segunda-feira, 31 de agosto de 2009

IDP – LIGAÇÃO TUA (DOURO) – SANÁBRIA (LAGO DE SANÁBRIA)
No dia 28 de Agosto de 2009 o IDP esteve em Bragança e em Puebla de Sanábria representado por Frederico Brotas de Carvalho, da Direcção e Pedro Couteiro.
Nas duas localidades houve reuniões de trabalho com o Eng. Jorge Nunes, Presidente da Câmara de Bragança no Aeródromo de Bragança e mais tarde com José Fernández Blanco, Alcalde de Puebla de Sanábria.
O Engenheiro Jorge Nunes expressou a sua vontade pela causa da ligação ferroviária a Puebla de Sanábria, vista sempre numa perspectiva de complementaridade com a componente de ligação rodoviária. Explicou o projecto de promoção do Aeródromo a infra-estrutura regional, com alargamento da pista para 2300 x 45 m. Nas proximidades do aeródromo renovado está inscrita em PDM uma área de serviços e logística de 35 hectares.
Espera-se com isso, e em cooperação com os municípios de Castilla-León empreender uma visão de funcionamento em rede das Estruturas de comunicação Ibéricas.
Por seu lado o Alcalde de Sanabria explicou o projecto de TGV passando em Sanábria. No mesmo dia tinha sido adjudicada a Obra da Nova estação. O traçado da nova linha de alta velocidade atravessará integralmente Sanábria em Túnel. Dada a orografia da região a ligação a Ourense, a cerca de 100 km será feita com recurso a 114 túneis e algumas dezenas de Pontes. A sua conclusão expectável é para 2014.
Achamos interessante que se desenvolva um conceito de ligação ferroviária, rápida, moderna, sustentável e frequente que faça uma ligação entre duas massas de água de grande atracção, o rio Douro em Ribatua e Sanábria-Lago de Sanábria, sendo este um fortíssimo ponto de atracção turístico e balnear para os portugueses de Tras-os Montes e Alto Douro.
Deverá ser uma ligação interegional de interesse económico, com forte componente turística mas não esquecendo a vertente logística e sobretudo o serviço de mercadorias diário aos agricultores (pequenos e médios), adubos, fertilizantes, equipamentos, castanhas, azeitona, vinho, fruta e à construção civil (transporte de cimento, aço para construção e todo o tipo de pre-esforçados e outros materiais.)

domingo, 30 de agosto de 2009

O ESTADO DE ABANDONO DUMA LINHA CENTENÁRIA
video

Este vídeo mostra-nos como Portugal está a ser abandonado pelos governantes "marimbistas" deste país e demonstram bem o desprezo que têm pelo nosso património. A linha do Tua foi inaugurada por Suas Majestades, O Rei Dom Luiz I e Rainha Dona Maria Pia em 29 de Setembro de 1887. A jornalista que apresentou esta reportagem deveria ter começado por contar a história da Linha do Tua, cujo projecto começou em 1878. Mas claro, história é passado, porque pertenceu à Monarquia! O que interessa é mostrar a podridão e o desmaselo de Portugal.
Uma Linha sem futuro provavelmente. Nem sequer há respeito pelo trabalho árduo dos nossos antepassados que foram capazes de sonhar e realizar uma obra daquelas! Uma das linhas ferroviárias mais lindas do Mundo!1º TROÇO - FOZ-TUA-MIRANDELA
Ano de 1878
Foram apresentados dois projectos para a construção de uma linha que ligasse Mirandela e Bragança com o caminho de ferro do Douro:
- Um apresentado pelo engenheiro militar João José Pereira Dias e pelo condutor Bernabé Roxo, sob a direcção do engenheiro Sousa Brandão, pela margem direita do Rio Tua;
- Outro da autoria do engenheiro António Xavier de Almeida Pinheiro, pela margem esquerda do Rio Tua.
22 de Junho de 1882
A Câmara Municipal de Mirandela deliberou representar à Câmara dos Pares pedindo a aprovação do projecto de lei que concedia a subvenção de 135 contos de réis para garantia do juro de 5% à empresa que viesse a construir a linha férrea Foz-Tua a Mirandela. Várias individualidades importantes do Porto, nomeadamente Clemente Meneres, coadjuvaram os esforços e as petições da câmara.
11 de Janeiro de 1883
A Câmara Municipal de Mirandela representou a El-Rei, pedindo a construção da linha férrea até Mirandela e dirigiu-se à Associação Comercial do Porto solicitando os seus bons ofícios para apoio da pretensão.
Dezembro de 1883
O Governo adjudicou ao Conde da Foz a construção da linha férrea de Foz-Tua a Mirandela. Mais tarde, trespassou o contrato de construção à Companhia Nacional de Caminhos de Ferro, cujos trabalhos foram dirigidos pelo engenheiro Dinis da Mota.

26 de Maio de 1884
Essa adjudicação foi confirmada por um decreto do Governo.
30 de Junho de 1884
Assinatura do contrato definitivo.
16 de Outubro de 1884
Inauguração dos trabalhos em Mirandela.

27 de setembro de 1887
Abertura solene da linha ao público, com 54 kms de distância e várias obras de arte.
29 de Setembro de 1887
Inauguração da linha com a presença de El-Rei Dom Luís, da Rainha D. Maria Pia, de vários ministros e convidados, salientando-se o artista Rafael Bordalo Pinheiro. A companhia construtora ofereceu um lauto jantar com duzentos talheres no barração do cais das mercadorias, pintado por Manini e decorado por Marques da Silva.
Na mesa real tomaram lugar o Visconde das Arcas, governador civil de Bragança, Bispo da Diocese, General Malaquias de Lemos, Presidente da Câmara Municipal de Mirandela e Visconde de Moreira de Rei, etc.
As locomotivas, que tinham os nomes de Vila Real e Mirandela, foram benzidas pelo Bispo de Bragança, que foi acolitado por 20 eclesiásticos.
01 de Outubro de 1887
O Diário do Governo dá conta do acto de inauguração.

De 20 de Julho de 1903 até 12 de Fevereiro de 2007, ler aqui: http://www.cm-mirandela.pt/index.php?oid=646

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No dia 25 de Abril de 2008, o Instituto da Democracia Portuguesa (IDP) deslocou-se ao alto Douro, com o seu Presidente Honorário, Dom Duarte de Bragança, a Direcção, associados e colaboradores, para realizar uma visita temática cuja preparação logística esteve a cargo do comandante Temes de Oliveira. Esta visita foi o culminar de contactos e trabalhos anteriores, com o objectivo de colaborar com Munícipios da região por forma a identificar pontos fortes e oportunidades e a fim de reduzir as assimetrias regionais e potenciar projectos que sirvam as populações do interior Norte.


