quarta-feira, 14 de abril de 2010

125 MINUTOS COM UM REI!
O Casino Figueira abre a sua programação de Abril com o Senhor Duque de Bragança. S.A.R., Dom Duarte é o convidado de Fátima Campos Ferreira, em "125 minutos com…". O Senhor Duque de Bragança é cidadão honorário da Figueira da Foz, distinção atribuída pelo antigo Presidente da Câmara, Dr. Pedro Santana Lopes. - Jornal "O Figueirense". -
"125 minutos com S.A.R., Dom Duarte de Bragança" - Dia 15 de Abril, quinta-feira às 22h00, no Salão Caffé do Casino Figueira. Entrada livre.
Divulgue! Compareça!
JANTAR DE ABRIL DA REAL ASSOCIAÇÃO DA BEIRA LITORAL
É já na próxima sexta-feira, dia 16 de Abril pelas 20 horas o próximo Jantar Mensal da nossa Associação. Conforme tínhamos já noticiado, será o lançamento do Núcleo da Bairrada desta Real Associação.
O Jantar vai afinal realizar-se no RESTAURANTE MUGASA em Fogueira-Sangalhos (Anadia), onde será servido Leitão à Bairrada com um custo por pessoa de 17,50 €.
Contamos com a presença dos nossos associados e dos monárquicos em geral, que queiram incentivar o núcleo que agora nasce. Contactos para o telefone 256 572 337.

