domingo, 31 de agosto de 2008

A ÚNICA NETA VIVA DE UM REI DE PORTUGAL
S.A., A Senhora Infanta Dona Maria Adelaide Emmanuela Amália Michaela Raphaela de Bragança van Uden, neta do Rei Dom Miguel I e Filha de Dom Miguel II e da Princesa Dona Teresa de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, nasceu no exílio em St. Jean de Luz (Dept Baixos-Pyrénées), em 31 de Janeiro de 1912. A Infanta Dona Maria Adelaide, tem hoje 96 anos de idade. Casou em Viena a 7 de Julho de 1945 com o médico Dr. Nicolaas van Uden de nacionalidade Holandesa, morrendo já em Lisboa no dia 5 de Fevereiro de 1991.
A Infanta Dona Adelaide, era irmã de S.A.R., O Senhor Dom Duarte Nuno e é tia de S.A.R., O Senhor Dom Duarte Pio, Duque de Bragança.
Em Viena de Austria, tirou o curso de enfermeira e de assistente social. Durante a II Guerra Mundial, sempre que havia bombardeamentos, deslocava-se à noite para prestar auxílio às vítimas. Numa dessas noites, quando chegou à zona dos bombardeamentos viu que estavam a montar uma tenda da Cruz Vermelha. Ofereceu ajuda ao médico que ia começar a operar. Terminados os trabalhos, já ao amanhecer, o médico perguntou-lhe o nome. "Maria Adelaide", respondeu. "E o Sr. Doutor, como se chama? "Eu não sou médico, sou estudante de Medicina". Foi assim que se conheceram em 1944. Casaram ainda durante a guerra e tiveram o primeiro filho em 1945, em Berna, na Suiça. Na Austria, a Infanta Dona Adelaide fazia parte de um movimento de resistência antinazi e acabou por ser presa e condenada à morte pela Gestapo. Felizmente, o Prof. Oliveira Salazar teve conhecimento e interveio junto dos Alemães, invocando que se tratava de uma Infanta de Portugal e, portanto, de "Património Nacional", o que é bastante curioso tendo em conta que a Infanta estava interdita de pisar solo português. Esta intervenção da diplomacia portuguesa resultou na libertação e deportação imediata para a Suíça. Depois da guerra, a Família pôde regressar à Austria.

Em 1949, finalmente em Portugal. A Infanta Dona Adelaide, Seu marido, Prof. Nicholaas van Uden e Filhos na Quinta do Carmo na Caparica, pertença da família Quintela. Da esq. para a dta., Adriano (nascido na Holanda), Filipa, Teresa (bebé), Nuno (nascido também na Holanda) e Francisco (o 1º a nascer em Portugal). O Prof. van Uden, dedicou toda a sua vida à Investigação na área da Bioquímica e genética molecular. Fundou também os "Estudos Avançados de Oeiras" para pós-graduação de investigadores, na maioria estrangeiros.

S.A., A Infanta Dona Adelaide, em Portugal, começou a trabalhar na assistência social, porque aquela zona da Trafaria e Monte da Caparica era, então, muito pobre. Era também uma zona tampão da vinda de gente do interior que migrava para a capital e acabava por ali ficar. Desenvlveu um trabalho intenso, sobretudo na zona das barracas, onde recolhia as crianças recém nascidas ou mesmo as mães prestes a dar à luz, levando-as para a Fundação Dom Nuno Álvares Pereira, localizada em Porto Brandão, da qual era Presidente. As crianças viviam na Fundação até à puberdade, transitando então para outras instituições, como as Oficinas de São José, dos Salesianos, até ganharem asas para voar. Um dos seus Filhos, também frequentou parte da instrução primária na Fundação. Na foto acima, (retirada do blog Sem Contorno de João Mattos e Silva), a Infanta Dona Adelaide, entrega enxovais a recém-nascidos em 15 de Maio de 1964, dia do 19º aniversário do Príncipe da Beira, na Maternidade Alfredo da Costa. Acompanham a Infanta Dona Maria Adelaide, Maria da Conceição Vanzeller, Maria Miguel Santos Silva, Emília Mattos e Silva, Teresa Costa Macedo e João Mattos e Silva. Nessa época haviam pessoas que a consideravam extraordinária e outras que não A compreendiam achando-A "comunista" por ter vindo de fora, ter casado com um estrangeiro e por causa da suas gandes qualidades: simplicidade, generosidade, afectividade, caridade pelo próximo e sempre ao dispôr dos necessitados.
S.A., A Senhora Infanta Dona Adelaide, apesar dos 96 anos de idade, esteve presente até ao final nas Cerimónias Religiosas do Centenário do Regicídio, no dia 1 de Fevereiro de 2008 por alma de S.M., O Rei Dom Carlos I e S.A.R., O Príncipe Dom Luiz Filipe, na Igreja de São Vicente de Fora.
A Infanta Dona Adelaide, acompanhada e apoiada pelo Seu Filho, D. Fancisco de Bragança van Uden, à saída da Missa Solene e dirigindo-se para o Panteão Real onde foi prestada uma homenagem aos túmulos do Rei e Príncipe. Não é qualquer pessoa, que chega aos 96 anos de idade. Se A Infanta chegou, é porque Deus assim o quis. - "Quem dá aos pobres, empresta a Deus" -. E a Infanta Dona Adelaide foi ajudada também por Deus a ultrapassar tantas dificuldades que teve na Sua vida. "É no dar que se recebe", eis a recompensa!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

