quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

AS RAZÕES DE O SER
Sou monárquico. Isso sei-o bem. Desde quando sou monárquico? Isso já não o sei dizer bem. Desde sempre? Bem, pelo menos desde que me lembro. Porque sei que desde o momento em que, ainda adolescente, meditei pela vez primeira sobre o assunto descobri, no mesmo instante, que era, naturalmente, monárquico. Porque sou monárquico? Como acabei de dizer, para mim tratou-se de uma revelação natural, isto é, feita de acordo com a própria natureza das coisas. Não que tal decorra como inerente à própria condição humana, mas no meu caso pessoal resultou do reconhecimento da relação emocional e racional existente entre alguém que é português e Portugal, o mesmo é dizer entre uma ínfima parte e o todo a que esta pertence, uma Mátria que se fez Nação sendo um Reino. Portugal ganhou identidade fazendo-se unido na sua pluralidade. E o que precisamente congregou e conferiu unidade às diversidades que sucessivamente lhe foram acrescendo foram os seus reis. O que tinham em comum todos aqueles que foram fazendo Portugal, no curso dos séculos e nos domínios das terras cujas fronteiras estavam sempre mais distantes, era o respeito a quem os conduzia e à bandeira que todos representava. Neste sentido, portanto, pode dizer-se que Portugal, porque nasceu, cresceu e envelheceu como Reino, é sem dúvida uma construção monárquica. Nada de mais natural, por conseguinte, do que um português gostar de gostar de Portugal, e só por isso reconhecer-se monárquico. Sem com isso se pretender, obviamente, que não haja portugueses que sejam republicanos e patriotas. Porquê ser hoje contra a República? O problema é assim frequentemente colocado, embora o ponto não seja esse, antes o seu contrário. Não são os monárquicos que estão contra a República, mas os republicanos contra a Monarquia. Pois se foram aqueles quem derrubou esta... Ser monárquico não é ser contra alguém ou alguma coisa. É ser por um ideal e estar em defesa de quem o encarna. Porque o Rei não é o senhor do Reino mas sim quem personifica em cada e determinado momento todos aqueles que vivem com identidade comum, num tempo comum e num espaço comum. O Rei é o primeiro servidor da comunidade, ou, dito de outro modo, o Rei é o último dos súbditos do Reino. Nós, os monárquicos portugueses, também sabemos bem, à entrada do terceiro milénio, que a tradição que encerra a monarquia não é sinal de antiguidade, mas fonte de modernidade. Porque é uma prova de esperança. Esperança que Portugal não se dilua nuns putativos Estados Unidos da Europa. Não desconhecemos que só os povos que preservem os códigos da sua própria identidade poderão permanecer enquanto tais. Sem dúvida que é legítimo que alguns pretendam ser apenas europeus. Mas é mais legítimo ainda querer continuar a ser o que se é: portugueses por natureza e universais por vocação, logo também europeus por consequência. A Europa não é, nem será nunca, uma Nação. E se não o é, nem pode sê-lo, também não deve pretender fingi-lo. Acontece que o faz. E sucede que o fingimento consiste em mascarar diversas Nações com as vestes de um Estado Federal. Ora, tal transformismo só é possível de encenação se nesta participarem abstractamente os chefes de Estado actuais. Resultará sempre realmente impossível se for ensaiado com Reis de Povos. Por isso, ser monárquico hoje não é só uma manifestação de lealdade histórica. É sobretudo uma declaração de luta futura pela defesa da Independência de Portugal, para sempre. E é esta a razão fundamental para todos os portugueses redescobrirem a necessidade e a urgência de emprestarem a sua vontade à restauração da Monarquia. Sem que isto signifique que até agora estejam convencidos do contrário, porque felizmente quase não há republicanos militantes. Se bem que, infelizmente, muitos ainda se julguem republicanos, apenas porque enfim...Assim será até à proclamação: monárquicos porque sim!
Paulo Teixeira Pinto
(Presidente da Causa Real)

http://www.angelfire.com/pq/unica/lal_ptp_2004_razoes_ser_monarquico.htm

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

ERA SÓ O QUE FALTAVA!!!

