domingo, 11 de julho de 2010

PALÁCIO DE ALCÁÇOVAS
Existe em Alcáçovas (Viana do Alentejo) um palácio que apesar de ter uma enorme importância arquitectónica e histórica para Portugal, mas que apesar disso encontra-se abandonado e a necessitar de urgentes obras de requalificação.
Alcáçovas foi terra real, ou seja, foi vila pertencente à Coroa Portuguesa e como tal possuiu castelo e palácio que foi palco de grandes cerimónias, de que se destacam os casamentos das Infantas netas de D. João I e de Nuno Álvares Pereira, de D. Isabel com o Rei de Castela D. João II e de D. Beatriz com o Infante D. Fernando.
D. João II fez do palácio de Alcáçovas, a sua residência e foi neste edifício que o tratado de Alcáçovas (1479) foi assinado entre os Portugueses e Castelhanos, assistindo assim à primeira divisão do mundo.
José Hermano Saraiva refere que “o Palácio é um dos mais importantes cenários históricos da nossa história”.
Em toda a sua história, o palácio acolheu D. Dinis, a Rainha Santa Isabel, D. Nuno Álvares Pereira (Santo Condestável), o Duque de Bragança neto do Condestável, o Marquês de Montemor, D. João II e D. Fernando Henriques, o Castelhano que apoiou os Portugueses na guerra contra Castela.
É verdadeiramente uma jóia prima da arquitectura portuguesa e um marco histórico lusitano e do mundo, pois aqui se definiram os destinos do Mundo na época das Descobertas.
Penso que é uma vergonha o estado a que o edifício chegou, tendo possibilidades para acolher um conceituado museu, e que poderia potencializar a região do Alentejo, mas que até ao momento não se verifica.
Tenho efectivamente pena, mas tal como José Hermano Saraiva, espero que o Estado Português desperte para a situação de Alcáçovas.

sábado, 10 de julho de 2010

O PASSADO DE PORTUGAL NO SEU FUTURO
Conversas com o Duque de Bragança - Prefácio
Conheci o Duque de Bragança no princípio dos anos 80, em circunstâncias ligadas, evidentemente, ao exercício da minha profissão. Estava preparada para defrontar uma espécie de exemplar de museu, uma personagem com uma aura de nostalgia pelos "bons velhos tempos", um discurso desactualizado, e provavelmente amargo. Mas quem me apareceu pela frente foi um homem desempoeirado, com um sorriso expontâneo e um grande sentido de humor, que é, como todos sabem, um dos mais seguros indicadores de inteligência. Fiquei com vontade de o conhecer melhor, e tempos depois pedi-lhe uma entrevista. De partida para o Norte, para a sua quinta em Santar, Dom Duarte sugeriu-me que o acompanhasse a Arouca, onde uma estátua da Rainha Santa Mafalda, "minha tia-avó" (dele), ia ser descerrada. Fazia calor, e durante a cerimónia, precedida de uma missa, aconteceram as mais diversas e hilariantes peripécias. Mas foi a primeira vez que ouvi chamar "Rei" ao Duque de Bragança, pelas pessoas da rua, que, nesse dia de festa, passeavam em ar de romaria. Confesso que estava mais preocupada, na altura, em saber se Sua Alteza ainda conservava a coroa e o ceptro, para lhe pedir que se deixasse fotografar assim, do que em desenterrar ultrapassadas teorias monárquicas. Foi a curiosidade, mais uma vez, que me levou a tentar perceber o seu discurso, que era sempre de um desarmante bom senso e de uma grande lucidez. A caminho de Santar perguntei-lhe se havia algum sentido no regresso da Monarquia; uma pergunta, reconheço, quase provocatória. Mas também foi essa, sei hoje, a primeira pedra na construção deste livro. Durante anos, em visitas curtas, ou mais demoradas, fui tomando apontamentos, gravando as nossas conversas. Sentia, em relação a tudo o que ele simbolizava — e simboliza —, a mesma mistura de sentimentos que sinto, passe o aparente absurdo da comparação, perante a Tourada: respeito e não entendo. Mas os sentimentos, que não passam pelo crivo da razão, intuíam, em ambos os casos, a força antiga do arquétipo.
Em Santar, a diferença entre o calor da sala aquecida pelo fogo de uma generosa salamandra e o quarto gelado onde um pequeno aquecedor eléctrico não afastava o frio que se introduzia dentro dos lençóis de linho, impediam-me de adormecer de imediato. Mas não era só isso. Como também não eram as lendas do fantasma que morava na capela mesmo ao lado do quarto de hóspedes, que me roubavam o sono. Acordada depois de horas de conversa, revia os meus velhos conceitos, revivia a História. Aos poucos ia tomando consciência de como naquele homem, o passado, pela voz misteriosa do sangue, estava presente num discurso absolutamente coerente. Um passado que me comovia e acordava o amor quase esquecido por aquela entidade a que de uma forma hoje quase banal chamamos Pátria.
Tudo o que Dom Duarte me dizia fazia sentido. Às vezes ficava irritada. Tomava apontamentos de forma anárquica, e meses mais tarde voltava à carga. É desconfortável desarrumar ideias que tomamos por valores absolutos. No ano passado, almocei com Dom Duarte Pio na sua casa de Sintra. Pedi-lhe autorização para escrever a sua biografia. A princípio resolvi meter tudo no mesmo "bolo": as nossas conversas sobre a Monarquia e a sua vida. Tudo. Depois percebi que fazia mais sentido começar por tornar públicas as reflexões do Duque de Bragança sobre a doutrina monárquica. Há mais de 60 anos que esse pensamento não era actualizado. Do modo que todo o mérito deste livro, se assim o reconhecerem os leitores, pertence a Dom Duarte. Para mim estas conversas, a que contraponho as perguntas vulgares que qualquer pessoa colocaria, foram uma lição. De História e de humildade. Oxalá ajude, a quem o ler, como me ajudou a mim. Conhecermo-nos a nós próprios, o desafio grego lançado há milhares de anos em Delfos, passa também por conhecermos de onde viemos. E esse é o papel da História.
Lisboa, Fevereiro de 1995
MANUELA GONZAGA
ÍNDICE
PREFÁCIO - 5
CAPÍTULO I
Uma espécie de Torre de Belém de fato e gravata - 7
CAPÍTULO II
Democracia com República Monarquia com Ditadura? - 37
CAPÍTULO III
Monárquicos democráticos versus nostálgicos do Estado Novo - 51
CAPÍTULO IV
Descolonização: tantos os problemas quantos os territórios - 67
CAPÍTULO V
Restauração: sem encargos para o erário - 77
Fonte: www.monarquiaportuguesa.com