Fonte: IDP - http://idp.somosportugueses.com/site/?p=27

sábado, 29 de agosto de 2009

COMUNICADO OFICIAL

Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
Caros seguidores do nosso blog, em primeiro lugar os "Conjurados XXI" querem agradecer todas as mensagens de apoio e de força que todos vocês nos têm dado ao longo destes dias. É muito importante que estas chamadas de atenção sejam bem aproveitadas para pormos o País a falar e a pensar seriamente numa mudança de regime. Prometemos que não vamos descansar até vermos mudanças no panorama político nacional. Apoiamos e ajudamos quaisquer campanhas ou acções que queiram fazer, basta contactarem-nos para o e-mail conjuradosxxi@gmail.com. Pedimos também a TODOS que, ao hastear as vossas bandeiras em casa nos mandem as fotografias das mesmas para as colocarmos aqui no blog. Para quem não tem bandeiras e gostaria de comprar existe a Loja das Bandeiras ao pé da Igreja de Santa Madalena em Lisboa perto da Sé.

Vamos mudar este país!!

VIVA O REI! VIVA A BANDEIRA AZUL E BRANCA!

Conjurados XXI -
http://conjuradosxxi.blogspot.com/

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

BLOGGERS QUE HASTEARAM BANDEIRA MONÁRQUICA FORAM HOMENAGEADOS
Um grupo de monárquicos homenageou esta terça-feira os autores do blogue «31 da Armada» que hastearam a bandeira azul e branca na Câmara de Lisboa e Conjurados XXI que fizeram o mesmo na cidadela de Cascais. Foi um jantar que reuniu defensores da monarquia e «republicanos de bom humor», dizem os organizadores.
«Juntámos monárquicos, republicanos e os chamados marimbistas que são as pessoas que se estão a marimbar para o assunto, numa amena cavaqueira numa jantarada como forma de lembrar que o regime monarquia-república não pode ser tabu», disse à TVI João Távora, um dos promotores do jantar João Távora, da ala monárquica do blogue «Corta Fitas» .
Este designado «grande jantar da liberdade» homenageou o «arguido» Rodrigo Moita de Deus, Henrique Burnay e Nuno Miguel Guedes, do «31 da Armada», responsáveis pela troca da bandeira do Município de Lisboa pela bandeira «azul e branca», e os jovens do blogue Conjurados XXI, que hastearam bandeiras da Monarquia em Cascais na semana passada.
«Parece-me uma forma irreverente e divertida de pôr o país a falar de coisas sérias», disse à TVI Rodrigo Moita de Deus, que foi constituído arguido pela troca de bandeiras nos Paços de Concelho de Lisboa. «As comemorações do Centenário da República do 31 da Armada vão continuar», adiantou.
João Távora ofereceu aos homenageados diversas bandeiras da Monarquia.«Isto é um investimento», afirmou enquanto oferecia bandeiras azuis e brancas aos jovens de Cascais, advertindo, contudo, que a bandeira de maiores dimensões e tecido mais nobre que escolheu para os co-autores do 31 da Armada «não é para a luta».
Fonte:
http://www.tvi24.iol.pt/politica/bandeira-monarquia-blog-31-da-armada-corta-fitas-conjurados-xxi/1084704-4072.html

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

ELEIÇÕES SAEM-NOS DO BOLSO
Jornal "O Diabo" de 25-08-2009
(Clique nas imagens para ampliar)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

JOÃO FERREIRA ROSA, MILITANTE DA BANDEIRA AZUL E BRANCA
Jornal "O Diabo" de 25-08-2009
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IMPRENSA: ENTREVISTA AO JORNAL i - 23/24 DE AGOSTO 2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A PRESENÇA OU A AUSÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO NA POLÍTICA
I. Até ao Século XIX o critério que definia os bons governos nos países da Cristandade inspirava-se em Santo Agostinho e noutros doutores da Igreja.
Quando o Norte de África fazia parte do Império Romano e era terra cristã, aquele que viria a ser conhecido como Santo Agostinho perguntava; “qual a diferença entre um Governo e um bando de ladrões?” O bando de ladrões até poderia governar um país a contento da maioria da população, dizia ele, mas o seu objectivo é o enriquecimento pessoal dos seus membros…Um Governo, para o ser, tem de ter como objectivo o progresso espiritual e material do povo.
Na nossa época o critério parece basear-se no seu nível de democraticidade, mais do que na sua honestidade e competência. Mas quando se avaliam governos de Estados considerados exteriores ao quadro do nosso padrão cultural e civilizacional, são-lhes concedidos grandes descontos, como se fosse admissível que esses povos sejam governados fora de padrões éticos mínimos, desde que eleitos de modo (aparentemente) democrático…
Sob esse critério as monarquias contemporâneas parecem sofrer de um pecado original: o Rei não é eleito, e isso é considerado vergonhoso, por mais democráticas e eficientes que sejam as suas instituições …

II. Recentemente ouvi os chefes do Governo da Suécia, da Dinamarca e da Holanda fazerem os maiores elogios aos respectivos soberanos, mas afirmando que as suas convicções eram republicanas. “ No entanto a nossa Rainha é a melhor defensora da nossa República “, dizia e Primeiro Ministro da Holanda. E o seu homólogo Sueco disse, na festa dos sessenta anos do Rei: “ “com o nosso Rei e sua Família, a alternativa republicana fica no congelador “. Não disse que em todas as sondagens, 80 % dos suecos apoiam a Monarquia
Por outro lado em todas as monarquias democráticas contemporâneas é possível mudar a forma de chefia de estado por um referendo popular (como recentemente foi tentado na Austrália) ou mesmo substituir o rei, o que as torna mais democráticas do que os regimes republicanos, que impossibilitam esse tipo de consultas.

III. Em culturas não europeias, a função sagrada do Rei é assumida com naturalidade, e não só no mundo islâmico. No Japão, por exemplo, o Imperador assume uma missão sacerdotal, tal como, de resto, sucede noutros pontos da mesma geografia. Essa dimensão sagrada existe também de um modo mais subtil na maioria das monarquias europeias e é visível quando das cerimónias de coroação ou sagração.
O Rei é de certo modo um sacerdote que tem o dever de conduzir o seu Povo no caminho da justiça e do progresso moral e material e para tal invoca a ajuda de Deus.
Após a Reforma as monarquias que aderiram ao protestantismo passaram a afirmar que o “ Direito Divino dos reis “ permitia-lhes orientar as suas nações como achassem melhor, inclusive sob o ponto de vista teológico. Esta foi uma interpretação oportunista da doutrina da “ origem Divina de todo o poder, que na Cristandade encontrou o seu primeiro fundamento na pregação de S. Paulo (“omnis potestas a Deo”).“…