CARRUAGENS DE VILA VIÇOSA PODEM SER LEVADAS PARA NOVO MUSEU DOS COCHES EM LISBOA
Vila Viçosa, Évora, 15 fev (Lusa) – Algumas carruagens do núcleo de Vila Viçosa do Museu dos Coches correm risco de serem transferidas para o novo espaço museológico em Lisboa, disse hoje à Agência Lusa fonte da Fundação da Casa de Bragança.
A directora do Museu da Fundação da Casa de Bragança, Maria Monge, referiu, no entanto, que “não há nenhuma comunicação oficial” a este respeito para a direcção da Fundação, Instituição que faz a gestão das visitas no núcleo instalado no Paço Ducal, em Vila Viçosa.
Apesar de não haver uma “informação oficial”, Maria Monge avançou que “alguns dos coches que estão no núcleo de Vila Viçosa correm risco de serem transferidos para o novo Museu dos Coches, em Lisboa”.
“A centralização funciona”, disse a responsável, considerando que, no caso de se concretizar esta situação, se traduz “num prejuízo para a visibilidade das viaturas”.
“É um património que estava a ser usufruído pelas populações do interior e que vai para o Museu dos Coches em Lisboa”, salientou.
Maria Monge realçou que a carruagem que transportava o Rei D. Carlos quando foi assassinado há 102 anos constituía, até há pouco tempo, o principal atractivo da exposição permanente de carruagens de Vila Viçosa, no Paço Ducal.
Aquela carruagem, segundo a responsável, foi transferida para Lisboa há dois anos, quando se assinalou o centenário do regicídio e não regressou a Vila Viçosa.
A directora do Museu da Fundação da Casa de Bragança referiu ainda que “há pouco tempo” a Fundação renovou um protocolo com a direção do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), organismo tutelado pelo Ministério da Cultura, para a continuidade, por um prazo de vinte anos, de cerca de 70 viaturas no núcleo de Vila Viçosa.
Atualmente, adiantou a responsável, existem 76 viaturas no núcleo de Vila Viçosa, mas cerca de uma dezena ou são propriedade da Fundação da Casa de Bragança ou pertencem a particulares, e estão depositadas na Fundação.
A primeira pedra do novo Museu dos Coches, em Lisboa, foi colocada a 01 de fevereiro, na presença do primeiro ministro, e da ministra da cultura, Gabriela Canavilhas, tendo sido também apresentado o respectivo programa museológico.
A cerimónia decorreu nas antigas instalações das Oficinas Gerais de Material de Engenharia do Exército, na Avenida da Índia, em Belém, onde se erguerá o novo edifício da autoria do arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha.
O museu, que ocupará uma área de 15.177 metros quadrados dos terrenos das antigas oficinas, custará 31,5 milhões de euros provenientes das contrapartidas do Casino de Lisboa.
A coleção é composta por 130 viaturas, 54 das quais se encontram no atual Museu dos Coches – o mais visitado de Portugal -, e as restantes 76 no núcleo de Vila Viçosa, instalado desde 1984 nas antigas cocheiras e cavalariças do palácio.
15-02-2010 - Fonte: http://www.portalalentejano.com/?p=13061

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Num país de patos-bravos e outras espécies ainda mais selvagens, não há político que não vista a farda do patinho, bico amarelo na testa para dar um ar dinâmico e mostrar esta afronta de cimento armado de nacionalidade brasileira (parece que Portugal não tem bons arquitectos), sem estética e dum mau gosto que não lembra ao diabo! Entretanto, os patos-bravos escolheram o 1 de Fevereiro, Dia do Regicídio, para a cerimónia do lançamento da primeira pedra do Museu dos Coches. Um mau gosto a toda a prova! Provocação atrás de provocação e ainda têm a coragem de publicamente afirmar que ..."os republicanos nada tiveram que ver com o Regicídio"... Gabam-se e assumem-no abertamente! Mais gente que se vai governar com isto! É urgente? Faz muita falta? É prioritário? Sempre ouvi dizer que o que está bem não se muda. O Museu dos Coches com mais visitantes, vai mudar de sítio. Foi absolutamente lamentável o governo/desgoverno ter avançado com este projecto, contra a opinião unânime de todos e até de especialistas! É uma verdadeira "obra de regime"!!!!(Clique na imagem para ampliar)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

