sábado, 20 de março de 2010

FESTIVAL TAURINO DA RÁDIO CAMPANÁRIO COM A PRESENÇA DE S.A.R., DOM DUARTE DE BRAGANÇA (Clique na imagem para ampliar)
A Rádio Campanário - Voz de Vila Viçosa tem a honra de anunciar que a Casa Real Portuguesa, representada por S.A.R., Dom Duarte Pio de Bragança esteve em Vila Viçosa, hoje, dia 20 de Março, para presentear o Festival Taurino, da Rádio Campanário - Voz de Vila Viçosa.
O 24º Duque de Bragança, Herdeiro do Trono de Portugal marcou assim a presença neste nobre espectáculo tão português, de cultura e arte taurina, que se realizou nesta vila alentejana.
Recordo que em 1461 Vila Viçosa passou a fazer parte do Ducado de Bragança e em 1502 com o inicio da construção do Paço Ducal, Vila Viçosa tornou a sede do Ducado de Bragança. Ainda hoje, o Panteão dos Duques de Bragança, na "vila museu", abriga os restos mortais de diversos membros desta família.
Joaquim Bastinhas, Luís Rouxinol, Ana Batista, Manuel Telles Bastos e Marcos Tenório, foram os nomes já anunciados. José Luís Cochicho, completou este cartel de luxo. José Luís Cochicho, regressou assim às arenas e à praça da sua terra natal, depois de alguns anos sem ali tourear. A última actuação do cavaleiro calipolense remonta ao ano de 2006, na Terrugem.
Este festival contou com o fado, nas vozes de Manuel da Câmara, Rodrigo Pereira e Carlos Pegado e abrilhantado pela Banda da Escola de Musica do Centro Cultural de Alandroal.
MONÁRQUICOS DE SINTRA QUEREM REVISÃO CONSTITUCIONAL Jornal de Sintra de 19-03-2010
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sexta-feira, 19 de março de 2010

S.A.R., DOM DUARTE: "TENHO MAIS TEMPO, MAIS CALMA E MAIS SERENIDADE PARA LIDAR COM OS MEUS FILHOS"
"Tenho mais tempo, mais calma e mais serenidade para lidar com os meus filhos." As palavras são de Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, que, aos 50 anos, foi pai do primeiro dos seus três filhos, Afonso, hoje com 14 anos. Pouco mais de um ano depois nasceu Maria Francisca, hoje com 13 anos, e há dez anos a família ficou completa com Dinis. Completa ainda não, porque Dom Duarte não descarta hoje, aos 64 anos, a hipótese de ter ainda mais filhos.
A desvantagem, para já, é apenas uma: "Não consigo acompanhar os meus filhos em todas as actividades físicas", diz a rir-se. "Mas mesmo assim ainda consigo participar nas suas actividades de canoagem e de ciclismo." "Mas já vou tendo alguma dificuldade." O importante, na opinião do Herdeiro da Coroa Portuguesa, "são os valores que passamos, independentemente da idade, o exemplo que é dado. Muitas vezes, os filhos não ligam ao que nós dizemos mas é importante que, pelo menos, liguem ao que nós fazemos".
A razão dada para ser pai "tardio" é apenas uma: "Não tinha encontrado ainda a pessoa certa para ser mãe dos meus filhos", explica ao DN. "E a diferença de idades que temos não se nota em termos de valores comuns que queremos transmitir aos nossos filhos." Embora reconheça que o facto de a mulher, Dona Isabel de Bragança, ter sido educada no Brasil resulta em algumas diferenças de postura. "A minha mulher tem uma noção de educação mais aberta, mas o que interessa é que os princípios básicos são os mesmos, porque o que interessa é que nos entendemos nos aspectos fundamentais." O Duque de Bragança assume ainda que a análise socioeconómica demonstra que as pessoas têm filhos cada vez mais tarde, essencialmente devido a "uma mentalidade política dominante que não dá apoio às famílias".
E remata: "Claro que gostaríamos de ter mais filhos, essa hipótese ainda está em cima da mesa." Mas considera que a "sintonia religiosa" entre o casal ajuda para que a educação que ambos dão esteja no mesmo sentido, "o dos valores católicos e cristãos".