COMITIVA REAL NA INAUGURAÇÃO DA LINHA DO TUA
Foi no dia 27 de Outubro de 1887 que a locomotiva "Trás-os-Montes", tripulada pelo Engenheiro Dinis da Mota, procedia à inauguração da Linha do Tua, entre o Tua e Mirandela, na presença D'El Rei Dom Luís I e do Príncipe Real que compareceram às concorridas cerimónias na estação de Mirandela. O 1º troço desta linha, entre Tua e Mirandela foi inaugurado no dia 29 de Setembro de 1887 com a presença da Família Real, El-Rei Dom Luís I e a Rainha Dona Maria Pia, acompanhados de vários ministros e convidados, salientando-se o artista Rafael Bordalo Pinheiro. O comboio Real foi rebocado pela locomotiva n.º 1, que recebeu o nome de "Trás-os-Montes", pilotada pelo Chefe da Exploração, Eng. Dinis Moreira da Mota. Na estação do Tua compareceram as Câmaras Municipais de Alijó, Carrazeda e Pesqueira e em Mirandela aguardavam Sua Majestade, o Sr. Governador Civil e Bispo de Bragança, as Câmaras Municipais de Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Bragança, Valpaços, Vila Flor e Alfândega da Fé, acompanhados de seis bandas de música e de milhares de pessoas. Sua Majestade e a comitiva Real estiveram nas cerimónias oficiais que tiveram lugar nos Paços do Concelho. Mirandela começou a sentir o progresso, motivado pelo caminho-de-ferro. Os estudos desta linha, assim como a sua construção, ficaram considerados como dos mais notáveis trabalhos da engenharia portuguesa. João da Cruz do concelho de Carrazeda foi o seu principal obreiro. Comparada às famosas linhas transalpinas, nos roteiros ferroviários internacionais a Linha do Tua, obtem a pontuação máxima. Considerada uma experiência de beleza única, infelizmente a Linha do Tua, no espaço de um ano e meio, tem somado consecutivos e estranhos acidentes, ao que levou o Ministro das Obras Públicas, Mário Lino, afirmar públicamente, que o fecho da Linha do Tua "é uma hipótese", mas só "se não houver alternativas", e que só se pronuncia após conclusão das investigações dos sinistros. O Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT) que não acredita em «coincidências», acredita que há motivos para que a Polícia Judiciária e o Ministério Público investiguem as causas dos acidentes. Pensar Real~Pensar Portugal, que também se opõe ao projecto de construção de uma barragem na foz do rio Tua, considera que o desaproveitamento destas linhas para o turismo é uma falha grave e que se devem apurar as causas dos reais acontecimentos.
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Enfim! Uma Linha sem futuro provavelmente. Nem sequer há respeito pelo trabalho árduo dos nossos antepassados que foram capazes de sonhar e realizar uma obra daquelas! Uma das linhas ferroviárias mais lindas do Mundo.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

