sexta-feira, 31 de outubro de 2008



No dia 24 de Setembro de 2008, SS.AA.RR., Os Duques de Bragança realizaram uma visita Oficial ao Corpo de Intervenções, com o seguinte programa:
- Recepção de boas-vindas;
- Apresentação do briefing e visionamento do Filme da Subunidade",
- Almoço de confraternização;
- Visista guiada às instalações do Corpo de Intervenção;
- Visita à exposição estática de material de equipamento de Ordem Pública e Equipa Operacional com os vários tipos de equipamento.

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Agradeço ao blogue Pensar Real-Pensar Portugal, a amabilidade que teve em enviar-me o "link" deste vídeo para constar no blogue da Família Real Portuguesa. Bem haja!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

PRÉMIO COMISSÃO "DOM CARLOS - 100 ANOS" Jornal "Notícias do Mar" de 01-10-2008
(Clique na imagem para ampliar)
UMA MANHÃ DE RAINHA DONA AMÉLIA
Esta manhã tive de fazer uma visita aos escritórios da EDP, para tratar de assuntos de facturação da empresa de um amigo. Como os ditos serviços se encontram sediados na Camilo Castelo Branco (Mq. de Pombal), levei apenas alguns minutos para lá chegar, tirar a senha e dispor-me a esperar o tempo necessário para estas coisas da burocracia. Ao meu lado estavam duas senhoras bastante idosas, que habitualmente vejo nestas redondezas, seja no café da esquina ou no supermercado.
Assim que me sentei, iniciaram de imediato um contacto, que segundo me disseram, já esperavam há muito. É que costumo usar num blusão, uma pequena bandeira nacional de esmalte e já estou habituado à curiosidade do olhar de alguns, ao fáceis cúmplice de outros e também, ao evidente desagrado dos patetas habituais. As duas irmãs já a tinham visto e perguntaram-me se sabia o que aquilo significava. Não pude deixar de sorrir com esta questão que hoje em dia, nesta época de gadgets meramente decorativos, não é assim tão extemporânea. Esclarecidas àcerca das minhas razões, sentiram-se então muito à vontade para falar. Surpreenderam-me - ou talvez não -, com um diluviano discurso sobre a Rainha Dona Amélia ..."uma Mulher excepcional, culta, moderna, avançadíssima para o seu tempo, de uma elegância e simplicidade extrema"... Filhas de um pai que fora republicano até à morte de Sidónio, desde pequenas ouviam falar naquela, que neste país avesso a novidades, insistira em arrastar os portugueses para o século XX da ciência, protecção do património e mais importante que isto, das conquistas sociais. Estas duas senhoras conhecem de cor o papel pioneiro da Rainha de Orleães. Falaram-me das creches, dos lactários e das cozinhas económicas. Não quis estragar o seu entusiasmo e fingi surpresa por tudo aquilo que me contavam, onde a luta contra a tuberculose, o Instituto Câmara Pestana, os Sanatórios e as Campanhas de Prevenção, encontravam-se no centro da frenética actividade da grande Soberana. A minha surpresa deveu-se antes de tudo, à pujante memória de duas mulheres com quase nove décadas de existência e não pude deixar de escutar pequenos episódios relativos a essa paixão que desde novas cultivam. Quando da visita da Rainha em 1945, o pai levou-as a todos os locais onde puderam contactar com Dona Amélia e orgulhosamente disseram que lhes tinha chamado "minhas filhas", à saída de S. Vicente de Fora, ao mesmo tempo que o pai não se cansava de berrar a plenos pulmões "Viva a Rainha!!"
Após uma meia hora de emotivas recordações, confidenciaram que ..."sabe, naquele tempo era difícil falar à vontade e o meu pai dizia que aquela senhora representava o último momento em que tinha existido liberdade em Portugal". Assim que ouvi isto, o meu interesse avivou-se instantaneamente e descobri então com autêntica surpresa, estar diante de duas senhoras daquilo a que durante o Estado Novo se chamou de "reviralho". Afinal existia uma oposição que não era PC, nem era exclusiva dos órfãos do Afonso Costa e dos seus bandos de caceteiros e caciques locais. Havia um reviralho azul e branco, discreto, mas de firmes convicções que se mantiveram para além do século mais infeliz da nossa História.
Antes de nos despedirmos, ainda tiveram tempo para me dizer ..."que o Sampaio bem podia deixar os preconceitos e prestar uma homenagem pública à Rainha que foi a primeira a interessar-se pela luta que ele hoje diz que quer encabeçar!". Mas logo e bastante desanimadamente concluíram que ..."não, é impossível, eles são muito pequeninos, invejosos e mesquinhos. Falta-lhes grandeza"...
Uma vez mais, aquelas duas mulheres que recebem duas reformas miseráveis e dependem totalmente dos filhos e netos, têm razão em não crer em milagres. É a nossa sina.
Texto: Nuno Castelo-Branco
Fonte: Blogue Estado Sentido - http://estadosentido.blogs.sapo.pt/419274.html
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Nuno, bem haja pelo texto! Eu acredito em milagres! Não posso crer que depois deste nosso esforço e trabalho árduo que se tem feito, uns mais, outros menos, em prol da Monarquia, não iremos ter uma recompensa nem que seja no tempo dos nossos netos... a semente está lançada, é só esperar mais um pouco que ela germine! Força, Nuno!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