19 DE MARÇO - DIA DO PAI E DE SÃO JOSÉ

"SER PAI É DAR O MELHOR"(Clique na imagem para ampliar)

quinta-feira, 18 de março de 2010

PORTUGAL - PERSPECTIVAS DE FUTURO

Nenhum regime é eterno, e este, a república em que vivemos, está ferida de morte, a definhar. Cairá, indubitavelmente, num futuro próximo.
Sucede que tanto monárquicos como republicanos estão a analisar a possibilidade de restauração de uma das alternativas para um novo regime em Portugal (a melhor a meu ver, sem dúvida) de forma simultaneamente errónea e irrealista.
É extremamente duvidoso, para não dizer tremendamente improvável, que a velha república dê lugar a uma Monarquia Constitucional Hereditária – não ponho outras variantes em causa -, pela simples razão de que isso seria permanecer em democracia nacional, o que se apresenta como uma hipótese pouco provável.
Antes de mais, é conveniente lembrar que não somos senhores do nosso destino enquanto povo e como nação. Delegámos esse poder a Bruxelas.
A União Europeia não tem mais que dois caminhos de futuro. O Federalismo, a balcanização da Europa, ou a inevitável queda (que se dará de qualquer forma, com ou sem federação, mas nesse caso apenas a médio/longo prazo). Se triunfar a primeira seremos um “Estado”, ou uma (ainda) mais humilhante “região/comunidade autónoma da uma grande república federal europeia, com uma capital, um hino e uma língua comum. O sonho e objectivo último de Monnet e Coudenhove-Kalergi tornado realidade. Uma Europa artificial, mas factualmente unificada.
Neste caso teríamos não uma república portuguesa, mas um super-estado republicano. Noutro cenário, a UE, não conseguindo expandir-se nem tampouco atingir o seu propósito, uns forçados “Estados Unidos Europeus” cairia, mais um fracasso na longa história da integração europeia, que conta com capítulos como o de Napoleão e Hitler (cujas ignóbeis tentativas foram frustradas pelo povo europeu e pelas suas tradições étnicas, culturais e, em última instância, nacionais).
Neste caso, face à explícita incapacidade dos sucessivos governos democráticos de combater a lacerante dívida externa, assim como o défice que apenas excepcionalmente (através de medidas como o encerramento de serviços públicos, como hospitais e maternidades) é contido, e, em derradeira análise à total incapacidade de proporcionar a Portugal um crescimento económico saudável, o povo acabará por revoltar-se e seguir um líder, um santo político, um salvador pátrio que prometa não apenas progresso mas também vingança contra as faces do anterior regime, e do seu, ainda que premeditado, consequente falhanço.
Evoluiria assim Portugal para uma ditadura, inicialmente apoiada por uma população que, mais tarde, e como sempre tem acontecido, a repudiará.
Talvez depois do restabelecimento democrático possa, finalmente, ver a nação a sua Monarquia restaurada. Porém, que amanhã podem os portugueses esperar a curto/médio prazo? Uma Europa balcanizada ou uma pátria agrilhoada?
S.A.R., DONA ISABEL DE BRAGANÇA SEMPRE DEDICADA A CAUSAS SOLIDÁRIAS Revista "Caras" de 20 -03-2010
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quarta-feira, 17 de março de 2010

S.A.R., DOM DUARTE DE BRAGANÇA NO PROGRAMA "PERGUNTAS PROIBIDAS"
Esta quinta-feira (18.03.2010) no Perguntas Proibidas, Dom Duarte de Bragança apresenta uma panorâmica de grandes questões nacionais em entrevista a Mendo Castro Henriques.
O contraste entre o voluntariado activo e eficaz em Portugal e o crescente abstencionismo eleitoral;
A necessidade de um Parlamento assente no voto uninominal;
A comparação entre os regimes democráticos europeus onde existem monarquias;
Os projectos de energias sustentáveis de que o país carece;
Os desperdícios com o centenário da República;
A sugestão de um Instituto da Paisagem e ordenamento em Portugal;
A importância das ferrovias nacionais e da ligação a Espanha em bitola europeia;
O acompanhamento do papa Bento XVI no processo de paz no Médio Oriente, e iniciativas patrocinadas no mundo lusófono que se estende para além dos países da CPLP.
Eis alguns dos temas que passaram por esta entrevista.