sexta-feira, 9 de julho de 2010

CASTELO DE TOMAR: EVOCAÇÃO DO CERCO DE 1190
Dia 11 de Julho, promovido pela Templ’Anima.
Integrando as comemorações dos 850 anos da herança templária do burgo, a Associação Cultural Templ’Anima, com o apoio da Câmara Municipal, vai evocar, a 11 de Julho, um acontecimento exemplar ocorrido no castelo de Tomar: o Cerco feito pelo exército do Almansor em 1190 e desfeito pelo grande mestre Gualdim “a quem Deus salvou com seus freires” das mãos dos inimigos...”, segundo memorial escrito nas paredes deste castelo. Foi há 820 anos. Reviver o Cerco de 1190 na Porta da Almedina é também reaver a ligação castelo - cidade, através da Mata dos Sete Montes. Na subida pela Mata serão atracções/pontos de paragem a visita do último Carvalho Templário (com cerca de 700 anos), paragem na Charolinha, a Cruz da Rosa com seus sinais apotrópaicos laterais, inscrita pelos Templários sobre a porta, entre as torres imponentes da Almedina e a pedra dos cavalos, assinalando o lugar das saídas bucólicas.
História do Cerco:
Em 1190, as forças muçulmanas realizaram um forte contra-ataque e fizeram recuar os portugueses, desde o Algarve até ao rio Tejo. Conquistaram e saquearam castelos e povoações por todo o Alentejo e Ribatejo. A 13 de Julho, novecentos guerreiros árabes chefiados por Almansor, rei de Marrocos, cercaram o castelo de Tomar. Lá dentro, cerca de duas centenas de defensores eram comandados por um velho guerreiro, de 72 anos, Gualdim Pais.
Os árabes saquearam os campos e durante seis longos dias cercaram o castelo, fazendo várias tentativas para o conquistar. Chegaram a conseguir transpor a porta de Almedina que, nesse tempo, dava acesso à povoação dentro das muralhas.
Os cavaleiros templários foram ao seu encontro e conseguiram repelir o ataque, mas o combate foi tão violento que, a partir daí, a porta de Almedina passou a chamar-se porta do Sangue.
Foi em Tomar que se travou o contra-ataque árabe de 1190, graças à valentia de Gualdim Pais e dos seus Templários.
DISCURSO DE S.A.R., A DUQUESA DE BRAGANÇA ÀS DAMAS DA REAL ORDEM DE SANTA ISABEL: 04-07-2010
S.A.R., A Senhora Dona Isabel de Bragança é Grã-Mestra da Real Ordem de Santa Isabel, e em todos os anos pares, agracia novas damas na Real Ordem da Rainha Santa Isabel, no dia 4 de Julho. Estas novas damas, são distinguidas por serviços prestados em obras de Beneficência ou de Solidariedade Social.