RECEPÇÃO À CHEGADA DE S.A.R., DOM DUARTE

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No vídeo podemos observar S.A.R. Dom Duarte, o Presidente da Câmara de Boticas e o Prof. Mendo Castro Henriques à entrada dos Paços do Concelho, a ouvir o Hino da Maria da Fonte, tocado pela Banda de Música de Lousada. Vídeo de Diogo Dantas - Blogue O Monárquico - http://monarquico.blogspot.com/

VÍDEO DA VISITA A BOTICAS PELO IDP

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As Festividades em Honra de Nossa Senhora da Livração, contaram este ano com a Honrosa visita do Duque de Bragança. Entrevistas de S.A.R., Dom Duarte e Presidente da Câmara.
Alto Tâmega TV -
http://altotamegatv.com/content/view/99/1/

domingo, 24 de agosto de 2008

VISITA REAL A BOTICAS
S.A.R., Dom Duarte de Bragança visitou o Concelho de Boticas (Alto Trás-os-Montes) no passado dia 16 de Agosto de 2008, marcando presença nas festividades em honra de Nossa Senhora da Livração.
O Presidente da Câmara, Fernando Campos, recebeu O Duque de Bragança e respectiva comitiva num almoço de boas-vindas, seguindo-se uma recepção no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
Dom Duarte fez-se acompanhar neste visita pelo Instituto da Democracia Portuguesa (IDP), que apresentou várias iniciativas, como o curso de Cidadania para as comunidades Portuguesas, um programa que visa favorecer a integração e o exercício dos direitos políticos em Portugal e nos países de acolhimento pelas comunidades portuguesas, assim como todos os cidadãos lusófonos, em geral.
A cerimónia nos Paços do Concelho foi aproveitada pelo Duque de Bragança para analisar a cooperação entre as comunidades portuguesas no mundo, os luso-descendentes, e a população nacional.
O Presidente da Câmara Municipal congratulou-se pelo facto de Boticas receber Dom Duarte nos Paços do Concelho, "Um Homem sempre empenhado nos problemas do país e em procurar soluções para os diferentes problemas, dando um forte contributo para a democracia portuguesa". Esta foi a terceira "Monarquia aberta" de Dom Duarte, segundo o qual "não haver férias para a identidade nacional", permitindo abordar questões de cidadania, ordenamento do território e propostas de organização de associações de produtores, como já anteriormente havia feito o IDP em vários pontos do país. Mais tarde, pelas 17 horas, Dom Duarte participou na Missa Solene e na majestosa procissão em honra de Nossa Senhora da Livração, ao longo da qual se integraram milhares de pessoas. No total 28 andores, compostos exclusivamente de flores naturais. No vídeo da procissão, quase no final, poderão ver S.A.R., Dom Duarte acompanhado por elementos da direcção do IDP.
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S.A.R., Dom Duarte apesar de estar apoiado a uma canadiana visto estar com um pé magoado, não deixou de cumprir a Sua devoção por Nossa Senhora, assim como colocando sempre à frente a Sua preocupação pela degradação de Portugal!!! VIVA O REI!

REAL VISITA DE TRABALHO A BOTICAS Realizou-se no dia 16 de Agosto de 2008, a terceira visita temática ou "monarquia aberta", como alguns jornais gostam de chamar do IDP-Instituto da Democracia Portuguesa, com a presença de S.A.R., Dom Duarte de Bragança, Sócio Honorário. Decorreu no âmbito das Festas do Concelho de Boticas (Trás-os-Montes) e permitiu abordar questões de cidadania, ordenamento do território, e propostas de organização de associações de produtores, como já anteriormente havia feito o IDP em vários pontos do país.
O diálogo e a cooperação entre as comunidades portuguesas no mundo, os lusodescendentes, e a população nacional encontraram-se no Municipio de Boticas a 16 de Agosto de 2008.