IV. Em 1282 o nosso bom Rei Dom Diniz casou-se com a bela e virtuosa Isabel de Aragão. Esta Princesa, hoje canonizada, introduziu em Portugal uma devoção muito especial ao Divino Espírito Santo, que ainda hoje marca a piedade popular e o pensamento erudito contemporâneo, na linha do Padre António Vieira, grande apóstolo dos índios e dos negros no Brasil, e do escritor e poeta Fernando Pessoa, ambos símbolos maiores da Língua Portuguesa e, mais do que isso, criadores e seguidores da verdadeira missão de Portugal no mundo, na esteira, aliás, do entendimento da própria Coroa.
Na verdade, tornou-se uma “doutrina particular “ da Casa Real Portuguesa a convicção de que a missão de Portugal era a preparação do Mundo para o Império do Espírito Santo, a terceira época da humanidade, (após os tempos de Deus Pai e do Filho), também conhecida como “ Quinto Império “.
Essa época de fraternidade universal, na qual todos os governantes se deixariam conduzir pelo Paráclito, surgiria após o fim do Império político português que a tinha preparado.
Curiosamente no nosso último “território do ultramar “, Timor Leste, após 30 anos de ocupação indonésia, a cerimónia de independência foi celebrada no Domingo de Pentecostes.

V. Resulta para mim impossível tratar deste tema sem me inspirar e sustentar no melhor livro de filosofia política publicado recentemente, o qual se intitula « Europa, Os seus fundamentos hoje e amanhã» O seu autor foi, para ventura de todos, chamado pelo Divino Espírito Santo para ser o nosso Santo Padre.
Nessa obra, superlativa sob todos os ângulos, o então Cardeal Joseph Ratzinguer define magistralmente o dilema entre política cristã e teocracia:
Fazendo uso das próprias palavras do Autor: «A Fé cristã - seguindo o caminho aberto por Jesus – baniu a ideia da teocracia politica. Dito em termos modernos, ela promoveu a laicidade do Estado em que os cristãos convivem em liberdade com aqueles que têm outras convicções, unidos pela comum responsabilidade moral fundada na natureza humana, sobre a natureza da justiça. Deste modo, estabelece-se a distinção entre a Fé cristã e o Reino de Deus, que não existe e não pode existir neste mundo como realidade política, mas se torna presente através da Fé, da Esperança e da Caridade e é chamado a transformar o mundo a partir de dentro.”
E mais ensina este grande Mestre:
“Neste sentido, o Estado laico é resultado da opção cristã original, embora tenha precisado de longos esforços para compreenderem todas as suas consequências. Pela sua natureza, este carácter secular, “laico”, do Estado inclui aquele equilíbrio entre razão e religião (….).
Aliás, ele opõe-se ao laicismo como ideologia que, por assim dizer, gostaria de edificar um Estado da razão pura, separado de toda a raiz histórica e que, portanto, só poderá reconhecer os fundamentos morais evidentes para toda a razão. E de tal maneira que, no fim, só lhe resta o critério positivista do princípio maioritário, cuja consequência é o declínio de um direito governado pela estatística. (……)
Um Estado laico pode e, até, deve apoiar-se nas raízes morais inspiradoras que o constituíram; pode e deve reconhecer os valores fundamentais sem os quais não teria nascido nem poderia sobreviver. Não pode existir um estado da razão abstracta e a- histórica.
Na prática, isto significa que nós, cristãos, devemos empenhar-nos, juntamente com todos os nossos concidadãos, por que as bases morais do direito e da justiça se inspirem nas convicções cristãs fundamentais, de modo que o individuo não só as veja fundamentadas, mas também as relacione com toda a sua concepção de vida. Mas, para que essas convicções racionais comuns se tornem possíveis, para que a “recta razão” não se desabitue de discernir, é importante que vivamos a nossa herança, com força e em toda a sua pureza, a fim de que ela seja visível e actuante, com a sua força íntima de persuasão, na sociedade inteira».Peço desculpa da longa citação – mas há coisas que quando são ditas de um modo tão claro só podem resultar diminuídas se terceiros tentarem explicá-las mediante diferentes estilos.

VI. As ideologias totalitárias do Século XX eram todas, sem excepção – e certamente que não por mero acaso - republicanas . Embora algumas se confrontassem entre si, como pólos de sinal contrário, algo de comum as unia: a promessa feita aos respectivos povos e ao mundo inteiro da construção de um mundo livre e justo. Que sob a invocação de tal desígnio se tenha perpetrado uma hecatombe de vítimas, aos olhos de muitos, ainda hoje, não parece factor suficientemente dissuasor…
Na História tudo acaba por se repetir, afinal o mesmo acontecera já com a Revolução Francesa, que numa primeira fase perseguiu ferozmente a Igreja no próprio país, para depois exportar a sua ideologia com os exércitos de Napoleão, que destruíram milhões de vidas.
Mas também há, por outro lado, um fenómeno histórico que merece a nossa atenção:
Quando procuramos chefes de estado que possam ser dados como verdadeiros exemplos de generosa dedicação aos seus povos, geralmente só nos lembramos de nomes de Reis, como o Santo Imperador Carlos de Habsburgo ou o Rei Balduíno da Bélgica, em tempos recentes.
Os Reis geralmente reflectem os valores da sua época. Na Idade Média eram guerreiros que conduziam os seus exércitos à batalha. Na Renascença promoviam o progresso das ciências e artes, e para acelerar o progresso reduziram as liberdades políticas.
E na nossa época, qual é o valor mais sagrado? A Democracia…
Por isso os Reis são os seus grandes defensores, e os príncipes fazem casamentos muito democráticos (ainda que, por vezes, reconheça-se, nem sempre de acordo com o que o bom – senso exigiria…).

VII. Em todas as épocas os Reis e Rainhas caíram nos pecados próprios da fraqueza humana, mas eram corrigidos pela Igreja, à qual deviam respeito. Este foi o motivo do cisma de Henrique VIII de Inglaterra.
Mas o que me causa admiração é que mesmo na nossa época, com todos os seus problemas morais, e as doutrinas muito liberais das Igrejas Separadas da nossa, todos os Soberanos europeus reinantes parecem usufruir da Graça de Estado, que lhes permite desempenhar com amor e qualidade a sua missão.
Conheço-os pessoalmente a todos e estou convencido que eles pedem ao Espírito Santo a graça de saberem desempenhar bem a sua missão. Será que os presidentes das repúblicas também pedem a ajuda de Deus?
Alguns certamente o farão e terão consciência que, ”todo o poder provem de Deus”. Mas haverá algum que o admita?
Nas Américas tivemos o presidente mártir Garcia Moreno, do Equador, e ignoro se mais algum… Na Europa, em geral mesmo os que são cristãos praticantes, acham que devem esconder a sua Fé para não ofender não se sabe bem a quem…
Do que se trata afinal, é de repetir o ensinamento medieval: “Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini tuo da gloriam”.