terça-feira, 13 de abril de 2010

OS PORTUGUESES SABEM POUCO SOBRE DONA AMÉLIA
Depois de escrever sobre Filipa de Lencastre e Catarina de Bragança, a jornalista e escritora, mas também detective, psicólogo e historiador, Isabel Stilwell regressa a uma das personagens mais marcantes da História de Portugal. Editado pela Esfera dos Livros, D. Amélia apresenta uma Rainha de certo modo incompreendida ainda hoje pelos portugueses. Talvez agora não seja. Isabel Stilwell confessa que também ela não conhecia D. Amélia, mas isso não significava que a personagem não era interessante, ainda mais porque este ano é comemorado o centenário da República, com a Rainha a ser obrigada a abandonar o país. A escritora defende que a sua obra tem muito de biografia e pouco de ficção, o que valoriza ainda mais aos interessados pelo assunto, mas também aos que gostam de um bom livro de história, pois Stilwell acredita que D. Amélia pode ser lido de um fôlego, mesmo com quase 600 páginas, tudo porque nas suas páginas há vida. Mas também morte, como aconteceu com o filho mais velho, o Príncipe herdeiro D. Luís Filipe, o facto mais trágico da vida da última rainha de Portugal.
Porque decidiu escrever um livro sobre D. Amélia?
Depois de Filipa de Lencastre e Catarina de Bragança escrever romances históricos tornou-se um vício. É ser jornalista, detective, psicólogo, historiador. Mas é preciso que o personagem motive, me dê vontade de o descobrir, e a última Rainha de Portugal tinha todos os ingredientes para suscitar a minha curiosidade. A que acrescia o facto de estarmos em 2010, o ano em que foi obrigada ao exílio pela implantação da República em Portugal.
Quando conheceu D. Amélia?
Comecei a conhecê-la na Normandia, quando visitei os lugares que marcaram a sua infância. Tende-se a esquecer a infância e a adolescência das grandes personalidades e, no entanto, sabemos bem como são esses os anos que marcam e nos definem. Quando D. Amélia chega a Lisboa, quero acreditar que já vejo o país pelos seus olhos...
Acredita que D. Amélia é uma Rainha ignorada pelos portugueses?
Julgo que o conhecimento que temos dela, que eu tinha dela, estava muito limitado ao Regicídio. Há outros livros escritos sobre ela, e livros com qualidade, mas apesar disso sim, acho que os portugueses sabem pouco sobre ela.
E injustiçada?
No seu tempo foi muito injustiçada e difamada. No tempo de António Oliveira Salazar faz-se alguma justiça, nomeadamente através de grandes entrevistas publicadas nos jornais. Quando, em Maio de 1945, regressa a Portugal para rezar junto do marido e dos filhos enterrados no Panteão de S. Vicente, é saudada por enormes manifestações de entusiasmo. Infelizmente gostamos muito mais de justiças póstumas ou fora do tempo...
Como foi o processo de pesquisa? Quanto tempo demorou e quais foram as suas principais fontes? Recomendaria algum livro em particular?
A pesquisa é sempre fascinante e no caso de D. Amélia há muitas fontes, e fontes fidedignas, para além das cartas e dos locais, que nalguns casos permanecem quase intocados como acontece no Palácio da Pena ou no Paço de Vila Viçosa. Contei também com a ajuda preciosa da historiadora Ana Cristina Pereira, que, com a sua perícia e entusiasmo, me ajudou a encontrar a informação que procurava (e noutros casos a surpreender-me com histórias fantásticas e relevantes). Durante um ano e meio vivi rodeada dos personagens que fazem a nossa História do princípio do século.
Considera o livro uma biografia? Até que ponto é uma ficção histórica?
Porque estamos muito próximos no tempo, e porque há muita informação fidedigna, diria que o livro tem muito de biografia e pouco de ficção. Mas é claro que, quando ressuscitamos um personagem, quando queremos que a sua história faça sentido para o leitor, quando queremos que o leitor comece e acabe o livro de um fôlego (sim, mesmo tendo quase 600 páginas), temos que a insuflar de vida.
Ficou surpresa com algum factor da vida de D. Amélia que não conhecia?
Não conhecia quase tudo! Que tinha nascido no exílio, que era a mais velha de muitos irmãos, que tinha complexos por ser tão alta, que era tão bonita, tão bem disposta e rebelde, enquanto que simultaneamente tinha um sentido do dever imenso. Não sabia como tinha sido a sua relação com os seus dois filhos, como era uma mãe próxima e meiga, como eles a adoravam, como sofreu com as infidelidades do marido e se sentiu desiludida com a incompreensão que os políticos e jornalistas tinham do seu esforço por mudar a vida dos mais pobres...
Quem são as principais pessoas que influenciaram a vida da Rainha?
O seu pai, que foi sempre um modelo para ela e que a educou para ser Rainha. A sua mãe, nem que fosse por oposição. O seu avô Montpensier, com o seu espírito aventureiro e a paixão comum pelos campos da Andaluzia (vivia em Sevilha), o seu tio avô Aumale, que lutou sempre por conseguir a restauração da Monarquia em França e que protegeu sempre o clã familiar. Em Portugal, o conde de Sabugosa, as suas damas mais próximas, a Duquesa de Palmela, a Condessa de Figueiró. E, claro, o Rei D. Carlos.
Acredita que a frase Quero bem a todos os portugueses, mesmo àqueles que me fizeram mal foi proferida com sinceridade?
Acho que sim, sendo que foi proferida muitos anos depois de ter deixado Portugal, mas resulta obviamente de uma convicção religiosa forte. São afinal, mais coisa menos coisa, as palavras de Jesus Cristo na cruz.
D. Amélia era uma pessoa ligada ao Mundo das Artes. O que isso influenciou a sua vida?
Pintava aguarelas e tinha muito talento. Essa paixão pela arte foi um dos pontos que a uniu sempre ao Rei, que desenhava e pintava mesmo muito bem. Julgo que foi sempre um escape e um momento de prazer. Desenhou os monumentos portugueses quase todos, numa tentativa de preservação do património, e publicou um livro com desenhos seus do Palácio da Vila de Sintra e um outro de desenhos seus cujos proventos revertiam para as suas obras de assistência.
Na sua vida foi uma Rainha compreendida pelos portugueses?
Julgo que não, embora quem trabalhava directamente com ela nas obras de assistência a tenha sempre admirado muito, e claro aqueles que usufruíam desses serviços. Conheceu uma grande popularidade no início, ainda enquanto Duquesa de Bragança e nos primeiros anos como Rainha, mas depois julgo que a Imprensa boicotou a sua imagem.
Qual foi a sua real posição aquando da Proclamação da República?
Considerou que era uma tomada de poder por um grupo de pessoas que não respeitavam as regras da democracia, uma vez que havia eleições livres e inclusivamente um partido Republicano nas cortes. Estava certa de que o verdadeiro povo português desejava a Monarquia e que não tinha sido ouvido nesta transição de regime. E de facto não foi.
E porque não aceitou o convite de Salazar para regressar ao país aquando da II Guerra Mundial?
Não aceitou o convite, mas ficou muito lisonjeada por ele. Não podia aceitar porque era uma mulher muito corajosa que, como ela dizia, não podia abandonar França no seu infortúnio, quando França ainda por cima não a abandonara no dela, tendo aceite que vivesse em Paris.
Qual acredita que foi o seu principal legado?
Diria que para além das obras que ajudou a criar, numa caridade consistente e organizada e não avulsa (como por exemplo o Instituto de Socorros a Náufragos, a luta anti tuberculose, os dispensários, etc.), fica o exemplo de uma mulher que foi capaz de superar os obstáculos e as tragédias, sem perder a esperança. E o sentido de dever, capaz de a fazer continuar mesmo quando é fácil de entender que só tinha vontade de desistir.
Sem dúvida que a sua vida é caracterizada pela tragédia. Qual o facto trágico que considera mais marcante na sua vida? Porque?
A morte do seu filho mais velho, o Príncipe Herdeiro D. Luís Filipe. Nenhuma dor que sentiu antes ou depois foi superior a esta.
PÃO PORTUGUÊS DÁ ORIGEM A SÉRIE DE SELOS
Um milhão de selos já está em circulação, divulgando por todo o Mundo o tradicional pão português, temática da última série editada pelos CTT.
Broa, carcaça, pão de Mafra, padas, broa de Avintes e pão alentejano são as variedades que ilustram a emissão de quatro selos, com as taxas de 32, 47, 68 e 80 cêntimos e o bloco de 0,80 e um euro. A nova emissão inclui ainda sobrescritos e a marca de primeiro dia de emissão e tem desenho gráfico do ateliê Acácio Santos-Elizabete Fonseca.
Está ainda prevista a emissão de livro sobre o Pão Tradicional Português.
Correio da Manhã de 11-04-2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010

