistura de sentimentos que sinto, passe o aparente absurdo da comparação, perante a Tourada: respeito e não entendo. Mas os sentimentos, que não passam pelo crivo da razão, intuíam, em ambos os casos, a força antiga do arquétipo.
Em Santar, a diferença entre o calor da sala aquecida pelo fogo de uma generosa salamandra e o quarto gelado onde um pequeno aquecedor eléctrico não afastava o frio que se introduzia dentro dos lençóis de linho, impediam-me de adormecer de imediato. Mas não era só isso. Como também não eram as lendas do fantasma que morava na capela mesmo ao lado do quarto de hóspedes, que me roubavam o sono. Acordada depois de horas de conversa, revia os meus velhos conceitos, revivia a História. Aos poucos ia tomando consciência de como naquele homem, o passado, pela voz misteriosa do sangue, estava presente num discurso absolutamente coerente. Um passado que me comovia e acordava o amor quase esquecido por aquela entidade a que de uma forma hoje quase banal chamamos Pátria.
Tudo o que Dom Duarte me dizia fazia sentido. Às vezes ficava irritada. Tomava apontamentos de forma anárquica, e meses mais tarde voltava à carga. É desconfortável desarrumar ideias que tomamos por valores absolutos. No ano passado, almocei com Dom Duarte Pio na sua casa de Sintra. Pedi-lhe autorização para escrever a sua biografia. A princípio resolvi meter tudo no mesmo "bolo": as nossas conversas sobre a Monarquia e a sua vida. Tudo. Depois percebi que fazia mais sentido começar por tornar públicas as reflexões do Duque de Bragança sobre a doutrina monárquica. Há mais de 60 anos que esse pensamento não era actualizado. Do modo que todo o mérito deste livro, se assim o reconhecerem os leitores, pertence a Dom Duarte. Para mim estas conversas, a que contraponho as perguntas vulgares que qualquer pessoa colocaria, foram uma lição. De História e de humildade. Oxalá ajude, a quem o ler, como me ajudou a mim. Conhecermo-nos a nós próprios, o desafio grego lançado há milhares de anos em Delfos, passa também por conhecermos de onde viemos. E esse é o papel da História.
Lisboa, Fevereiro de 1995
MANUELA GONZAGA
ÍNDICE
PREFÁCIO - 5
CAPÍTULO I
Uma espécie de Torre de Belém de fato e gravata - 7
CAPÍTULO II
Democracia com República Monarquia com Ditadura? - 37
CAPÍTULO III
Monárquicos democráticos versus nostálgicos do Estado Novo - 51
CAPÍTULO IV
Descolonização: tantos os problemas quantos os territórios - 67
CAPÍTULO V
Restauração: sem encargos para o erário - 77
Fonte: www.monarquiaportuguesa.com

sexta-feira, 9 de julho de 2010

CASTELO DE TOMAR: EVOCAÇÃO DO CERCO DE 1190
Dia 11 de Julho, promovido pela Templ’Anima.
Integrando as comemorações dos 850 anos da herança templária do burgo, a Associação Cultural Templ’Anima, com o apoio da Câmara Municipal, vai evocar, a 11 de Julho, um acontecimento exemplar ocorrido no castelo de Tomar: o Cerco feito pelo exército do Almansor em 1190 e desfeito pelo grande mestre Gualdim “a quem Deus salvou com seus freires” das mãos dos inimigos...”, segundo memorial escrito nas paredes deste castelo. Foi há 820 anos. Reviver o Cerco de 1190 na Porta da Almedina é também reaver a ligação castelo - cidade, através da Mata dos Sete Montes. Na subida pela Mata serão atracções/pontos de paragem a visita do último Carvalho Templário (com cerca de 700 anos), paragem na Charolinha, a Cruz da Rosa com seus sinais apotrópaicos laterais, inscrita pelos Templários sobre a porta, entre as torres imponentes da Almedina e a pedra dos cavalos, assinalando o lugar das saídas bucólicas.
História do Cerco:
Em 1190, as forças muçulmanas realizaram um forte contra-ataque e fizeram recuar os portugueses, desde o Algarve até ao rio Tejo. Conquistaram e saquearam castelos e povoações por todo o Alentejo e Ribatejo. A 13 de Julho, novecentos guerreiros árabes chefiados por Almansor, rei de Marrocos, cercaram o castelo de Tomar. Lá dentro, cerca de duas centenas de defensores eram comandados por um velho guerreiro, de 72 anos, Gualdim Pais.
Os árabes saquearam os campos e durante seis longos dias cercaram o castelo, fazendo várias tentativas para o conquistar. Chegaram a conseguir transpor a porta de Almedina que, nesse tempo, dava acesso à povoação dentro das muralhas.
Os cavaleiros templários foram ao seu encontro e conseguiram repelir o ataque, mas o combate foi tão violento que, a partir daí, a porta de Almedina passou a chamar-se porta do Sangue.
Foi em Tomar que se travou o contra-ataque árabe de 1190, graças à valentia de Gualdim Pais e dos seus Templários.
DISCURSO DE S.A.R., A DUQUESA DE BRAGANÇA ÀS DAMAS DA REAL ORDEM DE SANTA ISABEL: 04-07-2010
S.A.R., A Senhora Dona Isabel de Bragança é Grã-Mestra da Real Ordem de Santa Isabel, e em todos os anos pares, agracia novas damas na Real Ordem da Rainha Santa Isabel, no dia 4 de Julho. Estas novas damas, são distinguidas por serviços prestados em obras de Beneficência ou de Solidariedade Social.