Emissão a 18 de Março 2010, às 18h05.
ENTREVISTA DE S.A.R., DOM DUARTE AO SEMANÁRIO GRANDE PORTO

É o Herdeiro ao Trono de Portugal, e acha que um Rei é quem melhor defende a República. Não vota nas presidenciais, mas a conselho de Ronald Reagan já pensou candidatar-se à Presidência da República. Em entrevista ao GRANDE PORTO, Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, recorda os tempos em que viveu em Coimbrões, Gaia, e os seus estudos no Liceu Alexandre Herculano, no Porto.
Este ano comemora-se o centenário da república. Como é que encara esta efeméride? Acho bem que se comemore, acho bem que se homenageiem as pessoas que estavam dispostas a dar a vida pelos seus ideais, mas não acho bem que se gastem dez milhões de euros para celebrar uma data em que, no fundo, correu tudo mal. A I Republica foi desastrosa, como toda a gente sabe. De tal forma que, quando os militares derrubaram a I República, o país todo aplaudiu. A II República, tecnicamente, terá sido melhor, mas não havia democracia. Depois houve a terceira revolução militar, o 25 de Abril e finalmente chegámos a uma situação igual à que estávamos antes de 1910. A nossa constituição é semelhante, o nosso chefe de Estado actual tem mais ou menos os mesmos poderes que tinha o Rei. Perdemos 100 anos. Se reparar, os militares do 25 de Abril não quiseram nenhuma identificação com a I República, e convidaram o PPM para fazer parte do Governo. Queriam mostrar claramente que era uma Republica nova, com novos ideais, e que não tinha nada a ver com, como eles diziam, os caixeiros bigodudos da altura da I República.
Têm-se levantado várias vozes a dizerem que o busto da República deveria ser alterado e que até a letra do Hino Nacional é ultrapassada e sem sentido. Acha que os símbolos nacionais são alterados ou que podem ser alterados? - Aquele busto da República com os peitos à mostra passa uma imagem um bocado estranha. Parece passar a mensagem de que os republicanos querem todos mamar… Não faz muito sentido. Acho que o busto deveria ser mais recatado. Aliás, acho a existência do busto da República um absurdo. Se a Republica é o bem comum, é a independência dos poderes, é a democracia, então não é uma forma de chefia de Estado e tanto funciona com um Rei como com um presidente. O Hino Nacional podia ter uma letra mais bonita. O problema é que finalmente já toda a gente o sabe de cor, graças ao Scolari, e se mudar agora corremos o risco de serem precisos muitos anos para as pessoas o voltarem a decorar.
Acha que os portugueses já absorveram em definitivo o regime republicano ou acha que há ainda uma certa nostalgia pela monarquia? - Há nostalgia por parte de muitas pessoas. Tanto os republicanos como os monárquicos fantasiam sobre o que seria uma Monarquia actual. Mas as pessoas mais lúcidas comparam o desenvolvimento humano e económico dos regimes que têm Reis e Rainhas com a nossa República e não há dúvida que os países escandinavos, a Holanda, a Bélgica e até a própria Espanha são muito mais desenvolvidos do que nós, até do ponto de vista democrático. Não sei muito bem o que se está a celebrar hoje, quando a verdade é que nós passamos de uma situação de desenvolvimento médio na Europa – em 1900 – para o último lugar na tabela de classificação do desenvolvimento na Europa, e ainda por cima à beira da falência.
De que forma é que a monarquia ajudaria a combater os males do país? - Se olhar para as Monarquias Contemporâneas da Europa, e fora da Europa, no Japão, por exemplo, verá que o Rei e a Rainha ajudam à estabilidade. Servem de elemento de ligação entre os políticos. O Rei colabora com os governos e nunca está em conflito, ao contrário do que acontece na República, onde frequentemente governo e chefe de Estado estão em conflito. O Rei é um árbitro isento. Não ponho em causa a isenção do nosso Presidente da República, só que como pertence a um partido político, muita gente tem dúvidas, tal como tinha dúvidas em relação à isenção do presidente Jorge Sampaio. O último presidente verdadeiramente isento que houve em Portugal foi o General Ramalho Eanes. A partir daí foram todos dirigentes partidários. Há duas maiorias opostas? Servem para quê? O presidente não está ali para governar, devia estar ali para representar todos os portugueses e dar uma imagem da cultura e da perenidade do país. Nesse aspecto o Rei consegue mais facilmente desempenhar essas funções do que um presidente. Como disse o primeiro-ministro sueco, “nós somos uma república e o Rei é o melhor defensor da nossa república”. Essa é hoje a atitude das Monarquias socialistas do Norte da Europa.