IDP QUER DISCUTIR LIBERDADE(Clique na imagem para ampliar)
PORTUGAL - 2010(Clique na imagem para ampliar)
A REVOLTA DE FERNANDO NOBRE
O presidente da AMI, Fernando Nobre, criticou hoje a posição das associações patronais que se têm manifestado contra aumentos no salário mínimo nacional. Na sua intervenção no III Congresso Nacional de Economistas, Nobre considerou "completamente intolerável" que exista quem viva "com pensões de 300 ou menos euros por mês", e questionou toda a plateia se "acham que algum de nós viveria com 450 euros por mês?"
Numa intervenção que arrancou aplausos aos vários economistas presentes, Fernando Nobre disse que não podia tolerar "que exista quem viva com 450 euros por mês", apontando que se sente envergonhado com "as nossas reformas".
"Os números dizem 18% de pobres... Não me venham com isso. Não entram nestes números quem recebe os subsídios de inserção, complementos de reforça e todos outros. Garanto que em Portugal temos uma pobreza estruturada acima dos 40%, é outra coisa que me envergonha..." disse ainda.
"Quando oiço o patronato a dizer que o salário minimo não pode subir.... algum de nós viveria com 450 euros por mês? Há que redistribuir, diminuir as diferenças. Há 100 jovens licenciados a sair do país por mês, enfrentamos uma nova onda emigratória que é tabu falar. Muitos jovens perderam a esperança e estão à procura de novos horizontes... e com razão", salientou Fernando Nobre.
O presidente da AMI, visivelmente emocionado com o apelo que tenta lançar aos economistas presentes no Funchal, pediu mesmo que "pensem mais do que dois minutos em tudo isto". Para Fernando Nobre "não é justo que alguém chegue à sua empresa e duplique o seu próprio salário ao mesmo tempo que faz uma redução de pessoal. Nada mais vai ficar na mesma", criticou, garantindo que a sociedade "não vai aceitar que tudo fique na mesma".
No final da sua intervenção, Fernando Nobre apontou baterias a uma pequena parte da plateia, composta por jovens estudantes, citando para isso Sophia de Mello Breyner. "Nada é mais triste que um ser humano mais acomodado", citou, virando-se depois para os jovens e desafiando-os: "Não se deixem acomodar. Sejam críticos, exigentes. A vossa geração será a primeira com menos do que os vossos pais".
Fernando Nobre ainda atacou todos aqueles que "acumulam reformas que podem chegar aos 20 mil euros quanto outros vivem com pensões de 130, 150 ou 200 euros... Não é um Estado viável! Sejamos mais humanos, inteligentes e sensíveis".
http://www.ionline.pt/conteudo/29380-a-revolta-fernando-nobre-temos-40-pobres

domingo, 14 de fevereiro de 2010

UM HERÓI PORTUGUÊS
Henrique Mitchell de Paiva Couceiro (Lisboa, 30 de Dezembro de 1861Lisboa, 11 de Fevereiro de 1944) foi um militar, administrador colonial e político português que se notabilizou nas campanhas de ocupação colonial em Angola e Moçambique e como inspirador das chamadas incursões monárquicas contra a Primeira República Portuguesa em 1911, 1912 e 1919. Presidiu ao governo da chamada Monarquia do Norte, de 19 de Janeiro a 13 de Fevereiro de 1919, na qual colaboraram activamente os mais notáveis integralistas lusitanos. A sua dedicação à causa monárquica e a sua proximidade aos princípios do Integralismo Lusitano, conduziu-o por diversas vezes ao exílio, antes e depois da instituição do regime do Estado Novo em Portugal.Henrique Paiva Couceiro (1861-1944).
Sinopse: Este livro é o retrato da vida de um D. Quixote, de um Santo Condestável, um homem de aventuras e tragédias que comandou expedições por terras desconhecidas em Angola, combateu em Moçambique e voltou a Portugal para fazer política e desafiar a República em incursões românticas que iriam restaurar a monarquia. Anglófilo, monárquico, inimigo de Salazar e por ele exilado em Granadilha, nas Canárias, Henrique Paiva Couceiro é um herói português que, no dia em que entrou para o quadro de oficiais do exército, foi preso por dar cinco tiros num civil desarmado para vingar um insulto habitual dirigido a sua mãe em pleno Chiado…
Autor: Vasco Pulido Valente
Editora: Alêtheia Editores
À venda: Livraria Bertrand
BASTA DESTE REGIME!
Artur de Oliveira
Estamos prestes a viver um momento histórico, se os portugueses quiserem e finalmente abrirem os olhos quanto a este regime corrupto que há 100 anos corrói a Pátria e dizerem basta a esta república de interesses que só gera caos e mau estar na nossa sociedade. Está na hora dos portugueses começarem a pensar numa alternativa a este regime falido e amoral que tanto nos atormenta com escândalos, instabilidade, perseguições e atentados à liberdade…
Vamos pensar na Monarquia como forma patriota de inspirar Portugal a ser um país moderno e verdadeiramente democrático para o século XXI e não a Sodoma de corrupção, falta de valores e amor-próprio, stress constante em que somos obrigados a viver… Chega de conformismo. Está nas nossas mãos o futuro… Não o sonhemos apenas… Criemo-lo.
PROJECTO DEMOCRACIA REAL

