terça-feira, 30 de novembro de 2010

MENSAGEM DE S.A.R., O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA DO 1º DE DEZEMBRO DE 2010 - CONVENTO DO BEATO

Na perspectiva histórica de um País com perto de 900 anos, o penoso caminhar numa crise comparável à vivida nos tempos da I República cujo centenário este ano faustosamente se comemorou, permite-nos retirar diversas conclusões.
Comecemos pela curiosa circunstância de a República, fundada pela força que derrubou um Regime Democrático, nunca, até aos nossos dias, haver sido legitimada pelo voto popular.
Significativo é, também, o facto de o regime republicano, nas suas várias expressões, não ter tido capacidade para resolver nenhum dos problemas de que acusava a Monarquia e o facto de que as Democracias mais desenvolvidas e estáveis da Europa serem Monarquias.
As nossas três repúblicas do séc. XX nasceram de três golpes militares após os quais os governantes se lançaram a reorganizar a sociedade, com os resultados que agora estão à vista.
Como herdeiro dos reis de Portugal, eu represento um outro princípio, o princípio da liberdade e não o da coerção. Chegou a hora de a sociedade livremente dizer que Estado quer.
Em vários reinos do Norte da Europa ouvi destacados políticos afirmarem que "vivemos em República, mas o nosso Rei é o melhor defensor da nossa República".
Deixo aqui uma mensagem aos monárquicos, aos convictos que, hoje, são a minoria mas, segundo as sondagens, serão a maioria no futuro que se aproxima.
Quero lembrar que essas sondagens chegam a referir 20%, 30% ou 40% de monárquicos, conforme as perguntas são feitas, percentagens tanto mais valiosas quanto resultam da escolha de pessoas livres e não de propagandas de partidos ou de movimentos sem transparência.
Quero agradecer-lhes a sua generosidade, o seu entusiasmo, a sua dedicação quando içam nas ruas a bandeira das quinas com a coroa e quero dizer-lhes que continuarei a acompanhá-los, como sucedeu no 5 de Outubro em Guimarães, o dia da independência nacional.
A situação humilhante em que a Nação se encontra perante nós próprios e a comunidade internacional obriga-nos a reflectir sobre novos modelos de desenvolvimento económico e de vida em sociedade, inspirados na Caridade (conceito mais abrangente do que o de solidariedade).
Com efeito, depois da expectativa inicial do projecto europeu que a generalidade dos membros abraçou e que se assumindo, na sua origem, como um projecto de cooperação entre Estados - com os mais ricos a ajudarem os mais pobres – passou, rapidamente, de miragem a tragédia, com os mais fortes a ditarem regras e a impor sanções aos mais vulneráveis.
Neste contexto de incerteza e preocupação, são, por isso, cada vez mais as vozes autorizadas que preconizam a necessidade da reforma do modelo de desenvolvimento económico global. A reactivação estratégica de uma agricultura sustentável e ecologicamente equilibrada é fundamental para enfrentarmos com segurança os desafios actuais , como há pouco tempo lembrou o Papa Bento XVI.
Precisamos de um novo modelo para conseguir maior felicidade e bem-estar com menor desperdício de recursos, que deverão ser melhor e mais justamente partilhados, para que a ninguém falte o essencial.
Havendo tantas necessidades de apoio às populações seria desejável dinamizar as antigas tradições de voluntariado, recorremdo tambem aos serviços dos beneficiários de subsídios do Estado, como condição para receberem esses subsídios. Receber subsídios sem dar a sua contribuição para a sociedade equivale a receber esmolas, o que não é bom.
Portugal não pode cair no desânimo a que nos conduzem os constantes e confusos acontecimentos políticos nacionais amplamente noticiados.
É fundamental acreditar no Futuro e partilhar Esperança, nunca nos esquecendo de onde viemos e para onde queremos ir.
Para isso há que cultivar os exemplos de competência, seriedade e coragem na defesa de ideais, combatendo a falta de autenticidade que, infelizmente, constitui uma das mais comuns e perversas características do nosso tempo.
Quem está na Política deve ter como primeiro e último objectivo SERVIR a Pátria e, em particular, permitir a valorização dos mais desfavorecidos.
E para esta valorização ser possível, teremos de repensar todo o nosso sistema educativo, do pré-primário ao superior, adaptando os cursos às necessidades profissionais actuais e futuras e criando - com suporte da rede de ensino privado e cooperativo - condições às famílias com menos recursos para poderem escolher os estabelecimentos que gostariam que os seus filhos frequentassem, sem que tal venha a implicar aumento de encargos para o Estado.
Tenho visitado muitas escolas onde me explicam que os programas são desajustados às realidades actuais e às saídas profissionais, e particularmente aos jovens com problemas de adaptação. O “ Cheque Ensino” seria uma solução para estes problemas , permitindo às famílias escolher a oferta escolar mais adaptada às necessidades dos seus filhos, evitando a discriminação económica actual e promovendo a qualidade do ensino através de uma saudável concorrência…
Só desta forma conseguiremos melhorar efectivamente o nível médio cultural , académico e profissional da população com vista ao progressivo desenvolvimento e engrandecimento do País e não com fim exclusivamente estatístico.
Na sua longa História, Portugal foi grande quando se lhe depararam desafios que envolveram projectos galvanizadores de verdadeira dimensão nacional. Nessas alturas, os portugueses sempre souberam responder com criatividade, entusiasmo e coragem.
Hoje, é no Mar e na Lusofonia que a nossa atenção deve ser focada como áreas de eleição para realizar um projecto de futuro para o País e para a Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa. Afinal, são estas duas vertentes que, desde o início da Expansão Marítima Portuguesa, com períodos de maior ou menor brilho, maior ou menor envolvimento, têm vindo a constituir o nosso Desígnio.
O prestigiado Jean Ziegler, meu professor em Genebra, ensinava que existem dois caminhos para desenvolver os povos. O primeiro começava pela educação profissional, académica e ética da população , que iria desenvolver o país e conduzi-lo ao enriquecimento. O segundo caminho consistia em injectar dinheiro estrangeiro na economia. Os governantes criariam grandes infra-estruturas, enriquecendo-se alguns deles no processo, e a população compraria bens de consumo importados, enriquecendo o comércio. Mas no fim, essa nação estaria endividada e a classe média empobrecida porque as capacidades de produção teriam diminuído.
Infelizmente é esta a nossa realidade recente.
Deixo para os especialistas apontarem os factores da crise que nos fustiga, fazerem os diagnósticos acertados, apontarem as vias de solução. Mas não posso deixar de dizer que é urgente arrepiarmos o caminho que nos trouxe à gravíssima crise económica e financeira que atravessamos, como venho denunciando desde há anos.
Foi justamente neste sentido que, este ano, pela segunda vez, promovi, no âmbito da Comissão D. Carlos 100 Anos, a organização do Congresso “Mares da Lusofonia”que permitiu uma participada reflexão, com representantes de todos os Países da CPLP presentes, acerca da valia dos mares e das Plataformas Continentais dos países lusófonos nas vertentes estratégica, de segurança, jurídica, ambiental, científica, tecnológica e económica.
A intensificação do intercâmbio de conhecimentos da sociedade civil e o fortalecimento das relações afectivas entre os nossos países contribuirá decisivamente para a supressão das barreiras que ainda existem.
Recentemente visitei o Brasil, pátria de minha Mãe, onde, em Brasília, tive a feliz oportunidade de contactar alguns membros do seu Governo.
Transmiti os meus sinceros votos de sucesso à recém-eleita Presidente Dilma Russef.
Percebi que lá existe uma grande abertura à ideia de uma futura Confederação de Estados Lusófonos, que muito beneficiaria todos os seus membros e cuja adesão não comprometeria as alianças regionais existentes. O facto do Reino Unido pertencer à Commonwealth não prejudica a sua participação na União Europeia mas valoriza-a.
Ainda sobre a importância da afectividade que naturalmente se cultiva na Comunidade Lusófona, virá a propósito salientar a decisão do Governo de Timor – país a que me ligam relações de profunda amizade – quando, à semanas, declarou o seu auxílio a Portugal na compra de parte da nossa dívida pública, num gesto de fraternal amizade.
Para concluir, gostaria de transmitir a todos os portugueses uma mensagem de ânimo:
Não vos deixeis abater pela situação de dificuldade económica e crise moral que actualmente nos invade.
Lembrai-vos que tivemos momentos bem mais graves na nossa História em que a perenidade da Instituição Real foi suporte decisivo para a recuperação conseguida.
A dinastia, baseada na família, oferece o referencial de continuidade de que Portugal está carente há cem anos.
Viva Portugal!
Dom Duarte de Bragança