Chegou a dizer que não se sente Rei de Portugal, mas que se sente Rei dos portugueses - … Na verdade, hoje em dia o chefe de Estado de Portugal é o Professor Cavaco Silva, mas há uma posição que se pode dizer espiritual, histórica e cultural, em que para muitos portugueses eu sou Rei. Não sei se é a maioria ou uma minoria, não sei quantos são.
Mas sente que tem essa responsabilidade? - Sinto. Por isso é que tenho dedicado a minha vida ao serviço de Portugal, descorando muito da minha vida privada e económica. Tenho trabalhado muito em prol da Lusofonia, acho que é uma das coisas de que o chefe de Estado português deveria ocupar-se. Deveria manter a coesão entre os países lusófonos, por nosso próprio interesse. Não sabemos como é que a União Europeia vai funcionar, e se as coisas não correrem muito bem sempre temos uma alternativa. Agora que estamos no clube dos ricos, não podemos desprezar os irmãos pobres. Por outro lado, o Brasil é um dos países com mais sucesso hoje em dia e se perdermos o balanço do Brasil a língua portuguesa vai perder importância.
Parece-lhe que os monárquicos são um grupo quase secreto? - Isso é verdade. Segundo as sondagens há cerca de 28 ou 29 por cento dos portugueses que dizem que um Rei seria melhor do que um presidente. Esses são os que eu considero monárquicos. Agora, não quer dizer que queiram mudar o regime, ou que queiram uma mudança muito grande. Querem manter as coisas como estão, mas acham que estariam melhor com um Rei.
Acha que seria a altura de fazer-se um referendo em Portugal sobre o regime político? - Neste momento é proibido pela Constituição.
Mas acha que isso devia ser alterado? - Sim. Porque isto é uma democracia imperfeita e limitativa que diz que os portugueses são incapazes de escolher o regime político. A Causa Real apresentou uma proposta há uns anos, aquando da última reforma da Constituição, que sugeria que o texto que diz que “é inalterável a forma republicana do governo”, passasse a dizer “é inalterável a forma democrática do governo”. Pessoas como o presidente Mário Soares ou o antigo ministro Almeida Santos, não se importavam nada de serem governados por uma Monarquia Democrática, porque o que lhes interessa é a Democracia. A forma de chefia de Estado é secundária para eles. Essas pessoas são republicanas por uma questão teórica e cultural. Acham que a República simboliza mais completamente a democracia, visto que o cargo de chefe de Estado é sujeito a eleição. Só que já se percebeu que não é assim. Tem que se ser apoiado por partidos, tem que se ter muito dinheiro. É muito difícil um independente conseguir chegar a chefe de Estado. É possível, mas até agora nunca aconteceu.
O senhor não vota nas presidenciais? - Não, não voto.
Mas não chegou a ponderar candidatar-se à Presidência da República? - O presidente Ronald Reagan deu-me essa sugestão, só que todas as pessoas que eu consultei diziam-me que dificilmente isso seria tomado a sério porque era uma contradição entre aquilo que eu defendia e aquilo que iria fazer. Encontrei muito poucos apoios.
Também achou que era uma contradição ou estava na dúvida? - Eu estava na dúvida. No fundo era uma maneira de poder falar ao Pais e de ser ouvido. Mas como as opiniões contrárias no meu conselho eram muito maiores do que as favoráveis, decidi não avançar.