Queridas Damas da Real Ordem de Santa Isabel,
É com gosto e com esperança que nos encontramos, de novo, aqui em Coimbra, terra que venera a nossa Rainha Santa de forma tão sentida e tão inspiradora. Há Damas que hoje não puderam vir por terem de atender ao crisma de pessoas de família, neste abençoado dia 4 de Julho. Que a Rainha Santa acompanhe as suas orações.
Hoje tenho a alegria e a honra de vos apresentar duas novas damas: Son Altesse Royale la Princesse Marie-Liesse de France, Duchesse d'Angoulême e S.A.S. a Princesa Dainé d'Arenberg.
Soyez les bienvenues. Je vous remercie l’enthousiasme et le sens de responsabilité avec le quel vous avez accepté le défit de rejoindre cette Ordre.
L’Ordre de Rainha Santa Isabel a était établie par notre Roi D. João VI, en mil huit cents un, come une oeuvre des Dames qui cherchait suivre l’exemple de la Reine Sainte Isabel dans sa pratique d’oeuvres de charité.
La Reine Sainte Isabel, qui a vécu dans le treizième siècle, a évité plusieurs conflits armés avec une attitude pacificatrice. A travers une diplomatie attentif, la reine réussit a trouver une plateforme d’entente entre les parties en conflit. Après elle signalisée les champs où des batailles n’avait pas eu lieu et y mettait une marque de paix.
Chaque fois que la Cour s’installait dans une ville, elle convoquait les pauvres et lavait leur pieds, leur servait à manger, et leur donné aumône. Elle a laissé un réseau d’hôpitaux couvrant le pais pour soigner ceux qui n’avait pas des moyens et qui en nécessitaient.
L’exemple extraordinaire de la Reine Sainte Isabel serait reconnu avec sa béatification au quinzième siècle et sa canonisation le siècle suivant en plus du culte populaire qu’elle a mérité depuis la première heure. Elle est notre Reine Sainte et maintenant elle sera la votre aussi.
Ces vertus et sa façon de les mettre en pratique maintiennent une actualité comme exemple de paix et de charité.Aujourd’hui nous confrontons avec la possibilité de contribuer pour la paix entre les personnes qu’en connait, dans notre famille, dans notre jour-à-jour dans les questions qui divisent.
On compte avec vous pour cette tâche exigeante qui nous convoque à la prière, au témoin, et à l’intervention concrète pour les meilleures valeurs.
Em cada ano tenho tido a preocupação de acompanhar a agenda dos acontecimentos do nosso País convocando as Damas para a oração. No ano da Lei do Aborto rezámos pela conversão à vida; depois, com a nova Lei do Divórcio focámos as nossas orações na Família. E, no ano passado, pedi que rezassem contra o avanço anunciado de uma agenda fracturante que parece dominar a actividade legislativa portuguesa. Acredito sinceramente no poder das nossas orações para a construção de um novo tempo em que os valores da Rainha Santa serão mais vividos no nosso País.
Mas o que vos proponho este ano é que atendam às palavras de Sua Santidade, o Papa Bento XVI, na visita pastoral do passado mês de Maio. É preciso ver este contexto adverso como um desafio positivo que deve ser enfrentado com um «diálogo de vanguarda», como lhe chamou ainda antes do avião aterrar em Lisboa.
O Papa mostrou-nos como o contexto de relativismo em que vivemos é uma oportunidade para cada um de nós. Disse: «Viver na pluralidade de sistemas de valores e de quadros éticos exige uma viagem ao centro de si mesmo e ao cerne do cristianismo para reforçar a qualidade do testemunho até à santidade, inventar caminhos de missão».
Os tempos são de mudança e é na debilidade que testamos a nossa força. Mas, por vezes, andamos distraídas ou tomamos por certo o que é incerto. E volto a citar Bento XVI: «Muitas vezes preocupamo-nos com as consequências sociais, culturais e políticas da fé, dando por suposto que a fé existe, o que é cada vez menos realista. Colocou-se uma confiança talvez excessiva nas estruturas e nos programas eclesiais, na distribuição de poderes e funções; mas que acontece se o sal se tornar insípido?».
É preciso, por isso, trabalhar as razões da nossa certeza. E isso, como nos diz o Papa, hoje não está garantido. Proponho, que este ano orientemos as nossas orações para a procura dessa exigência interior do povo cristão. A isso nos exorta Bento XVI: temos de procurar o «ser inteiro».
O Papa escolheu Portugal para renovar este apelo, de uma forma mais clara e mais directa. Lembrou-nos da importância histórica de Portugal na propagação da fé no mundo e de como temos hoje de renová-la e voltar a fazê-lo na Europa e em Portugal.
A Real Ordem de Santa Isabel deve estar atenta a estas palavras como instrumento de acção concreta na sociedade portuguesa. Diz o nosso compromisso que «cumpre à Ordem corresponder às grandes necessidades materiais e morais da nossa época».
Assim faremos.
S.A.R., A Duquesa de Bragança, Grã-Mestre da Real Ordem de Santa Isabel.
Fonte: Casa Real Portuguesa