SERÁ QUE O MERECEMOS?
Há quem venha ter comigo para dizer que ainda não se habituou a este Papa; que o Papa da sua vida era João Paulo II e que deste, não gosta.
Quando tento perceber porquê, os argumentos são dos mais variados: porque este é alemão, porque o outro era mais simpático... Tinha olhos azuis e este não é tão bonito. Enfim, invocam-se, gostos pessoais e simpatias, como se isso bastasse para avaliar um pontificado.
Muitos católicos permanecem entrincheirados no seu sentimentalismo e nem sequer fazem um esforço para conhecer o actual Papa, para se interessar pelo que ele diz ou escreve.
Em última análise, trata-se de uma fuga à realidade que não serve para nada, nem ajuda a viver os desafios do tempo presente.
Há já cinco anos que Bento XVI é Papa e está prestes agora a dedicar quatro dias do seu pontificado a Portugal. Será que o merecemos?
Aura Miguel, RR on-line em 09-04-2010 10:00 - Povo
BRAGA: CAPITAL EUROPEIA DE JUVENTUDE EM 2012
A cidade de Braga foi eleita esta sexta-feira, Capital Europeia de Juventude em 2012.
A nomeação foi deliberada na quinta-feira em Bruxelas, pelo júri do Fórum Europeu da Juventude, e só será anunciada oficialmente dia 24, numa cerimónia em que estarão presentes o presidente da Câmara de Braga, Mesquita Machado, bem como o vereador do pelouro da Juventude, Hugo Pires. Até à data do evento, a Câmara não poderá divulgar a eleição.
A par de Braga, também as cidades gregas, Iráclion, capital da ilha de Creta, e Byron, situada próxima de Atenas, estavam nomeadas.
Mesquita Machado já demonstrou o seu contentamento, sem adiantar mais pormenores.
O projecto da CEJ 2012 está orçamentado em 1,2 milhões de euros e dá prioridade às iniciativas de emprego dos jovens e de empreendedorismo, segundo a agência Lusa.
Fonte: Correio da Manhã de 09-04-2010

domingo, 11 de abril de 2010

MAIS UMA BANDEIRA DE PORTUGAL EM ABRANTES
Futuramente, a curto prazo, é aqui que vai funcionar a Sede da Real Associação de Abrantes que foi ontem visitada após o almoço em Constância, do Núcleo Monárquico de Abrantes da Real Associação do Ribatejo na Quinta de Santa Bárbara, em Constância.