Sente-se tentado nas próximas eleições a votar em Fernando Nobre, muitas vezes associado aos ideais monárquicos? - O Fernando Nobre é meu amigo pessoal há muitos anos e colaboramos em várias missões. Na questão da chefia de Estado, ele diz o que qualquer pessoa inteligente sabe, que as repúblicas que têm Reis são as melhores. Mas eu não voto nas presidenciais e não participo em nenhuma campanha. Gosto de todos os candidatos. O Manuel Alegre fez a apresentação da minha biografia, o professor Cavaco Silva tem sido amabilíssimo. Seria uma posição muito difícil para mim se tivesse que escolher.
Autor: Ana Caridade
Fonte: Grande Porto - 05/03/2010.
A MONARQUIA - AQUI E AGORA!
O ano de centenário da revolução republicana será uma oportunidade ímpar para nos confrontarmos com o que representam, hoje, o monarquismo e o republicanismo. Não esperemos que das comemorações oficiais resultem grandes revelações. Grande, grande, a comissão de festas só deve ter mesmo o orçamento e os 100 metros de mastro de bandeira com que Paredes pretende receber a histórica data.
Teremos de aproveitar os próximos tempos para expormos a justeza das nossas preferências. Ao contrário de outras dimensões da vida, as crenças políticas devem ser fundamentadas. Precisam de se basear em argumentos que possam captar a simpatia e a adesão dos que são servidos pela coisa pública.
Dito isto, devo confessar que rejeito, enquanto instituição, a República. Este meu sentimento, porém, não assume proporções planetárias. Deixo esses juízos definitivos, e em boa parte preconceituosos, aos que costumam arrogar-se senhores da Razão universal. Pela minha parte, basto-me com o repúdio da república portuguesa. Desta república mal nascida, mal criada e que, moribunda e prenhe de escândalos, ainda nos castiga. Haverá porém latitudes em que a república se justifica, por ausência de sistema alternativo. Esta evidência, a de que cada caso é um caso, parece escapar ao ideário republicano. Os republicanos são, regra geral, internacionalistas. Descobriram uma receitazinha universal e, com a caridade intelectual que os caracteriza, exportam-na para todos os cantinhos da Terra, derrubando as intrinsecamente pouco democráticas monarquias. Este parecer, tantas vezes repetido, favorece que os incautos acreditem ser a Síria uma verdejante democracia e a Suécia uma brutal ditadura.
Defendo que, em Portugal, a Instituição Real é a melhor forma de organização do Estado e da representação da Nação. Vejo a Monarquia como um sistema que garante um saudável compromisso com a História, que projecta no futuro essa memória geracional e que assegura a existência de uma legitimidade representativa própria, alheia aos clientelismos que inevitavelmente germinam e florescem em qualquer sistema electivo. No topo da hierarquia institucional deve figurar quem pode afirmar-se independente. Uma independência que lhe vem de uma legitimidade que não se afoga no lodaçal em que se podem tornar as vontades de facção. Um chefe de Estado que não resulta das maiorias episódicos é um chefe de Estado que pode exercer com maior autoridade a sua magistratura. Um chefe de Estado que não está preso à conjuntura é livre. E sendo o Rei é livre também nós o seremos.
Contudo, tenhamos consciência de que a solução oferecida pelo monarquismo, não é, ela própria, um fim. A essência do monarquismo consome-se na sua instrumentalidade. A Instituição Real tem de estar ao serviço do País e das pessoas, todas, que o animam. Se não estiver não é alternativa ao cancro republicano que nos corrói.
A condição real nunca foi nem pode ser vista como uma regalia ou um privilégio. É renúncia. É missão. Como escreveu Mouzinho de Albuquerque ao Príncipe Real: “Houve Reis, meu Senhor, que para desgraça dos seus povos adormeceram no trono em cujos degraus haviam nascido e nesse dormir esqueceram a missão que lhes cumpria desempenhar (…). Castiga-se a sentinela que se deixa vencer pelo sono e o Rei é uma sentinela permanente que não tem folga. (…) Enquanto vive tem o Rei de conservar os olhos sempre bem abertos, vendo tudo, olhando por todos. Nele reside o amparo dos desprotegidos, o descanso dos velhos, a esperança dos novos; dele fiam os ricos a sua fazenda, os pobres o seu pão e todos nós a honra do país em que nascemos, que é a honra de todos nós”.
Nuno Pombo, crónica publicada no boletim
Correio Real nº 2