quinta-feira, 8 de julho de 2010

PENSEM NISTO (I)
Atrasar a Aclamação [de D.Duarte] é atrasar Portugal.
Para os mais desinformados, a Aclamação é, de uma forma simples, a cerimónia pela qual as Cortes (Parlamento) entronizavam um novo Rei.
Fonte: Portugal Futuro

terça-feira, 6 de julho de 2010

REAL FRASE DO DIA Entrevista à Elite Negócios & Lifestyle de Maio de 2010
(Clique na imagem para ampliar)
CERTIFICAÇÃO DE OVOS-MOLES DÁ NOVA VIDA A UM SECTOR QUE VALE MILHÕES
Os ovos-moles de Aveiro são, desde o dia 1 deste mês, o primeiro produto de pastelaria certificado em Portugal. O doce tradicional passa a ser vendido com um selo de qualidade, ao qual todos os produtores locais deverão aderir. Nove fabricantes estão já certificados e outros cinco estão na calha, revelou José Francisco Silva, presidente da Associação de Produtores de Ovos-Moles de Aveiro (APOMA). A totalidade (32) dos associados desta instituição acabará voluntariamente por se candidatar, acredita o responsável. Aliás, acrescenta o empresário, só quem estiver certificado pode vender ovos-moles. Caso contrário, os produtores terão de escolher outra designação para os seus produtos. A certificação foi obtida uma década volvida desde o início do processo. “Foi uma batalha longa e complexa, mas valeu a pena”, afirmou ao Diário de Aveiro.(...)
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Ovos moles é um doce típico da cidade de Aveiro.
Trata-se de um doce regional, tradicional da pastelaria aveirense, cuja fórmula e método de produção original se deve às freiras dos vários
conventos aqui existentes até ao século XIX - dominicanas, franciscanas a carmelitas. Extintos os conventos, o fabrico dos ovos moles manteve-se, graças a senhoras educadas pelas referidas freiras. Desde o início da linha de caminho de ferro Porto-Lisboa que é tradicional a sua venda durante a paragem dos comboios na estação de Aveiro, feita por mulheres usando trajes regionais(...) - Wikipédia
UMA CAUSA NACIONAL
Por mais que tal seja silenciado pelos grandes meios de comunicação do regime, suspeito que o sistema duma chefia de Estado monárquico constitucional atrai muitas mais simpatias em Portugal do que nos querem fazer crer. Para além daquelas elites e quadros que se escondem mais ou menos envergonhados nos diversos partidos e órgãos de poder da república, basta puxar a conversa na rua ou nas escolas, percorrer os mais influentes blogues e redes sociais para obter consciência de que a Causa Monárquica tem adesão e muitos simpatizantes. E aqui refiro-me a “simpatia” com o seu significado intrínseco e distinto de “militância”: para descanso dos mais empedernidos republicanos, a questão da chefia do Estado está longe de ser prioritária para a frágil classe média portuguesa, para quem são decisivas as contas da governança corrente de que depende a subsistência material duma família portuguesa.
De resto, como eu previ há algum tempo, desconfio que o que prevalecerá nas comemorações do
Centenário da República por este País que se arrasta acabrunhado na História e no fundo de quase todas as tabelas de indicadores de bem-estar e progresso, é a brutalidade e infâmia do regime antidemocrático que sobreveio em 1910, sujo de sangue e que degenerou no regime de Salazar. O que sobrará destes festejos inusitados, é o reconhecimento e a divulgação duma outra bandeira que foi portuguesa e de liberdade.Aqui chegados, acredito constituir o próximo dia 5 de Outubro, que está já aí na curva do calendário a seguir às férias, uma oportunidade ímpar na História para uma pacífica mas categórica mobilização de muitos portugueses monárquicos ou simples simpatizantes. Julgo que esta será uma ocasião preciosa para se prescindirem de divisões, comodismos ou egoísmos e sairmos à rua para restaurarmos a Esperança no Ideal que tem que voltar a ser Portugal. Não constando ainda nenhum programa ou acção para a efeméride que se aproxima, cabe à direcção nacional da Causa Real em consonância com as Reais Associações locais, assumirem com ambição o protagonismo que o calendário e a História este ano nos oferece de mão beijada. E cabe decididamente a todos os simpatizantes desvanecerem as suas dúvidas e hesitações e prepararem-se para assumirem o protagonismo que a ocasião exige.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