CARTA DE S.A.R., DOM DUARTE, LIDA NO FINAL DO ALMOÇO

HOSPITAL DE DONA ESTEFÂNEA Frontispício original do Hospital
A história do Hospital de Dona Estefânia pode, como qualquer outra, ser contada sob vários aspectos: evidenciando a história da Pediatria em Portugal, a de pediatras ilustres ou a história do edifício, a qual tem sido pouco divulgada. As fontes são escassas, dispersas ou escondem-se na poeira dos tempos e dos arquivos, de tal modo camufladas que, ao prazer e interesse do desafio se sobrepõe o árduo da tarefa. Como pediatras, na era da tecnologia e à beira do século XXI preferimos, orgulhosamente, prestar homenagem ao rigor técnico que presidiu à construção deste hospital, fundado há 136 anos. Dom Pedro V “O Esperançoso”, foi talvez dos reis mais amados.
Especialmente educado para reinar, homem culto e inteligente, por quem Alexandre Herculano chorou, Dom Pedro casou com uma princesa também culta, delicada e sensível, pertencente à casa de Hohenzollern, vinda de Sigmaringen, ducado da Germânia. Lisboa tinha nesta época, cerca de 200.000 habitantes. Era um período de epidemias de cólera e febre amarela e, o casal real, visitava frequentemente os doentes hospitalizados. Numa dessas visitas ao Hospital de S. José, impressionada com a promiscuidade com que na mesma enfermaria eram tratadas crianças e adultos, a Rainha ofereceu o seu dote de casamento para que aí fosse criada uma enfermaria para aquelas, e manifestou o desejo de construir um hospital para crianças pobres e enfermas.

A morte prematura da Rainha em 1859, não permitiu ver realizado este sonho mas, em sua memória, Dom Pedro V fundou o Hospital da Bemposta em 1860 e iniciou a sua construção. Também o malogrado rei não viria a conhecer o resultado do seu empenhamento. Falecido em 1861, o seu irmão o Rei Dom Luíz deu continuidade à obra e inaugurou o Hospital da Bemposta em 1877, a 17 de Julho, dia da morte da Rainha. Cinco anos antes cedeu o Hospital ao Estado, “com todos os direitos de propriedade e todas as suas pertenças“ – Diário do Governo de 23 de Junho de 1872. O povo encarregar-se-ia de prestar a própria homenagem à Rainha que tanto amara, denominando-o definitivamente Hospital de Dona Estefânia. A sua construção foi primorosamente planeada. Como se disse, Dom Pedro V era um rei moderno, viajado e muito culto.
Relacionado com as mais ilustres casas reais da Europa com as quais aliás, tinha laços familiares e com quem se corresponde assiduamente, o Rei solicitou pareceres sobre projectos e plantas hospitalares, elaboradas por técnicos competentes e autorizados sobre o assunto e remetidas dos mais variados locais, nomeadamente Londres, Berlim e Paris.
Em Lisboa, nomeou uma Comissão a que presidia, constituída por Bernardino António Gomes, médico da Real Câmara, lente da Escola Médico-Cirúrgica e presidente da Sociedade de Ciências Médicas, pelos médicos Barral, Kessler, Simas e, ainda, pelo Conde da Ponte, par do reino e vedor da casa real portuguesa e pelo General Filipe Folque, cientista e Director-geral dos Trabalhos Geodésicos. O projecto escolhido foi o desenhado por Humbert, arquitecto da casa real inglesa o que muito agradou a seu tio, o Príncipe Alberto.

Planta – Arquitecto Humbert

O edifício original estava dividido em quatro corpos principais, formando cruz e era constituído por dois pisos de enfermarias”… num total de quatro enfermarias, cada uma destinada a 32 camas. Cada enfermaria tinha cerca de 45m de comprimento, 12m de largura e 6m de altura. Estas dimensões proporcionavam a cada doente 60.3 m de espaço cúbico. Havia 20 janelas por enfermaria, 18 nas paredes laterais e 2 num dos topos, cabendo duas camas a cada janela. A ventilação, medida higiénica tão importante no século XIX, era complementada com a existência de aberturas colocadas na parte inferior e superior das paredes e pela aspiração de duas chaminés em cada enfermaria.

Aspecto de uma das enfermarias

As paredes eram em cimento polido e de côr clara e o pavimento em carvalho bem unido, de modo a poder ser envernizado ou polido, tornando-se impermeável e de fácil limpeza. Havia casas de banho com banheiras de mármore,água canalizada e luz a gás de resíduos de petróleo. A preocupação do rigor e da higiene levou a que o primeiro piso fosse construído na sua totalidade sobre abóbadas, a fim de minimizar a humidade e a possibilidade de infecção a partir do solo.