XVIII COLÓQUIO DE HISTÓRIA MILITAR

O Palácio da Independência de Portugal, situado no Largo de São Domingos Nº 11, em Lisboa, inaugura dia 3 de Novembro o "XVIII Colóquio de História Militar", dando início ao Ciclo de Conferências intitulado "Política Diplomática Militar e Social de D. Carlos no Centenário da Sua Morte", que irá ocorrer entre os dias 3 a 6 de Novembro de 2008. Pensar Real~Pensar Portugal, que vai estar presente no "XVIII Colóquio de História Militar", irá publicar diáriamente o paínel da Programação editada em Catálogo.

Mais informações: http://www.real-abranches.blogspot.com/

terça-feira, 28 de outubro de 2008

REPORTAGEM FOTOGRÁFICA DO LANÇAMENTO DO LIVRO "PARA LÁ DO COLÉGIO MILITAR, UMA ASSOCIAÇÃO CENTENÁRIA" Autores do livro - Rui Figueiredo de Barros e Gonçalo Figueiredo de Barros SS.AA.RR., Os Duques de Bragança e General Vasco Rocha Vieira.
S.A.R., Dom Duarte e D. Nuno de Bragança van Uden
(Clique nas imagens para ampliar)
Conforme já foi anunciado num tópico mais abaixo deste blogue, o Lançamento do Lvro realizou-se na Sala de Armas do Colégio Militar (Largo da Luz), no dia 24 de Outubro, pelas 18h00, em Lisboa e contou com a presença de SS.AA.RR., Os Duques de Bragança.
Fotos: cedidas gentilmente por Samuel, um ex-aluno do Real Colégio Militar e da Direcção da Associação dos Antigos Alunos do Colégio Militar (AAACM).

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

EXPOSIÇÃO E CONFERÊNCIAS (Clique na imagem para ampliar)
A Real Associação de Viseu tem a Honra de o convidar para a EXPOSIÇÃO DOM CARLOS, UM REI CONSTITUCIONAL e para as CONFERÊNCIAS que se irão efectuar nos dias 31 de Outubro e 6 de Novembro. No dia 31, às 12,30 horas na Igreja de S. Sebastião (junto ao Jardim das Mães, no Rossio de Viseu) celebrar-se-à a Santa Missa pela intenção D'El Rei Dom Duarte, na data do 617º Aniversário do seu nascimento.