Afim de promover uma reflexão sobre o que alguns já chamam a Lusoesfera, D. Duarte fez-se acompanhar pelo Instituto da Democracia Portuguesa (IDP) que apresentou várias iniciativas, como o curso de e-learning de Cidadania para as comunidades portuguesas.
Rui Monteiro e Diogo Dantas, apresentam a plataforma. Os cursos em plataforma web 2.0 visam favorecer a integração e o exercício dos direitos políticos em Portugal e nos países de acolhimento pelas comunidades portuguesas e pelos cidadãos lusófonos, em geral. O presidente da Câmara Municipal de Boticas e Vice-Presidente da Associação Municipal de Municípios, Fernando Campos, manifestou grande interesse no projecto.Intervenção do Presidente da Direcção do IDP - Prof.Mendo de Castro Henriques:
S.A.R., Dom Duarte, Sr. Presidente da Câmara Municipal de Boticas, Sr. Presidente da Assembleia Municipal, Minhas Senhoras e Meus Senhores:
Estamos aqui nestas boas terras históricas de Boticas para vos acompanhar nas festas de Nossa Senhora da Livração, festa cuja origem se perde nas brumas do tempo mas que vemos estar bem viva no querer destas gentes. Estamos aqui com o Instituto da Democracia Portuguesa (IDP) de que é Presidente de Honra Dom Duarte, Duque de Bragança, personalidade que bem conheceis da vida nacional e que tem feito a razão de ser da sua vida acompanhar as preocupações dos portugueses e contribuir com o seu conselho e experiência internacional. Por isso, também, desde sempre tem estado presente em todas regiões do país porque Ele representa a memória histórica dos portugueses, o nosso presente para o futuro. O IDP é uma organização de cidadania, uma associação de portugueses de todas a regiões do país, de norte a sul, das regiões autónomas e das comunidades portuguesas no exterior, contando também com cidadãos de países lusófonos como Angola Moçambique, Guiné-Bissau e Brasil, Timor e Cabo Verde. E como somos de todas as regiões, deslocamo-nos às mesmas para aprender com quem lá vive, para sentir os seus problemas e partilhar as suas alegrias e realizações. Hoje em Boticas é um desses momentos de festa. Estão aqui presentes os presidentes de todas as Juntas de Freguesia e os presidentes da colectividades do Concelho que podem atestar como tem progredido toda esta comunidade. E o nosso contributo para essa festa da cidade de Boticas, é partilharmos convosco os interesses da cidadania.
A cidadania é a aprendizagem do que em conjunto podemos fazer e de que individualmente cada um de nós não seria capaz. A comunidade política caracteriza-se pela instituição de um poder legítimo que realiza finalidade que sozinhos não conseguiríamos alcançar. A comunidade de cidadãos torna-se democrática à medida em que proporciona a cada um dos seus membros a capacidade de participação responsável nos assuntos de interesse público. Mas para que a democracia portuguesa seja eficaz, temos que saber o que o Estado nos deve e o que nos pertence. Temos que compreender melhor através da cidadania económica se o dinheiro dos nossos impostos serve reais benefícios. Temos de compreender se os grandes investimentos e os dinheiros recebidos da União Europeia estão a fazer crescer o sector dos bens de produção e as vias de comunicação que interessam ao país. Temos de compreender que o interior do país merece apoios como mereceram as regiões autónomas, porque não pode continuar a perder população e perder produto bruto quando tem mais de metade do território, do país. Por tudo isso, temos que fazer a Aprendizagem de Cidadania. E por tudo isto, vamos então apresentar sumariamente um curso de cidadania em ambiente de Web 2.0., um curso de e-learning de cidadania apoiado em livro cientificamente credenciados. A este curso, como tudo o mais através da internet, pode-se ter acesso em qualquer ponto de mundo. As comunidades portuguesas no exterior bem como todos nós dentro do país ficam assim com um instrumento privilegiado que quisemos apresentar aqui em Boticas.
Uma palavra final para o Sr. Engenheiro Fernando Campos. Sei bem desde que o conheci no Instituto da Defesa Nacional, como ele é um rosto que fala por Boticas, aqui na cidade, na região, em Trás-os-montes, no país. Mas o que quero sublinhar é que ele fala legitimamente por Boticas porque tem obra que fala por ele. É um exemplo do que nós consideramos na democracia portuguesa: saber fazer participar todo este povo no progresso do seu município e da sua região, promovendo um desenvolvimento sustentado. E isso é cidadania e por isso lhe agradecemos que tenha aceite o nosso desafio de lançar aqui, a primeira pedra desta grande aventura. - Prof. Mendo de Castro Henriques (Presidente da Direcção do IDP)
S.A.R., Dom Duarte, Presidente Honorário do IDP assina os protocolos. S.A.R., Dom Duarte de Bragança discursa perante a plateia.
S.A.R., Dom Duarte e Fernando Campos, Presidente da Câmara Municipal de Boticas.
O Presidente da Câmara, Fernando Campos oferece a S.A.R., Dom Duarte uma replica do guerreiro castrejo, simbolo de Boticas.
Fotos: Rui Monteiro
Fonte: Blog Causa Monárquica - http://www.causa-monarquica.tk/