1º DE DEZEMBRO, HÁ 370 ANOS.

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OS CONJURADOS DE 1640

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Painel de Azulejos representando as reuniões dos Conjurados, que se encontram à volta de uma mesa, sentados em cadeirões estilo D. José, bem posteriores à época em questão. Uma fita na parte superior apresenta a legenda Amor Constância e Fidelidade e na parte inferior, Venturoso Citio, honrosas conferenciassem que se firmou a Redenção de Portugal.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

TRADICIONAL ENCONTRO COMEMORATIVO DO 1º DE DEZEMBRO DE 2010 EM VISEU

A REAL ASSOCIAÇÃO DE VISEU ASSOCIA-SE, PELO SEGUNDO ANO, AO ENCONTRO COMEMORATIVO DO 1º DE DEZEMBRO, DE RAIZ GENUINAMENTE POPULAR E PATRIÓTICO.
O GRUPO CONSTITUIDO POR CERCA DE TRÊS CENTENAS DE PARTICIPANTES ORIUNDOS DE VÁRIOS PONTOS DO DISTRITO DE VISEU, A SUA MAIORIA PERTENCENTES A CLASSES TRABALHADORAS SEM FORMAÇÃO UNIVERSITÁRIA, REUNE-SE HÁ MAIS DE 30 ANOS, UNICAMENTE NO DIA 1 DE DEZEMBRO. CANTAM O HINO DA RESTAURAÇÃO E DÃO VIVAS AOS CONJURADOS E AO REI DOM JOÃO IV. SÃO PORTUGUESES. NÃO SE ASSUMEM COMO MONÁRQUICOS OU REPUBLICANOS.
O PRESIDENTE E O VICE-PRESIDENTE DA DIRECÇÃO DA REAL DE VISEU FORAM NO ENCONTRO DE 2009 CONVIDADOS PARA INTEGRAR A ORGANIZAÇÃO DO EVENTO DE 2010. ACEITARAM COM MUITA HONRA.
VIMOS CONVIDÁ-LO A JUNTAR-SE A NÓS.
COMO MONÁRQUICOS SOMOS PRIMEIRAMENTE PORTUGUESES. A MONARQUIA QUE QUEREMOS DEVOLVER AO PAÍS SÓ SERÁ POSSIVEL POR VIA POPULAR.
COMPAREÇA! DIA 1 DE DEZEMBRO 12H3O HOTEL GRÃO VASCO VISEU (24€ POR PESSOA)
VIVA PORTUGAL !! VIVA O REI !!
INSCRIÇÕES: TELEFONE 91 918 40 48 (Dª Teresa Peixoto); 91 726 22 98 (Álvaro Meneses)
SOLICITAMOS QUE SEJAM EFECTUADAS NO DIA DE HOJE (29-11-2010)

ALMOÇO DE CONJURADOS

A REAL ASSOCIAÇÃO de COIMBRA vai realizar no próximo dia 4 de Dezembro (SÁBADO) a tradicional REUNIÃO de CONJURADOS nesta cidade de Coimbra, para comemorar a RESTAURAÇÃO da INDEPENDÊNCIA de PORTUGAL, ocorrida no 1º. de Dezembro de 1640!
Neste ano de 2010, a Reunião dos CONJURADOS terá lugar ao Almoço no Hotel Dona Inês e contará com a presença de S.A.R., O SENHOR DOM DUARTE, DUQUE DE BRAGANÇA, que se deslocará a Coimbra propositadamente para o efeito. Está-se a tentar que compareça igualmente o Doutor Jaime Nogueira Pinto para que, no final do Almoço, possa apresentar o seu mais recente livro "NOBRE POVO".
A Real Associação de Coimbra assinalará também o seu 19º. Aniversário.
O almoço terá lugar no Hotel Dona Inês, em Coimbra, a partir das 13horas.
O custo será de 15,00 € por pessoa e as inscrições para o Almoço deverão ser efectuadas pelos telefones 23 982 96 15 (Dr. Joaquim Forjaz Sampaio) e 23 985 58 00 (Hotel Dona Inês), impreterivelmente até ao dia 2 de Dezembro (como todos compreenderão, a Organização do almoço tem de informar o Restaurante do Hotel do número provável de presenças ao Almoço dos Conjurados até ao dia 3 de Dezembro).
Convidam-se TODOS os PORTUGUESES a participar neste Almoço Comemorativo da RESTAURAÇÃO da INDEPENDÊNCIA de 1640!
Viva o REI!
O Presidente da Direcção da R.A.C.
Joaquim Leandro Costa e Nora