"VAI CUSTAR A TODOS..."
Revista "flash" de 05-07-2010
(Clique nas imagens para ampliar)
BANDEIRA DO REINO DE PORTUGAL HASTEADA NO CASTELO DE ALMOUROL

Castelo de Almourol acordou com a verdadeira bandeira de Portugal, em memória da partida para a pátria celeste D'el-Rei Dom Manuel II, que se encontrava exilado em Inglaterra.- Real Associação do Médio Tejo, no Facebook.

domingo, 4 de julho de 2010

HOJE É DIA CONSAGRADO À RAINHA SANTA ISABEL

Fonte: adoromusicaportugues

DONA ISABEL, A RAINHA SANTA DE PORTUGAL
Isabel de Aragão (Saragoça, 1271 - Estremoz, 4 de julho de 1336), foi uma infanta aragonesa e, de 1282 até 1325, rainha consorte de Portugal. Passou à história com a fama de santa, tendo sido beatificada e, posteriormente, canonizada. Ficou popularmente conhecida como "Rainha Santa Isabel" ou, – "A Rainha Santa". D. Isabel era a filha mais velha do rei Pedro III de Aragão com Constança da Sicília. Por via materna, era descendente de Frederico II, Sacro Imperador Romano-Germânico, pois o seu avô materno era Manfredo de Hohhenstauffen, rei da Sicília, filho de Frederico II.
Teve cinco irmãos, entre os quais os reis aragoneses Afonso III e Jaime II, para além de outro monarca reinante, Frederico II da Sicília. Para além disso, sua tia materna foi Santa Isabel da Hungria, também considerada santa pela Igreja Católica. D. Dinis tinha 19 anos quando subiu ao trono e, pensando em casamento, convinha-lhe Isabel de Aragão. D. Dinis enviou, por isso, uma embaixada a Pedro de Aragão em 1280. Quando lá chegaram, estavam ainda à espera de resposta enviados dos Reis de França e de Inglaterra, cada um desejoso de casar com Isabel um dos seus filhos. Aragão preferiu entre os pretendentes aquele que já era rei.A 11 de fevereiro de 1288 com 17 anos, Isabel casou-se, por procuração com o soberano português Dom Dinis em Barcelona, tendo celebrado a boda ao passar a fronteira da Beira, em Trancoso, em 26 de junho do mesmo ano. Por esse motivo, o rei acrescentou essa vila ao dote que habitualmente era entregue às rainhas (a chamada Casa das Rainhas, conjunto de senhorios a partir dos quais as consortes dos reis portugueses colhiam as prendas destinadas à manutenção da sua pessoa.
Em 1281 D. Isabel de Aragão recebeu como dote as vilas de Abrantes, Óbidos, Alenquer, e Porto de Mós. Posteriormente deteve ainda os castelos de Vila Viçosa, Monforte, Sintra, Ourém, Feira, Gaia, Lamoso, Nóbrega, Santo Estêvão de Chaves, Monforte de Rio Livre, Portel e Montalegre, para além de rendas em numerário e das vilas de Leiria e Arruda (1300), Torres Novas (1304) e Atouguia da Baleia (1307). Eram ainda seus os reguengos de Gondomar, Rebordões, Codões, para além de uma quinta em Torres Vedras e da lezíria da Atalaia.
Do seu casamento com o Rei D. Dinis teve 2 filhos:
Constança (3 de janeiro de 1290 - 18 de Novembro de 1313), que casou em 1302 com o Rei Fernando IV de Castela.
D. Afonso IV (8 de Fevereiro de 1291 - 28 de Maio de 1357), sucessor do pai no trono de Portugal.