As abóbadas sobre as quais o Hospital assenta
No centro da construção havia um espaçoso claustro, rodeado de 29 arcos de cantaria, no qual foi colocada uma bonita fonte, que ainda hoje se pode ver nos jardins do hospital. Na parte interna do piso superior, ladeando todo o claustro, corria uma galeria destinada ao passeio dos convalescentes. Por estas e outras razões, Florence Nightingale, à época considerada uma autoridade em construção hospitalar, escreveu: ” If children´s hospitals are to be built at all, this is the kind of plan that should be adopted“ (in “Notes on Hospitals”). Ainda, segundo a mesma autora, as enfermarias do Hospital da Bemposta serão das mais magníficas da Europa. Bernardino António Gomes explica que: ”esta magnificência não é a do luxo e sumptuosidade mas sim a magnificência da higiene” e considera que: “o hospital da Bemposta tem a elegância, não do fausto, mas a da singeleza e harmonia das formas“. O custo da obra foi avaliado, à época, para cima de 250.000$000 réis, 20.000$000 dos quais foram doados pelo pai da rainha, o príncipe de Hohenzollern.
Claustro com a fonte ao centro e capela no topo norte
O local escolhido era propriedade da Casa Real – a parte norte da quinta do paço real da Bemposta chamada da “Quinta Velha”, “encosta arejada nos arredores da cidade”, com vegetação abundante, pertencente ao parque real, e espaço suficiente para construções de apoio e jardins. Em mais de 300 anos da história da saúde em Portugal e até à data da inauguração, o Hospital da Bemposta foi a primeira construção hospitalar construída em Lisboa, planeada especificamente para esse efeito. E assim nasceu o Hospital de Dona Estefânia.
Fonte: Hospital de Dona Estefânia
Publicado por peregrino3 - PDR - PROJECTO DEMOCRACIA REAL -

sábado, 10 de abril de 2010

S.A.R., DOM DUARTE DE BRAGANÇA CONTRIBUIU COM UM TESTEMUNHO PARA O LIVRO "40 ANOS 40 OLHARES"
Para assinalar os 40 anos do Turismo do Algarve, 40 figuras públicas, nacionais e internacionais, contribuíram com um testemunho sobre a região para o livro "40 anos, 40 olhares". A livraria Bertrand do Chiado, em Lisboa, contou com a presença de algumas figuras públicas que deram o seu testemunho para o livro "40 anos 40 olhares". A apresentação do livro efectuada no dia 23 de Março último, por Nuno Aires, do Turismo do Algarve e Eduardo Boavida, da Bertrand Editora, contou com a presença de S.A.R., O Senhor Dom Duarte de Bragança e outras individualidades.
Fonte: Destak

sexta-feira, 9 de abril de 2010

FIGUEIRA DA FOZ: 125 MINUTOS COM S.A.R., DOM DUARTE PIO DE BRAGANÇA
Depois do interregno da Páscoa, a programação do Casino Figueira regressa ao ritmo habitual, com novidades quase diárias. Assim, a 15 de Abril, Fátima Campos Ferreira passa “125 Minutos Com…” o Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte Pio de Bragança. É às 22h00, no Salão Caffé e, como sempre, com entrada livre. (...)
- 09-04-2010