domingo, 26 de outubro de 2008

O SENHOR DO TRONO
D. Duarte Pio e D. Isabel Herédia, o casal que simboliza a Monarquia em Portugal.
Confesso que não sendo monárquico, tenho simpatia pelo Duarte Pio, um cidadão com formação humanista e de um civismo exemplar, que ombreia com muitos políticos republicanos em termos de capacidade intelectual.
Foi tenente miliciano na Força Aérea (piloto aviador em Angola) dando sempre uma exemplar prova de maturidade e de grande visão histórica. Tal como Manuel Alegre (em Angola) tinha uma visão futurista diferente da grande maioria, e isso não raras vezes lhe causou engulhos.
Embora nascido na Suíça (na embaixada de Portugal) teve em Portugal a sua formação (frequentou o colégio Nun'Alvares em Caldas da Saúde- Santo Tirso) (1957 a 1959). Enfim, Duarte Pio é um portador de qualidades!
Embora de sangue azul tem na alma o rubro da alegria de viver e no sentimento o verde da ecologia sempre presentes. Amante da caça e apaixonado pela Natureza, tem na sua afeição pelas coisas de Deus um dom inigualável. Seu padrinho de batismo foi o próprio Papa Pio XII.
Enfim, estamos na presença de um ícone da realeza mundial, uma figura acima do patamar vulgar de lineu, mas sempre modesto, sempre simples, capaz de jogar uma sueca e beber um copo de maduro tinto com a malta. Enfim, um puro-sangue lusitano. Não envergonharia a República tê-lo ao leme!
Pai extremoso de D. Afonso Maria, Dona Francisca e de D. Dinis, merece figurar em lugar de destaque nesta galeria de «Senhores» que, um dia que eu já esteja nas praias do Além, possa ser editado e dado a conhecer aos vindouros como o tributo de alguém que amou a vida e se deixou apaixonar pelas almas imorredouras em Portugal nascidas e capazes de servirem de exemplo ao mundo inteiro, de forma intemporal e duradoura.
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É dos tais que já vê em Dom Duarte, o salvador da Pátria e gostava de ter um Rei! O POVO É MONÁRQUICO, SÓ NÃO O SABE!!!

sábado, 25 de outubro de 2008

A RAINHA "SAUDADE"

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Não quero deixar acabar o dia sem homenagear S.M., A Rainha Dona Amélia que faz hoje 57 anos que partiu para o seu eterno e merecido descanso. Durante a sua vida, S.M., A Rainha Dona Amélia perdeu todos os seus familiares directos: defrontou-se com o assassinato do Marido, El-Rei Dom Carlos I , e do Filho mais velho, O Príncipe Real, Dom Luis Filipe, assassinados barbaramente pelos republicanos no dia 1 de Fevereiro de 1908 - O Regicídio -. Vinte e quatro anos mais tarde, recebeu a notícia da morte do segundo e último Filho, Dom Manuel II. Antes, também ficou de luto com a morte de sua filha, a Infanta Dona Maria Ana de Bragança, nascida em parto prematuro.
A Rainha, foi o único membro da Família Real Portuguesa exilada pela "medonha república". Visitou Portugal em vida, bem como o último membro a morrer, aos oitenta e seis anos, no dia 25 de Outubro de 1951. Esta Grande Senhora, esta Grande Rainha e última de Portugal, Dona Amélia de Orleães e Bragança, viveu sofridas décadas de exílio, entre Inglaterra e França, e sofreu também, os horrores da Segunda Guerra Mundial.
Esta frase estava entre as suas últimas palavras: "Quero bem a todos os portugueses, mesmo àqueles que me fizeram mal".

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

AS GRANDES "MULHERES RAINHAS" DE PORTUGAL Revista "Mulher Moderna" - 27-10-2008
(Clique na imagem para ampliar)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