sábado, 13 de fevereiro de 2010

FRASE DO DIA
Porquê? (...) Servir Portugal, estar próximo dos portugueses, essa foi a Herança que recebi e que aqui uma vez mais assumo, e que, com a minha Mulher, também transmitirei aos nossos filhos! - Dom Duarte de Bragança, 1 de Dezembro de 2009.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

TRATADO DE LATRÃO PÕE FIM À "QUESTÃO ROMANA"(Clique na imagem para ampliar)
ARTIGO DE OPINIÃO EM:
Segundo a tradição aristotélica, a monarquia é a forma política em que o poder supremo do estado se concentra na vontade de uma só pessoa (rei ou príncipe). Quando a legitimidade era considerada como provinda de um direito divino sobrenatural, a soberania era exercida como um direito próprio. A monarquia patrimonial estabelece uma relação de preferência entre a família do monarca e o poder.
A monarquia feudal é caracterizada por uma limitação do poder do monarca, segundo a própria estrutura feudal do reino. O poder era entregue ao rei, com o acordo dos senhores feudais, e estava dependente da colaboração destes, sendo estabelecido segundo regras bem definidas e mútuas.
A monarquia absoluta designa os regimes em que o monarca exerce um poder sobre os seus súbditos, só limitado pelo direito natural, mas que, para além disso, iguala a sua vontade á lei e impõe sobre os seus domínios um poder em que o monarca figura como responsável final ou exclusivo.
A monarquia absoluta ocidental tinha fortes limitações. Por um lado, obedecia às leis fundamentais do reino (sucessão masculina, leis regionais, legitimidade, princípios de regência e outros. Em Espanha, a monarquia absoluta nasceu com os reis católicos que conseguiram a unidade religiosa e territorial. Em Portugal a tendência para o mesmo sistema era já sensivel no reinado de D. João I, e tomou forma definitiva com D. João II. O seu sucessor, D. Manuel I, proveu-a de instrumentos burocráticos necessários para o seu exercício concreto.
A monarquia hereditária é a forma monárquica em que o soberano é estabelecido por sucessão hereditária. A ordem sucessória também pode apoiar-se no regime familiar da casa reinante (exemplos, a dinastia de Avis, Hohenzollen, Anôver), como na lei do reino (Espanha ou Reino Unido). As diversas regulamentações variam, sobretudo, quanto à sucessão feminina (exclusão das mulheres, igualdade destas como com os herdeiros masculinos pela ordem de nascimento e do grau de parentesco, transmissão ou não transmissão pelas mulheres do direito sucessório aos seus descendentes varões, etc.
A divisão das formas de governo estabelecidas por Aristóteles (monarquia, aristocracia e democracia, consoante o poder esteja, directa ou indirectamente, nas mãos de um, de vários ou de todos) carece hoje de validade, dada a complexidade que atingiu a moderna concepção de Estado. É o que se verifica no facto de tanto as monarquias como as repúblicas europeias disporem hoje de uma ordem democrática, ficando claro que não há contradição substancial entre monarquia e democracia.
O Governo português entendeu comemorar o centenário da fundação da república, como se todos os portugueses se sentissem felizes pelo facto de viver numa república. Neste primeiro século de vida republicana, ainda não foi dada aos portugueses a oportunidade de serem governados por outra forma de governo, porque a democrática república não o permite (artigo 288 da constituição). Assim, o Governo não salvaguarda o direito de qualquer cidadão português poder pensar de forma diferente.
Esta república foi-nos imposta com o assassinato do rei D. Carlos e do seu filho herdeiro do trono português, D. Luís Filipe. Os primeiros socialistas-republicanos, que governaram Portugal até 1926, distribuíram miséria, moral e social, e injustiças de toda a ordem. Levaram o país a uma pobreza profunda. As forças da ordem gladiavam-se nas ruas. Matava-se e roubava-se em cada esquina.
O resultado desta anarquia foi a chegada de Salazar ao poder e a ditadura que durante tantos anos impôs, com tudo de mal ou de bom que nos deu.
O 25 de Abril trouxe nova esperança aos portugueses. Apregoava-se aos quatro ventos a liberdade de pensamento. Depois de tantos anos de miséria e de repressão, o povo aderiu e colaborou com as forças armadas na criação de uma nova sociedade. Mas aos poucos, quase tudo volta ao passado. Os políticos impreparados, não sabem governar, mas governam-se. E lá voltamos nós à miséria moral, agora rotulada de modernidade!
Perante este cenário, o que é que os portugueses têm para festejar neste século de governos republicanos?
Luís Fernando de Azevedo