VIII. Como graça “politicamente incorrecta”, poderíamos dizer que o primeiro republicano foi Lúcifer, o que tentou derrubar o Rei do Céu, provavelmente com a intenção de estabelecer uma república de anjos revolucionários…

Dom Duarte de Bragança

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Este discurso de S.A.R., Dom Duarte foi proferido no dia 4 de Outubro de 2008 quando foi convidado a visitar Roma/Vaticano onde participou na Conferência sobre "As raízes Cristãs da Europa e o papel das Monarquias". Já foi publicado no jornal "A União" dos Açores em 17 de Junho de 2009.

POLÍTICOS MONÁRQUICOS NO SÉCULO DA REPÚBLICA Diário de Notícias (DN Gente) de 22-08-2009
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domingo, 23 de agosto de 2009

UNIÃO IBÉRICA, UMA IDEIA QUE TEM FEITO O SEU CAMINHO...
A ideia está a ganhar terreno. Isso é reconfortante, mas não se trata de uma unificação da Espanha e de Portugal para a Alemanha, pela simples razão de que os dois vizinhos têm destinos distintos desde meados do século XII - excepto num um parêntesis comum, com Filipe II [Filipe I,II e III], entre 1580 e 1640. Mas o projecto de uma união entre os dois países ibéricos que sempre os afastou tem feito o seu caminho. Uma prova, um estudo publicado pela Universidade de Salamanca, uma cidade de Castela perto da fronteira com Portugal. Ela mostra que 40% de Portugueses apoiaria semelhante federação, contra apenas um terço dos espanhóis, que são indiferentes a ela, tanto quanto os seus opositores.
Artigo da imprensa suiça que aborda a ideia (velha) de uma Federação Ibérica.
É curioso que ciclicamente hajam grupos a apoiar uma ideia que já teve o seu curso na pequena história das experiências politicas falhadas.
A ideia da Peninsula Ibérica unida já teve o seu momento entre 1585 e 1640 e nem o constante e abundante fluxo de ouro e movimento de tropas impediu a natural evolução em direcção à divisão.Na verdade foi um desastre politico económico e social que explica em grande parte o que levou os restos daquilo que ainda eram o Reino de Portugal e o seu povo a apoiar e arriscar tudo na Independência pela Restauração.
Basta lembrar as palavras de D. Duarte num comentário à ideia do semanário SOL (de que 30% dos portugueses apoiaria semelhante federação): "isto mostra já a profunda ignorância das consequências de uma pessoa perder a sua Pátria".


Por outras palavras os portugueses que são favoráveis a semelhante projecto ou querem vincar o seu descontentamento afirmando preferir ser espanhois ou por e simplesmente não sabem o que é não ter uma pátria, e se for este o caso é grave porque a História está juncada de povos que pereceram por não terem uma Pátria. Pátria é mais do que o solo que nos sustenta, é também a memória, a identidade e a cultura e estas não são passiveis de anexação, ou sobrevivem ou perecem.

(22 de Agosto de 2009)

A união ibérica, uma ideia que tem feito o seu caminho
«Europa Espanha e Portugal sempre viraram as costas. Algum sonham com uma reaproximação Confederação Ibérica?
A ideia está a ganhar terreno. Isso é reconfortante, mas não se trata de uma unificação da Espanha e de Portugal para a Alemanha, pela simples razão de que os dois vizinhos têm destinos distintos desde meados do século XII - excepto num um parêntesis comum, com Filipe II [Filipe I,II e III], entre 1580 e 1640. Mas o projecto de uma união entre os dois países ibéricos que sempre os afastou tem feito o seu caminho.
Uma prova, um estudo publicado pela Universidade de Salamanca, uma cidade de Castela perto da fronteira com Portugal. Ela mostra que 40% de Portugueses apoiaria semelhante federação, contra apenas um terço dos espanhóis, que são indiferentes a ela, tanto quanto os seus opositores.
Não é tão assim tão mau para os dois vizinhos presos no passado (a fronteira é a mais antiga da Europa), que se ignoram brilhantemente.
Juiz de si mesmo: apenas 1% dos espanhóis vivem em Portugal, contra 2,8% de falantes de Português entre os falantes de espanhol. E, enquanto metade do Portugueses sabe o nome do chefe de Governo espanhol (José Luis Zapatero), não mais que 7% dos espanhóis têm ouvido falar do seu homólogo português, José Sócrates!

Castelhano obrigatório

Ao olhar mais de perto para o estudo, parece que esses estranhos vizinhos ibéricos são favoráveis a uma aproximação. Assim, metade dos Portugueses vê com agrado o castelhano obrigatório nas escolas, dois terços dos espanhóis preferem a eles que a língua de Camões como disciplina opcional.
O estudo sondou a opinião em torno de temas do que seria a substância de uma federação ibérica. Ela mostra que dois em cada três espanhóis (e três de quatro Portugueses) apoia a supressão das restrições à mobilidade dos trabalhadores e das empresas. Composição também é maioritária na homogeneização do sistema fiscal, a fim de melhorar a cooperação judiciária ou militar, para uma reunião trimestral entre os dois governos. Mesmo maioritária, no que se trata de apoiar um Mundial de futebol (talvez 2018), os Jogos Olímpicos ou campeonatos de atletismo
É demasiado cedo para saber se esse sentimento se traduz em iniciativas políticas públicas. Mas agora, os governos podem constatar a ideia de uma união especifica. Em 2006, o semanário Sol em Lisboa indicava que 28% de Portugueses apoiaria uma tal federação, contra 39% hoje.
A maioria deles, que têm uma relação de amor-ódio com o gigante espanhol, visão que se tem tornado cada vez mais confiante contra o vizinho. Mesmo quando nos últimos anos, grandes empresas de Espanha (Zara, a Telefonica, Corte Ingles ...) têm adquirido posições maioritárias em muitos grupos Portugueses. Os espanhóis, no entanto, são menos entusiastas, mas a sua indiferença está a diminuir com o tempo. Por exemplo, na ajuda de Lisboa na luta contra os terroristas da ETA, 87% querem um comando militar e policial unificado.
Então, para quando a lua de mel? A união ibérica pode não ser iminente, mas pelo menos é ilusão. François Musseau, Madrid»
Fonte (artigo original, em francês):
http://realfamiliaportuguesa.blogspot.com/
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Fonte deste texto: http://www.somosportugueses.com/

UNIÃO IBÉRICA, UMA IDEIA QUE TEM FEITO O SEU CAMINHO...

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S.A.R., Dom Duarte enviou-me via email este artigo à 01:30 de hoje e dizia: "A campanha pela "União Ibérica" continua descaradamente... Valha-nos S. Nuno!

Portugal na imprensa suiça.

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Agradeço o favor de divulgarem nos vossos sites e blogues.