"PARA LÁ DO COLÉGIO MILITAR, UMA ASSOCIAÇÃO CENTENÁRIA"
O Grupo de Reflexão Monárquica Pensar Real~Pensar Portugal, tem a honra de informar que estará presente no lançamento do livro “Para lá do Colégio Militar, uma Associação Centenária”, da autoria de dois ex-alunos do Colégio Militar e Monárquicos de primeira linha, Rui Figueiredo de Barros e Gonçalo Figueiredo de Barros, cuja Obra conta com o Prefácio do General Vasco Rocha Vieira. O lançamento do livro vai realizar-se na Sala de Armas do Colégio Militar (Largo da Luz), no próximo dia 24 de Outubro, pelas 18h00, em Lisboa.
Sobre o historial do Colégio Militar, fazemos hoje uma breve referência a António Teixeira Rebelo, que nasceu no lugar de Silhão, freguesia da Cumieira (Concelho de Santa Marta de Penaguião), a 17 de Dezembro de 1750. Começou a sua carreira militar aos 14 anos e a ela dedicou toda a sua vida: subiu todos os postos da hierarquia a pulso, em concursos sucessivos, até chegar a general, acabando por merecer o título honorífico de Marechal. Coisa inaudita para um filho de agricultores. Foi, entre muitas coisas, ministro de Estado dos Negócios de Guerra e membro da Sociedade Real Marítima Militar e Geográfica, onde apresentou vários trabalhos. Teve um papel decisivo na organização do nosso exército. Contudo, foi a fundação, em 1803, da escola que deu origem ao Colégio Militar que, ainda hoje, faz dele uma referência para muita gente.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

JANTAR DE GALA NO PALÁCIO DE QUELUZ - 13º MEETING INTERNACIONAL

Foram quatro dias em que se desfrutou do melhor de Portugal, mas também não se descurou o propósito da visita ao nosso país. Este ano, fomos o destino escolhido pelo empresário brasileiro João Doria Jr. para a realização do 13º Meeting Internacional, no dia 11 de Outubro de 2008, onde se falou de bioenergia e telecomunicações. Este foi o maior evento do grupo de lideres empresariais realizado fora do território nacional. Além de comemorar os dois séculos da vinda da Côrte Portuguesa ao nosso país, reuniram-se os maiores empresários e autoridades governamentais brasileiros para uma troca de experiências, pela primeira vez em solo europeu. Esta viagem culminou com um jantar no Palácio de Queluz, que recebeu centenas de convidados entre eles, S.A.R., O Duque de Bragança, os Príncipes D. Eudes e D. Alberto de Orleans e Bragança, que residem no Brasil.
Fonte: Revista "Caras" - 25-10-2008

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

sábado, 18 de outubro de 2008

REPORTAGEM DO CONGRESSO "OS MARES DA LUSOFONIA"
Revista da Marinha de 01-10-2008
Conforme foi já anunciado neste blog em http://realfamiliaportuguesa.blogspot.com/2008/09/congresso-os-mares-da-lusofonia-comisso.html, realizou-se nos dias 26 e 27 de Setembro de 2008, O Congresso “Os Mares da Lusofonia" com a presença de SS.AA.RR., Os Duques de Bragança.
1º Dia - 1º Painel: "O mar enquanto espaço de afirmação estratégica e cultural" - 2º Painel: “O potencial económico do transporte marítimo e do turismo náutico”
2º dia - 3º Painel - "Espaços marítimos sob jurisdição nacional - oportunidades e responsabilidades"- 4º Painel - "A recolha sustentada dos recursos vivos e dabiodiversidade; a pesca e a aquacultura” . Momentos antes...
E.... S.A.R., Dom Duarte, deixou-se render pelo cansaço... S.A.R., Dona Isabel não pôde conter o riso...
Aguarelas do Rei Dom Carlos I, datadas de 1886 a 1889 e expostas no Paço Ducal de Vila Viçosa.
Mapa com a Zona Económica Exclusiva dos "Mares da Lusofonia".
(Clique nas imagens para ampliar)
Notícias: http://www.mareslusofonia.net/index.php
Galeria de fotos: http://www.mareslusofonia.net/index.php?option=com_morfeoshow&Itemid=62