S.A.R., O SENHOR DOM DUARTE NO CASAMENTO DO DUQUE DE PARMA

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FOTOS
20 de Novembro de 2010

1º DE DEZEMBRO É UMA DATA PARTICULARMENTE DESPREZADA


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ARGUMENTOS E CONTRA-ARGUMENTOS (I)

Uma das vantagens da monarquia reside, claramente, no facto de um Rei não ter antecedentes partidários e, como tal, não estar comprometido com nada nem ninguém. Daqui resulta uma mais que óbvia independência perante as forças político-partidárias que governam, de facto, o País. O Rei tem, então, todas as condições para exercer o seu papel moderador de Chefe de Estado.
Dirão de imediato os republicanos de serviço que a Republica é mais democrática, pois o Chefe de estado é eleito por sufrágio universal e que é mais justa pois qualquer cidadão nacional pode ser Presidente. Tais afirmações têm de ser analisadas por partes.
Primeira parte: “a República é mais democrática”. Isto não é mais que um insulto à inteligência nacional. Não é preciso ser monárquico para reconhecer que países como Reino Unido, Bélgica, Noruega, Países Baixos, etc são democracias. Também não é preciso ser monárquico para saber que esses países são monarquias. A afirmação acima não faz, portanto, qualquer sentido.
Segunda parte: “qualquer cidadão nacional pode ser Presidente”. Em teoria, tem de se reconhecer, isto é verdade. A prática, contudo, diz-nos precisamente o contrário. Ninguém minimamente sério pode acreditar que alguém consiga ser Presidente sem uma poderosa máquina política por detrás de toda a campanha.

Outro argumento popular (do lado dos monárquicos) é a questão da educação dos herdeiros aparentes (do Rei). Este ponto é frequentemente desvalorizado pelos republicanos. Nada que deva surpreender, vindo de alguém que defende um regime que está a destruir progressivamente (e a passo largo) o sistema de educação nacional. E os professores que o digam!

A educação é de suprema importância. Nenhuma nação resiste se não possuir uma boa educação. O herdeiro aparente [do Rei] deve ter espelhado na sua educação a preocupação do País com a educação de todos os cidadãos.

É através de uma boa educação que o futuro Rei irá ter contacto com as realidades nacionais e internacionais. Só através de uma educação cuidada e devidamente direccionada é que o futuro Rei pode aprender, desde cedo, a compreender o País que também é seu, com todos os seus defeitos e virtudes. Só através de uma educação esmerada e devidamente orientada é que o futuro Rei poderá compreender o Mundo em que está inserido, ganhando uma visão esclarecida do mesmo (nas mais variadas áreas) através do alargamento dos seus horizontes. Só através de uma educação primorosa é que os dois aspectos anteriores poderão ser conciliados, dando ao Rei a capacidade única, por ser desde cedo preparado para isso, de projectar no Mundo o seu País sem que este, contudo, perca a sua identidade, a sua natureza. Pobres daqueles que não conseguem compreender a importância de ter uma Pátria com uma identidade forte, que não se desvaneça!
Não se esqueça que a educação dada ao herdeiro aparente deve espelhar o sistema de educação do País. Neste sentido, este argumento da educação é, pode-se concluir, de extrema importância não se resumindo à análise superficial que, por vezes, lhe é feita.

(continua …)

domingo, 28 de novembro de 2010

LANCHE À PORTUGUESA A FAVOR DO BANCO DO BEBÉ E NA COMPANHIA DA DUQUESA DE BRAGANÇA

No próximo dia 2 de Dezembro, pelas 16h30, o Tivoli Palácio de Seteais organiza um Lanche à Portuguesa de Solidariedade, com o alto patrocínio da Duquesa de Bragança, Presidente da Assembleia Geral. Este lanche muito especial tem um custo de 15€ por pessoa e toda a receita reverte a favor da Associação de Ajuda ao Recém-Nascido – Banco do Bebé. Neste Lanche à Portuguesa de Solidariedade, os participantes vão contribuir para ajudar uma causa importante, mas também experimentar um lanche tradicional composto por bolos caseiros, segundo receitas genuínas e antigas: quadrados de chocolate com a leveza dos marshmallows, ou russos de amêndoa feitos com a nata fresca batida, além de pães regionais, acompanhados pelos melhores queijos, fiambres e compotas. Nestes dias de frio, estas iguarias são acompanhadas por um aromático chá, com a marca de qualidade TWG, ou por um chocolate quente. O Banco do Bebé é uma instituição criada na Maternidade Dr. Alfredo da Costa, em 1991, fruto da enorme necessidade de ajudar as famílias carenciadas e, que hoje conta com cerca de 60 voluntários que visitam todas as secções da Maternidade, procurando dar apoio, de variadas formas, às mães e aos bebés, não só na maternidade, mas também em apoio domiciliário. Luís Baena, Chef Executivo dos Tivoli Hotels & Resorts, que ajudou a desenvolver o conceito dos Lanches à Portuguesa, estará presente para apoiar esta causa e ainda apresentar esta nova proposta Tivoli dos Lanches à Portuguesa, agora também disponível no Tivoli Lisboa.
Sobre o Banco do Bebé: Através do voluntariado e da forte necessidade de ajudar algumas mães, em 1997 nasceu a AARN – Associação de Ajuda ao Recém-Nascido, que funciona como um “banco” ao qual as mães recorrem para obter os enxovais, alcofas, medicamentos, leites, fraldas, carrinhos e cadeiras de bebé, produtos de higiene, etc. O apoio prestado pelo Banco do Bebé às famílias pode prolongar-se até aos três anos de idade. Para além da alcofa e enxoval fornecidos na altura do nascimento, as mães podem fazer um novo pedido ao serviço social, nas consultas mensais de acompanhamento, que será encaminhado para o Banco do Bebé. Além da satisfação das necessidades, a AARN consegue incentivar a assiduidade às consultas e a toma efectiva dos medicamentos prescritos nas mesmas, através do pagamento da parte não comparticipada pelo Estado. Desde 2002, o projecto de Apoio Domiciliário é fruto da parceria do Banco do Bebé com o Serviço de Neonatologia da Maternidade Dr. Alfredo da Costa, que surgiu da necessidade sentida na pós-alta dos bebés prematuros salvos pelos avanços tecnológicos. Este projecto visa envolver a família e a comunidade no processo de internamento, optimizando recursos existentes e ensinando a cuidar dos bebés.(...)
Para saber mais ou tornar-se membro do Banco do Bebé: www.bancodobebe.org ou geral@bancodobebe.org.