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

AS FÉRIAS DA FAMÍLIA REAL
Depois da estadia no Brasil - Minas Gerais e São Salvador da Baía, A Família Real Portuguesa depois duma curta passagem por Portugal, esteve uma semana a convite dos Primos de S.A.R., Dom Duarte, os Príncipes do Grã Ducado do Luxemburgo, na casa de férias que a Família Grã Ducal tem em Côte d'Azur.
(Clique na imagem para ler a notícia)
Texto: Paula Telo Alves - Jornal Semanário Contacto do Luxemburgo
Fotos de: Manuel Dias - Reporter e Fotógrafo do Grã Ducado do Luxemburgo
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O Jornal Contacto é um semanário para a comunidade de língua portuguesa no Luxemburgo. Fundado em 1970. O jornal pertence hoje ao maior grupo editorial do país, o grupo Saint-Paul, e destina-se a todas as comunidades de língua portuguesa no país, incluindo portugueses, naturalmente, mas também caboverdianos, angolanos e brasileiros. A comunidade portuguesa no Luxemburgo é a maior comunidade estrangeira no país, representando entre 16 e 18% da população total. Orgulham-se de chegar a mais de 60% dos portugueses no país, segundo as últimas sondagens sobre o consumo dos media no Luxemburgo, e é o semanário mais lido no Grão-Ducado, com 11% de taxa de penetração a nível nacional (à frente mesmo do mais popular semanário em língua francesa, que só regista cerca de 7%).

Os Príncipes Guillaume e Sibilla estiveram em Lisboa nos dias 10 e 11 de Abril de 2008 para participarem na 6ª Conferência dos países europeus, mediterrânicos e árabes do programa Duque de Edimburgo, do Príncipe Eduardo de Inglaterra/Prémio Infante Dom Henrique.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

PORTUGAL ESTÁ NUMA SITUAÇÃO PREOCUPANTE!
Afinal, a crise económica e social que se vive em Portugal, atinge apenas a classe média e os pobres ou…também chega às classes altas? A verdade é que os mercados de luxo em Portugal continuam a registar elevadas taxas de negócio. Por exemplo no Algarve o imobiliário está em alta, registando uma taxa de ocupação de 100 por cento. Segundo o Jornal de Notícias já não há vivendas e apartamentos para alugar em Vale do Lobo e Quinta do Lago, locais de luxo do Algarve onde passar uma semana de férias custa a módica quantia de 2500 euros. O negócio automóvel também não pára, sobretudo o de luxo, e as vendas em Portugal continuam ao mesmo nível de anos anteriores. Dom Duarte Pio de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa, Mendo Castro Henriques, presidente da direcção do Instituto da Democracia Portuguesa (IDP) e Frederico de Carvalho, da direcção do mesmo Instituto, falam sobre a crise e se, afinal, ela chega aos ricos ou nem tanto.
D. Duarte de Bragança começa por dizer que Portugal «está numa situação preocupante porque seguimos o modelo errado de desenvolvimento».
«Estamos a destruir, por ano, milhares de hectares de terras agrícolas que são destruídas, sendo que a capacidade de produção alimentar diminuiu de ano para ano»
, explica, acrescentando que «as populações que abandonam as aldeias perderam a capacidade técnica de produção alimentar». Lamenta que, «para além de a comida escassear, o Pais está muito dependente do desperdício de energia». «A riqueza mais importante que um País tem é a sua terra agrícola e, essa, é irrecuperável, uma vez destruída jamais se recupera». A inconsciência, a irresponsabilidade e, sobretudo, a ignorância de quem nos tem dirigido levou a esta situação. Só nos últimos 10 anos perdemos 180 mil hectares de terras agrícolas em Portugal. Tem que haver uma resolução imediata dos problemas de alimentação e de segurança», alerta, lembrando que, a médio prazo, «o País tem que investir em formação profissional, técnica e a educação, em geral. Aí está também a raiz dos restantes problemas». «Se não tivéssemos tantos governantes incultos nas últimas décadas em Portugal não teríamos chegado à situação a que chegámos». Investiram em cimento, em estádios de futebol, em auto-estradas, em construções. «Se a democracia funcionasse perguntava-se à população o que eles queriam», conclui o chefe da Casa Real.