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

HOMENAGEM A DOIS COMANDANTES HONORÁRIOS DO BATALHÃO DO REAL COLÉGIO MILITAR




















Príncipe Dom Luiz Filipe com o uniforme do Real Colégio Militar

O Rei Dom Carlos e Seu Filho O Príncipe Real Dom Luiz Filipe, ambos Comandantes de Batalhão Honorários do Real Colégio Militar, foram assassinados no dia 1 de Fevereiro de 1908, no Terreiro de Paço. Decorridos 100 anos da morte de ambos, a Fundação D. Manuel II, presidida por outro Antigo Aluno, S.A.R., O Senhor Dom Duarte de Bragança, (Nº 97 de 1960), constituiu uma Comissão (Comissão Dom Carlos 100 Anos) que integra várias personalidades com destaque em diversos campos da vida nacional, entre os quais alguns outros Antigos Alunos, para desenvolver um conjunto de acções que projectem, na actualidade, o pensamento daquele Chefe de Estado em várias áreas em que se destacou. A figura do Rei Dom Carlos e do Príncipe Real ficaram indissoluvelmente ligadas ao Real Colégio Militar, não só através da memória que deles se conserva, mas também, pelos símbolos que permanecem bem vivos quer na vida quotidiana colegial quer em cerimónias tradicionais como são exemplos: o Teatro oferecido ao Real Colégio pelo Rei no 1º Centenário da sua Fundação e que, ainda hoje, mantém o nome do Príncipe Dom Luiz Filipe, onde se encontra, uma fotografia do Príncipe galhardamente fardado. Foi inaugurado no dia 28 de Setembro de 1865. Dom Carlos foi, ao contrário de outros Monarcas, uma figura muito ligada ao Exército. Como Comandante de Batalhão Honorário do Real Colégio Militar, a sua memória continua a ser evocada anualmente: até hoje, a cerimónia de abertura solene do ano lectivo do Real Colégio Militar, é marcada pela entrega da espada do Rei Dom Carlos ao novo Comandante de Batalhão.

No dia 21 de Outubro de 2008, a Comissão Dom Carlos I irá homenagear El-Rei Dom Carlos I e Príncipe Dom Luís Filipe, no Real Colégio Militar com o seguinte programa:

17H00 – Recepção
17H15 – Sessão de Abertura
17H30 – “O Rei D. Carlos e o Príncipe Real D. Luís Filipe” - Dr. Rui Ramos, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa
18H00 – “Os últimos dias da vida do Rei D. Carlos e do Príncipe Real D. Luís Filipe” - Dr. Miguel Sanches de Baêna, Centro de História da Universidade de Lisboa.
18H30 – Visita à exposição “D. Carlos, um Rei Constitucional” e à mostra de objectos pessoais do Rei D. Carlos e do Príncipe Real.
19H00 – Descerramento da lápide evocativa do Rei D. Carlos e do Príncipe Real D. Luís Filipe oferecida pela Comissão D. Carlos 100 Anos.

Programa: http://www.dcarlos100anos.pt/









Guião, oferecido pelo Rei Dom Carlos I, Brasão e Barretina do Real Colégio Militar

Podem visitar o Real Colégio Militar juntamente com S.A.R., Dom Duarte de Bragança neste vídeo:

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Saiba mais sobre o Real Colégo Militar: http://www.colegio-militar.com/historia/fundador.html

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Em 12 de Dezembro de 2000, em Roma, Sua Alteza Real a Senhora Dona Isabel, Duquesa de Bragança recebeu o Prémio Internacional Women for Peace Award 2000 (Prémio Mulheres para a Paz 2000) com que cada ano a Fundação "Together for Peace Foundation" distingue algumas mulheres que lutaram a favor da paz no mundo. Neste caso o motivo foi o trabalho desenvolvido desde há alguns anos de apoio a organizações assistenciais portuguesas. Nesta mesma ocasião foram também premiadas S.M. a Rainha da Suécia e S.M. a Rainha da Jordânia. A Fundação "Together for Peace" foi criada pela sua actual presidente, Maria Pia Fanfani, viúva do antigo 1º Ministro Italiano. O dinheiro que acompanha o prémio foi doado ao Refúgio Aboim Ascensão, em Faro, do qual a Duquesa de Bragança é protectora. O programa em Roma incluiu uma audiência com o Papa João Paulo II, uma visita ao Presidente da República de Itália, um jantar e uma sessão cultural. Esta Fundação financiada por doadores particulares e empresas, é também utilizada pelo Governo Italiano para distribuir ajuda humanitária pelos países mais pobres do mundo. Durante os seus 15 anos de existência, trabalhou em 66 países distribuindo ajudas no valor de 82.000.000 de dólares. Tem muito prestígio em Itália e no mundo pela competência e honestidade das suas intervenções e dos seus dirigentes. Infelizmente várias Instituições incluindo algumas das Nações Unidas (Unicef, etc...) são conhecidas por gastarem mais com os seus funcionários do que com as pessoas que dizem ajudar, como por exemplo em Timor, onde um policia das N.U. ganha 1.200 contos por mês e um policia timorense ganha 20 contos.
Fonte: Revista "Real" - Março 2001