S.A.R., DOM DUARTE CONCEDE PATRONATO REAL À AHP - ALDEIAS HISTÓRICAS DE PORTUGAL

Acaba de ser criada, na histórica Vila da Batalha, a AHP – Aldeias Históricas de Portugal, uma Associação de Defesa, Reabilitação e Salvaguarda do Património. Considerando o carácter de raridade das aldeias históricas e a sua individual e singular identidade assim como o facto que as aldeias históricas são, à sua maneira, lugares de excepção no âmbito do património construído, os signatários da escritura de constituição na maioria, oriundos de Monsanto, ou ligados à aldeia, por laços familiares ou por outras razões, ou, ainda, por aí residirem, entenderam constituir-se como impulsionadores e parte integrante de uma Associação vocacionada para a defesa, reabilitação e salvaguarda do património.(...)(...) Representadas na Associação ficaram as Aldeias Históricas já incluídas no PPDR (Promoção do Potencial de Desenvolvimento Regional), nomeadamente: Monsanto da Beira, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Piódão, Sortelha, Almeida, Belmonte, Trancoso mas todas as outras Aldeias Históricas e Seculares de Portugal que se queiram associar em rede a este projecto, em qualquer altura, poderão fazê-lo.(...)
(...) Consciente do potencial turístico das Aldeias Históricas Dom Duarte, Duque de Bragança, concedeu ao projecto o seu Patronato Real achando que uma associação desta natureza ajuda até a combater a desertificação e a contribuir para o estudo e soluções dos problemas de urbanismo e contenção e áreas envolventes das Aldeias Históricas em referência.
Fonte: AUREN

sábado, 27 de novembro de 2010

PROGRAMA DAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO DE 2010

Dia 1 de Dezembro de 2010
12H00 - MISSA SOLENE DE ACÇÃO DE GRAÇAS, na Igreja Paroquial de Santa Justa, no Largo de São Domingos.
16H00 - HOMENAGEM AOS HERÓIS DA RESTAURAÇÃO, na Praça dos Restauradores.
17H30 - INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO “D. JOÃO IV E A RESTAURAÇÃO”, da pintora Gabriela Marques da Costa, no Palácio da Independência, Espaço Fernando Pessoa.
18H00 - ASSINATURA DO LIVRO DE HONRA DA SHIP e APRESENTAÇÃO DA REVISTA “INDEPENDÊNCIA”, (nova série) No Palácio da Independência.
Convidam-se todos os Sócios e Família para as Comemorações desta Data Histórica que, este ano, se reveste de um significado muito especial
Fonte: Sociedade Histórica da Independência de Portugal

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(Clique na imagem para ampliar)
Exmo.(a) Senhor(a),
Venho desta forma convidá-lo(a) a estar presente na inauguração da exposição: “D. João IV e a Restauração da Independência de Portugal”, pela Pintora e Artista Plástica Gabriela Marques da Costa, que se realizará pelas 17:00 do dia 1 de Dezembro de 2010, no Palácio da Independência – Sociedade Histórica da Independência de Portugal (http://www.ship.pt), em Lisboa.
Estão assim reunidos todos os elementos para um grande convívio Cultural e de Portugal!
English
Dear Madam/Sir,
I hereby invite you to the opening of the exhibition: “D. João IV e a Restauração da Independência de Portugal”, by Gabriela Marques da Costa, that will take place at 5:00pm on the 1st of December 2010, at Palácio da Independência – Sociedade Histórica da Independência de Portugal (http://www.ship.pt) , Lisbon.
So we have assembled all the necessary ingredients for a Cultural and Portuguese event! - Gabriela Gomes da Costa



DUQUE DE BRAGANZA: EL JEFE DE LA CASA REAL PORTUGUESA EN BARCELONA: "LA REINA SOFIA ES UNA MUJER EXTRAORDINARIA"

Parece que a la familia real sueca se le van sumando los escándalos, pues tras las fuertes críticas a los Príncipes herederos Victoria y Daniel por su fastuoso viaje de novios pagado por un multimillonario sueco el verano pasado, la nueva biografía del Rey Carlos XVI Gustavo, revela ahora su participación en todo tipo de encuentros sexuales en situaciones embarazosas y habla de un Rey con limitada inteligencia y poco interés por el cargo, y en breve se anuncia otra biografía, en este caso de su consorte la Reina Silvia, titulada “Silvia, Reina por encima de todo”, que ya está despertando un enorme interés en la prensa y en la opinión pública del país escandinavo. Entre tanto el Duque de Braganza, jefe de la casa real de Portugal, que por razones desconocidas no fue invitado el verano pasado a la boda real sueca, ha pasado unos días en Barcelona invitado por el Círculo del Liceo, el prestigioso club social asociado al gran teatro del Liceo.
Don Duarte, que como jefe de la familia real lusa mantiene muy buenas relaciones con el estado portugués, que siempre cuenta con su presencia en las cenas de estado ofrecidas a monarcas extranjeros de visita en el país, llegó a Barcelona el pasado 9 de noviembre y al día siguiente dio una conferencia en la citada institución en la que disertó sobre la historia de la dinastía portuguesa y su íntima vinculación con España.
Recibimiento y reencuentro - En su intervención el Duque de Braganza, que fue muy bien recibido por la buena sociedad barcelonesa y que se reencontró con su prima la Princesa Elisalex de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, destacó su deseo de haber querido disertar en catalán, lengua que conoce y aprecia, la importancia de Cataluña en la historia de la restauración de la monarquía portuguesa en 1640, y su gusto por revisitar la ciudad condal a la que su esposa y sus hijos viajan con frecuencia camino de las pistas de esquí de Andorra. Hombre de clara vocación política que trabaja con interés por el fomento de una comunidad lusófona internacional, el Duque de Braganza mantiene, en virtud de su jefatura de la familia real portuguesa, estrechos vínculos políticos con las antiguas colonias portuguesas en África, países a los que viaja con frecuencia, y se hace presente en la vida política y social de Portugal donde en fechas recientes fue invitado por el presidente de la república a algunos de los actos oficiales organizados con ocasión de la visita a su país de sus primos los grandes Duques de Luxemburgo.
Persona de acendrada religiosidad compartió su gran admiración por la figura del papa Benedicto XVI, que meses atrás canonizó a su antepasado Nuño Alvares Pereira, y cuya visita a Barcelona dijo haber seguido con gran interés. Pariente de la mayor parte de las actuales casas reales en ejercicio, el Duque de Braganza resaltó su buena relación con sus primos lejanos el Rey Juan Carlos, a quien trató mucho en sus años de juventud en Portugal, y la Reina Sofía, alabando su excelente labor y la extraordinaria personalidad de Doña Sofía, a quien frecuenta más en los últimos años y a quien calificó de “persona extraordinaria”. Así mismo puso un gran énfasis en el importante papel que el conjunto de las casas reinantes de Europa están teniendo actualmente en la promoción del fomento de políticas sociales, de los microcréditos, y de la adopción de medidas en el ámbito internacional para la promoción de la ecología, el desarrollo sostenido y todos los temas relacionados con el medio ambiente.
Don Duarte, que en próximas fechas viajará a Bruselas para asistir a la boda religiosa del nuevo Duque de Parma, se interesó por los cambios de los últimos años en Barcelona, que no visitaba desde la boda de la Infanta Cristina, y paseó por el centro histórico de la ciudad.
Ricardo Mateos - Extra Confidencial.com