PRECISAMOS É RECONHECER NOVOS "PARADIGMAS ECONÓMICOS"
Para Mendo Castro Henriques, Presidente da Direcção do Instituto da Democracia Portuguesa (IDP) «estamos a desperdiçar oportunidades e esforços». «A crise não é de falta de dinheiro mas de falta de orientação económica e politica sustentáveis».
1- Na sua opinião, a crise que afecta o País atinge a classe média, os pobres, e passa ao lado dos ricos?
No que se refere a comparações mundiais, a jornalista Catherine Denny resumiu bem: para um terço da população mundial, mais valia ser uma vaca. A realidade brutal é esta: uma vaca na Europa recebe 2 euros por dia através da PAC. No mundo (incluindo 20% da população dos EUA) existem 2 biliões de pessoas com menos de 2 euros por dia.No que se refere a Portugal o número mau é que em 2007 a taxa de endividamento das famílias atingiu 129%. Enquanto os ricos acedem ao mercado internacional, a classe média tem crédito cada vez mais caro, e os pobres dinheiro cada vez mais escasso. Em todo o caso, o problema da repartição dos rendimentos nunca é o decisivo. Quando Otelo Saraiva de Carvalho disse, em 1975, que a política portuguesa visava acabar com os ricos, Olof Palme respondeu-lhe: “Na Suécia, queremos acabar com os pobres”. Do que precisamos é reconhecer novos paradigmas económicos. A ortodoxia dos economistas manda-nos acreditar que o dinheiro faz girar o mundo. Com mais dinheiro, mais bem estar. Mais lucros na empresa, melhor. Quanto maior o PNB do país, melhor. Quanto maior o produto per capita, melhor. Quanto maior o índice das Bolsas, melhor. Contra este neo-liberalismo, é preciso afirmar que o dinheiro não é o elemento central da economia mas que deve estar ao serviço das necessidades de produção. A forma de descobrir o que acontece numa economia é separar entre os ciclos monetários, ou de pagamentos, ligados à venda de produtos básicos, os pagamentos ligados aos bens de produção, e os ligados à transferência de propriedade, num determinado intervalo de tempo. Quando isso é feito, descobrimos que a massa de dinheiro e as bolhas especulativas que circulam nos mercados financeiros internacionais, em crise, não têm impacto positivo no aumento dos bens de produção e estão a gerar uma crise no circuito dos bens de consumo, nomeadamente a habitação, que alastrou dos EUA para a Europa.
2. Como avalia esta crise? É meramente petrolífera, financeira e social?
Os problemas económicos não se resolvem apenas com soluções económicas. Organizamos a sociedade com a política e com medidas de segurança e defesa; orientamos a nossa vida com filosofias e doutrinas transmitidas pela vida cultural; aumentamos o conhecimento com a investigação científica e o desenvolvimento; mantemos a nossa memória com o património que construímos e preservamos; moderamos os conflitos e regulamos a equidade mediante os tribunais: protegemos e sustentamos a saúde com sistemas apropriados; e passamos esta herança cultural a novas gerações através do sistema educativo.É evidente que todas estas actividades têm dinâmicas próprias que devem ser incentivadas pela alta qualidade dos seus praticantes e dos seus serviços. Para isso, Portugal precisa de uma revolução cultural que dê mais poder a quem tem mais cultura e não a quem tem mais dinheiro. É desta revolução cultural que a democracia precisa para que o efectivo poder dos cidadãos não seja desperdiçado em jogos partidários numa república que, em 2009, está ameaçada de ser bloqueada por jogos de poder entre o presidente e o primeiro ministro, como se depreende do recente discurso de 31 de Julho.
3. Onde pode acabar? Estamos a viver uma coisa má?