MONÁRQUICO: RODRIGO MOITA DE DEUSJornal i de 22/23 de Agosto de 2009
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sábado, 22 de agosto de 2009

ENTREVISTA DE S.A.R., DOM DUARTE AO JORNAL "I" - 21-08-2009

Vídeo: leonidasreal

DOM DUARTE: "NÃO ME IMPORTO NADA QUE ME ESCUTEM" Jornal i - 22/23 de Agosto de 2009
(Clique nas imagens para ampliar)
A DEGRADANTE DEGRADAÇÃOJornal "O Diabo" de 18-08-2009
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

CONJURADOS XXI APELAM AOS CIDADÃOS PARA "NÃO TEREM MEDO" DE SER MONÁRQUICOS
Cascais, 21 Agosto (Lusa) - Os jovens que colocaram bandeiras da Monarquia na Cidadela de Cascais defendem que um rei pode trazer a Portugal "estabilidade" e "orgulho de pertencer à pátria", apelando aos cidadãos para que "não tenham medo" de ser monárquicos.
Lusa - 10:26 Sexta-feira, 21 de Ago de 2009
Numa entrevista à Lusa, quatro dos cinco autores do blogue ConjuradosXXI que hastearam uma bandeira azul e branca na porta principal da fortaleza e outras quatro em postes junto da estátua de Dom Carlos, na madrugada de quinta-feira, mostraram-se orgulhosos pela acção e comprometeram-se a continuar a dar voz à sua causa.
"Muitas pessoas têm medo e não assumem que são monárquicos, porque acham que não é possível, que não é concretizável. Quisemos mostrar que é possível ter estas ideologias e fazer estas acções. Não estamos sozinhos, há muita gente em Portugal que também é monárquico, as pessoas nem têm noção", afirmou um dos jovens.
"Há ideias erradas: se somos monárquicos, vamos andar todos de peruca, ter um grande anel no dedo, andar de coche, mas com certeza há monárquicos na Amadora, em Cascais e em Almada", acrescentou um colega, que também preferiu o anonimato.
Apesar de o grupo não se importar de ser filmado ou fotografado de costas, nenhum dos elementos quer dar a cara ou o nome, por acreditarem que podem vir a sofrer "represálias".
Para os Conjurados XXI, o importante não é identificar os defensores da Monarquia, mas colocar a discussão sobre uma reimplantação do regime "na agenda do dia", até porque nas próprias escolas é ensinado que "o Rei era o mau da fita".
"Como todos os regimes e ideologias, tem todos os lados da medalha, mas uma Monarquia traz acima de tudo uma estabilidade, uma serenidade, uma paz que uma República, que é por natureza rotativa e que está mais ligada a facções políticas, a interesses políticos e muitas vezes económicos", explicou um terceiro bloguista.
Segundo o jovem, que lembrou que a ditadura mais longa ocorreu em plena República, a formação de um futuro rei é direccionada desde cedo para "governar e representar a Nação, uma Pátria a que ele pertence: "O Presidente da República promove-se a uma elite, o Rei entrega-se de alma e coração porque foi educado para isso".
A ideia foi corroborada pelo quarto elemento do grupo (o único que subiu à muralha da fortaleza de Cascais), para quem a aprendizagem de funções por um primeiro-ministro ou um presidente da república diminui as suas capacidades de governação se comparado a um Rei, que consegue fazer alastrar um "orgulho de pertencer à pátria".
"Em Espanha há o orgulho de pertencer àquela nação, aqui não", lamenta.
A iniciativa de quinta-feira dos Conjurados XXI requereu, segundo os próprios, uma pequena escada e algum "treino ninja".
Durante a acção, o grupo que aguardava pelo elemento que tinha subido ao forte viu passar dois carros da PSP e um da GNR, mas não chegou a ser abordado.
HOJE COMO ONTEM...Publicada por Conjurados XXI - http://conjuradosxxi.blogspot.com/2009/08/hoje-como-ontem.html

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

PORTUGAL AZUL E BRANCO
Os republicanos convictos, que não são tantos como se julga, sobretudo os que se encontram instalados nas "comedorias" da República, encararam mal o facto de os monárquicos, para além de existirem, se manifestarem publicamente e não se remeterem àquilo que consideram o seu ambiente natural estereotipado, as touradas, os fados, o "social" onde exibissem bigodes de "pendurar balões", anéis de brasão e outros artefactos que a propaganda republicana lhes colou. Sobretudo, não levam à paciência que, quase cem anos passados sobre o 5 de Outubro de 1910, haja uma geração jovem que não se revê no regime que impuseram pelas armas de buiças, costas e carbonários concentrados na Rotunda e não tenham nomes e apelidos conotados com a "aristocracia", esse bicho-papão que tanto os assusta por pura ignorância. Isso, então, não levam à paciência. Porque,para eles, a Monarquia é coisa do passado, bafienta, regime de privilégios, de falta de liberdade, de democracia, de desigualdades sociais. E não adianta falar-lhes de países que são monarquias e onde tudo o que apontam à Monarquia é o negativo daquilo que dizem. Como o avestruz, metem a cabeça na areia.
O que esses republicanos quereriam é que as comemorações do centenário do regime republicano se desenrolasse na unanimidade dos louvores sem uma queixa, sem uma dúvida, sem qualquer manifestação contestatária. Mas não vai acontecer. Pode o Grão -Mestre da Maçonaria estrebuchar à vontade e chamar "pândegos" aos que, afoitamente, colocaram uma bandeira da Monarquia Constitucional na varanda onde foi proclamada a República e querer assim reduzir os monárquicos a esse epíteto, podem os frequentadores dos blogs insultar com a linguagem da estrebaria de onde vieram, podem os Moral desta história dizer alarvidades. Os monárquicos existem, estão de boa saúde física e mental e não se acomodam ao regime por um prato de lentilhas.
Hoje, também, Cascais acordou azul e branca. Sinal dos tempos. Sinal de que não nos calam. E cada dia que passa calarão menos. Portugal estará cada vez mais azul e branco.
Publicado por João Mattos e Silva
Blogue Real Associação de Lisboa - http://monarquia-lisboa.blogs.sapo.pt/
E... CASCAIS ACORDOU REINO DE PORTUGAL
http://conjuradosxii.blogspot.com
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009
O PRETENDENTE AO TRONO E VASCO PULIDO VALENTE