Rainha. Na década de 1320, o Infante Dom Afonso, Herdeiro do Trono, sentiu a sua posição ameaçada pelo favor que o Rei Dom Dinis demonstrava para com um seu filho bastardo, Afonso Sanches. O futuro Dom Afonso IV declarou abertamente a intenção de batalhar contra o seu pai, o que quase se concretizaria na chamada peleja de Alvalade. No entanto, a intervenção da Rainha conseguiu serenar os ânimos – pela paz assinada em 1325 nessa mesma povoação dos arredores de Lisboa, foi evitado um conflito armado que teria instabilizado o reino. Dom Dinis morreu em 1325 e, pouco depois da sua morte, Isabel recolheu-se no então Convento de Santa Clara-a-Velha em Coimbra, vestindo o hábito da Ordem das Clarissas mas não fazendo votos (o que lhe permitia manter a sua fortuna usada para a caridade). Só voltaria a sair dele uma vez, pouco antes da morte, em 1336. Nessa altura, Afonso declarou guerra ao seu sobrinho, o rei D. Afonso XI de Castela, filho da Infanta Constança de Portugal e portanto neto materno de Isabel, pelos maus tratos que este infligia à sua esposa D. Maria, filha do Rei português. Não obstante a sua idade avançada e a sua doença, a Rainha Santa Isabel dirigiu-se a Estremoz, cavalgando na sua mula por dias e dias, onde mais uma vez se colocou entre dois exércitos e evitou a guerra. No entanto, a paz chegaria somente 4 anos mais tarde, com a intervenção da própria Maria de Portugal, por um tratado assinado em Sevilha em 1339.
Morte. Isabel faleceu, tocada pela peste, em Estremoz, a 4 de julho de 1336, tendo deixado expresso em seu testamento o desejo de ser sepultada no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, onde em 1995 foi iniciada uma escavação arqueológica, após ter estado por 400 anos parcialmente submerso pelo rio Mondego.
Segundo uma história hagiográfica(*), sendo a viagem demorada, havia o receio de o cadáver entrar em decomposição acelerada pelo calor que se fazia, e conta-se que a meio da viagem debaixo de um calor abrasador o ataúde começou a abrir fendas, pelas quais elas escorria um líquido, que todos supuseram provir da decomposição cadavérica. Qual não foi, porém a surpresa quando notaram que em vez do mau cheiro esperado, saía um aroma suavíssimo do ataúde. O seu esposo Dom Dinis repousa no Mosteiro de São Dinis em Odivelas. Isabel foi uma Rainha muito piedosa, passando grande parte do seu tempo em oração e ajuda aos pobres. Por isso mesmo, ainda em vida começou a gozar da reputação de Santa, tendo esta fama aumentado após a sua morte. Foi beatificada pelo Papa Leão X em 1516, vindo a ser canonizada, por especial pedido da dinastia Filipina, que colocou grande empenho na sua santificação, pelo Papa Urbano VIII em 1625.
É reverenciada a 4 de Julho, data do seu falecimento. Com a invasão progressiva do convento de Santa Clara-a-Velha de Coimbra pelas águas do rio Mondego, houve necessidade de construir o novo convento de Santa-Clara-a-Nova no século XVII, para onde se procedeu à transladação do corpo da Rainha Santa. O seu corpo encontra-se incorrupto no túmulo de prata e cristal, mandado fazer depois da transladação para Santa Clara-a-Nova. No século XVII, a rainha D. Luísa de Gusmão, regente em nome de seu filho D. Afonso VI, transformou em capela o quarto em que a Rainha Santa Isabel havia falecido no castelo de Estremoz. Actualmente, inúmeras escolas e igrejas ostentam o seu nome em sua homenagem. É Padroeira da cidade de Coimbra, cujo feriado municipal coincide com o dia da sua memória (4 de Julho).
Fonte: Reinos encantados