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

REGICÍDIO: O CRIME QUASE PERFEITO
Há cem anos o Rei D. Carlos foi assassinado no Terreiro do Paço. Com mais de seis livros a assinalar a data, entre uma biografia do Rei, do historiador Rui Ramos, o atentado explicado às crianças, e uma análise da imprensa estrangeira da época, destacamos um que se centra noutra parte da história: aquela que se sucedeu ao crime e que envolveu a Justiça portuguesa durante dois anos. Uma investigação que coligiu mais de cinco mil peças, entre testemunhos, provas e indícios e que a uma semana da revolução, que daria lugar à I República, foi mandada arquivar pelo então presidente do Conselho, Afonso Costa. Não viu a barra do tribunal, mas também não voltou a aparecer num registo que deixe memória. Quando passam 100 anos sobre o homicídio do Rei e do seu filho D. Luís Filipe, um crime sem culpados ou detenções, «O Dossier Regicídio - o Processo Desaparecido», um livro redigido por especialistas em balística, medicina legal, historiadores, e encabeçado por Mendo Castro Henriques, traz a lume documentos que suportam a tese de que o extravio deste processo foi propositado. Sobretudo um documento em que Afonso Costa pede o arquivamento do processo. Senão, «seria a desgraça dos dissidentes», terá afirmado, referindo-se aos monárquicos dissidentes que o apoiavam e que serão fundamentais na instauração da I República.
Conspiração ou acto isolado
Não há hoje grandes dúvidas da natureza do regicídio. Mendo Castro Henriques, em entrevista ao PortugalDiário não tem dúvidas da conjura contra o Rei.
Entre 1880 e 1914, na Europa e nos EUA, há mais 400 atentados contra chefes de Estado, governantes e reis, numa onda de violência que culminou no atentado que levará à I Guerra Mundial. Se muitos foram, de facto, actos de indivíduos isolados, que participavam do ambiente anarquista, Buíça e Costa, os regicidas mais conhecidos, que perderam a vida a matar o Rei, não foram os únicos que preparam o atentado.
Mendo Castro Henriques aponta o dedo aos sectores mais radicais do Partido Republicano que, depois de vários desaires eleitorais, decidem passar para a via revolucionária, encontrando o seu exército na Carbonária, e com a ajuda de algumas lojas maçónicas, adquirem armas no estrangeiro e financiamento nos dissidentes monárquicos.
Ultrapassando a história kitsch das conspirações, o «Dossier Regicídio - o Processo Desaparecido» concentra-se no processo judicial instaurado a 7 de Fevereiro de 1908, concluído a 27 de Setembro de 1910, mas desaparecido após a proclamação da I República.
São tratados relatórios, cartas dos juízos e informadores do Juízo de Instrução Criminal, uma conspiração de que a secreta portuguesa estava também informada, explica Mendo Castro Henriques. As ameaças de atentados não impediram, porém, que o Rei desse «uma prova de destemor», dispensasse o carro fechado e seguisse no landau, a passo, sem capota.
Este é um enigma com inúmeras teses que tem apaixonado historiadores ao longo do último século e que na data do centenário ganha nova vida neste centenário com iniciativas, conferências, exposições e visitas guiadas.
Os historiadores querem agora lançar os dados sobre as inúmeras teses, tentado fazer agora o julgamento que não se realizou há 100 anos.
Leia mais: o filme do momento fatal

terça-feira, 14 de outubro de 2008

A "TOMADA" DE OLIVENÇA PELOS MONÁRQUICOS... Revista "Real" 45/46 - Outubro-Março 2001
Novos contactos do Grupo dos Amigos de Olivença:
Tel.
+351 21 2590577 / +351 96 7431769
Fax. +351 21 2590577
E-mail: olivenca@olivenca.org
(Clique nos textos para ampliar)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