Queridas Damas da Real Ordem de Santa Isabel,
É com gosto e com esperança que nos encontramos, de novo, aqui em Coimbra, terra que venera a nossa Rainha Santa de forma tão sentida e tão inspiradora. Há Damas que hoje não puderam vir por terem de atender ao crisma de pessoas de família, neste abençoado dia 4 de Julho. Que a Rainha Santa acompanhe as suas orações.
Hoje tenho a alegria e a honra de vos apresentar duas novas damas: Son Altesse Royale la Princesse Marie-Liesse de France, Duchesse d'Angoulême e S.A.S. a Princesa Dainé d'Arenberg.
Soyez les bienvenues. Je vous remercie l’enthousiasme et le sens de responsabilité avec le quel vous avez accepté le défit de rejoindre cette Ordre.
L’Ordre de Rainha Santa Isabel a était établie par notre Roi D. João VI, en mil huit cents un, come une oeuvre des Dames qui cherchait suivre l’exemple de la Reine Sainte Isabel dans sa pratique d’oeuvres de charité.
La Reine Sainte Isabel, qui a vécu dans le treizième siècle, a évité plusieurs conflits armés avec une attitude pacificatrice. A travers une diplomatie attentif, la reine réussit a trouver une plateforme d’entente entre les parties en conflit. Après elle signalisée les champs où des batailles n’avait pas eu lieu et y mettait une marque de paix.
Chaque fois que la Cour s’installait dans une ville, elle convoquait les pauvres et lavait leur pieds, leur servait à manger, et leur donné aumône. Elle a laissé un réseau d’hôpitaux couvrant le pais pour soigner ceux qui n’avait pas des moyens et qui en nécessitaient.
L’exemple extraordinaire de la Reine Sainte Isabel serait reconnu avec sa béatification au quinzième siècle et sa canonisation le siècle suivant en plus du culte populaire qu’elle a mérité depuis la première heure. Elle est notre Reine Sainte et maintenant elle sera la votre aussi.
Ces vertus et sa façon de les mettre en pratique maintiennent une actualité comme exemple de paix et de charité.Aujourd’hui nous confrontons avec la possibilité de contribuer pour la paix entre les personnes qu’en connait, dans notre famille, dans notre jour-à-jour dans les questions qui divisent.
On compte avec vous pour cette tâche exigeante qui nous convoque à la prière, au témoin, et à l’intervention concrète pour les meilleures valeurs.
Em cada ano tenho tido a preocupação de acompanhar a agenda dos acontecimentos do nosso País convocando as Damas para a oração. No ano da Lei do Aborto rezámos pela conversão à vida; depois, com a nova Lei do Divórcio focámos as nossas orações na Família. E, no ano passado, pedi que rezassem contra o avanço anunciado de uma agenda fracturante que parece dominar a actividade legislativa portuguesa. Acredito sinceramente no poder das nossas orações para a construção de um novo tempo em que os valores da Rainha Santa serão mais vividos no nosso País.
Mas o que vos proponho este ano é que atendam às palavras de Sua Santidade, o Papa Bento XVI, na visita pastoral do passado mês de Maio. É preciso ver este contexto adverso como um desafio positivo que deve ser enfrentado com um «diálogo de vanguarda», como lhe chamou ainda antes do avião aterrar em Lisboa.
O Papa mostrou-nos como o contexto de relativismo em que vivemos é uma oportunidade para cada um de nós. Disse: «Viver na pluralidade de sistemas de valores e de quadros éticos exige uma viagem ao centro de si mesmo e ao cerne do cristianismo para reforçar a qualidade do testemunho até à santidade, inventar caminhos de missão».
Os tempos são de mudança e é na debilidade que testamos a nossa força. Mas, por vezes, andamos distraídas ou tomamos por certo o que é incerto. E volto a citar Bento XVI: «Muitas vezes preocupamo-nos com as consequências sociais, culturais e políticas da fé, dando por suposto que a fé existe, o que é cada vez menos realista. Colocou-se uma confiança talvez excessiva nas estruturas e nos programas eclesiais, na distribuição de poderes e funções; mas que acontece se o sal se tornar insípido?».
É preciso, por isso, trabalhar as razões da nossa certeza. E isso, como nos diz o Papa, hoje não está garantido. Proponho, que este ano orientemos as nossas orações para a procura dessa exigência interior do povo cristão. A isso nos exorta Bento XVI: temos de procurar o «ser inteiro».
O Papa escolheu Portugal para renovar este apelo, de uma forma mais clara e mais directa. Lembrou-nos da importância histórica de Portugal na propagação da fé no mundo e de como temos hoje de renová-la e voltar a fazê-lo na Europa e em Portugal.
A Real Ordem de Santa Isabel deve estar atenta a estas palavras como instrumento de acção concreta na sociedade portuguesa. Diz o nosso compromisso que «cumpre à Ordem corresponder às grandes necessidades materiais e morais da nossa época».
Assim faremos.
S.A.R., A Duquesa de Bragança, Grã-Mestre da Real Ordem de Santa Isabel.
Fonte: Casa Real Portuguesa

quinta-feira, 8 de julho de 2010

PENSEM NISTO (I)
Atrasar a Aclamação [de D.Duarte] é atrasar Portugal.
Para os mais desinformados, a Aclamação é, de uma forma simples, a cerimónia pela qual as Cortes (Parlamento) entronizavam um novo Rei.
Fonte: Portugal Futuro