Fiquei espantado pela forma como o Vasco Pulido Valente reagiu à iniciativa do 31 da armada de hastear a bandeira monárquica na varanda da Câmara Municipal de Lisboa. Antes de mais gostava de fazer uma declaração de interesses, eu gosto do VPV, eu leio o VPV e acho que o próprio VPV deu uma enorme contribuição, enquanto historiador, para desmistificar muitos dos mitos da república - na verdade o povo não queria a república, ninguém ouviu o povo sobre o assunto e nunca o partido republicano teve força para ser governo - VPV ajuda-nos a perceber isso nas suas obras. Mais do que isso, VPV é autor da última biografia de Henrique de Paiva Couceiro, o qual apelida de "o herói português". Por estes motivos e muitos outros, merece a minha estima e consideração.
No entanto, gostava de contar uma história ao VPV. Pelo que vou tentar ser breve, pelo menos tão breve como me permite o facto de ter que contar uma história, a um historiador, vejam lá. Não sei se vou ter sucesso - mas pelo menos tentei. Nunca fui um monárquico de meia-tigela.
Algures em Sintra vive uma família. O pai chama-se Duarte, nome herdado de seu pai Duarte Nuno, a mãe chama-se Isabel, têm três filhos, dois rapazes e uma rapariga. O mais velho é o Afonso, depois há o Dinis e por fim a Maria Francisca, nomes tipicamente portugueses.
Duarte nasceu com uma responsabilidade acrescida sobre os ombros, diziam-lhe que era pretendente ao trono, herdeiro da História de um povo, o povo português. Duarte não teve uma infância fácil, nasceu no exílio na Suíça - exilado da república e exilado da ditadura. Os seus padrinhos de nascimento foram o Papa Pio XII e a Rainha D. Amélia, mulher do Rei D. Carlos. Na década de 50 volta a Portugal, estudou em colégios privados e depois no colégio militar. Cumpriu o serviço militar em Angola, tal como muitos outros portugueses, infelizmente alguns lá ficaram.
Ainda antes do 25 de Abril Duarte, tal como muitos jovens da sua geração, apoiou vários movimentos que reclamavam a autodeterminação das colónias. Mais tarde, já em liberdade, foi um activista decisivo, e de reconhecido mérito, na campanha Timor 87. Enquanto ser humano teve a oportunidade de privar e ter como amigos importantes figuras, de todas as áreas e espectros políticos, importantes para Portugal. Duarte dedicou a sua vida a ser uma pessoa séria e coerente.
Vivemos actualmente num país em que o Primeiro-Ministro mandou fechar a faculdade onde andou, o mesmo Primeiro-Ministro que é investigado pelas autoridades inglesas num escândalo sobre corrupção. O Presidente da República também já foi Primeiro-Ministro, e teve como seu Ministro um ex-banqueiro que agora está preso e nesse mesmo banco, um outro Ministro havia, que está a ser investigado e que o Presidente da República colocou como Conselheiro de Estado. Isto é a república, supostamente investida de poderes equalitários e de ética, a chamada ética republicana.
É preciso lembrar que igualdade é o chefe de estado ser o primeiro entre os iguais, ser o verdadeiro árbitro e moderador do sistema, independente e imparcial - ser do povo, pelo povo e de todo o povo. Cavaco Silva foi eleito por cerca de dois milhões e setessentos mil portugueses - somos cerca de dez milhões.
Quando o VPV diz que é preciso um pretendente está errado. O pretendente existe e vive como qualquer português médio, em Sintra, com a família - estudou, esteve na tropa e até foi à guerra. Leu, informou-se e tem opiniões políticas. Mas mais do que isso tem uma enorme vantagem relativamente aos políticos, classe à qual nunca ambicionou pertencer, é sério e é reconhecido por isso. Como Chefe de Estado seria imparcial, sem ter que fazer favores às empresas que lhe deram emprego, ao partido que o ajudou a eleger, aos comentadores políticos que o bajularam e aos grupos económicos que pagaram a sua campanha.
Como um amigo me disse ontem, "o sistema democrático estará sempre seguro, nem que para isso tenhamos que ir às três da manhã entregar uma coroa a uma criança em Sintra". Pois é, D. Duarte de Bragança tem um filho.

João Gomes de Almeida in Amor em Tempos de Blogosfera
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VIVA O REI! VIVA PORTUGAL!


Música de fundo: fado de João Ferreira Rosa - "Eu não sou republicano"! Não podiam ter escolhido melhor música e... ponto final!
CIDADELA DE CASCAIS: ESTA MADRUGADA
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009
Noticia TVI
http://www.tvi24.iol.pt/politica/bandeira-cascais-31-da-armada-monarquia-bandeira-monarquica-tvi24/1083392-4072.html#
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009
COMUNICADO OFICIAL

Cascais, 20 de Agosto de 2009

Os conjurados vem por este meio comunicar e desmentir parte da noticia avançada pela TVI, que comunica que existe ligação do "nosso movimento" (Conjurados do sec. XXI) ao movimento 31 da armada.
A nossa ligação a este movimente é uma ligação de valores e de apoio a todo o tipo de actividades Monárquicas.

VIVA O REI!
Os conjurados do sec. XXI

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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009
MISSÃO CUMPRIDA

Portugueses,
Daqui posto de comando Conjurados XXI. Depois de Lisboa, Cascais proclama a MONARQUIA!
Às 04:o0 da madrugada a Cidadela de Cascais capitulou, não sendo oferecida resistência, imediatamente, se deram VIVAS AO REI e á NAÇÃO! Cinco Bandeiras do Reino orgulhosamente desfraldadas, marcaram o feliz histórico momento!

Orgulho Portugueses, Portugal é grande outra vez!!

Viva Portugal, Viva o Rei!


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Um grande abraço muito reconhecido aos bravos CONJURADOS XXI pelas várias bandeiras hasteadas em Cascais! Não se contentaram só com uma! Força CONURADOS! Mais acções destas e temos REI de certeza porque não perdemos a memória deste Portugal soberano e independente! PORTUGAL FOI-NOS ROUBADO! HÁ QUE O RECUPERAR!
VIVA O REI! VIVA A FAMÍLIAREAL! VIVA PORTUGAL!
II MASTER DE VERÃO - LAGOS
Anunciamos, com grande gosto, o II Master de Verão em Política do IDP a ter lugar em Lagos no fim de semana de 11, (jantar de abertura) 12 (dia todo) e 13 de Setembro (manhã) de 2009.
Será uma grande forma de concluir o Verão e de iniciar um novo ano de actividades.
Iremos actualizando a informação ao longo das próximas semanas.
Existem 60 vagas.
Preço de inscrição: 120 euros.
Preço para Associados: 60 euros (50% Desconto), com direito a almoços.
O pagamento pode ser feito por transferência para o NIB 0035 0001 0003 1560 4303 6 CGD ou por cheque à ordem IDP enviado para nossa sede Av. Elias Garcia, nº10, 1º Esq. 1000-149 Lisboa
Informações sobre inscrições com o coordenador IDP do Algarve:
Paulo Rosário 96 3914392.
Palestrantes e Conferencistas por ordem de intervenção:
Fernando Nobre, Raquel Paradela Lopes, Constança Martins da Cunha, Mendo Castro Henriques, Manuel Augusto de Almeida, João Villalobos, Pedro Vaz, José Adelino Maltez, Rodrigo Moita de Deus, Rui Castro, Marta Rebelo, João Palmeiro, João Maria Condeixa, Gonçalo Ribeiro Teles, João Evangelista, Jack Soifer, Nuno Marques, Paulo Rosário, Frederico Brotas de Carvalho, Pedro Lomba, Henrique Raposo, Luísa Janeirinho, Ricardo Gomes da Silva, João Titta Maurício, e D. Duarte de Bragança.
PROGRAMA
(Clique nas imagens para ampliar)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