LIVRO-"AS NOVE MAGNÍFICAS"
Helena Sacadura Cabral pretende com o seu novo livro "As nove magníficas-O fascínio pelo poder", mostrar "o outro lado das mulheres para além do de mães e esposas". Assumindo-se como "escrevinhadora", Helena Sacadura Cabral escolheu nove Rrainhas, desde a Fundação de Portugal até ao século XIX, que biografou em curtos ensaios. "Esta foi a minha escolha e nem quer dizer que seja uma História de Portugal no feminino, qualquer outra pessoa escolheria outras mulheres se a quisesse fazer", disse à Lusa Helena Sacadura Cabral. A autora reconhece "estar a meter a foice em seara alheia" mas justifica esta intervenção "enquanto mulher e cidadã atenta num terreno que é de todos nós, o da História deste Portugal que se fez". "Essas Mulheres são sempre lembradas como esposas e mães e, quando muito, por aqueles interregnos em que, não por direito mas por inerência do cargo, assumem determinadas funções políticas". De todas as rainhas escolhidas a única que o foi por direito próprio, é D. Maria II, filha de D. Pedro IV e Maria Leopoldina, a quem deu o cognome de "a Restauradora". "As noves magníficas" são D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, D. Isabel de Aragão, D. Leonor Teles, mulher de D. Fernando, D. Filipa de Lencastre, D. Catarina, avó de D. Sebastião, D. Luísa de Gusmão, D. Carlota Joaquina, D. Maria II e D. Amélia. Helena Sacadura afirma: "Fiz a história, construí pontes onde encontrei vazios, mas o trabalho historiográfico foi feito pela investigadora Maria José La Fuente". Trabalhar com a historiadora espanhola "foi muito interessante", disse Sacadura Cabral que acrescentou: "Somos ambas mulheres e em muitos pontos estamos de acordo, noutros divergimos absolutamente, até porque somos de gerações muito diferentes". "Procurei sempre conciliar a visão de historiadora e mulher com a minha, mas em certos pontos assumi a divergência e foi a minha ideia que prevaleceu", sublinhou. A autora explicou à Lusa uma das divergências: "no caso da Carlota Joaquina, a Maria José opinava que a Corte tinha ido para o Brasil; quanto a mim não era uma `ida` mas sim uma `fuga` e foi assim que escrevi".
Todavia, Helena Sacadura Cabral salientou que "sem a sua visão histórica o trabalho sairia imperfeito". "Aprendi imenso com este livro e os métodos de análise de um historiador não são os do cronista e eu nem me atrevo a chamar-me de alguma coisa mais que observadora da realidade. Se me chamasse alguma coisa seria escrevinhadora, nunca escritora". Das nove mulheres escolhidas a eleita da autora é D. Teresa que apelida de "a autonomista". A mãe de D. Afonso Henriques foi quem mais a impressionou porque "sintetiza tudo aquilo que foi pensar Portugal, a percursora da autonomia que tinha uma visão política e estratégica". Reconhece, todavia, e afirma-se "emocionada", pela "coragem e a ousadia que todas estas mulheres tiveram em determinados momentos".
"As nove magníficas - O fascínio do poder", com a chancela da Esfera dos Livros é apresentado pela deputada Teresa Caeiro, amanhã, terça-feira dia 14 de Outubro de 2008, às 18h30m na Livraria do C.C. El-Corte Inglês, em Lisboa. Relativamente aos objectivos do livro, Helena Sacadura Cabral afirmou: "O que eu gostaria é que houvesse uma campainha na cabeça das pessoas, homens e mulheres, que dissesse: curioso, estudámos isto, mas esquecemos que esta mulher fez isto e isto", sublinhou.
Fonte: LUSA - Agência de Notícias de Portugal
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Helena Sacadura Cabral é licenciada em Economia, tendo obtido o prémio para o melhor aluno do seu curso. Desempenhou vários lugares de Chefia na Administração Pública e foi a primeira mulher a ser admitida nos quadros do Banco de Portugal. Colunista de diversos jornais e revistas, foi também colaboradora da RTP e da SIC. Hoje, mantém uma coluna semanal no DN e um programa na RDP1. É autora das obras Bocados de Nós e Um Certo Sorriso.
Parabéns Lena pelo teu novo livro e por te lembrares das grandes Mulheres que foram Rainhas de Portugal. Aliás era de estranhar se não lançasses este ano um livro Histórico. Lá estarei no Corte Inglês para te dar um abração!!!