terça-feira, 16 de março de 2010

S.A.R., DOM DUARTE: "SER PAI É DAR O MELHOR"Revista "Flash" de 16 a 22 de 2010
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FOTOS DA VISITA DE SS.AA.RR., DOM DUARTE E DOM AFONSO AO STAND DA JML NA FUTURÁLIA
Realizou-se com enorme sucesso a presença da Juventude Monárquica de Lisboa na Futurália, Salão de Oferta Educativa, Formação e Emprego que decorreu até ao dia 13 de Março na FIL no Parque da Nações. Localizado no pavilhão 1 foi bastante concorrido o stand D22 da JML, reflectindo uma imagem elegante e moderna. Nesse elegante espaço a JML disponibilizou aos visitantes informação diversa sobre a forma de regime monárquico constitucional, como por exemplo um desdobrável com as questões frequentes, ou um passatempo interactivo com oferta de t-shirt para os vencedores, entre outro material didáctico. SS.AA.RR., Dom Duarte e Dom Afonso visitaram o stand da JML no dia do encerramento.
SS.AA.RR., Dom Duarte e Dom Afonso, assistem a uma demontração no computador, orientada pelo presidente da JML, Duarte Seabra Calado.
SS.AA.RR., Dom Duarte e Dom Afonso, assinam o livro de visitas.
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Fonte: Juventude Monárquica de Lisboa (JML) - Facebook
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SS.AA.RR., Os Senhores Dom Duarte e Dom Afonso de Bragança, visitaram no sábado passado a Futurália, Salão de Oferta Educativa, Formação e Emprego, onde estava representada a Juventude Monárquica de Lisboa, tendo sido recebidos pelo Secretário- Geral da AIP, directora da FIL e directora do certame e ainda pelos Presidentes da Real Associação de Lisboa e da Juventude Monárquica de Lisboa, João de Mattos e Silva e Duarte Seabra Calado.
O Duque de Bragança e o Príncipe da Beira estiveram em primeiro lugar no stand da JML, onde foram acolhidos por muitos jovens e apreciaram os meios de informação disponibilizados, nomedamente o jogo de computador “Queres ser Monárquico”, constituído por perguntas e respostas sobre a Monarquia em Portugal e na Europa, que foi um êxito com muitos concorrentes a participar. Detiveram-se também nos stands das Juventude Socialista e Social Democrata e percorreram depois várias representações de instituições públicas e privadas, ligadas ao ensino e formação e às Forças Armadas e de Segurança. Real Associação de Lisboa

segunda-feira, 15 de março de 2010

SS.AA.RR., OS DUQUES DE BRAGANÇA ANGARIAM FUNDOS PARA RECONSTRUÇÃO DA MADEIRAReivista "VIP" de 17a 23/03 de 2010
Revista "Flash" de 16 a 23/03 de 2010
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