SEREMOS UM DIA EUROPEUS? - *DOM VASCO TELES DA GAMA
Somos um povo com características específicas, nem melhor nem pior que outros, apenas diferente. Temos uma capacidade de trabalho e de improviso notáveis, uma invulgar facilidade para línguas, uma tolerância cultural, racial e até religiosa sem paralelo na Europa, que faz de nós autênticos habitantes do mundo, fundadores, há quinhentos anos, da globalização.
Despojados que fomos há décadas da soberania decorrente da nossa vocação universalista, temos vindo a ser conduzidos pelas inépcias das novas elites, qual rebanho de ovelhas, no sentido de virmos a ser apenas europeus obedientes, bem comportados e “civilizados”.
Mas será este verdadeiro desígnio, que nos foi apontado como alternativa à nossa secular deambulação pelo mundo, exequível? A resposta, quer do ponto de vista sociológico, quer antropológico, parece-me ser claramente negativa.
Dados estatísticos recentemente divulgados, embora confirmem que na Europa continua a baixar a taxa de natalidade, dão conta de que em Portugal é grande a percentagem de crianças de pai ou mãe portugueses, sendo o outro progenitor estrangeiro, com grande incidência em brasileiros, africanos, magrebinos, indianos, europeus de leste, enfim, todo um conjunto de diferentes raças e credos, à excepção de chineses, casos por enquanto menos frequentes.
Este fenómeno, ciclicamente recorrente neste povo ao longo da história da humanidade, que foi o que nos conferiu a nossa identidade, tão diferente da dos nossos vizinhos castelhanos e que já deixou os romanos perplexos, por sermos um povo que não sabia nem se deixava governar, será, em três ou quatro gerações, transversal a toda a sociedade e não contribuirá para nos tornarmos mais europeus.
Quanto à governabilidade, já Camões dizia, com o génio poético que se lhe reconhece, que “um fraco Rei, torna fraca a forte gente”, contemporâneo que foi do declínio de um Portugal motivado por forte projecto comum, que começou a ruir, comandado por um fraco D. João III, devido à mesquinhez e à inveja, também infelizmente características deste povo que somos.
Mas que futuro político resta a este local marginal da Europa a que é hoje politicamente incorrecto chamar Pátria? Exangues com o esforço de sustentar um aparelho de estado que a república tem aumentado até a um limite insuportável, com o único propósito de garantir empregos aos seus apoiantes, sucessivamente a cada ciclo eleitoral, começou a germinar em algumas cabeças a regeneração do regime, pelo reforço dos poderes presidenciais.
Pasma-se como um século de feroz e primária propaganda republicana conseguiu embotar de tal forma a cabeça dos nossos mais preclaros pensadores, que os impede de admitir que a salvação do nosso futuro possa passar sem mais do mesmo!
Diante da ameaça de que nova ditadura venha acabar com o regabofe instalado, como é habitual acontecer em república, nem por um momento lhes ocorre pensarem nas monarquias europeias. Só nas repúblicas francesa e americana conseguem inspirar-se para enfrentar os problemas de que Portugal padece.
O problema só poderia ter solução através de uma chefia de estado independente dos partidos políticos e não deles originária que, não sendo de ditadura militar, como habitualmente ocorre em república, só podia ser o Rei. A novidade do século XXI seria a troca do tradicional título de Rei de Portugal e dos Algarves d’Aquém e d’Além-mar em África, pelo mais verdadeiro de Rei dos Portugueses (como o dos Belgas, embora por diversas razões) da Europa, América, África, Ásia e Oceânia, envolvendo e motivando num projecto comum os muitos milhões de Portugueses e luso-descendentes espalhados pelo mundo.
Temos Rei, temos Povo, falta-nos a liberdade de escolha, pela acção nefasta de elites complexadas e mesquinhas entre as quais se acalenta a nem sempre muito secreta esperança de se virem a fazer eleger presidentes, com mais ou menos poderes, para prolongamento desta sufocante e desesperante podridão...

* Nota: o texto publicado é da exclusiva responsabilidade do autor.
Texto publicado no Diário Digital a 17-Ago-2009

A MORAL DO JOGRALJornal "O Diabo" de 18-08-2009
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terça-feira, 18 de agosto de 2009

E SE PORTUGAL TIVESSE UM REI? Jornal "O Diabo" de 18-08-2009
(Clique nas imagens para ampliar)