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O QUE PORTUGAL PRECISA...
Pronto! Finalmente descobrimos aquilo de que Portugal realmente precisa: uma nova frota de jactos executivos para transporte de governantes. Afinal, o que é preciso não são os 150 mil empregos que o PM (http://jornal.publico.clix.pt/noticia/08-02-2010/o-que-trabalha-de-graca-o-distribuidor-o-reformado--que-gosta-de-golfe-e-outras-nomeacoes-curiosas-18753979.htm) anda a tentar esgravatar nos desertos em que Portugal se vai transformando. Tão-pouco precisamos de leis claras que impeçam que propriedade pública transite directamente para o sector privado sem passar pela Partida no soturno jogo do Monopólio de pedintes e espoliadores em que Portugal se tornou. Não precisamos de nada disso.
Precisamos, diz-nos o PR, de trocar de jactos porque aviões executivos "assim" como aqueles que temos já não há "nem na Europa nem em África". Cavaco Silva percebe, e obviamente gosta, de aviões executivos. Foi ele, quando chefiava o seu segundo governo, quem comprou com fundos comunitários a actual frota de Falcon em que os nossos governantes se deslocam.
Nesta fase metade dos rendimentos dos portugueses está a ser retida por impostos. Encerram-se maternidades, escolas e serviços de urgência. O PR inaugura unidades de saúde privadas de luxo e aproveita para reiterar um insuspeitado direito de todos os portugueses a um sistema público de saúde. Numa altura destas, comprar jactos executivos é tão obsceno como o foi nos dias de Samora Machel. Este irrealismo brutalizado com que os nossos governantes eleitos afrontam a carência em que vivemos ultraja quem no seu quotidiano comuta num transporte público apinhado, pela Segunda Circular ou Camarate, para lhe ver passar por cima um jacto executivo com governantes cujo dia a dia decorre a quilómetros das suas dificuldades, entre tapas de caviar e rolinhos de salmão. Claro que há alternativas que vão desde fretar aviões das companhias nacionais até, pura e simplesmente, cingirem-se aos voos regulares.
É de um pato-bravismo intolerável exigir ao país mais sacrifícios para que os nossos governantes andem de jacto executivo. Nós granjearíamos muito mais respeito internacional chegando a cimeiras em voos de carreira do que a bordo de um qualquer prodígio tecnológico caríssimo para o qual todo o Mundo sabe que não temos dinheiro.
Mário Crespo
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E entretanto, a Monarquia espanhola viaja em low cost. Leia AQUI
Publicado por Nuno Castelo-Branco - Estado Sentido

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

S.A.R., DOM DUARTE NO FUNERAL DA ARQUIDUQUESA REGINA D'AUSTRIA
The funeral of Archduchess Regina of Austria took place at St. Pius Roman Catholic church in Pöcking, Bavaria. More than 400 guests attended the funeral service. Regina's widower, Archduke Otto, 97, was unable to attend the funeral due to his own frail health. Several grandchildren stayed with him and did not attend the funeral.Mourners included the head of the Bavarian royal house, Duke Franz, the Duke of Braganza, Archduke Rudolf and his wife, Archduchess Anna, Archduchess Yolande (widow of Archduke Carl Ludwig), and her daughter, Archduchess Alexandra, among others. All told, about 200 members of the Habsburg royal family attended the funeral. Members of the Belgian and Luxembourg royal families also attended the funeral.(...)
Fonte: Royal Musings - 09-02-2010
Fotos de Foro Hispanico