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

RETRATO DE UM PORTUGAL EM RUINAS

PARTICIPAÇÃO DE S.A.R., A SENHORA DONA ISABEL DE BRAGANÇA NO SEMINÁRIO "PARTICIPAR NA VIDA PÚBLICA E PARTILHAR A VIDA PRIVADA"

No dia 11 de Novembro de 2010, pelas 18:30h, ocorreu no Auditório A1 da Universidade Católica Portuguesa do Porto, o Seminário Participar na Vida Pública e Partilhar a Vida Privada  ,organizado pela Associação Mulheres em Acção e que contou com o apoio do Projecto «Porto Cidade Solidária» da Universidade Católica Portuguesa do Porto. Nesta Conferência participou e discursou S.A.R., A Senhora Dona Isabel, Duquesa de Bragança.
DISCURSO DE S.A.R., A SENHORA DONA ISABEL DE BRAGANÇA
Agradeço o convite que me foi feito pela Associação Mulheres em Acção para vir à Universidade Católica tomar parte neste encontro sobre «Participar na Vida Pública e Partilhar a vida Privada». Parabéns pela iniciativa.
A questão que começava por lembrar é que todos temos uma vida pública.
Sendo verdade que uns estão mais expostos do que outros, todos estamos conscientes que há sempre em cada um de nós uma realidade pública, na consciência de que só há uma maneira de viver a vida: civicamente.
A verdade humana é feita de relacionamentos, de interdependências... enfim um tecer de comunidades, ligações e responsabilidades que têm sempre um aspecto público.
Pelo simples facto de estarmos comprometidos com aquilo que fazemos - o que quer que seja que façamos -, no nosso dia a dia de afazeres e deveres, no trabalho e na relação com os outros... somos todos chamados a dar exemplo.
Dito isto, é igualmente importante estabelecer que todos temos também uma vida privada.  Essa é que é a história íntima dos nossos sonhos e lutas, do esforço quotidiano para sermos cada vez mais coerentes, das alegrias serenas da missão cumprida, das dores do mundo que sofre à nossa volta e que nos atinge pessoalmente a cada um.
Tendo todos, ao mesmo tempo uma vida pública e uma vida privada, onde se encontra o equilíbrio entre as tensões de uma e de outra?
A minha atitude na vida é que vida privada é um direito e a vida pública um dever. E que, na medida em que para nós é claro o campo de intervenção de uma e de outra, teremos encontrado o caminho desse equilíbrio.
A coisa pública é aquilo que é a obrigação de todos. O bem comum pelo qual todos somos responsáveis e para o qual todos devemos colaborar.
É neste aspecto o que mais me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem carácter, nem do sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons. Por isso cabe a cada um definir-se perante todas as iniciativas por forma a que o bom nunca fique em silêncio. 
Participar na vida pública é consequência lógica de existirmos como seres humanos. É o reflexo das nossas convicções, daquilo que são os valores constitutivos da nossa natureza e da nossa identidade.
E mais que isso, nada do que é humano nos pode deixar indiferente. A injustiça nalgum lado é uma ameaça à justiça em todo o lado. 
Não nos podemos esquivar às nossas obrigações que advêm de duas fontes: as leis da natureza e a nossa identidade como Cristãos e Portugueses. 
As leis da natureza clamam por respeito e boa gestão, quer ao nível da dignidade das pessoas quer dos bens em si. A Terra não é um recurso, ela é uma relíquia de família. 
Quanto à nossa identidade, somos Cristãos e Portugueses. Como Cristãos temos que ser capazes, assim nos exorta São Pedro na sua Carta «de dar a quem quer que seja as razões da esperança que há em nós». Essa esperança baseia-se na certeza do amor de Deus por cada um e na certeza da vida de felicidade eterna que está aberta para todos aqueles que procuram viver desse amor já aqui no mundo. 
Como Cristãos, também sabemos que não estamos sozinhos naquilo que muitas vezes é «a canseira do caminho» como tão bem diz o Papa Bento XVI na sua encíclica "Salvos pela Esperança". «O Senhor é a minha força e salvação, a quem hei-de temer?» pergunta o Salmo 26. 
Como Portugueses, temos uma história de quase 900 anos, cheia de grandes feitos de que nos devemos orgulhar: uma vivência de comunidade em que criámos uma identidade singular com um conjunto de qualidades que ainda hoje são apreciadas e procuradas por todo o mundo. E se nos desgosta legitimamente aquilo que não corre bem, ou alguém em quem não nos revemos, temos a expectativa de que a seu tempo será corrigido, sem pressas, sem angústias, que com a sabedoria e a calma própria de quem já viveu muito e que a História não pára aqui. E sobretudo nessa altura temos o dever de fazer valer os nossos sucessos como incentivo a ultrapassarmos as dificuldades com que cada geração de depara. É aqui apropriada a sabedoria chinesa, também milenar, que diz que qualquer crise é feita de perigo mas sobretudo de oportunidade.
Em época de crise, quando todos choram, há sempre alguém que se lembra de fabricar lenços. E isso torna-se um rastilho para a acção. (Ou não fosse esta conferência resultado das Mulheres em Acção). 
No que diz respeito à questão da vida privada, é claro para todos, que cada um tem direito à privacidade e a estabelecer os limites a partir dos quais pretende ver respeitada essa privacidade. Mas parece que se gerou alguma confusão entre um certo egoísmo que consiste em não querer saber - nem ser incomodado - mesmo em circunstâncias que exigem generosidade, com o oposto - que é fazer estendal da própria privacidade para granjear atenções com vista a um qualquer intuito. 
Só assim se percebe que haja quem se queira expor, muito para além do que é razoável, pretendendo transformar o que não interessa senão ao próprio, numa coisa que supostamente diria respeito a todos.  
A vida privada só deve ser partilhada na medida em que pode ajudar os outros, encorajando pelo exemplo, dando alento, estando próximo dos que sofrem, recentrando questões... e na proporção dos benefícios a obter. 
O bom senso é um elemento essencial da vida para não deixar distorcer a realidade. As coisas são o que são, e é na compostura e na cerimónia que se prova o respeito pelo próximo. 
Quer a vida pública quer a privada são espelho dos valores que nos regem, e testemunho da maneira como procuramos que a nossa vida seja responsabilidade.
Vida pública e privada só se reconciliam respeitanto o forum próprio de cada uma. Não permitindo que haja confusão entre as duas.
Viver a vida e ser capaz de se comprometer na esfera pública, de se empenhar na procura da verdade, do belo e do bom, é sonhar construir um mundo melhor.
Porque o mundo pertence aqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos.
Muito obrigada.
Fonte: Casa Real Portuguesa