sábado, 11 de outubro de 2008

"PREOCUPA-ME O FUTURO DE SINTRA"
A viver desde 1975 em S. Pedro de Sintra, Dom Duarte está preocupado com o futuro do concelho em matéria de planeamento urbanístico, temendo que se transforme num enorme bairro suburbano.
O Duque de Bragança aprecia a natureza e a beleza de Sintra. Quer, por isso, ajudar a preservar o que de melhor tem a Vila. Apela para um crescimento urbanístico ordenado e para o uso dos transportes públicos colectivos. Para relaxar, dedica-se à horticultura.

Sintra é o lugar ideal para se viver? Sempre gostei da ideia de viver em Sintra, mas só em 1975 é que surgiu a oportunidade de encontrar aqui casa. Contudo, hoje há questões que me preocupam. Será que os nossos netos ainda vão ter, no futuro, um concelho agradável, onde será bom viver? Ou será que Sintra se tornará em mais um bairro suburbano de Lisboa? Actualmente, é um local bonito, onde reina a natureza, mas o futuro preocupa-me. O interesse dos habitantes é que Sintra não cresça muito mais, mas sim que a qualidade de vida melhore. Felizmente, o actual presidente da Câmara partilha desta ideia.
O que mais o atrai em Sintra? Por um lado a presença da natureza, por outro a beleza arquitectónica da Vila e de algumas aldeias da zona rural. Depois, há também a simpatia das pessoas. Muitas vezes sinto que estou a viver numa aldeia, onde toda a gente se cumprimenta.
Na sua opinião, o que faz falta em Sintra? Tem vindo a fazer falta um critério claro sobre aquilo que queremos para o nosso futuro. Daí, um desenvolvimento urbanístico descontrolado. E esta questão é fundamental, porque se prende com a qualidade de vida das pessoas. Continua a fazer falta uma política concertada que desincentive o uso do automóvel. Devíamos era estimular o uso dos transportes públicos colectivos. Faz falta uma ligação ferroviária que ligue Sintra a Cascais e uma melhor rede de transportes rodoviários, tal como existe em qualquer outra cidade europeia. Mas faz-se precisamente o contrário. Veja-se: o alargamento do IC19 só vai fazer com que se utilize ainda mais o automóvel.A que actividades se dedica neste momento? Dedico-me à horticultura, aqui na minha horta, mas como um “hobby”. Por outro lado, tenho a direcção da Fundação D. Manuel II, onde é desenvolvido um trabalho com os países lusófonos. Sou, também, convidado a participar em variadíssimas acções culturais, de caridade, entre outras.
Porque motivo não tem um papel mais activo na política? Como Chefe da Casa Real Portuguesa não me é permitido estar envolvido em assuntos partidários. E se não for pela via partidária não há participação política que seja aceite em Portugal. No entanto, tenho tido acções diplomáticas e de colaboração com vários governos lusófonos e árabes. Uma das coisas que considero absurda é o facto de o Presidente da República - que tem de ser uma figura independente e isenta – ser, quase sempre, um líder partidário. É como se num jogo de futebol um árbitro fosse sócio de um dos clubes. Isto é uma das grandes contradições da República.
Fonte: Magazine Cultural de Sintra