FIGUEIRA DA FOZ: INICIATIVAS CULTURAIS, SOCIAIS, MUSICAIS E DESPORTIVAS Mais notícias: S.A.R., DOM DUARTE DE BRAGANÇA NA TERTÚLIA DE ABRI... - S.A.R., DOM DUARTE DE BRAGANÇA PARTICIPA NUMA INIC...
PORTUGAL É UMA NAÇÃO. NÃO É UMA ASSOCIAÇÃO ANÓNIMA DO MERCADO GLOBAL
Portugal está afundado numa crise de valores.
Não encontra rumo político, porque não participam na política homens de cultura e de valor.
Não há homens e mulheres cultos na política, não há idealistas, não há historiadores, não há pensadores…apenas economistas, oportunistas e juristas.
Economistas sem imaginação, qualidade e experiência, que tentam apenas vender espaços para instalação de multinacionais, que não entendem a sociedade, nem conhecem os portugueses.
Oportunistas, que fazem carreiras políticas vertiginosas, são logo grandes gestores, enriquecem pelo uso e abuso dos privilégios, que o sistema lhes oferece.
Juristas, que se afirmam e são muito bem sucedidos, numa ânsia legislativa que suporta as incongruências e domestica a sociedade.
A política é assim apenas a gestão corrente, de uma sociedade que é encarada cada vez mais como uma Sociedade Anónima, de um mercado global.
Uma SA, dirigida por incompetentes e servidores, cuja formação foi consolidada através da premissa, de que estar na política é o aproveitamento das oportunidades.
Não há projecto nacional, nem pode haver com esta gente e com este sistema político.
A Alemanha, continua a ser Alemanha, a França, a Grã-Bretanha, a Suécia, também. Castela mantém a sua hegemonia em Espanha, reforçam-se as autonomias da Catalunha, do País Basco, da Galiza, da Andaluzia… mas em Portugal prevalece a propaganda da mentalidade, de que não fazem sentido as independências, nesta submissão à doutrina da globalização.
Enquanto todos os países estão numa União Europeia numa perspectiva de benefício, mas afirmam-se nos seus projectos, Portugal continua a olhar a União Europeia como a sua única hipótese, numa atitude de perda progressiva dos benefícios e de cedência de soberania.
Ignorantes estes políticos porque não conhecem a história, pacóvios porque não conhecem o mundo, apátridas porque não têm o respeito, nem sentimentos, como valores enraizados.
Sem visão política, porque apenas os preocupa a sua própria satisfação, a preservação do sistema e a sua visão é apenas de dar respostas imediatas. A solução redutora e dramática de gestão corrente.
Cedemos a todos os interesses e por isso estamos completamente dependentes.
Os objectivos políticos nacionais, passam por sermos o porto atlântico que serve o interesse histórico dos castelhanos, que sempre lhes negamos, por esse facto preservamos a nossa oportunidade e a nossa glória. Passam pelo sacrifício das gerações futuras cedendo a esta incrível falta de visão de Estado, de que é na Europa, que exclusivamente deveremos fixar os nossos objectivos políticos e económicos.
Gastamos mais do que produzimos, para manter uma ilusão e os privilégios de alguns, há custa de um endividamento externo, que já condiciona toda a nossa autonomia de decisão.
Teimamos em acreditar que estar na política é apenas gerir e preservamos um sistema, que promove os maus gestores e neutraliza a qualidade.
Portugal é assim desprezado nas suas potencialidades. Basta olhar para o desenvolvimento actual dos países que criamos, que emergem como grandes potências e então perceber, o que toda esta mediocridade promovida por este sistema, nos está a liquidar.
Portugal não é apenas Europa, nunca o foi e nunca o será.
Portugal é um país Atlântico, as nossas fronteiras num mundo global, não são apenas com Espanha, mas com toda a América e todo o Mundo, como o demonstramos há 500 anos, quando éramos um povo aventureiro e com desígnios.
Se isto foi a verdade que nos glorificou e nos preservou, cada vez esta verdade é mais verdadeira, num mundo cada vez mais aproximado, pela tecnologia.
A mais grave mentira política, que corroeu a nossa vontade colectiva, foi a mensagem de que os países independentes, já não fazem sentido na era da moderna comunicação.
Começou tudo e ainda se mantém, com o sonho de Estado Federado Europeu, projecto que entra em falência porque os povos não acreditam nele e porque as identidades das sociedades, ainda preservam em muitos países europeus a sua influência.
Em Portugal insistem estes políticos mal preparados e incultos, nesta mensagem que se reveste de uma intolerável propaganda diária, nesta mentira que apenas procura o declínio de uma sociedade, constituída por um nobre povo.
Povo em silêncio e aparentemente submisso e resignado, mas triste porque está a ser ofendido e desrespeitado.
Povo cujos filhos emigram e se continuam a afirmar-se com êxito no mundo.
Gente que no seu território vê as suas qualidades amordaçadas e o seu nobre carácter aventureiro, trabalhador, criativo e heróico, ser abafado e desprezado.
Povo que não merece esta traição à sua identidade, que não merece estar nesta prisão, neste bloqueio à sua qualidade.
Povo que saberá responder, quando se falar verdade e ouvir a mensagem de um projecto motivador.