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

"NÃO VOU SER CONVIDADO PARA O CASAMENTO".

Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, não espera ser convidado para o casamento do Príncipe William de Inglaterra.
"Não vou ser convidado, porque vão só amigos e os convites de Estado serão apenas para os ingleses", contou ao CM, acrescentando que Kate Middleton "tem todas as qualidades para ser uma boa Rainha. É simpática, inteligente e bonita".
Os noivos vão ainda sortear cem convites entre o povo. Quem for escolhido participa na cerimónia e também na recepção no palácio de Buckingham.
Fonte: Vidas-Correio da Manhã
25 de Novembro de 2010

11º ANIVERSÁRIO DE S.A., O INFANTE DOM DINIS DE SANTA MARIA

S.A., Dom Dinis de Santa Maria de Bragança ou, de seu nome completo, Dinis de Santa Maria João Miguel Gabriel Rafael de Herédia de Bragança, é o terceiro Filho de S.A.R., O Senhor Dom Duarte Pio, Duque de Bragança e de S.A.R., A Senhora Dona Isabel de Herédia de Bragança, Duquesa de Bragança. Nasceu em Lisboa, a 25 de Novembro de 1999, no Hospital da Cruz Vermelha em Lisboa e ostenta os títulos de Infante de Portugal e futuramente, Duque do Porto.
Os meus sinceros votos de um santo e abençoado aniversário e com muita alegria.  Faço votos para que todos os Seus sonhos se realizem, que a felicidade, a paz e a saúde o acomapanhem em todos os dias da Sua vida. Que Deus O guarde e ilumine sempre o Seu caminho.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

HOMENAGEM AOS RESTAURADORES

Integrada nas cerimónias organizadas pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal, a Real Associação de Lisboa vai prestar homenagem aos Heróis da Independência de Portugal de 1640, com a deposição de uma coroa de flores, pelo seu Presidente e pelo Presidente da Juventude Monárquica de Lisboa, no monumento aos Restuaradore, no próximo dia 1 de Dezembro, às 16h00. Acompanhe-nos nesse acto.

Fonte: Real Associação de Lisboa

ENTREVISTA DE S.A.R., DOM DUARTE AO JORNAL "TRIBUNA DA MADEIRA"