O PRETENDENTE AO TRONO E VASCO PULIDO VALENTE
Fiquei espantado pela forma como o Vasco Pulido Valente reagiu à iniciativa do 31 da armada de hastear a bandeira monárquica na varanda da Câmara Municipal de Lisboa. Antes de mais gostava de fazer uma declaração de interesses, eu gosto do VPV, eu leio o VPV e acho que o próprio VPV deu uma enorme contribuição, enquanto historiador, para desmistificar muitos dos mitos da república - na verdade o povo não queria a república, ninguém ouviu o povo sobre o assunto e nunca o partido republicano teve força para ser governo - VPV ajuda-nos a perceber isso nas suas obras. Mais do que isso, VPV é autor da última biografia de Henrique de Paiva Couceiro, o qual apelida de "o herói português". Por estes motivos e muitos outros, merece a minha estima e consideração.
No entanto, gostava de contar uma história ao VPV. Pelo que vou tentar ser breve, pelo menos tão breve como me permite o facto de ter que contar uma história, a um historiador, vejam lá. Não sei se vou ter sucesso - mas pelo menos tentei. Nunca fui um monárquico de meia-tigela.
Algures em Sintra vive uma família. O pai chama-se Duarte, nome herdado de seu pai Duarte Nuno, a mãe chama-se Isabel, têm três filhos, dois rapazes e uma rapariga. O mais velho é o Afonso, depois há o Dinis e por fim a Maria Francisca, nomes tipicamente portugueses.
Duarte nasceu com uma responsabilidade acrescida sobre os ombros, diziam-lhe que era pretendente ao trono, herdeiro da História de um povo, o povo português. Duarte não teve uma infância fácil, nasceu no exílio na Suíça - exilado da república e exilado da ditadura. Os seus padrinhos de nascimento foram o Papa Pio XII e a Rainha D. Amélia, mulher do Rei D. Carlos. Na década de 50 volta a Portugal, estudou em colégios privados e depois no colégio militar. Cumpriu o serviço militar em Angola, tal como muitos outros portugueses, infelizmente alguns lá ficaram.
Ainda antes do 25 de Abril Duarte, tal como muitos jovens da sua geração, apoiou vários movimentos que reclamavam a autodeterminação das colónias. Mais tarde, já em liberdade, foi um activista decisivo, e de reconhecido mérito, na campanha Timor 87. Enquanto ser humano teve a oportunidade de privar e ter como amigos importantes figuras, de todas as áreas e espectros políticos, importantes para Portugal. Duarte dedicou a sua vida a ser uma pessoa séria e coerente.
Vivemos actualmente num país em que o Primeiro-Ministro mandou fechar a faculdade onde andou, o mesmo Primeiro-Ministro que é investigado pelas autoridades inglesas num escândalo sobre corrupção. O Presidente da República também já foi Primeiro-Ministro, e teve como seu Ministro um ex-banqueiro que agora está preso e nesse mesmo banco, um outro Ministro havia, que está a ser investigado e que o Presidente da República colocou como Conselheiro de Estado. Isto é a república, supostamente investida de poderes equalitários e de ética, a chamada ética republicana.
É preciso lembrar que igualdade é o chefe de estado ser o primeiro entre os iguais, ser o verdadeiro árbitro e moderador do sistema, independente e imparcial - ser do povo, pelo povo e de todo o povo. Cavaco Silva foi eleito por cerca de dois milhões e setessentos mil portugueses - somos cerca de dez milhões.
Quando o VPV diz que é preciso um pretendente está errado. O pretendente existe e vive como qualquer português médio, em Sintra, com a família - estudou, esteve na tropa e até foi à guerra. Leu, informou-se e tem opiniões políticas. Mas mais do que isso tem uma enorme vantagem relativamente aos políticos, classe à qual nunca ambicionou pertencer, é sério e é reconhecido por isso. Como Chefe de Estado seria imparcial, sem ter que fazer favores às empresas que lhe deram emprego, ao partido que o ajudou a eleger, aos comentadores políticos que o bajularam e aos grupos económicos que pagaram a sua campanha.
Como um amigo me disse ontem, "o sistema democrático estará sempre seguro, nem que para isso tenhamos que ir às três da manhã entregar uma coroa a uma criança em Sintra". Pois é, D. Duarte de Bragança tem um filho.
17-08-2009 - Texto de João Gomes de Almeida - http://oamornostemposdablogosfera.blogs.sapo.pt/

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

JÁ CHEGOU AO REINO DA AUSTRÁLIA!

Monarchists replace republican flag in Lisbon: http://radicalroyalist.blogspot.com/

The Portugal News online reported that a Monarchist action group climbed to the town hall’s veranda and replaced the municipal flag with the Royal flag. http://www.the-news.net/cgi-bin/google.pl?id=1023-39

E clique também AQUI: http://radicalroyalist.blogspot.com/2008/02/portugals-king-in-waiting-dom-duarte.html

Fonte: Estado Sentido

S.A.R., DOM DUARTE FOI UM DOS CONVIDADOS QUE MARCOU PRESENÇA (Clique na imagem para ampliar)

domingo, 16 de agosto de 2009

PORTUGUESES: Publicada pelo Blogue Scala Régia - http://scalaregia.blogspot.com/
O INTRUSO
O prazer impõe a franqueza; sempre achei. Aquela pessoa era má pessoa – mas eu diverti-me muito com ela. Fiquei a gostar dela. E daí? Não há ninguém que consiga desconvencer-me.
Moscovo é uma cidade horrível, mas, enquanto lá estive, só me apetecia cantar. E por aí a fora. O critério hedonista é mais profundo do que se pensa: se nos soube bem, é porque tem alguma coisa que não pode ser inteiramente má. E é boa, se calhar. Até porque calhou.
A façanha dos bloguistas insubmissos do 31 da Armada ainda hoje me faz sorrir. Só o protocolo da devolução e do intercâmbio das bandeiras (trocar uma bandeira do Boavista Futebol Clube, que representa Lisboa com “paixão ao quadrado”, por uma bandeira que já representou Portugal inteiro) é o suficiente para me oferecer um episódio perdido do Monty Python.
Bem sei que ainda não há muitos monárquicos – foi a revolução republicana que os criou. Mas a verdade é que já há mais do que havia. Ser monárquico não significa acreditar num monarca: significa acreditar no Parlamento e no povo que o elege. Os monárquicos não querem acrescentar nada: só querem restituir ao Parlamento eleito os plenos poderes que merece e de que precisa. Os Presidentes da República é que são reizinhos temporários, instados a interferir pifiamente.
Os monárquicos são os parlamentaristas. São pelos partidos. Defendem as divisões. É essa a parte que leva tempo a perceber. O Presidente da República é que é o intruso.
Miguel Esteves Cardoso - Jornal Público. 14.08.09


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Noutro Continente, aqui: http://www.causaimperial.org.br/noticias/245.html a situação está idêntica à nossa! E já agora aconselho também este blogue: http://monarquia-ja.blogspot.com/
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República, Monarquia e ignorância
E como é que era dantes?
Bom, dantes a monarquia em 1908 era um regime constitucional. Tinha uma Constituição, a velhinha Carta de mais de oitenta anos, um Parlamento com duas câmaras, eleições nacionais para a câmara baixa, deputados republicanos desde 1878, eleições municipais que foram ganhas pelo Partido Republicano no Porto em 1906 e em Lisboa em 1908 e, regra geral, a salvaguarda dos direitos, liberdades e garantias reconhecidos na maioria das monarquias constitucionais contemporâneas, como por exemplo a Inglaterra. Havia censura, que era usada sem grande êxito para impedir ataques ao regime monárquico e ao catolicismo oficial, e durante alguns meses João Franco governou sem o Parlamento, "ditadura" a que um apavorado D. Manuel II pôs termo assim que cingiu a coroa. O chefe de Estado não era obviamente eleito, como não é hoje no Reino Unido, na Holanda, na Bélgica, na Dinamarca, na Noruega, na Suécia, em Espanha, no Canadá e na Austrália, essas tiranias onde os gays e o aborto são reprimidos.
Estranhamente, a I República não alterou muito isto. O chefe de Estado era agora eleito, mas pelos deputados. Nada de sufrágio directo para a Presidência. Era o que faltava, entregar à malta a eleição do mais alto magistrado da nação... O direito de voto, que na monarquia chegou a abranger um universo de 950 mil eleitores, mesmo com a restrição censitária, foi reduzido em 1911 a 400 mil eleitores, os chefes de família que fossem civis e soubessem ler e escrever. Por outras palavras, foi negado aos militares, aos analfabetos e às mulheres.

Pedro Picoito, Cachimbo de Magritte-http://cachimbodemagritte.blogspot.com/