As trocas redistributivas - de que os mercados financeiros são o exemplo mais substantivo - não afectam a produção nem a venda de produtos e serviços. São apenas uma mudança de propriedade, seja de acções, títulos, futuros, obrigações do Estado, etc. Não fazem parte do processo produtivo. A crise instalou-se nos mercados financeiros onde a posse de acções e de futuros se transfere instantaneamente, sem correspondência com a produção e consumo reais. Veja-se a Bolsa portuguesa. As acções das empresas cotadas caíram 25% desde Janeiro de 2008. E daí? A economia parou? Na troca redistributiva nada de novo se produz. Mas o que sucede aos ganhos nesses mercados é outra história. Podem ser usados para comprar bens básicos ou investidos em bens de produção. Mas para isso, é necessário que as pessoas tenham uma cultura de empreendedorismo para saber investir onde é necessário; que se associem para controlar não só a produção como a incorporação de mais valias e distribuição dos produtos. E é necessário que o Estado apoie investimentos de alavancagem, seleccionando como quer deixar o dinheiro do QREN e dos contribuintes em todas as regiões do país. A crise não é de falta de dinheiro mas de falta de orientação económica e politica sustentáveis.
4. Em relação ao País, estamos a caminhar para uma situação catastrófica?
Estamos a desperdiçar oportunidades e esforços. As famílias portuguesas querem cursos para os seus filhos, quaisquer que sejam, e pagam bem para os obter. Mas depois são surpreeendidas porque não existe mercado de trabalho adequado. E não existe porque o Estado não reformou o ensino para valorizar a formação fundamental – através da qualidade dos professores - e resultam cursos, programas e indivíduos desadaptados e sem qualidades de empreendedorismo. O agricultor português começa por produzir e só depois é que vai à procura de comprador para os seus produtos. As grandes superfícies, perante a vulnerabilidade do proprietário de produtos perecíveis, dizem-lhe: «Ou vendes os produtos ao preço a que eu quero ou fica tudo a apodrecer.» Assim se compreende a degradação da agricultura e, em compensação, a proliferação de Centros Comerciais. E os responsáveis pela Agricultura portuguesa não sabem o que andam por cá a fazer. A construção civil insiste nas grandes obras que nalguns casos têm retorno nacional – barragens, auto-estradas - mas nada deixam nas regiões onde são implantadas. Em vez disso, deveriam investir na renovação das ferrovias com bitola europeia, na navegação fluvial, na reabilitação urbana, na recuperação do património, com os olhos postos na regionalização da economia e não na drenagem desse grande interior do país que tem 50% do território mas apenas 20% da população e 10% do PIB, e continua em perda.
5. Quais são neste momento as urgências do País?
O país tem de, a curtíssimo prazo, saber investir em contra ciclo da crise internacional, como já fez noutras ocasiões históricas. Temos de funcionar como um país com 28 regiões naturais e 2 regiões autónomas e não como uma megaurbe litoral com umas “quintas” no interior. O dinheiro tem de ser injectado no ciclo dos bens de produção e de novas produções que estão à vista na agricultura, nas energias alternativas, nos meios de transporte adaptados ao fim da era do petróleo, etc. etc.Por exemplo: o incremento da produção agrícola tem de ser acompanhado de método claro de formação de preços, de incorporação de mais valias nos produtos e do controlo da distribuição com centros de venda, plataformas logísticas e fácil circulação rodo, marítima e ferroviária. Não basta produzir cerejas, maçãs, castanhas, pêras, figos, etc. como não basta produzir vinho e leite; é preciso organizar a qualidade e distribuição desses produtos com tecnologias inovadoras e transformá-los em sumos, doces, confeitarias, produtos de marca, sinais de cultura, enfim, com a ajuda da investigação científica e beneficiando o património e a cultura tradicional. Ao contrário do que é costume dizer, Portugal não tem um problema agrícola; Portugal tem um problema comercial para escoar os produtos riquíssimos da agricultura mediterrânica que pode produzir. O que vale para a agricultura, vale para os demais domínios. Os capitais que circulam nos mercados especulativos, onde entram e saem com muita facilidade, agarrando hoje os cereais, amanhã o petróleo, depois a água, têm de ser dirigidos, por entidades públicas e privadas, para uma economia regionalizada que é o verdadeiro nome que a regionalização deverá ter em Portugal. A seu tempo creio que alcançaremos um Pacto entre as forças políticas sobre Políticas Públicas dotadas de Eficiência, Equidade e Liberdade que viabilizem a independência que todo o português continua a desejar. É para isso que nós trabalhamos no Instituto da Democracia Portuguesa.
Entrevista por Ana Clara do Jornal "O Diabo" - 06.08.2008