"A república atrasou o nosso desenvolvimento". No ano em que se assinala o 100º aniversário do regicídio contra Dom Carlos, o Herdeiro do Trono Português faz um balanço crítico em relação à república. "Nestes anos, Portugal baixou do meio da tabela do desenvolvimento europeu para quase o último lugar, a república atrasou muito o nosso desenvolvimento", lamenta Dom Duarte.
Para o justificar, o Duque de Bragança faz uma resenha histórica dobre este período da história. "A primeira república, que teoricamente foi democrática, foi na realidade a ditadura do partido democrático", começa por explicar. "Esta levou o país a uma situação de caos e bancarrota, que teve como consequência o golpe militar de 1926."
"Este trouxe a segunda república, que durou 40 anos e levou depois ao golpe comunista de 1975, conduzido pela URSS", acrescenta. "Ainda tivemos alguns anos de ditadura, até que finalmente conseguimos uma democracia normal, como a que Espanha atingiu numa transição de poucos meses. Os 10 anos de socialismo controlado causaram muitos problemas à economia e atrasaram muito o nosso desenvolvimento."
Dom Duarte realça as preferências reveladas pelos portugueses nas sondagens sobre o assunto. "As pessoas que preferem a monarquia são 15%, enquanto mais de 30% concordam que um rei seria melhor Chefe de Estado do que um presidente", diz. "Pouco mais de 30% recusam a hipótese de ter um Rei, enquanto os restantes 25% não têm opinião." Curiosamente, o Porto Santo é uma região onde a opinião maioritária é a favor da Monarquia.
Para o Duque de Bragança, a pouca popularidade da Monarquia junto dos portugueses tem uma explicação simples. "Há um problema de informação e de raciocínio lógico", defende. "As pessoas devem ver como são hoje as monarquias: no Reino Unido, Luxemburgo e Bélgica vivem muitos portugueses que o sabem. Devem pensar como estaríamos hoje se tivéssemos uma monarquia: não seríamos como há 100 ou 200 anos."
Lamenta ainda que os portugueses vejam a Monarquia a partir dos "disparates" que lêem nos manuais de História ("que são propaganda antimonárquica descarada") e pensem nas histórias dos contos de fadas. "As revistas cor-de-rosa mostram como vivem as famílias reais hoje, mas na Inglaterra falam muito dos problemas sentimentais."
Apesar da agressividade da imprensa cor-de-rosa britânica, Dom Duarte conta que - numa sondagem feita no país - o Príncipe Carlos foi o mais votado para ser presidente, caso a república fosse implantada na Inglaterra. "Ou seja, o povo pode estar zangado com os Príncipes, mas isto não o faz pensar que uma república será melhor."
De resto, o Herdeiro do Trono Português salienta que todos os países com monarquias têm melhor desenvolvimento económico e social, com excepção da Suíça. "Em 1900, Portugal estava à frente da Suíça, dos escandinavos, da Espanha e de outros países europeus", recorda. "Hoje, penso que atrás de nós está praticamente só a Albânia."
No seu entender, o Rei contribui para a estabilidade política. "É uma figura humana que representa o Estado", opina. Mas influi ainda em aspectos mais práticos. "Nas Monarquias, é o Rei quem nomeia o equivalente ao Procurador-Geral da República, tornando-o um cargo verdadeiramente independente", exemplifica. "Ou seja, pode julgar e perseguir a corrupção dos políticos, ao contrário do que acontece em Portugal."
Dom Duarte insurge-se também contra a impossibilidade de os presidentes serem reeleitos de forma indefinida. "É um elemento que reflecte a insegurança dos regimes republicanos: têm medo do seu presidente, acham que é um potencial ditador", ironiza. "Não faz sentido, se o povo quer o mesmo presidente, porque não há-de continuar?"
O Duque de Bragança desmistifica ainda algumas ideias pré-concebidas. "Dizem que a república simboliza mais uma democracia pelo facto de o chefe de Estado ser eleito", afirma. "Mas isso não corresponde totalmente à realidade, uma vez que os candidatos são escolhidos pelos partidos políticos ou pelos grupos financeiros."
"Se houver um problema grave com o Rei, é mais complicado de resolver do que com um presidente, mas todas as monarquias têm mecanismos para suspender o Rei se existir algum problema", acrescenta. "A verdade é que, no séc. XX, não se verificou nenhum caso de suspensão de Reis na Europa, enquanto presidentes da república que mereciam estar na prisão há uma data deles. Veja-se o caso do antigo presidente francês."
Apesar de todos estes argumentos, admite que para que a Monarquia seja implantada em Portugal é necessário - para além de mais informação da população - que o actual regime político permita que haja uma opinião popular sobre o assunto. Nesse sentido, o Herdeiro do Trono Português lembra um episódio ocorrido na Assembleia da República.
"A Constituição diz que 'a forma republicana de governo' é inalterável mas, através de uma proposta monárquica, o parlamento aprovou por maioria simples que a fórmula fosse retirada, sendo substituída por 'forma democrática de governo'", recorda. "Faltaram poucos votos para obter a necessária maioria de dois terços para alterar o artigo."
"Se numa democracia, o parlamento tem medo da opinião popular e não permite que os portugueses se expressem sobre o assunto, não há nada a fazer", lamenta. "Ou somos uma democracia verdadeira ou então isto é tudo uma fantochada. Não é compreensível que, num assunto tão importante como este, o povo não se possa pronunciar."
É também com insatisfação que o Duque de Bragança encara o rumo que a Europa está a tomar. "A soberania dos Estados está a ser posta em causa com a Constituição disfarçada de Tratado que foi assinada em Lisboa", denuncia. "Espero que isso não aconteça mas, se acontecer, os países com Monarquia pelo menos manterão a sua nação."
No seu entender, o caminho para o federalismo é uma traição aos ideais europeus. "Vai contra o direito natural dos povos, que é manter a independência, embora unidos", critica. "Talvez o melhor caso de sucesso de uniões de povos na História seja a confederação helvétiva, que une 22 cantões com quatro línguas e duas religiões."
"Os burocratas de Bruxelas querem obrigar-nos a ser iguais em tudo", finaliza. "Há casos de intervenções abusivas da UE que são disparates, alguns deles gravíssimos, que podem pôr em causa a nossa agricultura, indústria e artesanato."
"Arquitectura deve valorizar a paisagem da Madeira"
No entender de Dom Duarte, as regiões autónomas são as zonas do país que mais poderiam beneficiar com a implantação de um Regime Monárquico. "Por parte do Regime há o receio que as autonomias ponham em causa a unidade nacional, medo que não existe nas Monarquias", exemplifica. "As ilhas de Jersey e Guernsey não criam problemas à unidade do Reino Unido e, no entanto, têm uma autonomia muito superior à da Madeira."
Para o Duque de Bragança, a Monarquia resolveria também o clima de tensão entre a Região e o continente ao nível político. "Nunca vi um problema como o que existe hoje entre os governos da Madeira e da República em países com um regime monárquico", diz. "As monarquias são muito mais elásticas nas soluções e têm menos constrangimentos."
O Herdeiro do Trono Português elogia o desenvolvimento atingido na Região. "Foi a única excepção que escapou à crise do país", salienta. Mesmo assim, deixa escapar um alerta. "Preocupa-me que o desenvolvimento esteja excessivamente ligado ao turismo", diz. "Por depender de factores altamente psicológicos, trata-se de um sector muito frágil."
Na sua óptica, apesar da pequena dimensão da Madeira, considera que a agricultura poderia ser mais desenvolvida no campo da especialização de produtos de qualidade e biológicos. "Não podemos concorrer com produções em massa, como as da América Latina."
Defende ainda ser fundamental atrair indústrias ligeiras ao nível da electrónica e das novas tecnologias. "Como são abastecidas e exportam por avião não têm as inconveniências do transporte marítimo. Há condições humanas, económicas e de estabilidade para tal."
Para combater o problema da insularidade, D. Duarte sugere ainda que a Madeira tenha um sistema fiscal próprio que estimulasse um investimento estrangeiro "efectivo". "Não o investimento fictício da Zona Franca, com o qual a Madeira não ganha", recomenda.
Ainda em relação ao turismo, lembra que o clima, e a paisagem são os principais motivos que trazem visitantes à Região. "Se o desenvolvimento urbano e a hotelaria não contribuem para melhorar e preservar a paisagem, mas fazem o contrário, estamos perante um contra-senso", lamenta. "A arquitectura e a construção devem valorizar a paisagem."
Noutro âmbito, sugere que os 500 anos do Funchal sejam uma boa oportunidade para dar visibilidade às potencialidades da Madeira. "Com a colaboração da Câmara, quero convidar Chefes de Casas Reais da Europa e tenho a esperança de que alguns possam vir para dar repercussão à Região no exterior", revela. "A Holanda, Bélgica e Luxemburgo estão ligadas à Madeira através da arte flamenga e a Inglaterra através do turismo e do comércio."
"Regicidas foram vítimas da propaganda"
Dom Duarte esteve no Funchal para apresentar o livro "Mar! - Obra Artística do Rei Dom Carlos", da autoria de Carlos Varela Fernandes, Margarida Ramalho, Rui Ramos, Raquel Henriques da Silva e Isabel Falcão. A obra retrata o Rei, diplomata, pintor e investigador oceanográfico, destacando a faceta artística, através de aguarelas por ele pintadas.
O Herdeiro do Trono Português diz estar convencido que, caso os regicidas tivessem conhecido o rei Dom Carlos, não o teriam morto. "Foram idealistas que deram a vida por uma causa em que acreditavam", entende. "Foram vítimas da propaganda de órgãos da imprensa e pasquins feita contra a Família Real, que criou uma imagem muito negativa desta."
"Foi o caso de Bordal Pinheiro com os seus desenhos na 'Ilustração Portuguesa' onde representava Dom Carlos como um porco", critica. "Aquilino Ribeiro, com os seus escritos, também estimulou o regicídio. É estranho que um terrorista como ele tenha sido colocado no Panteão Nacional. Se é por escrever bem, houve outros que o fizeram melhor."
Na sua óptica, o golpe militar que implantou a república aproveitou-se da inexperiência do Rei Dom Manuel II, que "não teve maturidade para reagir à situação política" que estava a ser criada. "A própria Rainha Dona Amélia, muito desgostosa com a morte do marido e do filho mais velho, também contribui para que Dom Manuel desistisse, acelerando a reacção."
"A revolução republicana foi acelerada porque nas eleições que iam ser anunciadas o partido republicano não colhia grande simpatia. Quanto ao regicídio, parece que a intenção original era matar o primeiro-ministro, mas a carbonária portuguesa tentou aniquilar toda a Família Real", explica. "Para além de grande político e diplomata, que amava profundamente o seu país, Dom Carlos foi um grande artista e um artista não pode ser má pessoa."
Madeira, 21 de Dezembro de 2007

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A DOAÇÃO DO CORAÇÃO DO REI DOM PEDRO IV À CIDADE DO PORTO

(Clique na imagem para ampliar)
video
Vídeo: TV Porto

AINDA HÁ DIGNIDADE EM PORTUGAL.

Fonte: Jornal O Diabo - 23-11-2010

ESCOLA PRÍNCIPE DA BEIRA AO SERVIÇO DE GUEIFÃES

Estão inauguradas as obras de beneficiação e ampliação da Escola “Príncipe da Beira”, em Gueifães. Depois de um longo período de espera, no passado sábado, o presidente da Junta de Freguesia de Gueifães, Alberto Monteiro, viu concretizado um sonho que o perseguia desde o seu primeiro mandato. Por isso, em dia de inauguração era “um homem feliz”. Quando tomou posse pela primeira vez, conta o autarca, deparou-se com uma situação “caricata”, que era a junta de freguesia funcionar no edifício da escola. Na altura, nas instalações da junta estavam “os Vicentinos e a catequese”. Estava ainda uma sala de pré-primária a funcionar na igreja. “Isto estava totalmente trocado”. Na mesma altura, havia uma acção da DREN contra a junta por ocupação do edifício. “Tentamos resolver o problema e conseguimos com a Câmara da Maia e com a DREN. Fizemos algumas obras mas as coisas foram-se agravando e eu entendi que devíamos ocupar o nosso edifício e deixamos este para outras actividades”.
Mas como praticamente ninguém usava o edifício este deteriorou-se. Estava entregue à Direcção Geral do Património do Estado (DGPE). Alberto Monteiro foi a Lisboa a pedido do então autarca José Vieira de Carvalho solicitar a transferência do imóvel para o património municipal. “Para meu espanto 30 dias depois recebi uma notícia a dizer que não tinha aparecido nenhum dono do edifício. A partir daí, tratamos do protocolo para transferência o imóvel da DGPE para o município”, conta o autarca de Gueifães.
A escola foi inaugurada em 6 de Março de 1894 pelo Rei Dom Carlos e pela Rainha Dona Amélia e foi denominada Príncipe da Beira em honra do filho Primogénito do Rei. Com as obras pretendeu-se que o edifício retomasse a sua forma e organização inicial. No entanto, houve necessidade de o adaptar às suas novas funções e valências. A primeira sala funciona como“Foyer” e área polivalente para exposições, onde nesta altura se pode apreciar uma exposição da escola de outros tempos. As secretárias, os livros, as sebentas, os materiais pedagógicos, a régua e até as brincadeiras de outros tempos. Tudo bem distante das novas tecnologias usadas nos dias de hoje. O espaço tem ainda uma segunda sala que funciona como salão nobre, que acolheu a sessão solene de inauguração e que começou com a intervenção do Grupo Coral do Centro de estudos Musicais da Maia. (...)
Ler notícia completa no Jornal PrimeiraMão

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

44º ANIVERSÁRIO DE S.A.R., A SENHORA DONA ISABEL DE BRAGANÇA

S.A.R., A Senhora Dona Isabel de Herédia de Bragança, nasceu a 22 de Novembro de 1966 e viveu entre Portugal e Angola até 1975, altura em que a família se mudou para São Paulo, no Brasil, onde estudou no Colégio São Luís. Em 1990, graduou-se na Fundação Getúlio Vargas regressando a Portugal, onde trabalhou na área de gestão de fundos/patrimónios. Em 13 de Maio de 1995 casou, no Mosteiro dos Jerónimos, com S.A.R., O Senhor Dom Duarte Pio de Bragança, Duque de Bragança e Herdeiro do Trono de Portugal prescindindo assim, da sua anterior actividade profissional atendendo às suas novas exigências familiares e protocolares.
Nesta data muito especial, consagrada ao aniversário natalício de Vossa Alteza, os meus sinceros desejos de um dia feliz, e que neste dia todas as alegrias do mundo sejam Suas! Uma vida longa, com paz, saúde e alegria junto daqueles que mais ama. Obrigada por todos os serviços prestados a Portugal!. Que Deus a proteja, guie e ilumine.
VIVA A NOSSA RAINHA!

domingo, 21 de novembro de 2010

O "HORÓSCOPO" DE S.A.R., DONA ISABEL DE BRAGANÇA PARA ESTA SEMANA

S.A.R., A Senhora Dona Isabel Inês de Castro Curvelo de Herédia de Bragança, nascida em Lisboa em 1966 (22 de Novembro), é casada com S.A.R., O Senhor Dom Duarte Pio de Bragança, Herdeiro da Coroa Portuguesa. Até 1975 viveu entre Portugal e Angola, mudando-se nesse ano para o Brasil, onde estudou administração de empresas. Regressou ao seu país em 1990 e, cinco anos depois, casou no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, com S.A.R., Dom Duarte Pio de Bragança. S.A.R., Dona Isabel de Herédia de Bragança, que adora dançar e montar a cavalo, tem três filhos.
CARTA DE INFLUÊNCIA: IX – O EREMITA - O ano de 2011 é de evoluções lentas e diversos obstáculos, todos superáveis. S.A.R., Dona Isabel de Bragança, dará provas de grande optimismo e capacidade de luta, revelando ser não só uma excelente Mãe como uma óptima Gestora. Os filhos serão a sua grande fonte de alegria: sendo crianças de personalidades muito distintas, são todos eles brilhantes. Deve ter cuidados especiais com os ouvidos.
Fonte: Vidas / 20-11-2010
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Uma "gracinha" do Correio da Manhã..., talvez porque se aproxima o aniversário de S.A.R., A Senhora Dona Isabel.

sábado, 20 de novembro de 2010