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

E SE PORTUGAL FOSSE UMA MONARQUIA?
Atendendo que a Família Real está ausente do país por mais uma semana de férias, aproveito a oportunidade de colocar aqui esta entrevista que embora tenha sido feita há 2 anos, em Setembro de 2006, continua ainda actualizada e a situação do país mantem-se ou continuou a agravar-se até aos dias de hoje. Apreciei muito esta entrevista do princípio ao fim mas saliento este comentário de Dom Duarte: "existem alguns presidentes que deviam ser presos por negociatas e fraudes e não há nenhum Rei na Europa com esses problemas..." Lógico! Não há Reis corruptos! Uma chamada de atenção aos portugueses: "o povo não escolhe muita coisa nas presidenciais e quando escolhe é uma pessoa apoiada pelos dois maiores partidos e ganha aquele que tiver o maior brasileiro como relações públicas". Pois, é tudo uma questão de "marketing"... até nas eleições sejam elas quais forem. Mas os portugueses parecem que querem continuar a viver no "reino da macacada" do que no Reino de Portugal. Não tomam como exemplo as Monarquias Europeias, Espanha, Suécia, Holanda, Luxemburgo... e deixarem o republicanismo desenfreado que nada nos deu há quase um século. Era bom fazerem uma retrospectiva do que se perdeu com a queda da Monarquia e estudarem mais a História de Portugal nestes últimos 100 anos porque talvez possam tirar alguma conclusão! Que esta entrevista nos faça meditar profundamente sobre as palavras e ideias de S.A.R., O Senhor Dom Duarte de Bragança que nasceu para ser Rei de Portugal!





sábado, 2 de agosto de 2008

1º TROFÉU PRÍNCIPE DA BEIRA
CENTRO HÍPICO DE MONTEBELO - REAL VISITA A VISEU
A entrega do Grande Prémio no dia 29 de Junho de 2008 às 18h00, foi feita por SS.AA.RR., O Duque de Bragança e Príncipe da Beira, Dom Afonso de Santa Maria.










Como já foi anunciado aqui http://realfamiliaportuguesa.blogspot.com/2008_06_01_archive.html O Centro Hípico Montebelo, conjuntamente com a Real Associação de Viseu, foi palco do 1º Troféu Príncipe da Beira, inserido no concurso Saltos Nacional B. A festa do desporto equestre ocorreu no fim-de-semana 27 a 29 Junho entre as 09h00 e as 19h00.
(Clique nas imagens para ampliar)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

REPORTAGEM FOTOGRÁFICA DA VISITA REAL DE SS.AA.RR., DOM DUARTE E DOM AFONSO A VISEU, NO DIA 28 DE JUNHO DE 2008
1º VISITA OFICIAL DO PRÍNCIPE DA BEIRA Dia 28 de Junho - 15h30 - Recepção de Sua Alteza, Dom Duarte no Regimento de Infantaria 14, com visita às instalações, museu e exposição da Bandeira do Regimento bordada e oferecida por Sua Majestade, A Rainha Dona Amélia. - S.A.R., Dom Afonso não esteve presente nesta visita.




Bandeira bordada e oferecida pela Rainha Senhora Dona Amélia









Dia 28 às 17.00 horas - Presença de crianças e jovens do Lar Escola de Santo António no Centro Hípico Montebelo para baptismo hípico, com a presença de S.A.R., O Príncipe da Beira, Dom Afonso. Dom Afonso tem uma "forte paixão" pela Biologia e gosta muito de pescar.





No dia 28 - às 20.00 horas - Jantar Real oferecido pela Real Associação de Viseu em honra de Suas Altezas Reais, no Hotel Montebelo em Viseu.

Príncipe da Beira com um jovem e mais atrás, Dr.Joaquim Costa e Nora, Presidente da R.A. de Coimbra
(Clique nas imagens para ampliar)